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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

O complexo de Golgi

Colégio Estadual Dinah Gonçalves
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O complexo de Golgi

Biogênese
Origina-se a partir de elementos do retículo endoplasmático.

Estrutura
É uma organela presente nas células eucariontes formada por uma pilha de vesículas grandes e achatadas e outras menores e esféricas, que brotam a partir da primeira.

Outros nomes do complexo de Golgi: dicitiossomo, golgiossomo, aparelho de Golgi, complexo golgiense.
Composição Química
O complexo de Golgi é composto por uma quantidade parecida de fosfolipídios e proteínas, e uma grande quantidade de fosfatase ácida.
Ocorrência
Comumente, podemos encontrar o complexo de Golgi em células eucarióticas, e sempre próximo ao núcleo.

Funções
Armazenamento e secreção de substâncias, tais como os hormônios; síntese da lamela média nas células vegetais; origem dos lisossomos; formação do acrossomo do espermatozóide; centro de distribuição de moléculas para diversas partes da célula.
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Sistema Endócrino

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Glândulas e hormônios

O sistema endócrino é formado pelo conjunto de glândulas endócrinas, as quais são responsáveis pela secreção de substância denominadas hormônios. As glândulas endócrinas (do grego endos, dentro, e krynos, secreção) são assim chamados por que lançam sua secreção (hormônios) diretamente no sangue, por onde eles atingem todas as células do corpo. Cada hormônio atua apenas sobre alguns tipos de células, denominadas células-alvo.

As células alvo de determinado hormônio possuem, na membrana ou no citoplasma, proteínas denominadas receptores hormonais, capazes de se combinar especificamente com as moléculas do hormônio. É apenas quando a combinação correta ocorre que as células-alvo exibem as respostas características da ação hormonal.

A espécie humana possui diversas glândulas endócrinas, algumas delas responsáveis pela produção de mais de um tipo de hormônio:

Hipotálamo

Se localiza na base do encéfalo, sob uma região encefálica denominada tálamo. A função endócrina do hipotálamo está a cargo das células neurossecretoras, que são neurônios especializados na produção e na liberação de hormônios.

Hipófise (ou glândula Pituitária)

A hipófise é dividida em três partes, denominadas lobos anterior, posterior e intermédio, esse último pouco desenvolvido no homem. O lobo anterior (maior) é designado adeno-hipófise e o lobo posterior, neuro-hipófise.

hipófise

Hormônios produzidos no lobo anterior da hipófise

Samatotrofina (GH) - Hormônio do crescimento.

Hormônio tireotrófico (TSH) - Estimula a glândula tireóide.

Hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) - Age sobre o córtex das glândulas supra-renais.

Hormônio folículo-estimulante (FSH) - Age sobre a maturação dos folículos ovarianos e dos espermatozóides.

Hormônio luteinizante (LH) - Estimulante das células intersticiais do ovário e do testículo; provoca a ovulação e formação do corpo amarelo.

Hormônio lactogênico (LTH) ou prolactina - Interfere no desenvolvimento das mamas, na mulher e na produção de leite.

Os hormônios designados pelas siglas FSH e LH podem ser reunidos sob a designação geral de gonadotrofinas.

Hormônios produzidos pelo lobo posterior da hipófise

Oxitocina - Age particularmente na musculatura lisa da parede do útero, facilitando, assim, a expulsão do feto e da placenta.

Hormônio antidiurético (ADH) ou vasopressina - Constitui-se em um mecanismo importante para a regulação do equilíbrio hídrico do organismo.

Tireóide

Situada na porção anterior do pescoço, a tireóide consta dos lobos direito, esquerdo e piramidal. Os lobos direito e esquerdo são unidos na linha mediana por uma porção estreitada - o istmo.

A tireóide é regulada pelo hormônio tireotrófico (TSH) da adeno-hipófise. Seus hormônios - tiroxina e triiodotironina - requerem iodo para sua elaboração.

Paratireóides

Constituídas geralmente por quatro massas celulares, as paratireóides medem, em média, cerca de 6 mm de altura por 3 a 4 mm de largura e apresentam o aspecto de discos ovais achatados. Localizam-se junto à tireóide.
Seu hormônio - o paratormônio - é necessário para o metabolismo do cálcio.

Supra-Renais ou Adrenais

Em cada glândula supra-renal há duas partes distintas; o córtex e a medula. Cada parte tem função diferente.
Os vários hormônios produzidos pelo córtex - as corticosteronas - controlam o metabolismo do sódio e do potássio e o aproveitamento dos açúcares, lipídios, sais e águas, entre outras funções.

A medula produz adrenalina (epinefrina) e noradrenalina (norepinefrina). Esses hormônios são importantes na ativação dos mecanismos de defesa do organismo diante de condições de emergência, tais como emoções fortes, "stress", choque entre outros; preparam o organismo para a fuga ou luta.

Hormônios produzidos pelas Ilhotas de Langerhans (no Pâncreas)

Insulina - Facilita a penetração da glicose, presente no sangue circulante, nas células, em particular nas do fígado, onde é convertida em glicogênio (reserva de glicose).

Glucagon (glucagônio) - Responsável pelo desdobramento do glicogênio em glicose e pela elevação de taxa desse açúcar no sangue circulante.

Ovários

Na puberdade, a adeno-hipófise passa a produzir quantidades crescentes do hormônio folículo-estimulante (FSH). Sob a ação do FSH, os folículos imaturos do ovário continuam seu desenvolvimento, o mesmo acontecendo com os óvulos neles contidos. O folículo em desenvolvimento secreta hormônios denominados estrógenos, responsáveis pelo aparecimento das características sexuais secundárias femininas.

Outro hormônio produzido pela adeno-hipófise - hormônio luteinizante (LH) - atua sobre o ovário, determinando o rompimento do folículo maduro, com a expulsão do óvulo (ovulação).

O corpo amarelo (corpo lúteo) continua a produzir estrógenos e inicia a produção de outro hormônio - a progesterona - que atuará sobre o útero, preparando-o para receber o embrião caso tenha ocorrido a fecundação.

Testículos (Células de Leydig)

Entre os túbulos seminíferos encontra-se um tecido intersticial, constituído principalmente pelas células de Leydig, onde se dá a formação dos hormônios andrógenos (hormônios sexuais masculinos), em especial a testosterona.

Os hormônios andrógenos desenvolvem e mantém os caracteres sexuais masculinos.

Outras funções endócrinas

Além das glândulas endócrinas, a mucosa gástrica (que reveste internamente o estômago) e a mucosa duodenal (que reveste internamente o duodeno), têm células com função endócrina. As células com função endócrina da mucosa gástrica produzem o hormônio gastrina; e as da mucosa duodenal produzem os hormônios secretina e colecistoquinina.
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Gineceu

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Gineceu é a denominação dada ao conjunto reprodutor feminino de uma flor. Essa estrutura agrega carpelos e óvulos, sendo que o carpelo é composto por estilete, estigma e ovário. E o ovário guarda os óvulos ou o óvulo, a quantidade vai variar de espécie para espécie. O gineceu pode ainda ser classificado de acordo com o número e disposição de seus carpelos. Na figura abaixo, por exemplo, podemos visualizar esta diferença. Se temos um ou mais de um carpelo agregado (carpelos unidos) na base, este gineceu será denominado de sincárpico. Se os carpelos não estão unidos na base e podem ser contados separadamente, distintamente um do outro, então este gineceu é denominado de apocárpico. Se há apenas um carpelo, ele será monocárpico.

Observando esta outra figura abaixo, podemos facilmente perceber por que é o estigma da flor que serve justamente para receber o pólen e dar início ao processo germinativo: porque ele está no topo. O pólen repousa no estigma, se hidrata e se rompe, formando o tubo polínico que se desenvolverá ao longo do estilete. Então quando o tubo polínico chega até o ovário consegue alcançar o óvulo e penetrá-lo. É quando então acontecerá uma dupla fecundação. Este óvulo fecundado vira uma semente, e depois de sucessivas divisões mitóticas se torna um embrião. Vale ressaltar também que a disposição (organização) dos órgãos reprodutores tem uma explicação: o óvulo fica dentro do ovário, logo o ovário é a parte mais importante da flor. Por isso não pode ficar no topo, vulnerável e exposto às intempéries e possíveis predadores.

