A posição normal dos pronomes átonos é depois do verbo (ênclise).
Isso acontece:
a) quando o verbo abrir o período.
Exemplos:
Ordeno-lhe que saía imediatamente.
Levantei-me assim que você saiu.
b) quando o sujeito - substantivo ou pronome (que não seja de significação negativa) - vier imediatamente antes do verbo, tanto nas orações afirmativas como nas interrogativas.
Exemplos:
O aluno queixava-se do calor.
João convidou-o para sair.
Desde então, ele afastou-se da nossa casa.
Os dois amavam-se desde a infância?
Próclise
A próclise é obrigatória:
a) nas orações negativas (não, nem, nunca, ninguém, nenhum, nada, jamais etc.), desde que não haja pausa entre o verbo e as palavras de negação.
Exemplos:
Ninguém me recuse este favor.
Ninguém o castigou.
Nunca se notou a ausência dele.
Não faz a felicidade dos outros, nem se sente feliz ele mesmo.
b) nas orações exclamativas, começadas por palavras exclamativas, bem como nas orações optativas.
Exemplos:
Como te iludes!
Quanto nos custa dizer a verdade!
Os céus te favoreçam!
Deus o abençoe, meu filho!
Raios o partam!
c) nas orações interrogativas, começadas por palavras interrogativas.
Exemplos:
Por que te afliges tanto?
Quem o obrigou a sair?
d) nas orações subordinadas.
Exemplos:
Quando o recebo em minha casa, fico feliz.
Há pessoas que nos querem bem.
É justo que o ampares.
e) com advérbios e pronomes indefinidos, sem que haja pausa.
Exemplos:
Aqui se aprende a defender a Pátria.
Tudo se fez como você recomendou.
Observação:
Se houver pausa depois do advérbio, prevalecerá a ênclise:
Depois, encaminhei-me para ele.
Com verbos no gerúndio, a regra geral é ainda a ênclise:
Cumprimentou os presentes, retirando-se mudo como entrara.
Porém haverá próclise se o gerúndio vier precedido de:
preposição EM;
advérbio que o modifique diretamente, sem pausa.
Exemplos:
Em se tratando de minorar o sofrimento alheio, podemos contar com a sua colaboração.
Não nos provando essa grave denúncia, a testemunha será processada.
Mesóclise
Ocorrerá mesóclise com futuro do presente e futuro do pretérito, se não houver fator de próclise.
Exemplos:
Far-te-ei o prometido.
Dir-lhe-ia, se viesse.
Colocação dos pronomes átonos nos tempos compostos
Nos tempos compostos, os pronomes átonos ficam junto do verbo auxiliar e nunca do particípio, podendo ocorrer próclise, ênclise ou mesóclise.
Exemplos:
Os alunos tinham-se levantado. (ênclise ao auxiliar)
Nunca a tínhamos encontrado. (próclise ao auxiliar)
Ter-lhe-ia sido nociva alguma de minhas prescrições? (mesóclise ao auxiliar)
Colocação dos pronomes átonos nas locuções verbais
a) Verbo auxiliar + infinitivo
NÃO HAVENDO FATOR DE PRÓCLISE:
Devo dizer-lhe a verdade. (ênclise ao infinitivo)
Devo-lhe dizer a verdade. (ênclise ao auxiliar)
HAVENDO FATOR DE PRÓCLISE:
Não me devo calar. (próclise ao auxiliar)
Não devo calar-me. (ênclise ao infinitivo)
b) Verbo auxiliar + preposição + infinitivo
NÃO HAVENDO FATOR DE PRÓCLISE:
Deixou de contratá-la. (ênclise ao infinitivo)
Deixou de a contratar. (próclise ao infinitivo)
HAVENDO FATOR DE PRÓCLISE:
Não a deixou de contratar. (próclise ao auxiliar)
Não deixou de contratá-la. (próclise ao infinitivo)
c) Verbo + auxiliar + gerúndio
NÃO HAVENDO FATOR DE PRÓCLISE:
Vou-me arrastando.
Vou arrastando-me.
HAVENDO FATOR DE PRÓCLISE:
Não o estou criticando.
Observação:
Na literatura já aparece o pronome átono proclítico ao verbo principal, pois isso ocorre na linguagem falada do Brasil.
"Você está me machucando."
(Fernando Sabino)
"Mas aos poucos foi se adaptando."
(Vivaldo Coaracy)
Autoria: Fernando Sérgio Zucoloto
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sábado, 30 de novembro de 2019
Análise Sintática
Conceitos essenciais
Em uma análise sintática podemos ter:
1- Frase
É a reunião de palavras que expressam uma idéia completa, constitui o elemento fundamental da linguagem, não precisam necessariamente conterem verbos.
Ex.:"Final de ano, início de tormento". ( Revista Nova Escola, 11/00)
2- Oração
É idéia que se organiza em torno de um verbo.
Ex.: "Tudo começa com o pagamento da dívida." ( Revista Vida Pessoal, 12/99, p.07)
O verbo pode estar elíptico (não aparece, mas existe)
Ex.: "O Jeca-Tatu de Monteiro Lobato fez tanto sucesso quanto (fizeram) os Fradinhos que Henfil lançou nas páginas do Pasquim." ( Revista Época, 24.05.99, p.06 )
3- Período
É o conjunto de orações. Ele pode ser constituído por uma ou mais orações.
O período pode ser:
simples- constituído por apenas uma oração
Ex.: "Macunaíma é o herói com muita preguiça e sem nenhum caráter". (Época, 24.05.99, p.7)
Composto- constituído por mais de uma oração.
Ex.: "Nós não podemos fingir /que as crianças não têm inconsciente".
(Nova Escola, 11/00)
Autoria: Judson Nascimento Rios
Em uma análise sintática podemos ter:
1- Frase
É a reunião de palavras que expressam uma idéia completa, constitui o elemento fundamental da linguagem, não precisam necessariamente conterem verbos.
Ex.:"Final de ano, início de tormento". ( Revista Nova Escola, 11/00)
2- Oração
É idéia que se organiza em torno de um verbo.
Ex.: "Tudo começa com o pagamento da dívida." ( Revista Vida Pessoal, 12/99, p.07)
O verbo pode estar elíptico (não aparece, mas existe)
Ex.: "O Jeca-Tatu de Monteiro Lobato fez tanto sucesso quanto (fizeram) os Fradinhos que Henfil lançou nas páginas do Pasquim." ( Revista Época, 24.05.99, p.06 )
3- Período
É o conjunto de orações. Ele pode ser constituído por uma ou mais orações.
O período pode ser:
simples- constituído por apenas uma oração
Ex.: "Macunaíma é o herói com muita preguiça e sem nenhum caráter". (Época, 24.05.99, p.7)
Composto- constituído por mais de uma oração.
Ex.: "Nós não podemos fingir /que as crianças não têm inconsciente".
(Nova Escola, 11/00)
Autoria: Judson Nascimento Rios
sexta-feira, 29 de novembro de 2019
Síntese de Termos da Oração
Colégio Estadual Dinah Gonçalves
email
accbarroso@hotmail.com
Temos essenciais
Sujeito
É o termo da oração do qual se declara alguma coisa.
Exemplo: No céu, um sol claro anuncia o verão.
Características do Sujeito:
I. Pode ser identificado através da pergunta "quem é que"... (ou "que é que"...), feita antes do verbo da oração
Que(m) é que + verbo? __ Resposta=sujeito
II. É substituível por ele(s), ela(s)
III. O verbo concorda com o sujeito.
Classificação do sujeito:
I. Simples: tem um único núcleo.
Exemplo: O velho navio aproximava-se do cais.
II. Composto: tem dois ou mais núcleos
Exemplo: As ruas e as praças estão vazias.
III. Oculto, elíptico ou desinencial: o sujeito pode ser identificado pela desinência do verbo ou pelo contexto em que aparece.
Exemplo: Voltarás para casa (sujeito: tu)
IV. Indeterminado: Quando não é possível determinar o sujeito. Com verbos na 3ª pessoa do plural sem referência a elemento anterior.
Exemplo: Atualmente, espalham muitos boatos.
Com verbo na 3ª pessoa do singular + se (em orações que não admitem a voz passiva analítica)
Exemplo: Precisou-se de novos professores.
Orações sem sujeito:
I. Verbo haver significando existir, acontecer e indicando tempo passado.
Exemplos:
Aqui já houve grandes festas.
Amanhã faz dez anos que ele partiu.
II. Verbo ser indicando tempo, horas, datas e distâncias.
Exemplo: Agora são cinco e doze da tarde.
III. Verbos indicativos de fenômenos da natureza.
Exemplo: Ontem à tarde, ventou muito aqui.
Predicativo
É tudo que se diz do sujeito. (Retirando o sujeito, o que fica na oração é o Predicado.)
Predicado verbal:
Apresenta verbos sem ligação.
Apresenta predicativo (só do sujeito).
O núcleo é predicativo.
Exemplo: Eles estavam furiosos.
Predicado verbo-nominal:
Apresenta verbo significativo
Apresenta predicativo (do sujeito ou de objeto)
Dois núcleos: o verbo e o predicativo.
Exemplos:
Eles invadiram furiosos a loja.
Todos consideram ruim o filme.
Verbo significativo
Expressa uma ação, ou um acontecimento.
Exemplo:
"O sol nasce pra todos, todo dia de manhã..." (Humbeto Gessinger)
"Enquanto a vida vai e vem, você procura achar alguém.." (Renato Russo)
Temos relacionados ao verbo
I. Objeto direto:
a) Funciona como destinatário/receptor do processo verbal.
b) Completa o sentido do verbo transitivo direto
c) Pode ser trocado por o, as, os, as.
d) A oração admite voz passiva.
Exemplo: Muitas pessoas viram o acidente
II. Objeto indireto:
a) Funciona como destinatário/receptor do processo verbal.
b) Completa o sentido do verbo transitivo direto.
c) Apresenta-se sempre com preposição
d) A oração não admite voz passiva.
Exemplo: Todos discordam de você.
III. Agente da passiva:
a) Pratica a ação verbal na voz passiva.
b) Corresponde ao sujeito da voz ativa.
c) Iniciado por preposição: por, pelo ou de.
Exemplo: O deputado foi vaiado pelos sem terra.
IV. Adjunto adverbial:
a) Acrescenta ao verbo cirscunstâncias de tempo, lugar, modo, dúvida, causa, intensidade.
Termos Relacionados a nomes
I. Adjunto adnominal:
a) Determina, qualifica ou caracteriza o nome a que se refere.
b) Pode se referir a qualquer termo da oração (sujeito, objeto, etc.)
Exemplo: As três árvores pequenas secaram.
II. Predicativo:
a) Exprime uma característica/qualidade atribuída ao sujeito ou ao objeto.
b) Liga-se ao sujeito ou ao objeto através de verbo de ligação (claro ou subtendido)
Exemplo:
Toda a cidade estava silenciosa.
Elegeram José representante de turma.
