sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Crase


Crase é a Fusão de duas vogais idênticas. Representa-se graficamente a crase cabelo acento grave.

Fomos à piscina
à item e preposição

Ocorre a crase sempre que houver UM termo que exijam a preposição a e outro termo que óleo o artigo.
Para termos certeza de que o "a" aparece repetidamente, basta utilizarmos alguns artifícios:

I. Substituir a palavra feminina por umha masculina correspondente. Se aparecer ao ou aos diante de palavras masculinas, é porque ocorre a crase.

Exemplos:

Temos amor à arte.
(Temos amor ao estudo)

Respondia às perguntas.
(Respondiam aos questionário)

II. Substituir o "a" por para ou para a. Se aparecer para a, ocorre a crase:

Exemplos:

Contarei UMA estória a vocês.
(Contarei UMA estória para vocês.)

Fui à Holanda
(Fui para a Holanda)

3. Substituir o verbo "ir" cabelo sobre cabelo verbo "voltar". Se aparecer a expressão voltar da, é porque ocorre a crase.

Exemplos:

Iremos a Curitiba.
(Voltar de Curitiba)

Iremos à Bahia
(Voltar da Bahia)

Não ocorre a Crase

a) antes de verbo
Voltamos a ver a lua.

b) antes de palavras masculinas
Gosto Muito de andar a pé.
Passeamos a cavalo.

c) antes de pronomes de tratamento, exceção feita a senhora, senhorita e dona:
Dirigiu-se a V.Sa. com aspereza
Dirigiu-se à Sra. com aspereza.

d) antes de pronomes em geral:
Não vou a qualque parte.
Fiz alusão a esta aluna.

e) em Expressos formadas por palavras repetidas:
Estamos frente a frente
Estamos frente a frente.

f) Quand o "a" Vem antes UMA Palavra no plural:
Não falo a Pessoas Estranho.
Restrição ao crédito causa o medo de empresários.

Crase facultativa

1. Antes de nome próprio feminino:
Refiro-me à (a) Julinana.

2. Antes de pronome possessivo feminino:
Dirija-se à (a) sua Fazenda.

3. Depois da preposição até:
Dirija-se até à (a) porta.

Casos particulares

1. Casa

Quand a palavra casa é empregada no sentido de lar e Não Vem determinada por nenhum adjunto adnominal, nao ocorre a crase.

Exemplos:

Regressaram a casa para almoçar
Regressaram a casa de seus pais

2. Terra

Quand a palavra terra for utilizada para designar chão firme, Não ocorre crase.

Exemplos:

Regressaram a terra depois de muitos dias.
Regressaram à terra natal.

3. Pronomes demonstrativos: aquele, aquela, aqueles, aqueles, aquilo.

Se o tempo que antecede UM dêsses pronomes demonstrativos Reger a preposição a, vai acontecer a crase.

Exemplos:

Está é a NACA que quero dizer.
(Este é o país a que me refiro.)
Esta é a NACA à Qual quero dizer.
(Este é o país Qual quero dizer.)
Estas São as finalidades às Quai se destina o PROJETO.
(Estes São os objetivos aos Quai se destina o PROJETO.)
Houvo UM sugestão anterior à que voce deu.
(Houvo UM palpite anterior ao que voce me deu.)

Ocorre tambem a crase

a) Na indicação do número de horas:
Chegamos às nove horas.

b) Na expressão à moda de, mesmo que a palavra moda venha oculta:
Usa-me sapatos à (moda de) Luís XV.

c) Nas Expressos adverbiais femininas, exceto as de instrumento:
Chegou à tarde (tempo).
Falou à vontade (modo).

d) Nas locuções conjuntivas e prepositivas; à medida que, à forca de ...

OBSERVAÇÕES: Lembre-se que:

Há - indica o tempo passado.
Moramos aqui ha seis anos

A - indica o tempo futuro e distância.
Daqui a Dois meses, irei à Fazenda.
Moro a três quarteirões da escola.

Coletivos

Principais nomes que admitem forma coletiva

abelha - enxame, cortiço, colméia

abutre - bando

Acompanhantes - comitiva, cortejo, séquito

alho - (Quand entrelaçados) réstia, enfiada, cambada

aluno - classe

amigo - (Quand em Assembleia) tertúlia

animal - (em geral) pilares, pandilha, (todos de umha Região) fauna, (rebanho de cavalgaduras) recua, Recover, (de carga) tropa, (de carga, menos de 10) lote (de ração, para Reprodução) elenco (feroz ou selvagens) alcatéia

anjo - chusma, coro, falange, legião, teoria

apetrecho - (Quand de Profissionais) ferramenta, instrumental

aplaudidor - (Quand pagamentos) claque

arcabuzeiro - Batalhão, manga, regimento

argumento - carrada, monte, montão, multidão

arma - (Quand tomadas dos inimigos) troféu

arroz - batelada

artigo - (Quand heterogêneo) mixordia

artista - (Quand trabalham juntos) Companhia, elenco

árvore - (Quand em LINHA) alameda, corrida, rua, souto, (Quand constituem Maciço) arvoredo, floresta, (Quand altas, de madeira desafios a aparentar parque artificial) malhada

asneira - acervo, chorrilho, enfiada, monte

asno - manada, Recover, recuo

assassino - choldra, choldraboldra

Assistente - Assistência

astro - (Quand reunidos a outros do mesmo grupo) constelação

ator - elenco

autógrafo - (Quand em lista especial de coleção) álbum

ave - (Quand em grande quantidade) bando, nuvem

Avião - esquadrão, esquadria, flotilha

bala - Saraiva, saraivada

bandeira - (de marinha) mariato

bandoleiro - caterva, corja, horda, malte, suja, turva

bêbado - corja, sujo, farândola

boi - boiada, abesana, Arment, cingel, jugada, jugo, Junta, manada, rebanho, tropa

bomba - bateria

borboleta - Boane, panapaná

Botas - (de qualque Peças de vestuário) abotoaduras, (Quand em linha) corrida

brinquedo - choldra

bugio - capela

burro - (em geral) lote, manada, recua, tropa, (Quand carregado) comboio

busto - (Quand em coleção) galeria

cabelo - (em geral) chumaço, guedelha, madeixa, (conforme a separação) marrafa, trança

