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domingo, 23 de fevereiro de 2020

Pronome

Pronome é classe de palavra (variável em gênero, número e pessoa), que sem significado próprio, serve para apontar uma das três pessoas do discurso ou situar alguma coisa em função delas.

O pronome pode funcionar como:

- Pronome adjetivo: quando modifica um substantivo.

Ex: Esta cadeira é antiga.

- Pronome substantivo: quando desempenha função de substantivo.

Ex: Paulo é um ótimo amigo. Convidei-o para a festa.

Observação: o pronome expressa um ser apenas quando inserido num contexto.

Há, no português, seis espécies de pronomes: pessoais, possessivos, demonstrativos, relativos, indefinidos e interrogativos.

As três pessoas do discurso:

- primeira pessoa: aquela que se refere à pessoa que fala: eu, me, mim, meu...
- segunda pessoa: aquela que se refere à pessoa com quem se fala: tu, te, ti, teu...
- terceira pessoa: aquela que se refere à pessoa de quem se fala: ele, ela, se, si, seu...

Tipos de Predicado e Predicativo

Os predicados contêm necessariamente um verbo, mas seu núcleo pode ser um verbo, um nome, ou pode ser formado por um verbo e um nome. De acordo com o tipo de núcleo os predicados se classificam em:

• Predicado nominal: é aquele que tem como núcleo um nome, uma forma verbal (substantivo, adjetivo, locução adjetiva). Tipo de predicado em que ocorre verbo de ligação e predicativo do sujeito.

Ex: Ela anda feliz
sujeito v. de ligação pred. do sujeito
predicado nominal

• Predicado verbal: é aquele que tem como núcleo um verbo.

Ex: Os jogadores andam pelo gramado.
sujeito núcleo do predicado
predicado verbal

• Predicado verbo-nominal: é aquele que tem dois núcleos: um verbo e um nome.

Ex: Os jogadores andam pelo gramado cansados.
sujeito núcleo verbal núcleo nominal
predicado verbo-nominal


O predicativo
O predicativo atribui qualidade ou estado ao sujeito ou ao objeto. Por isso, há dois tipos de predicativo:

• Predicativo do sujeito: indica qualidade ou estado do sujeito por intermédio de um verbo, que pode ser de ligação, transitivo ou intransitivo:

Ex: Mônica está triste.
sujeito v. de ligação atributo do suj.
• Predicativo do objeto: indica qualidade ou estado do objeto por intermédio de um verbo transitivo:

Ex: Eles julgaram o criminoso culpado.
sujeito v. trans. direto obj. direto predicativo do objeto

sábado, 22 de fevereiro de 2020

Coletivos

Os substantivos coletivos são palavras que representam conjuntos de animais, pessoas, seres, etc. Abaixo você tem uma lista com os principais coletivos.

O dicionário também é uma boa fonte para você conhecer outros. Você procura o elemento (elefante, por exemplo), e encontra, além de sua definição, seu coletivo.

Substantivos coletivos
Coletivo é o nome que expressa um grupo de seres da mesma espécie. Exemplos:
acervo obras de arte
álbum retratos, autógrafos, selos
alcatéia lobos
antologia textos
armada navios de guerra
arquipélago ilhas
arsenal armas
assembléia de parlamentares, de membros de qualquer associação
atlas mapas
baixela objetos de servir à mesa
banca examinadores
banda músicos
bando pessoas, aves, malfeitores
bateria de canhões, de instrumentos de percussão, de perguntas
biblioteca livros
bosque árvores
buquê flores
cacho bananas, uvas
cáfila camelos
cambada desordeiros, malfeitores
cancioneiro canções, poemas
caravana viajantes, peregrinos
cardume peixes
caterva desordeiros, malfeitores
cavalgada cavaleiros
choldra bandidos, malfeitores
cinemateca filmes
clero sacerdotes
colégio eleitores, cardeais
coletânea textos, canções
colméia abelhas
colônia imigrantes, bactérias, insetos
comitiva acompanhantes
comunidade cidadãos
congresso parlamentares, doutores
constelação estrelas
cordilheira montanhas
corja ladrões, desordeiros
coro anjos, cantores
discoteca discos
elenco atores
enxame abelhas, marimbondos, vespas
enxoval roupas
esquadra navios
esquadrilha aviões
exército soldados
fardo tecidos, papéis, palha, feno
fato cabras
fauna animais
feixe lenha
flora plantas ou vegetais
floresta árvores
fornada pães
frota navios
galeria objetos de arte
grupo pessoas ou coisas
hemeroteca jornais e revistas
horda bárbaros, selvagens
junta médicos, examinadores
júri jurados, pessoas que julgam
legião anjos, soldados, demônios
manada elefantes, bois, búfalos
matilha cães
miríade insetos, estrelas
molho chaves
multidão pessoas
ninhada pintos, filhotes
nuvem gafanhotos
orquestra músicos
pilhas coisas colocadas umas sobre as outras
pinacoteca quadros
plantel animais de raça, bovinos ou eqüinos
platéia espectadores
praga insetos nocivos
prole filhos
quadrilha ladrões, bandidos
ramalhete flores
rebanho bois, carneiros, cabras
réstia cebolas, alhos
revoada aves
saraivada tiros, perguntas, vaias
seleta textos escolhidos
tripulação marinheiros ou aviadores
tropa soldados, animais de carga
trouxa roupas
turma estudantes, trabalhadores, amigos
universidade faculdades
vara porcos

Advérbio

Advérbio é a palavra invariável que modifica o sentido do verbo, acrescentando a ele determinadas circunstâncias de tempo, de modo, de intensidade, de lugar, etc. Ex.

