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quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Os continentes


Os seis continentes terrestres
A Terra apresenta 149.440.850 quilômetros quadrados de áreas emersas, correspondendo a aproximadamente 29,1% da superfície total do planeta. Essas grandes extensões de terras são dividas em seis continentes: África, América, Antártica, Ásia, Europa e Oceania.
Porém, é importante elucidar que, há cerca de 400 milhões de anos, as porções emersas do planeta estavam reunidas em um único continente, denominado Pangeia. Esse grande continente se fragmentou há aproximadamente 60 milhões de anos em razão do movimento das placas tectônicas, formando os atuais seis continentes.
Os limites entre os continentes são estabelecidos principalmente por mares e oceanos. No entanto, os continentes europeu e asiático formam uma massa de terra, denominada Eurásia. As fronteiras entre eles são estabelecidas por meio dos Montes Urais, Rio Ural, Mar Cáspio, Montanhas do Cáucaso e pelo Mar Negro.
O estudo dos seis continentes é de fundamental importância para entendermos vários aspectos relacionados ao estudo da Geografia. A abordagem desse conteúdo proporciona subsídios para uma análise do atual cenário econômico global, organização social, desigualdade socioeconômica, disparidades entre os continentes, concentração populacional, elementos culturais, aspectos naturais do planeta, entre outros temas pertinentes.
Nesse sentido, disponibilizamos uma seção com artigos que abordam diversos assuntos sobre os seis continentes terrestres, na qual o leitor poderá se inteirar sobre as principais características de cada um deles.
Boa leitura!
Wagner de Cerqueira e Francisco

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Pré-sal

Wagner de Cerqueria e Francisco


Localização da camada pré-sal
A descoberta de reservas de hidrocarboneto (petróleo) em rochas calcárias nas porções marinhas do litoral brasileiro é denominada pré–sal. Esse termo é utilizado pelo fato dessas rochas estarem localizadas abaixo de camadas de sal, podendo atingir entre 5 a 7 mil metros de profundidade abaixo do nível do mar.

Desde a década de 1970, geólogos da Petrobras acreditavam na possibilidade da existência de uma reserva petrolífera na camada pré-sal, no entanto, os mesmos eram desprovidos de tecnologia capaz para a realização de pesquisas mais aprofundadas.

Até o momento, a descoberta da camada pré–sal possui aproximadamente 800 quilômetros de extensão e 200 quilômetros de largura, localizada do litoral de Santa Catarina ao do Espírito Santo.

O petróleo encontrado nesta área engloba três bacias sedimentares (Santos, Campos e Espírito Santo), a capacidade estimulada da reserva pode proporcionar ao Brasil a condição de exportador de petróleo. Vários poços de petróleo e gás natural já foram descobertos na camada pré-sal, entre eles estão o Tupi, Guará, Bem te vi, Carioca, Júpiter e Iara.

Tupi, na bacia sedimentar de Santos, é o principal campo de petróleo descoberto, tem uma reserva estimada pela Petrobras de 5 a 8 bilhões de barris de petróleo, sendo considerado uma das maiores descobertas do mundo dos últimos sete anos. Já o poço de Guará, também na Bacia de Santos, tem volumes de 1,1 a 2 bilhões de barris de petróleo leve e gás natural.

Para extrair o óleo e o gás da camada pré-sal será necessário ultrapassar uma lâmina d’água de mais de 2.000m, uma camada de 1.000m de sedimentos e outra de aproximadamente 2.000m de sal. É um processo complexo e que não se sabe ainda as reais consequências ambientais.

Conforme Haroldo Borges Rodrigues Lima, diretor geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), as descobertas do pré-sal irão triplicar as reservas de petróleo e gás natural do Brasil, a estimativa é que a produção alcance a marca de 50 bilhões de barris.

Em maio de 2009, a Petrobras iniciou o teste de longa duração da área de Tupi, com capacidade para processar até 30 mil barris diários de petróleo. Um mês depois a Refinaria de Capuava, em São Paulo, refinou o primeiro volume de petróleo extraído da camada pré-sal da Bacia de Santos.

Os sete pecados capitais dos educadores

Os sete pecados capitais dos educadores

Augusto Cury

1)- Corrigir publicamente: Jamais deveria expor o defeito de uma pessoa, por pior que ela seja, diante dos outros. Valorizar mais a pessoa que erra do que o erro da pessoa.

2)- Expressar autoridade com agressividade: Os que impõem sua autoridade são os que têm receio das suas próprias fragilidades. Para que se tenha êxito na educação, é preciso considerar que o diálogo é uma ferramenta educacional insubstituível.

3)- Ser excessivamente crítico: obstruir a infância da criança. Os fracos condenam, os fortes compreendem, os fracos julgam, os fortes perdoam. Os fracos impõem suas idéias à força, os fortes as expõem com afeto e segurança.

4)- Punir quando estiver irado e colocar limites sem dar explicações: A maturidade de uma pessoa é revelada pela forma inteligente com que ela corrige alguém. Jamais coloque limites sem dar explicações. Use primeiro o silêncio e depois as idéias. Diga o quanto ele é importante, antes de apontar-lhe o defeito. Ele acolherá melhor suas observações e o amará para sempre.

5)- Ser impaciente e desistir de educar: É preciso compreender que, por trás de cada jovem arredio, agressivo, há uma criança que precisa de afeto. Todos queremos educar jovens dóceis, mas são os que nos frustram que testam nossa qualidade de educadores. São os filhos complicados que testam a grandeza do nosso amor.

6)- Não cumprir com a palavra. As relações sociais são um contrato assinado no palco da vida. Não quebre. Não dissimule suas reações. Seja honesto com os educandos. Cumpra o que prometer. A confiança é um edifício difícil de ser construído, fácil de ser demolido e muito difícil de ser reconstruído.

7)- Destruir a esperança e os sonhos. A maior falha que podem cometer é destruir a esperança e os sonhos dos jovens. Sem esperança não há estradas, sem sonhos não há motivação para caminhar. O mundo pode desabar sobre uma pessoa, ela pode ter perdido tudo na vida, mas, se tem esperança e sonhos, ela tem brilho nos olhos e alegria na alma.

Lei de Terras de 1850


A Lei de Terras retardou a formação de uma classe de pequenos e médios proprietários no Brasil.
A questão agrária no Brasil, tão atual e discutida por diversos setores de nossa sociedade, remonta um longo processo histórico que assinala o problema da concentração de terras em nosso país. Durante o Segundo Reinado, destacamos um dos mais importantes marcos desse processo no momento em que o poder imperial estabelece a Lei de Terras de 1850. Sendo um fruto de seu tempo, essa lei assinalou o predomínio dos grandes proprietários de terra no cenário político do século XIX.

Essa lei surgiu em uma época de intensas transformações sociais e políticas do Império. Naquele mesmo ano, duas semanas antes da aprovação da Lei de Terras, o governo imperial criminalizou o tráfico negreiro no Brasil por meio da aprovação da Lei Euzébio de Queiroz. De fato, essas duas leis estavam intimamente ligadas, pois o fim da importação de escravos seria substituído por ações que incentivavam a utilização da mão de obra assalariada dos imigrantes europeus.

A chegada desse novo contingente populacional, representava uma ameaça ao interesse econômico de muitos proprietários de terra. De fato, vários dos imigrantes europeus esperavam chegar ao Brasil para obterem terras onde poderiam praticar um tipo de agricultura contrário ao sistema monocultor e agroexportador estabelecido pela nossa classe proprietária de terras. Além disso, a extinção do regime de sesmarias, abolido em 1822, representava um risco à grande propriedade mediante a falta de uma nova lei agrária.

Antes da aprovação dessa lei, já em 1843, foi oferecida à Câmara de Deputados um primeiro projeto de lei onde se defendia uma política agrária semelhante à que foi criada para o processo de colonização australiano. Esse primeiro projeto liberava a compra de terras devolutas por meio de pagamento à vista e com altos valores, a criação de um imposto sob a propriedade das terras e o estabelecimento do registro e demarcação de todas as propriedades em um prazo de seis meses.

A proposta, que já assegurava boa parte dos interesses dos grandes proprietários, foi aprovada e enviada para o Senado. No ano de 1848, os senadores decidiram estabelecer algumas alterações que retiravam a cobrança do imposto e substituía as penas de desapropriação – mediante situação irregular – pelo pagamento de multas. Após a aprovação dessas correções, o Senado aprovou definitivamente a lei no ano de 1850.

Por meio desta, a terra se transformava em uma mercadoria de alto custo, acessível a uma pequena parte da população brasileira. Com isso, pessoas com condição financeira inferior – como ex-escravos, imigrantes e trabalhadores livres – tinham grandes dificuldades em obter um lote de terras. Paralelamente, apesar de regulamentar a propriedade agrária, a lei de terras não foi cumprida em boa parte das propriedades, legitimando o desmando e a ampliação de terras dos grandes proprietários.

Apesar de ter sido criada em um momento completamente distinto das nossas instituições políticas e condições sócio-econômicas, a Lei de Terras de 1850 legalizou o penoso processo de concentração de terras que marcou a história brasileira. Ainda hoje, alguns movimentos populares tentam superar esse arcaico traço de nossa história ao defender uma reforma agrária capaz de facilitar o acesso às terras para aquelas famílias camponesas que almejam uma condição de vida mais digna.