O ovário também obedece a uma outra classificação: quanto ao número lóculos. O ovário é designado unilocular quando somente um carpelo está presente e portanto apenas um lóculo. Para ser designado plurilocular é necessário que esta flor tenha mais de um carpelo, porém estes carpelos compartilham uma mesma abertura interna, portanto um mesmo lóculo comum aos carpelos. Neste caso cada estigma recebe o pólen, passam pelo estilete correspondente e chegam ao mesmo lóculo, comum à todos. E ainda há o ovário plurilocular, que é quando a flor apresenta mais de um carpelo e mais de um lóculo individual, ou seja, cada carpelo tem um lóculo próprio, correspondente com aberturas individuais.

Bibliografia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gineceu
http://professores.unisanta.br/maramagenta/flor.asp
http://www.brasilescola.com/biologia/gineceu.htm
http://www.biologados.com.br/botanica/taxonomia_vegetal/flor_angiosperma_ovario_estigma_estilete_sincarpico_apocarpico.htm
http://www.life.illinois.edu/ib/335/Flowers/FloralTerms.html
http://www.rc.unesp.br/ib/ecologia/geecas/polinizacaogeral.htm

Verminoses Aula de Ciências

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Golfinho Nariz-de-Garrafa


televisão na década de 60, primeiramente na televisão norte americana e em decorrência do sucesso, posteriormente no mundo inteiro. Este golfinho é conhecido por diversos nomes, porém o mais famoso é ”flipper”, nome usado pelo golfinho protagonista no seriado. Seu nome em inglês é botllenose dolphin que traduzindo para o português ficaria como golfinho nariz de garrafa. Em diversas regiões do litoral brasileiro onde ocorre recebe diversos nomes populares, como por exemplo, boto e boto escuro.
Golfinho Nariz-de-Garrafa
Golfinho Nariz-de-Garrafa
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Cetacea
Família: Delphinidae
Gênero: Tursiops
Espécie: Tursiops truncatus

O flipper ou boto é um golfinho pertencente a ordem dos cetáceos e subordem dos odontocetos, pertencente a família Delphinidae. Este golfinho é cosmopolita, isto significa que ocorre em praticamente todo o globo. Este animal pode ser encontrado tanto em ambientes estuarinos, costeiros e oceânicos, sendo que seu comportamento faz com que realizem migrações diárias de vários quilômetros. São encontrados particularmente em águas tropicais, subtropicais e águas temperadas. O único ambiente onde este golfinho não ocorre é em zonas árticas polares.

Este golfinho possui um comportamento de vir a superfície respirar em média a cada 1 e 2 minutos, porém podem realizar mergulhos mais profundos e desta forma estar um maior tempo submerso, cerca de 5 minutos.

O flipper é um grande nadador, possui um corpo característico fusiforme, o qual o faz ser hábil a natação, podendo se deslocar e fazer muitas manobras, como saltos totais, parciais e diversos outros comportamentos. O comprimento do corpo pode atingir ao nascer cerca de 84 cm a 140 cm, pesando de 14 kg a 20 kg. Quando adultos o tamanho será maior e os indivíduos machos podem medir cerca de 244 a 381 cm e pesar cerca de 500kg. As fêmeas adultas possuem um comprimento de corpo menor que os machos adultos podendo medir cerca de 228cm a 366cm e pesar a metade do peso dos machos, 250 kg. Com estas característica é possível verificar que existe um dimorfismo sexual em relação ao tamanho do corpo nesta espécie.



Como a maioria dos outros golfinhos, o flipper é polígamo, isto significa que o animal pode ter relações sexuais com mais de uma fêmea. As fêmeas geralmente atingem a maturidade sexual quando possuem cerca de cinco a dez anos de idade, sendo que os indivíduos machos vão atingir a maturidade sexual quando possuírem cerca de oito a treze anos de idade. O período reprodutivo para esta espécie vai depender das regiões onde são encontrados. Os períodos de gestação para esta espécie é de 12 meses, sendo que cada fêmea gera apenas um filhote. As fêmeas desta espécie pode reproduzir de tempos em tempos, um intervalo de cerca de 3 a 6 anos. Não existe uma época certa para o nascimento dos filhotes, dependerá da região onde vivem e da bionômia da população.

Estudos de estimativa de abundância realizados recentemente, sugerem que a população atual destes golfinhos é de cerca de 600.000 mil animais em todo o mundo.

O hábito alimentar para esta espécie depende do local onde vive, como estuários, zona costeira e oceano aberto. Porém as presas predominantes na dieta destes golfinhos são teleósteos, podendo se alimentar de lulas e crustáceos de diversos ambientes, como bentônicos e/ou pelágicos.

O grande perigo para estes golfinhos se deve às ações antrópicas onde vivem, como colisões com embarcações, capturas acidentais em artefatos de pesca passivo e/ou ativo além das ações de poluição das zonas costeiras e estuarinas que pode causar danos na biologia e ecologia do animal. Estudos realizados através de amostras de gordura dos animais verificaram que estes em certas localidades podem ser afetados e possuir grandes concentrações de DDTs (diclorodifenil tricloroetano), PCBs (policloretos de bifenila) e HCHs (hexaclorociclohexanos) no qual podem afetar a reprodução e causar mortalidades.

Referências:
Jenkins, J. and P. Myers. 2009. “Tursiops truncatus” (On-line), Animal Diversity Web. Accessed April 15, 2010 at http://animaldiversity.ummz.umich.edu/site/accounts/information/Tursiops_truncatus.html.

Boris Culik (2010) Odontocetes. The toothed whales: “Tursiops truncatus“. UNEP/CMS Secretariat, Bonn, Germany.

http://www.iucnredlist.org/apps/redlist/details/22563/0/rangemap
http://en.wikipedia.org/wiki/Common_Bottlenose_Dolphin
http://www.sailingissues.com/dolphins/bottlenose-dolphin1.html

Descrição

Colégio Estadual Dinah Gonçalves
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Vivemos em dois mundos: o dos acontecimentos que nos chega através dos sentidos (mundo real) e o das informações que nos chegam indiretamente através dos meios de comunicação (mundo verbal). A relação entre esses mundos é a mesma relação que existe entre o território e o mapa que o representa. O mesmo acontece com a linguagem. Por meio de relatos imaginários, podemos inventar realidades que nada têm a ver com o mundo concreto, isto é, a linguagem representa a realidade, mas não é a própria realidade.

Vamos comparar agora dois exemplos de representação da realidade:

1 -

2- ... era um animal felino, de pelo preto, expressivos olhos verdes, grandes bigodes, um bichinho de estimação.

No primeiro caso, o ser representado foi reconhecido de maneira imediata. No segundo, foi-se identificando o ser aos poucos, não foi uma identificação imediata.

Descrever é representar, por meio de palavras, as características de seres e objetos percebidos através dos sentidos. O objetivo da descrição é transmitir ao leitor uma imagem daquilo que observamos. É como compor um retrato por meio de palavras, fazendo com que o leitor perceba as características marcantes do ser que estamos descrevendo e de modo a não confundi-lo com nenhum outro.

Ao observarmos um objeto e a descrição do mesmo, percebemos que a imagem transmitida pelo desenho é imediata e global, enquanto que na descrição, somente após a leitura total do texto é que se tem a idéia global do objeto.

Se tivermos em nossa frente duas cadeiras diferentes, poderemos identificá-las através de um só substantivo: cadeira. Essa palavra apenas identifica o objeto, mas não o descreve, pois a descrição consiste na enumeração de caracteres próprios dos seres animados ou inanimados, coisas, cenários, ambientes, costumes sociais, ruídos, odores, sabores ou impressões táteis.

A descrição não se confunde com a definição. A definição é uma forma verbal através da qual se exprime a essência de uma coisa. As coisas, individualmente não admitem definição. Quando definimos, estando tratando de classes, espécies. Quando descrevemos, detalhamos indivíduos de uma mesma espécie. Portanto, a definição é generalizante e a descrição, particularizante.


DEFINIÇÃO
DESCRIÇÃO
Cadeira - peça de mobiliário que consiste num assento com costas, e, às vezes, com braços, dobrável ou não, para uma pessoa.
Cadeira - De imbuia, com assento estofado, quatro pernas, duas travessas nas costas e envernizada.
Navio - embarcação de grande porte.
Navio - tinha o casco preto, era baixo, um ar de navio fantasma, muito vagaroso.
Mulher - pessoas do sexo feminino, após a puberdade.
Mulher - Não era bonita, loira, nariz arrebitado, não muito alta, gorda.
Todos os seres existentes no universo físico, psicológico ou imaginário podem ser descritos.