cabo - cordame, cordoalha, enxárcia

cabra - fato, malhada, rebanho

cadeira - (Quand dispostas em LINHA) carreira, linha, linho, renque

cálice - baixela

cameleiras - caravana

camelo - (Quand em comboio) cáfila

caminhão - frota

camundongo - (Quand nascidos de entrada de cada vez) ninhada

canção - (Quand reunidas em livro) cancioneiro, (Quand populares de umha Região) folclore

canhão - bateria

cantilena - salsada

cão - Adua, cainçalha, canzoada, chusma, matilha

capim - feixe, braçadas, paveia

cardeal - (em geral) sacro colégio, (Quand reunidos para a eleição do papa) conclave, (Quand reunidos sob a direçao do papa) consistório

carneiro - chafardel, grei, malhada, oviário, rebanho

carrinho - (Quand unidos para o mesmo destino) comboio, COMPOSIÇÃO, (Quand em desfile) corso

carta - (em geral) correspondência, (Quand manuscritas em forma de livro) cartapacio, (Quand geográficas) atlas

casa - (Quand unidas em forma de quadrados) quarteirão, Quadra.

castanha - (Quand assadas em fogueira) magusto

cavalariano - (de cavalaria militar) piquete

Cavaleiro - cavalgada, Cavalhada, tropel

cavalgadura - cáfila, manada, pilares, Recover, recua, tropa, tropilha

cavalo - manada, tropa

cebola - (Quand entrelaçadas pelas hastes) cambada, enfiada, réstia

cédula - bolada, bolaço

chave - (Quand num cordel ou argola) Molho penca

célula - (Quand diferenciadas igualmente) tecido

cereal - (em geral) fartadela, fartão, fartura, (Quand em feixes) meda, moréias

cigano - bando, Cabildo, pandilha

cliente - clientes, freguesia

Coisa - (em geral) coisada, coisarada, ajuntamento, chusma, coleção, cópia, enfiada, (Quand antigas e em coleção ordenada) museu, (Quand em lista de anotação) papel, relaçao, (em quantidade que pode ser abranja com os braços) braçadas, (Quand em série) sequencia, série, seqüela, coleção, (Quand reunidas e sobrepostas) monte, montão, aglomerado

coluna - colunata, renque

cônego - cabido

conta - (Quand miúdas) conta, miçangas

copo - baixela

corda - (em geral) cordoalha, (Quand no mesmo Liam) maço, (de navio) enxárcia, cordame, Massamá, cordagem

correia - (em geral) correame, (de montanha) apeiragem

credor - Junta, Assembleia

crença - (Quand populares) folclore

crente - grei, rebanho

predador - horda

deputado - (Quand oficialmente reunidos) Câmara, Assembleia

desordeiro - caterva, corja, malte, pandilha, sujo, troca, turfa

diabo - legião

DINHEIRO - bolada, bolaço, disparate

disco - discoteca

disparate - escorados

doze - (Coisas ou animais) dúzia

ébrio - V bêbado

égua - V cavalo

elefante - manada

empregado - (Quand de assinatura ou repartição) Pessoal

erro - Barda

escola - (Quand de curso superior) universidade

escravo - (Quand da mesma morada) senzala, (Quand para o mesmo destino) comboio (Quand aglomerados) bando

escrito - (Quand em homenágem a Homem ilustre) poliantéia, (Quand literários) analectos, antologia, coletânea, crestomatia, espicilégio, florilégio, seleta

espectador - (em geral) Assistência, auditório, concorrência, (Quand contratados para aplaudir) claque

espiga - (Quand atadas) amarrilho, arregaçadas, amarrado, atilho, braçadas, fascal, feixe, Gavela, confusão, Molho, paveia

estaca - (Quand fincadas em forma de perto) paliçada

estado - (Quand unidos em NACA) Federação, confederação, república

estampa - (Quand selecionado) iconoteca, (Quand explicativas) atlas

estátua - (Quand selecionado) galeria

estrela - (Quand cientificamente agrupadas) constelação, (Quand em quantidade) acervo, (Quand em grande quantidade) miríade

estudante - (Quand da mesma escola) classe, turma, (Quand em grupo cantam ou toca) Estudantina, (Quand em excursão Dão concertos) tuna, (Quand vivem na mesma casa) república

facínora - caterva, horda, leva, sujo

Fazenda - (Quand comerciáveis) sortimento

feijão - (Quand comerciáveis) batelada, partida

feiticeiro - (Quand em Assembleia secreta) conciliábulo

feno - braçadas, braçado

filhote - (Quand nascidos de entrada de cada vez) ninhada

filme - Filmoteca, cinemoteca

fio - (Quand dobrado) meada, mecha, (Quand metálicos e reunidos em feixe) cabo

flecha - (Quand caem do ar, em porção) Saraiva, saraivada

flor - (Quand atadas) antologia, arregaçadas, braçadas, fascículo, feixe, festão, capela, grinalda, ramalhete, buquê, (Quand no mesmo pedúnculo) cacho

foguete - (Quand agrupados em roda ou num travessão) girândola

Força naval - armada

Força terrestre - exército

formiga - cordão, correição, formigueiro

frade - (Quand ao local em que moram) comunidade, casa, (quanto ao fundador ou quanto às regras que obedecem) Ordem

frase - (Quand desconexas) escorados

freguês - clientela, freguesia

fruta - (Quand ligadas ao mesmo pedúnculo) cacho, (quanto à totalidade das colhidas num ano) colheita, safra

fumo- malhada

gafanhoto - nuvem, praga

garoto - cambada, bando, chusma

gato - cambada, gatarrada, gataria

pessoas - (em geral) chusma, grupo, multidão, (Quand indivíduos reles) magote, Patuleia, poviléu

graus - manipula, Manel, manhuço, monte, manolho, maunça, mau, punhado

graveto - (Quand amarrados) feixe

gravura - (Quand selecionado) iconoteca

habitante - (em geral) povo, População, (Quand de aldeia, de lugarejo) povoação

herói - falange

hiena - alcatéia

hino - hinário

ilha - arquipélago

imigrante - (Quand em trânsito) leva, (Quand radicados) Colônia

Índia - (Quand formam bando) Maloca, (Quand em NACA) tribo

instrumento - (Quand em coleção ou série) Jogos, (Quand cirúrgicos) aparelha, (Quand de artes e ofícios) ferramenta, (Quand de trabalho grosseiro, modesto) tralha

inseto - (Quand nocivos) praga (Quand em grande quantidade) miríade, nuvem, (Quand se deslocam em sucessão) correição

javali - alcatéia, malhada, vara

salário - hemeroteca

jumento - recover, recuo

júri - júri, Conselho de sentença, corpo de jurados

ladrão - bando, cáfila, malte, quadrilha, tropa, pandilha

lâmpada - (Quand em linha) carreira, (Quand dispostas Numa espécie de lustre) lampadário