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Acre


Colégio Estadual Dinah Gonçalves
email accbarroso@hotmail.com
     


Bandeira do Acre
Significado da bandeira: as riquezas minerais do estado são representadas pela cor amarela; a mata, pelo verde; e a estrela vermelha é uma homenagem aos brasileiros que lutaram contra os bolivianos na disputa pelo território do Acre.
Localizado na Região Norte do país, o Acre é o estado situado mais a oeste, abrigando um dos pontos extremos do Brasil, a Serra da Contamana, onde está a nascente do Rio Moa. O território estadual limita-se ao norte com o Amazonas, a leste com Rondônia, a sudeste com a Bolívia e ao sul e a oeste com o Peru.
Com clima equatorial quente e úmido, a vegetação predominante no Acre é a Floresta Amazônica. O relevo é marcado por depressão na maior parte e planície na porção norte. A rede hidrográfica é representada pelos rios Acre, Envira, Juruá, Laco, Purus, Tarauacá.

Localização do Acre no mapa do Brasil
A extensão territorial é de 164.122,280 quilômetros quadrados e, conforme dados do Censo Demográfico, realizado em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Acre possui 732.793 habitantes, sendo a densidade demográfica de 4,4 habitantes por quilômetro quadrado. A maioria da população reside em áreas urbanas (72,6%); e Rio Branco, capital estadual, abriga 335.796 pessoas.
A economia estadual tem no extrativismo vegetal uma importante fonte de receitas financeiras, com destaque para a exploração de madeira, látex e castanhas. A agricultura baseia-se nos cultivos de mandioca, arroz, feijão, milho e cana-de-açúcar. O setor industrial atua principalmente no segmento alimentício e madeireiro. Apesar do crescimento econômico, o Acre ainda apresenta grandes problemas sociais: déficit nos serviços de saneamento ambiental, alta taxa de mortalidade infantil, entre outros.
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Acústica

Colégio Estadual Dinah Gonçalves
email accbarroso@hotmail.com
   


• Os sons são produzidos pela matéria em vibração; ao se deslocar no meio (o ar) qualquer corpo pode ser sede de um movimento vibratório
• Os diferentes níveis de pressão do ar que provocam o som são a base para calcular caixas acústicas
• O som se propaga em todas as direções dentro de um meio apropriado
• No ouvido as ondas atingem o tímpano, q começa a vibrar na mesma freqüência dessas ondas, e transmite ao cérebro por impulsos elétricos o som.
• O ouvido é um transdutor receptivo (dispositivo q transforma um tipo de energia em outro tipo)
• Ondas sonoras são longitudinais (pulsos longitudinais)
• Ouvido humano: 20Hz – 20000Hz (abaixo = infra-sons e acima=ultra-sons)
• Ondas sonoras audíveis: vibração de cordas, de colunas de ar, discos e membranas
• O som musical (agradável) é produzido por vibrações periódicas; o ruído (desagradável) é produzido por vibrações aperiódicas
• A maioria se transmite pelo ar, mas nas grandes altitudes os sons não são muito audíveis pq o ar é menos denso. (no ar denso as mols. gasosas estão mais próximas e transmitem a energia cinética entre si mais facilmente)
• Por isso sons não se transmitem no vácuo (não existe meio material para sua propagação)
• Os sólidos transmitem o som melhor q os líquidos, e estes melhor que os gases.
• Qto maior a vibração da fonte, maior a energia sonora, então qto maior a amplitude da onda maior a intensidade do som.
• Intensidade sonora: bel (B) ou decibéis.
• Acima de 160 dB podem romper o tímpano
• Altura do som: graves ou baixos têm freqüência menor - Agudos ou altos têm freqüência maior
• Onda sonora = onda material = onda mecânica (ondas na água, na corda ou mola tb são mecânicas)
REFLEXÃO
Reflexão
ECO = é o som refletido q se distingue do som direto
• Para ouví-lo é preciso estar a mais de 17m de distância do obstáculo refletor, pq o ouvido humano só distingue sons com intervalo de 0,1s
• O som (v =340m/s) percorre 34m nesse tempo

REVERBERAÇÃO = reflexões múltiplas q reforçam o som e prolongam-no durante algum tempo depois de cessada a emissão
• É o prolongamento propriamente dito
• Ocorre qdo o som refletido atinge o observador no instante em q o som direito está se extinguindo, ocasionando o prolongamento da sensação auditiva

ABSORÇÃO
• Propriedade dos materiais e formas existentes onde o som se propaga
• O raio refletido guarda menor potencial sonoro q o incidente

VELOCIDADE DO SOM
• o que se desloca são as ondas
• o deslocamento do feixe sonoro depende diretamente do meio onde ele se propaga
• qto mais denso o meio, maior a velocidade da propagação (levando em conta as características internas de cada material e a temperatura, sendo q a última pode alterar bastante as mols. do material)
• qto mais denso o material, mais próximas e rigidamente ligadas estão suas mols, o q aumenta a velocidade do som; a temperatura atua diretamente nessas 2 características
• a velocidade do pulso depende da intensidade da força de tração e da densidade do meio em q se propaga, qto maior a força de tração maior a velocidade de propagação.
• Qto mais a corda estiver esticada maior será a intensidade da força q uma parte exerce sobre as mais próximas.
• Qto maior a densidade do meio, menor a propagação do pulso. (fórmula de Taylor)Fórmula da Taylor

EFEITO DOPPLER
• É a variação do comprimento de onda (λ) devido ao movimento (afastamento/aproximação) da fonte emissora
• Mais comum o efeito Doppler sonoro
Efeito Dopplerfa= freqüência da fonte; vo= velocidade do observador; v = velocidade do som
• a freqüência aparentemente aumenta qd o observador se aproxima da fonte, e ao se afastar dela vo deve ser subtraído de v.
• no caso de movimento, temos
Efeito Doppler
• um corpo plástico (q se recupera de uma deformação) devolve a energia armazenada na deformação (resiliência); corpos elásticos conduzem melhor o som
RESSONÂNCIA
• todo sistema elástico possui uma freqüência natural de vibração; todo corpo reage a uma vibração em virtude de sua inércia;
• qd uma fonte sonora vibra na mesma frequencia de um sistema este passa a vibrar com grande intensidade = é a ressonância.

Autoria: Natalie Rosa Pires

Pará


Bandeira do Pará
Significado da bandeira: o vermelho representa a força da população paraense; a faixa branca, o Rio Amazonas e a linha do Equador (que “corta” o estado na porção norte); e a estrela azul simboliza o estado do Pará.
Com extensão territorial de 1.247.950,003 quilômetros quadrados, o Pará é o segundo maior estado do Brasil. Essa unidade federativa integra a Região Norte e faz fronteiras com o Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Amazonas, Roraima, Amapá, Suriname, Guiana e com o Oceano Atlântico.
O Pará apresenta uma grande diversidade paisagística, abrigando áreas de cerrado, Floresta Amazônica, mangues e campos na ilha de Marajó. O relevo é caracterizado por planície, depressões e pequenos planaltos. A hidrografia é formada pelos rios Amazonas, Jari, Pará, Tapajós, Tocantins, Trombetas e Xingu.

Localização do Pará no mapa do Brasil
De acordo com dados do Censo Demográfico, realizado em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Pará é habitado por 7.558.078 pessoas, sendo o estado mais populoso da Região Norte. A maioria dos habitantes (68,5%) reside em áreas urbanas. Belém, capital estadual, é a cidade mais populosa: 1,3 milhão de habitantes.
Na economia, o estado se destaca pela grande produção de minério de ferro, bauxita, manganês, calcário, ouro e estanho. A agropecuária baseia-se na criação de rebanhos bovinos, bubalinos, equinos e suínos, além do cultivo de cana-de-açúcar, laranja, mandioca, arroz, pimenta-do-reino, etc. O setor industrial, pouco diversificado, atua nos segmentos alimentício, madeireiro, mineração, químico e de alumínio.
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quinta-feira, 14 de novembro de 2019

A posição geográfica do Brasil

A posição geográfica do Brasil

Por Wagner de Cerqueria e Francisco




Posição geográfica do Brasil
O Brasil é o quinto país mais extenso do planeta, sua área é de 8.514.876 quilômetros quadrados, apresentando-se inferior apenas à Rússia, Canadá, China e Estados Unidos. O país está localizado na América do Sul, possui uma extensa faixa litorânea, com 7.367 quilômetros, e uma fronteira terrestre ainda maior (15.719 quilômetros), faz limite com dez países sul-americanos do continente. Apenas Chile e Equador não compartilham desta ligação. A grande dimensão territorial do país possibilita a existência de uma imensa diversidade de paisagens, climas, pluralidade cultural, além de uma grande biodiversidade.

O território brasileiro corresponde a, aproximadamente, 1,6% da superfície do planeta, 5,6% das terras emersas do globo, 20,8% da extensão territorial da América e 48% das áreas que constituem a América do Sul. A grande extensão do território brasileiro no sentido leste-oeste (4.319 quilômetros entre os pontos extremos) faz com que o país possua três fusos horários diferentes.
Todo o território brasileiro está localizado a oeste do meridiano de Greenwich, portanto, sua área pertence ao hemisfério ocidental. A linha do Equador passa no extremo norte do país, fazendo com que 7% de seu território pertença ao hemisfério norte e 93% localizado no hemisfério sul. Cortado ao sul pelo Trópico de Capricórnio, apresenta 92% do território na zona intertropical (entre os trópicos de Câncer e de Capricórnio); os 8% restantes estão na zona temperada do sul (entre o Trópico de Capricórnio e o Círculo Polar Antártico).

