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sábado, 15 de fevereiro de 2020

Racionalização de Radicais 3º Caso



Teorema de Tales

Razões trigonométricas

Trigonometria I

TRIGONOMETRIA NO TRIÂNGULO RETÂNGULO
Em princípio, Trigonometria é o estudo da relações entre as medidas de ângulos e lados nos triângulos retângulos (trigono = triângulo e metria = medida).

1. RAZÕES TRIGONOMÉTRICAS
O triângulo é retângulo quando um de seus ângulos internos é reto, ou seja, mede 90°.

Observe-se o triângulo ABC da figura com  = 90° (reto), e seus ângulos agudos e .


É importante saber que:

a) Em relação ao ângulo , temos:

c é o cateto oposto;

b é o cateto adjacente.

b) Em relação ao ângulo , temos:

b é o cateto oposto;

c é o cateto adjacente.

Seno, co-seno e tangente de um ângulo agudo
Seja a medida de um ângulo agudo do triângulo acima, temos:

a) Seno do ângulo (sen ):

É a razão entre a medida do cateto oposto a e a medida da hipotenusa, ou seja:

b) Co-seno do ângulo (cos ):

É a razão entre a medida do cateto adjacente a e a medida da hipotenusa, isto é:



Aplicação
Calcular x, dados:

sen = 0,8; cos = 0,6; tg = 0,75

Solução:

Primeiro é preciso decidir qual das três razões trigonométricas dadas convém ao problema.

Observe que a hipotenusa é conhecida e que x é a medida do cateto adjacente a . Como hipotenusa e cateto adjacente são relacionados pelo co-seno, temos:



Professor Antonio Carlos Carneiro Barroso
http://ensinodematemtica.blogspot.com
extraido de www.colegioweb.com.br

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Homonímia Homófonos e homógrafos

Colégio Estadual Dinah Gonçalves
email accbarroso@hotmail.com
   

Um dos componentes dos estudos linguísticos é o estudo semântico. Nele estuda-se a relação entre as construções da língua e seus significados, sua relação com o mundo extralinguístico.

Nos estudos semânticos encontra-se o estudo da homonímia. De acordo com o Dicionário de Linguística, de Jean Dubois e outros, de 1978, página 326: "homonímia é a identidade fônica (homofonia) ou a identidade gráfica (homografia) de dois morfemas que não têm o mesmo sentido, de um modo geral".

Ou seja, homônimos são palavras que apresentam formas iguais e significações diferentes.

Exemplos de homônimos homófonos (isto é, palavras que têm a mesma pronúncia mas escrita diferente):


sentido sentido sentido
cessão
ato de ceder
sessão reunião
secção
repartição
conserto reparo concerto acordo concerto espetáculo musical
bucho estômago de animais buxo arbusto

chá infusão de ervas medicinais soberano da Pérsia

chácara propriedade campestre xácara narrativa popular em verso


Exemplos de homônimos homógrafos (ou seja, palavras que têm a mesma escrita e a mesma pronúncia):


sentido sentido
boa bondosa
boa
espécie de cobra – jiboia
gravar esculpir gravar onerar
(Ex.: Os aumentos de impostos são medidas que gravam os menos favorecidos.)
ralo ralador (objeto) ralo pouco espesso
real verdadeiro real relativo ao rei
mente intelecto mente 3ª pessoa do verbo mentir














  • Neste caso, é preciso ficar atento às exceções, ou seja, palavras em que há a abertura da vogal tônica. Exemplos:
    a) este (demonstrativo) - "Este é meu amigo" - e este (substantivo) - "O sol nasce no oriente, na direção este";
    b) almoço (verbo) - "Eu almoço todos os dias" - e almoço (substantivo) - "O almoço estava uma delícia!".

    Homonímia e convergência fônica

    Formas convergentes ou homeotrópicas (homós = o mesmo e tropos = mudança), daí resultando homeótropos (formas homeotrópicas), são aquelas que têm a mesma forma, mas que se originaram de palavras diversas, da mesma língua ou de línguas diferentes.