Um lindo balão azul atravessava o céu.
Um lindo balão azul atravessava lentamente o céu.

Nesse caso, lentamente modifica o verbo atravessar, pois acrescenta uma idéia de modo. Os advérbios de intensidade têm uma característica particular, pois além de intensificar o verbo, eles podem intensificar o sentido de adjetivos e de outros advérbios. Ex.

Nosso amigo é inteligente demais.
As encomendas chegaram muito tarde.

• Locução Adverbial
Locução adverbial é toda expressão formada por mais de uma palavra e que funciona como advérbio. Ex.

As notícias chegaram cedo.
As notícias chegaram de manhã.

• Classificação do Advérbio

Dependendo da circunstância que expressam, os advérbios classificam-se em:

Lugar: lá, aqui, acima, por fora, etc.
Modo: bem, mal, assim, devagar, às pressas, pacientemente, etc.
Dúvida: talvez, possivelmente, acaso, porventura, etc.
Negação: não, de modo algum, de forma nenhuma, etc.
Afirmação: sim, realmente, com certeza, etc.
Intensidade: muito, demais, pouco, tão, menos, em excesso, etc.
Tempo: agora, hoje, sempre, logo, de manhã, às vezes, etc.

• Palavras Denotativas

Existem palavras e locuções semelhantes aos advérbios, as palavras denotativas, que indicam idéia de:

Inclusão: até, mesmo, inclusive, etc.
Exclusão: só, apenas, menos, etc.
Retificação: isto é, aliás, ou melhor, etc.
Explicação: por exemplo, ou seja, etc.

Por Gabriela Cabral
Equipe Brasil Escola

Sujeito e Predicado

Sujeito é o ser de quem se informa algo.


Predicado é a informação propriamente dita projetada sobre o sujeito.


Tipos de Sujeito:

- Sujeito determinado: quando se reconhece a existência do sujeito e o identifica na oração.

Ex.: “A Lua de Londres roubou meu noivo”.


O sujeito determinado pode ser subclassificado em:

Sujeito determinado simples: há apenas um núcleo.

Ex.: A manhã levantou-se nublada.

Sujeito determinado composto: há mais de um núcleo.

Ex.: Pedro e Paulo foram ao mercado.

- Sujeito indeterminado: quando existe um elemento ao qual o predicado se refere, mas não é possível (ou não se quer) identificá-lo.

Ex: ( ? ) Falavam sobre você na reunião.
sujeito predicado


- Sujeito inexistente: quando a informação transmitida pelo predicado não se refere a sujeito algum, temos a oração sem sujeito, essa ocorre com verbos impessoais.

Ex: Choveu durante todo o dia.


Os verbos impessoais mais comuns são:

- haver: no sentido de existir, acontecer e quando indicam tempo passado.

Ex.: Houve poucos acidentes durante o terremoto.

- fazer: quando indicam tempo passado ou fenômeno da natureza.

Ex.: Faz dez dias que não te vejo.

- ser: quando indicam tempo e distância.

Ex.: É dia.

- todos os verbos que indicam fenômenos da natureza (chover, ventar, anoitecer, amanhecer, relampejar, trovejar, nevar, etc.)

Ex.: Trovejou durante a madrugada.
Nevou durante todo o dia.
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O valor semântico das preposições

Ao falar em Semântica, torna-se necessário que entendamos o seu real significado. A mesma relaciona com o significado estabelecido pelas palavras dentro de um contexto linguístico.

Para melhor entendermos, analisemos estas orações:

Adoro doce de leite.
Aquela menina é um doce de pessoa.

Percebemos que na segunda oração, a palavra doce não é entendida no seu sentido literal, como na primeira. O adjetivo tem o sentido de uma pessoa meiga, amável, carismática.

Especificamente falando sobre as preposições, é importante sabermos que elas fazem parte das dez classes gramaticais e que possuem a função de ligar termos dentro de uma oração.

As mesmas também estabelecem relações semânticas entre o termo regente (aquele que pede a preposição) e o termo regido (aquele que completa seu sentido). Por isso vejamos uma relação em que há esta ocorrência:

Peguei o livro do professor com o compromisso de devolvê-lo amanhã - Valor semântico de posse.

As esculturas de cerâmica fizeram o maior sucesso durante a exposição - Matéria

Estudar com os amigos é muito mais proveitoso - Companhia

O conhecimento é a chave para o sucesso - Finalidade

Fiz o trabalho conforme você sugeriu - Conformidade

Falamos sobre Machado de Assis durante a apresentação do seminário - Assunto

O garoto se feriu com a faca - Instrumento

Aguardávamos com ansiedade o resultado do concurso - Modo

O cachorro morreu de uma epidemia desconhecida - Causa

A plateia protestou contra o alto preço da mensalidade - Oposição

O orientador estipulou um prazo de vinte dias para a entrega da tese de dissertação - Tempo

Conheci uns amigos de Fortaleza - Origem
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As orações subordinadas e o uso da vírgula

emprego da vírgula, descobrimos que sua função vai muito além do simples conceito, ora muitas vezes proferido pelo senso comum – o de que serve para demarcar uma pausa mediante a prática da leitura.

