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quinta-feira, 13 de outubro de 2016

A industrialização no Segundo Reinado

Professor de Matemática no Colégio Estadual Dinah Gonçalves
E Biologia na rede privada de Salvador-Bahia
Professor Antonio Carlos carneiro Barroso
email accbarroso@hotmail.com
Extraído de http://www.alunosonline.com.br

A industrialização no Segundo Reinado

Rainer Sousa




A industrialização brasileira foi vacilante mediante a falta de um projeto político sólido.
Durante o governo imperial, o Brasil ainda tinha grande parte de sua economia sustentada pela exportação de gêneros agrícolas. Chegando ao Segundo Reinado, vemos que essa mesma situação se mantinha na medida em que as lavouras de café se desenvolviam com a grande demanda do mercado externo. Sendo assim, conservávamos nossa feição econômica sem grandes alterações e continuávamos a consumir produtos industrializados vindos principalmente da Inglaterra.

Essa situação veio a se modificar no ano de 1844, quando a implantação da Tarifa Alves Branco modificou a política alfandegária nacional. Interessado em ampliar a arrecadação dos cofres públicos, o governo imperial dobrou o imposto cobrado sobre vários produtos vindos de fora. Com o passar do tempo, a Tarifa Alves Branco permitiu que a incipiente indústria brasileira pudesse fabricar produtos que tinham preços mais competitivos que os importados.

Além desse fator, devemos também compreender que esse surto industrial vivenciado na metade do século XIX também foi estimulado pela proibição do tráfico negreiro. Em primeiro plano, essa outra ação incentivou a entrada de imigrantes estrangeiros que poderiam atender a demanda dos trabalhadores assalariados que apareciam nas grandes cidades. Ao mesmo tempo, antigos traficantes passaram a reinvestir seus capitais em outras atividades, como a indústria.

Apesar do crescimento, devemos frisar que o governo imperial não dispunha de políticas essencialmente voltadas para a dinamização da economia. Não por acaso, percebemos que no ano de 1860, a redução da taxa alfandegária tratou de desacelerar o tímido crescimento industrial vivido naquele tempo. Sendo assim, temos a confirmação de que as elites políticas da época estavam longe de defender a transformação das antigas bases de sustentação econômica.

Nos últimos anos do governo de Dom Pedro II, vemos que a indústria brasileira começou a apresentar alguns traços de novo crescimento. Assim como da primeira vez, a riqueza do café exportado gerou capitais que eram investidos na construção de novas fábricas. Enfatizamos que a produção industrial brasileira nessa época se destacou essencialmente pela abertura de fábricas que se envolviam com a produção de alimentos, tecidos e alguns produtos químicos.

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