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quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Geometria molecular Distribuição espacial dos átomos em uma molécula

Para entender o conceito básico da geometria molecular, podemos partir de uma analogia bastante simples, com algumas observações do mundo macroscópico. Sempre que tentamos agrupar aleatoriamente objetos materiais sólidos de determinado formato, notamos que há uma relação direta entre o formato do objeto e o formato final do agrupamento.

Assim, quando jogamos esferas em uma caixa, por exemplo, elas tendem a deslizar umas sobre as outras e assumir uma configuração final organizada, adequada ao formato da caixa.

Se na mesma caixa jogarmos palitos de fósforo, teremos no final um empilhamento caótico, possivelmente uma pirâmide deformada, sem contornos definidos. Com as moléculas acontece coisa semelhante, só que acrescida de um fator que falta às esferas e fósforos do exemplo.

Elétrons e zonas de repulsão
Quando dois ou mais átomos se unem para formar uma molécula, suas eletrosferas entram em contato e o formato de seus orbitais (esféricos ou elípticos) influenciará o formato final da ligação. Só que, neste caso, o formato não é o único fator de influência, já que, ao contrário de nossas esferas e fósforos, as eletrosferas são compostas de elétrons, partículas eletricamente carregadas.

Como os elétrons têm carga negativa, se repelem entre si. Esta repulsão eletrostática influencia de modo definitivo a geometria molecular, ou seja, o formato do agrupamento de átomos que constitui a molécula. Este fator de influência das cargas elétricas negativas dos elétrons na disposição geométrica da molécula é chamado de zonas de repulsão.

Uma zona de repulsão se cria em torno de uma ligação molecular, ou seja, nas vizinhanças dos elétrons compartilhados pelos átomos que formam a molécula.

O efeito das zonas de repulsão tende a formar três disposições geométricas básicas em um molécula apolar (aquela na qual os elétrons não se concentram em pólos): a linear, a triangular plana e a tetraédrica, conforme as três figuras a seguir:

Disposição geométrica linear. Os átomos se posicionam em linha.

Disposição geométrica triangular plana. Os átomos formam um triângulo eqüilátero.

Disposição geométrica tetraédrica. Formato de tetraedro (pirâmide triangular).


Para se determinar a disposição geométrica de uma molécula, basta seguir duas regras simples:

1) Escrever a fórmula estrutural;
2) Identificar o número de ligações atômicas, que é o mesmo número de zonas de repulsão;

Se a molécula tiver até duas zonas de repulsão, a geometria será linear. Se tiver três, será triangular plana e se tiver quatro será tetraédrica.

Vejamos alguns exemplos:

1) Molécula de Dióxido de Carbono (CO2)
Fórmula estrutural:



Note que o átomo de carbono estabelece duas duplas ligações, uma dupla ligação com cada átomo de oxigênio. A molécula de CO2 também pode ser representada conforme abaixo:


Se a molécula possui duas duplas ligações, possui também duas zonas de repulsão, que tendem a se afastar uma da outra, fazendo com que a molécula assuma a disposição geométrica linear, conforme a seguinte figura:

Representação esquemática da molécula de dióxido de carbono, que apresenta geometria linear.


2) Molécula de Trifluoreto de Boro (BF3)
Fórmula estrutural:



Como vemos, o átomo de boro forma três ligações simples, uma com cada átomo de flúor. Assim temos três zonas de repulsão e a geometria molecular é triangular plana, conforme a figura:


Representação esquemática da geometria triangular plana do Trifluoreto de Boro (BF3)


3): Molécula de Metano (CH4)
Fórmula estrutural:


O carbono estabelece quatro ligações simples, uma com cada átomo de hidrogênio, logo temos quatro zonas de repulsão e a geometria molecular é tetraédrica, conforme figura abaixo:

Representação esquemática da molécula de Metano, de geometria tetraédrica.


A geometria é uma ferramenta preciosa para entendermos o universo. Ela nos ajuda tanto a descrever a grandeza cósmica das órbitas planetárias quanto nos auxilia na visão do inimaginavelmente pequeno das formas das moléculas.

Um excelente lembrete de que as disciplinas do conhecimento podem ser separadas para melhor administração de currículos escolares, mas que todas devem ser integradas na construção individual do conhecimento.
*Carlos Roberto de Lana é professor e engenheiro químico.

Doenças protozoárias

Amebíase

Ameba: parasita celular que causa a amebíase.
Amebíase é uma infecção ocasionada pela ameba, um parasita unicelular que ataca o homem.

O contágio se dá através de alimentos ou água contaminados por ameba.

O período de incubação geralmente ocorre entre 2 a 4 semanas, podendo ser variável.

Os sintomas da amebíase são: diarréia com cólicas até a diarréia mais intensa, febre e emagrecimento. Pode ocorrer inflamação do intestino grosso.

O diagnóstico é realizado através do exame de fezes que detecta o parasita.

O tratamento consiste na utilização de um antimicrobiano, o metronidazol. O tempo de tratamento varia de pessoa a pessoa.

Para prevenir a doença, a principal medida é o saneamento básico como tratamento da água e esgoto. Hábitos de higiene como lavar as mãos após o uso do sanitário também são importantes.

Balantidiose

Cisto do Balantidium coli

O Balantidium coli é o nome científico dado ao único protozoário ciliado que pode parasitar o homem. Foi visto pela primeira vez por Malmsten, em 1857, em dois doentes com disenteria. Ele pode ser encontrado principalmente em porcos, mas também já foram verificados em chimpanzés, macacos, cães e ratos. Sua morfologia apresenta duas formas, trofozoíto e cisto. O trofozoíto é recoberto por cílios e possui várias organelas. O cisto é esférico e possui parede lisa. O trofozoíto é a forma infectante do protozoário, e pode resistir no ambiente por 10 dias a 22ºC, enquanto o cisto é a forma duradoura ou resistente do mesmo e pode resistir muito mais, principalmente permanecendo em fezes úmidas.

Ele é cosmopolita, ou seja, é encontrado mundialmente, embora comumente verificado entre aquelas pessoas com convívio muito próximo de suínos. Pois é o porco a fonte natural de infecções humanas.

O B. coli habita a luz do intestino grosso do hospedeiro, se alimentando de amido e bactérias. Possui dois tipos de reprodução, sexuada ou assexuada, e é transmitido pela ingestão de cistos presentes nas mãos, alimentos ou água contaminados por cistos ou trofozoítos, que geralmente chegaram ao homem por meio de fezes suínas. Pode provocar necroses e úlceras se a pessoa possuir alguma lesão anterior ao protozoário.

Os sintomas, quando presentes, variam entre diarreia, disenteria (fezes com muco e sangue), dor abdominal, fraqueza, febre dentre outros. E para que seja confirmado o diagnóstico, deve-se fazer exame de fezes em busca de evidências.

Por isso é necessário que além da higiene habitual com alimentos, sua fervura, a ingestão de água somente filtrada ou fervida e o saneamento, deve-se ter boas condições sanitárias para os suínos, que são a principal fonte de contaminação, além do tratamento dos infectados.
Doença de Chagas

Agente transmissor da doença de chagas

A doença de chagas é provocada pelo protozoário Trypanosoma Cruzi que se hospeda em insetos, o barbeiro é o transmissor oficial. Esse transmite a doença ao ser humano através da picada, pois defeca no mesmo local e através da picada o protozoário atinge o sangue do indivíduo.

Sintomas

Durante a fase aguda não se percebe sintomas específicos, mas na fase crônica apresenta:

Vermelhidão e endurecimento da região picada
Febre
Anorexia
Crescimento dos gânglios linfáticos
Aumento do fígado
Meningoencefalite
Arritmia
Engasgo
Aumento do baço
Inflamação no miocárdio
Desmaios
Pneumonia por aspiração
Dor abdominal
Constipação crônica
Etc.

Tratamento

Ao sentir quaisquer sintomas descritos é importante que o indivíduo se submeta a testes que detectam a presença ou não de anticorpos ao protozoário. O tratamento varia segundo o estágio da doença, na fase aguda utilizam medicamentos capazes de curar ou reduzir as chances da doença tornar-se crônica. Em estágio crônico, o tratamento é direcionado aos órgãos prejudicados pelo protozoário já que a doença se torna incurável.

Prevenção

Como não existe vacina contra a doença de chagas pode-se preveni-la eliminando o vetor com o uso de inseticidas, melhores condições de habitação e higiene, eliminação de outros animais infectados, limpeza de ambientes rurais, como chiqueiros, currais, palhoças e outros que devem ser vistoriados freqüentemente para manter o local limpo de vetores que podem, além do homem, contaminar também os animais.

Doença do sono

Mosca que transmite a doença do sono

A doença do sono ou também conhecida como tripanossomíase africana, é uma doença parasitária infecciosa transmitida pela mosca tsé-tsé do gênero Glossina, que vive e se reproduz em zonas rurais com áreas pantanosas, savanas e florestas do continente africano. As moscas entram em contato com pessoas residentes em aldeias, pois estão muito próximas a essas áreas.

A interação entre homem e mosca tsé-tsé é ainda mais visível em razão do crescimento da densidade de moscas, da mudança de hábitos alimentares e da expansão do desenvolvimento humano nas áreas infestadas pelo vetor. É importante salientar que o parasita não possui uma preferência racial nem sexual, e sua exposição pode ocorrer a qualquer momento.

A mosca tsé-tsé pica uma pessoa introduzindo o tripanossoma (protozoário flagelado que fica na saliva da mosca) na corrente sanguínea. Então o parasita se reproduz no sangue, passa para o sistema linfático e então para o sistema nervoso. Após a picada, o parasita se reproduz e dissemina-se durante uma a três semanas. O ciclo continua quando outras moscas não contaminadas se alimentam de sangue das pessoas que possuem o tripanossoma na corrente sanguínea. O parasita então se multiplica no corpo da mosca e segue em direção às glândulas salivares do inseto. Quando esse inseto se alimentar, transmitirá a doença para outra pessoa.

Além disso, existem dois tipos de parasitas: o Trypanosoma brucei rhodesiense, que causa a tripanossomíase africana do leste e é transmitida por Glossina morsintans, forma mais aguda da doença; e o Tripanosoma brucei gambiense, que causa a tripanossomíase africana do oeste e é transmitida pela Glossina palpalis, forma crônica da doença. A doença afeta áreas do centro e sul da África e como são casos relativamente isolados, ainda é pouco compreendida.