- mundo físico - Kika era uma simpática dash-hound, de olhos castanhos e pelo brilhante.

- mundo psicológico - A bondade era morna e leve, cheirava a carne crua guardada há muito tempo. (Clarice Lispector)

- mundo imaginário - Eu sou a Moça Fantasma que espera na rua do Chumbo o carro da madrugada.

Eu sou branca e longa e fria, a minha carne é um suspiro na madrugada da serra.(C D de Andrade)

Desse modo também é possível descrever pessoas e personagens, física e psicologicamente:

- Física - fornece características exteriores, ligadas aos traços físicos do personagem: altura, cor dos olhos, cabelo, forma do rosto, do nariz, da boca, porte, trajes. Exemplo: Sua pele era muito branca, os olhos azuis, bochechas rosadas. Estatura mediana, magra. Parecia um anjo. (pessoa)

Nina era uma cachorra beagle, com as três cores básicas da raça: preto, amarelo e branco. Orelhas compridas, pelo curto, rabo com a ponta branca, patas brancas e grandes olhos castanhos. (animal)

Aquele era o carro dos seus sonhos: conversível, prateado, rodas de magnésio, vidros ray-ban, rádio, direção esportiva, bancos de couro. (ser inanimado)

- Psicológica - Apresenta o modo de ser do personagem, seus hábitos, atitudes e personalidade, características interiores. Exemplo: Era sonhadora. Desejava sempre o impossível e recusava-se a ver a realidade. (pessoa)

Nina era meio invocada. Não gostava nada de estranhos, latia feita louca para os pardais e não gostava nada que lhe ficassem apertando. Era meio fleugmática, não negando sua raça inglesa. (animal)

O carro era como seu dono: arrojado, destemido, bonito, não tinha medo das curvas, muito menos das retas. (ser inanimado)

Conforme o grau de profundidade, os personagens podem ser agrupados em duas classes:

1 - personagens esféricas - são aqueles cujo comportamento e atitudes vão evoluindo no decorrer da narrativa. São mais comuns em romances.

2 - personagens planas - apresentam comportamento linear, isto é, sem alterações do início ao fim da narrativa. Possuem uma única qualidade ou um único defeito. São encontradas em contos e novelas. O tipo origina-se a partir da personagem plana; possui uma ou mais características marcantes que levam o leitor a identificá-la imediatamente. Um exagero em suas características torna o tipo uma caricatura.

O autor de uma descrição é um indivíduo que observa qualquer segmento da realidade e tenta reproduzi-lo através de suas palavras. O ponto de vista pode ser filtrado de acordo com o autor e o enfoque pode ser objetivo (denotativo) ou subjetivo (conotativo).

- enfoque objetivo - Na descrição objetiva, o autor reproduz a realidade como a vê. Detém-se na forma, no volume, na dimensão, no tamanho, na cor, no cheiro. Exemplo: Ele tem uma estrutura de madeira, recoberta de espuma. Sobre a espuma há um tecido grosso. Têm assento para quatro pessoas, encosto e dois braços. É o sofá da minha sala.

- enfoque subjetivo - A realidade descrita não é apenas observada pelo autor, é também sentida. O objeto descrito apresenta-se transfigurado de acordo com a sensibilidade de quem o descreve. O autor procura transmitir a impressão, a emoção que a realidade lhe causa. São suas características:

a- visão parcial, subjetiva e qualitativa da realidade;

b- perspectiva artística, literária;

c- linguagem figurada (conotativa);

d- substantivos abstratos e adjetivos antepostos.

Exemplo: O sujeitão, que parecia um carro de boi cruzando com trem de ferro, já entrou soltando fogo pela folga do dente de ouro.(José Cândido de Carvalho)

Stela era espigada, dum moreno fechado, muito fina de corpo. Tinha as pernas e os braços muito longos e uma voz ligeiramente rouca. (Marques Rebelo)

Existe um tipo especial de descrição objetiva: a descrição técnica, que recria um objeto utilizando uma linguagem científica, precisa. Esse tipo de texto é utilizado para descrever aparelhos, peças que compõem aparelhos, funcionamento de experiências, mecanismos. Destaca não só os elementos essenciais do objeto de modo a não confundi-lo com outro, como também suas funções mais importantes. Devem ser usadas palavras que não apresentem dúvidas de interpretação e frases que transmitam de modo inequívoco, as informações desejadas. Exemplo:

Descrição técnica de óculos: instrumento com lentes que ampliam os objetos distantes ou perto do observador e que lhes permitem uma visão nítida dos mesmos. (Douglas Tufano)

Há também a descrição técnica de processo, a exposição narrativa, cujo objetivo é mostrar os passos de um procedimento ou o funcionamento de um aparelho e apresenta as seguintes características principais:

1- exposição em ordem cronológica

2- objetividade

3- detalhamento das ações

4- indicação clara das diferentes fases do processo

5- ausência de suspense ou expectativa

6- predominância de orações coordenadas

7- impessoalidade na exposição

Esse tipo de descrição, que envolve também pontos de narração, exige do seu autor um conhecimento aprofundado do assunto e observação apurada. Às vezes é acompanhada de desenhos, mapas, fotos, diagramas, para evitar faltas ou excessos. Descrição de experiências e receitas encaixam-se nesse tipo de produção de texto.

1- Exemplo: Torta Corrupta

Ingredientes

3 xícaras de chá de caixa dois

1 copo americanos de desvio de verbas

3 colheres de sopa de por fora

1 colher de sobremesa de suborno

1 bom punhado de tráfico de influência

Modo de fazer

Misturar muito bem todos os ingredientes, sovando bem, de modo a obter uma massa lisa e homogênea. Abrir a massa com o rolo da irregularidade dividi-la em duas partes. Coloque uma delas num pirex bem untado com ganância. Rechear com uma boa camada de safadeza, regada com muito cinismo. Cobrir com a outra metade da massa e decorar com os dizeres da Lei de Gérson. Servir com pizzas de todos os tamanhos.

2- Exemplo - Como ir para a praia El Agua em Islã Margarita : tome o carro e vá diretamente à Avenida Bolivar. Ao adentrar nela, siga as placas com a indicação de “Isla Bonita”. Você vai passar pelo Hotel Hilton, que deverá ser o seu ponto de referência para a volta. Ande alguns quilômetros e vai chegar até a cidadezinha de Pampatar. Passe por ela ainda seguindo as indicações de “Isla Bonita”. Ande mais alguns quilômetros e vai chegar à capital da Ilha, na cidadezinha de Assuncion. Atravesse-a e continue pela estrada por mais alguns quilômetros. Logo você vai encontrar uma placa informando: Praia El Água. Não entre nesse primeiro contorno. Ande mais uns dois quilômetros e vai encontrar um outro contorno, com a mesma indicação. Entre aí. Esse é o melhor trecho da praia.

Cada autor, ao descrever, tem um objetivo próprio: representar de maneira científica, com maior exatidão possível ou provocar a emoção no leitor. Por exemplo: uma pessoa quer vender a sua casa. Diz que a casa fica num lugar sossegado, rodeada por altas árvores, muita grama, o preço é baixíssimo. Na cabeça do vendedor (emissor) está a sua casa real, que não é a mesma que está na cabeça do comprador (receptor). O emissor até modifica o ser, com a finalidade de valorizá-lo.

Há também que se levar em conta na descrição, o tipo de receptor a quem se dirige: criança, adulto e por isso, a linguagem dos textos difere bastante. Veja estes dois exemplos:

1- Cacareco tem uma cara de velho muito feia. Até parece um monstro pré-histórico, tem dois chifres, feitos de pêlos colados bem juntinhos, com os quais defende seu território. Suas orelhonas percebem todos os sons, seu narigão sente todos os cheiros. Mas os olhos, pequenininhos, enxergam muito mal. (Frans Hopp).

2 - Grande mamífero selvagem, da ordem dos ungulados, com um chifre ou dois no focinho. (Aurélio B.Holanda).

Os objetos impressionam nossos sentidos com maior intensidade, provocando sensações visuais, auditivas, táteis, olfativas e gustativas, conforme a situação.

- sensações visuais - Domingo festivo. Céu azul, temperatura alta, calor tropical. Grande movimentação, agitação. Crachás. TVs, jornais, revistas, fotógrafos, repórteres, comentaristas, cinegrafistas, cabo-men, correspondentes estrangeiros. Corre-corre, passa-passa.

