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sábado, 26 de outubro de 2019

Reações químicas Análise de evidências


Colégio Estadual Dinah Gonçalves
email accbarroso@hotmail.com
   

As reações químicas, processos que caracterizam as transformações químicas, são fenômenos que ocorrem aos milhares em diversas situações e condições ao nosso redor. Às vezes percebemos algumas delas, mas muitas vezes não as notamos.

Por exemplo, a formação de ferrugem em um portão de ferro exposto à ação do ar é uma dessas reações que percebemos. É comum os químicos representarem as reações químicas por meio de equações químicas. No caso da ferrugem pode-se representá-la assim:


Nesta equação verifica-se a combinação química do ferro (Fe) com o oxigênio (O2) e água (H2O), formando óxido de ferro, ou ferrugem (Fe2O3.H2O), material que é facilmente verificado pelos sinais apresentados no processo, ou seja, as evidências de uma transformação química. No caso em questão, há formação de uma substância marrom insolúvel em água.

Contudo, é necessário certo cuidado ao analisar as evidências, pois nem sempre elas caracterizam uma transformação química. Os processos de dissolução (soluto sendo dissolvido por um solvente), por exemplo, em geral não são classificados como transformações químicas, pois esses processos caracterizam-se, a rigor, por serem transformações físicas.

Como verificar se ocorreu transformação química?
As evidências de que uma transformação química ocorreu são, em geral: a liberação de gases e/ou luz, a mudança de cor ou temperatura e a formação de precipitado (formação de um sólido insolúvel após interação de dois reagentes solúveis). Podem-se verificar essas evidências por meio de alguns testes simples com materiais comuns, encontrados nos laboratórios escolares. Porém, é importante frisar que tais testes requerem orientação do professor de química, principalmente por questões de segurança.

A adição de alguns mililitros de uma solução de iodeto de potássio (KI) a outra de nitrato de chumbo [Pb(NO3)2], permite a identificação de uma transformação química por meio da formação de um precipitado (ppt). Um ppt amarelo intenso de iodeto de chumbo (PbI2) de fácil visualização. A equação química dessa transformação pode ser assim representada:



Outras reações químicas são identificadas pela liberação de gás, de calor e de luz. Esses sinais característicos são facilmente percebidos na combustão de enxofre. Aquecendo uma pequena quantidade de enxofre (pó amarelo), em ambiente adequado, há a combustão do material, transformando-o no gás dióxido de enxofre, gás formador de chuva ácida. Veja a equação da combustão:


Esta é uma reação de síntese em que o enxofre aquecido reagiu com o oxigênio do ar, produzindo dióxido de enxofre (gás), luz e calor.

Outra transformação química que apresenta como evidências calor, certa luminosidade e gás é a reação entre ácido clorídrico e o metal magnésio. (Lembramos, mais uma vez, a importância da orientação do professor com estes testes por questões de segurança, uma vez que essa reação, além do manuseio de ácido, que já representa certo perigo, produz gás hidrogênio, que é facilmente inflamável.)

Em um tubo de ensaio com solução diluída de ácido clorídrico, adiciona-se um pedaço de magnésio. Na reação, o magnésio se decompõe, liberando gás (hidrogênio), que rapidamente passa para o ambiente. O aquecimento do líquido no tubo de ensaio é facilmente perceptível. O magnésio reage com o ácido clorídrico (equação abaixo), produzindo cloreto de magnésio (MgCl2) e o gás hidrogênio (H2), que escapa para fora do tubo:


Uma transformação química que pode ser verificada por mudança de cor dos materiais acontece na reação do metal ferro, quando mantido por algum tempo em um béquer contendo uma solução aquosa de sulfato de cobre II (CuSO4). Neste caso, há a mudança de cor na solução aquosa de sulfato de cobre II, de azul para verde.

A mudança de cor na solução aquosa se deve ao fato de que o elemento ferro presente na barra reage com o cobre presente na solução aquosa de sulfato de cobre II. O produto formado é a solução de sulfato de ferro II (FeSO4), que possui a cor meio esverdeada. O cobre na forma metálica pode ser visto depositado sobre a barra de ferro. Esse fenômeno é representado pela equação:

A equação apresenta a seqüência química: Fe(metal) + CuSO4 (solução aquosa de sulfato de cobre II) ==> Cu (metal) + FeSO4 (solução aquosa de sulfato de ferro II).

Como já foi salientado, as evidências não determinam uma transformação química, porém ajudam a identificar os sinais de quando ocorrem ou não as reações químicas. Assim, um estudo sobre esses aspectos permite a compreensão de fatores relacionados às reações químicas, com o objetivo de entender e controlar boa parte das transformações químicas que acontecem ao nosso redor.

Bibliografia
# ATKINS, P. W.; JONES, L. L. Princípios de Química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. Porto Alegre, Bookman, 2001.
# GEPEQ. Interações e transformações I: elaborando conceitos sobre transformações químicas. Química - Ensino Médio. Livro do aluno e guia do professor. São Paulo, USP, 2001.
# LEMBO A. Química: realidade e contexto. São Paulo, Editora Ática, 2001.

Ligações químicas Metais, não-metais, ligações iônicas e ligações covalentes

Colégio Estadual Dinah Gonçalves
email accbarroso@hotmail.com
     


Como sabemos, os átomos se ligam a outros para completarem suas camadas de valência. Se você não está lembrando, camada de valência é a última camada da eletrosfera do átomo e ela é considerada completa se possuir oito elétrons (para átomos com mais de uma camada) ou dois elétrons (para átomos com uma única camada). Assim, desde que sua camada não esteja completa, ele irá se ligar a outros átomos para tentar completá-la.

Vamos fazer uma suposição: as pessoas só são felizes se possuirem uma bicicleta. Você não possui a bicicleta e ela custa R$ 100,00, mas você só tem R$ 50,00. Você tem um irmão pequeno, de mais ou menos dois anos, que possui R$ 50,00 e também não tem bicicleta. Para poder adquirir uma bicicleta e ficar feliz, você propõe a ele uma sociedade em que cada um entra com R$ 50,00 e poderão usar a bicicleta.

Proposta aceita, a bicicleta é comprada mas, deixando a hipocrisia de lado, você vai andar na bicicleta e seu irmão não, já que você é muito mais forte do que ele. Ele não conseguirá tomá-la à força, mas certamente passará o resto de sua vida atrás de você pedindo insistentemente: "Posso andar? Posso andar?"

Outra suposição: seu irmão tem a mesma idade e estatura que você. Vocês poderão fazer uma sociedade para comprar a bicicleta, mas você terá que deixá-lo andar de vez em quando - e ele a você - senão vira e mexe alguém levará um soco.

Com os átomos a coisa é mais ou menos parecida. Um átomo com camada de valência incompleta chega perto de outro átomo também incompleto e propõe uma "sociedade eletrônica". Se um deles for muito mais forte que o outro, ele roubará o elétron necessário e não deixará que seu "sócio" o compartilhe. Se essa diferença de força não for tão grande, embora um tente roubar o outro, não conseguirão e serão obrigados a compartilhar o elétron em uma sociedade mais justa.

A força do átomo
A tendência ou força que um átomo tem para capturar elétrons é chamada de eletronegatividade. Assim, entenderemos como forte (neste texto) um átomo que possui grande eletronegatividade e como fraco os de baixa eletronegatividade. O flúor é o mais forte e o frâncio o mais fraco.

Tipos de ligações
Quando um átomo forte (com grande eletronegatividade) se liga a um átomo fraco (com baixa eletronegatividade), há transferência definitiva de elétron do mais fraco para o mais forte. Se tirarmos um elétron de um átomo, ele deixa de ser neutro, pelo desequilíbrio entre seu número de prótons e de elétrons. Quando um átomo perde elétron, ele fica com mais prótons do que elétrons, e sua carga passa a ser positiva. Se o átomo ganhar elétrons, também haverá um desequilíbrio de cargas e, como ele terá mais elétrons do que prótons, ele será eletricamente negativo. Um átomo que deixa de ser eletricamente neutro, se tornando positivo ou negativo, passa a ser chamado de íon.

Aproximando um átomo altamente eletronegativo de um de baixa eletronegatividade, ele captura elétrons tornando-se um íon negativo e tornando o outro um íon positivo. Como cargas elétricas opostas se atraem, eles ficarão ligados por atração eletromagnética e o tipo de ligação será chamada de ligação iônica.



Se aproximarmos dois átomos de forte eletronegatividade, um não terá força para capturar o elétron do outro permanentemente. Ele catura o elétron mas o outro consegue capturá-lo de volta e, além de retomá-lo, captura um elétron do outro. Esse jogo fica se repetindo fazendo com que o par de elétrons (um de cada átomo) fique orbitando pelos dois átomos. É importante perceber que nesse caso não há formação de íons. Esse tipo de ligação, onde não há transferência definitiva de elétrons, e sim compartilhamento do par, é designada ligação covalente.

Quem é forte e quem é fraco?
Consideraremos fortes os não-metais e fracos os metais. Localizando na tabela periódica:



Exemplificando
O2 (oxigênio molecular) - não-metal com não metal = Ligação Covalente
CO2 (dióxido de carbono) - não-metal com não-metal = Ligação Covalente
H2O (água) - não-metal com não-metal = Ligação Covalente
CH4 (metano) - não-metal com não-metal = Ligação Covalente

Al2O3 (óxido de alumínio) - metal com não-metal = Ligação Iônica
NaCl (cloreto de sódio) - metal com não-metal = Ligação Iônica
PbI (iodeto de chumbo) - metal com não-metal = Ligação Iônica
FeS (sulfeto de ferro) - metal com não-metal = Ligação Iônica

Existem outros tipo de ligação?

Sim. Existem também ligações metálicas e ainda um tipo especial de ligação covalente, chamada ligação covalente coordenada, mas trataremos de cada uma delas em separado, em outros textos.

Resumindo...
Metais com Não-Metais = Ligação Iônica.
Não-Metais com Não-Metais = Ligação Covalente.

