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terça-feira, 8 de novembro de 2016

Feudalismo

Feudalismo

Alunos Online


Ilustração contendo os principais personagens do Regime Feudal: os suseranos e os vassalos.
Segundo o historiador francês Jacques le Goff, feudalismo é “um sistema de organização econômica, social e política baseado nos vínculos de homem a homem, no qual uma classe de guerreiros especializados – os senhores –, subordinados uns aos outros por uma hierarquia de vínculos de dependência, domina uma massa campesina que explora a terra e lhes fornece com que viver” 1.

O feudalismo foi a forma de organização política e social que caracterizou a Idade Média. Uma crise assolava o Império Romano. A partir do século III, essa crise se manifestou com mais força. A sociedade romana era escravista; e estes foram conquistados em batalhas. Essas batalhas também lhes rendiam terras. Conforme ia crescendo, o Império Romano apresentava fragilidades. O custo para a manutenção dessas terras era altíssimo e o risco de uma invasão inimiga era iminente. Amedrontados, iniciou-se um processo de ruralização, em que houve uma grande migração das cidades para o campo.

Alguns indivíduos, recém-chegados ao campo, não tinham onde morar nem como se proteger. Os proprietários de terras lhes ofereciam moradia, em troca de trabalho em suas terras e proteção militar. O trabalhador não seria escravo do senhor, mas escravo da terra. Se por acaso a terra fosse vendida, o trabalhador permaneceria nela, sendo subordinado ao dono seguinte. Iniciava-se o regime feudal.

Chamava-se de suserano o proprietário das terras cedidas ao trabalhador, conhecido como vassalo. Ambos tinham obrigações quanto ao outro: o suserano, além de ceder as terras, tinha a obrigação de proteger seus subordinados, militar e juridicamente. Já o vassalo deveria estar de prontidão, caso houvesse algum conflito, atuando como serviçal militar. Os feudos eram divididos em porções de terras conhecidas como senhorio. Cada senhorio era dividido em três partes: os campos abertos (terras de uso comum, mas proibidas para caça, por parte dos vassalos), reservas senhoriais (exclusivas ao senhor feudal) e mansos servis (fonte de sustento dos vassalos). Havia três tipos de impostos obrigatórios ao vassalo: a corveia (trabalho obrigatório e gratuito), a talha (parte da produção entregue, obrigatoriamente, ao senhor) e banalidade (aluguel de equipamentos e instalações).

Durante o feudalismo o poder real foi enfraquecido. Como a sociedade passou a se dividir em feudos, cada senhor feudal era líder de seu território, tendo poder semelhante ao real, para com seus subordinados. Esse fator também contribuiu com o declínio do Império. A Igreja Católica, pelo contrário, se fortaleceu, pois recebia feudos como doações de seus fiéis. O regime feudal, predominante durante a Idade Média, foi se enfraquecendo no final do século XV, período em que o camponês foi conquistando liberdade para acumular bens e adquirir suas próprias reservas.

1 LE GOFF, Jacques. A civilização do Ocidente medieval. Lisboa: Estampa, 1984. Vol. 2. Página 29.

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