- sensações auditivas - Barulho infernal. Motores roncando. A torcida vibrando, pneus cantando, câmbio engatando, carro voando, o tempo se esgotando. A torcida delirando, a equipe comemorando. Podium. Hino.

- sensações táteis - Ao passar a mão pelo cabelo, sentiu uma coisa viscosa, mole. Tinha sido premiada!

- sensações olfativas - Cheiros variados: perfumes importados, combustível, cachorro-quente, hambúrguer, batata frita e pipoca.

- sensações gustativas - O ron-ponche tem um sabor adocicado. Percebe-se um gostinho de laranja, abacaxi e no fundo, um toque de rum.

Certas descrições obedecem a um plano pré-determinado:

- do geral para o particular - A casa ficava situada perto de uma praia. Era cercada de muros altos, um grande jardim, piscina, vários quartos, salas. Tudo para dar conforto à família.

- de cima para baixo - O coqueiro possuía folhas em forma de leque, cocos ainda verdes em cachos, tronco alto oco e raízes profundas.

- de baixo para cima - Seus pés eram pequenos, proporcionais ao corpo. Braços delgados, rosto oval, cabelos grisalhos.

- de dentro para fora - O armário possuía várias prateleiras, nas quais havia copos e xícaras antigos. As portas eram guarnecidas por vidros trabalhados e o seu corpo era da mais pura cerejeira.

- de fora para dentro - Era uma caminhonete prata, rodas largas, faróis de milha, traseira rebaixada, bancos reclináveis, som estéreo, direção esportiva.

Estes planos não esgotam todas as possibilidades.

Na descrição de ambientes, o autor volta-se para as características do lugar, aonde, os acontecimentos vão se desenrolar. Descrever um lugar é detalhar as características e isso pode ser feito focalizando-se vários aspectos:

- quadro parado: “Caminhões e caminhões enfileirados na madrugada, as luzes das ruas ainda acesas, um frio que não era mais de inverno mas de fim de noite, um frio orvalhado misturava-se no ar.”(Lucília Junqueira de Almeida Prado).

- quadro em movimento: “Da mata vinham trinados de pássaros nas madrugadas de sol. Voavam sobre as árvores as andorinhas de verão. E os bandos de macacos corriam numa doida corrida de “galho em galho”.

- ambiente externo - “Nos dias de enchente, quando a maré crescia, nas luas novas, a água verde subia até a figueira gigante“.

- ambiente interno - “Uma sala repleta de móveis sobre o piso de linóleo, móveis pesados, de feitio antigo: o enorme console, a mesa negra, a cristaleira, o relógio de pêndulo, alto como um armário, as poltronas fundas.

Funções celulares Hemácias, neurônios, leucócitos, óvulos etc


Professor de Matemática e Biologia Antônio Carlos Carneiro Barroso
Colégio Estadual Dinah Gonçalves
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Células têm formas variadas: acima, um neurônio; abaixo, uma hemácia
Todo ser vivo é formado por células. Alguns por uma única célula. São os chamados seres unicelulares, como por exemplo os protozoários, as bactérias, alguns fungos e algas. Outros são formados por mais células, os seres pluricelulares ou multicelulares.

O ser humano é pluricelular. Em nosso corpo, há diferentes tipos de células e estima-se que tenhamos cerca de 3 trilhões delas. O formato e a função das células e como elas se agrupam são algumas das questões que vamos responder ao longo deste artigo.

O formato de nossas células é extremamente variado. Existem células discóides, que têm o formato de um disco, como é o caso do glóbulo vermelho ou hemácia. Há células que lembram uma estrela, como os neurônios (células nervosas), e ainda há células alongada, como as musculares, por exemplo.

Hemácias e oxigênio
De qualquer modo, todas as células são de extrema importância para nossa sobrevivência e a para a integridade de nosso corpo. Se ocorrer a morte de um grupo de células, como no caso da necrose de uma perna, em função de uma picada de uma cobra, ou devido à falta de circulação sanguínea nas extremidades de nossos membros, por causa das baixas temperaturas na escalada de uma montanha muito alta, a amputação do membro em questão pode ser necessária.

Há algumas células que podem ser destacadas sobre as demais, como as hemácias, por exemplo. Elas são responsáveis pelo transporte do oxigênio para todo o nosso corpo, garantindo, assim, a nossa sobrevivência. Contudo, se são tão importantes, porque morrem 2,4 milhões, de hemácias aproximadamente a cada segundo?

Calcula-se que haja 5 milhões de hemácias por milímetro cúbico de sangue em um homem e, numa mulher, 4,5 milhões. Portanto, cada pessoa tem cerca de 30 trilhões de hemácias em sua circulação. A sobrevida de uma hemácia gira em torno de 120 dias, pois, nos mamíferos, estas são bicôncavas e anucleadas (não têm núcleo). Desse modo, não possuem material genético e não conseguem se auto-duplicar.

Leucócitos
Os glóbulos brancos, ou leucócitos, também se encontram no sangue. São classificados em granulosos (basófilo, eosinófilo e neutrófilo) e agranulosos (linfócito e monócito) e apresentam formas e funções variadas. Os linfócitos são de suma importância, pois garantem a defesa de nosso organismo contra corpos estranhos, combatendo vírus, bactérias e outros agentes invasores.

Neurônios
Outras células de grande importância são os neurônios, que compõem o sitema nervoso. Eles são responsáveis por quase tudo que ocorre em nosso corpo, desde a inteligência, o raciocínio, e a coordenação dos movimentos, até a recepção de todas as sensações e informações do ambiente em que vivemos, a fim de traduzi-las e verificar se nos trazem riscos ou benefícios.

Reprodução
O espermatozóide e o óvulo são as células específicas para a reprodução. A cada ejaculação, o homem elimina cerca 400 milhões de espermatozóides a fim de que 100 cheguem próximo ao óvulo e apenas um consiga entrar, ocorrendo assim a fecundação (encontro do óvulo com o espermatozóide), que garante a perpetuação da espécie.

Energia
Existem ainda as células de gordura (ou adiposas), que constituem um terror para a sociedade atual, cujos padrões de beleza valorizam os corpos esguios e esbeltos. Apesar de incomodarem e assustarem, principalmente as mulheres, as células adiposas são de grande valia, pois ajudam a dissolver as vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K), ajudam a controlar a temperatura do corpo e funcionam como reserva de energia.

Ou seja, até as células mais "abomináveis" têm sua razão de ser e é isso que permite o bom funcionamento do organismo.
*Cristina Faganelli Braun Seixas é bióloga e professora do Colégio Núcleo Educacional da Granja Viana.

Fermentação lática no músculo


A fermentação lática nas células musculares é um processo que ocorre de forma alternativa, frente a situações em que o organismo não realiza respiração aeróbia. Considerado um artifício metabólico de curto prazo, ativado quando o organismo é submetido a um intenso esforço físico em condições de baixa oxigenação muscular.

Durante a atividade motora (contrações musculares) em condições de anaerobismo, inicialmente as células catabolizam parcialmente a molécula de glicose (não aproveitando todo o potencial energético deste monossacarídeo), processada em duas moléculas de ácido pirúvico, fornecendo uma quantidade pequena de Adenosina Trifosfato (2 moléculas de ATP), produzindo também duas moléculas de NADH2 (enzima aceptora de hidrogênio).

Em continuidade ao processo catabólico, cada ácido pirúvico em reação com as moléculas de NADH2, dão origem a duas moléculas de ácido lático, restituindo as enzimas e liberando mais 06 moléculas de ATP para o funcionamento celular.

Naturalmente, por meio do mecanismo aeróbio, são produzidas 38 moléculas de ATP. Contudo, por meio do mecanismo anaeróbio, são ofertadas apenas 08 moléculas de ATP.

Porém, a desvantagem anaeróbia em relação à aeróbia, consiste não somente a quantidade de ATP, mas aos efeitos fisiológicos causados. Em decorrência a extensos períodos de atividade fermentativa (exercícios físicos prolongados), as células musculares passam a conter uma concentração muito elevada de ácido lático, prejudicando o funcionamento da célula.

Entre os efeitos provocados em defesa do metabolismo, o organismo passa a sentir dor e fadiga muscular, causada por uma contração arrítmica (gradativa ou repentina) atuando com sinal de alerta, induzindo o fim da atividade para repouso e restabelecimento da capacidade fisiológica do órgão.

