articulador 1

Mostrando postagens com marcador Português. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Português. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Artigo

wO artigo é uma palavra que se antepõe ao substantivo, serve para determiná-lo, essa determinação pode ser definida ou indefinida. É variável em gênero e número e dividido em:

- Artigo definido: o, a, os, as, esses determinam o substantivo com precisão.
Exemplo: A revista publicou o escândalo.

- Artigo indefinido: um, uma, uns, umas, esses determinam o substantivo com imprecisão.
Exemplo: Uma revista publicou um escândalo.

Observações sobre o emprego do artigo:

- O artigo determina o gênero e o número do substantivo.
Exemplo: o menino, os meninos, a menina, as meninas.

- O artigo anteposto pode substantivar qualquer palavra.
Exemplo: Não quero ouvir um não como resposta. (o advérbio não foi substantivado)

- Os artigos podem aparecer combinados com preposições.
Exemplo: Estava numa cidade grande. (preposição em + artigo uma)

- Quando o artigo indefinido aparece anteposto a um numeral indica quantidade próxima.
Exemplo: Escrevi uns quatro artigos sobre o aquecimento global.

- Não é aceitável o uso do artigo depois do pronome relativo cujo e suas flexões.
Exemplo: Comprei uma planta cujas plantas são raras.

- O artigo definido pode, ou não, ser usado depois do pronome indefinido todo. Quando o artigo é utilizado, a idéia é de totalidade, quando é omitido, o sentido é de qualquer.
Exemplos: Aos domingos leio todo o jornal. (totalidade)
Todo jornal traz noticiário político. (qualquer jornal)


Artigo definido

Preposições o a os as
a ao à aos às
de do da dos das
em no na nos nas
por (per) pelo pela pelos pelas

Artigo indefinido

Preposições um uma uns umas
em num numa nuns numas
de dum duma duns dumas
www.mundoeducacao.com.br

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Corretor Ortográfico

Corretor ortográfico - Ótimo!
Foi lançado um site chamado Um português
http://umportugues.com/ com o intuito de nos ajudar nesta transição entre a antiga e a nova ortografia.
O site possui um verificador ortográfico. Você copia ou digita o texto a ser analisado e ele, além de corrigir as palavras que estão escritas de modo incorreto, também te explica o porque dos erros.
Esta é uma iniciativa muito interessante e útil. Ajudem a divulgar o site.
__,_._,

O valor semântico das conjunções

"(...) E assim, quando mais tarde me procure / Quem sabe a morte, Eu possa me dizer do amor (que tive): / Que não seja imortal, posto que é chama / Mas que seja infinito enquanto dure." (Vinícius de Moraes)

Esse é um dos mais conhecidos e apreciados poemas de Vinícius, que possui uma emotividade sem igual na literatura brasileira. A inadequação gramatical desses versos está na utilização da expressão "posto que" com o valor semântico de causa. O poeta espera que o amor não seja imortal, já que é chama, percebeu?

O problema é que "POSTO QUE" tem valor concessivo, ou seja, indica oposição, fatores contrários, tem o mesmo valor de "apesar de que, embora, mesmo que, ainda que, mesmo que", e não de "porque, já que, visto que". Então o verso deveria ter sido construído assim: "Que não seja imortal, já que é chama", ou "porque é chama" ou ainda "visto que é chama".

Muitas são as expressões e as palavras que causam dúvidas ou apresentam problemas semânticos ao estudante. Vejamos algumas delas:

A conjunção "COMO" pode ter três valores semânticos: causa, comparação e conformidade. Veja os exemplos:

* Na frase "Como estivesse chovendo, não saí de casa", ela indica causa, pois poderia ser substituída por "já que";

* Em "Faço o trabalho como o regulamento prescreve", indica conformidade, pois poderia ser substituída por "conforme";
* Em "Ele age como o pai", indica comparação, pois poderia ser substituída por "igual a".

A conjunção "SE", além de ser condicional, pode ser causal ou iniciar oração subordinada substantiva com função de sujeito ou de objeto direto, sendo denominada, nesse último caso de conjunção integrante. Exemplos:

* Na frase "Se você estudar, conseguirá seu intento", ela indica condição, pois poderia ser substituída por "caso";

* Em "Se você sabia que era proibido entrar lá, por que não me avisou?", indica causa, pois poderia ser substituída por "já que";
* Em "Não sei se ficarei lá muito tempo", há uma conjunção integrante, pois "se ficarei lá muito tempo" funciona como objeto direto do verbo "saber".

O VERBO NO INFINITIVO antecedido de preposição inicia orações com os seguintes valores semânticos: causa, tempo, finalidade e condição.

* Com a preposição "por", a indicação será de causa ("Por estar acamado, não irei à reunião");
* Com "para", de finalidade ("Elas vieram para conversar");
* Com "ao", de tempo ("Ao chegar ao colégio, encontrei meu amigo");
* Com "a", de condição ("A continuar assim, você não conseguirá seu intento").

Autoria: Vanessa Colares Maciel

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Complementos verbais

Complemento verbal diz respeito ao termo que completa o sentido do verbo transitivo, e pode ser: objeto direto e objeto indireto.

