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sábado, 10 de dezembro de 2016

Malária (2) Prevenção e tratamento Cynthia Santos


Uma combinação de novas tecnologias, novos métodos de controle da malária e do conhecimento sobre ela pela população poderá ocasionar a redução de 90% ou mais das mortes causadas pela doença.

A malária, causada por protozoários do gênero Plasmodium, causa de 700 mil a 2,7 milhões de mortes anualmente no mundo, a maioria delas em crianças africanas. No Brasil, a transmissão da malária está basicamente restrita à Amazônia Legal, que teve no ano passado mais de 500 mil casos.

Medidas de controle
Medidas simples e eficazes podem controlar a malária: diagnóstico e tratamento dos pacientes com malária, controle da população do mosquito Anopheles e administração de drogas antimalária, como medida preventiva.

O tratamento da malária consiste em eliminar os protozoários da corrente sangüínea. Isso se dá através da utilização de drogas. Por muitos anos, as drogas à base de quinina vêm sendo utilizadas no combate da malária. Mas os protozoários adquiriram resistência a elas. Essas drogas já não são tão eficientes como antes.

Avanços tecnológicos
Um grande avanço nos últimos anos foi o desenvolvimento de um medicamento bastante eficaz contra a malária, a artemisinina. A droga é derivada da planta chinesa artemísia. A artemisinina conseguiu reduzir em 97% a taxa de mortalidade em uma epidemia de malária ocorrida no Vietnã nos anos 1990. Devido à sua grande eficácia, ela vem substituindo os medicamentos à base de quinina.

Outra inovação tecnológica vai contribuir em muito para o controle da população de mosquitos vetores da doença: a invenção de um mosquiteiro com inseticida, que não necessita de reaplicação e dura cerca de cinco anos.

Um estudo recente, publicado na revista médica "The Lancet", mostrou que uma nova vacina contra a malária é eficaz em bebês com menos de um ano de idade - o grupo de pessoas mais vulnerável aos parasitas da malária. O trabalho mostrou que a aplicação dessa nova vacina é segura em crianças de tão pouca idade e também que o risco de contrair a doença foi reduzido em 65% após a administração de 3 doses. Se passar em todos os testes, essa vacina deve estar no mercado em 2012.

Barganha do planeta
Toda essa tecnologia, no entanto, só poderá ser utilizada em países pobres com o apoio de nações mais abastadas. E olhe só o que vai ocorrer nos próximos anos: os novos mosquiteiros e os medicamentos à base de artemisinina serão distribuídos gratuitamente para as regiões mais atingidas pela malária!

Esse novo plano de controle da doença, aliado à aplicação de inseticida onde for necessário, é, segundo J.D. Sachs, diretor do Instituto da Terra, da Universidade de Columbia, nos EUA, "a barganha do planeta". Seus estudos mostraram que um plano como esse custaria cerca de US$ 3 bilhões por ano, durante alguns anos. Parece muito, não é mesmo? Mas, segundo a publicação "Scientific American", isso é o que o Pentágono gasta em dois dias! E esse valor pode salvar mais de um milhão de vidas por ano.

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