No que tange às incumbências, este sinal de pontuação, além de separar elementos de uma oração, separa também orações, estando estas dispostas em um dado período. E assim, vale dizer que o foco de nossos estudos encontra-se direcionado para a análise do período composto por subordinação, no qual, em determinados casos, a vírgula encontra-se presente.

Partindo desta prerrogativa, analisemos as circunstâncias linguísticas em que podemos constatá-la:

* As orações subordinadas substantivas não são demarcadas pelo uso da vírgula. Como podemos constatar em:

Era importante |que você participasse. Or. subord. substantiva subjetiva


Espero |que você obtenha sucesso. Or. subordinada substantiva objetiva direta


Tenho necessidade | de seu carinho. Or. subord. substantiva completiva nominal


Nota digna de atenção:
* Há neste grupo somente uma exceção: o fato de que as orações subordinadas apositivas são regidas pelo uso da vírgula ou pelos dois pontos:
Apenas tenho um desejo, que você volte em breve.
* As orações subordinadas adjetivas restritivas dispensam o uso da vírgula:
Os alunos |que se destacaram nas Olimpíadas |foram premiados. Or. subordinada adjetiva restritiva


* Já as subordinadas adjetivas explicativas aparecem sempre demarcadas pela vírgula:
Machado de Assis, | que é autor de Dom Casmurro|, tornou-se canonizado. Or. subordinada adjetiva explicativa



* Nas adverbiais, mesmo não sendo de cunho obrigatório, é sempre recomendável utilizar a vírgula para separá-las da oração principal.
Como estava chovendo muito |, resolvemos adiar a viagem. Or. subordinada adverbial causal | Or. principal

Contudo, se a oração subordinada vier depois da principal, a vírgula pode ser dispensada.
Estudou bastante | para que pudesse obter um bom resultado nas avaliações.Or. principal | | Or. subordinada adverbial final


* Nas orações subordinadas reduzidas prevalecem estas mesmas considerações:

Revelando o segredo |, você não será despedido.
Or. subord. adv. condicional reduzida de gerúndio

Constatamos que a subordinada veio antes da principal.

Analisemos outro exemplo:


Foi preparado | para ministrar a palestra. Or. principal | or. subordinada adverbial final reduzida de infinitivo.

Notamos que, neste caso, a principal veio antes da subordinada, razão pela qual constata-se o referido aspecto (a ausência da vírgula).


Por Vânia Duarte
Graduada em Letras

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Verbo

Quando se pratica uma ação, a palavra que representa essa ação indica o momento em que ela ocorre, é o verbo.
Exemplos:
Aquele pedreiro trabalhou muito. (ação – pretérito)
Venta muito na primavera. (fenômeno – presente)
Ana ficará feliz com a tua chegada. (estado - futuro)
Maria enviuvou na semana passada. (mudança de estado – pretérito)
A serra azula o horizonte. (qualidade – presente)

CONJUGAÇÃO VERBAL


Existem 3 conjugações verbais:

A 1ª que tem como vogal temática o ''a''
Ex: cantar, pular, sonhar etc...

A 2ª que tem como vogal temática o ''e''
Ex: vender, comer, chover, sofrer etc....

A 3ª que tem como vogal temática o ''i''
Ex: partir, dividir, sorrir, abrir etc....

Exemplos:

1º COJUGAÇÃO
verbos terminados em AR
2º COJUGAÇÃO verbos terminados em ER
3º CONJUGAÇÃO verbos terminados em IR
cantar
amar
sonhar

vender


chover


sofrer

partir


sorrir


abrir

OBS: O verbo pôr, assim como seus derivados (compor, repor, depor, etc.), pertence 2º conjugação, porque na sua forma antiga a terminação era er: poer. A vogal “e”, apesar de haver desaparecido do infinitivo, revela-se em algumas formas de verbo: põe, pões, põem etc.

Pessoas:

1ª, 2ª e 3ª pessoa a bordadas em 2 situações: singular e plural.
Primeira - singular - eu ex: canto
Segunda - singular - tu ex: cantas
Terceira - singular - ele ex: canta

Primeira - plural - nós ex: cantamos
Segunda - plural - vós ex: cantais
Terceira - plural - eles ex: cantam


TEMPOS E MODO DE VERBO


1. Presente.

Fato ocorrido no momento em que se fala.
Ex: Faz

2. Pretérito
Fato ocorrido antes
Ex: Fez

3. Futuro
Fato ocorrido depois
Ex: Fará

O pretérito subdivide-se em perfeito, imperfeito e mais-que-perfeito.

1. Perfeito

Ação acabada.
Ex: Eu li o ultimo romance de Rubens Fonseca.

2. Imperfeito

Ação inacabada no momento a que se refere à narração.
Ex: Ele olhava o mar durante horas e horas.

3- Mais-que-perfeito
Ação acabada, ocorrida antes de outro fato passado.
Ex: para poder trabalhar melhor, ela dividirá a turma em dois grupos.

O futuro subdivide-se em futuro do presente e futuro do pretérito.

1. futuro do Presente.

Refere-se a um fato imediato e certo
Ex: comprarei ingressos para o teatro.

2. futuro do Pretérito.