Objeto direto

O objeto direto completa o sentido do verbo sem o uso de preposição, ou seja, se liga diretamente ao verbo transitivo sem o uso de preposição. Este tipo de complemento verbal pode ter como núcleo substantivos, palavras com função de substantivo e pronomes pessoais do caso oblíquo.
Vejamos alguns exemplos:

O cachorro matou o rato. (o rato – objeto direto; núcleo - rato)
A menina trouxe água. (água – objeto direto; núcleo – água)
A criança estava chorando. A mãe colocou-a em uma cadeira. (a – objeto direto; núcleo – remete à “menina” na primeira oração)

Objeto indireto

O objeto indireto completa o sentido do verbo transitivo com o uso de preposição, ou seja, a junção entre o verbo e seu complemento é feita através de uma preposição. A necessidade da preposição é exigida pelo próprio verbo. Os pronomes pessoais oblíquos “lhe” e “lhes” são essencialmente objetos indiretos quando ligados ao verbo.
Vejamos alguns exemplos:

Entregaram-lhe a correspondência?
Aspirava ao cargo de presidente da República.
Assistimos ao jogo da seleção brasileira de vôlei.

Temos por definição de objeto o termo da oração que sofre a ação do sujeito expressa pelo verbo e complementa o sentido deste verbo transitivo.
Por Sabrina Vilarinho
Graduada em Letras

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Período Composto

É o período constituído de duas ou mais orações, sabendo-se que cada oração é, obrigatoriamente, estruturada em torno de um verbo.
"Traziam / não sei / que fluido misterioso e enérgico, uma força / que arrastava para dentro,/ como a vaga / que se retira da praia, nos dias de ressaca. (M. Assis).


I - ORAÇÕES SUBORDINADAS
São orações dependentes sintaticamente de outra. Exercem uma função sintática correspondente ao substantivo, adjetivo ou advérbio.
Exemplo:
Os credores internacionais esperavam / que o Brasil suspendesse o pagamento dos juros.
Nesse exemplo, a segunda oração está subordinada à primeira, pois exerce função sintática de objeto direto do verbo esperar.


  • Orações subordinadas substantivas
São aquelas que exercem função sintática própria de um substantivo, a saber: sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, predicativo do sujeito, aposto ou agente da passiva. Assim temos:

a) Subjetiva
Função de sujeito em relação ao verbo da principal.
Exemplos:
É importante / que tenhamos o equilíbrio da balança comercial.
Ainda se espera / que o governo mude as normas do imposto de renda.
Ainda era esperado / que a equipe palmeirense se reabilitasse.
Consta / que haverá mudanças no ministério, caso o presidente seja reeleito.


b) Objetiva direta
Função de objeto direto em relação ao verbo da principal.
Exemplo:
Os contribuintes esperam / que o governo altere as normas do imposto de renda.


c) Objetiva indireta
Função de objeto indireto em relação ao verbo da principal.
Exemplo:
O país necessita / de que se faça uma melhor distribuição de renda.


d) Completiva nominal
Função sintática de complemento nominal em relação a um substantivo, adjetivo ou advérbio da principa
Exemplos:
O país tem necessidade / de que se faça uma reforma social.
O governador era contrário / a que mudassem as regras do jogo.
Percebia-se que agia favoravelmente / a que mudassem as regras do jogo.


e) Predicativa
Função de predicativo do sujeito em relação à principal.
Exemplo:
O medo dos empresários era / que sobreviesse uma violenta recessão.


f) Apositiva
Função de aposto em relação a um termo da principal.
Exemplo:
O receio dos jogadores era esse: / que o técnico não os ouvisse.


g) Agente da passiva
Função de agente da passiva em relação à principal.
Exemplo:
O assunto era explicado / por quem o entendia profundamente.
  • Orações subordinadas adjetivas
São aquelas que exercem função sintática própria de um adjetivo:


a) Restritivas
Restringem, limitam o sentido de um termo da oração principal. Não são isoladas por vírgulas.
Exemplo:
A doença que surgiu nestes últimos anos pode matar muita gente.


b) Explicativas
Explicam, generalizam o sentido de um termo da oração principal. São isoladas por vírgulas.
Exemplo:
As doenças, que são um flagelo da humanidade, já mataram muita gente.


Observação:
As orações subordinadas adjetivas são introduzidas por pronomes relativos: que, quem, o qual, a qual, cujo, onde, como, quando etc.
Os pronomes relativos exercem funções sintáticas, a saber:


a) Sujeito
Exemplo:
Os trabalhadores que fizeram greve exigiam aumento salarial.
(= Os trabalhadores fizeram greve.)


b) Objeto direto
Exemplo:
As reivindicações que os trabalhadores faziam preocupavam os empresários.
(= Os trabalhadores faziam as reivindicações.)


c) Objeto indireto
Exemplo:
O aumento de que todos necessitavam proveria o sustento da casa.
(= Todos necessitavam do aumento.)


d) Complemento nomina
Exemplo:
O aumento de que todos tinham necessidade proveria o sustento da casa.
(= Todos tinham necessidade do aumento.)


e) Predicativo do sujeito
Exemplo:
O grande mestre que ele sempre foi agradava a todos.
(= Ele sempre foi o grande mestre.)


f) Adjunto adnominal
Exemplo:
Os peregrinos de cujas contribuições a paróquia dependia retornaram à sua cidade.
(= A paróquia dependia de suas contribuições.)


g) Adjunto adverbial
Exemplo:
Observem o jeitinho como ela se requebra.
(= Ela se requebra com jeitinho.)
  • Orações subordinadas adverbiais
São aquelas que exercem função sintática própria de advérbio, ou seja, adjunto adverbial em relação à principal.


a) Causal
Exemplo:
Todos se opuseram a ele, porque não concordavam com suas idéias.


b) Condicional
Exemplo:
Se houvesse opiniões contrárias, o acordo seria desfeito.


c) Temporal
Exemplo:
Assim que chegou a casa, resolveu os problemas.


d) Proporcional
Exemplo:
Quanto mais obstáculos surgiam, mais ele se superava.


e) Final
Exemplo:
O pai sempre trabalhou para que os filhos estudassem.


f) Conformativa
Exemplo:
Os jogadores procederam segundo o técnico lhes ordenara.


g) Consecutiva
Exemplo:
Suas dívidas eram tantas que vivia nervoso.


h) Concessiva
Exemplo:
Embora enfrentasse dificuldades, procurava manter a calma.


i) Comparativa
Exemplo:
Ele sempre se comportou tal qual um cavalheiro.