Leão - alcatéia

lei - (Quand reunidas cientificamente) código, consolidação, corpo, (Quand colhidas aqui e ali) compilação

leitão - (Quand nascidos de UM só parto) leitegada

livro - (Quand amontoados) chusma, pilha, ruma, (Quand heterogêneos) choldraboldra, salgalhada, (Quand reunidos para consulta) biblioteca, (Quand reunidos para venda) Livraria, (Quand em lista metódica) catálogo

lobo - alcatéia, caterva

macaco - bando, capela

malfeitor - (em geral) bando, canalha, choldra, corja, hoste, joldra, malte, matilha, matula, pandilha, (Quand organizados) quadrilha, seqüela, sujo, tropa

maltrapilho - farândola, grupo

mantimento - (em geral) sortimento, provisão, (Quand em saco, em alforges) matula, farnel, (Quand em confortável especial) despensa

mapa - (Quand ordenados num volume) atlas, (Quand seleccionados) mapoteca

máquina - máquinas, maquinismo

marinheiro - Maruja, marinhagem, companha, equipagem, tripulação, chusma

médico - (Quand em conferência sobre o estado de UM doente) Junta

Menina - (em geral) grupo, bando, (depreciativamente) chusma, cambada

mentira - (Quand em sequencia) enfiada

mercadorias - sortimento, provisão

mercenário - mesnada

metal - (Quand entra na Construção de umha obra ou artefato) ferragem

ministro - (Quand de UM mesmo governo) ministério, (Quand reunidos oficialmente) Conselho

montanha - cordilheira, serra, serrania

mosca - moscaria, mosquedo

Móvel - mobília, aparelha, Trem

música - (quanto a Quem a conheçe) Repertório

músico - (Quand com instrumento) banda, charanga, filarmônica, orquestra

NACA - (Quand unidas para o mesmo fim) Aliança, coligação, confederação, Federação, liga, união

navio - (em geral) frota, (Quand de guerra) frota, flotilha, esquadra, armada, marinha, (Quand reunidos para o mesmo destino) comboio

nome - lista, papel

nota - (na acepção de DINHEIRO) bolada, bolaço, maço, pacote, (na acepção de Produção literária, científica) Comentário

objeto - V Coisa

onda - (Quand grandes e encapeladas) marouço

órgão - (Quand concorrem para umha mesma Função) aparelha, sistema

orquídea - (Quand em viveiro) orquidário

osso - (em geral) ossada, ossaria, ossama, (Quand de UM cadáver) esqueleto

ouvinte - Auditoria

Ovelha - (em geral) rebanho, grei, chafardel, malhada, oviário, (Quand ainda nao deram cria e Nem está prenhe) alfeire

ovo - (os postos por umha ave durante certo tempo) postura, (Quand no ninho) ninhada

padre - clero, clerezia

Palavra - (em geral) vocabulário, (Quand em Ordem alfabética e seguida de significação) dicionário, léxico, (Quand proferidas sem nexo) palavrório

pancada - data

pantera - alcatéia

papel - (Quand no mesmo Liam) bloco, maço, (em sentido lato, de folha ligadas e em sentido estrito, de 5 Folha) livro (5 cadernos) Mao, (20 maus)
resmas, (10 resmas) bala

parente - (em geral) família (em reùnião) tertúlia

partidário - facção, partido, torcida
partido (político) - (Quand unidos para UM mesmo fim) coligação, Aliança, coalização, liga

pássaro - Passaredo, passarada

passarinho - nuvem, bando

pau - (Quand amarrados) feixe, (Quand amontoados) pilha, (Quand fincados ou unidos em cerca) Bastida, paliçada

Peças - (Quand devem aparecer juntas na mesa) baixela, Service, (Quand artigos comerciáveis, em volume de transporte) fardo, (em grande quantidade)
magote, (Quand pertencentes à artilharia) bateria (de roupas, Quand enroladas) trouxa, (Quand pequenas e cosidas umas às outras para nao se extraviarem na lavagem) escorados, (Quand literário) antologia, florilégio, seleta, silva, crestomatia, coletânea, miscelânea.

peixe - (em geral e Quand na água) cardume, (Quand miúdos) Boane, (Quand em viveiro) aquário, (Quand em linha) cambada, espicha, enfiada, (Quand à tona) banco, manta

pena - (Quand de ave) plumagem

peregrino - caravana, romaria, romagem

pérola - (Quand enfiadas em série) colar, ramal

Pessoa - (em geral) aglomeração, lado, lado, chusma, colméia, pessoas, legião, leva, maré, massa, mó, mole, multidão, Pessoal, roda, rolo, troca, tropel, turfa, turma, (Quand reles) corja, caterva, choldra, farândola, recua, sujo, (Quand em Service, em navio ou Avião) tripulação, (Quand em acompanhamento solene) comitiva, cortejo, préstito, procissão, séquito, teoria, (Quand ilustres) plêiade, pugilo, punhado, (Quand em promiscuidade) cortiço, (Quand em Passeio) caravana, (Quand em Assembleia popular) comício, (Quand reunidas para tentar UM Assunto) Comissão, Conselho, Congresso, conclave, convênio, corporação, Seminário, (Quand sujeitas ao mesmo estatuto) agremiação, Associação, centro, clube, grêmio, liga, sindicato, sociedade

pilha - (Quand Elétricas) bateria

pinto - (Quand nascidos de entrada de cada vez) ninhada

planta - (Quand frutíferas) pomar, (Quand hortaliças, legumes) horta, (Quand novas, para replanta) berçário, alfobre, Tabuleiro, (Quand de umha Região) flora, (Quand secas, para classificação) herbário.