Provoca sintomas como sonolência, além de dor de cabeça, febre, sudorese, tremores, dores nas articulações e nos músculos, linfadenopatia, anemia, edemas, apatia, chegando a problemas neurológicos graves com confusões mentais como medo e alterações de humor e convulsões epilépticas, inflamações no cérebro e nas meninges, e posteriormente, ocasionando o coma e a morte. A morte pode ser rápida, com tempo de progressão da doença inferior a seis meses, quando a pessoa estiver contaminada com o parasita Trypanosoma brucei rhodesiense, ou pode ocorrer entre seis meses e seis anos, se infectado com o Tripanosoma brucei gambiense. Pode ocorrer transmissão congênita, causando retardo psicomotor.

Seu diagnóstico é efetuado por meio de detecção dos parasitas no sangue ou na linfa e o tratamento deve ser rapidamente iniciado. Após o parasita invadir o sistema nervoso central, as opções de tratamento, assim como a probabilidade de sobrevivência, diminuem.

Umas das formas do combate à doença é a utilização de roupas que cubram bem a pele, principalmente durante o dia, devido ao hábito diurno das moscas do gênero Glossina. O uso de repelentes e a erradicação do vetor também são medidas profiláticas. Deve-se ter bastante cuidado na transfusão de sangue, pois, embora raro, pode ocorrer transmissão da doença, assim como em acidentes laboratoriais.
Giardíase

Giardia lamblia

Giardíase é uma infecção intestinal provocada pelo protozoário Giárdia lamblia que normalmente atinge em maior proporção o intestino delgado. É contraída por contaminações fecais e orais, ou seja, pela ingestão de alimentos contaminados pelo protozoário.

Sintomas

A doença pode permanecer despercebida por até quatro semanas quando inicia um período de:

Diarréia;
Déficit de crescimento;
Distensão e dor abdominal;
Anemia;
Fadiga;
Perca de vitaminas lipossolúveis;
Perca de peso.

Ao apresentar os sintomas, deve-se procurar um médico para que este faça o diagnóstico correto.

Tratamento

Caso seja confirmada a doença, que é percebida através da identificação de cistos ou trofozoítos no exame de fezes, o médico inicia o tratamento com medicamentos específicos.

Prevenção

Para prevenir a doença é importante a construção de sanitários adequados, boa higiene pessoal, consumir somente água filtrada ou fervida e afastar pessoas infectadas, principalmente de crianças.

Leishmaniose

Mosquito vetor da doença.
A leishmaniose é uma doença provocada pelos parasitas unicelulares do gênero Leishmania. Existem três tipos de leishmaniose: visceral, que ataca os órgãos internos, cutânea, que ataca a pele, e mucocutânea, que ataca as mucosas e a pele. É uma doença que acomete cães, lobos, roedores silvestres e o homem.

A transmissão ocorre por meio da picada de insetos específicos (Lutzomyia longipalps) conhecidos no Brasil como mosquito-palha, birigui e outros. O contágio não é feito de pessoa para pessoa.

O período de incubação pode variar de dias a meses.

A leishmaniose visceral, também conhecida por calazar, tem um período de incubação de vários meses a vários anos. As leishmanias danificam órgãos como o baço, o fígado e a medula óssea. Os sintomas são: febre, tremores violentos, diarréia, suores, mal estar, fadiga e algumas vezes manifestações como úlceras e zonas de pele escura.

A leishmaniose cutânea é a forma mais comum de leishmaniose. É uma infecção de pele causada por um parasita unicelular, que dá origem a uma mancha vermelha ou um nódulo.

A leishmaniose mucocutânea ocorre a partir de uma lesão cutânea inicial, os parasitas podem se disseminar pela mucosa da boca ou do nariz. Em alguns pacientes, esse tipo de leishmaniose pode levar a desfiguração facial.

O diagnóstico é realizado pela observação direta microscópica dos parasitas em amostras de linfa, sanguíneas ou de biopsias de baço.

A prevenção da doença consiste na proteção contra as picadas dos insetos, fazendo uso de repelentes de insetos, roupas adequadas, telas nas aberturas e mosquiteiros ao redor das camas.

Leishmaniose Visceral

Inseto transmissor da leishmaniose.
A leishmaniose visceral é uma doença ocasionada pelos parasitas unicelulares do gênero Leishmania, que acomete os órgãos internos. O parasita migra aos órgãos viscerais como fígado, baço e medula óssea. A doença pode afetar também o cão.

A leishmaniose visceral é transmitida ao homem através da picada do inseto (L.chagasi), que ataca principalmente no início da noite e ao amanhecer.

Os sintomas da doença são: febre, perda de peso, anemia, inchaço do fígado e baço, desânimo, prostração, palidez, complicações cardíacas e circulatórias. Pode ocorrer também tosse, diarréia, hemorragias. Os sintomas da leishmaniose são fáceis de ser confundidos com os da malária.

O tempo médio de incubação é de dois a quatro meses, podendo variar de dez dias a dois anos. O progresso da doença é extremamente variável. Quando não tratada, pode levar a morte. É infecciosa, porém não é transmitida de uma pessoa a outra por contato imediato; de um animal para uma pessoa. O diagnóstico é confirmado através de exames laboratoriais.

A doença, antes considerada da área rural, é de difícil controle e tem crescido rapidamente nos centros urbanos.
A malária
A malária, também conhecida como paludismo, é uma doença infecciosa aguda ou crônica ocasionada por protozoários parasitas do gênero Plasmodium, transmitidos pela picada do mosquito Anopheles. Quatro espécies do Plasmodium podem ocasionar a infecção: Plasmodium falciparum, Plasmodium vivax, Plasmodium malariae e Plasmodium ovale.

A malária é um problema de saúde pública em mais de 90 países, onde cerca de 40% da população mundial vive em áreas de risco, afetando 300 milhões de pessoas no mundo a cada ano.

No Brasil, principalmente na região amazônica, são registrados 500 mil casos de malária por ano, mas apenas 0,1 % dos doentes morrem devido à doença.

O contágio da malária é por meio da picada das fêmeas de mosquitos do gênero Anopheles. Geralmente o contágio acontece em áreas rurais, semi-rurais e periferias de áreas urbanas. Esse mosquito tem maior atividade durante a noite, e se prolifera em águas paradas.

Raramente a malária pode ser transmitida a partir de transfusões de sangue, de transplantes de órgãos, da gestante para o filho e por compartilhamento de seringas. Todas as espécies do Plasmodium acometem células do fígado e glóbulos vermelhos, que são destruídos quando o protozoário as utiliza para se reproduzir.

O período de incubação, intervalo entre a picada do mosquito e o aparecimento dos sintomas, varia de 12 a 30 dias. Inicialmente, a malária manifesta sintomas como dor de cabeça, dor no corpo, tremores e calafrios. Em seguida, os tremores e calafrios são mais intensos, acompanhados de febre de 40º ou mais.

Uma das formas de prevenção da malária é evitar a formação de criadouros de mosquitos, abrindo valas em lugares onde possa existir acúmulo de água.
A toxoplasmose
A toxoplasmose é uma doença infecciosa bastante comum, pode ocorrer em qualquer idade e é causada por um protozoário chamado Toxoplasma gondii. Possui os índices de prevalência mais altos do mundo e em saúde pública é mais séria do que a AIDS.

Possui as seguintes vias de transmissão: ingestão de cistos na carne crua ou mal cozida de animais portadores, em humanos é a forma mais comum de contaminação; ingestão de oocistos oriundos de fezes de gatos se dá pelo contato com o solo ou verduras contaminados ou por manusear areia; infecção transplacentária, ocorre através da placenta quando a gestante tem seu primeiro contato com o toxoplasma e este ataca o feto.

Os sintomas mais comuns são febre, mal-estar e dores musculares e podem persistir por alguns dias e até semanas. O diagnóstico é pouco fidedigno, pois os sintomas são parecidos com os da gripe, sendo basicamente sorológico, pois cerca de 90% dos casos são assintomáticos.

As formas de prevenção são: cozinhar bem a carne; lavar bem as mãos, utensílios, e superfície depois do contato com a carne crua; lavar bem frutas e verduras; evitar leite cru.
A toxoplasmose se manifesta freqüentemente no cérebro e nos olhos. O tratamento é à base de antibióticos como as sulfonamidas, pirimetamina e clindamicina.
Protozoário Trichomonas vaginalis Tricomoníase
A tricomoníase é uma doença sexualmente transmissível, causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis, tendo como reservatório a vagina e a uretra.

O tricomonas é um parasita eucariota flagelado que possui quatro ou cinco flagelos e membrana ondulante.

A principal forma de propagação do protozoário é através de secreções durante o contato sexual.
A infecção pode ser assintomática no homem e na mulher.

Os sintomas são: corrimento amarelo esverdeado com mau-cheiro, prurido e/ou irritação vulvar, dor pélvica (ocasionalmente), desconforto ao urinar, dor durante a relação sexual.

Os homens normalmente não apresentam sintomas e não sabem quando estão infectados, porém raramente poderá ocorrer corrimento, dor ou ardor ao urinar, irritação ou coceira no pênis.

O período de incubação é de 10 a 30 dias, em média.
A tricomoníase é diagnosticada pelo exame do fluído vaginal ao microscópio.

Como se trata de uma doença sexualmente transmissível, o tratamento deve ser feito pela mulher e seu parceiro sexual.

Mesmo em casos nos quais a pessoa portadora da doença, não apresenta sintomas, ela pode transmitir a infecção.

O tratamento é à base do medicamento metronidazol por via oral. É importante evitar bebidas alcoólicas 24 horas antes, durante e após tomar o metronidazol. Pois pode provocar dor de cabeça, vômitos e tonturas. Não é aconselhável fazer uso do medicamento nos três primeiros meses de gestação.

Uma forma de prevenir a doença é usando camisinha masculina ou feminina nas relações sexuais.
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Príons Proteínas anormais provocam doenças


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Tecido do sistema nervoso infectado pela doença da vaca louca
As proteínas são os componentes fundamentais dos seres vivos e são responsáveis pela maioria de suas funções vitais. O nome "proteína" deriva do grego protos, que significa "o primeiro" ou "o mais importante". Só para citar alguns exemplos, são proteínas as fibras que compõem nossos músculos, nossos fios de cabelo e as enzimas que digerem o alimento que comemos. As proteínas também catalisam as reações metabólicas e permitem a construção de outras moléculas essenciais para a vida.