    Foi o que ocorreu, por exemplo, com as palavras latinas: sanctu, sanu e sunt, que, por motivo de convergência fonética, tornaram-se, em português, "são":

    são de sanctu - São Jorge ( apócope de Santo )
    de sanu - " Mente sã, corpo são ." ( sadio )
    de sunt - As rosas são belas. (3ª pessoa do plural do verbo ser )

    Para Francisco Borba (em Introdução aos estudos linguísticos, Editora Pontes, 1998, página 236), "a homonímia está mais ligada à formação do léxico porque comumente resulta de convergência fônica, isto é, são alterações fônicas das palavras que levam à identidade de significante".

    Homonímia e etimologia

    A etimologia também explica o fenômeno da homonímia nos casos de palavras iguais, contudo de origens diferentes, que não constituem formas convergentes, como apresentado no item anterior.

    O exemplo clássico em português é a palavra manga, que se origina de dois étimos distintos, conforme se vê abaixo:

    port. manga - peça da vestimenta (do latim manica)
    port. manga - fruta (de origem malaia)

    Borba ainda diz que "também o intercâmbio cultural entre povos pode facilitar o encontro de formas semelhantes que, pela ação das leis fonéticas, podem chegar a igualar-se".

    Um exemplo é a palavra lama:

    O latim lama deu lama (= barro, tijuco) em português; do tibetano blama nos veio lama (sacerdote do lamaísmo); e, por último, há também lama ou lhama (animal típico dos Andes), palavra proveniente do quíchua (importante língua indígena da América do Sul, falada em maior número pelos peruanos).

    Polissemia e homonímia

    Muitos autores afirmam que o estudo da polissemia (pluralidade significativa) gera, quase sempre, o problema da distinção entre homonímia e polissemia.

    A polissemia diz respeito à possibilidade que tem o item léxico de variar de sentido, dependendo dos diferentes contextos em que ele venha ocorrer. Vejamos os seguintes exemplos retirados de Borba:

    tomar no sentido de:
    A enfermeira tomou a criança pela mão. segurar
    Os ingleses tomaram as Malvinas. conquistar
    tomo vinho francês. beber
    A casa do ministro toma todo um quarteirão. ocupar
    Agora Lucas toma ares de rico. assumir

    Todavia, ao contrário das palavras polissêmicas, as homonímias comumente provêm de classes diferentes, tendo, assim, distribuição também diferente.

    A palavra cobra pode figurar tanto como verbo quanto como nome, dependendo do contexto. Exs.: "Ela cobra a presença de todos na sala de reunião, agora!" ou "Cobra dessa espécie é peçonhenta".

    Tem-se aqui o caso de homônimos homógrafos. A polissemia, por sua vez, trata-se sempre de uma mesma palavra que está sujeita a vários empregos, conforme exemplificado no quadro acima.
  • Algumas palavras homógrafas depois do Novo Acordo Ortográfico:

    Depois do Novo Acordo Ortográfico, não são mais assinaladas com acento gráfico, seja o acento agudo, seja o circunflexo, as seguintes palavras homógrafas:

    pela(s)** (verbo e substantivo) pela(s) (per + la)
    pelo (verbo) pelo(s) (per + lo e substantivo)
    polo(s) (substantivo) polo(s) (por + lo (s) combinação antiga e popular)
    ** "Pela" (verbo) refere-se ao ato de pelar; "pela" (substantivo) designa um tipo de bola.

    Bibliografia

  • Dicionário de Linguística, de Jean Dubois e outros, São Paulo: Cultrix, 1978.
  • Escrevendo pela nova ortografia: como usar as regras do novo acordo ortográfico da língua portuguesa, Instituto Antônio Houaiss; coordenação e assistência de José Carlos Azeredo. São Paulo: Publifolha, 2009.
  • Estudo dirigido de gramática histórica e teoria da literatura, de Audemaro Taranto Goulart e Oscar Viera, São Paulo: Editora do Brasil, s/d.
  • Introdução aos estudos linguísticos, de Francisco da Silva Borba, Campinas: Pontes, 1998.
  • Língua Portuguesa: noções básicas para cursos superiores, de Mª. Margarida de Andrade e Antônio Henriques, São Paulo: Atlas Editora, 1991.
  • *Jorge Viana de Moraes é mestre em Letras pela Universidade de São Paulo. Atua como professor em cursos de graduação e pós-graduação na área de Letras.

