Seja C um conjunto com m elementos distintos. No estudo de arranjos, já vimos antes que é possível escolher p elementos de A, mas quando realizamos tais escolhas pode acontecer que duas coleções com p elementos tenham os mesmos elementos em ordens trocadas. Uma situação típica é a escolha de um casal (H,M).
Quando se fala casal, não tem importância a ordem da posição (H,M) ou (M,H), assim não há a necessidade de escolher duas vezes as mesmas pessoas para formar o referido casal. Para evitar a repetição de elementos em grupos com a mesma quantidade p de elementos, introduziremos o conceito de combinação.
Diremos que uma coleção de p elementos de um conjunto C com m elementos é uma combinação de m elementos tomados p a p, se as coleções com p elementos não tem os mesmos elementos que já apareceram em outras coleções com o mesmo número p de elementos.
Aqui temos outra situação particular de arranjo, mas não pode acontecer a repetição do mesmo grupo de elementos em uma ordem diferente.
Isto significa que dentre todos os A(m,p) arranjos com p elementos, existem p! desses arranjos com os mesmos elementos, assim, para obter a combinação de m elementos tomados p a p, deveremos dividir o número A(m,p) por m! para obter apenas o número de arranjos que contem conjuntos distintos, ou seja:
C(m,p) = A(m,p) / p!
Como A(m,p) = m.(m-1).(m-2). ... .(m-p+1), então:
C(m,p) = [ m.(m-1).(m-2). ... .(m-p+1)] / p!
o que pode ser reescrito
C(m,p) = [ m.(m-1).(m-2). ... .(m-p+1)] / [(1.2.3.4....(p-1)p]
Se multiplicarmos numerador e denominador desta fração por
(m-p)(m-p-1)(m-p-2)...3.2.1
que é o mesmo que multiplicar por (m-p)!, o numerador da fração ficará:
m.(m-1).(m-2).....(m-p+1)(m-p)(m-p-1)...3.2.1 = m!
e o denominador ficará:
p! (m-p)!
Assim, a expressão simplificada para a combinação de n elementos tomados p a p, será:
m!
C(m,p) =
---------------------------------------------------------
p! (m-p)!
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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020
Polinômios
Assim:
Q(x) = ax + b e R(x) = cx + d
2a etapa
Como A(x)
2x3 – 8x2 + 7x – 5
2x3 – 8x2 + 7x – 5
+ (3a – 2b + c)x + (3b +d)
3a etapa
Estabelecemos a igualdade dos coeficientes dos termos correspondentes.
4a etapa
Resolvemos o sistema e encontramos a = 2; b = – 4; c = –7 e d = 7.
Então: Q(x) = 2x – 4 e R(x) = –7x + 7
Exercícios Resolvidos
01. (UFG-GO) Na divisão do polinômio
P(x) = ax3 + bx2 + cx + d pelo polinômio D(x) = x2 + 1 encontra-se para quociente o polinômio Q(x) = 2x – 1 e para resto o polinômio R(x) = – x + 1. Então, P(x) é o polinômio:
a) x3 – x2 + x + 1
b) 2x3 – x2 + 1
c) 2x3 – x2 – x + 1
d) 2x3 – x2 + x
Resolução
ax3 + bx2 + cx + d = (2x – 1)(x2 + 1) + (–x + 1)
ax3 + bx2 + cx + d = 2x3 + 2x – x2 – 1 – x + 1
ax3 + bx2 + cx + d = 2x3 – x2 + x
Logo:
Resposta: D
|
02. Dados os polinômios
P(x) = 2x5 – 32x3 + 43x2 – 40x + 20 e
D(x)= x2 + 4x – 3, efetuar a operação P(x) ÷ D(x).
Resolução
![]()
03. (ITA-SP) Os valores de
![]()
Resolução
![]()
Como P(x) deve ser divisível por Q(x), temos:
(
![]()
Assim,
Resposta: Binterna.coceducacao.com.br
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Polinômios
Considerações sobre o Grau
Sendo A e B dois polinômios não-nulos, o grau do produto A · B é a soma dos graus dos polinômios A e B.