Pode indicar condição, referindo-se a uma ação futura, vinculada a um momento já passado.
Ex: Aprenderia tocar violão, se tivesse ouvido para a música (aqui indica condição)
Eles gostariam de convidá-la para a festa.


MODOS


1- Indicativo.

Apresenta o fato de maneira real, certa, positiva.
Ex: Eu estudo geografia
Iremos ao cinema.
Voltou para casa.

2- subjuntivo.
Pode exprimir um desejo e apresenta o fato como possível ou duvidoso, hipotético.
Ex: Queria que me levasses ao teatro.
Se eu tivesse dinheiro, compraria um carro.
Quando o relógio despertar, acorda-me.

3- Imperativo
Exprime ordem, conselho ou súplica.
Ex: Limpa a cozinha, Maria.
Descanse bastante nestas férias.
Senhor tende piedade de nós.

As formas nominais do verbo são Três: infinitivo, gerúndio e particípio.

Infinitivo:
Pessoal - cantar (eu) , cantares (tu), vender( eu), venderes(tu), partir (eu), partires (tu)
Impessoal - cantar, vender,partir.
Gerúndio - cantando, vendendo, partindo.
Particípio - cantado,vendido,partido.
Impessoal:
Uma forma em que o verbo não se refere a nenhuma pessoa gramatical: é o infinitivo impessoal,
Quando não se refere às pessoas do discurso.
Exemplos: viver é bom. (a vida é boa)
É proibido fumar. (é proibido o fumo)
Pessoal:
Quando se refere às pessoas do discurso. Neste caso, não é flexionado nas 1a e 3a pessoas do singular e flexionadas nas demais:

Falar (eu) – não flexionado Falarmos (nós) – flexionado
Falares (tu) – na flexionado Falardes (voz) – flexionado
Falar (ele) – não flexionado Falarem (eles) – flexionado
Pessoal (flexionado)
Ex: É conveniente estudares (É conveniente o estudo)
útil pesquisarmos (é útil a nossa pesquisa)


ASPECTO


Aspecto é a maneira de ser ação.

O Pretérito Perfeito Composto:
indique um fato concluído, revela de certa forma, a idéia de continuidade.
ex; Eu tenho estudado (eu estudei até o presente momento).

Os verbos invocativos (terminados em "ecer" ou "escer") indica uma continuidade gradual.
Ex: embranquecer é começar a ficar grisalho e envelhecer é ir ficando velho.

O Presente do Indicativo pode:
a) indicar freqüência.
Ex: O sol nasce para todos.

b) ser empregado no lugar do futuro.
Ex: amanhã vou ao teatro. (irei)
Se continuam as indiretas, perco a paciência. (continuarem; perderei)

c) ser empregado no lugar do pretérito (presente histórico)
Ex: É 1939: alemães invadem o território polonês (era; invadiram)

O Pretérito Imperfeito do Indicativo pode:
a)Substituir o futuro do pretérito.
Ex: se eu soubesse, não dizia aquilo. (diria)

b)Expressar cortesia ou timidez.
Ex: o senhor podia fazer o favor de me emprestar uma caneta?(pode)

Futuro do Presente pode:

a) Indicar probabilidade.
Ex: Ele terá, no máximo, uns 70 quilos.

b) Substituir o imperativo.
Ex: não matarás. (não mates)


TEMPOS SIMPLES E TEMPOS COMPOSTOS.

Os tempos simples quando formados apenas pelo verbo principal

São os seguintes
Indicativo:
Presente - canto, vendo, parto, etc.
Pretérito perfeito - cantei,vendi,parti, etc.
Pretérito imperfeito - cantava, vendia, partia,etc.
Pretérito mais-que-perfeito - cantara, vendera,partira, etc.
Futuro do presente - cantarei, venderei, partirei, etc.
Futuro do pretérito - cantaria, venderia, partiria,etc.

Subjuntivo:
Presente - cante,venda, parta, etc.
Pretérito imperfeito - cantasse, vendesse, partisse, etc.
Futuro - cantar, vender,partir.

Imperativo:

Ao indicar ordem, conselho, pedido, o fato verbal pode expressar negação ou afirmação. São, portanto, duas as formas do imperativo:

- Imperativo Negativo: Não falem alto.

- Imperativo Afirmativo: Falem mais alto.

Imperativo negativo:

É formado do presente do subjuntivo.

CONJUGAÇAO CANT - AR
CONJUGAÇÃO VEND - ER
CONJUGAÇÃO
PART - IR
Não cantes
Não cante
Não cantemos
Não canteis
Não cantem
Não vendas
Não venda
Não vendamos
Não vendais
Não vendam
Não partas
Não parta
Não partamos
Não partais
Não partam

Imperativo afirmativo:
Também é formado do presente do subjuntivo, com exceção da 2º pessoa do singular e da 2º pessoa do plural, que são retiradas do presente do indicativo sem o “s”.

EX:
canta
cante
cantemos
cantai
cantem
OBS: O imperativo não possui a 1º pessoa do singular, pois não se prevê a ordem, o pedido ou o conselho a si mesmo.

Tempos são composto quando formados pelos auxiliares ter ou haver.
São os seguintes:

Indicativo:
Pretérito perfeito composto - tenho cantado,tenho vendido, tenho partido,etc.
Pretérito mais-que-perfeito composto - tinha cantado,tinha vendido,tinha partido,etc.
Futuro do presente composto - terei cantado,terei vendido, terei partido,etc.
Futuro do pretérito composto - teria cantado, teria vendido,teria parido, etc.