As proteínas são codificadas pelos genes presentes no DNA e são compostas por uma série de aminoácidos. Os aminoácidos se unem através de ligações chamadas de ligações peptídicas e formam uma longa cadeia denominada polipeptídio.

Uma das proteínas produzidas normalmente pelos genes de todos os animais é a proteína príon celular (ou PrPc). Esta proteína atua nas células nervosas e, em condições normais, não provoca nenhum dano ao organismo.

Porém, devido a algumas doenças, chamadas de doenças priônicas, a PrPc pode ter sua estrutura alterada, formando uma proteína modificada, chamada príon. Os príons são capazes de provocar a alteração da conformação de PrPcs normais, transformando-as em outros príons. Este processo gera uma reação em cadeia que produz mais e mais príons. A forma como isso ocorre ainda não está clara para os cientistas.

As primeiras menções aos príons surgiram na década de 1960, quando cientistas formularam a hipótese de que algumas doenças poderiam ser causadas por fragmentos de proteínas. Em meados dos anos 80, outro cientista conseguiu isolar essa proteína. Foi então que a forma alterada da proteína passou a ser chamada de príon, e a proteína a partir do qual o príon se forma de proteína príon celular (PrPc).

As doenças priônicas podem atingir tanto humanos quanto animais. Elas atacam o sistema nervoso, prejudicando suas funções normais e matando as células nervosas.

Doença da vaca louca
Acredita-se que um mal que acomete bovinos, a doença da vaca louca, seja uma doença provocada por príons. A doença da vaca louca é também conhecida como encefalopatia espongiforme bovina (ou EEB).

A EEB ataca o gado provocando a morte de células de seu sistema nervoso central. Devido à degeneração celular, formam-se buracos no tecido cerebral e este fica com um aspecto esponjoso, vindo daí o nome encefalopatia espongiforme. O gado passa a apresentar comportamentos estranhos e acaba morrendo.

Um dos primeiros casos de EEB ocorreu na década de 1980. Acredita-se que o gado tenha contraído a doença através da ingestão de ração contendo carne de ovelhas contaminadas, ou seja, contendo o príon. O Reino Unido foi a região mais afetada pela doença, que, na década de 90, atingiu o status de epidemia, provocando a morte de milhares de animais.

A doença provocou grande queda na importação e no consumo de carne bovina provenientes do Reino Unido. Como forma de conter a doença, em 1988, no Reino Unido e, alguns anos depois, na Europa toda, foi proibido o uso de ração bovina contendo carne de outros ruminantes.

Atualmente, as criações de gado do Reino Unido são constantemente monitoradas para averiguar a presença de animais contaminados. Através desses programas, verificou-se que a incidência da doença vem caindo a cada ano.

Acredita-se que a EEB esteja ligada a uma variação de uma doença degenerativa do sistema nervoso humano, chamada de doença de Creutzeldt-Jakob (ou vCDJ). Segundo a teoria mais aceita, o homem contrai a doença principalmente através da ingestão de carne de animais infectados pela vaca louca. Outra hipótese que já foi levantada é a de que a doença seja adquirida devido a uma infecção viral. Essa infecção provocaria a produção de proteínas anormais, ou seja, de príons.

Os principais sintomas desta variação da doença de Creutzeldt-Jakob são alterações comportamentais, alucinações, perda de memória, convulsões, dificuldades locomotoras e outros distúrbios neurológicos. O diagnóstico, geralmente, é feito através de exames do líquido cefalorraquidiano, ressonâncias eletromagnéticas do cérebro e biópsias de tecidos do sistema nervoso central.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, o primeiro caso foi registrado em 1996 e, até 2002, ocorreram cerca de 138 casos, sendo a maioria no Reino Unido. Embora rara, a doença é fatal e ainda não existem tratamentos com eficácia comprovada para seu tratamento.
Alice Dantas Brites é professora de biologia.

Laringe

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A laringe é um tubo sustentado por peças de cartilagem articuladas. É uma câmara oca onde a voz é produzida. Encontra-se na parte superior da traquéia, em continuação à faringe. O pomo-de-adão, que aparece como uma saliência na parte anterior do pescoço, logo abaixo do queixo, é uma das peças cartilaginosas da laringe. A entrada da laringe é chamada glote. Acima dela existe uma espécie de "lingüeta" de cartilagem, denominada epiglote, que funciona como uma válvula. Quando engolimos, a laringe sobe, e sua entrada é fechada pela epiglote de modo a impedir que o alimento engolido penetre nas vias respiratórias. A laringe é unida por meio de ligamentos ao osso hióide, situado na base da língua.

O revestimento interno da laringe apresenta pregas, denominadas cordas vocais. A laringe tem um par de cordas vocais, formadas por tecido conjuntivo elástico, coberto por pregas de membrana mucosa. A vibração que o ar procedente dos pulmões provoca neste par de cordas a formação de sons, amplificados pela natureza ressonante da laringe. Os sons produzidos na laringe são modificados pela ação da faringe, da boca, da língua e do nariz, o que nos permite articular palavras e diversos outros sons.

Esquema da Laringe

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Piranhas Peixe carnívoro da Amazônia tem dentes como navalhas

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O sistema fluvial da América do Sul é o habitat das piranhas. A fama assustadora desses peixes excede o limite das águas dos rios em que vivem e ultrapassam as fronteiras dos países mundo afora. As piranhas pertencem à família Characidae e suas 36 espécies subdividem-se em cinco gêneros. A maior parte vive em cardumes, o que facilita caçar suas presas e dá proteção contra os predadores, como o jacaré.

Entretanto, a maior espécie, que atinge 40 cm de comprimento, a piranha-preta Serrasalmus rhombeus, é solitária.


WWF Brasil
A piranha-preta é a maior espécie desses peixes


Como as piranhas caçam?
As piranhas podem sentir o "cheiro" de uma gota de sangue em 200 litros de água. Também percebem as vibrações dos movimentos de animais feridos, em seu ambiente aquático. É assim que localizam suas presas.

Piranhas alimentam-se principalmente de outros peixes, mas não dispensam aves feridas, jovens sucuris e carcaças de animais. Por vezes, as piranhas ficam perto de suas vítimas, até que elas se acostumem com a sua presença, para então atacá-las. Mas elas não saltam das águas para morder pessoas nas praias, como se vê em filmes.

Dentes da piranha como navalhas
Os dentes das piranhas são como navalhas pontiagudas e de formato triangular. Eles são estreitamente ligados às mandíbulas poderosas. Isso explica a mordida capaz de arrancar pedaços de tecido muscular de uma só vez, exatamente do diâmetro da boca da piranha, que chega a dois centímetros.

Sua dentição não foi feita para mastigar, e sim para cortar e engolir. Por isso, quando um cardume faminto ataca, a carcaça da presa é devorada rapidamente.

Bois de piranha
Os relatos de bois devorados por cardumes de piranhas, são da época da seca, quando as águas dos rios recuam e deixam lagos sazonais. As piranhas aprisionadas nesses lagos tornam-se cada vez mais famintas e irritadas, podendo até atacar pessoas. Muitos boiadeiros sacrificam um animal do rebanho, para que os demais atravessem as águas em segurança: daí vem a expressão "boi de piranha".

Aumento de ataques de piranhas
Uma pesquisa, publicada em 2004, mostrou que o aumento do ataque de piranhas aos banhistas se deve à construção de represas que diminuem a vazão dos rios. Piranhas preferem se reproduzir em águas mais calmas e por isso houve um aumento em sua população.

O estudo foi realizado pelo médico Vidal Haddad Júnior e pelo zoólogo Ivan Sazima, da Unicamp, sobre os ataques de piranhas a pessoas, em Santa Cruz da Conceição, em São Paulo. Após o represamento do rio da região, o Mogi Guaçu, foram registrados 38 ataques em cinco finais de semana.

Ciclo reprodutivo das piranhas
Segundo Sazima, represar um rio pode aumentar dez vezes a população de piranhas ali existente. Mas os ataques também aumentam no verão, quando acontece o ciclo reprodutivo das piranhas. É a mesma época em que o número de banhistas nas praias dos rios é maior.

Para proteger seus filhotes, machos e fêmeas mordem os intrusos, como um sinal de alerta. "As piranhas estão dizendo: afaste-se de meu ninho", afirma o pesquisador da Unicamp.

O que fazer se for mordido por piranhas?
Se uma pessoa for mordida por uma piranha, o ferimento deve ser lavado com água e sabão, durante dez minutos, para evitar uma infecção bacteriana. Em casos de mordidas mais profundas, recomenda-se procurar um posto de saúde, para a assepsia da ferida e para tomar vacina antitetânica. Mesmo sem registro de morte humana provocada por ataques de piranhas, o melhor é ficar longe delas.

Importância ecológica e nutricional das piranhas
As piranhas, como todos os predadores, são importantes para o equilíbrio ecológico do ambiente. Elas contribuem para a limpeza das águas, pois devoram carcaças que, de outra forma, apodreceriam nos rios.

Seus dentes afiados são utilizados como pontas de flechas pelas tribos indígenas da Amazônia. O valor nutritivo desse peixe como alimento é aproveitado para a produção da sopa de piranha em pó, realizada por Edson Lessi, do Instituto de Pesquisas da Amazônia, em Manaus. "É uma forma de aproveitar um recurso abundante, mas pouco valorizado", diz Lessi.

Essa sopa foi desenvolvida a partir de um projeto de pesquisa para combater a fome, de maneira barata e acessível, entre as populações carentes.

Mariana Aprile é estudante de biologia na Universidade Presbiteriana Mackenzie e aluna de Iniciação Científica do Mackpesquisa (PIVICK)

Rins

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Localização e características

Os rins situam-se na parte dorsal do abdome, logo abaixo do diafragma, um de cada lado da coluna vertebral, nessa posição estão protegidos pelas últimas costelas e também por uma camada de gordura. Cada rim tem cerca de 11,25 cm de comprimento, 5 a 7,5 cm de largura e um pouco mais de 2,5 cm de espessura. A massa do rim no homem adulto varia entre 125 e 170 g; na mulher adulta, entre 115 e 155 g. Tem cor vermelho-escuro e a forma de um grão de feijão enorme.