No caso de um dos polinômios A ou B ser identicamente nulo, o produto A · B é identicamente nulo (o grau não é definido).
Exemplo
GA = 5 e GB = 3
7. Divisão de Polinômios
7.1. Definição
Dados dois polinômios, A(x) e B(x), B não-nulo, existe um único par de polinômios Q (x) e R(x) em que se verificam as condições:
1a) A(x)
2a) GR < GB ou R(x)
Os polinômios A e B são chamados de dividendoe divisor e os polinômios Q e R são o quociente e oresto.
Quando R(x)
7.2. O Método da Chave
Dividir o polinômio A(x) pelo polinômio B(x), não-nulo, significa determinar o quociente Q(x) e o resto R(x).
Vamos dividir, por exemplo, o polinômio
A(x) = 2x3 – 8x2 +7x – 5 por B(x) = x2 – 2x + 3, pelo método da chave.
1a etapa
Dividimos inicialmente 2x3 por x2, encontrando 2x.
2a etapa
Multiplicamos 2x por x2 – 2x + 3 e vemos “quanto falta para 2x3 – 8x2 + 7x – 5”, isto é, subtraímos:
|
2x3 – 4x2 + 6x de 2x3 – 8x2 + 7x – 5.
![]()
3a etapa
Enquanto o grau do resto for maior ou igual ao grau do divisor, continuamos a divisão. Dividimos então – 4x2 por x2, encontrando – 4.
![]()
4a etapa
Multiplicamos – 4 por x2 – 2x + 3 e vemos “quanto falta para – 4x2 + x – 5”.
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Nesse ponto terminamos a divisão, pois o grau de
– 7x + 7 é menor que o grau do divisor.
Portanto, temos:
Quociente = Q(x) = 2x – 4
Resto = R(x) = – 7x + 7
7.3. Considerações sobre o Grau
Sendo A e B dois polinômios não-nulos, o grau do quociente Q(x) é a diferença entre os graus dos polinômios A e B, e o resto, se não for nulo, terá grau menor que o grau de B(x).
7.4. O Método de Descartes
Vamos dividir, por exemplo, o polinômio
A (x) = 2x3 – 8x2 + 7x – 5 por B(x) = x2 – 2x + 3 pelo método de Descartes, também conhecido como método dos coeficientes a determinar.
1a etapa
Estimamos quem serão o quociente Q(x) e o resto R(x) da divisão, lembrando que GQ = GA – GB = 1, e, se o resto não for nulo, GR < GBinterna.coceducacao.com.br
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Geometria analítica Estudo de posição relativa de um ponto e uma cônicas
Professor de Matemática no Colégio Estadual Dinah Gonçalves
E Biologia na rede privada de Salvador-Bahia email accbarroso@hotmail.com
Geometria analítica
Estudo de posição relativa de um ponto e uma cônicas
No artigo Geometria analítica - cônicas analisamos as fórmulas gerais das cônicas:
Nota: os centros da hipérbole e da elipse possuem coordenadas (0,0), sendo que a parábola tem o seu vértice nesse ponto, enquanto a, b, c, d e k são constantes correspondentes a cada curva.
a. Se o ponto é externo
b. Para o ponto P interno
b. Para o ponto P interno
b. Para o ponto P interno
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Nota: os centros da hipérbole e da elipse possuem coordenadas (0,0), sendo que a parábola tem o seu vértice nesse ponto, enquanto a, b, c, d e k são constantes correspondentes a cada curva.
Posição relativa entre um ponto e uma parábola
Dado um ponto de coordenadas (xp, yp) de um ponto P, a posição desse ponto em relação às cônicas será:a. Se o ponto é externo
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b. Para o ponto P interno
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Posição relativa entre um ponto e uma elipse:
a. Se o ponto é externo![]() |
b. Para o ponto P interno
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Posição relativa entre um ponto e uma hipérbole:
a. Se o ponto é externo![]() |
b. Para o ponto P interno
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*Carlos Alberto Campagner é engenheiro mecânico, com mestrado
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