Subjuntivo:
Pretérito perfeito composto - tenha cantado, tenha vendido,tenha partido,etc.
Pretérito mais-que-perfeito composto - tivesse cantado,tivesse vendido,tivesse partido etc.
Futuro composto - tiver cantado,tiver vendido,tiver partido,etc

Infinitivo:
Pretérito impessoal composto - ter cantado,ter vendido,ter partido,etc.
Pretérito pessoal composto - ter (teres) cantado, ter(teres) vendido,ter(teres) partido.
Gerúndio pretérito composto - tendo cantado, tendo vendido, tendo partido.
REGULARES
Regulares são verbos que se conjugam de acordo com o paradigma (modelo) de cada conjugação.
Como exemplos o verbo:

Cantar (1ª conjugação) vender (2ª conjugação) partir (3ª conjugação) todos que se conjugarem de acordo com esses verbos serão regulares.
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Polissemia

Consideremos as seguintes frases:

Paula tem uma mão para cozinhar que dá inveja!
Vamos! Coloque logo a mão na massa!
As crianças estão com as mãos sujas.
Passaram a mão na minha bolsa e nem percebi.

Chegamos à conclusão de que se trata de palavras idênticas no que se refere à grafia, mas será que possuem o mesmo significado?
Existe uma parte da gramática normativa denominada Semântica. Ela trabalha a questão dos diferentes significados que uma mesma palavra apresenta de acordo com o contexto em que se insere.

Tomando como exemplo as frases já mencionadas, analisaremos os vocábulos de mesma grafia, de acordo com seu sentido denotativo, isto é, aquele retratado pelo dicionário.

Na primeira, a palavra “mão” significa habilidade, eficiência diante do ato praticado.
Nas outras que seguem o significado é de: participação, interação mediante a uma tarefa realizada; mão como parte do corpo humano e por último, simboliza o roubo, visto de maneira pejorativa.

Reportando-nos ao conceito de Polissemia, logo percebemos que o prefixo “poli” significa multiplicidade de algo. Possibilidades de várias interpretações levando-se em consideração as situações de aplicabilidade.

Há uma infinidade de outros exemplos em que podemos verificar a ocorrência da polissemia, como por exemplo:

O rapaz é um tremendo gato.
O gato do vizinho é peralta.
Precisei fazer um gato para que a energia voltasse.

Pedro costuma fazer alguns “bicos” para garantir sua sobrevivência
O passarinho foi atingido no bico.
Por Vânia Duarte
Graduada em Letras
Equipe Brasil Escola

Período Composto por Subordinação

Períodos compostos por subordinação são períodos que, sendo constituídos de duas ou mais orações, possuem uma oração principal e pelo menos uma oração subordinada a ela. A oração subordinada está sintaticamente vinculada à oração principal, podendo funcionar como termo essencial, integrante ou acessório da oração principal. As orações subordinadas que se conectam à oração principal através de conjunções subordinativas são chamadas orações subordinadas sindéticas. As orações que não apresentam conjunções subordinativas geralmente apresentam seus verbos nas formas nominais, sendo chamadas orações reduzidas.

I. Orações Subordinadas Substantivas:
São seis as orações subordinadas substantivas, que são iniciadas por uma conjunção subordinativa integrante (que, se)

A) Subjetiva : funciona como sujeito da oração principal.
Existem três estruturas de oração principal que se usam com subordinada substantiva subjetiva:
verbo de ligação + predicativo + oração subordinada substantiva subjetiva.

Ex. É necessário que façamos nossos deveres.
verbo unipessoal + oração subordinada substantiva subjetiva.

Verbo unipessoal só é usado na 3ª pessoa do singular; os mais comuns são convir, constar, parecer, importar, interessar, suceder, acontecer.
Ex. Convém que façamos nossos deveres.

verbo na voz passiva + oração subordinada substantiva subjetiva.
Ex. Foi afirmado que você subornou o guarda.

B) Objetiva Direta: funciona como objeto direto da oração principal.

(sujeito) + VTD + oração subordinada substantiva objetiva direta.
Ex. Todos desejamos que seu futuro seja brilhante.

C) Objetiva Indireta: funciona como objeto indireto da oração principal.

(sujeito) + VTI + prep. + oração subordinada substantiva objetiva indireta.
Ex. Lembro-me de que tu me amavas.

D) Completiva Nominal: funciona como complemento nominal de um termo da oração principal.

(sujeito) + verbo + termo intransitivo + prep. + oração subordinada substantiva completiva nominal.
Ex. Tenho necessidade de que me elogiem.

E) Apositiva: funciona como aposto da oração principal; em geral, a oração subordinada substantiva apositiva vem após dois pontos, ou mais raramente, entre vírgulas.

oração principal + : + oração subordinada substantiva apositiva.
Ex. Todos querem o mesmo destino: que atinjamos a felicidade.

F) Predicativa: funciona como predicativo do sujeito do verbo de ligação da oração principal.

(sujeito) + VL + oração subordinada substantiva predicativa.
Ex. A verdade é que nunca nos satisfazemos com nossas posses.

Nota: As subordinadas substantivas podem vir introduzidas por outras palavras:

Pronomes interrogativos (quem, que, qual...)

Advérbios interrogativos (onde, como, quando...)