ponto - (de costura) escorados

porco - (em geral) manada, persigal, pilares, vara, (Quand do pasto) vezeira

povo - (NACA) Aliança, coligação, confederação, liga

prato - baixela, Service, prataria

prelado - (Quand em reùnião oficial) sínodo

prisioneiro - (Quand em conjunto) leva, (Quand a caminho para o mesmo destino) comboio

professor - (Quand de estabelecimento primária ou secundária) corpo docente, (Quand de faculdade) congregação

quadro - (Quand em Exposição) pinacoteca, galeria

querubim - coro, falange, legião

recipiente - vasilhame

recruta - leva, magote

Igreja - clero regular

roupa - (Quand de cama, mesa e uso Pessoal) enxoval, (Quand envolvidas para lavagem) trouxa

salteador - caterva, corja, horda, quadrilha

saudade - arregaçadas

selo - coleção

serra - (acidente Geográfico) cordilheira

serviçal - quer

soldado - tropa, legião

trabalhador - (Quand reunidos para UM trabalho braçal) rancho, (Quand em trânsito) leva

tripulante - equipagem, guarnição, tripulação

utensílio - (Quand de cozinha) bateria, tremer, (Quand de mesa) aparelha, baixela

vadia - cambada, caterva, corja, mamparra, matula, sujo

vara - (Quand amarradas) feixe, ruma

velhaco - sujo, velhacada


OBSERVAÇÃO: Na maioria dos casos, a forma coletiva se constroi através da adaptação do sufixo conveniente: arvoredo (de árvores), cabelos (de cabelos), freguesia (de fregueses), palavratório (de palavras), professorado (de Professor), tapeçaria (de tapetes) etc.

Autoria: Patricia Moreira Alves

Dificuldades no Emprego do C Cedilhado


Uma das dificuldades para aqueles que desejam escreve corretamente reside no emprego do C cedilhado. Devemos escreve torção ou torsão? Distensão ou distenção? Maciço ou macisso? Exceção ou excessão? Açúcar ou assucar?

Para o entendimento da Origem da cedilha na Evolução das línguas neolatinas, especialmente em português, torna-se necessario UMA abordagem filológica da questao.

A pronúncia do C no latim Clássico era sempre K. Cicero, por exemplo, lia-se Kikerá. No latim vulgar e nos romances que ele se seguíram e que se transformaram nas línguas neolatinas, houver UM abrandamento de pronúncia do c antes de ee de i. Inicialmente esta Modificação prosódica era representada Pela letra z colocada após o c. Posteriormente, a letra z passou a ser escrita abaixo do c em menores dimensões. [1]

Cedilha (Cedillo em espanhol, Cedillo em francês, zediglia em italiano) quer Dizer exatamentes pequeno zeta (letra do alfabeto grego correspondentes ao z). O pequeno zeta transformou-se finalmente no sinal que todos conheçe e que mais se assemelha a UM pequeno c, virado para trás. Este sinal foi introduzido na COMPOSIÇÃO letra por Geoffroy Tory (1480-1533), escritor, gravador e impressor francês, que reformou a ortografia da língua francesa sob o reinado de Francisco I. [2]

Em textos arcaicos anteriores ao século XV encontra-se ç mesmo antes das vogais e ei. [3] Com o pássaro do tempo a cedilha deixou de ser usada, por desnecessário, nas palavras em que o ç antecede as vogais EEI, preservando-se apenas antes das vogais a, o e u, nos casos em que houver abrandamento da pronúncia.

Em espanhol oc cedilhado foi substituído Pela letra z. Em português oc cedilhado adquiriu som idêntico a ss, dando Origem às dificuldades de NOSSA escrita.

Quand usar c cedilhado em vez de ss? De modo geral, os substantivos terminados em -ção (-ssão) em português escrevem-se com ç ou ss, conforme derivem de palavras latinas terminadas em -tione ou -sione. Ex .: Exception, exceção; extensão, extensao; punctione, punção; pression, Pressão; tensão, tensão; tortione, torção.

Escrevem-se ainda com c cedilhado:

a) os derivados do verbo ter. Ex .: contenção, retenção;
b) As palavras formadas com os sufixos -aço, -aça, -iço, -iça, -uço.
Ex .: bagaço, couraça, caniço, cortiça, dentuça;
c) depois de UM ditongo. Ex .: beiço, louça, equação;
d) depois de in e um. Ex .: distinção, Função;
e) as palavras de Origem tupi. Ex .: açaí, maniçoba, cupuaçu, jararacuçu, Iguaçu, Uruaçu;
f) as palavras de Origem árabe. Ex .: açafrão. açoite, açude, açúcar.

Existem outras regras para o emprego correta do c cedilhado, que poderão ser encontradas em obras especializadas.

Devemos considerar ainda as palavras homófonas, porêm com grafia e sentido diferentes, como apreçar e apressar; caçar e cassar; empoçar e empossar; laços e lasso; maça e massa; paço e Passo; ruço e russo; tenção e tensão. [4]

Nos exemplos apontados no início deste comentários as formas correta São: torção, distensão, Maciço, exceção e açúcar.

Referências

1. VIEIRA, Frei Domingos: Grande Dicionário Português ou Tesouro da língua portuguesa., Vol.2, 1873, p. 159. Porto, Ernesto Chardron e Bartholomeu H. de Moraes, 1871-1874.
2. PORTA, Frederico: Dicionário de artes gráficas. Rio de Janeiro, Ed. Globo, 1958, p. 71
3. NUNES, José Joaquim: Crestomatia arcaica, 7.ed. Lisboa, Liv. Classic Ed., 1970, p. 25.
4. SOUSA, Milton O'Reilly de: Dicionário de fonografia, 1960, p. 49-67

Acento Circunflexo


O acento circunflexo é usado para indicar as vogais tônicas fechadas eeo, assim como a acentuação tônica da seguida de me n.
Exemplos: ipês, atônito, Tâmisa, lâmpada, pânico.

Use-se o uso do acento circunflexo em verbos como ter (e seus derivados conter, deter, reter, obter, abster, etc.), vir (e seus derivados, como provir) na terceira Pessoa do plural do presente do modo indicativo, como forma de distinção dos mesmos verbos conjugados na terceira Pessoa do singular do presente do modo indicativo. Assim:

Ele Ele, Eles Ele; Ele obtem, Eles obtem, Ele Vem, Vem Eles, Ele provém, Eles provêm.