III. Complemento nominal:
a) Completa o sentido de nomes (substantivos abstratos, advérbios) de sentido incompleto.
b) Sempre com repetição.
Exemplo: Ninguém ficou preocupado com ele.
IV. Aposto:
a) Detalha, caracteriza melhor, explica ou resume o nome a que se refere.
Exemplo: O Flamengo, time carioca, ganhou ontem.
V. Vocativo:
a) Usado para "chamar" o ser com quem se fala.
b) Na escrita, vem sempre isolado por vírgula(s)
Exemplo: Era a primeira vez, meu amigo, que eu a encontrava.
Principais diferenças entre complemento nominal e adjunto adnominal
O complemento nominal é sempre iniciado por uma preposição e o adjunto adnominal às vezes inicia-se por preposição. Por esse motivo, se houver dúvida, você pode usar os seguintes critérios diferenciadores:
Adjunto adnominal
Complemento nominal
I. Só se refere a substantivos (concretos e abstratos).
II. Quando o nome se refere, exprime uma ação; a adjunto adnominal é o agente dessa ação.
III. Pode em certas frases indicar posse.
I. Pode se referir a substantivos abstratos,adjetivos e a advérbio.
II. Quando o nome a que se refere exprime uma ação, o complemento nominal é o paciente (alvo) dessa ação.
III. Nunca indica posse.
Exemplos:
I. Ele comprou alguns livros de literatura
O termo destacado (de literatura) refere-se ao nome livros, que é um substantivo concreto. Observando o primeiro critério do quadro, conclui-se que de literatura só pode ser adjunto adnominal, uma vez que o complemento nominal só se refere a substantivos abstratos, nunca a concreto.
II. Seu amigo está descontente com nossa atitude.
Observe que com nossa atitude refere-se a descontente, que é um adjetivo. Portanto, o tempo com nossa amizade só pode ser complemento nominal, uma vez que o adjunto adnominal nunca se refere a adjetivo.
III. A ofensa do torcedor irritou o juiz.
Nesse exemplo, a ofensa, é uma ação e o torcedor é o agente da ação. Portanto pelo segundo critério do quadro, do torcedor é adjunto adnominal. Você poderia chegar a essa conclusão usando também o terceiro critério do quadro (do torcedor exprime posse).
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Verbo Pretérito
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Pretérito Imperfeito do Modo Indicativo
O tempo verbal do pretérito imperfeito do modo indicativo é utilizado para os seguintes fins:
- quando o locutor enuncia fatos ocorridos, transportado mentalmente para o momento da ocorrência, descrevendo os fatos da forma como iam prosseguindo;
Exemplo: Eu cantava em voz baixa, e fazia gestos, regendo uma sinfonia invisível.
- na enunciação de fatos dos quais não se tem certeza quanto às suas realizações futuras;
Exemplo: Queria que fosses feliz.
- na substituição do futuro do pretérito, ao exprimir a conseqüência inevitável de um fato condicionante;
Exemplo: Se o bonde não chegasse logo, logo me irritava.
- na enunciação em que se dá a idéia de prolongação de fatos ocorridos em direção ao momento presente da própria enunciação. Neste caso, exprime-se com maior evidência a característica principal do tempo no pretérito imperfeito do indicativo: a descrição de fatos passados não concluídos (“imperfeitos”).
Pretérito Imperfeito do Modo Subjuntivo
Os verbos no tempo do pretérito imperfeito do modo subjuntivo são empregados das seguintes maneiras:
-tendo valor de passado:
Exemplo: Mesmo que a saudade batesse a sua porta, permaneceria impassível.
-tendo valor de presente, constituindo condição para uma ação que poderia estar ocorrendo:
Exemplo: Se tivesses coragem, estaria lutando por seus ideais.
- tendo valor de futuro em relação a algum momento já passado:\
Exemplo: Naquele instante, era provável que o mundo ruísse.
Pretérito Mais-que-Perfeito do Modo Indicativo
Os verbos no tempo do pretérito mais-que-perfeito do modo indicativo são utilizados nas seguintes situações enunciativas:
- denotação de uma ação anterior a outra já passada;
Exemplo: Antes de falar de seus caminhos pela vida, disse-me que já fora marinheiro.
- substituição, de caráter estilístico, dos verbos no futuro do pretérito do modo indicativo e no pretérito imperfeito do modo subjuntivo (estilo denotativo de solenidade);
Exemplos: Ele menos a conhecera, mais a amara (com os verbos conhecera e amara substituindo, respectivamente, as formas conhecesse e amaria); Fez gestos magníficos, como se fora um rei (verbo no mais-que-perfeito do indicativo substituindo a forma no pretérito imperfeito do subjuntivo).
Pretérito Mais-que-Perfeito do Modo Subjuntivo
O tempo do pretérito mais-que-perfeito do modo subjuntivo constitui-se de forma composta, isto é, há a ocorrência de um verbo auxiliar no presente do subjuntivo e um verbo principal no particípio. Não há forma de conjugação simples de verbos no pretérito mais-que-perfeito do modo subjuntivo. Esta modalidade composta é empregada das seguintes maneiras:
-exprimem uma ação anterior que condiciona outra ação passada:
Exemplo: Se tivesse ouvido o que diz a experiência, não correria os riscos pelos quais passou.
-exprimem uma ação passada da qual se duvida, ou ainda uma ação passada hipotética ou irreal:
Exemplos: Achou que realmente tivesse acontecido aquilo. (...que realmente acontecera aquilo, no pretérito mais-que-perfeito do modo indicativo); Acreditaste que ele tivesse andado por aquelas paragens? (...que ele andara por aquelas paragens, no pretérito mais-que-perfeito do modo indicativo)
Pretérito Perfeito do Modo Indicativo
Os verbos no tempo do pretérito perfeito do modo indicativo são utilizados na seguinte situação enunciativa:
- declaração de fatos inteiramente concluídos, localizados no passado de maneira enfática;
Exemplo: Chegou em sua casa, foi ao seu quarto nos fundos da casa, deitou-se e dormiu.
Pretérito Perfeito do Modo Subjuntivo
O tempo do pretérito perfeito do modo subjuntivo constitui-se de forma composta, isto é, há a ocorrência de um verbo auxiliar no presente do subjuntivo e um verbo principal no particípio. Não há forma de conjugação simples de verbos no pretérito perfeito do modo subjuntivo. Esta modalidade composta é empregada nas seguintes formas:
-quando exprimem um fato supostamente concluído:
Exemplo: Talvez eu tenha me comportado muito mal.
-quando exprimem um fato a ser concluído no futuro em relação a outro fato futuro:
Exemplo: Talvez eu tenha terminado o trabalho quando o professor chegar.
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Vícios de Linguagem

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1. Barbarismo: Grifo ou pronúncia de uma palavra em desacordo com a norma culta.
“Gratuíto” (em vez de gratuito)
“Rítmo” (em vez de ritmo)
2. Solecismo: Desvio da norma em relação à sintaxe.
“Fazem dois anos que não nos vemos” (em vez de faz)
3. Ambiguidade ou Anfibologia: Deixar a frase com mais de um sentido.
“O menino viu o incêndio da escola”
4. Cacófato: Mau som produzido pela junção de palavras.
“Beijou na boca dela”.
“Eu vi ela”. (Eu viela?)
"Eu amo ela" (Eu a moela?)
“Não tenho pretensão acerca dela”.
(Não tenho pretensão a ser cadela?)
“Vou-me já porque já está pingando”.
(Vou mijar porque já está pingando?)
"Tenho culpa eu" (Tem c... pá eu?!)
5. Pleonasmo Vicioso: repetição desnecessária de palavras para expressar uma idéia.
“Subir pra cima”
“Entra pra dentro, menino!”
6. Neologismo: criação desnecessária de palavras novas.
“O ministro se considerava imexível”
7. Eco: Repetição de um som numa seqüência de palavras.
“A decisão da eleição não causou comoção na população.”
8. Arcaísmo: Utilização de palavras que já caíram em desuso.
“Vossa Mercê vai pescar”
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Introdução - Tema e Título
Antes de começarmos a estudar a introdução, teremos que nos ater a dois aspectos muito importantes: o tema e o título:
Tema: É o assunto sobre o qual se escreve, ou seja, a idéia que será defendida ao longo da dissertação. Deve-se ter o tema como um elemento abstrato. Nunca se refira a ele como parte da dissertação
Título: É uma expressão, geralmente curta e sem verbo, colocada antes da dissertação. Se não houver verbo no título, não se usa ponto final. Não se deve pular linha depois do título. A colocação de letras maiúsculas em todas as palavras, menos artigos, preposições e conjunções, é facultativa.
Apesar de o título ser importante para uma dissertação, julgo ser também perigoso, pois, como o estudante não está acostumado a dissertar, pode equivocar-se e dar um título que não corresponda ao âmago da redação. Portanto acredito que o ideal seria colocar título apenas quando o vestibular o exigir.
Introdução: A Introdução é a informação do assunto sobre o qual a dissertação tratará. O parágrafo introdutório é fundamental. precisa ser bem claro e chamar a atenção para os tópicos mais importantes do desenvolvimento.
Maneiras de se elaborar a introdução: O primeiro parágrafo da redação pode ser feito de diversas maneiras diferentes:
01) Trajetória histórica:
Traçar a trajetória histórica é apresentar uma analogia entre elementos do passado e do presente.
Já que uma analogia será apresentada, então os elementos devem ser similares; há de haver semelhança entre os argumentos apresentados, ou seja, só usaremos a trajetória histórica, quando houver um fato no passado que seja comparável, de alguma maneira, a outro no presente.
Quando apresentar a trajetória histórica na introdução, deve-se discutir, no desenvolvimento, cada elemento em um só parágrafo. Não misture elementos de épocas diferentes em um mesmo parágrafo. A trajetória histórica torna convincente a exemplificação; só se deve usar esse argumento, se houver conhecimento que legitime a fonte histórica.
02) Comparando social, geográfica ou historicamente.
Também é apresentar uma analogia entre elementos, porém sem buscar no passado a argumentação. É comparar dois países, dois fatos, duas personagens, enfim, comparar dois elementos, para comprovar o tema.
Lembre-se de que se trata da introdução, portanto a comparação apenas será apresentada para, no desenvolvimento, ser discutido cada elemento da comparação em um parágrafo.
03) Conceituando ou definindo uma idéia ou situação.
Em alguns temas de dissertação surgem palavras-chave de extrema importância para a argumentação. Nesses casos, pode-se iniciar a redação com a definição dessa palavra, com o significado dela, para, posteriormente, no desenvolvimento, trabalhar com exemplos de comprovação.
04) Contestando uma idéia ou citação, contradizendo, em partes.
Quando o tema apresenta uma idéia com a qual não se concorda inteiramente, pode-se trabalhar com este método: concordar com o tema, em partes, ou seja, argumentar que a idéia do tema é verdadeira, mas que existem controvérsias; discutir que o assunto do tema é polêmico, que há elementos que o comprovem, e elementos que discordem dele, igualmente.