Perguntou-se quando ele chegaria.

Não sei onde coloquei minha carteira.

Orações Subordinadas Adjetivas

As orações subordinadas adjetivas são sempre iniciadas por um pronome relativo. São duas as orações subordinadas adjetivas:

A) Restritiva: é aquela que limita, restringe o sentido do substantivo ou pronome a que se refere. A restritiva funciona como adjunto adnominal de um termo da oração principal e não pode ser isolada por vírgulas.
Ex. A garota com quem simpatizei está à sua procura.

B) Explicativa: serve para esclarecer melhor o sentido de um substantivo, explicando mais detalhadamente uma característica geral e própria desse nome. A explicativa funciona como aposto explicativo e é sempre isolada por vírgulas.
Ex. Londrina, que é a terceira cidade do região Sul do país, está muito bem cuidada.

Orações Subordinadas Adverbiais

São nove as orações subordinadas adverbiais, que são iniciadas por uma conjunção subordinativa

A) Causal: funciona como adjunto adverbial de causa.

Conjunções: porque, porquanto, visto que, já que, uma vez que, como, que.
Ex. Saímos rapidamente, visto que estava armando um tremendo temporal.

B) Comparativa: funciona como adjunto adverbial de comparação. Geralmente, o verbo fica subentendido

Conjunções: (mais) ... que, (menos)... que, (tão)... quanto, como.
Ex. Diocresildo era mais esforçado que o irmão(era).

C) Concessiva: funciona como adjunto adverbial de concessão.

Conjunções: embora, conquanto, inobstante, não obstante, apesar de que, se bem que, mesmo que, posto que, ainda que, em que pese.
Ex. Todos se retiraram, apesar de não terem terminado a prova.

D) Condicional: funciona como adjunto adverbial de condição.

Conjunções: se, a menos que, desde que, caso, contanto que.
Ex. Você terá um futuro brilhante, desde que se esforce.

E) Conformativa: funciona como adjunto adverbial de conformidade.

Conjunções: como, conforme, segundo.
Ex. Construímos nossa casa, conforme as especificações dadas pela Prefeitura.

F) Consecutiva: funciona como adjunto adverbial de conseqüência.

Conjunções: (tão)... que, (tanto)... que, (tamanho)... que.
Ex. Ele fala tão alto, que não precisa do microfone.

G) Temporal: funciona como adjunto adverbial de tempo.

Conjunções: quando, enquanto, sempre que, assim que, desde que, logo que, mal.
Ex. Fico triste, sempre que vou à casa de Juvenildo.

H) Final: funciona como adjunto adverbial de finalidade.

Conjunções: a fim de que, para que, porque.
Ex. Ele não precisa do microfone, para que todos o ouçam.

I) Proporcional: funciona como adjunto adverbial de proporção.

Conjunções: à proporção que, à medida que, tanto mais.

À medida que o tempo passa, mais experientes ficamos.

Orações Reduzidas

quando uma oração subordinada se apresenta sem conjunção ou pronome relativo e com o verbo no infinitivo, no particípio ou no gerúndio, dizemos que ela é uma oração reduzida, acrescentando-lhe o nome de infinitivo, de particípio ou de gerúndio.
Ex. Ele não precisa de microfone, para o ouvirem.

Aspecto Verbal


O aspecto verbal exprima a Ação verbal em seu início, em seu desfecho, em seu curso, num de seus momentos, na sua frequencia.

O aspecto pode ser:
Pontual

Indicando que o Processo foi instantâneo (disse, olhei);
Itálico e durativa

Em que é a Ação em seu desenvolvimento (ia dizendo, estavamos olhando);
Conclusivo:

O Processo é visto em seu fim, como concluso e com UM resultado (leu, trabalhou);
Permansivo

O Processo está concluso e com UM resultado permanente (caiu, sabe, aprendeu);
Incoativo ou inceptivo

Em que o Processo verbal é visto em seu Comece (amanhecer, partir);
Interativo ou freqüentativo

Se exprima UMA série de processos repetidos (voejar, saltitar, tenho falado, bate que bate).

O aspecto pode ser expresso por sufixos:

-ecer, asp. incoativo,

-ejar, -itar, asp. iterativo,

Por UM verbo auxiliar - começára a, entrar, asp. inceptivo ou incoativo

Pelo tempo verbal - o pretérito imperfeito é de asp. cursivo, ao Passo que o perfeito é conclusivo

Pela própria significação do radical - cair é pontual, partir é incoativo, chegar é conclusivo, andar e itálico, saber é permansivo.

O presente do indicativo é usado para o momento que se fala, mas ele pode ser usado no lugar no pretérito perfeito, chamado presente histórico. Neste caso, a consulta do "Pelé", as duas alternativas está correta.