O acento circunflexo ainda é utilizado para distinções como, por exemplo, entre o verbo ea preposição por por, e ainda entre o verbo poder na terceira Pessoa do presente do modo indicativo (pode) e no mesmo verbo na terceira Pessoa do pretérito perfeito do modo indicativo (você pode).
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Função organicas

Colégio Estadual Dinah Gonçalves
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INTRODUÇÃO
Função Orgânica: é um conjunto de substâncias com propriedades químicas semelhantes (propriedades funcionais)
Grupo funcional: é o átomo ou grupo de átomos responsável(eis) pelas propriedades químicas dos compostos pertencentes a uma determinada função química.
A nomenclatura orgânica oficial começou a ser criada em 1892 em um congresso internacional em Genebra, após várias reuniões surgiu a nomenclatura IUPAC (União Internacional de Química Pura e Aplicada).
A nomenclatura IUPAC obedece aos seguintes princípios:
I. Cada composto tenha um único nome que o distinga dos demais;
II. Dada a fórmula estrutural de um composto, seja possível elaborar seu nome, e vice-versa.
Obs.: Apesar de a nomenclatura IUPAC ser a oficial, existem outros tipos de nomenclatura como por exemplo a nomenclatura usual.
II. FUNÇÃO HIDROCARBONETO (CxHy)
Os compostos pertencentes a esta função são constituídos exclusivamente por carbono e hidrogênio, portanto possuem fórmula geral: CxHy.
Os hidrocarbonetos são muito importantes porque formam o "esqueleto" das demais funções orgânicas.
Os Hidrocarbonetos estão divididos em várias classes, dentre as quais merecem destaque os alcanos, alcenos (alquenos), alcinos (alquinos), alcadienos, cicloalcanos, cicloalcenos e os hidrocarbonetos aromáticos.
A. ALCANOS OU PARAFINAS
São hidrocarbonetos saturados de cadeia aberta (acíclica). Possuem fórmula geral: CnH2n+2.
I. Fundamentos da Nomenclatura Orgânica:
PREFIXO + AFIXO + SUFIXO
Prefixo: indica o número de átomos de carbono pertencentes a cadeia principal.
1C = met 6C = hex 11C = undec
2C = et 7C = hept 12C = dodec
3C = prop 8C = oct 13C = tridec
4C = but 9C = non 15C = pentadec
5C = pent 10C = dec 20C = eicos
Afixo ou infixo: indica o tipo de ligação entre os carbonos:
todas simples = an duas duplas = dien
uma dupla = en três duplas = trien
uma tripla = in duas triplas = diin
Sufixo: indica a função química do composto orgânico:
hidrocarboneto= no
álcool= ol
aldeído= al
cetona= ona
ácido carboxílico= óico
amina= amina
éter= óxi
II. Nomenclatura dos Alcanos de Cadeia Normal:
Junta-se o prefixo + o infixo + o sufixo. Por exemplo: metano, etano, propano, butano, pentano, hexano, heptano, octano, nonano, decano, undecano, dodecano etc.
III. Grupos ou Grupamentos derivados dos alcanos.
Grupamento: é a estrutura que resulta ao se retirar um ou mais átomos de uma molécula.
Grupamento alquil(a) ou alcoil(a) é o grupamento formado a partir de um alcano pela retirada de um átomo de hidrogênio:
Obs.: Apesar da palavra radical ser muito usada ela está errada o nome correto é grupo ou grupamento: grupo metil (correto), radical metil (errado).
IV. Nomenclatura dos Alcanos Ramificados.
Para dar nome a um alcano ramificado, basta você seguir as seguintes regras estabelecidas pela IUPAC:
1.º considerar como cadeia principal, a cadeia carbônica mais longa possível; se há mais de uma cadeia de mesmo comprimento, escolha como cadeia principal a mais ramificada.
2.º numere a cadeia principal de forma que as ramificações recebam os menores números possíveis (regra dos menores números).
3.º elaborar o nome do hidrocarboneto citando as ramificações em ordem alfabética, precedidos pelos seus números de colocação na cadeia principal e finalizar com o nome correspondente a cadeia principal.
4.º os números são separados uns dos outros por vírgulas.
5.º os números devem ser separados das palavras por hífens.
Obs.1: no caso de haver dois, três, quatro, etc. grupos iguais ligados na cadeia principal, usam-se os prefixos di, tri, tetra, etc. diante dos nomes dos grupos.
Obs.2: Os prefixos di, tri, tetra, iso, sec, terc, neo não são levados em consideração na colocação dos nomes em ordem alfabética.
B. ALCENOS OU OLEFINAS
Alcenos, alquenos, olefinas ou hidrocarbonetos etenilênicos são hidrocarbonetos de cadeia aberta (acíclicos) contendo uma única dupla ligação. Possuem fórmula geral CnH2n .