Não se esqueça de que o desenvolvimento tem que ser condizente com a introdução, estar em harmonia com ela, ou seja, se trabalhar com esse método, o desenvolvimento deve conter as duas comprovações, cada uma em um parágrafo.
05) Refutando o tema, contradizendo totalmente.
Refutar significa rebater os argumentos; contestar as asserções; não concordar com algo; reprovar; ser contrário a algo; contrariar com provas; desmentir; negar. Portanto refutar o tema é escrever, na introdução, o contrário do que foi apresentado pelo tema. Deve-se tomar muito cuidado, pois não é só escrever o contrário, mas mostrar que se é contra o que está escrito. O ideal, nesse caso, é iniciar a introdução com Ao contrário do que se acredita...
Não se esqueça, novamente, de que o desenvolvimento tem que ser condizente com a introdução, estar em harmonia com ela, ou seja, se trabalhar com esse método, o desenvolvimento deve conter apenas elementos contrários ao tema. Cuidado para não cair em contradição. Se for, na introdução, favorável ao tema, apresente, no desenvolvimento, apenas elementos favoráveis a ele; se for contrário, apresente apenas elementos contrários.
06) Elaborando uma série de interrogações.
Pode-se iniciar a redação com uma série de perguntas. Porém, cuidado! Devem ser perguntas que levem a questionamentos e reflexões, e não perguntas vazias que levem a nada ou apenas a respostas genéricas.
As perguntas devem ser respondidas, no desenvolvimento, com argumentações coerentes e importantes, cada uma em um parágrafo. Portanto use esse método apenas quando já possuir as respostas, ou seja, escolha primeiramente os argumentos que serão utilizados no desenvolvimento e elabore perguntas sobre eles, para funcionar como introdução da dissertação.
07) Transformando a introdução em uma pergunta.
O mesmo que a anterior, mas com apenas uma pergunta.
08) Elaborando uma enumeração de informações.
Quando se tem certeza de que as informações são verídicas, podem-se usá-las na introdução e, depois, discuti-las, uma a uma, no desenvolvimento.
09) Caracterizando espaços ou aspectos.
Pode-se iniciar a introdução com uma descrição de lugares ou de épocas, ou ainda com uma narração de fatos. Deve ser uma curta descrição ou narração, somente para iniciar a redação de maneira interessante, curiosa. Não se empolgue!! Não transforme a dissertação em descrição, muito menos em narração.
10) Resumo do que será apresentado no desenvolvimento.
Uma das maneiras mais fáceis de se elaborar a introdução é apresentar o resumo do que se vai discutir no desenvolvimento. Nesse caso, é necessário planejar cuidadosamente a redação toda, antes de começá-la, pois, na introdução, serão apresentados os tópicos a serem discutidos no desenvolvimento. Deve-se tomar o cuidado para não se apresentarem muitos tópicos, senão a dissertação será somente expositiva e não argumentativa. Cada tópico apresentado na introdução deve ser discutido no desenvolvimento em um parágrafo inteiro. Não se devem misturá-los em um parágrafo só, nem utilizar dois ou mais parágrafos, para se discutir um mesmo assunto. O ideal é que sejam apresentados somente dois ou três temas para discussão.
11) Paráfrase.
A maneira mais fácil de se elaborar a introdução é valendo-se da paráfrase, que consiste em reescrever o tema, utilizando suas próprias palavras. Deve- se tomar o cuidado, para não apenas se substituírem as palavras do tema por sinônimos, pois isso será demonstração de falta de criatividade; o melhor é reestruturar totalmente o tema, realmente utilizando "SUAS" palavras.
Observe o que traz o Michaelis - Moderno Dicionário da Língua Portuguesa, quanto à definição da palavra paráfrase: Explicação ou tradução mais desenvolvida de um texto por meio de palavras diferentes das nele empregadas. Portanto sua frase deve ser mais desenvolvida que a frase apresentada como tema, e as palavras devem ser diferentes, e não sinônimas.
Frases-modelo, para o início da introdução:
Apresento, aqui, algumas frases que podem ajudar, para iniciar a introdução. Não tomem estas frases como receita infalível. Antes de usá-las, analise bem o tema, planeje incansavelmente o desenvolvimento, use sua inteligência, para ter certeza daquilo que será incluso em sua dissertação. Só depois disso, use estas frases:
É de conhecimento geral que ...
Todos sabem que, em nosso país, há tempos, observa- se ...
Nesse caso, utilizei circunstância de lugar (em nosso país) e de tempo (há tempos). Isso é só para mostrar que é possível acrescentar circunstância divesas na introdução, não necessariamente estas que aqui estão. Outro elemento com o qual se deve tomar muito cuidado é o pronome se. Nesse caso, ele é partícula apassivadora, portanto o verbo deverá concordar com o elemento que vier à frente (sing. ou pl.)
Cogita-se, com muita freqüência, de ...
O mesmo raciocínio da anterior, agora com a circunstância de modo (com muita freqüência).
Muito se tem discutido, recentemente, acerca de ...
Muito se debate, hoje em dia, ...
Partícula apassivadora novamente. Cuidado com a concordância.
O (A) ..... é de fundamental importância em ....
É de fundamental importância o (a) ....
É indiscutível que ... / É inegável que ...
Muito se discute a importância de ...
Comenta-se, com freqüência, a respeito de ...
Não raro, toma-se conhecimento, por meio de ..., de
Apesar de muitos acreditarem que .... (refutação)
Ao contrário do que muitos acreditam ... (refutação)
Pode-se afirmar que, em razão de ...( devido a, pelo ) ...
Ao fazer uma análise da sociedade, busca-se descobrir as causas de ....
Talvez seja difícil dizer o motivo pelo qual ...
Ao analisar o (a, os, as) ... , é possível conhecer o (a, os, as) .... , pois ...
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Tema: É o assunto sobre o qual se escreve, ou seja, a idéia que será defendida ao longo da dissertação. Deve-se ter o tema como um elemento abstrato. Nunca se refira a ele como parte da dissertação
Título: É uma expressão, geralmente curta e sem verbo, colocada antes da dissertação. Se não houver verbo no título, não se usa ponto final. Não se deve pular linha depois do título. A colocação de letras maiúsculas em todas as palavras, menos artigos, preposições e conjunções, é facultativa.
Apesar de o título ser importante para uma dissertação, julgo ser também perigoso, pois, como o estudante não está acostumado a dissertar, pode equivocar-se e dar um título que não corresponda ao âmago da redação. Portanto acredito que o ideal seria colocar título apenas quando o vestibular o exigir.
Introdução: A Introdução é a informação do assunto sobre o qual a dissertação tratará. O parágrafo introdutório é fundamental. precisa ser bem claro e chamar a atenção para os tópicos mais importantes do desenvolvimento.
Maneiras de se elaborar a introdução: O primeiro parágrafo da redação pode ser feito de diversas maneiras diferentes:
01) Trajetória histórica:
Traçar a trajetória histórica é apresentar uma analogia entre elementos do passado e do presente.
Já que uma analogia será apresentada, então os elementos devem ser similares; há de haver semelhança entre os argumentos apresentados, ou seja, só usaremos a trajetória histórica, quando houver um fato no passado que seja comparável, de alguma maneira, a outro no presente.
Quando apresentar a trajetória histórica na introdução, deve-se discutir, no desenvolvimento, cada elemento em um só parágrafo. Não misture elementos de épocas diferentes em um mesmo parágrafo. A trajetória histórica torna convincente a exemplificação; só se deve usar esse argumento, se houver conhecimento que legitime a fonte histórica.
02) Comparando social, geográfica ou historicamente.
Também é apresentar uma analogia entre elementos, porém sem buscar no passado a argumentação. É comparar dois países, dois fatos, duas personagens, enfim, comparar dois elementos, para comprovar o tema.
Lembre-se de que se trata da introdução, portanto a comparação apenas será apresentada para, no desenvolvimento, ser discutido cada elemento da comparação em um parágrafo.
03) Conceituando ou definindo uma idéia ou situação.
Em alguns temas de dissertação surgem palavras-chave de extrema importância para a argumentação. Nesses casos, pode-se iniciar a redação com a definição dessa palavra, com o significado dela, para, posteriormente, no desenvolvimento, trabalhar com exemplos de comprovação.
04) Contestando uma idéia ou citação, contradizendo, em partes.
Quando o tema apresenta uma idéia com a qual não se concorda inteiramente, pode-se trabalhar com este método: concordar com o tema, em partes, ou seja, argumentar que a idéia do tema é verdadeira, mas que existem controvérsias; discutir que o assunto do tema é polêmico, que há elementos que o comprovem, e elementos que discordem dele, igualmente.
Não se esqueça de que o desenvolvimento tem que ser condizente com a introdução, estar em harmonia com ela, ou seja, se trabalhar com esse método, o desenvolvimento deve conter as duas comprovações, cada uma em um parágrafo.
05) Refutando o tema, contradizendo totalmente.
Refutar significa rebater os argumentos; contestar as asserções; não concordar com algo; reprovar; ser contrário a algo; contrariar com provas; desmentir; negar. Portanto refutar o tema é escrever, na introdução, o contrário do que foi apresentado pelo tema. Deve-se tomar muito cuidado, pois não é só escrever o contrário, mas mostrar que se é contra o que está escrito. O ideal, nesse caso, é iniciar a introdução com Ao contrário do que se acredita...
Não se esqueça, novamente, de que o desenvolvimento tem que ser condizente com a introdução, estar em harmonia com ela, ou seja, se trabalhar com esse método, o desenvolvimento deve conter apenas elementos contrários ao tema. Cuidado para não cair em contradição. Se for, na introdução, favorável ao tema, apresente, no desenvolvimento, apenas elementos favoráveis a ele; se for contrário, apresente apenas elementos contrários.
06) Elaborando uma série de interrogações.
Pode-se iniciar a redação com uma série de perguntas. Porém, cuidado! Devem ser perguntas que levem a questionamentos e reflexões, e não perguntas vazias que levem a nada ou apenas a respostas genéricas.
As perguntas devem ser respondidas, no desenvolvimento, com argumentações coerentes e importantes, cada uma em um parágrafo. Portanto use esse método apenas quando já possuir as respostas, ou seja, escolha primeiramente os argumentos que serão utilizados no desenvolvimento e elabore perguntas sobre eles, para funcionar como introdução da dissertação.
07) Transformando a introdução em uma pergunta.
O mesmo que a anterior, mas com apenas uma pergunta.
08) Elaborando uma enumeração de informações.
Quando se tem certeza de que as informações são verídicas, podem-se usá-las na introdução e, depois, discuti-las, uma a uma, no desenvolvimento.
09) Caracterizando espaços ou aspectos.
Pode-se iniciar a introdução com uma descrição de lugares ou de épocas, ou ainda com uma narração de fatos. Deve ser uma curta descrição ou narração, somente para iniciar a redação de maneira interessante, curiosa. Não se empolgue!! Não transforme a dissertação em descrição, muito menos em narração.