A localização geográfica de qualquer ponto do planeta é realizada através da latitude e longitude. No sentido leste-oeste do território brasileiro, os extremos são a Serra Contamana (AC), a oeste, com longitude de 73°59’32”; e Ponta do Seixas (PB), a leste, com longitude 34°47’30”. Os extremos no sentido norte-sul apresentam 4.394 quilômetros de distância, onde estão o Monte Caburaí (RR), ao norte do território, com latitude 5°16’20”; e Arroio Chuí (RS), ao sul, com latitude 33°45’03”.

Rondônia

Colégio Estadual Dinah Gonçalves
email accbarroso@hotmail.com
      


Bandeira de Rondônia
Significado da bandeira: o azul representa o céu; o amarelo, as riquezas minerais; o verde, as matas. A estrela branca simboliza o estado de Rondônia.
Rondônia é uma das sete unidades federativas que compõem a Região Norte do Brasil. Seu território, com extensão de 237.590,864 quilômetros quadrados, limita-se a oeste com o Acre, ao norte com o Amazonas, a leste com Mato Grosso e a oeste e ao sul com a Bolívia.
Cerca de 70% da área estadual é coberta pela Floresta Amazônica; o cerrado está presente na porção oeste. O clima predominante é o equatorial, com chuvas frequentes e temperaturas que variam entre 24° C e 26° C. O relevo é marcado por planície a oeste, depressões e pequenos planaltos a norte e planalto a sudeste. A rede hidrográfica é composta pelos rios Abunã, Guaporé, Jamari, Jaci-Paraná, Ji-Paraná, Madeira, Mamoré, entre outros.

Localização de Rondônia no mapa do Brasil
A população de Rondônia é formada por 1.560.501 habitantes, conforme dados divulgados em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse contingente populacional está distribuído em 52 municípios, sendo que a capital é a cidade de Porto Velho.
Com relação aos aspectos econômicos, o estado se destaca por ser grande exportador de carne bovina. O setor industrial, pouco diversificado, tem como destaque os segmentos alimentício, frigorifico, madeireiro e mineração. As terras férteis impulsionam a agricultura, que se baseia nos cultivos de soja, milho, arroz, feijão, mandioca, etc. Outra importante atividade econômica é a extração de cassiterita.
Um dos grandes problemas sociais de Rondônia é o déficit nos serviços de saneamento ambiental: 30% das residências não possuem acesso à rede de esgoto e 60% não têm acesso à água tratada. Esse fato reflete na taxa de mortalidade infantil, que é de 23 para cada mil nascidos vivos.
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terça-feira, 12 de novembro de 2019

Fitogeografia Brasileira

Colégio Estadual Dinah Gonçalves
email accbarroso@hotmail.com

Fitogeografia Brasileira

Por Keilla Costa




Cerrado
• Floresta Amazônica

A floresta amazônica é a maior do mundo e ainda atinge 40% do território brasileiro. A mata amazônica abrange nove estados do território brasileiro, que são eles: Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima, Amapá, Pará, Mato Grosso, Tocantins e Maranhão.

Essa floresta apresenta uma grande diversidade biológica. Na sua vegetação, podemos citar o cupuaçu, a seringueira, o açaí, o angelim e muitos outros. Além de apresentar plantas medicinais.

Na mata Amazônica podemos encontrar três tipos de vegetação:

- Mata de igapó: é uma região que sempre fica alagada, isso porque ela se localiza próximo ao rio.

- Mata de Várzea: nessa região predomina vários tipos de espécies.

- Mata de Terra firme – é uma região onde não ocorrem alagamentos e também é a maior em relação às outras matas.

• Mata Atlântica

É uma mata tropical. Tem seu início no Rio Grande do Norte e abrange até o Sul. A sua biodiversidade é muito grande. Dentre as plantas podemos citar o pau-brasil, jambo, jatobá e etc.

• Cerrado

É uma vegetação que se localiza na região Centro-Oeste. As plantas são denominadas de tropófilas, pois elas sobrevivem durante seis meses em clima seco e seis meses em clima úmido.
A fauna é diversificada, os animais que se destacam são o lobo-guará, onça-pintada, anta, tamanduá, tatu e veado-campeiro, ema e muitos outros.

• Mata de araucária

Essa mata localiza-se na região Sul do Brasil e abrange até São Paulo e Rio Grande do Sul. Na vegetação o que mais predomina é o pinheiro – do - paraná e também o pinheiro do gênero. Atualmente o pinheiro-do-paraná é o mais explorado, pois tem grande importância econômica.

• Caatinga

A caatinga localiza-se no Nordeste. Na fauna destacam-se os animais como o corrupião, a cascavel, o gavião-carcará e a ararinha-azul, que é uma ave que está sendo ameaçada de extinção.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Civilização do açúcar

Antes de ter sido um país identificado com o café, o Brasil assinalou sua presença na economia mundial pela produção de açúcar. Tanto assim que palavras como "melaço" e "mascavo" ou "mascavado", mesmo que transmudadas em formas anglicizadas (molasses, muscovado), logo se tornaram correntes no vocabulário do comércio internacional.

Entende-se por ciclo do açúcar a fase da história do Brasil marcada pela produção de açúcar nos engenhos nordestinos. Começou pouco depois da descoberta e acarretou profundas conseqüências sociológicas e culturais, até o século XVIII. As formas de vida social, política e cultural decorrentes da economia açucareira no Nordeste constituíram matéria de numerosos estudos, depois do livro pioneiro de Gilberto Freire, Casa grande & senzala (1933).

Origens

Durante a Idade Média, as poucas quantidades de açúcar consumidas na Europa procediam do Oriente, de onde é nativa a cana-de-açúcar, sendo o comércio desse artigo monopolizado por Veneza. Em meados do século XV a cana foi introduzida pelos portugueses na ilha da Madeira e pelos espanhóis nas Canárias. Seu cultivo prosperou tanto que o açúcar das novas possessões ibéricas passou a chegar à Europa a preços muito baixos, popularizando o consumo de um produto que até então se limitara às moradias dos ricos, aos hospitais e aos boticários, que o utilizavam apenas como base de preparados farmacêuticos.

Estimulados pelos bons frutos colhidos com a concorrência à república veneziana, os portugueses trouxeram para o Brasil, logo depois da descoberta, as primeiras mudas de cana. Da capitania da qual se originaria São Paulo, a de São Vicente, por onde a planta entrou na colônia e onde se estabeleceram os primitivos engenhos, a cana-de-açúcar se irradiou sem demora por todo o litoral brasileiro.

Implantação dos engenhos

O primeiro engenho de açúcar de que se tem notícia no Brasil foi instalado em São Paulo por volta de 1532. Três anos mais tarde já havia alguns outros funcionando em Pernambuco, onde iriam assumir extraordinária importância. Depois de 1550 começou a produção de açúcar na Bahia, cujos primeiros engenhos foram destruídos pelos índios. Na ilha de Itamaracá PE, em 1565, a produção já era florescente, e na década seguinte foram instalados os primeiros engenhos de Alagoas. Nessa mesma época, grande parte das várzeas e morros pouco a pouco ocupados pela cidade do Rio de Janeiro constituía um vastíssimo canavial que alimentava no mínimo 12 grandes engenhos.

No final do século XVI, o Brasil já se convertera no maior produtor e fornecedor mundial de açúcar, com um artigo de melhor qualidade que o procedente da Índia e uma produção anual estimada em seis mil toneladas, cerca de noventa por cento das quais eram exportadas para Portugal e distribuídas na Europa.
Ao açúcar fabricado no Brasil abriram-se mercados grandemente vantajosos. Sabe-se que antes de 1500 os europeus, em geral, só adoçavam seus alimentos e bebidas com um pouco de mel. Compreende-se assim que, ao revolucionar com o açúcar o sistema europeu de alimentação, o Brasil recém-descoberto tenha assegurado aos portugueses rendimentos mais regulares ou estáveis que as riquezas do Oriente. Também se compreende que a atenção dos portugueses, a princípio concentrada no Oriente, se voltasse para o Brasil. Por isso, as áreas brasileiras mais favoráveis ao cultivo da cana foram, quase de súbito, alteradas em sua configuração e paisagem pela presença de famílias patriarcais, vindas de Portugal com capitais suficientes para se estabelecerem feudalmente.

A escolha do produto tropical não fora casual. Contava a seu favor a experiência dos colonos portugueses com o cultivo da cana e a manufatura do açúcar na Madeira e outras ilhas do litoral africano. Da Madeira, de fato, a produção de açúcar passara ao arquipélago dos Açores, ao de Cabo Verde e à ilha de São Tomé. Essa experiência anterior teve enorme importância para a implantação de engenhos no Brasil, pois familiarizou os portugueses com os problemas técnicos ligados à lavoura da cana e ao fabrico do açúcar, motivando em Portugal, ao mesmo tempo, a invenção e o aperfeiçoamento de mecanismos para os engenhos.