II - ORAÇÕES COORDENADAS
As orações coordenadas são independentes sintaticamente. Não exercem nenhuma função sintática em relação a outra dentro do período.
Quando não são introduzidas por conjunções (conectivos), são classificadas como assindéticas.
Exemplo:
"No alto da figueira estava, / no alto da figueira fiquei." (J. C. de Carvalho)
Se introduzidas por conjunções (conectivo), classificam-se como sindéticas, recebendo o nome da conjunção que as introduzem, assim:


a) aditivas (e, nem, mas também...)
Exemplo:
O ministro não pediu demissão e manteve sua posição anterior.


b) adversativa (mas, porém, todavia, contudo, entretanto)
Exemplo:
O ministro pediu demissão, mas o presidente não a aceitou.


c) explicativas (que, porque, e a palavra pois antes do verbo)
Exemplo:
Peçam a demissão dos seus assessores, pois eles pouco fazem para o bem do povo.


d) conclusivas (logo, portanto, por conseguinte, por isso, de modo que e a palavra pois após o verbo)
Exemplo:
Os assessores pouco fazem pelo povo; devem, pois, deixar seus cargos.


e) alternativas (ou, ou ... ou, ora ... ora, quer ... quer, seja ... seja, já ... já, talvez ... talvez)
Exemplo:
O Congresso deve ser soberano, ou perderá a legitimidade.


III - ORAÇÕES REDUZIDAS
Não são introduzidas por conjunção e possuem verbo em uma das formas nominais (infinitivo, particípio ou gerúndio).


a) Infinitivo (pessoal ou impessoal)
Exemplos:
Todos sabiam ser impossível a manutenção da política econômica.
O.S.S.Objetiva Direta reduzida de infinitivo.


Seria bom manteres a calma nesse momento.
O.S.S. Subjetiva reduzida de infinitivo.
b) Gerúndio
Exemplos:

Entrando na sala de aula, foi recebido com frieza.
O.S. Ad. Temporal reduzida de gerúndio.

Vencendo seus adversários futuros, o clube ganhará o campeonato.
O.S. Adv. Condicional reduzida de gerúndio.


c) Particípio
Exemplos:

Realizado o congresso internacional, percebeu-se a gravidade da moléstia.
O.S. Ad. Temporal reduzida de particípio.

Encontrado o autor dos assaltos, a população ficará aliviada.
O.S. Condicional reduzida de particípio.

Entristecido com a campanha do seu clube, não mais discutia futebol.
O.S. Adv. Causal reduzida de particípio.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Verbos Intransitivos

São os verbos que não necessitam de complementação. Sozinhos, indicam a ação ou o fato.

Assistir será intransitivo, quando significar morar.
• Assisto em Londrina desde que nasci.

Custar será intransitivo, quando significar ter preço.
• Estes sapatos custaram R$50,00.

Proceder será intransitivo, quando significar ter fundamento.
• Suas palavras não procedem!

Morar, residir e situar-se sempre são intransitivos.
• Moro em Londrina; resido no Jardim Petrópolis; minha casa situa-se na rua Cassiano Ricardo.

Deitar-se e levantar-se são sempre intransitivos.
• Deito-me às 22h e levanto-me às 6h.

Ir, vir, voltar, chegar, cair, comparecer e dirigir-se são intransitivos. Aparentemente eles têm complemento, pois Quem vai, vai a algum lugar. Porém a indicação de lugar é circunstância, e não complementação. Classificamos como Adjunto Adverbial de Lugar. Alguns gramáticos classificam como Complemento Circunstancial de Lugar.

Esses verbos exigem a prep. a, na indicação de destino, e de, na indicação de procedência.

Só se usa a prep. em, na indicação de meio, instrumento.

• Cheguei de Curitiba há meia hora.
• Vou a São Paulo no avião das 8h.

Quando houver, na oração, um verbo intransitivo, com a prep. a, seguido de um substantivo feminino, que exija o artigo a, ocorrerá o fenômeno denominado crase, que deve ser caracterizado pelo acento grave (à ou às).
• Vou à Bahia.
www.colaweb.com

Adjetivo

Adjetivo

Adjetivo é a classe gramatical que modifica o substantivo atribuindo-lhes qualidade, estado ou modo de ser. Com os adjetivos é possível comparar características e ou qualidades de mais de um substantivo. Os adjetivos concordam com os substantivos em gênero e número, há também a possibilidade de variar as características de um só substantivo, sendo assim, ele varia de grau e tamanho.

Exemplo:
1. Aquele homem é belíssimo.
2. O homem é muito forte.
3. Aquele cachorro é bravo demais.
4. Hoje a comida estava fria.
5. O mar é bastante fundo.
6. O céu é eterno.

Locução Adjetiva
É uma expressão constituída por mais de uma palavra para caracterizar o substantivo, e possuem o mesmo valor, sentido e função de um adjetivo, ou seja, a preposição é unida com o adjetivo, para que ele seja caracterizado.

Exemplo:

Amor de pai (locução adjetiva) paterno (adjetivo)
Curso da tarde (locução adjetiva) vespertino (adjetivo)
Máscara de cabelo (locução adjetiva) capilar (adjetivo)

Na locução adjetiva, o substantivo tem o seu próprio gênero e número, não concordando com a locução: Máscaras de cabelo - a locução adjetiva não está de acordo com o substantivo em relação ao número. Já o substantivo concorda em gênero e número em relação ao adjetivo: Máscaras capilares.