Ligação Iônica = Transferência definitiva de elétrons, formação de íons.
Ligação Covalente = Compartilhamento do par de elétrons em órbita comum.
Fábio Rendelucci é professor de química e física e diretor do cursinho COC-Universitário de Santos (SP).

sábado, 19 de outubro de 2019

Química Geral

I - PROPRIEDADES DAS SUBSTÂNCIAS
1) Substância Iônica:
  • Possuem elevados ponto de fusão (PF) e ponto de ebulição (PE);
  • São solúveis em solventes polares;
  • Conduzem a corrente elétrica quando fundidos (fase líquida) ou em solução aquosa, situações onde existem íons livres na solução;
  • Sólidos em temperatura ambiente;
  • Formam cristais quebradiços;
2) Substância Covalente:
  • » Possuem pontos de fusão e ponto de ebulição variáveis;
  • » Não conduzem corrente elétrica (exceção: grafita)
  • » Podem ser sólidos (glicose), líquidos (água) ou gasosos (oxigênio) em temperatura ambiente;
  • » Moléculas polares são solúveis em solventes polares, moléculas apolares são solúveis em solventes apolares;
2) Substância Metálica
  • » Possuem elevados ponto de fusão (PF) e ponto de ebulição (PE) (exceção: mercúrio, césio e frâncio);
  • » Na forma metálica são insolúveis em solventes polares e apolares;
  • » Ótimos condutores de corrente elétrica, mesmo na fase sólida devido a presença dos elétrons livre;
  • » São dúcteis (fios) e maleáveis (lâminas);
  • » Ótimos condutores de calor;
II -VALÊNCIAS
Valência: é a capacidade de combinação dos átomos.
Família 4A: 04 covalências normais;
Família 5A: 03 covalências normais e possibilidade para uma dativa;
Família 6A: 02 covalências normais e possibilidade para até duas dativas;
Família 7A: 01 covalência normal e possibilidade para até três dativas;
Hidrogênio: 01 covalência normal
Obs.: Eletrovalência é a carga elétrica do íon:
Íon eletrovalência
Na+ +1
Mg2+ +2
S2- -2
N3- -3
III - NOX
Elementos Situação NOX Exemplos
1A Em todas as substâncias compostas 1+ NaCl; KOH
2A Em todas as substâncias compostas 2+ MgO; CaS
Ag Em todas as substâncias compostas 1+ AgNO3; AgCl
Zn Em todas as substâncias compostas 2+ ZnSO4; Zn(OH)2
Al Em todas as substâncias compostas 3+ AlPO4; Al2O3
S Sendo o elemento mais eletronegativo do composto 2- H2S; MgS
7A Sendo o elemento mais eletronegativo do composto 1- NaBr; LiCl
H Ligado a elemento mais eletronegativo 1+ NH3; HCl
H Ligado a elemento mais eletropositivo 1- NaH; MgH2
O Em todas as substâncias compostas que não sejam os casos abaixo 2- H2O; CaCO3
O Em peróxidos 1- H2O2; Ag2O2; Na2O2
O Em superóxidos 1/2 - K2O4; MgO4
O Em fluoretos 2+
1+
OF2
O2F2
Obs1: Para um íon monoatômico o NOX é a própria carga do íon;
Obs2.: O NOX de uma substância simples é igual a zero;
Obs3.:A soma dos NOX de todos os átomos de uma substância composta é igual a zero;
Obs4.: A soma dos NOX dos átomos presentes em um íon poliatômico é igual a sua carga;
IV - Ligações
Ligação s : é a ligação formada pela interpenetração frontal de orbitais (segundo um mesmo eixo). A ligação s é forte e difícil de ser rompida. Pode ser feita com qualquer tipo de orbital atômico;
Ligação p : é a ligação formada pela aproximação lateral de orbitais (segundo eixos paralelos). A ligação p é mais fraca e mais fácil de ser rompida; Só ocorre entre orbitais atômicos do tipo "p";
Obs.: Quando dois átomos estabelecem uma dupla ou tripla ligação, a primeira é sempre do tipo s , a Segunda e a terceira ligação, se houver, serão obrigatoriamente do tipo p .
Obs.: Os orbitais atômicos se unem para formar orbitais moleculares;
V - Hibridação
Família Hibridação Geometria Angulo(s) Exemplo
2A Sp Linear 180° BeH2 (C2H2*)
3A Sp2 Trigonal plana 120° BH3 (C2H4*)
4A Sp3 Tetraédrica 109°28' CH4*
5A Sp3d Bipirâmide trigonal 90° e 120° PCl5
6A Sp3d2 Octaédrica 90° SF6
Obs.: Carbono: (CH4*) = 4 ligações simples: sp3; (C2H4*) = 01 dupla e 02 simples: sp2; (C2H2*) = 02 duplas ou 01 tripla e 01 simples: sp)
Obs.: Hibridação da amônia (NH3) e da água (H2O): sp3;
VI - Geometria Molecular
N.º de átomos Existe(m) pare(s) de elétrons livres no átomo central Geometria - ângulo Exemplos Polaridade
02 ------------- Linear - 180° HCl; H2; CO Polar ou Apolar
03 Não Linear - 180° CO2; HCN; N2O Polar ou Apolar
03 Sim Angular - variável H2O; SO2; H2S Polar
04 Não Trigonal plana - 120° BF3; SO3; CH2O* Apolar (*polar)
04 Sim Piramidal - variável NH3; PH3; SOCl2 Polar
05 ------------- Tetraédrica - 109°28' CH4;SiCl4; POCl3 Polar ou Apolar
06 ------------- Bipirâmide trigonal - 90° e 120° PCl5 Apolar
07 ------------- Octaédrica - 90° SF6 Apolar
VII - Ligações Intermoleculares
  1. FORÇAS DE VAN DER WAALS OU FORÇAS DE LONDON OU DIPOLO INDUZIDO - DIPOLO INDUZIDO: Ocorre entre moléculas apolares ou entre átomos de gases nobres, quando por um motivo qualquer ocorre uma assimetria na nuvem eletrônica, gerando um dipolo que induz as demais moléculas ou átomos a também formarem dipolos. São de intensidade fraca. Ex.: H2; N2; O2; I2; Br2; CO2; BF3; He; Ne; Ar.
  2. FORÇAS DO TIPO DIPOLO PERMANENTE - DIPOLO PERMANENTE: Ocorrem em moléculas polares, de modo que a extremidade negativa do dipolo de uma molécula se aproxime da extremidade positiva do dipolo de outra molécula. São mais fortes que as forças de London; Ex.: HCl; HBr; HI; H2S; PH3.
  3. PONTES DE HIDROGÊNIO: Forças de natureza elétrica do tipo dipolo permanente - dipolo permanente, porém bem mais intensas. O corre quando a molécula é polar e possui H ligado a elemento muito eletronegativo e de pequeno raio (F, O, N), de modo que o hidrogênio de uma molécula estabelece uma ligação com o átomo muito eletronegativo de outra molécula. Ex.: H2O; HF; NH3.
Obs.: Na prática as forças intermoleculares podem atuar em conjunto, e a interação entre as moléculas é calculada pela soma dos diversos tipos de forças intermoleculares atuantes. Por exemplo na água a principal força de interação molecular são as pontes de hidrogênio, embora também haja interações do tipo dipolo permanente. Entre as moléculas com interações do tipo dipolo permanente existem também interações do tipo forças de Van der Waals.
VIII - Oxi - Redução
OXIDAÇÃO: É a perda de elétrons, o NOX aumenta;
REDUÇÃO: É o ganho de elétrons, o NOX diminui;
AGENTE OXIDANTE: É a espécie química que ganhou elétrons na reação química (sofreu redução e provocou oxidação em outra espécie química).
AGENTE REDUTOR: É a espécie química que perdeu elétrons na reação química (sofreu oxidação e provocou redução em outra espécie química)