Isso ocorre à medida com que o excesso de ácido lático se difunde para o fígado, onde é convertido em ácido pirúvico e posteriormente em glicose armazenada na forma de glicogênio, sendo a conversão denominada de gliconeogênese.
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Esqueleto

Introdução

A sustentação do corpo está a cargo do esqueleto, que também fornece, em certos casos, proteção aos órgãos internos e ponto de apoio para a fixação dos músculos. O endoesqueleto é um tipo básico de esqueleto e consiste em inúmeras peças cartilaginosas e ósseas articuladas. Essas peças formam um sistema de alavancas que se movem sob a ação dos músculos.

Função do esqueleto

O esqueleto ósseo, além de sustentação corporal, apresenta duas importantes funções:
Reservas de sais minerais, principalmente de cálcio e fósforo, que são fundamentais para o funcionamento das células e devem estar presentes no sangue. Quando o nível de cálcio diminui no sangue, sais de cálcio são mobilizados dos ossos para suprir a deficiência.

Determinados ossos ainda possuem medula amarela (ou tutano), como mostra a figura ao lado. Essa medula é constituída principalmente por células adiposas, que acumulam gorduras como material de reserva.

No interior de alguns ossos (como o crânio, coluna, bacia, esterno, costelas e as cabeças dos ossos do braço e coxa), há cavidades preenchidas por um tecido macio, a medula óssea vermelha, onde são produzidas as células do sangue: hemácias, leucócitos e plaquetas.

Articulação

Os ossos de uma articulação têm de deslizar um sobre o outro suavemente e sem atrito, ou se gastariam. Os ossos de uma articulação são mantidos em seus devidos lugares por meio de cordões resistentes, constituídos por tecido conjuntivo fibroso: os ligamentos, que estão firmemente aderidos às membranas que revestem os ossos.

Divisão do esqueleto

O esqueleto humano pode ser dividido em três partes principais: Cabeça, tronco e membros.

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Tráfico de Animais Silvestres


O animal silvestre, diferente do animal doméstico, é aquele que vive distante do ser humano e em seu habitat natural, assim como ocorre com a fauna presente nas florestas nativas. Animais como papagaio, arara e o jabuti são espécies silvestres.

Segundo a Lei 5.197/67, a fauna silvestre é referida como:

“Os animais de quaisquer espécies, em qualquer fase do seu desenvolvimento que vivem naturalmente fora do cativeiro”.

Na Lei 9.605/98, no artigo 29, parágrafo 3, “são espécimes da fauna silvestre todos aqueles pertencentes às espécies nativas, migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou terrestres, que tenham todo ou parte de seu ciclo de vida ocorrendo dentro dos limites do território brasileiro, ou em águas jurisdicionais brasileiras”.

Essas espécies sofrem com as investidas do tráfico de animais silvestres, uma prática de comércio ilegal que comercializa essas espécies no Brasil e, principalmente, no mercado estrangeiro. Em todo o mundo, estima-se que o tráfico de animais silvestres movimente mais de 10 bilhões de dólares, perdendo somente para o tráfico de drogas e de armas.

No Brasil, o tráfico de animais é a terceira maior atividade criminosa, movimentando aproximadamente cerca de 1,5 bilhões de dólares ao ano, e o no nosso país significa entre 10 e 15 % de todo o comércio mundial. O tráfico ameaça as espécies, sobretudo, que já se encontram em nível de ameaça de extinção.

Cada animal é importante na manutenção de um determinado ecossistema e ajudam na manutenção do equilíbrio da natureza, por fazerem parte do extenso equilíbrio ecológico. A conscientização contra o tráfico tem sido realizado pelo poder público, pelas instituições estatais, privadas e do terceiro setor.

Há o entendimento que a diminuição do tráfico interno, reduz a prática da exportação ilegal desses animais para o exterior, considerando os traficantes de animais verdadeiros intermediários do comércio ilegal aos traficantes receptores em outros países.

A principal rota do tráfico no Brasil se concentra nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde há redes organizadas e instruídas para burlar o sistema de fiscalização implantado nas rodovias e em aeroportos. No Brasil, essas espécies são compradas no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Os traficantes costumam transportar as espécies por meio de caminhões, ônibus e carros particulares. Na maioria das vezes, os animais são maltratados viajando em péssimas condições, sem alimentação, hidratação e sem ventilação. Num grupo de 10 espécies capturadas, em média, nove morrem antes de completarem a rota.

Leia também:

* Renctas – Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais

Fontes:
http://www.natureba.com.br/trafico-animais-silvestres.htm
http://www.wwf.org.br/informacoes/questoes_ambientais/animais_silvestres/
http://www.pea.org.br/crueldade/trafico/index.htm

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Formigas Divisão de tarefas e cooperação fazem parte da vida de insetos


Colégio Estadual Dinah Gonçalves
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Formigas na entrada de seu formigueiro
As formigas são insetos que pertencem à família Formicidae, da qual já foram descritas cerca de 10 mil espécies. As formigas vivem em grandes colônias que podem se formar sob o solo, no interior de troncos ou até em ambientes artificiais, como o espaço entre os tijolos de uma casa, um chão de cimento ou uma parede de azulejo.

Registros fósseis indicam que as formigas surgiram por volta de 80 milhões de anos atrás. Desde então obtiveram sucesso em colonizar quase todas as regiões do mundo. Só não encontramos formigas na Antártida e no Pólo Norte.

Anatomia das formigas
Assim como os outros insetos, as formigas possuem um exoesqueleto impermeável, três pares de pernas e o corpo dividido em três partes: cabeça, tórax e abdome.

Na cabeça da formiga encontramos: um par de olhos compostos, capazes de detectar os movimentos mais sutis; um par de antenas, utilizadas na comunicação e na busca de alimentos, e um par de poderosas mandíbulas, usadas na captura ou coleta de comida, defesa, e também na escavação dos formigueiros.

Reprodução e desenvolvimento
Em um formigueiro, podemos encontrar várias fêmeas estéreis, chamadas de operárias, e, geralmente, uma única fértil, a rainha.

Na época do acasalamento, a rainha realiza o chamado "vôo nupcial", durante o qual se acasala com os machos, que costumam morrer pouco tempo depois. Após o acasalamento, a rainha retorna à colônia, perde as asas e realiza a postura dos ovos. Os ovos fecundados dão origem a fêmeas. Os que não foram fecundados se desenvolvem através de um processo conhecido como partenogênese, originando os machos.

Do ovo eclode uma pequena larva que irá se transformar em pupa, que é o inseto no estado intermediário entre a larva e a forma adulta. A pupa, por sua vez, se desenvolverá até atingir o estágio de formiga adulta. Metamorfose completa é o nome desse tipo de desenvolvimento.

Alimentação das formigas
A alimentação fornecida às larvas determina se ela se transformará em rainha ou operária. Dependendo da espécie, a formiga pode se alimentar de pequenos animais mortos, frutos, sementes, flores ou folhas de plantas, além de diversos itens presentes na alimentação humana, principalmente aqueles ricos em açúcar, como doces e massas.

As formigas chamadas de "cortadeiras" se alimentam de um fungo que criam no interior dos formigueiros. As folhas que elas cortam e carregam, às vezes por longas distâncias, servem como alimento para esses fungos.

Formigueiro e divisão do trabalho
O formigueiro pode ter estruturas muito complexas. A porção visível acima do solo costuma ser só uma pequena parte de um conjunto de galerias e túneis subterrâneos, que se estendem por dezenas de metros. Geralmente, para a sua construção, é escolhido um local próximo à fonte de alimentos, seco e bem protegido.

As formigas são insetos sociais e apresentam uma clara divisão das tarefas necessárias à manutenção das colônias. A rainha é responsável pela reprodução, ou seja, pela geração de novos indivíduos para o grupo. As operárias realizam diversas tarefas, como coletar alimento, defender o formigueiro e cuidar das larvas e pupas. Os machos fertilizam as rainhas, durante o período de acasalamento, e morrem logo depois.

Comunicação entre as formigas
A comunicação entre as formigas é realizada através de substâncias químicas chamadas de feromônios. Com suas antenas, elas detectam feromônios deixados nas trilhas, ao redor do formigueiro, ou presentes no corpo de outras formigas. Dessa forma, são capazes de reconhecer umas às outras, encontrar caminhos que levam até a fonte de alimento e alertar a colônia sobre ameaças ou presença de predadores.

As formigas estabelecem tanto interações positivas como negativas com o meio ambiente e com o homem.