Flexão do adjetivo – gênero.

A flexão dos adjetivos é classificada em dois grupos: Uniformes e Biformes.

Uniformes: é invariável como o gênero, por isso possui somente uma forma, tanto femininos quanto masculinos.

Exemplo: Aquela menina é muito inteligente/ Aquele menino é muito inteligente.

Biformes: são variáveis, possui duas formas distintas, ou seja, para o sexo masculino usam-se palavras masculinas para complementar a frase, e o mesmo acontecem com as frases femininas.

Exemplo: A menina é bonita/ O menino é bonito.
Casaco novo/ saia nova.

Nos adjetivos compostos, somente o último elemento é flexionado para o feminino.

Exemplo: Ela tem os olhos verde-claros. / Eu vi blusas azul-escuras.

Flexão do adjetivo – número.

Adjetivos Simples: as regras são iguais as do substantivo simples.

Exemplos:

Feliz – Felizes
Amável – Amáveis
Conservador - conservadores

Adjetivos Compostos: o último elemento sofre a flexão.

Exemplo: Sabores doce-amargos

Em relação às cores usadas nos adjetivos compostos:

Se no último elemento houver um substantivo, ele fica invariável.

Exemplo: sapatos amarelo-canário.

Se no último elemento houver um adjetivo, somente ele sofrerá a variação:
Olhos verde-claros

Flexão do adjetivo – grau.

O adjetivo apresenta dois graus diferentes, o comparativo e o superlativo.

O comparativo: designa um ser como superior, inferior ou igual.

Exemplos:
Amanda é tão esperta quanto Mariana. (comparativo de igualdade).
Amanda é mais esperta (do) que Mariana (comparativo de superioridade analítico)
Amanda é maior (do) que Mariana (comparativo de superioridade sintético)

O superlativo: quando a qualidade é elevada ao mais alto nível.

Exemplo:

Joana é muito bela. (superlativo absoluto analítico)
Joana é belíssima. (superlativo absoluto sintético)
Joana é a mais bela de todas. (superlativo relativo de superioridade analítico)
Joana é a menor de todas. (superlativo relativo de superioridade sintético)
Joana é a menos bela de todas. (superlativo relativo de inferioridade)

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Termos Acessórios de uma Oração

Colégio Estadual Dinah Gonçalves
email accbarroso@hotmail.com        



Acessórios são os termos secundários, que não integram necessariamente a estrutura básica da oração. Dividem-se em adjunto adnominal, adjunto adverbial e aposto. Adjunto Adnominal é um termo que exerce a função adjetiva, uma vez que serve para especificar, restringir ou qualificar um nome, particularizando-lhe o sentido: a) As crianças DO BRASIL merecem assistência do governo.
b) Índios BRASILEIROS continuam sendo exterminados.\
c) A crise DO SOCIALISMO espalhou-se pelo mundo.
d) TODOS OS livros CRÍTICOS sofrem ameaças PERIGOSAS. Adjunto Adverbial é o termo que expressa circunstâncias de modo, tempo, lugar, dúvida, intensidade, meio, finalidade, concessão, causa, companhia etc.. Correspondente ao advérbio, modifica o sentido de um verbo, um adjetivo ou mesmo de um advérbio: a) Os camponeses pobres morrer de FOME. (adjunto adverbial de causa)
b) TALVEZ ninguém consiga seus objetivos. (adjunto adverbial de dúvida)
c) "NÃO nos deixeis cair em tentação." (adjunto adverbial de negação)
d) Dias Gomes escreveu peças políticas NOS ANOS 70. (adjunto adverbial de tempo)
e) "Bendita sois vós ENTRE AS MULHERES." (adjunto adverbial de LUGAR)
f) Saí ontem à noite COM A LOURINHA DE OLHOS AZUIS. (adj. adverbial de companhia)
g) Cortamos as árvores A FACA. (adjunto adverbial de instrumento)
h) Todos foram DE ÔNIBUS ao comício. (adjunto adverbial de meio)
i) Quasímodo era feio DEMAIS. (adjunto adverbial de intensidade)
j) Compre livros instrutivos PARA LEITURAS PRÓSPERAS. (adj. adverbial de finalidade)
k) Aconselhou INUTILMENTE a filha mais nova. (adjunto adverbial de modo) Já o Aposto tem a função de esclarecer, identificar ou resumir um termo que lhe é anterior: a) Salvador Dali, PINTOR ESPANHOL, imortalizou o Surrealismo.
b) O escritor ANTONIO CALLADO escreveu romances pós-modernos.
c) Napoleão, Hitler, Stálin, TODOS viraram pó.

1ª Obs. Uma mesma oração pode conter diversos apostos, a depender de sua complexidade:

2ª Obs. É preciso não confundir o vocativo com o aposto, uma vez que o vocativo tem uma função apelativa, apesar de assemelhar-se ao aposto pelas pausas e pelas vírgulas.
www.algosobre.com.br

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Conjugação dos verbos irregulares - 1ª e 2ª conjugações

1ª conjugação
Modelos: levar e lograr
INDICATIVO SUBJUNTIVO IMPERATIVO
PresentePresente
Afirmativo
Negativo
levo
levas
leva
levamos
levais
levam
leve
leves
leve
levemos
leveis
levem

leva
leve
levemos
levai
levem

não leves
não leve
não levemos
não leveis
não levem
logro
logras
logra
logramos
lograis
logram
logre
logres
logre
logremos
logreis
logrem

logra
logre
logremos
lograi
logrem

não logres
não logre
não logremos
não logreis
não logrem

2ª conjugação
Modelos: dever e mover
INDICATIVO SUBJUNTIVO IMPERATIVO
PresentePresente
Afirmativo
Negativo
devo
deves
deve
devemos
deveis
devem
deva
devas
deva
devamos
devais
devam

deve
deva
devamos
devei
devam

não devas
não deva
não devamos
não devais
não devam
movo
moves
move
movemos
moveis
movem
mova
movas
mova
movamos
movais
movam

move
mova
movamos
movei
movam

não movas
não mova
não movamos
não movais
não movam
Fonte: Nova Gramática do Português Contemporâneo, Celso Cunha e Lindley Cintra, Editora Nova Fronteira, 2ª edição.