Sua função é filtrar o sangue, removendo os resíduos nitrogenados produzidos pelas células, sais e outras substâncias em excesso

São órgãos excretores. Possui uma cápsula fibrosa, que protege o córtex (cor amarelada) mais externo, e a medula (avermelhada) mais interna. O ureter é um tubo que conduz a urina até a bexiga. Cada rim é formado de tecido conjuntivo, que sustenta e dá forma ao órgão, e por milhares ou milhões de unidades filtradoras, os néfrons, localizados na região renal.

Néfrons

O néfrom é uma longa estrutura tubular microscópica que possui, em uma das extremidades, uma expansão em forma de taça, denominada cápsula de Bowman, que se conecta com o túbulo contorcido proximal, que continua pela alça de Henle e pelo tubo contornado distal, este desemboca em um tubo coletor. São responsáveis pela filtração do sangue e remoção das excreções.

Em cada rim, a borda interna côncava constitui o hilo renal. Pelo hilo renal passam a artéria renal, a veia renal e o início do ureter, canal de escoamento da urina. Na porção renal mais interna localizam-se tubos coletores de urina. O tipo de néfrom e a localização dos rins variam.

rim e néfrom


Função

A função dos rins é filtrar o sangue, removendo os resíduos nitrogenados produzidos pelas células, sais e outras substâncias em excesso. Além dessa função excretora, os rins também são responsáveis pela osmorregulação em nosso organismo. Controlando a eliminação de água e sais da urina, esses órgãos mantêm a tonicidade do sangue adequada às necessidades de nossas células.

Funcionamento

O sangue chega ao rim através da artéria renal, que se ramifica muito no interior do órgão, originando grande número de arteríolas aferentes, onde cada uma ramifica-se no interior da cápsula de Bowman do néfrom, formando um enovelado de capilares denominado glomérulo de Malpighi.

Os capilares do glomérulo deixam extravasar diversas substâncias presentes no sangue (água, uréia, glicose, aminoácidos, sais e diversas moléculas de tamanho pequeno), através de suas finas paredes. Essas substâncias extravasadas passam entre as células da parede da cápsula de Bowman e atingem o túbulo contorcido proximal, onde constituem o filtrado glomerular (urina inicial). O filtrado glomerular é semelhente, em composição química, ao plasma sanguíneo, com a diferença de que não possui proteínas, incapazes de atravessar os capilares glomerulares.

Urina

Diariamente passam pelos rins, quase 2 mil litros de filtrado glomerular. A urina inicial caminha sucessivamente pelo túbulo contorcido proximal, pela alça de Henle e pelo túbulo contornado distal, de onde é lançada em duto coletor. Durante o percurso, as paredes dos túbulos renais reabsorvem glicose, vitaminas, hormônios, parte dos sais e a maior parte da água que compunham a urina inicial. As substâncias reabsorvidas passam para o sangue dos capilares que envolvem o néfrom. Esses capilares originam-se da ramificação da arteríola eferente, pela qual o sangue deixa a cápsula de Bowman. A uréia, por não ser reabsorvida pelas paredes do néfrom, é a principal constituinte da urina.

Aproveitamento do filtrado glomerular

Dos 600 litros do filtrado glomerular produzido diariamente pelos rins, forma-se apenas 1,5 litro de urina, portanto, mais de 98% da água do filtrado foi reabsorvida, principalmente na região da alça de Henle.

Os capilares que reabsorvem as substâncias úteis dos túbulos renais se reúnem para formar um vaso único, a veia renal, que leva o sangue para fora do rim, em direção ao coração.
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Joaninhas Inseto é um predador voraz


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As joaninhas são insetos pequenos e coloridos, muito admirados por sua beleza e, em muitas culturas, símbolos de boa sorte e fartura. Esses simpáticos insetos pertencem à ordem Coleóptera, assim como os besouros, e à família Coccinellidae, para a qual já foram descritas mais de 5.000 espécies.

Os insetos da ordem Coleóptera possuem dois pares de asas. Um par é fino e membranoso e encontra-se sob o outro par de asas, chamadas de élitros, que são duras e resistentes. Os élitros da maioria das espécies de joaninhas possuem cores vibrantes, como amarelo, laranja e vermelho, com pequenos pontos pretos. Porém, algumas apresentam uma coloração escura e uniforme.

Estes insetos medem entre 0,3 mm e 10 mm de comprimento e possuem um par de antenas com função sensorial. As antenas são utilizadas na procura de alimentos, para localização espacial, procura por parceiros reprodutivos, entre outras funções. Para manter as antenas limpas, as joaninhas as esfregam com o primeiro par de patas, e, desta forma, removem resíduos que podem interferir em sua sensibilidade.

Como se protegem
As joaninhas se alimentam de pequenos insetos, ácaros, pólen e néctar. Apenas duas espécies se alimentam de tecidos vegetais. Por sua vez, as joaninhas são predadas por insetos maiores, algumas espécies de pássaros e anfíbios.

Para se proteger, elas contam com algumas estratégias. A coloração vibrante pode atuar como uma forma de aviso ao predador sobre a sua impalatabilidade, ou seja, seu gosto ruim, ou sobre a sua toxicidade, evitando que o predador a ataque. Outra forma de defesa utilizada por algumas espécies é o comportamento de deitar-se com o abdome para cima, seguido da liberação de um líquido com odor desagradável. Dessa forma, a joaninha finge-se de morta e esquiva-se da atenção de seu predador.

Controle biológico de pulgões
Os afídeos, popularmente conhecidos como pulgões, são insetos pertencentes à ordem Hemyptera e parasitam diversas espécies vegetais. Os pulgões possuem um aparelho bucal do tipo sugador, com o qual perfuram os tecidos vegetais, alcançado seus vasos condutores e sugando sua seiva. São considerados pragas agrícolas e podem causar sérios prejuízos às plantações.

As joaninhas são predadoras vorazes de pulgões, alimentando-se tanto da forma adulta quanto da larva. Uma única joaninha pode comer mais de 50 pulgões por dia. Por esse motivo, as joaninhas são freqüentemente utilizadas para realizar o controle biológico desta praga em áreas de cultivo agrícola. Com esse objetivo, centenas de joaninhas são introduzidas na plantação para que, ao se alimentarem dos pulgões, livrem as plantas desse parasita.

Essa estratégia é interessante, pois evita o uso de inseticidas químicos, que podem ser tóxicos para o ambiente e para o homem. Porém, deve ser realizada com cautela e com base no conhecimento científico, uma vez que, caso seja introduzida uma espécie exótica, ou seja, que não ocorre naturalmente no local, corre-se o risco de provocar um desequilíbrio ecológico. O resultado pode ser desastroso, ocasionando o desaparecimento das espécies de joaninha nativas e também levando à desequilíbrios na cadeia alimentar do ecossistema.

Um caso famoso ocorreu nos Estados Unidos, quando uma espécie asiática foi introduzida em plantações para controlar os pulgões e, por falta de predadores, acabou por se reproduzir descontroladamente, transformando-se numa praga doméstica que infesta casas e jardins.

Reprodução
As joaninhas, assim como os demais insetos, são organismos dióicos, ou seja, existem fêmeas e machos. Em muitas espécies, machos e fêmeas são morfologicamente diferentes, podendo apresentar tanto tamanhos quanto cores diferentes. A esta diferença é dado o nome de dimorfismo sexual. A fecundação é interna e pode ocorrer diversas vezes ao ano.

Em cada ciclo reprodutivo, a fêmea pode colocar de 10 a mais de 1.000 ovos. Antes da postura, a joaninha procura um local adequado para a eclosão dos ovos, geralmente depositando-os de forma agrupada, sobre folhas ou caules de plantas, e próximos a fontes de alimento. Da sua eclosão até atingir a forma adulta, as joaninhas sofrem a chamada metamorfose completa, ou seja, passam pelos estágios de larva e pupa. Por isso, seu desenvolvimento é classificado como holometábolo (do grego holos, total, e metáboles, transformação).

Desenvolvimento
Após um período que varia entre 4 a 10 dias, as larvas eclodem e começam a se alimentar. Muitas vezes, o primeiro alimento é a casca de seu próprio ovo. O tempo de eclosão das larvas depende da espécie, mas também está relacionado à temperatura do ambiente, sendo menor em regiões de clima tropical, ou nas estações quentes do ano. As larvas em nada lembram as joaninhas adultas. São alongadas e apresentam uma coloração escura.

Durante o seu crescimento, podem ocorrer de 4 a 7 mudas. As mudas, ou ecdises, são as trocas periódicas do exoesqueleto quitinoso que envolve o corpo dos artrópodes e que permite o seu crescimento.

Após um período que pode variar de uma semana até cerca de 20 dias, a larva se fixa a um substrato, geralmente caules ou folhas, e se transforma na pupa. A pupa é um estágio imóvel, no qual inúmeras transformações irão resultar no indivíduo adulto. Este estágio pode durar até cerca de 10 dias, dependendo da temperatura e da espécie.

Após este período, a parede da pupa se abre e, finalmente, emerge a forma adulta da joaninha. Assim que a joaninha sai da pupa, o seu exoesqueleto ainda é mole e vulnerável, por isso, ela permanece imóvel durante alguns minutos, até que ele endureça e ela possa voar. O tempo de vida de uma joaninha varia entre 3 até cerca de 9 meses.
*Alice Dantas Brites é professora de biologia.

Briófitas Conheça os vegetais mais antigos do mundo


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Briófita com o esporófito desenvolvido
Você pode achar que as briófitas são plantinhas pequenas e insignificantes. Mas aposto que não sabia que elas representam os vegetais mais antigos e que seus ancestrais provavelmente encontram-se na base da evolução de todas as plantas terrestres. Outro fato que você provavelmente não sabia é que existe uma espécie de musgo que, somando suas áreas de ocorrência ao redor do mundo, pode ser considerada como a planta mais abundante da superfície do planeta.

A maioria das briófitas ocorre em ambientes úmidos; poucas são aquáticas. Mas algumas espécies podem se desenvolver em ambientes inóspitos como desertos, o gelo dos círculos polares e rochas nuas. Estas últimas são chamadas de espécies pioneiras. Ou seja, são plantas que se desenvolvem primeiro durante a colonização de um substrato, criando condições para o desenvolvimento posterior de outros organismos.