10) Resumo do que será apresentado no desenvolvimento.
Uma das maneiras mais fáceis de se elaborar a introdução é apresentar o resumo do que se vai discutir no desenvolvimento. Nesse caso, é necessário planejar cuidadosamente a redação toda, antes de começá-la, pois, na introdução, serão apresentados os tópicos a serem discutidos no desenvolvimento. Deve-se tomar o cuidado para não se apresentarem muitos tópicos, senão a dissertação será somente expositiva e não argumentativa. Cada tópico apresentado na introdução deve ser discutido no desenvolvimento em um parágrafo inteiro. Não se devem misturá-los em um parágrafo só, nem utilizar dois ou mais parágrafos, para se discutir um mesmo assunto. O ideal é que sejam apresentados somente dois ou três temas para discussão.
11) Paráfrase.
A maneira mais fácil de se elaborar a introdução é valendo-se da paráfrase, que consiste em reescrever o tema, utilizando suas próprias palavras. Deve- se tomar o cuidado, para não apenas se substituírem as palavras do tema por sinônimos, pois isso será demonstração de falta de criatividade; o melhor é reestruturar totalmente o tema, realmente utilizando "SUAS" palavras.
Observe o que traz o Michaelis - Moderno Dicionário da Língua Portuguesa, quanto à definição da palavra paráfrase: Explicação ou tradução mais desenvolvida de um texto por meio de palavras diferentes das nele empregadas. Portanto sua frase deve ser mais desenvolvida que a frase apresentada como tema, e as palavras devem ser diferentes, e não sinônimas.
Frases-modelo, para o início da introdução:
Apresento, aqui, algumas frases que podem ajudar, para iniciar a introdução. Não tomem estas frases como receita infalível. Antes de usá-las, analise bem o tema, planeje incansavelmente o desenvolvimento, use sua inteligência, para ter certeza daquilo que será incluso em sua dissertação. Só depois disso, use estas frases:
É de conhecimento geral que ...
Todos sabem que, em nosso país, há tempos, observa- se ...
Nesse caso, utilizei circunstância de lugar (em nosso país) e de tempo (há tempos). Isso é só para mostrar que é possível acrescentar circunstância divesas na introdução, não necessariamente estas que aqui estão. Outro elemento com o qual se deve tomar muito cuidado é o pronome se. Nesse caso, ele é partícula apassivadora, portanto o verbo deverá concordar com o elemento que vier à frente (sing. ou pl.)
Cogita-se, com muita freqüência, de ...
O mesmo raciocínio da anterior, agora com a circunstância de modo (com muita freqüência).
Muito se tem discutido, recentemente, acerca de ...
Muito se debate, hoje em dia, ...
Partícula apassivadora novamente. Cuidado com a concordância.
O (A) ..... é de fundamental importância em ....
É de fundamental importância o (a) ....
É indiscutível que ... / É inegável que ...
Muito se discute a importância de ...
Comenta-se, com freqüência, a respeito de ...
Não raro, toma-se conhecimento, por meio de ..., de
Apesar de muitos acreditarem que .... (refutação)
Ao contrário do que muitos acreditam ... (refutação)
Pode-se afirmar que, em razão de ...( devido a, pelo ) ...
Ao fazer uma análise da sociedade, busca-se descobrir as causas de ....
Talvez seja difícil dizer o motivo pelo qual ...
Ao analisar o (a, os, as) ... , é possível conhecer o (a, os, as) .... , pois ...
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Como fazer uma boa redação
Dominar a arte da escrita é um trabalho que exige prática e dedicação. No entanto, conhecer seu lado teórico é muito importante. Aqui você encontra um resumo desta teoria. Aplique-a em seu trabalho mas não se esqueça: você precisará fazer a sua parte, isto é, escrever.
SIMPLICIDADE
Use palavras conhecidas e adequadas. Escreva com simplicidade. Para que se tenha bom domínio, prefira frases curtas. Amarre as frases, organizando as idéias. Cuidado para não mudar de assunto de repente. Conduza o leitor de maneira leve pela linha de argumentação.
CLAREZA
O segredo está em não deixar nada subentendido, nem imaginar que o leitor sabe o que você quer dizer. Evidencie todo o conteúdo da sua escrita. Lembre-se: você está comunicando a sua opinião, falando de suas idéias, narrando um fato. O mais importante é fazer-se entender.
OBJETIVIDADE
Você tem que expressar o máximo de conteúdo com o menor número de palavras possíveis. Por isso não repita idéias, não use palavras demais ou outras coisas que só para aumentem as linhas. Concentre-se no que é realmente necessário para o texto. A pesquisa prévia ajuda a selecionar melhor o que se deve usar.
UNIDADE
Não esqueça, o texto deve ter unidade, por mais longo que seja. Você deve traçar uma linha coerente do começo ao final do texto. Não pode perder de vista essa trajetória. Por isso, muita atenção no que escreve para não se perder e fugir do assunto. Eliminar o desnecessário é um dos caminhos para não se perder. Para não errar, use a seguinte ordem: introdução, argumentação e conclusão da idéia.
COERÊNCIA
A coerência (coesão) entre todas as partes de seu texto, é fator primordial para se escrever bem. É necessário que elas formem um todo. Para isso, é necessário estabelecer uma ordem para as idéias se completem e formem o corpo da narrativa. Explique, mostre as causas e as conseqüências.
EXEMPLOS
Obedecer uma ordem cronológica é um maneira de se acertar sempre, apesar de não ser criativa. Nesta linha, parta do geral para o particular, do objetivo para o subjetivo, do concreto para o abstrato. Use figuras de linguagem para que o texto fique interessante. As metáforas também enriquecem a redação.
ÊNFASE
Procure chamar a atenção para o assunto com palavras fortes, cheias de significado, principalmente no início da narrativa. Use o mesmo recurso para destacar trechos importantes. Uma boa conclusão é essencial para mostrar a importância do assunto escolhido. Remeter o leitor à idéia inicial é uma boa maneira de fechar o texto.
LEIA E RELEIA
Lembre-se, é fundamental pensar, planejar, escrever e reler seu texto. Mesmo com todos os cuidados, pode ser que você não consiga se expressar de forma clara e concisa. A pressa pode atrapalhar. Com calma, verifique se os períodos não ficaram longos, obscuros. Veja se você não repetiu palavras e idéias. Àmedida que você relê o texto, essas falhas aparecem, inclusive, erros de ortografia e acentuação. Não se apegue ao escrito. Refaça se for preciso. Não tenha preguiça, passe tudo a limpo quantas vezes forem necessárias. No computador, esta tarefa se torna mais fácil. Faça sempre uma cópia do texto original. Assim você se sentirá à vontade para corrigir quanto quiser, pois sabe que sempre poderá voltar atrás.
SIMPLICIDADE
Use palavras conhecidas e adequadas. Escreva com simplicidade. Para que se tenha bom domínio, prefira frases curtas. Amarre as frases, organizando as idéias. Cuidado para não mudar de assunto de repente. Conduza o leitor de maneira leve pela linha de argumentação.
CLAREZA
O segredo está em não deixar nada subentendido, nem imaginar que o leitor sabe o que você quer dizer. Evidencie todo o conteúdo da sua escrita. Lembre-se: você está comunicando a sua opinião, falando de suas idéias, narrando um fato. O mais importante é fazer-se entender.
OBJETIVIDADE
Você tem que expressar o máximo de conteúdo com o menor número de palavras possíveis. Por isso não repita idéias, não use palavras demais ou outras coisas que só para aumentem as linhas. Concentre-se no que é realmente necessário para o texto. A pesquisa prévia ajuda a selecionar melhor o que se deve usar.
UNIDADE
Não esqueça, o texto deve ter unidade, por mais longo que seja. Você deve traçar uma linha coerente do começo ao final do texto. Não pode perder de vista essa trajetória. Por isso, muita atenção no que escreve para não se perder e fugir do assunto. Eliminar o desnecessário é um dos caminhos para não se perder. Para não errar, use a seguinte ordem: introdução, argumentação e conclusão da idéia.
COERÊNCIA
A coerência (coesão) entre todas as partes de seu texto, é fator primordial para se escrever bem. É necessário que elas formem um todo. Para isso, é necessário estabelecer uma ordem para as idéias se completem e formem o corpo da narrativa. Explique, mostre as causas e as conseqüências.
EXEMPLOS
Obedecer uma ordem cronológica é um maneira de se acertar sempre, apesar de não ser criativa. Nesta linha, parta do geral para o particular, do objetivo para o subjetivo, do concreto para o abstrato. Use figuras de linguagem para que o texto fique interessante. As metáforas também enriquecem a redação.
ÊNFASE
Procure chamar a atenção para o assunto com palavras fortes, cheias de significado, principalmente no início da narrativa. Use o mesmo recurso para destacar trechos importantes. Uma boa conclusão é essencial para mostrar a importância do assunto escolhido. Remeter o leitor à idéia inicial é uma boa maneira de fechar o texto.
LEIA E RELEIA
Lembre-se, é fundamental pensar, planejar, escrever e reler seu texto. Mesmo com todos os cuidados, pode ser que você não consiga se expressar de forma clara e concisa. A pressa pode atrapalhar. Com calma, verifique se os períodos não ficaram longos, obscuros. Veja se você não repetiu palavras e idéias. Àmedida que você relê o texto, essas falhas aparecem, inclusive, erros de ortografia e acentuação. Não se apegue ao escrito. Refaça se for preciso. Não tenha preguiça, passe tudo a limpo quantas vezes forem necessárias. No computador, esta tarefa se torna mais fácil. Faça sempre uma cópia do texto original. Assim você se sentirá à vontade para corrigir quanto quiser, pois sabe que sempre poderá voltar atrás.
Objetos direto e indireto Termos integrantes da oração
Com os exemplos abaixo, ficará fácil entender o que são objetos diretos e indiretos, conceitos importantes de análise sintática. Imagine que você pergunte a diversas pessoas se elas gostam de futebol:
"Amo futebol. Não perco um jogo."
Vamos analisar um pouco essa afirmação. O verbo amar pede um complemento. Nesse caso, futebol é o complemento do verbo amar; por isso se diz que ele é um objeto direto, já que integra um verbo transitivo direto.
A oração seguinte tem uma estrutura bem parecida. Ela é formada pelo verbo perder, que também é um verto transitivo direto.
Mas nem todas as pessoas gostam tanto assim de futebol. Pode ser que alguém responda a seu questionário de forma bem diferente:
"Não suporto futebol. Detesto esse esporte."
O conteúdo é diferente, mas observe como a forma gramatical é parecida. Veja que ele também usou dois verbos transitivos diretos: suportar e detestar. Dizemos que esses verbos são transitivos diretos porque seus complementos são introduzidos diretamente após o verbo, sem preposições (ama o quê? futebol. detesta o quê? esse esporte).
Como poderíamos fazer a análise sintática dessas frases?