Ligações Químicas

Ligações Químicas
Ligação iônica
Uma substância muito usada pelo ser humano é o cloreto de sódio (principal componente do sal de cozinha), substância composta pelos elementos sódio e cloro.
Consultando a tabela periódica, temos:
Elemento nº de prótons nº de elementos Carga elétrica total
Sódio (Na)
11
11
0
Cloro (Cl)
17
17
0
Agora compare a eletrosfera desses elementos com a dos gases nobres:
Elemento nº de prótons nº de elementos Carga elétrica total
Hélio (He)
2
2
0
Neônio (Ne)
10
10
0
Argônio (Ar)
18
18
0
Criptônio (Kr)
36
36
0
Xenônio (Xe)
54
54
0
Radônio (Rn)
86
86
0
Você notou que a eletrosfera do sódio está mais próxima, em número de elétrons, da eletrosfera do neônio? E que a do cloro está mais próxima da do argônio?
Se o sódio perder um elétron, sua eletrosfera passará a ter o mesmo número de elétrons no neônio. E se o cloro receber um elétron ficará com o mesmo número de elétrons do argônio.
Os cientistas concluíram que, no cloreto de sódio, os átomos de sódio têm 10 elétrons e os de cloro têm 18. Como conseqüência esses átomos não são eletricamente neutros.
Elemento nº de prótons nº de elementos Carga elétrica total
Sódio (Na)
11
10
+ 1
Cloro (Cl)
17
18
- 1
Quando átomos perdem ou recebem elétrons eles deixam de ser eletricamente nêutrons e passam a ser íons.
O íon de sódio representado pó Na+, o que indica a sua carga positiva. O íon de cloro é representado por Cl-, o que indica a sua carga negativa.
Como os íons Na+ e Cl- possuem cargas de sinais opostos, atraem-se mutuamente e mantêm-se unidos. Essa união entre íons é chamada de ligação iônica, e origina uma estrutura altamente organizada, o retículo cristalino iônico, esquematizado no desenho ao lado.
Ligação covalente
A ligação iônica permite explicar como se unem átomos de um elemento que perde elétrons para se assemelhar a um gás nobre e de outro elemento, que recebe elétrons para se assemelhar a um gás nobre.
Mas como explicar a união entre átomos de um ou mais elementos químicos que precisam receber elétrons?
Vamos examinar os casos das substâncias H2, O2, N2, Cl2 e H2O. Procurando esses elementos na tabela periódica temos:
Elemento nº de prótons nº de elementos Carga elétrica total
Hidrogênio (H)
1
1
0
Nitrogênio (N)
7
7
0
Oxigênio (O)
8
8
0
Cloro (Cl)
17
17
0
Compare o número de elétrons desses átomos com o dos gases nobres mostrados na tabela da pagina anterior.
Para se assemelhar ao hélio, o hidrogênio precisa de mais 1 elétron. Para se assemelhar ao neônio, o nitrogênio necessita de 3 elétrons e o oxigênio, de 2. E o cloro precisa de 1 elétron para ficar com o mesmo número de elétrons do gás nobre argônio.
Os químicos propuseram que, em substâncias como H2, O2, N2, Cl2 e H2O, os átomos se mantêm unidos porque suas elétrosferas compartilham alguns elétrons – a quantidade suficiente para que eles passem a ter eletrosfera semelhante à de gás nobre. Nas representações seguintes, as bolinhas pretas representam os elétrons compartilhados pelos átomos ao formar essas substâncias.
Nenhum dos átomos envolvidos transformou-se em íon, ou seja, nenhum deles perdeu ou recebeu elétrons.
Devido ao compartilhamento, todos passaram a ter, em suas eletrosferas, a quantidade de elétrons que os faz se assemelharem a gases nobres.
Quando átomos se unem por compartilhamento de elétrons, dizemos que entre eles se estabelece uma ligação covalente. Os grupos de átomos unidos por ligação covalente são chamados moléculas.
Ligação metálica
Tomamos contato diário com muitas substâncias formadas apenas por átomos de metais, chamadas substâncias metálicas. Entre os exemplos mais conhecidos estão o ferro, o alumínio, o chumbo, o cobre e a prata.
Como os átomos se unem para formar essas substâncias?
Vamos olhar para o modelo do átomo abaixo. Os elétrons, dotados de carga negativa, são atraídos pelo núcleo, no qual, além dos nêutrons, estão os prótons, que apresentam carga positiva. A atração que o núcleo, carregado positivamente, exerce sobre os elétrons é responsável pelo fato de esses elétrons permanecerem no átomo, em vez de o abandonarem.
Uma idéia semelhante a essa pode ser usada para imaginar a ligação entre átomos de metais, denominada ligação metálica.
Consideremos uma amostra da substância simples prata. Ela é formada por um aglomerado de muitos átomos de elemento químico prata. Nesse aglomerado, cada átomo está rodeado por outros átomos iguais a ele. O núcleo de cada átomo exerce atração sobre os elétrons de sua eletrosfera e também sobre os elétrons dos átomos vizinhos, mantendo toda a estrutura unida.
Os elétrons, por sua vez, não estão totalmente presos a um átomo apenas, podendo “transitar” por toda a estrutura. Alguns cientistas usam a expressão “mar de elétrons” para designar essa situação.
As substâncias metálicas (ou, simplesmente, metais) são úteis ao ser humano devido às suas propriedades, que, de modo bem genérico, são as listadas a seguir.
  • Brilho característico. Quando polidos, os metais refletem muito bem a luz. Essa propriedade é fácil de ver em bandejas e espelho de prata.
  • Alta condutividade térmica e elétrica. São propriedades que se devem aos elétrons livres. O movimento ordenado dos elétrons constitui a corrente elétrica e sua agitação permite a rápida programação do calor através das substâncias metálicas.
  • Altos pontos de fusão e ebulição. Em geral são características dos metais (embora, haja exceções, como mercúrio, PF = -39ºC; gálio, PF = 30ºC, e potássio, PF = 63ºC). Devido a essa propriedade e também à boa condutividade térmica, alguns metais são usados em panelas e em radiadores de automóveis.
  • Maleabilidade. Metais são muito maleáveis, ou seja, fáceis de serem transformados em lâminas. O metal mais maleável é o ouro, que permite a obtenção das lâminas mais finas.
  • Ductibilidade. Metais também são muito dúcteis, isto é, fáceis de serem transformados em fios. O ouro é também o mais dúctil dos metais, permitindo que dele se obtenham fios finíssimos.
www.sobiologia.com.br

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Mercúrio Metal perigoso para o homem e para o ambiente

Colégio Estadual Dinah Gonçalves
email accbarroso@hotmail.com        
       



O mercúrio é um metal obtido através da ustulação de sulfetos e outros minerais. Ele é utilizado em garimpos, em antigas fábricas de cloro e soda (como catalisador em alguns processos químicos) e em pilhas de óxido de mercúrio.

Esse metal, o único líquido à temperatura ambiente, e relativamente pouco reativo, é conhecido desde a antiguidade, com referências a ele vindas dos antigos hindus e chineses. O nome mais comum, mercúrio, é uma referência ao planeta de mesmo nome, que faz uma volta em torno do sol em apenas 88 dias e é, na mitologia, o mensageiro dos deuses - rápido como o próprio metal, chamado em algumas línguas de "prata rápida" (quicksilver) e variações.

Devido à alta densidade e estabilidade ao ar, o mercúrio foi presença garantida nos laboratórios de física e química de todas as épocas, tendo possibilitado a construção de termômetros, barômetros, bombas de vácuo e outros equipamentos. Na arte, o cinábrio (HgS, principal minério de mercúrio) aparece em pinturas antigas, já que o minério é um excelente pigmento vermelho.

Em garimpos, o mercúrio é usado para dissolver partículas de ouro que se encontram junto a pedras e areia, formando um amálgama (liga líquida de um metal com mercúrio). A evaporação do mercúrio, por aquecimento, deixa o ouro como resíduo e gera grandes quantidades de vapor de mercúrio - estima-se que 650 a 1.000 toneladas por ano, ou um terço do total de emissões do metal. A contribuição brasileira é estimada em 10 a 30 toneladas por ano.

Perigos à saúde
Tremores musculares, coceira persistente, sensação de queimação na pele, mudanças de personalidade. Estes são alguns dos sintomas do envenenamento crônico, ou seja, absorção freqüente de pequenas quantidades do elemento ou seus derivados. Já o envenenamento agudo, pela ingestão de compostos de mercúrio, é ainda pior: se não tratado, leva à morte em cerca de uma semana.

Em nosso dia-a-dia o mercúrio está presente em termômetros, lâmpadas fluorescentes, pilhas e até mesmo nas obturações de dentes. Mas, provavelmente a quantidade de mercúrio com a qual você já teve contato é muito pequena, e nem todas as formas são tóxicas. Enquanto o vapor de mercúrio, lentamente liberado pelo metal puro, pode ser absorvido pela respiração e acumular-se no organismo, engolir uma gota de mercúrio é um acidente relativamente inócuo - o metal passa sem ser absorvido.

Destino do mercúrio
Hoje, há uma tendência em substituir os processos químicos que usam mercúrio por outros com menor risco ambiental. Essa mudança, porém, é lenta e tem um efeito colateral: estima-se que serão recuperadas grandes quantidades do metal (mais de 14.000 toneladas) apenas nos EUA e Europa.

Mas como guardar um líquido 13 vezes mais denso que a água, e que ainda por cima dissolve quase todos os metais? Uma idéia para o armazenamento de grandes quantidades de mercúrio é devolvê-lo ao local de origem em tonéis de ferro e aço, que resistem ao material. Reciclar lâmpadas queimadas e enviar as pilhas de volta ao fabricante também são uma práticas importantes.
*Júlio C. de Carvalho é engenheiro químico e professor do curso de engenharia de bioprocessos e biotecnologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

CÁLCULO ESTEQUIOMÉTRICO


Cálculo estequiométrico

Equação química, reação e reagentes

O cálculo estequiométrico, ou cálculo das medidas apropriadas, é um dos maiores passos dados pela humanidade no campo científico e é o cerne da química quantitativa.
Lavoisier (1743-1794), o pai da química moderna, foi capaz de associar todos os conhecimentos qualitativos da sua época à exatidão da matemática.

Para tanto, desenvolveu vários equipamentos de medição, entre eles a balança analítica de laboratório, permitindo ao químico medir ou calcular as massas dos reagentes e produtos envolvidos em uma reação química.

Atualmente, o cálculo estequiométrico é utilizado em várias atividades, tais como: pela indústria que deseja saber quanto de matéria-prima (reagentes) deve utilizar para obter uma determinada quantidade de produtos, pelo médico que quer calcular quanto de determinada substância deve ministrar para cada paciente, entre inúmeras outras.

Apesar de temido por muitos vestibulandos, o cálculo estequiométrico deixa de ser um problema se os seguintes passos forem seguidos:

1o passo - Montar e balancear a equação química;
2o passo - Escrever a proporção em mols (coeficientes da equação balanceada);
3o passo - Adaptar a proporção em mols às unidades usadas no enunciado do exercício (massa, volume nas CNTP, n? de moléculas etc);
4o passo - Efetuar a regra de três com os dados do exercício.

Verifique o exemplo abaixo.Depois confira estas outras dicas importantes: se a reação for representada em várias etapas (reações sucessivas), some todas para obter uma só e faça o cálculo com esta; se for apresentado rendimento no exercício, efetue o cálculo normalmente. A quantidade calculada supõe rendimento de 100% e com uma simples regra de 3 você adapta o resultado ao rendimento dado.

O cálculo estequiométrico é um assunto muito abordado nos vestibulares. Vamos tentar entender:

Para fazermos um bolo simples é necessário respeitar uma receita padrão:
3 xícaras de farinha de trigo
4 ovos
1 copo de leite

É evidente que aqui não levaremos em conta o recheio. Este fica a critério do freguês.

Podemos identificar que a receita nos traz os ingredientes e suas quantidades.
No Cálculo Estequiométrico, temos a mesma situação. Para resolvê-lo precisamos de uma receita (reação) que traga os ingredientes (reagentes e/ou produtos) e suas quantidades (coeficientes estequiométricos da reação).

Exemplo:

1C + 2H2 + 1/2O2 → 1CH3OH

Devemos lembrar que as quantidades em uma reação não podem ser dadas em xícaras, copos e etc., mas em quantidade de matéria (mols). Assim a reação em exemplo estabelece uma proporção:

Para cada mol de carbono são necessários 2 mols de gás hidrogênio e meio mol de gás oxigênio. Se pusermos para reagir 2 mols de carbono, será necessário dobrar a receita.

Em tempo, a quantidade de matéria (mol) é equivalente à massa molar de uma substância ou então a 6,02 . 1023 moléculas e se for um gás que esteja nas condições normais de temperatura e pressão, o mol pode significar 22,4 litros.