São Mstrong>plantas avasculares, ou seja, não possuem vasos condutores de seiva (xilema e floema). São consideradas como intermediárias entre as algas verdes e as plantas vasculares. Elas compartilham algumas características com as algas, como, por exemplo, uma estrutura similar do cloroplasto. Porém, diferentemente destas, as briófitas já apresentam alguma organização tecidual.

As briófitas são as primeiras plantas adaptadas à vida terrestre. Para viver no meio terrestre são necessárias adaptações às condições desse meio. Uma delas é evitar a perda de água pela evaporação que ocorre na superfície da planta em contato com o ar. Para isso, as plantas terrestres apresentam, entre outras adaptações, um revestimento protetor sobre a epiderme, chamado cutícula. As plantas terrestres precisam também se fixar ao substrato. No caso das briófitas, quem realiza esta função são estruturas chamadas rizóides.

Como as briófitas não possuem sistema vascular, o transporte de água e nutrientes tem de ser feito célula a célula, através da difusão. Essa característica faz com que seu tamanho seja reduzido, pois esse sistema não permite transportar a seiva por longas distâncias de maneira rápida e eficiente.

A classificação das briófitas
As briófitas costumam ser divididas em três grupos: Hepaticae, Anthocerotae e Musci. A seguir, vermos um pouco sobre cada uma deles.

Hepaticae
O grupo é representado por cerca de 10.000 espécies que estão entre as briófitas mais simples e de menor porte. O nome Hepaticae vem do grego hepatos, que significa fígado. Isso porque essas briófitas possuem um formato que lembra tal órgão. Elas ocorrem em ambientes terrestres úmidos, na superfície de rochas, troncos de árvores e algumas poucas espécies crescem na água.

Anthocerotae
É o grupo que apresenta o menor número de espécies, cerca de 300. São briófitas pequenas e com o gametófito em forma de roseta. Ocorrem em ambientes terrestres úmidos, sendo que um gênero, o Anthoceros, é muito abundante no Brasil.

Musci
São as briófitas popularmente chamadas de musgos. É o maior grupo, já foram descritas mais de 14.000 espécies de musgos. Possuem uma grande variedade de formas e ocorrem em diversos ambientes, como terrestres úmidos, locais secos, nos círculos polares e existem também algumas espécies aquáticas.

Um gênero importante de musgo é o Sphangnum, popularmente chamado de musgo de turfeira, ou turfa. Se somarmos a sua ocorrência ao redor do mundo, iremos constatar que ele ocupa cerca de 1% da superfície da Terra. Isto o coloca entre as plantas mais abundantes do planeta.

As regiões onde esse musgo ocorre são de grande importância ecológica, pois trata-se de um gênero capaz de armazenar uma grande quantidade de carbono, sendo importante para o ciclo desse elemento. A massa formada pela mistura do musgo com outras pequenas plantas é chamada de turfa. Devido ao seu alto teor de carbono, a turfa é altamente combustível, sendo empregada em muitos países, tanto nas indústrias quanto para o aquecimento de casas.

Reprodução das briófitas
Algumas espécies de briófitas apresentam reprodução assexuada. Esta se dá através da formação de propágulos no interior de estruturas presentes na planta-mãe. Os propágulos se desprendem da planta-mãe e se dispersam através de gotas ou respingos de água. Ao atingir um novo substrato, o propágulo se desenvolve e origina um novo indivíduo adulto.

Mas a maioria das espécies apresenta reprodução sexuada. Na reprodução sexuada das briófitas ocorre a alternância de duas gerações: uma esporofítica (produz esporos) e outra gametofítica (produz gametas). A geração esporofítica é haplóide (n) e, dependente da geração gametofítica, fase diplóide (2n).
A seguir, veremos a reprodução dos musgos, que é o grupo mais abundante e conhecido.

O gametófito masculino apresenta, em seu ápice, uma estrutura denominada anterídio. No interior do anterídio são produzidos os gametas masculinos chamados de anterozóides. Estes possuem flagelos e são capazes de se mover na água. O gametófito feminino produz seus gametas, chamados de oosferas, no interior do arquegônio. Quando chove ou quando o musgo é atingido por borrifos de água, os anterozóides atingem a planta feminina e se movimentam até o interior do arquegônio, onde fecundam a oosfera.

Da fecundação se origina o zigoto, que irá se desenvolver sobre o gametófito feminino, originando o esporófito. Quando o esporófito atinge a maturidade, uma cápsula se forma em seu ápice - e as células no seu interior sofrem meiose, originando esporos haplóides. Os esporos são liberados no ambiente e, quando atingem um substrato adequado, germinam, originando um novo gametófito e fechando o ciclo.

Uma das grandes diferenças entre as briófitas e as plantas vasculares está no ciclo reprodutivo das duas. As briófitas são as únicas plantas que possuem a estrutura o esporófito ligado ao gametófito e menor do que este. Nas plantas vasculares ocorre o contrário: o esporófito é dominante e de vida livre.
*Alice Dantas Brites é professora de biologia.

Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST's)

Esta doença se manifesta na vagina ou em partes internas do aparelho sexual da mulher. No homem, ele só atinge as partes internas.

Apresenta corrimento amarelo-esverdeado com mau cheiro. Além disso, sente dor durante a relação sexual, coceira nos órgãos sexuais e dificuldade para urinar.
Candidíase



É uma doença que também é transmitida pela relação sexual. Na mulher, causa um corrimento branco, sem cheiro, com aspecto de leite talhado; os orgãos sexuais ficam avermelhados, surgindo coceira e ardência ao urinar. Pode também causar infecções urinárias, com dores fortes, manchas brancas (sapinho) e corrimento ou aspecto coalhado.

Algumas doenças ou situações podem favorecer o aparecimento da condidíase: Diabetes, gravidez, uso de antibióticos, AIDS, etc.
Condiloma acuminado



Apresenta-se em forma de verrugas que com o tempo, começam a crescer e se espalhar.
Na mulher grávida a doença se desenvolve mais rapidamente e chega a formar tumores.
Se a doença avança muito pode ser necessário até uma operação.
Uretrites



São inflamações da uretra (canal por onde sai a urina).
No homem as uretrites provocam corrimentos parecidos com água que saem do pênis e vontade de fazer xixi o tempo todo.
Na mulher ocorre ardência ao urinar.
Geralmente, os sintomas aparecem de oito a dez dias após a relação sexual.





Cancro mole



A relação sexual aconteceu. Depois de dois a cinco dias começam a aparecer feridas ou pus. No homem, elas se apresentam na cabeça do pênis. Na mulher na vulva (parte externa do aparelho sexual feminino) no ânus e, ás vezes na vagina.
Linfogranuloma Venéreo



Febre, corpo doído, inchaço nos órgãos sexuais, pus nas virilhas e uma feridinha na vagina ou no pênis. A ferida não dói.
Nas mulheres e em homossexuais, as ínguas também podem aparecer em volta do reto, provocando dores ao fazer cocô.
Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs)



São as doenças que uma pessoa transmite a outra através da relação sexual. As mais comuns são a gonorréia, a sífilis e a AIDS.
Herpes Genital



No começo aparecem pequenas bolhinhas na parte externa da vagina ou na ponta do pênis.
Herpes genital, provoca ardência e coceira, mas não devem se coçar pois as bolhas podem estourar e virar feridas.
O tratamento não cura a doença, mais ajuda a controlar sintomas.
Como evitar?



Duas maneiras principais de evitar essas doenças:

I. Limitar o número de parceiros; quando uma pessoa tem relações sexuais com várias pessoas, suas chances de adquirir uma doença sexualmente transmissível aumentam, pois há maior probabilidade de algum dos parceiros estar contaminado;
II. usar camisinha sempre, em todas as relações sexuais; a camisinha evita o contato direto entre o pênis e a vagina, impedindo que a doença seja transmitida através dos órgãos sexuais e vice-versa.

Essas doenças são curáveis?

A gonorréia e a sífilis, sim. Seu tratamento é feito com antibióticos, remédios que matam as bactérias causadoras dessas doenças.
A AIDS, porém, ainda não tem cura. Ela é moral. A única maneira de se proteger é saber tudo sobre ela para poder evitar o contágio.
Gonorréia: quais são os sintomas?



O homem com gonorréia sente dor e ardência quando urina, e elimina gotas de pus pela uretra. Pode aparecer íngua na virilha. As mulheres não apresentam sintomas no início. Depois, pode aparecer dor no abdome. A mulher pode ficar estéril se a doença não for tratada.
Que fazer?



Quando aparecerem esses sintomas, é preciso avisar o parceiro, deixar de ter relações sexuais e ir logo ao médico.
O tratamento é fácil, mas só um médico pode orientar. Remédio caseiro não adianta. Vergonha de ir ao médico é bobagem: só piora as coisas.
Com os sintomas não são claros nas mulheres, elas dificilmente desconfiam quando estão doentes. Por isso, é importantíssimo ir ao ginecologista uma vez por ano.
O parceiro de uma pessoa que está com gonorréia (ou qualquer outra doença sexualmente transmissível) também deve procurar um médico para ver se pegou a doença e fazer o tratamento adequado.
Sífilis: é uma doença grave?



É muito grave, se não for tratada corretamente. Pode causar problemas sérios, como cegueira, paralisia, distúrbios mentais (loucura) e até levar à morte. Por isso, a sífilis precisa ser tratada com acompanhamento médico e exames de laboratório, para evitar que avance no organismo.

Como todas as outras doenças sexualmente transmissíveis, a contaminação se dá principalmente pela relação sexual. Gestante com sífilis também passa a doença para o bebê, que geralmente nasce com graves deficiências físicas e mentais.
Quais os sintomas da sífilis?



A sífilis manifesta-se inicialmente por uma feridinha nos órgãos sexuais, que pode nem ser percebida e sara sozinha, mesmo sem tratamento. Mas o micróbio continua no organismo. Em seguida, aparecem manchas avermelhadas no corpo, que também desaparecem sozinhas. A fase mais grave da doença ocorre quando o micróbio atinge o sistemas nervoso e os órgãos internos, levando o paciente a ter febre alta, perda de cabelo, rachaduras nos pés e nas mãos, gânglios inchados, etc.
AIDS: o que é?