Dicas de Redação

Cacófatos, Cacos e Cacoetes
Os textos, muitas vezes, aprontam armadilhas. Cacófato é palavra de origem grega que significa mau som. Ele se forma pela aproximação de sílabas de duas ou mais palavras, criando uma nova palavra que, em boa parte, é desagradável. Vejamos alguns exemplos:
A mais tradicional é ela tinha. A famosa latinha. Há muitas latinhas, para todos os lados. E que tal a frase: É aquele guri lá. Uma denúncia, por evidente, mas há um gorila no meio, o que pode piorar a situação. De qualquer maneira não pense nunca nisso. Pensar em caniços pode ser bom, mas devemos esperar a hora de pescar. Pescaria lembra comida, e que tal na vez passada. Uma vespa assada deve ser bom negócio.
No plano esportivo, o centroavante não marca gol. O que realmente que o centroavante fez? Realmente, há atacantes que só fazem isso! O jogador Zinho, ex-seleção, atual Grêmio, cria tantos problemas que já ninguém mais dá bola pra ele. Chuta Zinho, passa Zinho, Ataca Zinho, Sofre Zinho... E o Cafu, lateral também da Canarinho, é problemático. Fulano não deu a bola, mas Cafu deu. Sim, senhor, seu Cafu, isto lá são horas...
Tem também o “boom” da bolsa de Nova Iorque.
Se você não tiver nada pra fazer agora, aproveite. Nada melhor do que o Vale a Pena Ver de Novo e uma chuvinha por cima.
Nossa!?

Taleban, Talibã, Taliban?

Santo Deus, ou por Maomé?! Que confusão danada a imprensa está fazendo. Devemos sempre preferir as formas aportuguesadas. Ao menos deveríamos agir assim. Logo, prefira Talibã.
Em primeiro lugar, não existe uma forma rígida para a preferência desse I, trata-se de uma tendência das línguas latinas, no momento de converter o E original, transforma-se em I.
Em segundo lugar, a nasalização final em Português é com TIL. Vejamos os exemplos de Maracanã, satã, maçã e sutiã. Não escreveríamos Maracanan, satan, maçan.
Assim, aquele grupo da moças saúvas, o Tchan, ao menos deveria ser Tchã. Trata-se de equívoco ortográfico. Não estético, é claro.

Como se escrevem os nomes próprios?

Vamos começar pelas autoridades. Celso Luft, em seu Novo Guia Ortográfico, cita Artur de Almeira Torres e Zélio dos Santos Jota, que escreveram o Vocabulário Ortográfico de Nomes Próprios. Vamos examinar com atenção:
“Nomes e sobrenomes estão sujeitos às mesmas regras ortográficas vigentes para os nomes comuns e dentro dessas normas devem ser registrados os nascidos na vigência do acordo ortográfico.
É preciso que se diga, no entanto, que somente em assinatura a pessoa pode 9não se obriga, portanto) manter a grafia constante da certidão. Assim, um cidadão registrado Raphael Assumpção de Souza terá seu nome representado por Rafael Assunção de Sousa em qualquer circunstância. Em assinatura, porém, se desejar, continuará a assinar daqueloutro modo.
Não redundará confusão ou perda de direitos assinar-se, o citado cidadão, Rafael Assunção de Sousa? Absolutamente. Pode acarretar aborrecimento tão-somente por falta de compreensão alheia. Afinal de contas, o que de fato individualiza o cidadão não há de ser apenas seu nome, mas uma série de características, constantes em documentos oficiais, como filiação data de nascimento, (...)
Então, com o perdão da Jeniffer, ou Jennifer, ou seja lá como for, mas vocês, meninas, são equívocos ortográficos. Erro que será levado, literalmente, ao túmulo.
Bebetinho, na Copa de 94, comemorou um gol homenageando seu filho recém-nascido: Mattheus era o nome da vítima. Em primeiro lugar, o pobre garoto terá de passar o resto da vida explicando como se escreve o nome.
O que há de errado com Mateus? É muito simples, não é mesmo? O brasileiro tem mania de criar o seu sistema lingüístico. Onde há lei, nós fugimos dela. Afinal, pô, eu sou dono do meu nome. É verdade, mas o nome deve ser grafado em alguma língua, e, cá no Brasil, fala-se o Português. Pois, pois...
A famosa Diana sempre foi simplesmente Diana para os espanhóis e para os portugueses. No Brasil, pronunciamos “Daiana”.
Vivemos para importar, de carros a cigarros, de palavras à música. Faz parte da nossa natureza.

