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domingo, 4 de setembro de 2016

Anfíbios


Anfíbios anuros da família Bufonidae. Fotografia: Fabrício H. Oda.
Os anfíbios recebem esse nome pelo fato da maioria de suas espécies passarem uma fase da vida na água e outra fase na terra (anfo=duas; bio=vida). Esses animais, embora com particularidades típicas de cada grupo, possuem em comum a pele permeável e úmida, sem pêlos ou escamas externas. Esta, além de ser o principal local de troca de gases respiratórios, possui algumas glândulas que podem ser úteis à reprodução, outras, que mantém a pele úmida e, ainda, há aquelas que auxiliam na defesa contra predadores.

Água e gases atravessam a pele destes animais de forma facilitada devido às suas características que permitem, também, o transporte de sódio e eliminação de uréia por esta via.

Todos os anfíbios atuais são carnívoros e o tamanho da cabeça é fator determinante e limitante quanto ao tamanho da presa.

Os Lissamphibia - como também são chamados - são representados pelas linhagens Anura (sapos, rãs e pererecas), Urodela (salamandras) e Gymnophiona (cecílias). Quatro patas bem desenvolvidas é uma característica pertencente à maioria dos indivíduos, embora as cecílias sejam ápodas, com cauda curta. Quanto a isso, as salamandras apresentam longas caudas e os anuros não as possuem.

A variedade de modos de reprodução e cuidado parental são, também, características notáveis nestes indivíduos cuja maioria põe ovos, que podem ser depositados no solo ou n’água e dão origem a indivíduos que podem ter desenvolvimento direto ou indireto. Neste, o estágio larval aquático é denominado girino.

Ovos também podem ser carregados no dorso, em sacos vocais ou até mesmo no estômago. O canto de anúncio, utilizado em rituais pré-nupciais, é característica peculiar dos anfíbios anuros.
Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia

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