AIDS é a sigla da expressão inglesa que significa síndrome da imunodeficiência adquirida. É causada por um grupo de vírus, chamados HIV, que invadem certas células; alguns tipos de glóbulos brancos do sangue; responsáveis pelas defesas do organismo contra as doenças.

O HIV multiplica-se dentro destas células e acaba por comprometer a atividade do sistema imunológico (sistema de defesa do organismo) da pessoa. O organismo do aidético fica incapaz de se defender contra infecções, como a pneumonia, a meningite, as infecções intestinais. Cada vez mais fraco, o doente acaba morrendo de uma dessas doenças que seu corpo não consegue combater.

Os primeiros casos de AIDS apareceram em 1979, nos Estados Unidos. No Brasil, a doença foi registrada pela primeira vez em 1982. Atualmente, os países com maior número de aidéticos são os Estados Unidos, o Brasil, a Uganda e a França.
Como é transmitida a AIDS



A AIDS passa de uma pessoa para outra através de esperma, sangue e secreção vaginal de pessoas contaminadas com o vírus.

Portanto, pode-se pegar AIDS:

I. tendo relação sexual com pessoa contaminada; o homem ou a mulher contaminados podem passar o vírus da AIDS para outra pessoa;
II. recebendo sangue contaminado através de transfusões;

III. usando seringas e agulhas de injeção contaminadas; mesmo alicates de manicure podem transmitir o vírus, se o instrumento foi usado em pessoa contaminada.







Mães aidéticas podem passar a doença para a criança durante a gravidez, na hora do parto ou pela amamentação.

Como evitar a AIDS?

Agora que você já sabe como a doença é transmitida, fica fácil entender como pode ser evitada:

I. A transmissão por via sexual pode ser prevenida com o uso da camisinha em todas as relações sexuais e tendo-se o menor número possível de parceiros sexuais. Quanto maior o número de parceiros, maior a chance de contaminação. Quem tem relação sexual com várias pessoas corre grandes riscos. É bom lembrar que tanto o homem quanto a mulher podem transmitir a doença. Pessoas portadoras do vírus, mesmo que ainda não tenham manifestado os sintomas da doença, podem contaminar seus parceiros.
II. O sangue usado em transfusões deve ser rigorosamente controlado. O governo deve exigir que os bancos de sangue, antes de distribuí-lo.
III. Só se deve tomar injeção com seringas e agulhas descartáveis novas ou com seringas e agulhas esterilizadas. Isso porque quando duas pessoas usam a mesma seringa e agulha o sangue delas se mistura. Se uma estiver contaminada, a outra pega o vírus. É por isso que há muitos casos de AIDS entre os viciados em drogas injetáveis, pois vários deles fazem uso comum das seringas e agulhas.
IV. Agulhas de acupuntura, de furar orelhas ou de fazer tatuagens também precisam ser cuidadosamente esterilizadas. Isso vale para instrumentos utilizados por barbeiros e manicures (lâminas, alicates, etc). Como esses instrumentos podem entrar em contato com sangue de pessoas contaminadas, precisam ser adequadamente esterilizados antes de cada uso. Portanto, quando se vai à manicure, ao pedicuro ou barbeiro é bom levar o próprio alicate e lâmina.

Como uma pessoa sabe que está com AIDS?

Uma pessoa pode estar contaminada e não apresentar sintomas. O vírus HIV pode permanecer no organismo sem se manifestar por um período de seis meses a dez anos ou mais. Nesse período, a pessoa pode transmitir a doença.

Os principais sintomas que caracterizam a síndrome da AIDS são febre, diarréia constante, emagrecimento, herpes, "sapinho", glânglios inflamados pelo corpo, manchas roxas na pele que não desaparecem com o tempo, cansaço, falta de ar, tosse.

Uma pessoa com alguns desses sintomas deve procurar um médico. Não é possível a uma pessoa saber por si mesma se está com AIDS, pois esses sinais também podem indicar outras doenças. O diagnóstico definitivo é feito apenas pelo médico, através de testes de laboratório e exame clínico do paciente.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Platelmintos (platyhelminthes)

Os platelmintos são vermes de corpo achatado dorso-ventralmente (platy= chato; helminto= verme), com simetria bilateral. Podem ser parasitas ou de vida livre, estes podendo ocorrer nos mares, água doce ou em ambientes terrestres úmidos. Como parasitas de seres humanos podemos citar a tênia e o Schistosoma mansoni, causador da esquistossomose. Outros animais também podem ser parasitados como o boi, o porco, os cachorros, gatos, etc. O corpo pode ou não possuir uma segmentação. A maioria das espécies são monóicas. Existem aproximadamente 20 mil espécies descritas de platelmintos.

Embriologia

São acelomados (não possuem celoma) e triblásticos (possuem os três folhetos germinativos: ectoderme, mesoderme e endoderme). Possuem simetria bilateral.
A ectoderme dá origem ao revestimento externo, a mesoderme dá origem à musculatura e ao parênquima, que é um tecido que preenche todo o espaço entre o intestino e a parede do corpo. A endoderme dá origem ao intestino e seu revestimento.

Tegumento

Os platelmintos possuem um epitélio simples, sendo a epiderme formada por uma camada simples de células. As espécies parasitas apresentam uma cutícula de proteção e, em alguns casos, ventosas para fixação. Alguns apresentam cílios na região ventral, para fins de locomoção. Podem possuir células mucosas, que produzem lubrificação para facilitar a locomoção.

Digestão

Os sistema digestório dos platelmintos é incompleto, ou seja, a boca é a única abertura para o exterior, não possuindo ânus. A digestão pode ser intra ou extracelular. O intestino é bastante ramificado, o que facilita a distribuição do alimento digerido. O que não é utilizado na digestão é eliminado pela boca.
As planárias possuem a boca na região ventral e uma faringe protátil (exteriorizada), o que facilita a captação de alimento, sugando.
As tênias não possuem sistema digestório, se alimentam por difusão, absorvendo os nutrientes pré-digeridos do hospedeiro.

Respiração

Não possuem sistema respiratório, e as trocas gasosas são feitas pela epiderme, por difusão. Este tipo de respiração recebe o nome de tegumentar ou cutânea e ocorre nas espécies de vida livre, pois as parasitas fazem respiração anaeróbia.

Circulação

Os platelmintos não possuem sistema circulatório. O alimento digerido é enviado para as células por difusão, graças a um intestino bem ramificado, pois ele é gastrovascular.

Excreção

São os primeiros animais a apresentar sistema excretor: o protonefrídio, que é formado por vários túbulos excretores com células-flama. As células-flama são fundamentais neste sistema excretor. Apresentam vários flagelos que promovem a movimentação dos fluidos, fazendo com que eles sejam muito bem filtrados. Os resíduos caem em um sistema de ductos ou túbulos, que se abrem para o exterior através de estruturas chamadas nefridióporos, que são poros excretores. Estes poros situam-se na superfície dorsal do corpo, lateralmente.

Esqueleto

Não possuem esqueleto.
Sistema Nervoso

Apresentam um processo chamado cefalização, ou seja, uma cabeça com estruturas nervosas e sensoriais. O sistema nervoso dos platelmintos é chamado ganglionar, formado por dois gânglios nervosos, que estão ligados a dois cordões nervosos ventrais e longitudinais, que são ligados por comissuras transversais e que percorrem toda a região ventral, até a parte posterior do verme.
As planárias de água doce possuem dois ocelos na região da cabeça, estruturas foto-receptoras. Estas estruturas não são capazes de formar imagens, apenas perceber luz. Nas aurícolas, regiões laterais da cabeça, estão presentes células quimiorreceptoras, capazes de perceber várias substâncias químicas que se encontram dissolvidas na água.

Musculatura

A musculatura é do tipo lisa, que favorece a movimentação e locomoção do animal, podendo ter a colaboração de cílios, caso estejam presentes. Essa musculatura lisa forma o túbulo músculo-dermático, que é uma unidade funcional com a pele.

Reprodução

Estudaremos a reprodução dos platelmintos de acordo com cada classe.

- Classe Turbellaria

São animais de vida livre, possuem cílios para locomoção e um aspecto foliáceo. Um exemplo de representante desta classe é a planária.
São hermafroditas e fazem fecundação cruzada, a autofecundação é rara. Os dois indivíduos que estão acasalando ficam unidos pelos poros genitais. Cada um introduz o pênis na abertura genital do outro, trocam espermatozóides e se separam. Vários óvulos são fecundados e lançados para o exterior pelo poro genital. Os zigotos possuem uma cápsula protetora e vão eclodir planárias jovens, evidenciando um desenvolvimento direto.
As planárias possuem um grande poder de regeneração, e se reproduzem assexuadamente por fissão transversal. Se cortarmos uma planária em vários pedaços, cada um irá ser regenerar e dar origem a um novo indivíduo.

- Classe Trematoda

São endo ou ectoparasitas. Possuem ventosas para fixação, uma na região oral, outra ventral. Possuem cutícula protetora na epiderme e não possuem cílios. São hermafroditas, mas o S. mansoni é dióico. A fêmea vive numa cavidade do macho chamada canal ginecóforo. Fazem fecundação cruzada e interna. Como representante hermafrodita temos a Fasciola hepatica, que parasita o fígado de carneiros e eventualmente o ser humano.

- Classe Cestoda

São endoparasitas de corpo alongado, representados pelas tênias. Não possuem cílios, o corpo é metamerizado e não possuem tubo digestivo, alimentando-se por difusão dos nutrientes pré-digeridos pelo hospedeiro.

As tênias podem atingir até 8 metros de comprimento. O corpo delas é dividido em três partes: Cabeça ou escólex, que possui ventosas para a fixação no hospedeiro. A Taenia solium apresenta ganchos e ventosas; pescoço ou colo, região mais afilada e estróbilo, responsável pelo crescimento do organismo. Aí estão as proglótides, estruturas que possuem sistemas reprodutores feminino e masculino, ou seja, são hermafroditas. Após a fecundação as proglótides cheias de ovos se desprendem e são eliminadas com as fezes.