    Relações Métricas no Triângulo retângulo aula 3

    quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

    CÍRCULO, CIRCUNFERÊNCIA E ARCOS



    Colégio Estadual Dinah Gonçalves
    email accbarroso@hotmail.com




    A circunferência possui características não comumente encontradas em outras figuras planas, como o fato de ser a única figura plana que pode ser rodada em torno de um ponto sem modificar sua posição aparente. É também a única figura que é simétrica em relação a um número infinito de eixos de simetria. A circunferência é importante em praticamente todas as áreas do conhecimento como nas Engenharias, Matemática, Física, Quimica, Biologia, Arquitetura, Astronomia, Artes e também é muito utilizado na indústria e bastante utilizada nas residências das pessoas.

    Circunferência e Círculo

    Circunferência: A circunferência é o lugar geométrico de todos os pontos de um plano que estão localizados a uma mesma distância r de um ponto fixo denominado o centro da circunferência. Esta talvez seja a curva mais importante no contexto das aplicações.
    Pontos exteriores: Os pontos exteriores a um círculo são os pontos localizados fora do círculo.

    Raio, corda e diâmetro

    Raio: Raio de uma circunferência (ou de um círculo) é um segmento de reta com uma extremidade no centro da circunferência e a outra extremidade num ponto qualquer da circunferência. Na figura, os segmentos de reta OA, OB e OC são raios.
    Corda: Corda de uma circunferência é um segmento de reta cujas extremidades pertencem à circunferência. Na figura, os segmentos de reta AC e DE são cordas.
    Diâmetro: Diâmetro de uma circunferência (ou de um círculo) é uma corda que passa pelo centro da circunferência. Observamos que o diâmetro é a maior corda da circunferência. Na figura, o segmento de reta AC é um diâmetro.

    Posições relativas de uma reta e uma circunferência

    Reta secante: Uma reta é secante a uma circunferência se essa reta intercepta a circunferência em dois pontos quaisquer, podemos dizer também que é a reta que contém uma corda
    Reta tangente: Uma reta tangente a uma circunferência é uma reta que intercepta a circunferência em um único ponto P. Este ponto é conhecido como ponto de tangência ou ponto de contato. Na figura ao lado, o ponto P é o ponto de tangência e a reta que passa pelos pontos E e F é uma reta tangente à circunferência.
    Observações:
    Raios e diâmetros são nomes de segmentos de retas mas às vezes são também usados como os comprimentos desses segmentos. Por exemplo, podemos dizer que ON é o raio da circunferência, mas é usual dizer que o raio ON da circunferência mede 10cm ou que o raio ON tem 10cm.
    Tangentes e secantes são nomes de retas, mas também são usados para denotar segmentos de retas ou semi-retas. Por exemplo, "A tangente PQ" pode significar a reta tangente à circunferência que passa pelos pontos P e Q mas também pode ser o segmento de reta tangente à circunferência que liga os pontos P e Q. Do mesmo modo, a "secante AC" pode significar a reta que contém a corda BC e também pode ser o segmento de reta ligando o ponto A ao ponto C.

    Propriedades das secantes e tangentes

    Se uma reta s, secante a uma circunferência de centro O, intercepta a circunferência em dois pontos distintos A e B e se M é o ponto médio da corda AB, então o segmento de reta OM é perpendicular à reta secante s.
    Se uma reta s, secante a uma circunferência de centro O, intercepta a circunferência em dois pontos distintos A e B, a perpendicular à reta s que passa pelo centro O da circunferência, passa também pelo ponto médio da corda AB.
    Seja OP um raio de uma circunferência, onde O é o centro e P um ponto da circunferência. Toda reta perpendicular ao raio OP é tangente à circunferência no ponto de tangência P.
    Toda reta tangente a uma circunferência é perpendicular ao raio no ponto de tangência.

    Posições relativas de duas circunferências

    Reta tangente comum: Uma reta que é tangente a duas circunferências ao mesmo tempo é denominada uma tangente comum. Há duas possíveis retas tangentes comuns: a interna e a externa.