Muitas espécies apresentam relações de simbiose com alguns vegetais. Geralmente, nestes casos, a formiga se alimenta de pequenas porções da planta, ao mesmo tempo em que a protege do ataque de outros herbívoros mais destrutivos. Já a construção dos formigueiros revolve e oxigena o solo, melhorando as suas condições.

Pragas
Por outro lado, muitas espécies, como aquelas genericamente chamadas de cortadeiras, podem prejudicar o desenvolvimento de muitas plantas e até matá-las. Plantações inteiras já foram perdidas devido ao ataque dessas formigas, causando grandes prejuízos econômicos.

As formigas que habitam áreas urbanas, vivendo em jardins ou mesmo no interior de paredes e muros, podem representar um problema para o homem, sendo consideradas pragas. Afinal, quem nunca teve uma plantinha ou um belo pedaço de bolo atacado por esses insetos? Porém, em muitas culturas, as formigas, bem como seus ovos e larvas, fazem parte da alimentação. Elas são consideradas deliciosos aperitivos e são servidas fritas, cruas ou até mesmo ainda vivas.

*Alice Dantas Brites é professora de biologia.

Plâncton

► Plâncton

Define-se como plâncton todos os organismos animais e vegetais incapazes de vencer os movimentos do mar, flutuando passivamente na coluna d’água, ou nadando fracamente. A grande maioria dos componentes do plâncton é microscópica, havendo exceções como as medusas, o Krill e outros invertebrados, que são macroscópicos. O plâncton divide-se, fundamentalmente, em dois grandes grupos, o fitoplâncton e o zooplâncton.

FITOPLÂNCTON

O fitoplâncton é composto pelos organismos vegetais, ou seja, espécies capazes de realizar a fotossíntese. Basicamente os componentes do fitoplâncton são as algas unicelulares, pertencentes a vários grupos taxonômicos. Dois grupos de microalgas, no entanto, são os mais representativos no oceano, tanto em número de espécies como em abundância de indivíduos, que são as diatomaceas e os dinoflagelados. As diatomaceas são algas unicelulares, constituídas externamente por uma carapaça de sílica denominada teca, subdividida em duas metades que se encaixam. As carapaças são freqüentemente ornamentadas com espinhos filamentosos e prolongamentos cuja função é aumentar a superfície do corpo a fim de facilitar a flutuação. Reproduzem-se em uma velocidade espantosa, chegando a quatro vezes por dia. Deve-se lembrar que os organismos do fitoplâncton precisam permanecer nas águas superficiais do oceano para que possam fazer fotossíntese. A luz está presente em quantidades adequadas apenas até os duzentos metros de profundidade, sendo este o ambiente do fitoplâncton. Os dinoflagelados também são unicelulares mas possuem dois flagelos móveis. São capazes ainda de emitir prolongamentos celulares como tentáculos e pseudópodos (similares aos das amebas). Na ausência de luz podem viver, alimentando-se ativamente no ambiente. Representantes deste grupo são os responsáveis pela maré vermelha (floração abrupta destas algas que pode alterar a coloração da água). O fitoplâncton é na realidade a principal fonte de oxigênio para a atmosfera do planeta. Estas microalgas marinhas produzem mais oxigênio do que precisam no processo de respiração, liberando o excesso no ambiente. O conceito de que a Amazônia é o pulmão do mundo é errado, pois a enorme quantidade de oxigênio produzida pela floresta é totalmente consumida pelas plantas e animais do próprio local.

ZOOPLÂNCTON

Todos os animais do plâncton estão reunidos neste grupo. A diversidade do zooplâncton é extremamente grande, composta tanto por larvas como por animais adultos. As espécies que vivem no plâncton durante apenas uma fase da vida (fase larval) são chamadas de meroplâncton, enquanto que as espécies que passam toda a vida no plâncton são denominadas holoplâncton. As larvas apresentam características morfológicas, fisiológicas e comportamentais muito variadas, o que está ligado com a história evolutiva do grupo animal ao qual pertence. Filos ou grupos de filos aparentados evolutivamente tendem a apresentar estágios larvais planctônicos característicos. Com base nesta realidade, já foram descritas dezenas de tipos e estágios larvais, como por exemplo a trocófora (de moluscos e poliquetas), zoea (crustáceos), plânula (cnidarios), entre outras. Os componentes do zooplâncton temporário (meroplâncton) são principalmente larvas de moluscos, vermes poliquetas, esponjas, acidais, crustáceos, e equinodermas. Os ovos e alevinos de peixes são um grupo importantíssimo do zooplâncton, denominado ictioplâncton. O zooplâncton permanente (holoplâncton) é constituído basicamente de crustáceos como camarões e o Krill, quetognatos (animais carnívoros do filo Chaetognatha), ostracodos e medusas. Na realidade as medusas verdadeiras (cifomedusas) têm uma breve fase da vida (estagio larval) em que vivem fixas ao substrato. No entanto, permanecem no plâncton por toda a vida adulta. O plâncton é um componente fundamental do ecossistema marinho, sem o qual não seria possível manter seu equilíbrio. Além de viabilizar a sobrevivência de centenas de milhares de espécies, tem crucial importância na manutenção de toda a cadeia alimentar marinha.

Autoria: Vaudemir Goulart Júnior

Epitélio Glandular


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Célula caliciforme da traquéia.

Os tecidos glandulares são formados desde o período embrionário por células especializadas na síntese de secreções. Conforme essas células se multiplicam, vão se incrustando no tecido conjuntivo.

Contudo, além das glândulas multicelulares, por exemplo, o pâncreas e as gônadas, existem glândulas unicelulares, como as células caliciformes, entre meio ao epitélio de revestimento da traquéia.

Em conseqüência ao tipo de substâncias que produzem, podem ser caracterizadas em:

- Mucosas → quando secretam fluidos com alta viscosidade (muco);
- Serosas → quando as secreções são mais fluidas e ricas em proteínas;
- Mistas → quando eliminam secreções mucosas e serosas associadas.

As glândulas formadas por agrupamentos celulares podem ser classificadas em três tipos segundo o mecanismo pelo qual liberam suas secreções, sendo:

- Exócrinas → órgãos cujos produtos são secretados por meio de um sistema de canais que se abrem em cavidades internas ou na superfície externa corporal.
Exemplos de glândulas exócrinas: salivares, sebáceas, sudoríparas, mamárias e lacrimais.
Nesse tipo as substâncias são bem variadas, distinguindo-se respectivamente em: enzimas (amilases salivar / ptialina); secreções oleosas à base de lipídios; as que produzem o suor, contendo água e sais; secreção de leite durante a lactação; e o líquido lacrimal, constituído proporcionalmente por água, sais, proteínas e gorduras.

- Endócrinas → quando os seus produtos são lançados na corrente sanguínea sem intermediação de canais, sendo dispersos através do sangue para todo o organismo.
Exemplo de glândulas endócrinas: hipófise, tireóide, paratireóide, supra-renais, secretando principalmente hormônios (folículo estimulante, luteinizante, somatropina, prolactina, tiroxina, triiodotironina, paratormônio, adrenalina, andrógenos, e outros).

- Mistas (anfícrinas) → essas glândulas desempenham tanto função endócrina quanto exócrina, liberando suas secreções no sangue ou em cavidades.
Exemplo de glândulas mistas: o testículo e o ovário. Essas glândulas sexuais produzem respectivamente os hormônios testosterona e a progesterona, além de espermatozóides e óvulos. Outro exemplo é o fígado, produzindo e secretando proteínas e a bile.
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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Obesidade Excesso de gordura gera diversos riscos à saúde


Colégio Estadual Dinah Gonçalves
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Até pouco tempo atrás, acreditava-se que um bebê gordinho era um bebê saudável e que uma criança magrinha estava necessariamente doente, pois isso não seria normal. Na verdade, essas crenças é que estavam completamente equivocadas: nem toda pessoa gorda é saudável e nem toda pessoa magra é doente.

Hoje em dia, ao contrário, gordura e obesidade são um assunto que assusta muita gente e com toda a razão. Na verdade, no ritmo em que as coisas caminham, logo deverão ser realizados grandes investimentos no ramo de saúde pública para se evitar este problema que afeta e muito o bem estar físico, mental e social de qualquer indivíduo. Mas vamos por partes: primeiro, o que significa obesidade?

Ser uma pessoa obesa significa estar acima do peso ideal, a ponto de ter dificuldades em realizar determinadas tarefas, sentir limitações ao se locomover e correr sérios riscos relacionados à própria saúde e qualidade de vida. Sem falar na discriminação social que os obesos também acabam sofrendo.