A primeira grande inovação tecnológica na indústria brasileira do açúcar só iria ocorrer nos primeiros anos do século XVII. Nos melhores engenhos, a cana era até então espremida entre dois cilindros horizontais de madeira, movidos a tração animal ou por roda-d’água. Para uma segunda espremedura, com a qual se obtinha mais caldo, usavam-se também pilões, nós e monjolos. O novo tipo de engenho adotado compunha-se de três cilindros verticais muito justos, cabendo ao primeiro, movido por roda-d’água ou almanjarra, fazer girar os outros dois. Em caldeiras e tachos, o caldo era a seguir fervido para engrossar, posto em formas de barro e levado à casa de purgar para ser alvejado. A nova técnica se difundiu por todo o Brasil, com os engenhos mais eficientes substituindo os antigos.

Progressão das lavouras. Foi sobretudo nas zonas de clima quente do litoral do Nordeste e do Recôncavo baiano que os efeitos do plantio da cana se tornaram mais evidentes. Processou-se ali a primeira transformação mais extensiva da paisagem natural, com o desbravamento das matas e sua substituição por grandes canaviais que penetraram ao longo dos vales e subiram pelas encostas dos morros. Os cursos dos rios perenes favoreceram a atuação dos engenhos, como vias de escoamento da produção açucareira até os portos de embarque situados na costa.

Com o incremento da produção, multiplicaram-se os bangüês e as grandes moradias rurais dos senhores da nova riqueza agrária. Para manter essa riqueza, instalou-se uma corrente contínua de transplantação de escravos africanos, alojados nas senzalas, símbolos de uma era tenebrosa da agricultura brasileira.

A princípio, as superfícies cultivadas com cana distribuíam-se em quinhões chamados "partidos", ora obtidos por compra, ora por ocupação desordenada. Plantavam-se ainda as "terras de sobejo", ou as que eram acrescentadas por fraude, nas medições, às áreas legalmente vendidas. Além dos escravos, com o tempo também lavradores livres passaram a trabalhar em terras que pertenciam aos engenhos. Alguns mantinham seus canaviais em áreas arrendadas; outros plantavam não só cana, como ainda pequenas roças de subsistência, constituídas principalmente por milho, mandioca e feijão. Em geral, os lavradores livres serviam-se dos engenhos a que estavam agregados para fazer açúcar, em troca de uma parte da produção. Todos eles formavam, na verdade, uma clientela de importância vital, pois só com o concurso das lavouras subsidiárias ou dependentes muitos engenhos podiam manter-se em atividade ininterrupta durante os meses da safra.

Em sua grande maioria, os que se dedicavam às lavouras de subsistência vegetavam à sombra da tolerância dos senhores de engenho, que desse modo contavam com recursos para o abastecimento de suas próprias famílias. Sobre os vastos conjuntos de agregados os senhores exerciam uma autoridade que variava conforme o sistema de trabalho ou a forma de ocupação da terra. A condição do pessoal dos engenhos, por conseguinte, sujeitava-se a variações jurídicas, econômicas e sociais, escalonadas desde a dos negros escravos até a dos lavradores dos "partidos", que moíam "cana livre". Entre os dois extremos, situavam-se os lavradores livres como pessoas, contudo dependentes da propriedade senhorial das terras, que eram obrigados à moenda e cujas colheitas passaram significativamente a ser rotuladas como "cana cativa".

Aspectos sociológicos: a casa-grande. Com seu complexo esquema de funcionamento, o engenho de açúcar foi a forma de exploração agrária que melhor assumiu, no Brasil colonial, as características básicas da grande lavoura. Isso porque, além dos trabalhos de cultivo do solo, o engenho requeria toda uma série de operações exaustivas, com aparelhamento de obtenção difícil e mão-de-obra abundante.

Com seus vários prédios para moradia e instalações fabris -- a casa da moenda, a das fornalhas, a dos cobres e a de purgar, além de galpões para estocar o produto --, o engenho constituía um pequeno aglomerado humano: um núcleo de população. De início, ocupava apenas uma clareira na floresta, onde se amontoavam as construções de adobe e cal. Com a progressiva expansão das lavouras pelas áreas em torno, a clareira primordial se converteu não raro num esboço de aldeia, mas muitos dados sociológicos básicos já haviam sido definidos naquele mundo fechado sob o poder dos senhores.

A casa-grande, residência do senhor de engenho, assobradada ou térrea e sempre bem imponente, constituía o centro de irradiação de toda a atividade econômica e social da propriedade. A casa-grande se completava com a capela, onde as pessoas da comunidade, aos domingos e dias santificados, reuniam-se para as cerimônias religiosas. Próximo se erguia a senzala, habitação dos escravos, classificados como "peças", que se contavam às centenas nos maiores engenhos. Os rios, vias de escoamento do açúcar, eram também com freqüência as únicas estradas de acesso: por eles vinham as toras que alimentavam as fornalhas do engenho e os gêneros e artigos manufaturados adquiridos alhures, como tecidos e louças, ferramentas e pregos, papel e tinta, barris de vinho ou de azeite.

A casa-grande, a senzala, a capela e as casas destinadas ao fabrico do açúcar definiam o quadrilátero que dava a um típico engenho sua conformação mais comum. Outras construções, em número variável, podiam servir de residência ao capelão, ao mestre de açúcar, aos feitores e aos poucos trabalhadores livres que se ligavam às atividades do engenho por seus ofícios, como barqueiros, carpinteiros, pedreiros, carreiros ou calafates.

Na maior parte do território brasileiro, ao que parece, predominaram os pequenos engenhos, com reduzido número de escravos e movidos pela força animal. Contudo, no final do século XVIII considerava-se indispensável um mínimo de quarenta escravos para que um engenho pudesse moer "redondamente" durante as 24 horas do dia. Na mesma época, grandes engenhos da capitania do Rio de Janeiro mantinham sob a chibata várias centenas de escravos, como o da Ordem de São Bento, que chegou a ter 432.

Autoria: Julieth

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Mata Hari

Mata Hari

Rainer Sousa


Mata Hari: uma vítima de suas paixões e de seu espírito libertário.
Caso perguntássemos quem foi Margareth Geertruida Zelle McLeod, pouquíssimas pessoas poderiam saber de quem se trata. Margareth teve uma vida aventurosa que lhe concedeu a oportunidade de ser bailarina e uma espiã de pouco sucesso. Sua falta de sorte acabou lhe rendendo uma condenação ao fuzilamento como uma agente dupla das forças francesas. A sua fama e audácia nunca foram atribuídas ao seu nome real, pois seus feitos estariam encobertos sobre o nome de Mata Hari.

Nascida na região norte da Holanda, Margaretha nasceu do enlace matrimonial entre o chapeleiro Adam Zelle e de Antje van der Meulen. A beleza da mãe, que possuía origem asiática, veio ao encontro do espírito audacioso do pai na formação dos trejeitos e do caráter desta jovem holandesa. Sua infância foi palco da falência da família que logo ruiu com as dificuldades financeiras. No ano de 1891, ao completar 15 anos, Margaretha sofreu com a perda da mãe.

O pai mudou-se para Amsterdã onde resolveu constituir uma outra família. Sem ter maiores opções, a jovem resolveu completar seus estudos na cidade de Leyden, onde morava com um casal de tios. As formas que faltavam ao seu corpo eram compensadas com um rosto enigmático encoberto por cabelos negros e lábios de sinuoso desenho. A sua feição exótica lhe rendeu, aos 19 anos de idade, um casamento com o militar Rudolph McLeod.

O marido era funcionário da Companhia das Índias Orientais, o que a obrigou a viver com a família na Indonésia. O tempo passado no Oriente lhe rendeu um curioso contato com os costumes e tradições do povo malaio. O casamento não foi bem sucedido graças ao alcoolismo e à violência do marido. No início do novo século, Margaretha perdeu um dos filhos devido à ação criminosa de uma babá que vivia um caso amoroso com Rudolph. O episódio foi a gota d’água para que os dois se separassem.

Durante o processo de separação, ocorrido na Europa, Margaretha conseguiu a guarda do seu filho remanescente. Inconformado, seu ex-marido seqüestrou o único filho trazendo enorme desgosto para Margaretha. Desolada, foi tentar a vida em Paris como modelo de artistas, posando nua para diversos pintores. Cansada dos baixos ordenados e da vida à mingua, decidiu voltar para a Holanda. Em sua terra natal conheceu o barão Henri de Marguerie, de quem se tornou amante.

Em 1904, resolveu retornar à capital francesa à custa de seu amante. Percebendo como o exotismo das culturas orientais fazia enorme fama em solo parisiense, Margaretha decidiu tornar-se dançarina. A sua primeira performance, cercada de intensa sensualidade, abriu portas para que pudesse continuar suas apresentações. Seguindo uma tendência da época, resolveu adotar um nome artístico. Inspirada pelos anos vividos na Indonésia, Margaretha decidiu se transformar em Mata Hari.

Suas primeiras apresentações foram realizadas no Museu Guimet, onde junto de outras dançarinas, utilizava trajes indianos que eram retirados ao longo de sua curiosa performance. A sensualidade de sua dança a transformou em uma celebridade prestigiada pelas mais influentes autoridades européias. Entre 1910 e 1911, deixou o glamour para viver um romance com o banqueiro Félix Rousseau. A interrupção na carreira lhe trouxe um enorme prejuízo.