    Tangente comum interna

    Tangente comum externa

    Ao traçar uma reta ligando os centros de duas circunferências no plano, esta reta separa o plano em dois semi-planos. Se os pontos de tangência, um em cada circunferência, estão no mesmo semi-plano, temos uma reta tangente comum externa. Se os pontos de tangência, um em cada circunferência, estão em semi-planos diferentes, temos uma reta tangente comum interna.

    Circunferências internas

    Uma circunferência C1 é interna a uma circunferência C2, se todos os pontos do círculo C1 estão contidos no círculo C2. Uma circunferência é externa à outra se todos os seus pontos são pontos externos à outra.

    Circunferências concêntricas

    Duas ou mais circunferências com o mesmo centro mas com raios diferentes são circunferências concêntricas.

    Circunferências tangente

    Duas circunferências que estão no mesmo plano, são tangentes uma à outra, se elas são tangentes à mesma reta no mesmo ponto de tangência.

    Circunf. tangentes externas

    Circunf. tangentes internas

    As circunferências são tangentes externas uma à outra se os seus centros estão em lados opostos da reta tangente comum e elas são tangentes internas uma à outra se os seus centros estão do mesmo lado da reta tangente comum.
    Circunferências secantes: são aquelas que possuem somente dois pontos distintos em comum.
    Segmentos tangentes: Se AP e BP são segmentos de reta tangentes à circunferência nos ponto A e B, então esses segmentos AP e BP são congruentes.

    Polígonos circunscritos

    Polígono circunscrito a uma circunferência é o que possui seus lados tangentes à circunferência. Ao mesmo tempo, dizemos que esta circunferência está inscrita no polígono.

    Quadrilátero circunscrito

    Triângulo circunscrito

    Propriedade dos quadriláteros circunscritos: Se um quadrilátero é circunscrito a uma circunferência, a soma de dois lados opostos é igual a soma dos outros dois lados.

    Arco de circunferência e ângulo central

    Seja a circunferência de centro O traçada ao lado. Pela definição de circunferência temos que OP=OQ=OR=... e isto indica que os raios de uma circunferência são segmentos congruentes.

    Circunferências congruentes

    São circunferências que possuem raios congruentes. Aqui a palavra raio refere-se ao segmento de reta e não a um número.

    Ângulo central

    Em uma circunferência, o ângulo central é aquele cujo vértice coincide com o centro da circunferência. Na figura, o ângulo a é um ângulo central. Se numa circunferência de centro O, um ângulo central determina um arco AB, dizemos que AB é o arco correspondente ao ângulo AÔB.

    Arco menor

    É um arco que reúne dois pontos da circunferência que não são extremos de um diâmetro e todos os pontos da circunferência que estão dentro do ângulo central cujos lados contém os dois pontos. Na figura, a linha vermelha indica o arco menor AB ou arco menor ACB.

    Arco maior

    É um arco que liga dois pontos da circunferência que não são extremos de um diâmetro e todos os pontos da circunferência que estão fora do ângulo central cujos lados contém os dois pontos. Na figura a parte azul é o arco maior, o ponto D está no arco maior ADB enquanto o ponto C não está no arco maior mas está no arco menor AB, assim é frequentemente usado três letras para representar o arco maior.

    Semicircunferência

    É um arco obtido pela reunião dos pontos extremos de um diâmetro com todos os pontos da circunferência que estão em um dos lados do diâmetro. O arco RTS é uma semicircunferência da circunferência de centro P e o arco RUS é outra.
    Observações: Em uma circunferência dada, temos que:
    A medida do arco menor é a medida do ângulo central correspondente a m(AÔB) e a medida do arco maior é 360 graus menos a medida do arco menor m(AÔB).
    A medida da semicircunferência é 180 graus ou Pi radianos.
    Em circunferências congruentes ou em uma simples circunferência, arcos que possuem medidas iguais são arcos congruentes.
    Em uma circunferência, se um ponto E está entre os pontos D e F, que são extremidades de um arco menor, então: m(DE)+m(EF)=m(DF).
    Se o ponto E está entre os pontos D e F, extremidades de um arco maior: m(DE)+m(EF)=m(DEF).
    Apenas esta última relação faz sentido para as duas últimas figuras apresentadas.