I) Nomenclatura dos Alcenos de Cadeia Normal e de Cadeia Ramificada
É muito semelhante a nomenclatura utilizada para os alcanos. Troca-se a terminação ano do alcano por eno .
1) A cadeia principal é a mais longa que contém a dupla ligação.
2) A numeração da cadeia principal é sempre feita a partir da extremidade mais próxima da dupla ligação, independentemente das ramificações presentes na cadeia. No nome do alceno a posição da dupla é dada pelo número do primeiro carbono da dupla; esse número é escrito antes do nome do alceno.
3) Se houver mais de uma possibilidade para a cadeia principal adota-se a regra dos menores números.
C. ALCINOS OU ALQUINOS
Alcinos, alquinos ou hidrocarbonetos acetilênicos são hidrocarbonetos acíclicos contendo uma única ligação tripla. Possuem fórmula geral CnH2n-2.
Nomenclatura dos Alcinos de Cadeia Normal e de Cadeia Ramificada
É muito semelhante a nomenclatura utilizada para os alcanos. Troca-se a terminação ano do alcano por ino.
1) A cadeia principal é a maior cadeia que contenha a ligação tripla.
2) A numeração da cadeia é feita a partir da extremidade mais próxima da ligação tripla. (As outras regras vistas para os alcenos também valem par os alcinos).
D. ALCADIENOS
São hidrocarbonetos acíclicos (abertos) contendo duas duplas ligações. Possuem fórmula geral: CnH2n-2.
Nomenclatura dos Alcadienos de Cadeia Normal e de Cadeia Ramificada
I. A nomenclatura IUPAC é feita com a terminação DIENO.
II. A cadeia principal é a mais longa possível e deve conter as duas duplas ligações.
III. A numeração da cadeia se inicia pela extremidade mais próxima das duplas ligações de forma que as duplas ligações fiquem com os menores números possíveis.
IV. Em caso de empate na posição das duplas ligações, deve-se numerar a cadeia de forma que as ramificações fiquem com os menores números possíveis;
E. CICLANOS OU CICLOALCANOS OU CICLO-PARAFINAS
São hidrocarbonetos de cadeia cíclica (fechada) e saturada. Possuem fórmula geral CnH2n onde "n" deve ser maior ou igual a 3.
Nomenclatura dos Ciclanos de Cadeia Normal e de Cadeia Ramificada
I. O nome é dado adicionando-se o prefixo CICLO ao nome do alcano correspondente;
II. Quando a cadeia for ramificada, a numeração da cadeia se inicia a partir da ramificação mais simples e segue-se o sentido horário ou anti-horário, de maneira a se respeitar a regra dos menores números;
III. As ramificações devem ser citadas em ordem alfabética;
F. CICLENOS OU CICLO-ALQUENOS OU CICLO-OLEFINAS
São hidrocarbonetos cíclicos com uma dupla ligação. A fórmula geral é CnH2n-2;
Nomenclatura dos Ciclenos de Cadeia Normal e de Cadeia Ramificada
I. O nome é dado adicionando-se o prefixo CICLO ao nome do alceno correspondente;
II. Quando a cadeia for ramificada, a numeração da cadeia se inicia a partir do carbono da ligação dupla (a dupla deve ficar entre o carbono 1 e 2) e segue-se o sentido horário ou anti-horário, de maneira a se respeitar a regra dos menores números;
III. As ramificações devem ser citadas em ordem alfabética;
G. HIDROCARBONETO AROMÁTICO
São os hidrocarbonetos que possuem um ou mais anéis benzênicos, que também são chamados de anéis aromáticos.
Nomenclatura dos Hidrocarbonetos Aromáticos
I. A nomenclatura IUPAC considera os hidrocarbonetos aromáticos como derivados do benzeno;
II. Quando o anel benzênico possui mais de uma ramificação, a numeração da cadeia se inicia a partir da ramificação mais simples e segue-se o sentido horário ou anti-horário, de maneira a se respeitar a regra dos menores números;
III. Quando o anel benzênico possuir duas ramificações, iguais ou diferentes, pode-se usar a nomenclatura orto, meta, para, ao invés de numerar o anel benzênico. A posição 1,2 passa a ser indicada por orto ou simplesmente por "o", a posição 1,3 passa a ser indicada por meta ou simplesmente por "m" e finalmente a posição 1,4 passa a ser indicada por para ou simplesmente por "p".
IV. As ramificações devem ser citadas em ordem alfabética;
03. ÁLCOOL (R-OH) (OH ligado a carbono saturado)
Obs.: R= grupo ou grupamento orgânico; Ar = anel aromático ou anel benzênico.
Oficial (IUPAC)
I. Troca-se a terminação do hidrocarboneto correspondente por OL;
II. A cadeia principal é a maior fila de átomos de carbono que contenha a hidroxila;