Dez passos para fazer uma boa redação:

1º) Planeje bem o texto, cada parágrafo deverá conter um enfoque do tema;
2º) Evite idéias prontas, clichês, frases feitas: a cada dia que passa, de sol a sol, na sociedade em que vivemos, atualmente, nos dias de hoje, o governo deve tomar uma providência;
3º) não esqueça o título, afinal um trabalho sem título é muito estranho. Entretanto, atente como de faz o título;
4º) obedeça sempre ao número de linhas solicitado. Cuidado com o tamanho da letra, não faça roda de carreta;
5º) faça a sua melhor letra, qualquer tipo serve, no entanto procure não misturar tipos;
6º) evite rasuras, mas, se elas ocorrerem, coloque o erro entre parênteses;
7º) use linguagem formal, você não está no boteco da esquina para empregar coloquialidades como parar para pensar, tem tudo a ver...
8º) não interrompa o processo da frase enfiando um ponto no lugar errado. A frase tem um ritmo, logo não use ponto antes de pois, o qual, sendo que;
9º) procure não utilizar interrogações. Geralmente, elas têm respostas óbvias;
10º) não converse com o corretor. Redação em vestibular não é carta para a mãe.

No mais, é fazer o sinal da cruz e partir para o abraço.

Este, esta, isto, esse, essa, isso Pronomes demonstrativos, dêixis, anáfora e catáfora

Colégio Estadual Dinah Gonçalves
email accbarroso@hotmail.com
       

Observe os seguintes pronomes demonstrativos: este, esta, isto, esse, essa, isso. Como veremos, há diferenças de usos desses pronomes quando se fala e quando se escreve. Para tentar explicar essas diferenças, recorreremos à linguística textual.

A linguística textual nos ensina que um texto, para ser bem construído, ou seja, para ter textualidade (textualidade é o que faz de uma sequência linguística um texto e não um amontoado de frases ou palavras), tem de ter, basicamente, coesão e coerência.

Como se sabe, a coerência estaria ligada à possibilidade de estabelecimento de um sentido para o texto. Tal sentido obrigatoriamente tem de ser do todo, uma vez que a coerência é global. A coesão, por sua vez, estaria ligada, segundo os estudiosos dessa área do conhecimento, às partes superficiais, lineares, em outras palavras, à questão propriamente linguística do texto. De modo que a coesão seria obtida, parcialmente, através da gramática e, parcialmente, através do léxico.

Para o objetivo do nosso estudo, nos deteremos somente aos fatores de coesão. Sendo assim, os principais fatores de coesão textual, segundo Fávero e Koch (2002, p. 38), são: a referência, a substituição, a elipse, a conjunção (conexão) e a coesão lexical. Restringindo ainda mais este estudo, de acordo com nosso propósito, vejamos o que seja a referência.

Referência

Referência é definida, por Haliday e Hasan (1973), como um movimento de recuperação de elementos, que estão tanto dentro quanto fora do texto. Para separar esses dois tipos de referência, os autores denominaram exóforas as referências situacionais e endóforas as textuais.

As referências endofóricas se subdividem em aquelas que se referem a elementos anteriores (denominadas de anáforas) e aquelas que se referem a elementos posteriores (as catáforas). Acrescentamos aqui a noção de dêixis (ou díxis) à referência situacional (exofórica). Esquematicamente (de acordo com Fávero e Koch):

Página 3


A dêixis (ou díxis) designa o conjunto de palavras ou expressões (expressões dêiticas) que têm como função "apontar" para o contexto situacional (exófora) de uma dada interação.

Pronomes demonstrativos em função dêitica ou exofórica

Acreditamos que, deste modo, facilita-se o entendimento do uso dos pronomes demonstrativos, na medida em que o deslocamos para o quadro geral da teoria da enunciação. Ou seja, para dentro da cena da interação linguística face a face, em que o uso dos pronomes demonstrativos se faz mediante a função dêitica (espacial), por quem fala no momento em que fala. Assim:

a) Esta cadeira está quebrada. (= Esta cadeira [aqui perto de mim que falo, primeira pessoa do discurso] está quebrada.)
b) Passe-me essa caneta, por favor! (= Passe-me essa caneta [que está aí perto de você a quem falo, segunda pessoa do discurso], por favor).
c) Isso é seu? Refiro-me a essa bela gravata que está em seu pescoço.
d) Isto é meu! Estou falando deste relógio que está em meu pulso.

Pronomes demonstrativos em função endofórica ou textual

1. Por meio da anáfora (isto é, ao que precede) estabelece-se uma relação coesiva de referência que nos permite interpretar um item ou toda uma ideia anteriormente expressa no texto, por exemplo, pelos pronomes demonstrativos essa, esse, isso, como a seguir:

a) "Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Essa ideia nos parece estranha." [= Essa ideia de poder comprar ou vender o céu, o calor da terra.]
(Trecho da carta do Cacique Seatle, da nação Duwamish, da América do Norte, dirigida em 1855 a Franklin Pierce, presidente dos E.U.A. Traduzida por Irina O. Bunning.)

b) "Busquei, primeiro, o amor porque ele produz êxtase [...]. Eis o que busquei e, embora, isso possa parecer demasiado bom para a vida humana, foi isso que - afinal - encontrei." [primeiro "isso" = a busca do amor; segundo "isso" = o amor].
(Bertrand Russel. Autobiografia. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1967)

c) Pedro foi preso como estelionatário. Esse cara nunca me enganou. [Esse cara = Pedro].

2. Um elemento de referência é catafórico quando sua interpretação depender de algo que se seguir no texto; aqui, ele será representado pelos pronomes demonstrativos esta, este e isto. Exemplos:

a) Estas foram as últimas palavras do meu mestre: seja sincero com seus discípulos.
b) Quando saí de casa, meu pai me disse isto: seja bom, ame o próximo, e respeite a vida.
c) Este foi um divertido anúncio de uma revista: "Cara, se, tipo assim, o seu filho escrever como fala, ele tá ferrado!".

Referências bibliográficas












  • FÁVERO, L. L. e KOCH, I. G. V. Linguística Textual: introdução. São Paulo: Cortez, 2002.
  • HALLIDAY, M. A. K. E HASAN, R. Cohesion in English. London: Longman, 1973.
  • *Jorge Viana de Moraes é mestre em Letras pela Universidade de São Paulo. Atua como professor em cursos de graduação e pós-graduação na área de Letras.