    Propriedades de arcos e cordas

    Uma corda de uma circunferência é um segmento de reta que une dois pontos da circunferência. Se os extremos de uma corda não são extremos de um diâmetro eles são extremos de dois arcos de circunferência sendo um deles um arco menor e o outro um arco maior. Quando não for especificada, a expressão arco de uma corda se referirá ao arco menor e quanto ao arco maior sempre teremos que especificar.

    Observações

    Se um ponto X está em um arco AB e o arco AX é congruente ao arco XB, o ponto X é o ponto médio do arco AB. Além disso, qualquer segmento de reta que contém o ponto X é um segmento bissetor do arco AB. O ponto médio do arco não é o centro do arco, o centro do arco é o centro da circunferência que contém o arco.
    Para obter a distância de um ponto O a uma reta r, traçamos uma reta perpendicular à reta dada passando pelo ponto O. O ponto T obtido pela interseção dessas duas retas é o ponto que determinará um extremo do segmento OT cuja medida representa a distância entre o ponto e a reta.

    Em uma mesma circunferência ou em circunferências congruentes, cordas congruentes possuem arcos congruentes e arcos congruentes possuem cordas congruentes. (Situação 1).
    Um diâmetro que é perpendicular a uma corda é bissetor da corda e também de seus dois arcos. (Situação 2).
    Em uma mesma circunferência ou em circunferências congruentes, cordas que possuem a mesma distância do centro são congruentes. (Situação 3).

    Situação 1

    Situação 2

    Situação 3

    Polígonos inscritos na circunferência

    Um polígono é inscrito em uma circunferência se cada vértice do polígono é um ponto da circunferência e neste caso dizemos que a circunferência é circunscrita ao polígono.

    Propriedade dos quadriláteros inscritos

    Se um quadrilátero está inscrito em uma circunferência então os ângulos opostos são suplementares, isto é a soma dos ângulos opostos é 180 graus e a soma de todos os quatro ângulos é 360 graus.
    Â + Î = 180 graus
    Ê + Ô = 180 graus
    Â + Ê + Î + Ô = 360 graus

    Ângulos inscritos

    Ângulo inscrito
    Relativo a uma circunferência é um ângulo com o vértice na circunferência e os lados secantes a ela. Na figura à esquerda abaixo, o ângulo AVB é inscrito e AB é o arco correspondente.

    Medida do ângulo inscrito

    A medida de um ângulo inscrito em uma circunferência é igual à metade da respectiva medida do ângulo central, ou seja, a metade de seu arco correspondente, isto é:
    m = n/2 = (1/2) m(AB)

    Ângulo reto inscrito na circunferência

    O arco correspondente a um ângulo reto inscrito em uma circunferência é a semi-circunferência. Se um triângulo inscrito numa semi-circunferência tem um lado igual ao diâmetro, então ele é um triângulo retângulo e esse diâmetro é a hipotenusa do triângulo.

    Ângulo semi-inscrito e arco capaz

    Ângulo semi-inscrito: Ângulo semi-inscrito ou ângulo de segmento é um ângulo que possui um dos lados tangente à circunferência, o outro lado secante à circunferência e o vértice na circunferência. Este ângulo determina um arco (menor) sobre a circunferência. No gráfico ao lado, a reta secante passa pelos pontos A e B e o arco correspondente ao ângulo semi-inscrito BAC é o arco AXB onde X é um ponto sobre o arco.
    Observação
    A medida do ângulo semi-inscrito é a metade da medida do arco interceptado. Na figura, a medida do ângulo BÂC é igual a metade da medida do arco AXB.