Células adiposas
Mas o que faz ocorrer a obesidade? Em primeiro lugar, a obesidade parece estar diretamente ligada à infância, pois, por volta dos dois anos de idade, é que adquirimos a maior parte das células adiposas, responsáveis pelo armazenamento de gordura em nosso corpo. Essas células são muito elásticas e, quando nos alimentamos em excesso, são estimuladas a armazenar gordura podendo adquirir até 10 vezes o seu tamanho normal. Quando chegam a esse limite, dividem-se ao meio, dando origem a nova célula, também capaz de armazenar mais reservas adiposas.

Essas células adquiridas na infância nos acompanham durante toda a nossa existência, mas a partir da adolescência elas perdem o poder de duplicação. O processo de engordar e emagrecer, a conhecida "tendência a engordar", ocorre devido à produção de células adiposas na infância.

Fatores ambientais
Outros fatores que favorecem a obesidade são sociais e ambientais. Estão associados, principalmente aos hábitos dos familiares; se comem diariamente em "fast-foods", por exemplo, ou se apresentam ou não uma dieta equilibrada (consumindo, na quantidade certa, carboidratos, proteínas, fibras, legumes, verduras e frutas), se praticam alguma atividade física ou se são sedentários.

É conveniente esclarecer que uma dieta equilibrada não significa abolir totalmente o consumo de gordura, pois esta também é essencial para a manutenção da boa qualidade de vida. As gorduras ou lipídeos realizam várias funções diferentes, como, por exemplo, estão relacionadas ao crescimento, ajudam a dissolver vitaminas (vitaminas lipossolúveis: A, D, E e K), agem no processo de espermatogênese (produção de espermatozóides) e também atuam como uma reserva de energia.

Colesterol e prevenção
Ao se falar em problemas relacionados à gordura, convém não esquecer o colesterol. Este é um tipo de gordura enviada para o sangue, que se encarrega de distribuí-la para todo o corpo. Existe um colesterol ruim, o LDL, que pode formar pequenos trombos, isto é, pequenos aglomerados de células gordurosas, impedindo a passagem do sangue pelos vasos sanguíneos e ocasionando doenças cardiovasculares. Mas existe também um colesterol bom, o HDL, que impede o LDL de circular na corrente sanguínea.

As implicações da obesidade são o aumento dos riscos de desenvolver diabetes, hipertensão arterial (pressão alta) e arteriosclerose. Segundo uma pesquisa publicada na revista "Health Affairs", nos Estados Unidos, entre 1987 e 2002, os gastos privados em problemas médicos associados à obesidade aumentaram de 3,6 bilhões de dólares para 36,5 bilhões de dólares, ou 11,6 por cento dos gastos médicos no país. No Brasil essas proporções também não são muito diferentes.

Apesar de informações genéticas herdadas estarem vinculadas ao problema, atualmente, acredita-se que a melhor maneira de evitá-lo é a prevenção, pois a partir do momento que este já se encontre instalado e incorporado, os danos são difíceis de serem sanados. Para isso, é necessário uma dieta equilibrada e a prática de exercícios físicos.
Cristina Faganelli Braun Seixas é bióloga e professora no Colégio Núcleo Educacional da Granja Viana, em Cotia (São Paulo).

Tabagismo Conheça os efeitos da nicotina no cérebro humano Mariana Aprile


Colégio Estadual Dinah Gonçalves
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De acordo com estudos da Organização Mundial de Saúde, a cada dia, morrem mais de 10 mil pessoas por causa do tabagismo: o nome que se dá à dependência física e psicológica de tabaco. A soma ultrapassa 4 milhões de mortos por ano. E esses números tendem a aumentar, já que a quantidade de fumantes continua crescendo com o passar do tempo.

Estima-se que ele estará dobrado por volta do ano 2020, ou seja, serão cerca de 8 milhões de mortes anuais causadas pelo fumo. Isso sem falar que o cigarro já provoca mais mortes do que a cocaína, a heroína, os incêndios, e a aids, juntos. O tabagismo, encarado como doença há alguns anos, transformou-se num dos maiores problemas de saúde pública.

No Brasil, as enfermidades provocadas pelo fumo matam anualmente mais de 200 mil pessoas de idades entre 35 e 60 anos. Diversos tipos de câncer (de pulmão, boca, laringe), derrames cerebrais, doenças do coração (angina, infarto), bronquite e enfisema são algumas das doenças ligadas ao uso do cigarro.

As causas do vício
Nosso sistema nervoso possui células especiais chamadas transportadoras, que levam substâncias como os hormônios e os neurotransmissores para locais específicos no cérebro. Esses elementos têm o poder de nos excitar ou relaxar e constituem as respostas naturais que damos aos estímulos do meio ambiente.

Numa situação de perigo, por exemplo, as células transportadoras carregam noradrenalina (a popular adrenalina) para o cérebro. Isso causa irritação e estado de alerta. Nesse momento, todas as células do corpo "despertam" e o o organismo fica preparado para lutar ou fugir, conforme a necessidade da situação. Mas onde entra o cigarro nessa história?

Bem, o tabaco é rico em uma substância chamada nicotina, que estimula a produção de dopamina, um dos maiores mediadores químicos das células, que atua nos centros de prazer do cérebro. Sem a nicotina, o cérebro do dependente recebe menos dopamina. Para compensar, o organismo produz mais noradrenalina. Por isso, quando alguém pára de fumar, fica nervoso ou irritado.

Parar de fumar é dificílimo
"A irritabilidade pode durar semanas e o fumante acaba não agüentando", diz o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, coordenador da clínica antitabagista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Já se sabe que é a nicotina que causa a dependência. Ela faz a pessoa sentir necessidade de fumar, numa intensidade que varia de acordo com fatores psicológicos e o grau de dependência bioquímica. Por isso, a dificuldade para largar o cigarro é enorme.

Além do estímulo à produção de dopamina, a nicotina também provoca vasoconstrição (os vasos sanguíneos "apertam-se" diminuindo seu diâmetro) e aumento da pressão arterial. Ela faz mais ainda: causa mutações no DNA das células, que passam a se reproduzir de forma deficiente - isso constitui precisamente o câncer.

Desse modo, enquanto a nicotina dá uma falsa sensação de bem-estar, mascarados por ela milhares de ingredientes venenosos entram no organismo de quem fuma, como bandidos.

Substâncias nocivas
Dentro do cigarro, há uma miscelânea de substâncias nocivas. O alcatrão é um resíduo altamente tóxico, cancerígeno e de cor negra (por isso, o pulmão de quem fuma fica escuro).

Ao queimar, o cigarro também libera monóxido de carbono que diminui a concentração de oxigênio no sangue - esse gás se junta com a hemoglobina e impede que ela faça seu trabalho de levar o oxigênio para todo o corpo, e isso pode causar a morte por asfixia ("falta de ar").

O acetato de chumbo é tóxico e tem efeito cumulativo no organismo, pois o chumbo jamais é eliminado. Após anos de consumo, pode provocar danos ao cérebro e também contribui para o desenvolvimento do câncer.

A amônia, quando inalada, tem efeito corrosivo nas mucosas. A naftalina, utilizada para matar baratas, também se encontra dentro do cigarro. Essas são apenas algumas das substâncias tóxicas que podem ser mencionadas. Pode-se dizer, portanto, que o "enroladinho de fumo" é um coquetel de venenos.

Tipos de fumante
Um homem e uma mulher esperam seu ônibus num ponto. Como o coletivo começa a demorar, o homem acende um cigarro - pois é um fumante ativo. Gentilmente, ele oferece um para a mulher, que recusa, dizendo que não fuma. Ela não sabe, mas está fumando enquanto o homem exala a fumaça ao seu lado.

A mulher, no caso, é uma fumante passiva, pois respira a fumaça do cigarro misturada com o ar. Além dos problemas que ela mesma pode desenvolver, se a mulher estiver grávida, há uma grande possibilidade de o bebê ter várias doenças e ainda se tornar um fumante quando crescer. Segundo a Organização Mundial de Saúde, 50 mil pessoas não fumantes morrem por ano de doenças causadas por respirarem a fumaça dos cigarros alheios.