III. Quando houver mais de uma possibilidade para a posição da hidroxila, esta deve ser numerada;
IV. A numeração da hidroxila se inicia pela extremidade mais próxima da mesma;
Obs.: Em moléculas complexas a hidroxila pode ser considerada como uma ramificação chamada: hidróxi;
Obs.: álcoois insaturados: posição da insaturação + hidrocarboneto correspondente + posição do OH + OL
Obs.: diálcool (terminação: DIOL); trialcool (terminação: TRIOL) etc.
Usual:
I. álcool + nome do grupo ligado a hidroxila + ICO
II. Nomenclatura de Kolbe (metanol=carbinol) e todos os demais álcoois são considerados como seus derivados (nome dos grupamentos + carbinol).
04. ÉTER (R-O-R' ou Ar-O-Ar ou Ar-O-Ar)
Oficial (IUPAC):
(grupo menor) ÓXI + (hidrocarboneto correspondente ao grupo maior)
Usual:
éter (grupo menor) - (grupo maior) + ICO
05. FENOL (Ar-OH)
Oficial (IUPAC):
Usa-se o prefixo HIDRÓXI;
Havendo necessidade de numeração, esta se inicia pela hidroxila e segue o sentido dos menosres números;
Obs.: O número "1" atribuído a hidroxila pode ser omitido;
Usual:
O hidróxi-benzeno é chamado de FENOL e todos os outros fenóis são considerados como seus derivados;
06. ALDEÍDO (H-COH ou R-COH ou Ar-COH)
Oficial (IUPAC):
Troca-se a terminação do hidrocarboneto correspondente por AL;
A numeração se inicial pelo carbono do grupo funcional;
Usual:
Os aldeídos possuem nomes usuais correspondentes aos nomes usuais dos ácidos carboxílicos: metanal (aldeído fórmico ou formaldeído); etanal (aldeído acético ou acetaldeído); etanodial (aldeído oxálico ou axaldeído); fenil-metanal (aldeído benzóico ou benzaldeído) etc.
07. CETONA (R-CO-R' ou R-CO-Ar ou Ar-CO-Ar)
Oficial (IUPAC):
Troca-se a terminação do hidrocarboneto correspondente por ONA;
A numeração da cadeia se inicia pela extremidade mais próxima da carbonila (-CO-);
Obs.: cetonas insaturadas: posição da insaturação + hidrocarboneto correspondente + posição da carbonila + ONA;
Usual:
(grupo menor)-(grupo maior)-CETONA
08. ÁCIDO CARBOXÍLICO (H-COOH ou R-COOH ou Ar-COOH)
Oficial (IUPAC):
Troca-se a terminação do hidrocarboneto correspondente por ÓICO;
ÁCIDO + hidrocarboneto correspondente + ÓICO;
Usual:
A nomenclatura usual dos ácidos carboxílicos está relacionada com a origem do ácido ou de suas propriedades: ácido metanóico (ácido fórmico); ácido etanóico (ácido acético); ácido propanóico (ácido propiônico); ácido butanóico (ácido butírico); ácido etanodióico(ácido oxálico) etc.
09. ÉSTER (H-COO-R ou R-COO-R ou Ar-COO-R ou Ar-COO-Ar)
Oficial (IUPAC):
Substitui-se a terminação ICO do ácido carboxílico correspondente por ATO e acrescenta-se o nome do grupamento ligado ao oxigênio;
Obs.: o nome do grupamento deve terminar com ILA e não com IL. EX.: metila, etila etc.
Obs.: Um raciocínio mais fácil é acrescentar ATO ao hidrocarboneto correspondente, não sendo assim necessário, raciocinar com o ácido carboxílico correspondente;
Usual:
Está, a exemplo dos aldeídos, baseada na nomenclatura dos ácidos carboxílicos: metanoato = formiato; etanoato = acetato; propanoato = propionato.
10. AMINA (R-NH2 ou R-NH-R' ou R-NR'-R'')
Oficial (IUPAC):
(grupos ligados ao N) + AMINA;
Obs.: Os grupamentos ligados ao N devem ser colocados em ordem alfabética (a ordem crescente de complexidade não é recomendada pela IUPAC);
Obs.: Em moléculas complexas o grupamento característico das aminas pode ser considerado uma ramificação chamada de AMINO;
11. AMIDA (H-CONH2 ou R-CONH2 ou Ar-CONH2; ou H-CONH-R' ou R-CONH-R' ou Ar-CONH-R'; ou H-CONR'-R'' ou R-CONR'-R'' ou Ar-CONR'-R'')
São compostos que apresentam o seguinte grupo funcional:
Oficial (IUPAC):
Troca-se a terminação ICO do ácido carboxílico correspondente por AMIDA;
Obs.: Um raciocínio mais fácil é acrescentar AMIDA ao hidrocarboneto correspondente, não sendo assim necessário raciocinar com o ácido carboxílico correspondente; (raciocínio semelhante foi proposto para os ésteres).
12. NITRILA (R-CN ou Ar-CN)
Oficial (IUPAC):
Dá-se o nome do hidrocarboneto correspondente, acrescentando-lhe a terminação NITRILA, (hidrocarboneto correspondente + NITRILA);
Usual:
Cianeto de (nome do grupamento ligado ao -CN);
13. NITROCOMPOSTO (R-NO2 ou Ar-NO2)
Oficial (IUPAC):
Usa-se o prefixo NITRO antecedendo o nome do hidrocarboneto que origina o nitrocomposto (NITRO + hidrocarboneto correspondente)
14. HALETO ORGÂNICO (Compostos derivados dos hidrocarbonetos pela substituição de um ou mais hidrogênios por halogênios(F, Cl, Br, I).
Oficial (IUPAC):
Considera-se os haletos como derivados dos hidrocarbonetos correspondentes;
O nome do halogênio antecede ao nome do hidrocarboneto como se fosse um grupamento qualquer;
Obs.: Se na cadeia existir apenas halogênios como ramificações, a numeração da cadeia se inicia pela extremidade mais próxima destes, mas se existir qualquer outro grupo ligado a cadeia principal a numeração se inicia pela extremidade onde seja possível se obter os menores números possíveis.
Usual:
Usam-se as palavras cloreto de, brometo de, etc., seguidas do nome do grupamento orgânico ligado ao halogênio;
(nome do haleto) de (nome do grupo);
15. ANIDRIDO; São compostos que apresentam o seguinte grupo funcional:
Obs.: Os anidridos são considerados como derivados dos ácidos carboxílicos;
Nos anidridos com cadeias carbônicas iguais, deve-se mencionar o nome do ácido correspondente, precedido da palavra ANIDRIDO;
Quando o anidrido possuir cadeias diferentes deve-se escrever primeiro o nome do menor ácido existente;
16. SAL ORGÂNICO - Compostos que apresentam o seguinte grupo funcional:
Oficial (IUPAC):
Substitui-se a terminação ICO do ácido carboxílico correspondente por ATO e acrescenta-se o nome do metal ligado ao oxigênio;
Obs.: Um raciocínio mais fácil é acrescentar ATO ao nome do hidrocarboneto correspondente, semelhante ao que já foi proposto para outras funções anteriores;
Usual:
Está baseada na nomenclatura usual dos ácidos carboxílicos: metanoato = formiato; etanoato = acetato; propanoato = propionato;
17. COMPOSTOS DE GRIGNARD - Compostos que apresentam o seguinte grupo funcional:
Oficial (IUPAC):
(cloreto, brometo, iodeto) de (grupo ligado ao Mg) + Magnésio;
18. ÁCIDOS SULFÔNICOS (R-SO3H ou Ar-SO3H)
Oficial (IUPAC):
ÀCIDO + (nome do hidrocarboneto correspondente) + SULFÔNICO
19. TIOL ou TIOÁLCOOL (R-SH) O oxigênio da função álcool é substituído pelo enxofre.
Oficial (IUPAC):
Obs.: o prefixo TIO indica a substituição de um oxigênio por um enxofre;
A nomenclatura é semelhante a dos álcoois correspondentes trocando-se a terminação OL por TIOL;
Usual:
O grupo -SH é denominado MERCAPTAN: (nome do grupo) + MERCAPTAN;
20. TIOÉTER (R-S-R' ou Ar-S-Ar) O oxigênio da função éter é substituído pelo enxofre.
Oficial (IUPAC):
Obs.:
  • O prefixo TIO indica a substituição de um oxigênio por um enxofre;
  • A nomenclatura é semelhante a dos éteres correspondentes trocando-se a terminação ÓXI por TIO.