    Dissertação

    A dissertação é uma exposição, discussão ou interpretação de uma determinada idéia. Pressupõe um exame crítico do assunto, lógica, raciocínio, clareza, coerência, objetividade na exposição, um planejamento de trabalho e uma habilidade de expressão.

    No discurso dissertativo propriamente dito, não se verifica, como na narração, progressão temporal entre as frases e, na maioria das vezes, o objeto da dissertação é abstraído do tempo e do espaço.

    Alguns pontos essenciais desse tipo de texto são:

    a- toda dissertação é uma demonstração, daí a necessidade de pleno domínio do assunto e habilidade de argumentação;

    b- em conseqüência disso, impõem-se à fidelidade ao tema;

    c- a coerência é tida como regra de ouro da dissertação;

    d- impõem-se sempre o raciocínio lógico;

    e- a linguagem deve ser objetiva, denotativa; qualquer ambigüidade pode ser um ponto vulnerável na demonstração do que se quer expor. Deve ser clara, precisa, natural, original, nobre, correta gramaticalmente. O discurso deve ser impessoal (evitar-se o uso da primeira pessoa).

    O parágrafo é a unidade mínima do texto e deve apresentar: uma frase contendo a idéia principal (frase nuclear) e uma ou mais frases que explicitem tal idéia.

    Exemplo: “A televisão mostra uma realidade idealizada (idéia central) porque oculta os problemas sociais realmente graves. (idéia secundária)”.

    Exemplo: idéia central - A poluição atmosférica deve ser combatida urgentemente.

    Desenvolvimento - A poluição atmosférica deve ser combatida urgentemente, pois a alta concentração de elementos tóxicos põe em risco a vida de milhares de pessoas, sobretudo daquelas que sofrem de problemas respiratórios:

    a - A propaganda intensiva de cigarros e bebidas tem levado muita gente ao vício.

    b- A televisão é um dos mais eficazes meios de comunicação criados pelo homem.

    c- A violência tem aumentado assustadoramente nas cidades e hoje parece claro que esse problema não pode ser resolvido apenas pela polícia.

    d- O diálogo entre pais e filhos parece estar em crise atualmente.

    e- O problema dos sem-terra preocupada cada vez mais a sociedade brasileira.

    O parágrafo pode processar-se de diferentes maneiras:

    1- Enumeração - Caracteriza-se pela exposição de uma série de coisas, uma a uma. Presta-se bem à indicação de características, funções, processos, situações, sempre oferecendo o complemente necessário à afirmação estabelecida na frase nuclear. Pode-se enumerar, seguindo-se os critérios de importância, preferência, classificação ou aleatoriamente.

    Exemplo: O adolescente moderno está se tornando obeso por várias causas: alimentação inadequada, falta de exercícios sistemáticos e demasiada permanência diante de computadores e aparelhos de tv.

    Exemplo: Devido à expansão das igrejas evangélicas, é grande o número de emissoras que dedicam parte da sua programação à veiculação de programas religiosos de crenças variadas.

    Enumeração:

    a- A Santa Missa em seu lar

    b- Terço Bizantino

    c- Despertar da Fé

    d- Palavra de Vida

    e- Igreja da Graça no Lar

    1- Inúmeras são as dificuldades com que se defronta o governo brasileiro diante de tantos desmatamentos, desequilíbrios sociológicos e poluição.

    2- Existem várias razões que levam um homem a enveredar pelos caminhos do crime.

    3- A gravidez na adolescência é um problema seriíssimo, porque pode trazer muitas conseqüências indesejáveis.

    4- O lazer é uma necessidade do cidadão para a sua sobrevivência no mundo atual e vários são os tipos de lazer.

    5- O Novo Código Nacional de trânsito divide as faltas em várias categorias.

    2 - Comparação - A frase nuclear pode-se desenvolver através da comparação, que confronta idéias, fatos, fenômenos e apresenta-lhes a semelhança ou dessemelhança.

    Exemplo: “A juventude é uma infatigável aspiração de felicidade; a velhice, pelo contrário, é dominada por um vago e persistente sentimento de dor, porque já estamos nos convencendo de que a felicidade é uma ilusão, que só o sofrimento é real“. (Arthur Schopenhauer)

    3 - Causa e conseqüência - A frase nuclear, muitas vezes, encontra no seu desenvolvimento um segmento causal (fato motivador) e, em outras situações, um segmento indicando conseqüências (fatos decorrentes).

    Exemplo: O homem, dia a dia, perde a dimensão de humanidade que abriga em si, porque os seus olhos teimam apenas em ver as coisas imediatistas e lucrativas que o rodeiam.

    O espírito competitivo foi excessivamente exercido entre nós, de modo que hoje somos obrigados a viver numa sociedade fria e inamistosa.

    4 - Tempo e Espaço - Muitos parágrafos dissertativos marcam temporal e espacialmente a evolução de idéias, processos.

    Exemplo: Tempo - A comunicação de massas é resultado de uma lenta evolução. Primeiro, o homem aprendeu a grunhir. Depois deu um significado a cada grunhido. Muito depois, inventou a escrita e só muitos séculos mais tarde é que passou à comunicação de massa.

    Espaço - O solo é influenciado pelo clima. Nos climas úmidos, os solos são profundos. Existe nessas regiões uma forte decomposição de rochas, isto é, uma forte transformação da rocha em terra pela umidade e calor. Nas regiões temperadas e ainda nas mais frias, a camada do solo é pouco profunda. (Melhem Adas).

    5 - Explicitação - Num parágrafo dissertativo pode-se conceituar, exemplificar e aclarar as idéias para torná-las mais compreensíveis.