Se você pensar um pouco, verá que a análise é idêntica à das frases anteriores. Assim, aprendemos que os verbos amar, perder, suportar e detestar são verbos transitivos que pedem um complemento: o objeto direto.
Mas voltemos ao futebol. Pode ser que seus entrevistados não sejam tão apaixonados pela redondinha. Pode ser que deem respostas diferentes, como:
"Eu gosto de natação.
Assisto a todos os campeonatos."
Nesses dois casos, temos verbos transitivos indiretos. Quem gosta, gosta de alguém ou de algo, pois gostar é um verbo que exige a preposição de.
Verbos que exigem preposições antes de seus complementos são chamados de transitivos indiretos. O mesmo acontece com o verbo assistir, seguido da preposição a. O complemento dos verbos transitivos indiretos é o objeto indireto. Vamos ver melhor.
Ainda sobre a pesquisa futebolística: nem sempre a resposta para a sua enquete seria tão direta. Observe a resposta abaixo.
"Eu prefiro natação a futebol."
Provavelmente essa pessoa gosta também de futebol, não é?
Uma coisa é certa. Ao fazer essa afirmação, o entrevistado usou um objeto direto e um objeto indireto. É isso mesmo. O verbo preferir é um verbo bitransitivo. Ele é ao mesmo transitivo direto e indireto.
Seu entrevistado também acertou na gramática. O jeito de construir a frase com o verbo preferir é esse mesmo: quem prefere, prefere algo a algo. Muito chique essa construção gramatical, não? E você, que esporte prefere?
"Amo futebol. Não perco um jogo."
Vamos analisar um pouco essa afirmação. O verbo amar pede um complemento. Nesse caso, futebol é o complemento do verbo amar; por isso se diz que ele é um objeto direto, já que integra um verbo transitivo direto.
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A oração seguinte tem uma estrutura bem parecida. Ela é formada pelo verbo perder, que também é um verto transitivo direto.
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Mas nem todas as pessoas gostam tanto assim de futebol. Pode ser que alguém responda a seu questionário de forma bem diferente:
"Não suporto futebol. Detesto esse esporte."
O conteúdo é diferente, mas observe como a forma gramatical é parecida. Veja que ele também usou dois verbos transitivos diretos: suportar e detestar. Dizemos que esses verbos são transitivos diretos porque seus complementos são introduzidos diretamente após o verbo, sem preposições (ama o quê? futebol. detesta o quê? esse esporte).
Como poderíamos fazer a análise sintática dessas frases?
Se você pensar um pouco, verá que a análise é idêntica à das frases anteriores. Assim, aprendemos que os verbos amar, perder, suportar e detestar são verbos transitivos que pedem um complemento: o objeto direto.
Mas voltemos ao futebol. Pode ser que seus entrevistados não sejam tão apaixonados pela redondinha. Pode ser que deem respostas diferentes, como:
"Eu gosto de natação.
Assisto a todos os campeonatos."
Nesses dois casos, temos verbos transitivos indiretos. Quem gosta, gosta de alguém ou de algo, pois gostar é um verbo que exige a preposição de.
Verbos que exigem preposições antes de seus complementos são chamados de transitivos indiretos. O mesmo acontece com o verbo assistir, seguido da preposição a. O complemento dos verbos transitivos indiretos é o objeto indireto. Vamos ver melhor.
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Ainda sobre a pesquisa futebolística: nem sempre a resposta para a sua enquete seria tão direta. Observe a resposta abaixo.
"Eu prefiro natação a futebol."
Provavelmente essa pessoa gosta também de futebol, não é?
Uma coisa é certa. Ao fazer essa afirmação, o entrevistado usou um objeto direto e um objeto indireto. É isso mesmo. O verbo preferir é um verbo bitransitivo. Ele é ao mesmo transitivo direto e indireto.
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Seu entrevistado também acertou na gramática. O jeito de construir a frase com o verbo preferir é esse mesmo: quem prefere, prefere algo a algo. Muito chique essa construção gramatical, não? E você, que esporte prefere?
Pronome relativo
Pronome relativo é uma classe de pronomes que substituem um termo da oração anterior e estabelece relação entre duas orações.
Não conhecemos o aluno. O aluno saiu.
Não conhecemos o aluno que saiu.
Como se pode perceber, o que, nessa frase está substituindo o termo aluno e está relacionando a segunda oração com a primeira.
Os pronomes relativos são os seguintes:
Variáveis
O qual, a qual
Os quais, as quais
Cujo, cuja
Cujos, cujas
Quanto, quanta
Quantos, quantas
Invariáveis
Que (quando equivale a o qual e flexões)
Quem (quando equivale a o qual e flexões)
Onde (quando equivale a no qual e flexões)
Emprego dos pronomes relativos
1. Os pronomes relativos virão precedidos de preposição se a regência assim determinar.
preposição pronome termo regente
exigida relativo
pelo verbo
2. O pronome relativo quem se refere a uma pessoa ou a uma coisa personificada.
Não conheço a médica de quem você falou.
Esse é o livro a quem prezo como companheiro.
3. Quando o relativo quem aparecer sem antecedente claro é classificado como pronome relativo indefinido.
Quem atravessou, foi multado.
4. Quando possuir antecedente, o pronome relativo quem virá precedido de preposição.
João era o filho a quem ele amava.
5. O pronome relativo que é o de mais largo emprego, chamado de relativo universal, pode ser empregado com referência a pessoas ou coisas, no singular ou no plural.
Conheço bem a moça que saiu.
Não gostei do vestido que comprei.
Eis os instrumentos de que necessitamos.
6. O pronome relativo que pode ter por antecedente o demonstrativo o (a, os, as).
Sei o que digo. (o pronome o equivale a aquilo)
7. Quando precedido de preposição monossilábica, emprega-se o pronome relativo que. Com preposições de mais de uma sílaba, usa-se o relativo o qual (e flexões).
Aquele é o machado com que trabalho.
Aquele é o empresário para o qual trabalho.
8. O pronome relativo cujo (e flexões) é relativo possessivo equivale a do qual, de que, de quem. Deve concordar com a coisa possuída.
Cortaram as árvores cujos troncos estavam podres.
9. O pronome relativo quanto, quantos e quantas são pronomes relativos quando seguem os pronomes indefinidos tudo, todos ou todas.
Recolheu tudo quanto viu.
10. O relativo onde deve ser usado para indicar lugar e tem sentido aproximado de em que, no qual.
Esta é a terra onde habito.
a) onde é empregado com verbos que não dão idéia de movimento. Pode ser usado sem antecedente.
Nunca mais morei na cidade onde nasci.
b) aonde é empregado com verbos que dão idéia de movimento e equivale a para onde, sendo resultado da combinação da preposição a + onde.
As crianças estavam perdidas, sem saber aonde ir.
Por Marina Cabral
Especialista em Língua Portuguesa e Literatura
Não conhecemos o aluno. O aluno saiu.
Não conhecemos o aluno que saiu.
Como se pode perceber, o que, nessa frase está substituindo o termo aluno e está relacionando a segunda oração com a primeira.
Os pronomes relativos são os seguintes:
Variáveis
O qual, a qual
Os quais, as quais
Cujo, cuja
Cujos, cujas
Quanto, quanta
Quantos, quantas
Invariáveis
Que (quando equivale a o qual e flexões)
Quem (quando equivale a o qual e flexões)
Onde (quando equivale a no qual e flexões)
Emprego dos pronomes relativos
1. Os pronomes relativos virão precedidos de preposição se a regência assim determinar.
preposição pronome termo regente
exigida relativo
pelo verbo
| Havia condições | a | que | nos opúnhamos. (opor-se a) |
| Havia condições | com | que | não concordávamos. (concordar com) |
| Havia condições | de | que | desconfiávamos. (desconfiar de) |
| Havia condições | - | que | nos prejudicavam. (= sujeito) |
| Havia condições | em | que | insistíamos. (insistir em) |
Não conheço a médica de quem você falou.
Esse é o livro a quem prezo como companheiro.
3. Quando o relativo quem aparecer sem antecedente claro é classificado como pronome relativo indefinido.
Quem atravessou, foi multado.
4. Quando possuir antecedente, o pronome relativo quem virá precedido de preposição.
João era o filho a quem ele amava.
5. O pronome relativo que é o de mais largo emprego, chamado de relativo universal, pode ser empregado com referência a pessoas ou coisas, no singular ou no plural.
Conheço bem a moça que saiu.
Não gostei do vestido que comprei.
Eis os instrumentos de que necessitamos.
6. O pronome relativo que pode ter por antecedente o demonstrativo o (a, os, as).
Sei o que digo. (o pronome o equivale a aquilo)
7. Quando precedido de preposição monossilábica, emprega-se o pronome relativo que. Com preposições de mais de uma sílaba, usa-se o relativo o qual (e flexões).
Aquele é o machado com que trabalho.
Aquele é o empresário para o qual trabalho.
8. O pronome relativo cujo (e flexões) é relativo possessivo equivale a do qual, de que, de quem. Deve concordar com a coisa possuída.
Cortaram as árvores cujos troncos estavam podres.
9. O pronome relativo quanto, quantos e quantas são pronomes relativos quando seguem os pronomes indefinidos tudo, todos ou todas.
Recolheu tudo quanto viu.
10. O relativo onde deve ser usado para indicar lugar e tem sentido aproximado de em que, no qual.
Esta é a terra onde habito.
a) onde é empregado com verbos que não dão idéia de movimento. Pode ser usado sem antecedente.
Nunca mais morei na cidade onde nasci.
b) aonde é empregado com verbos que dão idéia de movimento e equivale a para onde, sendo resultado da combinação da preposição a + onde.
As crianças estavam perdidas, sem saber aonde ir.