Bibliografia:

http://www.tma.tmn.ru/
http://www2.uah.es/zoologia1_paramayores/programa_teorico.htm
http://library.thinkquest.org/26153/marine/sketch/624.jpg
http://kentsimmons.uwinnipeg.ca/16cm05/16labman05/lb5pg6.htm
http://www.av-rinteln.de/Artikel/Planarien/turbellaria.jpg
http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/filo-platelmintos/wp-content/uploads/2009/08/filo-platelmintos-2.gif
http://www.wormboss.com.au/LivePage.aspx?pageId=442
http://www.stopwormsdead.co.uk/content_images/1/62-taenia-taenifornis.jpg

domingo, 18 de agosto de 2019

Tecido Epitelial


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Tecido Epitelial de Revestimento
Tecido designa todo o conjunto de células que executam funções exclusivas. Para executar essas funções, as células semelhantes ou diferentes entre si que compõe o tecido trabalham em conjunto.

O tecido epitelial é um dos quatro tipos básicos dos tecidos animais, e tem por característica uma quantidade limitada de substância celular. Como suas células não possuem vasos sanguíneos, os nutrientes são recebidos através do tecido conjuntivo.

O tecido epitelial origina-se da ectoderme, mesoderme ou endoderme.

Encontrado na epiderme, na parede interna do nariz e da boca, nas glândulas salivares e em glândulas anexas da pele, o tecido epitelial possui origem ectodérmica.

Os de origem mesodérmica são encontrados no revestimento interno dos vasos sanguíneos, no revestimento interno do sistema urogenital e nas membranas que envolvem órgãos como o peritônio, as pleuras e o pericárdio.

Aqueles que se encontram no revestimento interno do tubo digestivo e das vias aéreas, no fígado, no pâncreas, na bexiga, na tireóide e paratireóide são de origem endodérmica.

Existem dois tipos básicos de tecido epitelial: de revestimento e glandular.

O tecido epitelial de revestimento cobre a superfície externa do corpo e as cavidades corporais internas dos animais, formando as glândulas. O tecido epitelial é formado por células bem encaixadas entre si, com o intuito de evitar a penetração de microorganismos e possuem muitas camadas de células para evitar a perda de água em excesso.

O tecido epitelial glandular forma as glândulas, produz e elimina substâncias necessárias nas superfícies do tecido.
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Insetos (Insecta)

Os insetos compreendem o mais numeroso grupo de animais. Existem mais de 750.000 mil espécies descritas. Encontra-se nesta classe uma grande irradiação adaptativa, o que proporcionou a estes animais o sucesso de sobrevivência.

Possuem uma importância econômica e ecológica muito grande, muitas flores dependem dos insetos polinizadores para sua reprodução, muitos insetos são vetores de doenças e pragas na agricultura, etc.

Estrutura corporal

O corpo dos insetos é dividido em cabeça, tórax e abdome. Possuem 3 pares de pernas, um ou dois pares de asas, um par de antenas e um par de olhos compostos. São hipognatos (peças bucais dirigidas para baixo), algumas espécies predadoras possuem as peças dirigidas para frente, e os hemípteros e homópteros (sugadores) possuem as peças voltadas para trás.
O tórax é dividido em protórax, mesotórax e metatórax. Cada segmento possui um par de pernas.

Vôo

Muitos insetos possuem asas e esta é uma característica marcante e muito importante na adaptação destes animais. Algumas espécies possuem asas em apenas curtos períodos do clico de vida. As asas são dobras do tegumento e compostas de duas camadas de cutícula. As nervuras formam um suporte esquelético para a asa. Cada inseto possui uma asa adaptada ao tipo de vôo. As asas têm caráter sistemático nos insetos.
Elas movimentam-se para cima e para baixo, para frente e para trás, para que possam voar. Estes movimentos acontecem graças ã contração de uma série de músculos, existindo um impulso nervoso para cada contração muscular.
A velocidade do batimento da asa também varia conforme a espécie, a modalidade de vôo e do fluxo de ar.

Digestão

A dietas são muito variadas e os insetos possuem um aparelho bucal para cada tipo: sugador, picador, mastigador e lambedor.
A maioria dos insetos possui glândulas salivares labiais. Em algumas mariposas, abelhas e vespas estas glândulas secretam o material de seda para a confecção da pupa.
A maioria possui cecos gástricos, que abrigam um regenerador da fauna bacteriana no intestino.

Circulação

O coração está localizado no seio pericárdico e é de forma tubular. O sangue dos insetos é de cor verde ou incolor. A circulação é do tipo aberta.

Respiração

É realizada por traquéias, onde existem numerosas invaginações no corpo, que se ramificam muito até entrar em contato com as células. Os orifícios que comunicam as traquéias com o exterior são chamados espiráculos. Desta forma o sangue não tem função respiratória. As trocas gasosas são feitas por difusão através do gradiente de concentração.
Alguns insetos muito pequenos não possuem traquéias e suas trocas gasosas são feitas por toda a superfície do corpo.

Excreção

A excreção é feita pelos túbulos de Malpighi e a principal excreta nitrogenada é o ácido úrico, que é excretado junto com as fezes. Nem todas as excretas saem pelos túbulos de Malpighi. Alguns sais são depositados na cutícula e são descartados na muda. A excreção do ácido úrico representa uma grande economia de água, devido ao metabolismo de proteínas.

Reprodução

Os insetos são dióicos, com fecundação interna, ovíparos e possuem os seguintes tipos de desenvolvimento:

Direto: Não apresenta metamorfose, chamado de desenvolvimento ametábolo. Do ovo eclode um jovem parecido com o adulto.

Indireto: Apresentam metamorfose. De acordo com ela podem se dividir em:
- Hemimetábolos: Apresentam metamorfose incompleta. Do ovo eclode uma ninfa, semelhante ao adulto, mas sem asas. Exemplo: Libélulas

- Holometábolos: Apresentam metamorfose completa. Do ovo eclode uma larva, que se alimenta ativamente e depois forma uma pupa, que pode construir um casulo. Na pupa ocorre a metamorfose e dela sai um indivíduo adulto. Alguns representam forma larval aquática. Exemplos: mosca, borboleta, etc.

Parasitismo, comunicação e insetos sociais

O parasitismo é uma adaptação para satisfazer as necessidades alimentares de cada animal. Existem espécies parasitas de humanos, como o piolho, e vetores de doenças (veja: Dengue), como os pernilongos.
Os insetos comunicam entre si através de sinais químicos, táteis e visuais. Os ferormônios são muito conhecidos por essa comunicação química. As formigas deixam sinais químicos no solo como marcadores do caminho, por exemplo. A luz emitida pelos vagalumes tem função de atração sexual e a produção de som pelas cigarras, gafanhotos e grilos também.
Existem insetos ditos sociais, onde os indivíduos são interdependentes, embora morfologicamente diferentes. Estas organizações desenvolveram-se entre os cupins, formigas, abelhas e vespas. Existe uma hierarquia e nenhum indivíduo pode viver fora da colônia.