    Exemplo: “Artéria é um vaso que leva sangue proveniente do coração para irrigar os tecidos. Exceto no cordão umbilical e na ligação entre os pulmões e o coração, todas as artérias contém sangue vermelho-vivo, recém oxigenado. Na artéria pulmonar, porém, corre sangue venoso, mais escuro e desoxigenado, que o coração remete para os pulmões para receber oxigênio e liberar gás carbônico”.

    Antes de se iniciar a elaboração de uma dissertação, deve delimitar-se o tema que será desenvolvido e que poderá ser enfocado sob diversos aspectos. Se, por exemplo, o tema é a questão indígena, ela poderá ser desenvolvida a partir das seguintes idéias:

    a- A violência contra os povos indígenas é uma constante na história do Brasil.

    b- O surgimento de várias entidades de defesa das populações indígenas.

    c- A visão idealizada que o europeu ainda tem do índio brasileiro.

    d- A invasão da Amazônia e a perda da cultura indígena.

    Depois de delimitar o tema que você vai desenvolver, deve fazer a estruturação do texto.

    A estrutura do texto dissertativo constitui-se de:

    1- Introdução - deve conter a idéia principal a ser desenvolvida (geralmente um ou dois parágrafos). É a abertura do texto, por isso é fundamental. Deve ser clara e chamar a atenção para dois itens básicos: os objetivos do texto e o plano do desenvolvimento. Contém a proposição do tema, seus limites, ângulo de análise e a hipótese ou a tese a ser defendida.

    2- Desenvolvimento - exposição de elementos que vão fundamentar a idéia principal que pode vir especificada através da argumentação, de pormenores, da ilustração, da causa e da conseqüência, das definições, dos dados estatísticos, da ordenação cronológica, da interrogação e da citação. No desenvolvimento são usados tantos parágrafos quantos forem necessários para a completa exposição da idéia. E esses parágrafos podem ser estruturados das cinco maneiras expostas acima.

    3- Conclusão - é a retomada da idéia principal, que agora deve aparecer de forma muito mais convincente, uma vez que já foi fundamentada durante o desenvolvimento da dissertação. (um parágrafo). Deve, pois, conter de forma sintética, o objetivo proposto na instrução, a confirmação da hipótese ou da tese, acrescida da argumentação básica empregada no desenvolvimento.

    Observe o texto abaixo:

    Vida ou Morte

    INTRODUÇÃO

    A grande produção de armas nucleares, com seu incrível potencial destrutivo, criou uma situação ímpar na história da humanidade: pela primeira vez, os homens têm nas mãos o poder de extinguir totalmente a sua própria raça da face do planeta.

    DESENVOLVIMENTO

    A capacidade de destruição das novas armas é tão grande que, se fossem usadas num conflito mundial, as conseqüências de apenas algumas explosões seriam tão extensas que haveria forte possibilidade de se chegar ao aniquilamento total da espécie humana. Não haveria como sobreviver a um conflito dessa natureza, pois todas as regiões seriam rapidamente atingidas pelos efeitos mortíferos das explosões.

    CONCLUSÃO

    Só resta, pois, ao homem uma saída: mudar essa situação desistindo da corrida armamentista e desviando para fins pacíficos os imensos recursos econômicos envolvidos nessa empreitada suicida. Ou os homens aprendem a conviver em paz, em escala mundial, ou simplesmente não haverá mais convivência de espécie alguma, daqui a algum tempo. (Texto adaptado do artigo “Paz e corrida armamentista” in Douglas Tufano, p. 47).

    Na introdução, o autor apresenta o tema (desenvolvimento científico levou o homem a produzir bombas que possibilitam a destruição total da humanidade), no desenvolvimento, ele expõe os argumentos que apóiam a sua afirmação inicial e na conclusão, conclui o seu pensamento inicial, com base nos argumentos.

    Na dissertação, pode-se construir frases de sentido geral ou de sentido específico, particular. Às vezes, uma afirmação de sentido geral pode não ser inaceitável, mas se for particularizada torna-se aceitável. Exemplo: É proibido falar ao telefone celular. (sentido geral) É proibido falar ao telefone celular dirigindo. (sentido específico)

    Quando o autor se preocupa principalmente em expor suas idéias a respeito do tema abordado, fica claro que seu objetivo é fazer com que o leitor concorde com ele. Nesse caso, tem-se a dissertação argumentativa Para que a argumentação seja eficiente, o raciocínio deve ser exposto de maneira lógica, clara e coerente.

    O autor de uma dissertação deve ter sempre em mente, as possíveis reações do leitor e por isso, deve-se considerar todas as possíveis contra-argumentações, a fim de que possa “cercar” o leitor no sentido de evitar possíveis desmentidos da tese que se está defendendo. As evidências são o melhor argumento.

    As referências bibliográficas estar de acordo com as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

    A bibliografia final deve seguir o seguinte padrão:

    a- Autor - último sobrenome com letra maiúscula, separado da vírgula dos outros prenomes; (ponto e dois espaços ou travessão).

    b- Título - sublinhar ou colocar em itálico; (ponto).

    c- Anotador ou tradutor -(ponto)

    d- Número da edição - se for a primeira , não se indica. Algarismo arábico, ponto, ed. (vírgula).

    e- Casa publicadora - nome da casa (vírgula)

    f- Ano da Publicação - em algarismo arábico (ponto)

    g- Número de páginas ou volumes - em algarismos arábicos (ponto) Abrevia-se p. e não pág ou pg.

    h- Ilustrações - se necessário (ponto)

    i- Série ou coleções - em algarismos arábicos, entre parênteses (ponto)
    www.colaweb.com