Por Marina Cabral
Especialista em Língua Portuguesa e Literatura
Conjugação de verbos auxiliares
MODO INDICATIVO
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Presente
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| tenho tens tem temos tendes têm | hei hás há havemos haveis hão | sou és é somos sois são | estou estás está estamos estais estão |
Pretérito imperfeito
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| tinha tinhas tinha tínhamos tínheis tinham | havia havias havia havíamos havíeis haviam | era eras era éramos éreis eram | estava estava estavas estávamos estáveis estavam |
Pretérito perfeito
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| tive tiveste teve tivesmos tivestes tiveram | houve houveste houve houvemos houvestes houveram | fui foste foi fosmos fostes foram | estive estiveste esteve estivemos estivestes estiveram |
Pretérito mais-que-perfeito
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| tivera tiveras tivera tivéramos tivéreis tiveram | houvera houveras houvera houvéramos houvéreis houveram | fora foras fora fôramos fôreis foram | estivera estiveras estivera estivéramos estivéreis estiveram |
Futuro do presente
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| terei terás terá teremos tereis terão | haverei haverás haverá haveremos havereis haverão | serei serás será seremos sereis serão | estarei estarás estará estaremos estareis estarão |
Futuro do pretérito
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| teria terias teria teríamos teríeis teriam | haveria haverias haveria haveríamos haveríeis haveriam | seria serias seria seríamos seríeis seriam | estaria estarias estaria estaríamos estaríeis estariam |
MODO SUBJUNTIVO
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Presente
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| tenha tenhas tenha tenhamos tenhais tenham | haja hajas haja hajamos hajaishajam | seja sejas seja sejamos sejais sejam | esteja estejas esteja estejamos estejais estejam |
Pretérito imperfeito
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| tivesse tivesses tivesse tivéssemos tivésseis tivessem | houvesse houvesseshouvesse houvéssemos houvésseis houvessem | fosse fosses fosse fôssemos fôsseis fossem | estivesse estivesses estivesse estivéssemos estivésseis estivessem |
Futuro
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| tiver tiveres tiver tivermos tiverdes tiverem | houver houveres houver houvermos houverdes houverem | for fores for formos fordes forem | estiver estiveres estiver estivermos estiverdes estiverem |
MODO IMPERATIVO
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Afirmativo
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| tem (tu) tenha (você) tenhamos (nós) tende (vós) tenham (vocês) | (desusado) haja (você) hajamos (nós) havei (vós) hajam (vocês) | sê (tu) seja (você) sejamos (nós) sede (vós) sejam (vocês) | está (tu) esteja (você) estejamos (nós) estai (vós) estejam (vocês) |
Negativo
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| não tenhas (tu) não tenha (você) não tenhamos (nós) não tenhais (vós) não tenham (vocês) | não hajas (tu) não haja (você) não hajamos (nós) não hajais (vós) não hajam (vocês) | não sejas (tu) não seja (você) não sejamos (nós) não sejais (vós) não sejam (vocês) | não estejas (tu) não esteja (você) não estejamos (nós) não estejais (vós) não estejam (vocês) |
FORMAS NOMINAIS
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Infinitivo impessoal
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| ter | haver | ser | estar |
Infinitivo pessoal
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| ter teres ter termos terdes terem | haver haveres haver havermos haverdes haverem | ser seres ser sermos serdes serem | estar estares estar estarmos estardes estarem |
Gerúndio
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| tendo | havendo | sendo | estando |
Particípio
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| tido | havido | sido | estado |
| Fonte: Nova Gramática do Português Contemporâneo, Celso Cunha e Lindley Cintra, Editora Nova Fronteira, 2ª edição, 29ª impressão. | |||
Sujeito e Predicado
Sujeito: é o termo da oração que funciona como suporte de uma afirmação feita através do predicado.
Predicado: é o termo da oração que, através de um verbo, projeta alguma afirmação sobre o sujeito.
Exemplo:
Para ajudar a localizar o sujeito há três critérios:
• Concordância: o verbo está sempre na mesma pessoa e número que o seu sujeito;
• Posição: normalmente, o sujeito precede o verbo e, mesmo que venha depois, pode ser transposto naturalmente para antes;
• Permutação: quando o núcleo do sujeito é um substantivo, pode ser permutado pelos pronomes ele, ela, eles, elas.
Tipos de sujeito
• Sujeito determinado: ocorre quando a terminação do verbo e o contexto permitem:
- reconhecer que existe um elemento ao qual o predicado se refere;
- indicar quem é esse elemento.
Exemplo: A carrocinha levou meu cachorro.
O sujeito determinado pode ainda ser subclassificado como:
Sujeito determinado simples: aquele que tem apenas um núcleo.
Exemplo: A mãe levantou-se aborrecida.
Sujeito determinado composto: aquele que tem mais de um núcleo.
Exemplo: Arroz e feijão não saíam de nossos pratos.
O sujeito determinado pode não ocorrer explícito na oração. Há quem costume classificá-lo como:
- sujeito determinado implícito na desinência verbal;
- sujeito elíptico;
- sujeito oculto;
Exemplo: Vou ao cinema na sessão das dez.
(sujeito = eu – implícito na desinência verbal)
• Sujeito indeterminado: ocorre quando a terminação do verbo e o contexto permitem reconhecer que:
- existe um elemento ao qual o predicado se refere, mas
- não é possível identificar quem é, nem quantos são esses elementos.
Exemplo: Chegaram da festa tarde demais.
Há duas maneiras de se indeterminar o sujeito:
- pode-se colocar o verbo na terceira pessoa do plural, sem referência a nenhum antecedente;
Exemplo: Dizem péssimas coisas sobre você.
- justapondo-se o pronome se – índice de indeterminação do sujeito – ao verbo na terceira pessoa do singular.
Exemplo: Precisa-se de balconista.
* Quando o verbo está na terceira pessoa do plural, fazendo referência a elementos antecedentes, o sujeito classifica-se como determinado.
Exemplo: A sua família não te respeita. Dizem péssimas coisas sobre você.
* É preciso não confundir a classificação do sujeito em frases aparentemente equivalentes como as que seguem:
Exemplos: Discutiu-se o fato.
Discordou-se do fato.
Na primeira, o sujeito é determinado; na segunda é indeterminado.
Para compreender a diferença entre um caso e outro, é preciso levar em conta que o pronome se pode funcionar como:
• Partícula apassivadora: nesse caso, sempre há na frase um sujeito determinado;
• Índice de indeterminação do sujeito: nesse caso, o sujeito é indeterminado.
Se – Partícula apassivadora
Quando o pronome se funciona como partícula apassivadora, ocorre a seguinte estrutura:
• Verbo na terceira pessoa (singular e plural)
• Pronome se;
• Um substantivo (ou palavra equivalente) não precedido de preposição;
• É possível a transformação na voz passiva com o verbo ser (voz passiva analítica).
Exemplo:
Transformação:
A análise da frase anterior será então a seguinte:
Se – Índice de indeterminação do sujeito
Quando o pronome se funciona como índice de indeterminação do sujeito, ocorre esta estrutura:
• Verbo na terceira pessoa do singular;
• Pronome se;
• Não ocorre um substantivo sem preposição que possa ser colocado como sujeito do verbo na voz passiva analítica.
Exemplo:
Transformação na voz passiva analítica – não é possível. A frase terá então a seguinte análise:
• Sujeito inexistente: ocorre quando simplesmente não existe elemento ao qual o predicado se refere.
Exemplo: Choveu durante o dia.
O verbo que não tem sujeito chama-se impessoal e os verbos impessoais mais comuns são os seguintes:
- haver: no sentido de existir, acontecer e na indicação de tempo passado.
Exemplo: Houve poucas reclamações.
- fazer: na indicação de tempo passado e de fenômenos da natureza.
Exemplo: Faz dois anos que te perdi.
- ser: na indicação de tempo e distância.
Exemplo: É dia.
- todos os verbos que indicam fenômenos da natureza;
Exemplo: Nevou durante a madrugada.
Choveu muito durante o dia.
Por Marina Cabral
Especialista em Língua Portuguesa e Literatura
Equipe Brasil Escola
Predicado: é o termo da oração que, através de um verbo, projeta alguma afirmação sobre o sujeito.
Exemplo:
A pequena criança
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me contou a novidade com alegria no olhar.
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Sujeito
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Predicado
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Para ajudar a localizar o sujeito há três critérios:
• Concordância: o verbo está sempre na mesma pessoa e número que o seu sujeito;
• Posição: normalmente, o sujeito precede o verbo e, mesmo que venha depois, pode ser transposto naturalmente para antes;
• Permutação: quando o núcleo do sujeito é um substantivo, pode ser permutado pelos pronomes ele, ela, eles, elas.
Tipos de sujeito
• Sujeito determinado: ocorre quando a terminação do verbo e o contexto permitem:
- reconhecer que existe um elemento ao qual o predicado se refere;
- indicar quem é esse elemento.
Exemplo: A carrocinha levou meu cachorro.
O sujeito determinado pode ainda ser subclassificado como:
Sujeito determinado simples: aquele que tem apenas um núcleo.
Exemplo: A mãe levantou-se aborrecida.
Sujeito determinado composto: aquele que tem mais de um núcleo.
Exemplo: Arroz e feijão não saíam de nossos pratos.
O sujeito determinado pode não ocorrer explícito na oração. Há quem costume classificá-lo como:
- sujeito determinado implícito na desinência verbal;
- sujeito elíptico;
- sujeito oculto;
Exemplo: Vou ao cinema na sessão das dez.
(sujeito = eu – implícito na desinência verbal)
• Sujeito indeterminado: ocorre quando a terminação do verbo e o contexto permitem reconhecer que:
- existe um elemento ao qual o predicado se refere, mas
- não é possível identificar quem é, nem quantos são esses elementos.
Exemplo: Chegaram da festa tarde demais.
Há duas maneiras de se indeterminar o sujeito:
- pode-se colocar o verbo na terceira pessoa do plural, sem referência a nenhum antecedente;
Exemplo: Dizem péssimas coisas sobre você.
- justapondo-se o pronome se – índice de indeterminação do sujeito – ao verbo na terceira pessoa do singular.
Exemplo: Precisa-se de balconista.
* Quando o verbo está na terceira pessoa do plural, fazendo referência a elementos antecedentes, o sujeito classifica-se como determinado.
Exemplo: A sua família não te respeita. Dizem péssimas coisas sobre você.
* É preciso não confundir a classificação do sujeito em frases aparentemente equivalentes como as que seguem:
Exemplos: Discutiu-se o fato.
Discordou-se do fato.
Na primeira, o sujeito é determinado; na segunda é indeterminado.
Para compreender a diferença entre um caso e outro, é preciso levar em conta que o pronome se pode funcionar como:
• Partícula apassivadora: nesse caso, sempre há na frase um sujeito determinado;
• Índice de indeterminação do sujeito: nesse caso, o sujeito é indeterminado.
Se – Partícula apassivadora
Quando o pronome se funciona como partícula apassivadora, ocorre a seguinte estrutura:
• Verbo na terceira pessoa (singular e plural)
• Pronome se;
• Um substantivo (ou palavra equivalente) não precedido de preposição;
• É possível a transformação na voz passiva com o verbo ser (voz passiva analítica).
Exemplo:
Contou
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se
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a história.
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verbo na 3ª pessoa
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pronome
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substantivo sem preposição.
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Transformação:
| Foi contada | a história. |
| voz passiva analítica (com o verbo ser) |
A análise da frase anterior será então a seguinte:
Contou
|
se
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a história.
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Voz passiva sintética ou pronominal
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partícula apassivadora
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sujeito determinado simples
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Se – Índice de indeterminação do sujeito
Quando o pronome se funciona como índice de indeterminação do sujeito, ocorre esta estrutura:
• Verbo na terceira pessoa do singular;
• Pronome se;
• Não ocorre um substantivo sem preposição que possa ser colocado como sujeito do verbo na voz passiva analítica.
Exemplo:
Falou
|
se
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da história.
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verbo na 3ª pessoa do singular
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pronome
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substantivo com preposição
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Transformação na voz passiva analítica – não é possível. A frase terá então a seguinte análise:
?