Qual a massa de água dada em gramas, produzida a partir de 8g de hidrogênio gás?

1? → H2 + O2 → H2O

2? → 2H2 + O2 → 2H2O

3? → 4g → 36g

8g → x

x = 8 . 36/4

x = 72g de H2O
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quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Etanol e saúde Efeitos das emissões do biocombustível no organismo


Muita gente acha que o biocombustível etanol é uma boa alternativa para substituir o uso de combustíveis fósseis (carvão mineral, gás natural e petróleo). Em maio de 2007, um relatório da ONU apontou os biocombustíveis como alternativas para combater o aquecimento global, que está ocorrendo em decorrência do aumento na atmosfera dos gases ozônio, dióxido de carbono, metano e, principalmente, monóxido de carbono. Esses gases são derivados principalmente da queima de combustíveis fósseis.

Por motivos ambientais e econômicos, já que o preço do petróleo está cada vez mais caro, muitos países estão investindo na produção e na utilização do etanol. O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de etanol e consome cerca de 4 bilhões de galões desse combustível por ano.

Os biocombustíveis diminuem a dependência dos combustíveis fósseis, promovem o desenvolvimento da agricultura local e produzem menos gás carbônico, monóxido de carbono e dióxido de enxofre do que os combustíveis fósseis, contribuindo assim para a diminuição da poluição atmosférica e do aquecimento global.

O outro lado da moeda
Apesar de todas as vantagens apresentadas por essa potencial fonte de energia alternativa, alguns cientistas não se deram por satisfeitos e começaram a investigar os efeitos da utilização dos biocombustíveis.

Infelizmente, os resultados dessas pesquisas mostram que as emissões dos biocombustíveis - em particular o etanol - podem causar prejuízos ainda maiores do que os causados pelas emissões da gasolina. Um desses estudos examina os danos causados pelo uso do etanol para a saúde humana.

O dr. Mark Z. Jacobson, da Universidade de Stanford, conduziu um estudo com técnicas de modelagem matemática para simular a qualidade do ar no ano de 2020, supondo que os veículos movidos a etanol serão largamente utilizados nos EUA. Em sua simulação, ele comparou dois cenários: um no qual os veículos eram movidos a gasolina e outro no qual os veículos eram movidos com uma mistura de 85% de etanol e 15% de gasolina.

Os resultados das simulações mostraram que os veículos movidos a etanol reduzem os níveis de dois cancerígenos, o benzeno e o butadieno, mas aumentam os níveis de outros dois cancerígenos, o formaldeído e o acetaldeído. Como resultado, o número de casos de câncer ocasionados pelas emissões dos veículos movidos a etanol seria mais ou menos similar ao número de casos de câncer provocados por emissões de veículos movidos a gasolina.

Aumento do ozônio
Os estudos do dr. Jacobson também mostraram que, em algumas partes dos EUA, os veículos movidos a etanol provocariam um aumento significativo de ozônio. A inalação do ozônio causa diminuição da capacidade pulmonar e inflamação dos tecidos pulmonares, piora a asma e prejudica o sistema imunológico. Nas simulações do dr. Jacobson, os veículos movidos a etanol causaram 4% a mais de mortes relacionadas ao ozônio do que os veículos movidos a gasolina.

Esses resultados são assustadores, já que mais de 2,5 milhões de veículos circulam pelo Brasil movidos a etanol. Os resultados são particularmente temerosos para os habitantes da Região Metropolitana de São Paulo, que, de acordo com relatórios da CETESB (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental, ligada à Secretaria do Meio Ambiente do governo do Estado de São Paulo), teve um aumento significativo na concentração de ozônio a partir de 1990.

Apenas tendências
No entanto, devemos analisar os resultados obtidos pelo dr. Jacobson com cuidado, já que, segundo especialistas, os estudos com modelos matemáticos são úteis para indicar tendências e não para obter conclusões precisas, especialmente na área da modelagem de poluição do ar, que é extremamente complexa.

A modelagem matemática se torna ainda mais complexa no caso do ozônio, que não é emitido diretamente pelos veículos, mas produzido a partir da reação química entre hidrocarbonetos (emitidos pelos veículos) e óxidos de nitrogênio (presentes na atmosfera).

Alternativas mais seguras
Como há formas de se obter energia de uma maneira mais segura para a saúde humana e para o meio ambiente, é aconselhável que haja mais investimentos no aperfeiçoamento de novas tecnologias, como, por exemplo, na obtenção de energia eólica e energia solar.

E não podemos esperar muito tempo por esses investimentos, pois já estamos sentindo os efeitos drásticos da poluição atmosférica, causados pela emissão de gases provenientes da queima de combustíveis fósseis e da crise econômica ocasionada pela demanda de tais combustíveis.
*Cynthia Santos é doutora em Ciências e pesquisadora do Smithsonian Institution (EUA).

Ácidos ,Bases, Sais e as reações

Ácido clorídrico (HCl)

O ácido impuro (técnico) é vendido no comércio com o nome de ácido muriático.
É encontrado no suco gástrico .
É um reagente muito usado na indústria e no laboratório.
É usado na limpeza de edifícios após a sua caiação, para remover os respingos de cal.
É usado na limpeza de superfícies metálicas antes da soldagem dos respectivos metais.

Ácido sulfúrico (H2SO4)

É o ácido mais importante na indústria e no laboratório. O poder econômico de um país pode ser avaliado pela quantidade de ácido sulfúrico que ele fabrica e consome.
O maior consumo de ácido sulfúrico é na fabricação de fertilizantes, como os superfosfatos e o sulfato de amônio.
É o ácido dos acumuladores de chumbo (baterias) usados nos automóveis.
É consumido em enormes quantidades em inúmeros processos industriais, como processos da indústria petroquímica, fabricação de papel, corantes, etc.
O ácido sulfúrico concentrado é um dos desidratantes mais enérgicos. Assim, ele carboniza os hidratos de carbono como os açúcares, amido e celulose; a carbonização é devido à desidratação desses materiais.
O ácido sulfúrico "destrói" o papel, o tecido de algodão, a madeira, o açúcar e outros materiais devido à sua enérgica ação desidratante.
O ácido sulfúrico concentrado tem ação corrosiva sobre os tecidos dos organismos vivos também devido à sua ação desidratante. Produz sérias queimaduras na pele. Por isso, é necessário extremo cuidado ao manusear esse ácido.
As chuvas ácidas em ambiente poluídos com dióxido de enxofre contêm H2SO4 e causam grande impacto ambiental.

Ácido nítrico (HNO3)

Depois do sulfúrico, é o ácido mais fabricado e mais consumido na indústria. Seu maior consumo é na fabricação de explosivos, como nitroglicerina (dinamite), trinitrotolueno (TNT), trinitrocelulose (algodão pólvora) e ácido pícrico e picrato de amônio.

É usado na fabricação do salitre (NaNO3, KNO3) e da pólvora negra (salitre + carvão + enxofre).
As chuvas ácidas em ambientes poluídos com óxidos do nitrogênio contém HNO3 e causam sério impacto ambiental. Em ambientes não poluídos, mas na presença de raios e relâmpagos, a chuva também contém HNO3, mas em proporção mínima.

O ácido nítrico concentrado é um líquido muito volátil; seus vapores são muito tóxicos. É um ácido muito corrosivo e, assim como o ácido sulfúrico, é necessário muito cuidado para manuseá- lo.

Ácido fosfórico (H3PO4)

Os seus sais (fosfatos) têm grande aplicação como fertilizantes na agricultura.
É usado como aditivo em alguns refrigerantes.

Ácido acético (CH3 - COOH)

É o ácido de vinagre, produto indispensável na cozinha (preparo de saladas e maioneses).

Ácido fluorídrico (HF)

Tem a particularidade de corroer o vidro, devendo ser guardado em frascos de polietileno. É usado para gravar sobre vidro.

Ácido carbônico (H2CO3)

É o ácido das águas minerais gaseificadas e dos refrigerantes. Forma-se na reação do gás carbônico com a água:
CO2 + H2O ® H2CO3
Os ácidos nucléicos são as substâncias responsáveis pela transmissão da herança biológica: as moléculas que regem a atividade da matéria viva, tanto no espaço (coordenando e dirigindo a química celular por meio da síntese de proteínas) como no tempo (transmitindo os caracteres biológicos de uma geração a outra, nos processos reprodutivos).

Composição e natureza química. Já no segundo quartel do século XIX o cientista suíço Friedrich Miescher isolou uma substância procedente dos núcleos celulares, à qual chamou nucleína, que passou a ser chamada mais tarde de ácido nucléico, por seu forte grau de acidez. Mas só quando já ia avançado o século XX demonstrou-se que essa substância era na realidade o suporte da herança dos caracteres nos seres vivos. Em 1944, as experiências de Oswald Theodore Avery, Colin M. MacLeod e Maclyn McCarty determinaram que um dos ácidos nucléicos, o ADN ou ácido desoxirribonucléico podia transferir uma característica biológica de uma bactéria (no caso, um pneumococo) para outra, característica ausente antes da transmissão.

Os ácidos nucléicos são moléculas longas e complexas, de elevados pesos moleculares, constituídos por cadeias de unidades denominadas mononucleotídeos. Estes se compõem de um carboidrato ou açúcar de cinco átomos de carbono (uma pentose), de estrutura cíclica pentagonal, ao qual se une por um de seus extremos uma molécula de ácido fosfórico e, por outro, uma base nitrogenada também de estrutura fechada, seja púrica (que tem dois anéis com vários átomos de nitrogênio unidos ao esqueleto carbonado), seja pirimidínica (que consta de um só anel hexagonal no qual se inserem átomos de nitrogênio, oxigênio e, em alguns casos, um radical metila, -CH3). Os componentes variáveis nos mononucleotídeos são as bases, das quais há cinco tipos possíveis -- duas púricas, a adenina e a guanina, e três pirimidínicas, a citosina, a uracila e a timina --, e nessa variabilidade reside o caráter "informativo" dos ácidos nucléicos e sua funcionalidade como moléculas codificadoras de informação biológica.