O retorno ao anonimato lhe motivou a mudar-se para Berlim à procura de uma nova oportunidade como dançarina. No entanto, o ano era 1914 e a deflagração da Primeira Guerra Mundial fizeram seus planos caírem por terra. Sem maiores chances, procurou retornar a Paris tomando um trem. Durante o trajeto, foi obrigada a voltar para a Holanda devido à falta de documentos que comprovassem sua verdadeira nacionalidade.

No ano de 1916, ela tentou retornar para Paris tomando um trem em Londres. A sua ida foi mais uma vez impedida graça à denúncia do serviço de espionagem italiano, que levantou suspeita sobre sua relação com as tropas alemãs. A partir disso, Mata Hari seria sistematicamente perseguida pelo serviço de espionagem britânico. Pouco tempo depois, ela realmente teve condições de retornar à capital francesa.

Naquele tempo sua vida foi marcada por dois episódios. O primeiro foi seu envolvimento amoroso com o oficial russo Vladimir de Masloff, um dos seus mais duradouros “affairs”. O segundo foram as investigações das autoridades francesas e britânicas que continuavam a suspeitar das atividades da jovem de vida aventureira. Nesse mesmo período, seu amante russo foi alvejado com um tiro no olho, que o obrigou a buscar tratamento em um Hospital Militar a 300 quilômetros de Paris.

Para visitar o amante, Mata Hari tinha que obter uma autorização especial das autoridades francesas, que já a tinham como espiã. Por causa disso, o capitão Georges Ladoux disse à dançarina que poderia ver o amante caso prestasse serviços de espionagem para a França. Enviada à Espanha para obter informações, Mata Hari hospedou-se no Hotel Ritz, onde se envolveu com o capitão alemão Hauptmann Kalle.

Nesse meio tempo, tiveram um caso misturando com informações falsas sobre as pretensões dos exércitos franceses e alemães. A falta de habilidade como espiã acabou sendo descoberta quando o capitão Kalle enviou mensagens com as informações de Mata Hari. A França, que já entrava em desespero com as derrotas militares, não suportou ter perdido tempo e dinheiro com uma espiã incompetente. Por isso, no seu retorno à França, Mata Hari foi presa em Saint-Lazare.

O clima derrotista francês a transformou em verdadeiro bode expiatório. Os interrogatórios nunca chegaram a demonstrar se Mata Hari realmente teve a capacidade de fornecer valiosas informações para franceses ou alemães. Durante seu julgamento, não foi provado nenhum ato criminoso e seus autos registravam que a ingênua holandesa seria uma das maiores espiãs do século. Por fim, sua condenação por espionagem acabou sustentada pelo espírito de uma mulher livre e suas paixões.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Goiás

Goiás

Bandeira de Goiás
Significado da bandeira: o verde representa as matas da região; o amarelo é uma referência às riquezas minerais do estado; e o quadro azul com estrelas simboliza o céu goiano com a constelação do Cruzeiro do Sul.
Situado na Região Centro-Oeste do Brasil, o estado de Goiás limita-se ao norte com Tocantins, a oeste com Mato Grosso, ao sul com Mato Grosso do Sul, a leste com Minas Gerais e a nordeste com a Bahia, além de ter o Distrito Federal encravado em seu território.
A partir de 1650, essa unidade federativa do Brasil passou a receber bandeirantes paulistas, que tentavam capturar índios e encontrar pedras preciosas na porção central do Brasil. No século XVIII, foram descobertas grandes quantidades de ouro na região, fato que promoveu um significativo povoamento em Goiás. Nesse mesmo século, o bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva foi o responsável pela criação do primeiro povoado goiano, denominado Arraial da Barra. Em 1758, Goiás tornou-se capitania independente.

Localização de Goiás no mapa do Brasil
Em consequência de políticas para ocupação da porção centro-oeste do território brasileiro, como a expansão da fronteira agrícola, investimentos em infraestrutura, construção da cidade de Goiânia (capital estadual), construção de Brasília (capital federal), Goiás passou a receber grandes fluxos migratórios durante o século XX, aumentando seu contingente populacional. De acordo com dados do Censo Demográfico de 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população goiana é de 6.004.045 habitantes, sendo a maior do Centro-Oeste.
Outro fator positivo dessas políticas foi o desenvolvimento econômico alcançado, com destaque para as atividades agropecuárias. Goiás se destaca no cenário nacional como sendo grande produtor de milho, soja, tomate, algodão e cana-de-açúcar. O setor industrial atua nos segmentos farmacêutico, químico, alimentício, automobilístico, têxtil, entre outros.
Para saber mais a respeito de Goiás, confira nossa seção, que apresenta artigos sobre os aspectos físicos, econômicos e populacionais do estado localizado na porção central do Brasil.
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Sergipe


Bandeira de Sergipe
Significado da bandeira: as cores representam a integração do estado ao Brasil. As cinco estrelas brancas simbolizam os principais rios de Sergipe: São Francisco, Vaza-Barris, Sergipe, Cotinguiba e Poxim.
Com extensão territorial de aproximadamente 21,9 mil quilômetros quadrados, Sergipe é o menor estado brasileiro. Essa unidade federativa integra a Região Nordeste, e limita-se ao norte com Alagoas; e a oeste e ao sul com a Bahia; além de ser banhado a leste pelo Oceano Atlântico.
Conforme dados divulgados em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população estadual é de 2.068.031 habitantes, sendo a densidade demográfica de 94,3 habitantes por quilômetro quadrado. São 75 municípios em Sergipe, cuja capital é a cidade de Aracaju.

Localização de Sergipe no mapa do Brasil
O clima varia conforme a localidade: tropical atlântico no litoral e semiárido no interior. A caatinga é o bioma predominante, mas também há áreas de floresta tropical e mangues. O relevo é caracterizado por depressão e planície litorânea. A hidrografia, como já dito, é composta pelos rios São Francisco, Vaza-Barris, Jarapatuba, Real, Sergipe, Cotinguiba, Poxim, entre outros.
Na economia, Sergipe teve a cana-de-açúcar como principal produto durante décadas. No entanto, a partir da década de 1990, houve um considerável processo de industrialização. A indústria atua na produção de alimentos, couro, petroquímico, mobiliário, etc. A agricultura baseia-se nos cultivos de mandioca, milho, feijão e cana-de-açúcar. O turismo também é uma importante fonte de capitação de recursos financeiros.
Com relação aos aspectos sociais, o estado apresenta uma alta taxa de mortalidade infantil – 31,4 óbitos a cada mil nascidos vivos. Outro problema é o analfabetismo, que atinge 16,3% dos habitantes.
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Espiríto santo


Bandeira do Espírito Santo
Significado da bandeira: as cores são uma referência a Nossa Senhora da Vitória. O azul representa a harmonia e suavidade; o branco, a paz; o rosa é a alegria e felicidade. No centro da bandeira, na faixa branca, está escrito “TRABALHA E CONFIA”. Essa inscrição foi retirada de uma frase de Santo Inácio de Loyola.
O Espírito Santo é uma das unidades federativas do Brasil que compõem a Região Sudeste. Seu território, cuja extensão é de 46.098,571 quilômetros quadrados, é banhado a leste pelo Oceano Atlântico e limita-se ao norte com a Bahia, a oeste com Minas Gerais e ao sul com o Rio de Janeiro.
Com clima tropical úmido, a temperatura média anual é de 23 °C. Predominam as vegetações litorâneas e a floresta tropical; o relevo é marcado por serras (no interior) e por uma extensa faixa de planície, correspondendo a 40% do território estadual. A rede hidrográfica é composta pelos rios Doce, Itabapoana, Itapemirim, Itaúnas, Jucu, Mucurí e São Mateus.
De acordo com o Censo Demográfico realizado em 2010, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Espírito Santo possui 3.512.672 habitantes, sendo a densidade demográfica de 76 hab./km². A maioria dos capixabas reside em áreas urbanas: 83,4%. Das 78 cidades, Vitória, capital estadual, é a quarta mais populosa, atrás de Vila Velha, Serra e Cariacica.

Localização do Espírito Santo no mapa do Brasil
A economia estadual tem no setor de serviços a principal fonte de capitação de recursos financeiros. Vitória abriga dois importantes portos: Tubarão e Vitória, sendo esse último um dos mais movimentados do país. Outro grande destaque é a produção de petróleo – Espírito Santo é o segundo maior produtor nacional de petróleo. Também possui reservas de gás natural, ferro, aço e granito.
O Espírito Santo detém o sexto lugar no ranking nacional de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). A taxa de mortalidade infantil é de 18,3 para cada mil nascidos vivos, estando abaixo da média brasileira, que é de 23,3. O analfabetismo atinge apenas 8,8% dos habitantes. Porém, o estado está entre os mais violentos do Brasil: a taxa de homicídios dolosos, ou seja, com intenção de matar, é de 37,3 por 100 mil habitantes. Somente o Rio de Janeiro possui números piores (39 por 100 mil habitantes).
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Problemas do Pantanal


Pantanal
O Pantanal se estende pelos os estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e abrange áreas da Bolívia e Paraguai, chega a 220 mil km2.

Sua fauna é considerada a mais rica de todo o continente americano, fato comprovado pela ONU. Mas, infelizmente, nos últimos anos a fauna do Pantanal tem sido destruída. Com a grande exploração de pele e penas de animas, essas espécies estão desaparecendo rapidamente.

Outro ponto que contribui com essa causa é a poluição dos rios, causada pelas indústrias e garimpeiros. Também o processo de construção de rodovias que resulta no desmatamento das margens.