Fonte: Por Trás das Letras

Predicado

É tudo aquilo que se informa sobre o sujeito e é estruturado em torno de um verbo. Ele sempre concorda em número e pessoa com o sujeito.
Quando é um caso de oração sem sujeito, o verbo do predicado fica na forma impessoal, 3ª pessoa do singular. O núcleo do predicado pode ser um verbo significativo, um nome ou ambos.
Ex.: "Seu trabalho tem uma ligação muito forte com a psicanálise".
(Revista Nova Escola, 11/00)


Tipos de predicado:

* Verbal
* Nominal
* Verbo-nominal


Predicado verbal

Aquele que tem como núcleo (palavra mais importante) um verbo significativo.
Ex.: Ministro anuncia reajuste de impostos.
Núcleo: anuncia (verbo significativo)

O verbo significativo pode ser: transitivo direto (VTD), transitivo indireto (VTI), transitivo direto e indireto (VTDI) ou intransitivo (VI).
Ex.: O técnico comprou várias bolas. VTD
O técnico gosta de bolas novas. VTI
O técnico prefere melhores condições de trabalho a aumento de salário. VTDI
O técnico viajou. VI


Predicado nominal

Aquele cujo núcleo é um nome (predicativo). Nesse tipo de predicado, o verbo não é significativo e sim de ligação.Serve de elo entre o sujeito e o predicativo.
Ex.: Todos estavam apressados.
Núcleo: apressados (predicativo)


Predicado verbo-nominal

Aquele que possui dois núcleos: um verbo significativo e um predicativo do sujeito ou do objeto.
Ex.: O juiz julgou o réu culpado.
Núcleos:
julgou- verbo significativo
culpado- predicativo do objeto (o réu)

Em caso de dúvidas, VER morfologia/classes de palavras/verbos e sintaxe/termos ligados ao nome/predicativo
www.coladaweb.com

As fontes históricas


O trabalho do historiador com as fontes sofreu grandes mudanças ao longo do tempo.
Quando observamos a organização do tempo e das informações históricas em um livro didático, mal pensamos sobre todo o processo que envolveu a fabricação daquele material disponível para estudo. O passado, enquanto objeto de estudo, não está devidamente organizado e analisado em todas as suas dimensões. Para que seja possível conhecê-lo, o historiador tem que sair em busca dos vestígios que possam fornecer informações e respostas ao seu exercício de investigação.
Sob tal aspecto, notamos que o historiador deve estar à procura constante e regular de fontes que viabilizem o seu contato com as experiências que já se consumaram ao longo do tempo. Fora desse tipo de ação, a pesquisa histórica fica sujeita à produção de suposições e julgamentos que fogem ao compromisso do historiador em conferir voz ao tempo que ele observa e pesquisa. Sendo assim, as fontes históricas aparecem como elementos de suma importância em tal caminhada.
Ao contrário do que possa parecer, o reconhecimento e uso de uma determinada fonte histórica não é naturalmente realizado por aqueles que se colocam em busca do passado. Dependendo dos interesses e influências que marcam a trajetória do historiador, notamos que as fontes históricas podem ser empregadas ou não em seu trabalho. Desse modo, entendemos que nenhum historiador terá a capacidade ou disposição de esgotar o uso de todas as possíveis fontes relacionadas a um determinado evento ou tema.
Durante muito tempo, os historiadores acreditavam que o passado não poderia ser reconhecido para fora das fontes escritas oficiais. Tal critério, que perdurou até o século XIX, chegou a determinar que o tempo em que a escrita não fora dominada pelo homem ou as sociedades que não dominavam tal técnica não poderiam ter o seu passado escrito. Sendo assim, o trabalho de vários historiadores esteve preso aos documentos ou fontes escritas.
No século passado, a ação de outros historiadores e o desenvolvimento de novas formas de estudo foi gradativamente revelando que o conjunto de fontes a serem trabalhadas pelo historiador pode muito bem extrapolar o mundo letrado. A partir de então, fontes de natureza, visual, oral e sonora foram incorporadas ao conjunto de compreensão do passado. Com isso, observamos que determinados temas históricos tiveram a sua discussão renovada e ampliada para outros patamares.
Logicamente, não podemos deixar de frisar que o uso de diferentes fontes empreendeu o reconhecimento de novos desafios ao ofício do historiador. Em contrapartida, ofereceu ao historiador e ao público interessado uma oportunidade de renovar e determinar o crescimento da produção técnica, científica e didática sobre o assunto. De fato, o século XX foi marcado por um volume de publicações de temas históricos nunca antes observados em qualquer outro tempo.
Por Rainer Sousa
Mestre em História

Iracema Análise do livro de José de Alencar

Colégio Estadual Dinah Gonçalves
email accbarroso@hotmail.com
      


Iracema (detalhe), óleo de J.M. Medeiros, de 1881
"Verdes mares bravios de minha terra natal, onde canta a jandaia nas frondes da carnaúba [...]" Com essas palavras, José de Alencar começa "Iracema", a que chama "Lenda do Ceará" e que é, na verdade, um texto de difícil classificação.

Trata-se claramente de um romance se consideramos seu enredo. Por outro lado, é um poema em prosa, se levarmos em conta o estilo, em que predomina o lirismo amoroso e a exploração do vocabulário indígena no português falado no Brasil.

Certamente um ponto altíssimo no conjunto da obra de José de Alencar, "Iracema" - apesar das dificuldades que a linguagem pode apresentar ao leitor de hoje - merece de fato ser lido, do começo ao fim.

O texto é muito breve, com cerca de 80 páginas nas edições mais recentes. No entanto, seu enredo é repleto de aventuras e peripécias, bem ao gosto do Romantismo, escola literária da qual Alencar é um dos maiores expoentes no Brasil.

Enredo

A história se inicia com o guerreiro branco Martim Soares Moreno, amigo dos índios pitiguaras, que habitavam o litoral, perdendo-se nas matas. Lá foi encontrado por Iracema, a deslumbrante virgem, filha do pajé Araquém, da tribo dos tabajaras, habitantes do interior da região.