O açúcar ou pentose pode ser de duas classes: em forma de ribose desoxigenada ou desoxirribose, que é a que constitui o esqueleto do ADN, ou, em sua variedade normal, conhecida simplesmente como ribose, própria do ARN. No primeiro caso, originam-se desoxirribonucleotídeos; no segundo, ribonucleotídeos.

Os mononucleotídeos se unem entre si para compor, como já foi dito, longas cadeias de centenas ou milhares de unidades que se dispõem em forma de estruturas filamentosas helicoidais, de dupla hélice no caso de ADN e de hélice simples no ARN. A borda de cada hélice é integrada pelas pentoses, que se engancham umas nas outras através dos restos de ácido fosfórico, enquanto o contato entre uma hélice e outra se efetua pelo estabelecimento de enlaces por parte das bases nitrogenadas, obedecendo a determinadas leis bioquímicas. Cada enlace é, pois, o resultado da interação de um par de bases, cada uma das quais correspondente a uma das hélices. O acoplamento das bases não é arbitrário e atende a exigências espaciais, químicas e estruturais muito precisas. Sempre se emparelham uma base púrica e uma pirimidínica: a adenina sempre com a timina ou uracila, e a guanina com a citosina.

Ácido desoxirribonucléico. O ADN, ácido desoxirribonucléico, é formado pela pentose desoxirribose, o ácido fosfórico e as bases citosina, timina, adenina e guanina. É a substância responsável pela herança biológica de todos os seres vivos, à exceção de muitos vírus, nos quais esse papel é representado pelo ARN.

No período denominado interfase, imediatamente anterior à divisão celular, o ADN experimenta o processo de autoduplicação, ou seja: suas moléculas duplicam-se, de modo que mais tarde, ao formarem-se as duas hélices-filhas a partir de uma única célula-mãe, cada uma delas possa receber a totalidade do material genético. Na autoduplicação, a dupla hélice se abre e cada um dos dois filamentos que a compõem se separa e se sintetiza, graças à intervenção de diferentes enzimas, o filamento complementar.

Ácido ribonucléico. O ARN é o ácido ribonucléico, constituído pela pentose ribose, o ácido fosfórico e as bases citosina, uracila (esta ausente do ADN), adenina e guanina. Compõe-se de uma só cadeia helicoidal e apresenta três classes, cada uma das quais cumpre uma função específica na célula: o chamado ARN mensageiro (ARNm), sintetizado pela ação de diversas enzimas a partir de um filamento de ADN que lhe serve de guia, no processo conhecido como transcrição; o ARN ribossômico, componente essencial, junto com as proteínas, dos orgânulos celulares chamados ribossomas; e o ARN de transferência, que translada os diversos aminoácidos (unidades estruturais das proteínas) até onde se está sintetizando uma molécula protéica, sob a direção de um ARNm, e os insere no ponto exato para obter a seqüência exata, no processo denominado tradução.

Síntese de proteínas. A síntese de proteínas ou tradução é o processo em função do qual se formam as seqüências de aminoácidos que constituem as proteínas, a partir de uma seqüência correlativa expressa pelo ARN mensageiro, numa linguagem de bases nitrogenadas. Assim, de um fragmento de ADN dado, que contém a informação precisa para que se forme uma proteína concreta, obtém-se uma cópia, a qual é o ARNm que guiará diretamente o processo de tradução. Ao ARNm unem-se vários ribossomas que, ao se deslocarem, efetuarão um autêntico processo de "leitura química".

Cada grupo de três bases do ARNm -- por exemplo GCC -- corresponde na linguagem nucleotídica a um aminoácido dado, neste caso a alanina. O ribossoma reconhece por meios químicos o caráter desse trio (designado em genética como códon) e um ARN de transferência leva até ele o aminoácido alanina. Vai-se formando assim, pouco a pouco, a seqüência que dará lugar à proteína. Cada aminoácido tem sua codificação correspondente, em geral de vários códones, também há trios que indicam o sinal de terminação.

O código genético representa, pois, na escala molecular, uma autêntica linguagem, da qual a célula se serve para crescer e reproduzir-se, o que é possível graças aos ácidos nucléicos.
Quanto a presença de oxigênio:

1- Hidrácidos – não possuem oxigênio.
Ex: HI, HCN, H4 [Fe(CN)6]

2- Oxiácidos – possuem oxigênio
Ex: HNO2, H3PO4, H4P2O7

Quanto a volatidade:

• Voláteis – apresentam grande tendência a evaporação.
Ex: HNO2, HNO3 e Hidrácidos

• Fixos: Apresentam pequena tendência à evaporação.
Ex: Os Oxiácidos

Quanto ao número de hidrogênios ionizáveis:
• Monoácidos: possuem 1 "H" ionizável.
Ex: HCl, HNO3, HClO4

• Diácidos: possuem 2 "H" ionizáveis.
Ex: H2S, H2CrO4, H2CO3

• Triácidos: possuem 3 "H" ionizáveis.
Ex: H3AsO4, H3SbO4, H3[Fe(CN)]

• Tetrácidos: possuem 4 "H" ionizáveis.
Ex: H4SiO4, H4P2O7

Quanto a força ou grau de organização:
X = nº de moléculas ionizadas .100
nº de moléculas dissolvidas
x menor ou igual a 50% é Ácido forte
x maior ou igual a 5% e x menor ou igual a 50% é Ácido moderado
x menor que 5% é Ácido fraco

Força dos hidrácidos
Fortes: HCl, HBr, HI
Moderado: HF
Fraco: os demais.

Força dos oxiáxidos

Regra de Pauling:
(nº de oxigênio) –( nº de "H" ionizavel) = x
x = 3 e 2 = Fortes
x = 1 = Moderados
x = 0 = Fraco

Nomenclatura Dos Hidrácidos

Ácido+ [nome do elemento]+ ídrico

Nox Do Elemento Central
Para se calcular o nox do elemento central basta multiplicar o número de oxigênio por -2 e somar ao número de hidrogênio. Depois, ingnora-se o sinal de menos.
H3P+5 o4

• Ácidos fortes, quando a ionização ocorre em grande extensão.
Exemplos: HCl, HBr, HI . Ácidos HxEOy, nos quais (y - x) ³ 2, como HClO4, HNO3 e H2SO4.

• Ácidos fracos, quando a ionização ocorre em pequena extensão.
Exemplos: H2S e ácidos HxEOy, nos quais (y - x) = 0, como HClO, H3BO3.

• Ácidos semifortes, quando a ionização ocorre em extensão intermediária.
Exemplos: HF e ácidos HxEOy, nos quais (y - x) = 1, como H3PO4, HNO2, H2SO3.
Exceção: H2CO3 é fraco, embora (y - x) = 1.
Bases são substancias que em contato com água se dissociam e liberam um único tipo de ânion que é OH-

ex: Ca(OH)2 + H2O → CaOH+aq + OH-aq
CaOH+aq + H2O → Ca+2aq + OH-aq
Ca(OH)2 + H2O → Ca+2aq + OH-aq

Classificação

Quanto ao número de hidroxilas:

• Monobases: bases com apenas uma hidroxila
• Dibases: bases com duas hidroxilas
• Tribases: bases com três hidroxilas
• Tetrabases: bases com quatro hidroxilas

Quanto a força:

• Bases fortes: > ou = a 50% de ionização. São fortes as bases com elementos dos grupos 1A e 2A.
• Bases fracas: < ou = a 5% de ionização. Bases com elementos dos demais grupos.

Quanto a solubilidade:

Por serem compostos iônicos, não há bases completamente insolúveis.

• Bases solúveis: bases com elementos do grupo 1A e NH4OH.
• Bases pouco solúveis: bases com elementos do grupo 2A, exceto Mg(OH)2
• Bases praticamente insolúveis: bases com elementos dos demais grupos incluindo Mg(OH)2

Nomenclatura

Quando o elemento tem nox fixo:
Hidróxido de ___________(nome do elemento)
nome do elemento

Quando o elemento tem nox variável:

Hidróxido ___________ ico (maior nox)
nome do elemento oso (menor nox)

ou

Hidróxido de ___________ (__)
nome do elemento nox em algarismos romanos
Estudo dos Sais

Um sal é formado pelo cátion de uma base e o âniom de um sal. O cátion que tiver hidroxilas so se liga com ânions sem hidrogênio. Ânions que tiverem hidrogênio só se ligam com cátions sem hidroxila. Ânions e cátions sem partes ionizáveis ligam-se com qualquer outro cátion e âniom, respectivamente.

Ácido + Base → Sal + H2O

Neutralização
A neutralização é feita para se verificar o número de moléculas que reagem, o número de moléculas de sal e de água que se originam. Começa verificando-se primeiro os metais, depois os semi-metais e após os ametais; em seguida verifica-se os oxigênios e hidrgênios.

Classificação

Sal Neutro:
São aqueles que apresentam um cátion diferente de H+ e um âniom diferente de OH-.
A casos como NaH2PO2 que são sais neutros apesar de terem dois H+. Isso é devido a eles serem originados de ácidos com H+ não ionizáveis. Qualquer sal que apresente H2PO2 ou HPO3 e não tiver hidroxila (OH-) será um sal neutro.

Sal Ácido:
São aqueles que apresentam um cátion diferente de H+, pelo menos um H+ e um âniom diferente de OH-.

Sal Básico:
São aqueles que apresentam um cátion diferente de H+, pelo menos um OH- e um âniom diferente de OH-.

Sal Duplo:
São aqueles que apresentam 2 cátions diferentes de H+ e entre si mais um ânion diferente de OH-. Podem apresentar apenas um cátion diferente de H+ mais dois ânions diferentes de OH- e entre si.

Nomenclatura

Estabelecemos aqui a nomenclatura de cátions. Elementos com nox fixo limita-se apenas ao nome do elemento; e que as nomenclaturas para nox variável são as seguintes:

Sufixos ico para o maior nox do elemento e oso para o menor nox (considera-se apenas os dois menores nox do elemento).

Número do nox em algarismos romanos, dentro de um parêntesis após o nome do elemento. É necessário também estabelecer nomenclatura para os ânions, trocando o sufixo dos ácidos dos quais se originam pelos seguintes sufixos:

Idrico → eto
Ico → ato
Oso → ito
Reações de Síntese

As reações de síntese são aquelas em que duas ou mais substancias reagem formando uma única.
2Mg + O---2 → 2MgO2

Reações de decomposição

As reações de decomposição são aquelas em que um substancia origina duas.