Um dos grandes fatores dos problemas ambientais do Pantanal é a construção da hidrovia Paraguai-Paraná, para a navegação de barco de carga. Com isso, possibilitará o empobrecimento da biodiversidade do Pantanal e atingirá as populações que habitam na região, pois, a grande maioria depende da pesca.

Impactos sobre o ecossistema Pantanal:

- Pecuária extensiva – Emulação com a fauna nativa.

- Pesca predatória e caça ao jacaré – redução das reservas pesqueiras e possibilidade de extinção de algumas espécies de animais.

- Garimpo de ouro e pedras preciosas – Processo de erosão, contaminação dos rios.

- Turismo e migração desordenada e predatória – Fogos na região, causando a morte das aves.

- Aproveitamento dos cerrados - A má administração das lavouras causa grandes erosões no solo e a utilização de biocidas e fertilizantes contamina os rios.

- Plantio de cana-de-açúcar - Provoca dano à preservação ambiental, trazendo grandes perigos para a contaminação de rios.
Keilla Costa

Rio grande do Norte


Bandeira do Rio Grande do Norte
Significado da bandeira: a flora do estado está representada no brasão, que é composto pelo coqueiro, carnaubeira, cana-de-açúcar e algodão. O mar com a jangada simboliza a importância da pesca e da extração de sal.
Localizado na Região Nordeste do país, o Rio Grande do Norte ocupa uma área de 52.810,699 quilômetros quadrados. Seu território, banhado pelo Oceano Atlântico, faz fronteiras com apenas dois estados: Ceará (a oeste) e Paraíba (ao sul).
O relevo do estado é caracterizado por depressão na maior parte, planície litorânea e planaltos na porção sul. O clima varia conforme a região – tropical no litoral e a oeste, e semiárido no centro. A vegetação é marcada por mangues, floresta tropical e caatinga. A rede hidrográfica é composta pelos rios Apodi, Curimataú, Jacu, Piranhas, Potengi, Seridó, Trairi.

Localização do Rio Grande do Norte no mapa do Brasil

Conforme dados do Censo Demográfico de 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Rio Grande do Norte é habitado por 3.168.133 pessoas, sendo a densidade demográfica de aproximadamente 60 habitantes por quilômetro quadrado. O estado possui 167 municípios; e a capital é a cidade de Natal.
A economia estadual tem como destaques o turismo, o comércio, a agropecuária, a indústria têxtil e a agroindústria. O Rio Grande do Norte é produtor de mandioca, cana-de-açúcar, algodão, arroz, feijão, milho, frutas, etc. O setor industrial está se diversificando e, atualmente, os principais segmentos são o têxtil, automobilístico e a agroindústria. A extração de petróleo e gás natural também é importante.
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Pernambuco

Pernambuco


Bandeira de Pernambuco
Significado da bandeira: a cor azul representa o céu de Pernambuco; o branco, a paz. A cruz vermelha simboliza a fé na justiça e no entendimento; a estrela, o estado; o arco-íris, a união de todos os cidadãos pernambucanos; e o sol, a força e a energia do estado.
Pernambuco é um estado brasileiro que integra a Região Nordeste do país. Sua área, banhada a leste pelo Oceano Atlântico, limita-se com Alagoas, Bahia, Piauí, Ceará e Paraíba. O arquipélago de Fernando de Noronha, situado no Atlântico, também é um território pernambucano.
O estado possui extensão territorial de 98.146,315 quilômetros quadrados, sendo o relevo caracterizado por planície litorânea, planalto e depressões. Os climas predominantes são o tropical atlântico e o semiárido; a vegetação é marcada por áreas de caatinga, mangues e floresta tropical. Os principais rios que compõem a rede hidrográfica são o Capibaribe, Ipojuca, Pajeú e São Francisco.

Localização de Pernambuco no mapa do Brasil
De acordo com dados divulgados em 2010, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Pernambuco, com 8.796.032 habitantes, é o segundo estado mais populoso do Nordeste, atrás somente da Bahia. Esse contingente populacional, cuja capital é recife, está distribuído em 185 municípios.
Na economia, Pernambuco tem no setor de serviços a principal fonte de receitas financeiras. As belezas naturais do estado e a excelente estrutura hoteleira atraem milhões de turistas anualmente. A agricultura baseia-se nos cultivos de cana-de-açúcar, mandioca, milho, feijão, frutas, etc. A indústria, por sua vez, está se diversificando, com destaque para os segmentos petroquímico, confecções e farmacêutico.
Apesar do constante desenvolvimento econômico, alguns problemas socioeconômicos não são solucionados. O estado detém uma das maiores taxas de mortalidade infantil do Brasil: 37,1 óbitos a cada mil nascidos vivos. O déficit nos serviços de saneamento ambiental também é preocupante.
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Bandeiras brasileiras

Bandeira da Ordem
de Cristo

(1332 - 1651)

A Ordem de Cristo patrocinou as grandes navegações portuguesas e exerceu grande influência nos dois primeiros séculos da vida brasileira. A cruz de Cristo estava pintada nas velas da frota de Pedro Alvares Cabral. Os marcos traziam de um lado o escudo português e do outro a Cruz de Cristo. Esta bandeira foi usada de 1332 até 1651.
Era a bandeira de Portugal na época do descobrimento do Brasil. Em 1495, o rei dom Manuel decidiu sobrepor a Cruz de Cristo ao brasão real. As bandeiras dos reis eram sempre as oficiais do reino.
Bandeira Real
(1500 - 1521)

Bandeira de dom João 3
(1521 - 1616)

A bandeira desse rei, chamado de "Colonizador", tomou parte nas expedições exploradoras e colonizadoras, na instituição do Governo Geral na Bahia em 1549 e na posterior divisão do Brasil em dois governos, com a outra sede no Maranhão.
Dom João 3o morreu sem deixar herdeiros diretos. O próximo na linha de sucessão era Felipe 2o da Espanha, que criou em 1616 esta bandeira, para Portugal e suas colônias. Era a bandeira a época das invasões holandesas no Nordeste e ao início da expansão bandeirante, propiciada, em parte, pela "União Ibérica".
Bandeira do Domínio Espanhol
(1616 - 1640)

Bandeira da Restauração
(1640 - 1683)

Também conhecida como bandeira de dom João 4o; foi instituída, logo após o fim do domínio espanhol. O fato mais importante que presidiu foi a expulsão dos holandeses do Brasil. A orla azul alia à idéia de pátria o culto de Nossa Senhora da Conceição, que passou a ser a padroeira de Portugal, no ano de 1646.
Primeira bandeira criada para o Brasil. Dom João 4o conferiu a seu filho Teodósio o título de "Príncipe do Brasil" e elevou a antiga colônia à condição de principado. O Brasil recebeu um emblema exclusivo, concedido pelo soberano: a esfera armilar de ouro passou a ser representada nas bandeiras de nosso país.
Bandeira do Principado
do Brasil

(1645 - 1816)

Bandeira de dom Pedro 2o, de Portugal
(1683 - 1706)
Esta bandeira presenciou o apogeu da epopéia bandeirante, que tanto contribuiu para nossa expansão territorial. É interessante atentar para a inclusão do campo em verde (retângulo), que voltaria a surgir na bandeira imperial e foi conservado na bandeira atual, adotada pela República.
Em 1600 Portugal ganha sua primeira bandeira oficial – até então a bandeira oficial do reino era a do rei. Esta bandeira foi usada como símbolo oficial do Reino ao lado das três bandeiras já citadas: a bandeira da restauração, a do Principado do Brasil e a bandeira de dom Pedro 2o, de Portugal.
Bandeira Real Século 17
(1600 - 1700)
Bandeira do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve
(1816-1821)
Criada em conseqüência da elevação do Brasil à categoria de Reino, em 1815, presidiu as lutas contra Artigas, a incorporação da Cisplatina, a Revolução Pernambucana de 1817 e, principalmente, a conscientização de nossas lideranças quanto à necessidade e à urgência de nossa emancipação política.
A Revolução do Porto, de 1820, fez prevalecer em Portugal os ideais liberais da Revolução Francesa, abolindo a monarquia absoluta e instituindo o regime constitucional, cujo pavilhão foi criado em 21 de agosto de 1821. Foi a última bandeira Lusa a tremular no Brasil.
Bandeira do Regime Constitucional
(1821- 1822)
Bandeira Imperial
do Brasil

(1822 - 1889)
Criada por Decreto de 18 de setembro de 1822 e desenhada por Jean-Baptiste Debret era composta de um retângulo verde e um losango ouro, escolhidas por dom Pedro 1o, os ramos de café e tabaco indicados no decreto como "emblemas de sua riqueza comercial, representados na sua própria cor, e ligados na parte inferior pelo laço da nação". As 19 estrelas de prata correspondem às 19 províncias que o país tinha na época. Menos de quatro meses depois a coroa real que se sobrepunha ao brasão foi substituída por uma coroa imperial "a fim de corresponder ao grau sublime e glorioso em que se acha constituído esse rico e vasto continente", afirmava o decreto de 1º de dezembro de 1822.
Esta bandeira foi hasteada na redação do jornal "A Cidade do Rio", após a proclamação da República, e no navio "Alagoas", que conduziu a família imperial ao exílio.Tinha 21 estrelas de prata e era uma variante da bandeira do Clube Republicano Lopes Trovão. Uma versão local da bandeira norte-americana. Bandeira provisória da República
(15 a 19 Nov 1889)
A bandeira brasileira,
criada em 19 de novembro de 1889.