Iracema acolheu o jovem branco e o levou para sua tribo, onde ele foi recebido como hóspede e amigo. Ao inteirar-se da celebração que os tabajaras faziam a seu grande chefe Irapuã, que vai comandá-los num combate aos pitiguaras, Martim resolveu fugir, naquela mesma noite. Iracema o impediu, pedindo-lhe que aguardasse a volta de seu irmão Caubi, que poderia guiá-lo pelas matas.

Triângulo amoroso

Aos poucos, surge um afeto entre Iracema e Martim, que logo se transformou em paixão. A situação se complica, pois Irapuã também estava apaixonado pela índia e tentou matar Martim quando este já deixava a aldeia, após descobrir que Iracema, por ser filha do pajé e guardiã do segredo da jurema, deve permanecer solteira.

No entanto, a união dos dois se consuma numa noite em que Martim, em sonho, imaginou possuir Iracema, sendo que esta de fato se entregou a ele. Desse modo, quando Martim decide partir para escapar a Irapuã e aos tabajaras, Iracema lhe revelou a verdade e se dispôs a segui-lo. Os dois partiram ao encontro de Poti, chefe dos pitiguaras, que considerava Martim seu irmão. Foram seguidos por Irapuã e os tabajaras, o que resulta no conflito entre as duas tribos adversárias.

Mesmo sofrendo pela derrota de seu povo e pela morte de muitos dos seus, Iracema segue Martim e passa a viver com ele na tribo de Poti. Com o passar do tempo, porém, Martim se mostra desinteressado pela esposa, parece sentir saudades da civilização de onde veio, mas sabe que não pode ir para lá e levar Iracema com ele. Nesse ínterim, o guerreiro branco - que adotou o nome indígena de Coatiabo - enfrenta diversos combates, enquanto Iracema engravida de um filho seu. Ainda assim, a índia sofre as constantes ausências do marido e definha de tristeza.

O filho do sofrimento

Ao voltar de uma batalha, Martim encontra Iracema com seu filho - a quem ela chamou Moacir, que significa "o filho do sofrimento". A índia está extremamente debilitada. Só teve forças para entregar o filho ao pai e pedir-lhe que a enterrasse aos pés de um coqueiro de que ela tanto gostava. O lugar onde Iracema foi enterrado passou a se chamar Ceará - segundo a tradição, Ceará significa canto da jandaia, a ave de estimação de Iracema.

Sofrendo a perda de Iracema, Martim retorna a sua pátria com o filho. Quatro anos depois, volta novamente ao Brasil, onde ajuda a implantar a fé cristã, convertendo Poti, que recebeu o nome de Felipe Camarão. Os dois ajudaram o comandante Jerônimo de Albuquerque na luta contra os holandeses. Quando podia, Martim ia ao local onde Iracema estava enterrado e se deixava consumir pela saudade.

O simbolismo da narrativa de Alencar é evidente: do cruzamento das duas raças - o europeu e o índio - nasce o brasileiro. Nesse sentido, a obra é uma expressão do Indianismo que caracterizou a primeira fase do Romantismo no Brasil. O país - cuja independência completava 43 anos à publicação de Iracema (1865) - precisava valorizar suas raízes e sua história, para afirmar-se como nação livre e soberana.

Classificação dos Verbos

Os verbos da língua são classificados em: regulares, irregulares, anômalos, defectivos e abundantes.

• Regulares: são aqueles em que o radical permanece o mesmo em toda a conjugação.
Exemplo: verbo cantar.
Presente Perfeito

Radical Terminação Radical Terminação
Cant o Cant ei
Cant as Cant aste
Cant a Cant ou
Cant amos Cant amos
Cant ais Cant astes
Cant am Cant aram

• Irregulares: são os verbos cujos radicais se alteram ou cujas terminações não seguem o modelo da conjugação a que pertence.
Exemplo: verbo ouvir.
Presente Perfeito

Radical Terminação Radical Terminação
Ouç o Ouv i
Ouv es Ouv iste
Ouv e Ouv iu
Ouv imos Ouv imos
Ouv is Ouv istes
Ouv em Ouv iram


• Anômalos: verbos que sofrem profundas alterações em seus radicais.
Exemplo: verbo ser e ir.
No verbo ser ocorrem radicais diferentes, note pela diferença entre: sede, era.
No verbo ir, da mesma forma: vou, fui, irei.

• Defectivos: não se apresentam em todas as flexões.
Exemplos:
verbo abolir verbo reaver

Presente do indicativo Presente do indicativo
Eu # Eu #
Tu aboles Tu #
Ele abole Ele #
Nós abolimos Nós reavemos
Vós abolis Vós reaveis
Eles abolem Eles #


• Abundantes: apresentam duas ou mais formas equivalentes.
Exemplo:
aceitar aceitado aceito
acender acendido aceso
corrigir corrigido correto
eleger elegido eleito
emergir emergido emerso
entregar entregado entregue
encher enchido cheio
expelir expelido expulso
extinguir extinguido extinto
fritar fritado frito
imergir imergido imerso
imprimir imprimido impresso
inserir inserido inserto
limpar limpado limpo
matar matado morto

Por Marina Cabral
Especialista em Língua Portuguesa e Literatura