Reações de dupla troca
Ao reagirem as substancias trocam de cátions e ânions.

1- ácido + base → sal + h2O
1- ácido1 + sal2 → ácido2 + sal2 só ocorre reação se o ácido produzido for fraco ou volátil ou o sal insolúvel.

2- base1 + sal1 → base2 + sal2 é necessario que ambos os reagentes sejam solúveis, sendo a base resultante ou insoluvel ou fraca ou volatil ou o sal resultante tem que ser insolúvel

Reações de simples troca

As reações de simples troca são aquelas em que ou um cátion ou um ânion trocam de par. O cátion ou o ânion ficará com o elemento de maior reatividade.
Ex: 2Na + 2HCl → 2NaCl + H2

Reações de Oxi-redução

São as reações em que ocorre pelo menos uma oxidação e uma redução. Oxidação é o processo pelo qual um elemento perde elétrons, portanto aumenta o nox. Redução é o processo em que um elemento ganha um elétrons, portanto diminui o nox.

Reações com Óxidos

Os óxidos são obtidos através de combustões espontâneas ou não.

Ex: 2Mg + O2 → 2MgO 2Fe + 3/2-- O2 → Fe2O3
C2H5OH + 3 O2 → 2CO2 + 3H2O 2FeO + ½ O2 → Fe2O3

Quando um elemento de nox variável reage com oxigênio em quantidade suficiente, forma-se o óxido onde o elemento tem maior nox. Quando um óxido inferior (com o menor nox do elemento) reage com oxigênio, forma-se um óxido superior (com o maior nox do elemento). O óxido superior já não reage mais com oxigênio.

Óxido básico + Ácido → Sal + H2O:

Pega-se o cátion do óxido mantendo seu nox , desconsiderando a quantidade, e junta-se com o ânion do ácido (parte do ácido que não o H). Faz-se a neutralização.

Óxido ácido + Base → sal + H2O:

Pega-se o cátion da base (parte que não a hidroxila) com seu nox, desconsiderando a quantidade, e junta-se com o ânion do ácido obtido do óxido ácido. Faz-se a neutralização.

Óxido básico + Óxido ácido → Sal:

Pega-se o cátion do óxido básico com seu nox, desconsiderando a quantidade, e junta-se com o ânion do ácido obtido do óxido ácido. Faz-se a neutralização.
extraido de www.colaweb.com.br

sábado, 28 de setembro de 2019

Tipos de Ácidos


Os ácidos se dividem fundamentalmente em orgânicos e inorgânicos ou minerais. Os ácidos orgânicos são compostos que contêm em sua estrutura o grupamento carboxila, composto por um átomo de carbono ligado a um átomo de oxigênio por ligação dupla e a um grupo de hidroxila, por ligação simples. Entre os milhares de ácidos orgânicos conhecidos, alguns são de enorme importância para o homem.

O ácido fórmico, primitivamente obtido de certa espécie de formiga, é atualmente produzido a partir da reação do monóxido de carbono com hidróxido de sódio sob pressão (sete atmosferas), na temperatura de 120 a 150o C, obtendo-se formiato de sódio, que, tratado por ácidos minerais, libera o ácido fórmico. É usado em corantes de tecidos, para formar a solução ácida, sendo que, no final do processo, o ácido que fica na fazenda se evapora. Preferido para a coagulação do látex de borracha, é também usado na neutralização da cal, que é empregada no processamento do couro.

O ácido acético, o mais importante dos ácidos carboxílicos, forma-se a partir de soluções diluídas de etanol por ação de microrganismos, sendo esse o processo de preparação de vinagre de vinho; é utilizado em grandes quantidades como solvente e como meio não aquoso, em reações. Tem também uso importante na neutralização ou acidulação, quando não são aplicáveis ácidos minerais (por exemplo, no processamento de filmes e papéis fotográficos).

Os ácidos graxos, presentes nas gorduras animais e vegetais, ocorrem, normalmente, combinados com glicerina ou glicerol, sob a forma de triésteres chamados glicerídeos, dos quais são obtidos por saponificação. São utilizados na produção industrial de ceras, cosméticos e pinturas.

Os ácidos inorgânicos são de origem mineral e dividem-se em hidrácidos, quando não apresentam oxigênio em sua combinação, e oxiácidos, quando esse átomo faz parte de sua estrutura. Entre eles, os mais utilizados industrialmente são o ácido clorídrico, o nítrico, o fosfórico e o sulfúrico. O ácido clorídrico ou cloreto de hidrogênio é um gás incolor, de odor irritante e tóxico. Tem ponto de fusão -112o C e de ebulição -83,7o C. É muito solúvel em água, solução chamada de ácido clorídrico. Ácido forte é quase totalmente ionizado, e emprega-se na síntese de diversos compostos orgânicos de interesse.

O ácido nítrico é um líquido incolor, de cheiro irritante e tóxico; tem ponto de ebulição 86o C e ponto de fusão -41,3o C. É miscível com a água em todas as proporções. Suas soluções aquosas são incolores, mas se decompõem com o tempo, sob a ação da luz. É utilizado como matéria-prima na indústria de plásticos, fertilizantes, explosivos e corantes.

O ácido ortofosfórico é um sólido incolor, muito higroscópico e muito solúvel em água. Aplica-se na indústria de fertilizantes, nos processos de estamparia nas indústrias têxteis e na síntese de inúmeros compostos de interesse.

O ácido sulfúrico é um líquido oleoso, com densidade de 1,84g/cm3. Tem ponto de fusão de 10o C e de ebulição de 338o C. Embora muito estável quando aquecido, sua solução diluída perde água, gradualmente, com o aquecimento. Durante o aquecimento, o ácido puro perde SO3. É utilizado como matéria-prima na produção do sulfato de amônio, intermediário da elaboração de fertilizantes, de detergentes, explosivos, pigmentos e corantes, entre outros produtos.

Autoria: Jorge Luiz de Melo Borges

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

ÓXIDOS


ÓXIDOS

1. Nomenclatura
2. Óxidos ácidos, óxidos básicos e óxidos anfóteros
3. Sais mais comuns na química do cotidiano

Óxido - Composto binário de oxigênio com outro elemento menos eletronegativo.

Nomenclatura

Óxido ExOy:

nome do óxido = [mono, di, tri ...] + óxido de [mono, di, tri...] + [nome de E]

* O prefixo mono pode ser omitido.
* Os prefixos mono, di, tri... podem ser substituídos pelo nox de E, escrito em algarismo romano.
* Nos óxidos de metais com nox fixo e nos quais o oxigênio tem nox = -2, não há necessidade de prefixos, nem de indicar o nox de E.

Óxidos nos quais o oxigênio tem nox = -1:

nome do óxido = peróxido de + [nome de E ]

Óxidos ácidos, óxidos básicos e óxidos anfóteros

* Os óxidos dos elementos fortemente eletronegativos (não-metais), como regra, são óxidos ácidos. Exceções: CO, NO e N2O.
* Os óxidos dos elementos fracamente eletronegativos (metais alcalinos e alcalino-terrosos) são óxidos básicos.
* Os óxidos dos elementos de eletronegatividade intermediária, isto é, dos elementos da região central da Tabela Periódica, são óxidos anfóteros.

Óxidos ácidos
Cl2O Cl2O7 I2O5 SO2 SO3 N2O3 N2O5 P2O3 P2O5 CO2 SiO2 CrO3 MnO3 Mn2O7
Reações caraterísticas Exemplos de reações
óxido ácido + água ® ácido
óxido ácido + base ® sal + água SO3 + H2O ® H2SO4
SO3 +2KOH ® K2SO4 + H2O
N2O5 + H2O ® 2HNO3
N2O5 + 2KOH ® 2KNO3 + H2O
Óxidos ácidos mistos
NO2
Reações caraterísticas Exemplos de reações
óxido ácido misto + água ® ácido(1) + ácido(2)
óxido ácido misto + base ® sal(1) + sal(2) + água 2NO2 + H2O ® HNO3 + HNO2
2NO2 + 2KOH ® KNO3 + KNO2 + H2O
Óxidos básicos
Li2O Na2O K2O Rb2O Cs2O MgO CaO SrO BaO RaO
Cu2O CuO Hg2O HgO Ag2O FeO NiO CoO MnO
Reações caraterísticas Exemplos de reações
óxido básico + água ® base
óxido básico + ácido ® sal + água Na2O + H2O ® 2NaOH
Na2O + 2HCl ® 2NaCl + H2O
CaO + H2O ® Ca(OH)2
CaO + 2HCl ® CaCl2
Óxidos anfóteros
As2O3 As2O5 Sb2O3 Sb2O5 ZnO Al2O3 Fe2O3 Cr2O3 SnO SnO2 PbO PbO2 MnO2
Reações caraterísticas Exemplos de reações
óxido anfótero + ácido ® sal + água
óxido anfótero + base ® sal + água ZnO + 2HCl ® ZnCl2 + H2O
ZnO + 2KOH ® K2ZnO2 + H2O
Al2O3 + 6HCl ® 2AlCl3 + 3H2O
Al2O3 + 2KOH ® 2KAlO2 + H2O
Óxidos neutros
NO N2O CO
Não reagem com a água, nem com os ácidos, nem com as bases.
Óxidos salinos
Fe3O4 Pb3O4 Mn3O4
Reações caraterísticas Exemplos de reações
óxido salino + ácido ® sal(1) + sal(2) + água Fe3O4 + 8HCl ® 2FeCl3 + FeCl2 + 4H2O
Peróxidos
Li2O2 Na2O2 K2O2 Rb2O2 Cs2O2 MgO2 CaO2 SrO2 BaO2 RaO2 Ag2O2 H2O2
Reações caraterísticas Exemplos de reações
peróxido + água ® base + O2
peróxido + ácido ® sal + H2O2 Na2O2 + H2O ® 2NaOH + 1/2 O2
Na2O2 + 2HCl ® 2NaCl + H2O2