Não existe cigarro "light"
Entre outros significados, o termo "light" quer dizer "leve" em inglês. Os fabricantes de cigarro dizem que os tipos "light" fazem menos mal à saúde - isso não é verdade. Tanto que o Ministério da Saúde quer abolir esse termo dos rótulos dos maços. Por quê? Para aspirar a fumaça do cigarro light e sentir os efeitos da nicotina, faz-se muito mais força, o que leva a fumaça a entrar mais profundamente nos brônquios.

Um estudo do Instituto Nacional do Câncer, nos Estados Unidos revela que o fumante absorve oito vezes mais nicotina e alcatrão do que a quantidade descrita no rótulo. "É um jogo para manter mais um fumante na praça" diz a médica Luisa Goldfarb, do Instituto Nacional do Câncer do Brasil. Não existe cigarro seguro, nem níveis seguros de consumo - todos os tipos de cigarro prejudicam muito a saúde.

Vencer a abstinência
Para quem deseja parar de fumar, há diversos tratamentos e centros de ajuda. Entretanto, o ingrediente principal da fórmula para se livrar do vício é a força de vontade - e desejo de viver, afinal para quem fuma, o tempo de vida é curto.

Você já ouviu falar na crise de abstinência de quem pára de fumar - o conjunto de sensações desagradáveis provocadas pela ausência da nicotina no organismo. Isso dura dois meses ou mais - perceba o sofrimento que o indivíduo causa para si mesmo ao entrar para o "clube" dos fumantes. Passado esse tempo, a chance de largar o vício aumenta.

Ao ficar sem fumar, o organismo já dá sinais de agradecimento:

* Nos primeiros 20 minutos, a pressão arterial volta ao normal e os batimentos cardíacos também.
* Após duas horas, a nicotina sai da circulação sanguínea e as veias e artérias voltam ao diâmetro normal.
* Dois dias sem tragar a fumaça do cigarro, acarretam a recuperação do paladar e do olfato - o fumante perde grande parte desses sentidos.
* Depois de uma semana, a capacidade respiratória aumenta bastante, cerca de 30%. Em um ano, diminui o risco de doenças cardíacas.
* O organismo se recupera por completo depois de 15 anos sem fumar.

Febre amarela Transmissão, sitomas, prevenção e tratamento


Colégio Estadual Dinah Gonçalves
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O mosquito Haemagogus janthinomis, o principal transmissor da febre amarela na América do Sul
A febre amarela, doença infecciosa aguda, é causada por um arbovírus do gênero flavivírus, da família Flaviviridae - o mesmo gênero dos vírus responsáveis pela dengue. Acredita-se que esse vírus tem a sua origem na América Central.

Na época das grandes navegações, nos séculos 15 e 16, o vírus da febre amarela embarcou com os exploradores e se disseminou pelo mundo.

Mosquitos na selva
O vírus da febre amarela sobrevive, no ambiente selvagem, nos organismos de mosquitos - dos gêneros Haemagogus e Sabethes - e de primatas, como macacos e sagüis. Quando um desses mosquitos pica um animal contaminado, o inseto é infectado e se torna um vetor permanente.

Ao injetar uma substância anticoagulante, antes de sugar o sangue de primatas silvestres saudáveis, esses mosquitos transmitem o arbovírus da febre amarela para suas vítimas.

Uma vez na corrente sanguínea de um primata, como o macaco-barrigudo - Lagothrix lagotricha, o vírus se instala nas células de seu organismo e se multiplica, até que as mesmas se rompam, liberando novos vírus.

O vetor nas cidades
A febre amarela ficaria restrita ao ambiente selvagem, como florestas tropicais, subtropicais e ao cerrado, não fosse por dois fatores.

Primeiro, o ser humano, da ordem dos primatas, pode ser infectado. E segundo, no meio urbano e nos ambientes rurais, prolifera uma espécie de mosquito capaz de transmitir a febre amarela, o Aedes aegypti - que também dissemina a dengue.

A febre amarela não é contagiosa, isso é, os primatas não transmitem essa doença. Os mosquitos vetores é que se encarregam de espalhar o vírus, dos macacos para o ser humano, ou vice-versa.

Prevenção
Existe vacina contra a febre amarela e ela deve ser tomada 30 dias antes de se viajar para ambientes selvagens ou rurais. A maior parte das pessoas se previne na véspera da partida e, nesses casos, a vacina não tem efeito.

"O organismo leva um tempo para criar anticorpos contra o arbovírus", explica Stefan Cunha Ujvari, médico infectologista. A vacina deve ser renovada a cada dez anos.

Atualmente, o único laboratório nacional produtor dessa vacina é o Bio-Manguinhos, unidade da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro.

Sintomas da febre amarela
Os sintomas da dengue e da febre amarela são parecidos, no início. De três a seis dias após a picada, chamado período de incubação, em ambas as doenças o enfermo apresenta febre alta, mal-estar, dor de cabeça, dores nos músculos, náuseas e diarréia.

Em casos graves de febre amarela, o doente pode apresentar icterícia, anúria (comprometimento dos rins), hepatite e problemas cardíacos que, sem tratamento médico, podem levar à morte. Mas isso ocorre em 15% dos casos.

A icterícia se caracteriza pela cor amarelada da pele do doente, daí o nome da enfermidade, "febre amarela". Junto com a malária, a difteria, e o tifo, ela deu ao Rio de Janeiro o apelido de "túmulo dos estrangeiros". Lá, em menos de dez anos, entre 1897 e 1906, 4 mil imigrantes morreram da doença.

Oswaldo Cruz
Graças ao médico e sanitarista Oswaldo Gonçalves Cruz, a febre amarela foi erradicada do Rio de Janeiro, em 1907. Ele implantou medidas sanitárias, como brigadas para eliminar focos do inseto e impediu a manutenção de águas estagnadas, onde as larvas dos mosquitos se desenvolvem.

Esse cientista foi o primeiro a afirmar que a febre amarela poderia ser transmitida por mosquitos. Suas medidas e descobertas científicas salvaram milhares de vidas.

A lista de contribuições desse pesquisador para a saúde é enorme e pode ser conferida no site da Fundação Oswaldo Cruz.

*Mariana Aprile é estudante de biologia na Universidade Presbiteriana Mackenzie e aluna de Iniciação Científica do Mackpesquisa

Parasitas


Professor de Matemática e Biologia Antônio Carlos Carneiro Barroso
Colégio Estadual Dinah Gonçalves
email accbarroso@hotmail.com


São animais que vivem através de outros seres vivos. Podem ser obrigatórios, temporários e periódicos. Os obrigatórios morrem se forem distanciados do organismo hospedeiro. Sendo em qualquer momento de seu ciclo.

São parasitas obrigatórios todos os protozoários e vermes causadores de doenças no homem. Os temporários ficam pouco tempo no organismo hospedeiro, normalmente é o necessário para que possam se alimentar. As pulgas, os piolhos e os mosquitos são exemplos de parasitas temporárias.

Os periódicos são aqueles que, obrigatoriamente, em um momento do seu ciclo precisam de um hospedeiro e em outro têm vida livre no meio exterior.
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Citocininas

As citocininas, hormônios localizados nas raízes das plantas e transportados para os brotos, estimulam a divisão celular, regulando o crescimento exagerado do vegetal. Esses hormônios foram isolados pela primeira vez em 1955, por Miller e outros cientistas. Embora sejam produzidas nas raízes das plantas, as citocininas também podem se originar ocasionalmente em algumas folhas e brotos jovens.

O papel essencial da citocinina é regular o crescimento vegetal, “normalizando” o desenvolvimento da planta. A citocinina proporciona a ocorrência de um crescimento controlado e organizado da forma e da estrutura das plantas superiores. As citocininas também provocam a diferenciação dos grupos de células que formam os tecidos e que se tornarão futuramente, as diferentes partes das plantas. Contudo, vale ressaltar que as citocininas podem interagir com as giberelinas e auxinas, provocando efeitos particulares no crescimento do vegetal.

Quando a proporção de auxinas é superior à de cinetina, as regiões dos tecidos formam raízes e quando há proporções maiores de cinetina do que auxina, os tecidos tenderão a desenvolver caules.

A inibição da senescência, isto é, do envelhecimento, é outra importante função desses hormônios. Esse mecanismo funciona no sentido de que as citocininas aumentam a retenção de algumas substâncias, tais como aminoácidos, dentro da célula. Assim, o envelhecimento, o amarelecimento e a perda de qualidade de mercado dos produtos vegetais são retardados. Devido a essa propriedade, a citocinina está sendo usada como inibidor de senescência em muitas plantas, como o alface, o brócolis, etc.
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