Projetada por Raimundo Teixeira Mendes, presidente do Apostolado Positivista do Brasil, e Miguel Lemos, com desenho de Décio Vilares, nossa bandeira foi inspirada no pavilhão do Império. No lugar da coroa imperial, a esfera azul-celeste e a divisa positivista "Ordem e Progresso". Dentro da esfera está representado o céu do Rio de Janeiro, com a constelação do Cruzeiro do Sul, às 8h30 do dia 15 de novembro de 1889. Em 1992, uma lei alterou a bandeira para permitir que todos os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal fossem representados por estrelas.
Fonte: Academia Militar das Agulhas Negras
Arte: Lydia M.A.Olivier

Alemanha - da divisão à reunificação

Do ano zero às duas Alemanhas – 1945 – 1949
Os alemães precisaram de quatro anos para sair do pesadelo em que a derrota nazista os mergulhara. Vencidos, ocupados por potências estrangeiras, divididos, exauridos, condenados pela Historia e pelos sobreviventes do genocídio, seu destino dependia da vontade dos Aliados. As divergências que minaram a aliança antinazista e desembocaram na guerra fira contituiram excelente oportunidade para os alemães, tanto no Oeste quanto no Leste, reivindicassem o direito a um papel ativo no novo jogo internacional.
O ano zero
Nos dias 7 e 8 de maio de 1945, quando os chefes de Estado Maior aliados e alemães, assinaram o documento de capitulação, o regime nazista, já desmoronara. Adolfo Hitler, com a ocupação de Berlim pelos soviéticos suicidou-se em 30 de Abril.
As grandes cidades industriais estavam destruídas, os portos impraticáveis e as grandes fabricas, fora de operação. A população estava aterrorizada, milhões de homens longe de casa, mulheres e crianças fugiam do avanço soviético. As perdas humanas chegaram a 8% da população. Os lideres nazistas desapareciam na enorme massa de prisioneiros de guerra ou tentavam fugir, através da Espanha e Portugal, para a América do Sul. Por esse motivo 1945 é o ano Zero, quando começaram a reconstruir dos escombros a vida nacional.
Quatro zonas de ocupação
A capitulação incondicional de 1945 implicou o desarmamento e a dissolução de todas as Forças Armadas, a SS e a policia. Nas conferencias de Teerã 1943, e de Ialta 1945, ficou estabelecido por EUA, URSS, Reino Unido, a divisão alemã, para enfraquece-la territorialmente, ocupa-la, impor-lhe indenizações de guerra e impedi-la de voltar a ser uma potência econômica.
Na conferencia de Potsdam, julho e agosto de 1945, Truman, Churchill e Stalin decidiram tirar da Alemanha os territórios a leste dos rios Oder e Neisse, anexados por URSS e Polônia. A superfície alemã, ficou ¼ do que era em 1937.
As três grandes potências determinaram que a autoridade suprema seria exercida em três, depois quatro zonas de ocupação – A França seria admitida na partilha graças aos esforços do general De Gaulle-. Berlim também seria divida em quatro setores de ocupação.
Modos divergentes de ocupação
Os aliados em sua zona de ocupação se lançaram a tarefa de restabelecer a democracia.
Em sua área, os soviéticos criaram o Bloco de Partidos Antifascistas. Este foi colocados sob a direção dos comunistas alemães , que estavam refugiados na URSS e retornaram a Alemanha com o exercito vermelho.
A criação da Bizone
No decorre de 1946, as autoridades políticas alemãs nomeadas pelos Aliados ocidentais deram lugar a governantes eleitos. Na realidade, os EUA esforçavam-se por fazer com que os alemães aceitassem a divisão do país. As zonas americanas e britânicas fundiram-se numa nova entidade, a Bizone. Esse território voltou a ter administração alemã, liderados por Konrad Adeanuer. Começavam os preparativos para a convocação de uma Assembléia Constituinte.
Para impedir a adoção dessas medidas que resultariam no surgimento de um Estado alemão separado, a partir de 23 e 24 de junho de 1948 os soviéticos organizaram um bloqueio da antiga capital. Os acessos rodoviários e ferroviários foram fechados ate maio de 1949. Para suprir a cidade de alimentos e outros artigos básicos, os americanos e britânicos montaram uma ponte aérea de quase duzentos mil vôos.
Começa a nascer a Alemanha Ocidental – RFA
A questão das indenizações de guerra também constituía um ponto de discórdia entre ocidentais e soviéticos. Os soviéticos alem de praticarem a política de terra arrasada em seu setor, exigiam ser indenizados com os equipamentos das industrias situadas nas regiões mais ricas da Alemanha.
Americanos e britânicos perceberam que este desmantelamento transformariam as zonas de ocupação em desertos industriais e os obrigariam a gastar enormes quantias para sustentar o país. Dessa forma se declaram prontos devolver responsabilidades econômicas aos alemães, para que estes assumissem seu próprio destino. Apesar de algumas reservas e apreensão foi permitida o estabelecimento de uma economia social de mercado alemã, e a criação de uma zona econômica com uma nova moeda, o marco alemão –Deutschmark. Essa reforma monetária de 1948 pode ser considerada a etapa mais importante para a criação de um e depois de dois Estados alemães. De fato, com ela o Ocidente confirmou a divisão da nação alemã. Nesse contexto de guerra fria, só restou aos soviéticos responder com medidas que tiveram por conseqüência a criação do segundo Estado alemão.
Surge a Alemanha Oriental - RDA
Desde cedo os soviéticos encorajaram a formação de um bloco antifascista na Alemanha Oriental. Três anos mais tarde o bloco transformou-se na Frente Nacional que constitui-se na espinha dorsal do novo Estado, criado a 7 de outubro de 1949. Constituía-se também de organiçoes de massa, sobretudo a federação sindical, o movimento feminino e o juvenil. A frente desenvolveu um programa antifascista e democrático, comandado por Walter Ulbricht, que voltou a Alemanha (zona soviética) em 1945. Tal estratégia subordinava inteiramente aos desejos e necessidades do ocupante soviético. Porem, para responder ao Plano Marshall e a garantia de um poder sem contestação sobre as nova nações socialistas , já que o dirigente iugoslavo Tito traçava uma política interna e externa independente de Moscou, o partido comunista adotou a ideologia marxista-lenista endurecendo seu controle sobre as nações sob seu domínio.
Duas Alemanha em busca de reconhecimento 1949-1972
Uma vez constituídas, as duas Alemanhas se engajaram por completo na área de influencia de seus respectivos protetores. A guerra fria eliminou rapidamente qualquer esperança de reunificação alemã. Em 1961, a construção de um muro que isolava Berlim Oriental pareceu selar a divisão definitiva da Alemanha em dois Estados distintos. A RDA E A RFA tentaram ser reconhecidas pela comunidade internacional, também profundamente dividida.
RFA-RDA: historia de uma separação – 1949-1955
Tanto no leste quanto no oeste, nenhum político alemão admitiu que a divisão de seu povo fosse permanente. A Alemanha Ocidental afirmava representar todo o povo alemão e decidiu atribuir-se o privilegio de representar a continuidade de Estado alemão. Na disputa áspera e sem concessões que opôs a RFA e a RDA, foi a Alemanha Ocidental a que obteve mais depressa os resultados visíveis.
A opção ocidental e européia de Adenauer
Entre 1951 e 1955, o chanceler Adenauer ocupando também a função de ministro do Exterior objetivou sua política externa em fazer da novíssima RFA uma potência de âmbito internacional. Assim, adotou uma política de alinhamento com as condições impostas pelos aliados e não uma política de oposição buscando o alinhamento com a política dos Estados Unidos ou o estabelecimento de um eixo franco-alemao, em torno do qual se inscreveria a unidade européia em 1958-1963.
A RFA aprovava as grandes decisões ocidentais, mas para ela era ponto de honra que essas decisões levassem em conta um ponto de vista simultaneamente alemão e europeu. Isso constituía uma oportunidade de afirmar sua soberania e ser considerada uma entidade política igual a seus parceiros. Dessa forma foi aceita em 1954 na OTAN.
O Leste limita-se a reagir
No Leste, a situação se apresentava de maneira totalmente diversa. Os dirigentes comunistas alemães não tentaram obter autonomia em relação aos soviéticos. Alem disso, todas as medidas que provocaram a mudança do estatuto jurídico da zona de ocupação soviética foram apenas respostas a decisões ocidentais: a RDA foi fundada alguns meses depois da RFA, a Alemanha Oriental se integrou na aliança militar do Pacto de Varsóvia após a adesão da Alemanha Ocidental a OTAN. Essas decisões sempre se fizeram acompanhar de declarações que denunciavam a política revanchista dos alemaes-ocidentais.
Às medidas políticas se juntavam aquelas destinadas a dar credibilidade à idéia de que a Alemanha Oriental, pacifica por natureza, era forçada a se transformar numa fortaleza para proteger-se do expansionismo das forças capitalista que a assediavam. Assim em 1952, uma zona proibida de cinco quilômetros de largura ao longo de toda a fronteira do oeste foi criada.
A Alemanha Ocidental alcança a soberania