Óxidos mais comuns na química do cotidiano

* Óxido de cálcio (CaO)
o É um dos óxidos de maior aplicação e não é encontrado na natureza. É obtido industrialmente por pirólise de calcário.
o Fabricação de cal hidratada ou Ca(OH)2.
o Preparação da argamassa usada no assentamento de tijolos e revestimento das paredes.
o Pintura a cal (caiação).
o Na agricultura, para diminuir a acidez do solo.
* Dióxido de carbono (CO2)
o É um gás incolor, inodoro, mais denso que o ar. Não é combustível e nem comburente, por isso, é usado como extintor de incêndio.
o O CO2 não é tóxico, por isso não é poluente. O ar contendo maior teor em CO2 que o normal (0,03%) é impróprio à respiração, porque contém menor teor em O2 que o normal.
o O CO2 é o gás usado nos refrigerantes e nas águas minerais gaseificadas. Aqui ocorre a reação:
CO2 + H2O « H2CO3 (ácido carbônico)
o O CO2 sólido, conhecido por gelo seco, é usado para produzir baixas temperaturas.
o Atualmente, o teor em CO2 na atmosfera tem aumentado e esse fato é o principal responsável pelo chamado efeito estufa.
* Monóxido de carbono (CO)
o É um gás incolor extremamente tóxico. É um seríssimo poluente do ar atmosférico.
o Forma-se na queima incompleta de combustíveis como álcool (etanol), gasolina, óleo, diesel, etc.
o A quantidade de CO lançada na atmosfera pelo escapamento dos automóveis, caminhões, ônibus, etc. cresce na seguinte ordem em relação ao combustível usado:
álcool < gasolina < óleo diesel.
o A gasolina usada como combustível contém um certo teor de álcool (etanol), para reduzir a quantidade de CO lançada na atmosfera e, com isso, diminuir a poluição do ar, ou seja, diminuir o impacto ambiental.
* Dióxido de enxofre (SO2)
o É um gás incolor, tóxico, de cheiro forte e irritante.
o Forma-se na queima do enxofre e dos compostos do enxofre:
S + O2 (ar) ® SO2
o O SO2 é um sério poluente atmosférico. É o principal poluente do ar das regiões onde há fábricas de H2SO4. Uma das fases da fabricação desse ácido consiste na queima do enxofre.
o A gasolina, óleo diesel e outros combustíveis derivados do petróleo contêm compostos do enxofre. Na queima desses combustíveis, forma-se o SO2 que é lançado na atmosfera. O óleo diesel contém maior teor de enxofre do que a gasolina e, por isso, o impacto ambiental causado pelo uso do óleo diesel, como combustível, é maior do que o da gasolina.
o O álcool (etanol) não contém composto de enxofre e, por isso, na sua queima não é liberado o SO2. Esta é mais uma vantagem do álcool em relação à gasolina em termos de poluição atmosférica.
o O SO2 lançado na atmosfera se transforma em SO3 que se dissolve na água de chuva constituindo a chuva ácida, causando um sério impacto ambiental e destruindo a vegetação:
2SO2 + O2 (ar) ® 2SO3
SO3 + H2O ® H2SO4
* Dióxido de nitrogênio (NO2)
o É um gás de cor castanho-avermelhada, de cheiro forte e irritante, muito tóxico.
o Nos motores de explosão dos automóveis, caminhões, etc., devido à temperatura muito elevada, o nitrogênio e oxigênio do ar se combinam resultando em óxidos do nitrogênio, particularmente NO2, que poluem a atmosfera.
o O NO2 liberado dos escapamentos reage com o O2 do ar produzindo O3, que é outro sério poluente atmosférico
NO2 + O2 ® NO + O3
o Os automóveis modernos têm dispositivos especiais que transformam os óxidos do nitrogênio e o CO em N2 e CO2 (não poluentes).
o Os óxidos do nitrogênio da atmosfera dissolvem-se na água dando ácido nítrico, originando assim a chuva ácida, que também causa sério impacto ambiental.
Os óxidos são compostos binários, isto é, são substâncias formadas pela combinação de dois elementos. Um desses elementos é sempre o oxigênio (O).
• Alguns óxidos reagem com a água formando ácidos.
• Outros óxidos reagem com a água formando hidróxidos.
• Outros reagem com hidróxidos formando sais e água.
• Há óxidos que reagem com ácidos, formando sais e água.

Principais Óxidos
• Óxido de Cálcio (CaO) --> Obtido a partir da decomposição do calcário, é usado na agricultura para diminuir a acidez do solo e também na preparação de argamassa na construção civil.
• Óxido Nitroso (N2O) --> Conhecido como gás hilariante, esse óxido inalado em pequena quantidade provoca euforia, mas pode causar sérios problemas de saúde; é utilizado como anestésico.
• Dióxido de Enxofre (SO2) --> É usado para a obtenção de ácido sulfúrico e no branqueamento de óleos alimentícios, entre outras aplicações. É um dos principais poluentes atmosféricos; em dias úmidos, combina-se com o vapor de água da atmosfera e origina a chamada chuva ácida.
• Monóxido de Carbono (CO) --> Usado para obter certos produtos químicos e na metalurgia do aço. É normalmente o principal poluente da atmosfera das zonas urbanas; inalado combina com a hemoglobina das hemácias do sangue, neutralizando-as para o transporte de gás oxigênio no organismo.

Oxidação e redução


Na classificação das reações químicas, os termos oxidação e redução abrangem um amplo e diversificado conjunto de processos. Muitas reações de oxi-redução são comuns na vida diária e nas funções vitais básicas, como o fogo, a ferrugem, o apodrecimento das frutas, a respiração e a fotossíntese.

Oxidação é o processo químico em que uma substância perde elétrons, partículas elementares de sinal elétrico negativo. O mecanismo inverso, a redução, consiste no ganho de elétrons por um átomo, que os incorpora a sua estrutura interna. Tais processos são simultâneos. Na reação resultante, chamada oxi-redução ou redox, uma substância redutora cede alguns de seus elétrons e, conseqüentemente, se oxida, enquanto outra, oxidante, retém essas partículas e sofre assim um processo de redução. Ainda que os termos oxidação e redução se apliquem às moléculas em seu conjunto, é apenas um dos átomos integrantes dessas moléculas que se reduz ou se oxida.

Número de oxidação. Para explicar teoricamente os mecanismos internos de uma reação do tipo redox é preciso recorrer ao conceito de número de oxidação, determinado pela valência do elemento (número de ligações que um átomo do elemento pode fazer), e por um conjunto de regras deduzidas empiricamente: (1) quando entra na constituição das moléculas monoatômicas, diatômicas ou poliatômicas de suas variedades alotrópicas, o elemento químico tem número de oxidação igual a zero; (2) o oxigênio apresenta número de oxidação igual a -2, em todas as suas combinações com outros elementos, exceto nos peróxidos, quando esse valor é -1; (3) o hidrogênio tem número de oxidação +1 em todos os seus compostos, exceto aqueles em que se combina com os ametais, quando o número é -1; e (4) os outros números de oxidação são determinados de tal maneira que a soma algébrica global dos números de oxidação de uma molécula ou íon seja igual a sua carga efetiva. Assim, é possível determinar o número de oxidação de qualquer elemento diferente do hidrogênio e do oxigênio nos compostos que formam com esses dois elementos.

Assim, o ácido sulfúrico (H2SO4) apresenta, para seu elemento central (enxofre), um número de oxidação n, de forma que seja nula a soma algébrica dos números de oxidação dos elementos integrantes da molécula:

2.(+1) + n + 4.(-2) = 0, logo, n = +6

Em toda reação redox existem ao menos um agente oxidante e um redutor. Em terminologia química, diz-se que o redutor se oxida, perde elétrons, e, em conseqüência, seu número de oxidação aumenta, enquanto com o oxidante ocorre o oposto.

Oxidantes e redutores. Os mais fortes agentes redutores são os metais altamente eletropositivos, como o sódio, que facilmente reduz os compostos de metais nobres e também libera o hidrogênio da água. Entre os oxidantes mais fortes, podem-se citar o flúor e o ozônio.

O caráter oxidante e redutor de uma substância depende dos outros compostos que participam da reação, e da acidez e alcalinidade do meio em que ela ocorre. Tais condições variam com a concentração de elementos ácidos. Entre as reações tipo redox mais conhecidas -- as reações bioquímicas -- inclui-se a corrosão, que tem grande importância industrial.

Um caso particularmente interessante é o do fenômeno chamado auto-redox, pelo qual um mesmo elemento sofre oxidação e redução na mesma reação. Isso ocorre entre halogênios e hidróxidos alcalinos. Na reação com o hidróxido de sódio a quente, o cloro (0) sofre auto-redox: se oxida para clorato (+5) e se reduz para cloreto (-1):

6Cl + 6NaOH -> 5NaCl- + NaClO3 + 3H2O

Balanço das reações redox. As leis gerais da química estabelecem que uma reação química é a redistribuição das ligações entre os elementos reagentes e que, quando não há processos de ruptura ou variação nos núcleos atômicos, conserva-se, ao longo de toda a reação, a massa global desses reagentes. Desse modo, o número de átomos iniciais de cada reagente se mantém quando a reação atinge o equilíbrio.

Em cada processo desse tipo, existe uma relação de proporção fixa e única entre as moléculas. Uma molécula de oxigênio, por exemplo, se une a duas de hidrogênio para formar duas moléculas de água. Essa proporção é a mesma para todas as vezes que se procura obter água a partir de seus componentes puros:

2H2 + O2 -> 2H2O

A reação descrita, que é redox por se terem alterado os números de oxidação do hidrogênio e do oxigênio em cada um dos membros, pode ser entendida como a combinação de duas reações iônicas parciais:

H2 -> 2H+ + 2e- (semi-oxidação)

4e- + 2H+ + O2 -> 2OH- (semi-redução)

em que os elétrons ganhos e perdidos representam-se com e- e os símbolos H+ e OH- simbolizam respectivamente os íons hidrogênio e hidroxila. Em ambas as etapas, a carga elétrica nos membros iniciais e finais da equação deve ser a mesma, já que os processos são independentes entre si.