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Poríferos e celenterados

Colégio Estadual Dinah Gonçalves
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OS SERES VIVOSINVERTEBRADOS
Poríferos e Celenterados
Os poríferos são chamados também de esponjas e os celenterados, de cnidários:
Os poríferos, ou esponjas, surgiram há cerca de 1 bilhão de anos e, provavelmente, se originaram de seres unicelulares e heterotróficos que se agruparam em colônias. Possuem tecidos, mas não apresentam órgãos nem sistemas; são animais exclusivamente aquáticos.
Os celenterados surgiram provavelmente entre 1 bilhão e 800 milhões de anos atrás, depois dos poríferos, portanto. Ao contrário dos poríferos, os celenterados apresentam cavidade digestiva. São também animais exclusivamente aquáticos.
O corpo de uma esponja tem grande número de células que apresentam uma certa divisão de funções. Algumas dessas células são organizadas de tal maneira, que formam pequenos orifícios, denominados poros, em todo o corpo do animal. É por isso que esses seres recebem o nome de poríferos.
O corpo do porífero geralmente tem a forma de uma bolsa. A cavidade interna chama-se átrio. Na parte superior do átrio existe uma abertura, o ósculo, que serve para eliminar a água com as substâncias desnecessárias à nutrição do animal e com os detritos resultantes da atividade celular.
Esses animais não possuem órgãos especializados para digestão, excreção ou reprodução. Todas essas funções são realizadas por diferentes células.
O esqueleto das esponjas é formado por diversos tipos de substâncias. Entre elas, destacam-se as espículas de calcário ou de sílica, com formas variadas, e uma rede de proteína chamada espongina.
Em certas esponjas, o esqueleto não possui espículas, mas tem a rede de espongina bastante desenvolvida. As esponjas desse tipo foram muito utilizadas para banho e limpeza. Como a indústria passou a produzir esponjas sintéticas, o uso das esponjas naturais para essa finalidade foi substituído consideravelmente.
A maioria dos poríferos vive no mar. Podem ser encontrados desde a linha da maré até seis mil metros de profundidade. Alguns são de água doce. Vivem presos nas rochas, nas conchas, ou associados à areia do fundo do mar ou de um lago, etc.
As esponjas são animais filtradores: a água penetra em seu corpo através dos poros e cai no átrio; então certas células retiram gás oxigênio e capturam partículas alimentares presentes na água, ao mesmo tempo que elimina resíduos não aproveitáveis e gás carbônico. Essa água sai do corpo da esponja através do ósculo.
Em sua alimentação, as esponjas retiram da água detritos diversos e microorganismos, como protozoários e certas algas. O alimento assim obtido é digerido no interior de certas células - por isso se diz que os poríferos tem digestão sempre intracelular. As esponjas podem filtrar em uma hora um volume de água centenas de vezes maior que o volume de seu corpo.
A reprodução dos poríferos pode ser assexuada ou sexuada.
A assexuada ocorre, por exemplo, por brotamento. Neste caso, formam-se brotos, que podem se separar do corpo do animal e dar origem a novas esponjas.
A sexuada é menos freqüente que a reprodução assexuada, mas ocorre em alguns tipos de esponjas.
Quando os espermatozóides (gametas masculinos) estão maduros, eles saem pelo ósculo, junto com a corrente de água, e penetram em outra esponja, onde um deles fecunda um óvulo (gameta feminino). Após a fecundação, que é interna, forma-se um ovo ou zigoto, que se transforma em uma larva. Esta larva sai do corpo da esponja, nada e se fixa, por exemplo, em uma rocha, onde se desenvolve até se transformar em uma esponja adulta.
Os celenterados são também chamados cnidários. A água-viva, a caravela, a hidra e os corais são alguns exemplos de celenterados. Eles são aquáticos e vivem principalmente no mar.
A água-viva e a caravela têm vida livre e são levados pelas ondas. Os corais, a hidra e a actínia (anêmona-do-mar) vivem presos a um suporte, por exemplo, no fundo do mar ou sobre rochas.
Todos os celenterados têm o corpo formado por duas camadas de células, interligadas por uma substancia chamada mesogléia, que dá ao animal uma aparência gelatinosa.
Os celenterados podem apresentar-se sob duas formas: os pólipos ou medusas.
Pólipos: Os pólipos têm forma cilíndrica e vivem geralmente fixos, por exemplo, em uma rocha. Na sua extremidade livre, apresenta tentáculos em volta da boca.
Medusas: As medusas são geralmente semi-esféricas, como um guarda-chuva. Seus tentáculos contornam a margem do corpo, no centro do qual fica a boca. São carregadas pelas correntes, pois sua capacidade natatória é limitada.
Os celenterados possuem em seus tentáculos células urticantes ou cnidócitos. Essa células, também chamadas cnidoblastos, servem para a captura de alimentos e para a defesa do animal.
Os cnidócitos, pequenas células na forma de um saco, possuem uma cápsula (nematocisto), dentro da qual se encontra um filamento enrolado, que serve para injetar uma substância urticante. Cada cnidócito possui um cílio (cnidocílio) que, ao ser tocado, dispara um filamento. A ação conjunta de muitos cnidócitos podem ferir um predador ou paralisar rapidamente uma pequena presa. Uma vez descarregado, o cnidócito é substituído.
Quando uma presa é capturada por um celenterado, ela penetra pela boca do animal e chega até uma cavidade digestiva - aliás, o nome desse grupo vem de celo = "cavidade" e entero = "intestino". Nessa cavidade, o alimento é parcialmente digerido e depois absorvido por certas células, no interior das quais a digestão se completa. Por isso se diz que a digestão nos celenterados é extracelular (na cavidade digestiva) e também intracelular (no interior da células). Não possuindo ânus, esses animais eliminam pela boca os resíduos não aproveitáveis.
Os celenterados dividem-se em três grandes grupos:
  • hidrozoários, representados pela hidra e pela caravela;
  • cifozoários, representados pelas águas-vivas;
  • antozoários, representados pelas actínias (ou anêmonas-do-mar) e pelos corais.
A hidra é um celenterado que tem o corpo cilíndrico e em forma de pólipo. Vive em água doce, preferencialmente em águas frias e limpas, presa por uma extremidade a um rocha ou à vegetação aquática. Tem cor verde, parda ou cinza. Algumas hidras podem se locomover dando "cambalhotas".
A hidra pode apresentar reprodução assexuada ou sexuada.
Assexuada por brotamento - No meio do corpo da hidra pode nascer um broto. Este broto cresce e separa-se da hidra-mãe. Em seguida, fixa-se em algum lugar e continua a desenvolver-se independentemente.
A hidra masculina possui testículo, onde se formam os espermatozóides. A hidra feminina possui ovário, onde se desenvolvem os óvulos. A hidra masculina elimina espermatozóides na água; estes deslocam-se até uma hidra feminina, onde o óvulo é fecundado. Forma-se, então, um zigoto ou célula-ovo, que se desenvolve no corpo da hidra feminina, transformando-se em embrião. Depois o embrião separa-se do corpo da hidra-mãe, dando origem a uma pequena hidra, que cresce até formar uma hidra masculina ou feminina adulta.
A caravela não é um animal isolado. É uma colônia de vários pólipos transparentes que, como um todo, ficam flutuando sobre a água do mar. Na colônia, grupos diferentes de pólipos desempenham funções diferentes. Uns são responsáveis pela digestão dos alimentos, outros pela reprodução, outros pela proteção de toda a colônia, e assim por diante.
Physalia physalis é uma espécie de caravela que vive em alto-mar e tem tentáculos compridos de até vinte metros ou mais. As caravelas são muito perigosas devido às substâncias urticantes que fabricam e que podem causar queimaduras às pessoas.
As águas-vivas tem a forma de medusa, lembrando um guarda-chuva aberto, com a bica situada na parte inferior, onde também ficam os tentáculos. Seu tamanho varia muito de uma espécie para outra. Algumas podem ter mais de dois metros de diâmetro. Alimentam-se principalmente de invertebrados e pequenos peixes. Às vezes são lançadas aos milhares na praia pelas ondas.
Na reprodução da água-viva observam-se uma fase sexuada e outra assexuada. A etapa sexuada acontece na forma de medusa, que é a fase mais desenvolvida do ciclo; a assexuada ocorre na forma de pólipo, que é reduzida.
Etapa sexuada - Depois que o espermatozóide fecunda o óvulo, forma-se a célula-ovo ou zigoto. Dele, desenvolve-se uma larva que dará origem a um pequeno pólipo.
Etapa assexuada - O pólipo cresce e reproduz-se assexuadamente dando origem a novas medusas, que vão se tornando adultas e se transformando em novas águas-vivas.
As actínias só existem na forma de pólipos. Parecem uma flor e, por isso, são chamadas também de anêmonas-do-mar. Possuem cores e tamanhos variados, medindo desde alguns milímetros até um metro de diâmetro. Esses animais são encontrados fixos a um suporte: uma rocha, um pedaço de madeira ou carapaças de outros animais. Alimentam-se de moluscos, crustáceos e outros invertebrados e até de pequenos peixes.
Os corais são colônias formadas por pequenos pólipos, que se reproduzem assexuadamente por brotamento. Estes pólipos unidos fabricam uma substância calcária, compondo imensas colônias. Nas colônias, os indivíduos executam determinadas funções. Alguns são responsáveis pela captura de alimentos, outros fazem a proteção da colônia e outros ainda se encarregam da reprodução.
Os corais apresentam as mais variadas cores, como vermelho, branco, rosa, laranja ou amarelo. Por isso são utilizados na decoração de aquários e até na fabricação de jóias. Vivem em águas quentes, geralmente até à profundidade de 36 metros, entretanto já foram encontrados alguns corais vivendo a 7.500 metros de profundidade.
Quando morrem, seus esqueletos permanecem intactos e servem de suporte para outros pólipos da colônia, formando, assim, os recifes de corais. Em muitos casos, esses recifes oferecem perigo às embarcações, constituindo verdadeiras armadilhas submarinas. A Grande Barreira de Recifes, na costa nordeste da Austrália, resulta principalmente da acumulação de esqueletos calcários de corais e é um sério obstáculo à navegação.
- C U R I O S I D A D E S -
Medusas - Existem medusas de doze milímetros até dois metros de diâmetro, como as do gênero Cyanea, que vivem no oceano Ártico e possuem tentáculos de até trinta metros de comprimento.
No oceano Índico e Pacífico vivem medusas chamadas vespas-do-mar, que possuem veneno capaz de matar um homem. Nas águas brasileiras, as espécies mais comuns pertencem ao gênero Rhizostoma e não são tão perigosas para o ser humano.
No verão, são comuns os acidentes provocados por águas-vivas em pessoas que freqüentam as praias. A gravidade vai depender da extensão do corpo que for atingida.
A presença de cnidócitos garante uma eficiente defesa do animal, que tem poucos predadores. Mas a tartaruga, seu principal predador, possui na boca e no esôfago um revestimento protéico de queratina, que a protege contra o líquido urticante. A queratina também está presente na formação da carapaça das tartarugas.
As medusas são bastante gulosas. A Aurelia, pro exemplo, muito comum em todo o mundo, mede cerca de 25 centímetros de diâmetro e é capaz de matar diz filhotes de salmão por hora.
Elas se locomovem através de um sistema de propulsão a jato. Quando contraem os músculos da borda do corpo, expulsam um forte jato de água que as impulsiona para a frente.
Em 1991, 2.500 medusas passaram nove dias em órbita a bordo do ônibus espacial norte-americano Columbia. Foram escolhidas para estudo do efeito da falta de gravidade sobre seus processos de reprodução, crescimento e locomoção.
Aqui na Terra, as medusas são utilizadas em pesquisas de farmacologia marinha. Elas produzem uma fotoproteína que, ao entrar em contato com o cálcio, fica luminosa. Assim, procura-se descobrir o papel do cálcio em contrações musculares.
As sócias dos corais - Os pólipos que formam os corais contam com a ajuda de pequenas algas unicelulares que vivem no interior de seus tecidos. Essas algas auxiliam na produção de carbonato de cálcio, que forma os esqueletos produzidos pelos pólipos.
Os esqueletos que vão sendo construídos tem as mais variadas formas, que se adaptam bem ao ambiente em que se encontram. Os corais em forma de cérebro são encontrados mais facilmente no fundo do mar; os corais poritos e acróporos vivem nas regiões superficiais, pois suportam por mais tempo o impacto das ondas sem se quebrarem.
O perigo ronda os corais - Na década de 1960, por motivos desconhecidos, apareceu nos recifes do oceano Pacífico um número alarmante de estrelas-do-mar chamadas coroa-de-espinhos (gênero Acanthaster). No ano de 1965, elas destruíram cerca de 360 km² de recifes na Austrália.
A coroa-de-espinhos tem dezesseis braços e é uma devoradora de pólipos de coral. Para se alimentar, ela everte seu estômago e espalha sobre eles seu líquido digestivo.
Muitos biólogos acreditam que o aumento do número dessas estrelas seja devido ao desequilíbrio ecológico causado pelo homem.
A guarda-costas do ermitão - O caranguejo-ermitão, ou paguro, esconde seu abdome mole dentro de conchas vazias de moluscos.
Este caranguejo costuma capturar algumas anêmonas alojando-as sobre a concha. A anêmona, assim instalada, não precisa locomover-se e ainda tem um suprimento constante dos restos alimentares do ermitão. Em compensação, a anêmona, com o líquido urticante de seus tentáculos, serve como verdadeira guarda-costas para o caranguejo, afastando predadores desse animal, como alguns polvos.
Assim, o caranguejo e a anêmona estabelecem uma relação de mutualismo, em que ambos são beneficiados.