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falou
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se
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da história
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sujeito indeterminado
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verbo na voz ativa
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índice de indeterminação do sujeito
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objeto
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• Sujeito inexistente: ocorre quando simplesmente não existe elemento ao qual o predicado se refere.
Exemplo: Choveu durante o dia.
O verbo que não tem sujeito chama-se impessoal e os verbos impessoais mais comuns são os seguintes:
- haver: no sentido de existir, acontecer e na indicação de tempo passado.
Exemplo: Houve poucas reclamações.
- fazer: na indicação de tempo passado e de fenômenos da natureza.
Exemplo: Faz dois anos que te perdi.
- ser: na indicação de tempo e distância.
Exemplo: É dia.
- todos os verbos que indicam fenômenos da natureza;
Exemplo: Nevou durante a madrugada.
Choveu muito durante o dia.
Por Marina Cabral
Especialista em Língua Portuguesa e Literatura
Equipe Brasil Escola
Complemento nominal
É o termo da oração que está sempre ligado a uma preposição (como a, de, com, em, por e outras) para completar o sentido de um substantivo, adjetivo ou advérbio.
Exemplo:
• A escola tem necessidade de livros.
Necessidade: substantivo
De livros: complemento nominal
• Fiquei feliz com a vitória.
Feliz: adjetivo
Com a vitória: complemento nominal
Foi depressa para o carro.
Depressa: advérbio
Para o carro: complemento nominal
Exemplo:
• A escola tem necessidade de livros.
Necessidade: substantivo
De livros: complemento nominal
• Fiquei feliz com a vitória.
Feliz: adjetivo
Com a vitória: complemento nominal
Foi depressa para o carro.
Depressa: advérbio
Para o carro: complemento nominal
Conjugação dos verbos irregulares - 3ª conjugação
3ª conjugação - caso A
Modelos: servir e dormir | ||||||
| INDICATIVO | SUBJUNTIVO | IMPERATIVO | ||||
| Presente | Presente |
Afirmativo
|
Negativo
| |||
sirvo
serves serve servimos servis servem | sirva sirvas sirva sirvamos sirvais sirvam | serve sirva sirvamos servi sirvam | não sirvas não sirva não sirvamos não sirvais não sirvam | |||
| durmo dormes dorme dormimos dormi dormem | durma durmas durma durmamos durmais durmam | dorme durma durmamos dormi durmam | não durmas não durma não durmamos não durmais não durmam | |||
Observações:
1) Seguem o modelo de servir os verbos da 3ª conjugação que têm e gráfico no Infinitivo. Assim:
| aderir advertir aferir compelir competir conferir convergir | deferir desferir despir digerir discernir divergir | ferir inferir ingerir inserir preferir referir | refletir repelir repetir seguir sugerir vestir |
e também mentir e sentir. Excetuam-se, no entanto:
a) os verbos medir, pedir, despedir e impedir, que apresentam e semi-aberto em todas as formas rizotônicas do Presente do Indicativo e, por conseguinte, nas do Presente do Subjuntivo e dos Imperativos Afirmativo e Negativo: meço, medes, mede, medem; meça, meças, meça; meçam, etc.; peço, pedes, pede, pedem; peça, peças, peça, peçam, etc.
b) os verbos agredir, denegrir, prevenir, progredir, regredir e transgredir, que apresentam i nas quatro formas rizotônicas do Presente do Indicativo, em todo o Presente do Subjuntivo e nas formas dos Imperativos Afirmativo e Negativo dele derivadas:
| INDICATIVO | SUBJUNTIVO | IMPERATIVO | ||||
| Presente | Presente |
Afirmativo
|
Negativo
| |||
agrido
agrides agride agredimos agredis agridem | agrida agridas agrida agridamos agridais agridam | agride agrida agridamos agredi agridam | não agridas não agrida não agridamos não agridais não agridam | |||
2) Seguem o modelo de dormir os verbos da 3ª conjugação que têm o gráfico no Infinitivo: tossir, engolir, cobrir (e seus derivados, como descobrir, encobrir e recobrir). Excetuam-se, porém:
a) os verbos em que o o corresponde ao antigo ditongo ow, caso em que se conserva como o em toda a conjugação: ouço, ouves, ouve, etc.;
b) os verbos polir e sortir, que apresentam u nas formas rizotônicas, formas, aliás, de pouco uso: pulo, pules, pule, pulem; surto, surtes, surte, surtem.
3ª Conjugação - caso B
Modelos: frigir e acudir | ||||||
| INDICATIVO | SUBJUNTIVO | IMPERATIVO | ||||
| Presente | Presente |
Afirmativo
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Negativo
| |||
frijo
freges frege frigimos frigis fregem | frija frijas frija frijamos frijais frijam | frege frija frijamos frigi frijam | não frijas não frija não frijamos não frijais não frijam | |||
| acudo acodes acode acudimos acudis acodem | acuda acudas acuda acudamos acudais acudam | acode acuda acudamos acudi acudam | não acudas não acuda não acudamos não acudais não acudam | |||
Observações:
1) Seguem o modelo de acudir os seguintes verbos: bulir, consumir, cuspir, escapulir, fugir, sacudir, subir e sumir. Na língua corrente é também esta a conjugação dos verbos entupir e desentupir, que num registro mais culto apresentam, por vezes, as formas regulares entupo, entupes, entupe, entupem; desentupo, desentupes, desentupe, desentupem.
2) Os verbos construir, destruir e reconstruir, dependendo de uma maior ou menor formalização da linguagem, podem ser conjugados: construo, construis ou constróis, construi ou constrói, construem ou constroem, etc. Os outros derivados do latim struêre, como instruir e obstruir, só conhecem a conjugação regular: instruo, instruis, instrui, instruem; obstruo, obstruis, obstrui; obstruem.
3) Não apresentam alternância vocálica, isto é, conservam o u do radical em toda a conjugação, entre outros menos usuais, os verbos: aludir, assumir, curtir, iludir, influir, presumir, resumir, urdir e seus derivados.
Pelo modelo de influir conjugam-se os demais verbos terminados em -uir: anui, arguir, atribuir, constituir, destituir, diluir, diminuir, estatuir, imbuir, instituir, restituir, redarguir e ruir.
4) Os verbos aspergir e submergir têm e semifechado na 1ª pessoa do singular do Presente do Indicativo e, consequentemente, em todo o Presente do Subjuntivo. Na 2ª e 3ª pessoas do singular e na 3ª do plural, a exemplo de servir, apresentam e semiaberto.
Fonte: Nova Gramática do Português Contemporâneo, Celso Cunha e Lindley Cintra, Editora Nova Fronteira, 2ª edição.
quinta-feira, 28 de novembro de 2019
Advérbio
Advérbio é a palavra invariável que modifica o sentido do verbo, acrescentando a ele determinadas circunstâncias de tempo, de modo, de intensidade, de lugar, etc. Ex.
Um lindo balão azul atravessava o céu.
Um lindo balão azul atravessava lentamente o céu.
Nesse caso, lentamente modifica o verbo atravessar, pois acrescenta uma idéia de modo. Os advérbios de intensidade têm uma característica particular, pois além de intensificar o verbo, eles podem intensificar o sentido de adjetivos e de outros advérbios. Ex.
Nosso amigo é inteligente demais.
As encomendas chegaram muito tarde.
• Locução Adverbial
Locução adverbial é toda expressão formada por mais de uma palavra e que funciona como advérbio. Ex.
As notícias chegaram cedo.
As notícias chegaram de manhã.
• Classificação do Advérbio
Dependendo da circunstância que expressam, os advérbios classificam-se em:
Lugar: lá, aqui, acima, por fora, etc.
Modo: bem, mal, assim, devagar, às pressas, pacientemente, etc.
Dúvida: talvez, possivelmente, acaso, porventura, etc.
Negação: não, de modo algum, de forma nenhuma, etc.
Afirmação: sim, realmente, com certeza, etc.
Intensidade: muito, demais, pouco, tão, menos, em excesso, etc.
Tempo: agora, hoje, sempre, logo, de manhã, às vezes, etc.
• Palavras Denotativas
Existem palavras e locuções semelhantes aos advérbios, as palavras denotativas, que indicam idéia de:
Inclusão: até, mesmo, inclusive, etc.
Exclusão: só, apenas, menos, etc.
Retificação: isto é, aliás, ou melhor, etc.
Explicação: por exemplo, ou seja, etc.
Por Gabriela Cabral
Um lindo balão azul atravessava o céu.
Um lindo balão azul atravessava lentamente o céu.
Nesse caso, lentamente modifica o verbo atravessar, pois acrescenta uma idéia de modo. Os advérbios de intensidade têm uma característica particular, pois além de intensificar o verbo, eles podem intensificar o sentido de adjetivos e de outros advérbios. Ex.
Nosso amigo é inteligente demais.
As encomendas chegaram muito tarde.
• Locução Adverbial
Locução adverbial é toda expressão formada por mais de uma palavra e que funciona como advérbio. Ex.
As notícias chegaram cedo.
As notícias chegaram de manhã.
• Classificação do Advérbio
Dependendo da circunstância que expressam, os advérbios classificam-se em:
Lugar: lá, aqui, acima, por fora, etc.
Modo: bem, mal, assim, devagar, às pressas, pacientemente, etc.
Dúvida: talvez, possivelmente, acaso, porventura, etc.
Negação: não, de modo algum, de forma nenhuma, etc.
Afirmação: sim, realmente, com certeza, etc.
Intensidade: muito, demais, pouco, tão, menos, em excesso, etc.
Tempo: agora, hoje, sempre, logo, de manhã, às vezes, etc.
• Palavras Denotativas
Existem palavras e locuções semelhantes aos advérbios, as palavras denotativas, que indicam idéia de:
Inclusão: até, mesmo, inclusive, etc.
Exclusão: só, apenas, menos, etc.
Retificação: isto é, aliás, ou melhor, etc.
Explicação: por exemplo, ou seja, etc.
Por Gabriela Cabral
História do Brasil Análise do livro de Murilo Mendes
Publicado originalmente em 1932, "História do Brasil", do poeta modernista Murilo Mendes (1901-1975), é um capítulo à parte na obra do autor. Tão à parte que quando se reuniu pela primeira vez o conjunto de suas obras poéticas, em 1959, no livro "Poesias - 1925-1955", o próprio autor preferiu deixar "História do Brasil" de fora, por considerar que ele destoava do restante de seu trabalho e que mesmo sua "face brasileira" ou "carioca" já estava representada por outros poemas.
Por "face brasileira" ou "carioca", você pode entender exatamente o caráter gozador de nosso povo, em especial dos habitantes do Rio de Janeiro, que já se acostumaram a rir de tudo, até nos momentos de calamidades.
E o próprio Machado ressalta: "o Brasil de Murilo Mendes está em contradição com o que foi ministrado em pílulas ao aluno na escola primária, pílulas preparadas nos arquivos entorpecentes e museus falsificados".