Para fazer o balanceamento da reação global, igualam-se as reações iônicas parciais, de tal maneira que o número de elétrons doados pelo agente redutor seja igual ao número de elétrons recebidos pelo oxidante, e procede-se a sua soma:

(H2 -> 2H+ + 2e-) x 2

(4e- + 2H+ + O2 -> 2OH-) x 1

------------------------------------------------------

2H2 + 4e- + 2H+ + O2 -> 4H+ + 4e- + 2OH-

o que equivale a:

2H2 + O2 -> 2H2O

pois os elétrons se compensam e os íons H+ e OH- se unem para formar a água.

Nesses mecanismos se apóia o método generalizado de balanço de reações redox, chamado íon-elétron, que permite determinar as proporções exatas de átomos e moléculas participantes. O método íon-elétron inclui as seguintes etapas: (1) notação da reação sem escrever os coeficientes numéricos; (2) determinação dos números de oxidação de todos os átomos participantes; (3) identificação do agente oxidante e redutor e expressão de suas respectivas equações iônicas parciais; (4) igualação de cada reação parcial e soma de ambas, de tal forma que sejam eliminados os elétrons livres; (5) eventual recomposição das moléculas originais a partir de possíveis íons livres.

Autoria: Mônica Josene Barbosa

Propriedades do Ácido


Os ácidos possuem sabor azedo ou cáustico, facilmente identificado em frutas cítricas, como limão, laranja e maçã. Têm a capacidade de alterar a cor de certas substâncias orgânicas, denominadas indicadores. Assim, em presença de solução aquosa ácida, o papel azul de tornassol passa para vermelho; o papel vermelho-do-congo passa para azul e uma solução básica de fenolftaleína passa de vermelho para incolor. Em soluções aquosas diluídas, os ácidos são bons condutores de eletricidade.

Os ácidos apresentam, em solução aquosa, diferentes graus de ionização, isto é, uma relação variável entre o número de moléculas ionizadas e o de moléculas dissolvidas. Dessa forma, por meio do valor da constante de ionização, pode-se medir a força de um ácido. Quanto mais elevado for o valor dessa constante, maior será a força do ácido e maior a concentração de íons hidrogênio.

Outro artifício utilizado para avaliar o poder dos ácidos é o conceito de pH. Definido como o logaritmo negativo da concentração de íons hidrogênio em solução aquosa, o pH varia entre zero e 14. Todos os ácidos apresentam pH entre zero e 7, sendo que, quanto menor esse valor, mais elevada é a força do ácido.

Além disso, os ácidos reagem com os metais colocados acima do hidrogênio na série de atividade dos metais ou na tabela de potenciais de oxidação, liberando hidrogênio e formando o sal correspondente.

Por outro lado, os ácidos oxidantes, isto é, aqueles cujos íons negativos têm capacidade de realizar reações de oxidação, não libertam hidrogênio e reagem até com os metais abaixo do hidrogênio na tabela de potenciais.

Os ácidos reagem com os óxidos (exceto os neutros e os anidridos) formando sais e água, e com os carbonatos e bicarbonatos desprendendo CO2. Os ácidos reagem com as bases, formando sais e água. Daí dizer-se que a reação de ácidos com bases é de salificação (devido à formação de sal) ou de neutralização (devido à anulação do caráter básico da solução), tornando o meio neutro.

Autoria: Adriana Schlegal Gaetani

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Bicarbonato de sódio (NaHCO3)


Colégio Estadual Dinah Gonçalves
email accbarroso@hotmail.com

         

· Antiácido estomacal. Neutraliza o excesso de HCl do suco gástrico.

NaHCO3 + HCl ® NaCl + H2O + CO2

O CO2 liberado é o responsável pelo "arroto".

· Fabricação de digestivo, como Alka-Seltzer, Sonrisal, sal de frutas, etc.

O sal de frutas contém NaHCO3 (s) e ácidos orgânicos sólidos (tartárico, cítrico e outros). Na presença de água, o NaHCO3 reage com os ácidos liberando CO2 (g), o responsável pela efervescência: NaHCO3 + H+ ® Na+ + H2O + CO2

· Fabricação de fermento químico. O crescimento da massa (bolos, bolachas, etc) é devido à liberação do CO2 do NaHCO3.

· Fabricação de extintores de incêndio (extintores de espuma). No extintor há NaHCO3 (s) e H2SO4 em compartimentos separados. Quando o extintor é acionado, o NaHCO3 mistura-se com o H2SO4, com o qual reage produzindo uma espuma, com liberação de CO2. Estes extintores não podem ser usados para apagar o fogo em instalações elétricas porque a espuma é eletrolítica (conduz corrente elétrica).


Bicarbonato de Sódio na Nutrição Animal

Bicarbonato de Sódio no tipo "Nutrição Animal" é um composto cristalino usado predominantemente como tamponante ruminal dos bovinos alimentados com altas quantidades de concentrados ou no balanceamento eletrolítico das aves.

FÓRMULA EMPÍRICA: NaHCO3

DENOMINAÇÕES QUÍMICAS:

Carbonato ácido de sódio

Sal monosodico do ácido carbônico

Hidrogeno carbonato de sódio


PROCESSO - CARBONOR

Dióxido de Carbono é introduzido pelo fundo da coluna de absorção em contracorrente com uma mistura de Soda Cáustica e águas-mãe de reciclo. O Bicarbonato de Sódio cristalizado , disperso na solução de águas-mãe , é separado por decantação e centrifugado , sendo a seguir, secado , classificado em peneiras vibratórias , armazenado em silos e ensacado .


MATÉRIAS PRIMAS

Soda Cáustica Rayon Grade ( NaOH )

Dióxido de Carbono ( CO 2 )


Tamponantes Ruminais:

O QUE SÃO OS Tamponantes ?

Tamponante ruminal é um nome genérico de produtos que auxiliam o rumem a manter o PH em um intervalo ideal, garantindo assim seu funcionamento correto. O principal produto desta categoria é o bicarbonato de sódio, o mesmo utilizado em culinária.

Os tampões ruminais propiciam tantos benefícios porque ajudam a manter o PH rumenal dentro do intervalo ideal, ou seja, de 6,2 a 6,8. Quando o pH rumenal se eleva ou quando cai abaixo do intervalo ideal, as bactérias ruminais tornam-se ineficientes. Se a bactéria deixa de ser funcional, a digestão diminui, causando a diminuição da produção de leite ou no ganho de peso.


COMO OS TAMPONANTES FUNCIONAM?

Os bovinos com alta produtividade encontrados atualmente, são alimentados com rações de alto nível energético, com alto teor de grãos e baixo teor de fibras, o que resulta em menos mastigação. Desta forma, o bovino produz menos saliva, diminuindo assim sua capacidade natural de tamponamento. Quanto mais grãos, mais auxílio os animais necessitam. Como a saliva contém bicarbonato de sódio, a vaca tampona menos ácido naturalmente. Adicione-se a isso o fato que os grãos fermentam mais rapidamente do que as forragens. A diminuição do tamponamento natural, juntamente com uma ração mais acidificada, gera a necessidade de adicionar um tamponante à ração.

Ao alimentar bovinos de alta produtividade, estamos, na verdade, alimentando dois sistemas. Alimentamos os micróbios ruminais, ao mesmo tempo em que fornecemos os nutrientes que serão absorvidos no rumem. No rumem, as fibras e os carbohidratos disponíveis são fermentados pelos microorganismos para produzir ácidos graxos voláteis de cadeia curta, principalmente os ácidos acético, propiônico e butírico. Se não fosse pelos sistemas naturais de tamponamento do animal, a produção destes ácidos graxos voláteis gerariam um pH ruminal de cerca de 3,0. Este pH é muito baixo para permitir a sobrevivência dos microorganismos.

Modo de usar

Pesquisas realizadas demonstraram que os melhores resultados são obtidos adicionando-se 1,5% nos concentrados ou 0,75% na dieta total. Também pode-se fornecer 5 gramas de neutralizador para cada litro de leite produzido. Por exemplo, uma vaca produzindo 25 litros de leite deve receber 125 gramas de bicarbonato de sódio Carbonor por dia.

Como forma de prevenção ou como indicativo de acidose (subaguda), recomenda-se que os animais tenham livre acesso a um cocho com Bicarbonato de Sódio.


Benefícios

Produção de Leite e Ganho de Peso: O Bicarbonato de Sódio Carbonor ajuda a aumentar a produção total das vacas de leite e o ganho de peso dos animais confinados.

Eficiência Alimentar: O Bicarbonato de Sódio Carbonor ajuda a manter a eficiência dos animais pois ajuda a manter o pH ruminal no intervalo ideal de 6,2 a 6,8. Quando o pH ruminal sofre um aumento ou uma queda abaixo do intervalo ideal, as bactérias ruminais tornam-se ineficientes. A digestão se tornará mais lenta, causando uma diminuição na produção de leite ou no ganho de peso.

Possibilidade de se Utilizar Forragem de Qualidade Inferior: As colheitas podem sofrer variações anuais e, algumas vezes, é difícil obter alimentos de alta qualidade. Quando parte da ração está abaixo da qualidade ideal, a utilização de Bicarbonato de Sódio Carbonor pode assegurar que o animal receba o máximo de benefícios de sua alimentação.

Absorção dos Alimentos: Estudos realizados ao longo de 10 anos, mostraram que a ingestão de matéria seca melhorou, em média, 2% com a adição de Bicarbonato de Sódio.

Gordura do Leite: Quatro anos de estudos mostraram que a administração de Bicarbonato de Sódio possui um efeito positivo sobre os testes de gordura e, em muitos casos, a gordura apresentou aumento de um ponto percentual.

Adaptação ao Calor: O animais podem consumir até 25% menos alimentos em temperaturas desconfortáveis. A diminuição na ingestão está correlacionada à diminuição na produção de leite e no ganho de peso. A adição de Bicarbonato de Sódio à dieta mostrou ter um efeito positivo na produção.

Resposta às Alterações da Ração: Atualmente, o emprego de formulações de custo mínimo, implicam em mudanças freqüentes na composição das rações. A adição de Bicarbonato de Sódio Carbonor pode auxiliar na alimentação dos animais durante estes períodos de transição.

Resposta à Alimentação com Rações Concentradas: Tamponantes alimentares podem ajudar na manutenção do pH ruminal, quando as vacas são alimentadas com concentrados na sala de ordenha ou com alimentos acidificados, tais como silagem.

Autoria: Luiz Gustavo Simões