Diante de uma garantia , a da integração da RFA na Comunidade Européia de Defesa (CED) que deveria agrupar também a França, Itália, Holanda, Bélgica e Luxemburgo, a Alemanha Ocidental consegue sua soberania. Os únicos limites impostos eram a permanência de tropas estrangeiras no país, a continuação da divisão de Berlim em quatro zonas e a impossibilidade de concluir tratado de paz. Essa medida, considerada unilateral pelas autoridades soviéticas, fez com que a Alemanha Oriental imediatamente fechasse as fronteiras entre as duas zonas.
Contrariando os objetivos soviéticos, que queriam uma Alemanha desmilitarizada e neutralizada no centro da Europa, Adenauer consegue o rearmamento da Alemanha Ocidental integrando seu exercito na OTAN, em outubro de 1954. Acabava também o regime de ocupação, e os altos comissários foram substituídos por embaixadores. Os ocupantes de antes se transformaram em aliados que defenderiam a Alemanha Ocidental do perigo comunista.
Conseguido a soberania a RFA inicia um crescimento econômico ininterrupto, o Milagre Alemão. Esse se deu devido ao modelo econômico, onde existia total liberdade aos agentes econômicos na condução de seus negócios, a ajuda financeira do plano Marshall e a moderna legislação trabalhista sindical introduzida no país. Isso permitiu uma taxa de crescimento superior a 10% durante 10 anos.
A soberania Ampliada da RDA
Os soviéticos, por sua vez, concederam `soberania ampliada` aos alemães orientais, em marco de 1954. Um ano depois, em maio de 1955, a RDA se tornou membro pleno do Pacto de Varsóvia.
No entanto, para não ser considerada apenas uma das duas Alemanhas, a RFA pos então em pratica a chamada doutrina Hasllstein: todo reconhecimento diplomático da RDA por um Estado soberano implicaria a ruptura de relações diplomáticas com a RFA. A Alemanha Ocidental reinvidiacava o direito de representar unilateralmente a Alemanha. A doutrina seria aplica duas vezes: em 1957 contra a Iugoslávia e em 1963 contra Cuba.
Economicamente , o objetivo era levar a zona oriental a adotar os princípios de coletivizado que vigoravam na União Soviética: a intervenção do estado na economia mediante a planificação e a transformação do conceito propriedade e uma política de coletivizaçao dos diferentes ramos econômicos.
Ideologicamente, houve a imposição de uma identidade comum a população, que ao sair da guerra ainda não havia aderido aos ideais comunistas. Baseado no marxismo-leninismo, essa ideologia era veiculadas em todas as atividades sociais –escolas, universidades, clubes esportivos e associações culturais.
Dada a natureza do regime, em que a ideologia desempenhava um papel fundamental, resistências fizeram-se sentir nos meios políticos, científicos e culturais. Assumiram a forma de fuga constante de operários e outros profissionais – técnicos, administradores, médicos, professores – para a Alemanha Ocidental. O fechamento das fronteiras em 1961-62 com a construção do muro de Berlim, salvou o regime de um desmoronamento quase inevitável. Sem qualquer esperança de uma reunificação rápida, os alemães orientais aderiram a idéia de se tornaremos trabalhadores mais eficientes do mundo socialista, objetivo que alcançaram com relativa rapidez.
A caminho do reconhecimento mutuo
Ao longo de toda a sua historia, a Alemanha freqüentemente se voltou mais para o lestes do que para o oeste. Dessa forma a RFA rapidamente desenvolveu uma política independente para o leste conhecida como Ostpolitik. Ela resultou no estabelecimento de relações comerciais com diversos países do leste: Polônia, Romênia, Hungria em 1963 e Bulgária em 1964. Pouco a pouco, a doutrina Hallstein foi sendo abandonada, e a Alemanha Ocidental estabeleceu relações diplomáticas oficiais com a Romênia em 1965, Iugoslávia em 1966 e Tchecoslováquia em 1967. Por fim, em 1973 rejeitaram definitivamente o passado hitlerista, reconhecendo de modo oficial a nulidade dos acordos de Munique de 1938, que haviam levado a destruição do Estado tchecoslovaco.
Em 1970, uma troca de visitas de chefes de governo de RFA e da RDA simbolizou a aproximação entre os dois países. Em dezembro de 1972, com a assinatura de um tratado entre as duas Alemanhas, chegou-se ao fim de 23 anos de hostilidades. Os dois países garantiam imutabilidade de suas fronteiras e reconheciam a independência de ambos os Estados. Cada uma se comprometia a instalar no vizinho uma representação permanente. Assim os dois Estados alemães foram conjuntamente admitidos na ONU em 1973.
A partir de meados da década de 80, grandes empréstimos oriundos de bancos alemães ocidentais e numerosos acordos comerciais fizeram da Alemanha Oriental um membro associado – embora oculto – da comunidade econômica européia. Entretanto, o apoio econômico alemao-ocidental não foi acompanhado de um controle orçamentário, que deveria ter limitado os gastos dos setores improdutivos da Alemanha Oriental. Tal qual em todos os países do bloco socialista o aparelho produtivo não foi modernizado, e a passagem para a Era da automação industrial se fez de forma bastante inadequada. Era uma situação ainda mais embaraçosa porque, anos após ano, a Alemanha Oriental afirmava-se ser o país mais avançado do Leste europeu no que referia a industrialização e ao domínio da tecnologia moderna.
O ano 1 da nova Alemanha
Em 1989, alguns meses de manifestações populares conseguiram o que quarenta anos de intermináveis negociações internacionais não tinha alcançado: a reunificação da Alemanha.
Enquanto na União Soviética e nos outro países comunista a abertura política e as reformas da perestroika avançavam, na Alemanha Oriental o governo criticava violentamente essa abertura. Mais uma vez, foi abandonando o país que os alemães – orientais mostraram seu repudio ao socialismo.
O desmoronamento de um regime
No fim de 1988, os ventos de liberdade e democracia já haviam abalado os regimes comunistas da Polônia e da Tchecoslovaquia. Em eleições livres e limpas os partidos comunistas foram varridos desses países. Essa abertura política foi muito mal recebida pelos dirigentes da RDA que não estavam dispostos a aceita-la na Alemanha Oriental. Mas a grande maioria da população não pensava assim e fugiram do país quando em agosto de 1989, a Hungria abriu suas fronteiras com a Áustria. Uma onda de emigração apanhou o governo de surpresa: enormes filas de carros atravessaram a Tchecoslovaquia, a Hungria e depois a Áustria, para chegara a Alemanha Ocidental.
A revolução pacifica
A partir de setembro, quando o grosso dessa evasão já acabara, os habitantes da Alemanha Oriental se mobilizam em grandes manifestações, exigindo que a RDA seguisse o exemplo dos outro países da Europa oriental e concedesse liberdade e democracia com o lema `O povo somos nós. As tentativas de conter as manifestações por meio de repressões violentas e intimidações fracassaram e Honecker, no poder desde 1971 é destituido.
Cai o muro de Berlim
A 9 de novembro de 1989, convencidos de que não havia outra saída o Partido Comunista ordenou que se abrisse a fronteira berlinense e se derrubassem o muro. Na euforia do momento, em tres dias cerca de 3 milhões de alemães orientais foram a Berlim Ocidental. Como presente de boas vindas, o governo da Alemanha Ocidental ofereceu a cada visitante dezenas de marcos. Dali a menos de um ano, viria a reunificação.
O Partido Comunista ainda tentou dominar a situação organizando eleições livres. Elas foram marcadas para a segunda metade de março e teriam a participação dos dois grandes partidos da Alemanha Ocidental.
Porém para evitar que a RDA reformada sobrevivesse e que uma confederação de dois Estados alemães se concretizassem, Helmut Kohl, chanceler da RFA, acelerou o processo de reunificação. Se declarou a favor da rápida abertura de negociações entre as duas Alemanhas, da unificação monetária, qualificando como dramática a situação econômica da Alemanha Oriental propondo que o Deustschmark se tornasse a moeda comum de reunificação. Mas, se recusou a conceder ajuda econômica se nas eleições de março, a RDA voltasse a ser governada por comunistas. Porem, estas deram vitoria arrasadora aos democratas cristãos em todas as regiões da RDA.
Novamente um só país
Com a união monetária e econômica entre as duas Alemanhas e a entrada da antiga RDA na OTAN – por meio da incorporação do país `a Alemanha Ocidental a União Soviética cedeu aos apelos da Alemanha Ocidental aceitando retirar suas tropas da antiga Alemanha Oriental, após 45 anos de ocupação. Ficou acertado que as forcas militares soviéticas se retirariam dali ate 1994. Os custos dessa retirada seriam bancados pela Alemanha Ocidental.
Em setembro de 1990, em Moscou, a Alemanha Ocidental assinou com os Estados Unidos, a União Soviética, o Reino Unido e a França um tratado que punha fim à tutela dessa potências sobre a Alemanha, a qual voltava a ser plenamente soberana.
A reunificação entrou em vigor a 3 de outubro de 1990, com a transformação da antiga RDA em cinco Lânder da Alemanha Ocidental.
Emancipada, a Alemanha, antes uma gigante econômica e anão político, passou a se afirmar não apenas como a terceira potência econômica mundial, mas também como a mais rica e populosa nação da nova União Européia, formada a partir do Tratado de Maastricht, que entrou em vigor em novembro de 1993.
Autoria: Odair Rodrigues