Mas os exemplos talvez sejam mais eloquentes que as considerações teóricas. Leia-se este breve poema de dois versos, intitulado "Homo Brasiliensis", típico poema piada modernista e repare no seu humor sutil:
Ou ainda uma obra-prima como "Linhas Paralelas" que consegue captar, com imenso sarcasmo, o absurdo burocrático-administrativo de todos os governos brasileiros - anteriores, contemporâneos e posteriores ao livro de Murilo Mendes:
"História do Brasil" também examina, debochadamente, as relações de favores que se estabelecem nos bastidores do poder, como fica escancarado em "Teorema das Compensações":
Mas a obra não se restringe a apresentar, ironicamente, a nação e seu povo como um todo, como se vê nos poemas acima transcritos. Ela também focaliza, sempre sarcástica, episódios específicos de nossa história, que vão do descobrimento à Revolução de 30, passando pela Invasão holandesas, o quilombo de Palmares, a Inconfidência mineira, a Guerra de Canudos etc.
Nesse sentido, uma boa forma de se trabalhar o livro em sala de aula seria de modo interdisciplinar, em que os professores de história do Brasil e de literatura brasileira analisassem os textos conjuntamente, cada um dos quais explorando os aspectos específicos de sua disciplina que se veem nessa poética e muito especial "História do Brasil".
Por "face brasileira" ou "carioca", você pode entender exatamente o caráter gozador de nosso povo, em especial dos habitantes do Rio de Janeiro, que já se acostumaram a rir de tudo, até nos momentos de calamidades.
Irreverência e malandragem lírica
"História do Brasil" encara a nossa história com o humor iconoclasta da primeira geração do modernismo (embora publicado dez anos após a Semana de Arte Moderna de 1922). A obra cria, "com irreverência e malandragem lírica, o reverso de nossa mitologia cívica", na definição do grande escritor Aníbal Machado (1884-1964).E o próprio Machado ressalta: "o Brasil de Murilo Mendes está em contradição com o que foi ministrado em pílulas ao aluno na escola primária, pílulas preparadas nos arquivos entorpecentes e museus falsificados".
Jeitinho brasileiro
De fato, o que vamos encontrar nos 60 poemas que compõem o volume é um outro lado da história, focalizado por uma visão satírica, mas tão abrangente que consegue captar o espírito da história do Brasil ou o que há de genuinamente brasileiro em nossa história.Mas os exemplos talvez sejam mais eloquentes que as considerações teóricas. Leia-se este breve poema de dois versos, intitulado "Homo Brasiliensis", típico poema piada modernista e repare no seu humor sutil:
| O homem É o único animal que joga no bicho. |
Ou ainda uma obra-prima como "Linhas Paralelas" que consegue captar, com imenso sarcasmo, o absurdo burocrático-administrativo de todos os governos brasileiros - anteriores, contemporâneos e posteriores ao livro de Murilo Mendes:
| Um presidente resolve Construir uma boa escola Numa vila bem distante. Mais ninguém vai nessa escola: Não tem estrada para lá. Depois ele resolveu Construir uma estrada boa Numa outra vila do Estado. Ninguém se muda para lá Porque lá não tem escola. |
"História do Brasil" também examina, debochadamente, as relações de favores que se estabelecem nos bastidores do poder, como fica escancarado em "Teorema das Compensações":
| O bicheiro é vereador. Depende do presidente Da Câmara Municipal. O presidente é meio pobre, Arrisca sempre na sorte, Ai! depende do bicheiro. O bicheiro ganha sempre Na eleição pra vereador. E “seu” presidente acerta Muitas vezes na centena. |
Mas a obra não se restringe a apresentar, ironicamente, a nação e seu povo como um todo, como se vê nos poemas acima transcritos. Ela também focaliza, sempre sarcástica, episódios específicos de nossa história, que vão do descobrimento à Revolução de 30, passando pela Invasão holandesas, o quilombo de Palmares, a Inconfidência mineira, a Guerra de Canudos etc.
Pré-requisito
Para lê-la e entendê-la, porém, é preciso ter em mente que é pré-requisito ter conhecimentos da história do Brasil, pois o humor dos textos se baseia em referências e alusões específicos a períodos ou episódios históricos, cujo desconhecimento pode tornar os poemas sem graça ou ininteligíveis.Nesse sentido, uma boa forma de se trabalhar o livro em sala de aula seria de modo interdisciplinar, em que os professores de história do Brasil e de literatura brasileira analisassem os textos conjuntamente, cada um dos quais explorando os aspectos específicos de sua disciplina que se veem nessa poética e muito especial "História do Brasil".
*Antonio Carlos Olivieri é escritor, jornalista e diretor da Página 3 Pedagogia & Comunicação.
Grande Sertão: Veredas Guimarães Rosa
Página dos manuscritos originais de O Grande Sertão: Veredas
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Médico e diplomata, o escritor mineiro João Guimarães Rosa (1908 - 1967) é um dos mais importantes exemplos nacionais de autor que consegue ser, ao mesmo tempo, regional e universal. Embora o cenário de seus textos seja geralmente o sertão mineiro, seu domínio vocabular e as questões existenciais que levanta conferem a sua obra uma densidade que atinge leitores de todo o planeta.
Escrito em 1956, "Grande Sertão: Veredas" reúne as principais qualidades do escritor mineiro, principalmente o uso da linguagem popular e regional, muito influenciada pela língua falada. Isso sem contar uma das características do autor: a invenção de palavras e o desenvolvimento dos mais variados tipos de construções sintáticas.
Riobaldo, durante três dias, relata a sua história, repleta de episódios de lutas entre bandos rivais de jagunços e as forças repressoras oficiais. Após a morte da mãe, é levado para a fazenda de seu padrinho. Embora comece a estudar, logo aceita o convite para integrar o bando de Zé Bebelo. Combate, assim, o célebre Hermógenes e, posteriormente, deserta, ingressando em outro bando, onde conhece Reinaldo.
Surge entre os dois uma grande amizade. Tornam-se companheiros inseparáveis de luta e Reinaldo revela seu verdadeiro nome, Diadorim. O relacionamento entre os dois tem episódios memoráveis, como o momento em que Riobaldo conhece Otacília, por quem se apaixona.
Diadorim, então, em acalorada discussão, chega inclusive a ameaçá-lo com um punhal. Essa relação ambígua é de grande lirismo, pois o narrador não sabe como lidar com o sentimento de afeto que tem por um homem. Paralelamente, pouco a pouco, Riobaldo ganha importância entre os jagunços, assumindo a liderança do bando.
A grande revelação do romance ocorre quando Diadorim enfrenta Hermógenes. Ambos morrem em combate e Riobaldo descobre então que o companheiro jagunço era, na verdade, uma mulher, chamada Maria Deodorina da Fé Bettancourt Marins, filha de um célebre líder de jagunços, Joca Ramiro.
Findas as aventuras e a descoberta inesperada, Riobaldo adoece. Ao se recuperar, recebe a notícia da morte de seu padrinho e herda duas fazendas. Aprofunda então uma questão que o acompanhava: teria ele feito mesmo um pacto com o diabo, conseguindo sobreviver a numerosas emboscadas e traições? O compadre Quelemém de Góis responde brilhantemente sua dúvida: "Tem cisma não. Pensa para diante. Comprar ou vender, às vezes, são as ações que são as quase iguais..."
Frases como "o sertão é do tamanho do mundo" e "viver é perigoso" pontuam um romance que, acima de tudo, levanta importantes questões sobre a vida e a relação do homem com Deus, o diabo e a morte. As veredas do ser humano são tratadas com extrema sutileza e, enfocadas numa linguagem ímpar, oferecem densa reflexão sobre as célebres perguntas da filosofia ocidental: De onde viemos? Quem somos? Para onde vamos?
Escrito em 1956, "Grande Sertão: Veredas" reúne as principais qualidades do escritor mineiro, principalmente o uso da linguagem popular e regional, muito influenciada pela língua falada. Isso sem contar uma das características do autor: a invenção de palavras e o desenvolvimento dos mais variados tipos de construções sintáticas.
Histórias de jagunços
O narrador é o jagunço Riobaldo, que conta suas aventuras pelo sertão a um ouvinte mais letrado que ele. A imensidão da paisagem cria um contraponto com a pequenez do homem e a sua dificuldade de se relacionar com o entorno e com os outros seres humanos.Riobaldo, durante três dias, relata a sua história, repleta de episódios de lutas entre bandos rivais de jagunços e as forças repressoras oficiais. Após a morte da mãe, é levado para a fazenda de seu padrinho. Embora comece a estudar, logo aceita o convite para integrar o bando de Zé Bebelo. Combate, assim, o célebre Hermógenes e, posteriormente, deserta, ingressando em outro bando, onde conhece Reinaldo.
Surge entre os dois uma grande amizade. Tornam-se companheiros inseparáveis de luta e Reinaldo revela seu verdadeiro nome, Diadorim. O relacionamento entre os dois tem episódios memoráveis, como o momento em que Riobaldo conhece Otacília, por quem se apaixona.
Diadorim, então, em acalorada discussão, chega inclusive a ameaçá-lo com um punhal. Essa relação ambígua é de grande lirismo, pois o narrador não sabe como lidar com o sentimento de afeto que tem por um homem. Paralelamente, pouco a pouco, Riobaldo ganha importância entre os jagunços, assumindo a liderança do bando.
Deus, diabo e a morte
Em uma das principais cenas do livro, próximo a Veredas-Mortas, nome altamente significativo em seu simbolismo de limite entre a vida e a morte, Riobaldo faz, como o célebre personagem Fausto, um pacto com o diabo. Ele quer vencer os traidores que causaram diversas mortes aos colegas de luta.A grande revelação do romance ocorre quando Diadorim enfrenta Hermógenes. Ambos morrem em combate e Riobaldo descobre então que o companheiro jagunço era, na verdade, uma mulher, chamada Maria Deodorina da Fé Bettancourt Marins, filha de um célebre líder de jagunços, Joca Ramiro.
Findas as aventuras e a descoberta inesperada, Riobaldo adoece. Ao se recuperar, recebe a notícia da morte de seu padrinho e herda duas fazendas. Aprofunda então uma questão que o acompanhava: teria ele feito mesmo um pacto com o diabo, conseguindo sobreviver a numerosas emboscadas e traições? O compadre Quelemém de Góis responde brilhantemente sua dúvida: "Tem cisma não. Pensa para diante. Comprar ou vender, às vezes, são as ações que são as quase iguais..."
Frases como "o sertão é do tamanho do mundo" e "viver é perigoso" pontuam um romance que, acima de tudo, levanta importantes questões sobre a vida e a relação do homem com Deus, o diabo e a morte. As veredas do ser humano são tratadas com extrema sutileza e, enfocadas numa linguagem ímpar, oferecem densa reflexão sobre as célebres perguntas da filosofia ocidental: De onde viemos? Quem somos? Para onde vamos?
*Oscar D'Ambrosio, jornalista, mestre em artes pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (Unesp), é crítico de arte e integra a Associação Internacional de Críticos de Artes (Aica - Seção Brasil).
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