    Arco capaz

    Dado um segmento AB e um ângulo k, pergunta-se: Qual é o lugar geométrico de todos os pontos do plano que contém os vértices dos ângulos cujos lados passam pelos pontos A e B sendo todos os ângulos congruentes ao ângulo k? Este lugar geométrico é um arco de circunferência denominado arco capaz.
    Construção do arco capaz com régua e compasso:
    Traçar um segmento de reta AB;
    Pelo ponto A, trace uma reta t formando com o segmento AB um ângulo congruente a k (mesma medida que o ângulo k);
    Traçar uma reta p perpendicular à reta t passando pelo ponto A;
    Determinar o ponto médio M do segmento AB;
    Traçar a reta mediatriz m ao segmento AB;
    Obter o ponto O que é a interseção entre a reta p e a mediatriz m.
    Com o compasso centrado no ponto O e abertura OA, traçar o arco de circunferência localizado acima do segmento AB.
    O arco que aparece em vermelho no gráfico ao lado é o arco capaz.
    Observação: Todo ângulo inscrito no arco capaz AB, com lados passando pelos pontos A e B são congruentes e isto significa que, o segmento de reta AB é sempre visto sob o mesmo ângulo de visão se o vértice deste ângulo está localizado no arco capaz. Na figura abaixo à esquerda, os ângulos que passam por A e B e têm vértices em V1, V2, V3, ..., são todos congruentes (a mesma medida).
    Na figura acima à direita, o arco capaz relativo ao ângulo semi-inscrito m de vértice em A é o arco AVB. Se n é ângulo central então a medida de m é o dobro da medida de n, isto é:
    m(arco AB) = 2 medida(m) = medida(n)

    Outras propriedades com cordas e segmentos

    Agora apresentaremos alguns resultados que fazem a conexão entre segmentos e cordas, que não são evidentes à primeira vista. Se a reta AB é tangente à circunferência no ponto B então o segmento AB é o segmento tangente de A até a circunferência. Se a reta RT é uma reta secante que intercepta a circunferência em S e T e R é um ponto exterior a circunferência, então RT é um segmento secante e RS é a parte externa do segmento secante.
    Na sequência, usaremos a notação (PZ) para representar a medida do segmento PZ, em função das dificuldades que a linguagem HTML proporciona para a apresentação de materiais de Matemática.
    Cordas interceptando dentro da circunferência: Se duas cordas de uma mesma circunferência se interceptam em um ponto P dentro da circunferência, então o produto das medidas das duas partes de uma corda é igual ao produto das medidas das duas partes da outra corda.

    (AP).(PB) = (CP).(PD)

    Potência de ponto (1)

    A partir de um ponto fixo P dentro de uma circunferência, tem-se que (PA).(PB) é constante qualquer que seja a corda AB passando por este ponto P. Este produto (PA).(PB) é denominado a potência do ponto P em relação a esta circunferência.

    Secantes interceptando fora da circunferência

    Consideremos duas retas secantes a uma mesma circunferência que se interceptam em um ponto P localizado fora da circunferência.
    Se uma das retas passa pelos pontos A e B e a outra reta passa pelos pontos C e D da circunferência, então o produto da medida do segmento secante PA pela medida da sua parte exterior PB é igual ao produto da medida do segmento secante PC pela medida da sua parte exterior PD.

    (PA).(PB)=(PC).(PD)

    Potência de ponto (2)

    Se P é um ponto fixo fora da circunferência, o produto (PA).(PB) é constante qualquer que seja a reta secante à circunferência passando por P. Este produto (PA).(PB) é também denominado a potência do ponto P em relação à circunferência.

    Secante e tangente interceptando fora da circunferência

    Se uma reta secante e uma reta tangente a uma mesma circunferência se interceptam em um ponto P fora da circunferência, a reta secante passando pelos pontos A e B e a reta tangente passando pelo ponto T de tangência à circunferência, então o quadrado da medida do segmento tangente PT é igual ao produto da medida do segmento secante PA pela medida da sua parte exterior PB.

    (PT)2 = (PA).(PB)

    Exemplo: Consideremos a figura ao lado com as cordas AB e CD tendo interseção no ponto P, com (AP) = 5cm, (PB) = 8cm, (CD) = 14cm. Iremos obter a medida do segmento PD. Tomaremos (PD)=x, para podermos escrever que (CP) = 14-x e somente utilizaremos a unidade de medida no final.
    Desse modo, (PD).(PC)=(PA).(PB) e podemos escrever que x(14-x)=5×8, de onde segue que x²-14x+40=0. Resolvendo esta equação do segundo grau, obtemos: x=4 ou x=10, o que significa que se uma das partes do segmento medir 4cm, a outra medirá 10cm. Pela figura anexada, observamos que o segmento PD é maior que o segmento PC e concluímos que (PD)=10cm e (PC)=4cm.
    Fonte: pessoal.sercomtel.com.br