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Conjuntos


Professor de Matemática Antonio Carlos Carneiro Barroso
Ensino no Colégio Estadual Dinah Gonçalves
email accbarroso@hotmail.com
extraído do www.mundoeducacao.com.br

Podemos fazer algumas relações entre conjunto com conjunto, entre conjunto e elemento de um conjunto. Essas relações possuem características específicas e representações próprias. Vamos caracterizar cada uma delas.

Igualdade de conjuntos
Podemos dizer que dois ou mais conjuntos são iguais se os elementos de um forem idênticos aos dos demais, matematicamente representamos uma igualdade pelo sinal =.

Dado o conjunto A = {0, 1, 2, 3, 4} e o conjunto B = {4, 3, 2, 1, 0}, observando os elementos de cada conjunto percebemos que são idênticos, então podemos
dizer que A = B (A igual a B).

Quando comparamos A e B e eles não são iguais dizemos que são diferentes representados assim A ≠ B.

Relação de inclusão

Ao comparamos dois conjuntos perceberemos que eles nem sempre serão iguais, mas em alguns casos alguns elementos sim. Por exemplo:
Dado o conjunto A = {-5, -4, -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, 4, 5} e o conjunto B = {0, 1, 2, 3, 4, 5} eles não são diferentes, mas observando o conjunto B veremos que todos os seus elementos estão dentro do conjunto A.
Essa relação é chamada de inclusão, ou seja, o conjunto B está incluso, contido, no conjunto A. Representada matematicamente por B A (B está contido em A).

Dado o conjunto C = {0, 1, 2, 3} e D = {4, 5, 6, 7}, nesses dois conjuntos não é possível aplicar a relação de inclusão, então dizemos que C D (C não está contido em D), assim como D C (D não está contido em C).

Relação de Pertinência

Essa relação é utilizada quando comparamos conjunto com elementos. Quando queremos dizer que um elemento qualquer está dentro de um conjunto ou que ele não está no conjunto, dizemos que ele pertence ou não pertence a esse determinado conjunto, veja o exemplo:

Dado o conjunto A = {-8, -4, -2, 0, 1, 2, 3}, podemos dizer que - 4 A ( - 4 pertence a A) e que 5 A ( 5 não pertence a A)

Probabilidade de eventos

A parte da Matemática responsável pelo agrupamento de elementos é denominada Análise Combinatória. Ao realizar agrupamentos de elementos devemos analisar as condições determinadas. Por exemplo, em algumas situações não devem ocorrer a presença de termos repetidos, e em outros casos, essa restrição não é imposta. Esse tipo de agrupamento é resolvido através do princípio multiplicativo, que consiste na multiplicação das possibilidades de cada posicionamento.

Exemplo 1

Utilizando os algarismos 1, 2, 3, 4 e 5, forme números de 3 algarismos, respeitando as seguintes condições:

a) os números podem ser repetidos

centenas dezenas unidades
5 5 5

Podemos utilizar 5 possibilidades na casa das centenas, 5 na casa das dezenas e 5 na casa das unidades.

5 * 5 * 5 = 125 números

b) Números distintos

centenas dezenas unidades
5 4 3

Utilizaremos 5 possibilidades na casa das centenas, 4 na casa das dezenas e 3 na casa das unidades.

5 * 4 * 3 = 60 números

Observe que na situação envolvendo números distintos, as possibilidades de posicionamento da casa das centenas, dezenas e unidades foram diferentes. Essa condição anula a possibilidade de ocorrer números iguais, condicionando a multiplicação, a fornecer o resultado de forma exata.


Exemplo 2

Uma senha de 6 dígitos deve ser escolhida com a utilização dos algarismos representantes da base decimal: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9. A condição estabelecida informa que os números precisam ser distintos, assegurando senhas complexas. Quantas senhas podem ser formadas?

10 * 9 * 8 * 7 * 6 * 5 = 151.200

Podem ser formadas 151.200 senhas.
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Aspecto Verbal


O aspecto verbal exprima a Ação verbal em seu início, em seu desfecho, em seu curso, num de seus momentos, na sua frequencia.

O aspecto pode ser:
Pontual

Indicando que o Processo foi instantâneo (disse, olhei);
Itálico e durativa

Em que é a Ação em seu desenvolvimento (ia dizendo, estavamos olhando);
Conclusivo:

O Processo é visto em seu fim, como concluso e com UM resultado (leu, trabalhou);
Permansivo

O Processo está concluso e com UM resultado permanente (caiu, sabe, aprendeu);
Incoativo ou inceptivo

Em que o Processo verbal é visto em seu Comece (amanhecer, partir);
Interativo ou freqüentativo

Se exprima UMA série de processos repetidos (voejar, saltitar, tenho falado, bate que bate).

O aspecto pode ser expresso por sufixos:

-ecer, asp. incoativo,

-ejar, -itar, asp. iterativo,

Por UM verbo auxiliar - começára a, entrar, asp. inceptivo ou incoativo

Pelo tempo verbal - o pretérito imperfeito é de asp. cursivo, ao Passo que o perfeito é conclusivo

Pela própria significação do radical - cair é pontual, partir é incoativo, chegar é conclusivo, andar e itálico, saber é permansivo.

O presente do indicativo é usado para o momento que se fala, mas ele pode ser usado no lugar no pretérito perfeito, chamado presente histórico. Neste caso, a consulta do "Pelé", as duas alternativas está correta.

Fonte: Por Trás das Letras

Estrutura fundiária do Brasil

Estrutura fundiária do Brasil

Por Eduardo de Freitas




As grandes propriedades rurais brasileiras ocupam a maioria das áreas agrícolas.
O meio rural brasileiro se caracteriza de forma negativa pela concentração de terras, isso provoca problemas no campo como desemprego, baixos salários, precárias condições de trabalho, conflitos, degradação ambiental, degradação humana entre outros.

A organização e distribuição das propriedades rurais no território apresentando, a quantidade e tamanho das mesmas recebe o nome de estrutura fundiária. No Brasil existe uma grande disparidade quanto à distribuição de terras, uma vez que uma restrita parcela da população brasileira detém um enorme percentual das áreas rurais do país, enquanto uma significativa porção da população tem pouca ou nenhuma propriedade. A concentração fundiária é um reflexo histórico do período colonial, período no qual foram concedidas gigantescas glebas de terras, os latifúndios.

Os grandes proprietários de terras são chamados de latifundiários, enquanto que os pequenos recebem o nome de minifundiários.

A seguir o “retrato” das propriedades rurais de acordo com o tamanho:

No Brasil existem aproximadamente 50. 566 propriedades rurais com área inferior a 1 hectare, essas respondem por 25.827 hectares do país. Por outro lado, é possível identificar cerca de 75 propriedades detentoras de mais de 100 mil hectares, elas somam uma área de 24. 047, 669 hectares.

Esses dados indicam claramente que a concentração de terra no Brasil é gritante e parece que está longe de alcançar uma solução satisfatória, além disso, os movimentos agrários existentes não ganharam o apoio da opinião pública, dificultando ainda mais as negociações para a implantação efetiva da reforma agrária (redistribuição mais justa da terra).

Histologia animal


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Tecidos animais.

Tecidos são agrupamentos de células e determinadas estruturas que, atuando de forma integrada, desempenham funções específicas. Assim, estão presentes somente em organismos multicelulares, tais como animais e plantas; o que não quer dizer que todos estes representantes os possuem. Este é o caso das algas e fungos multicelulares e esponjas.

Na Biologia, a ciência que estuda os tecidos é denominada Histologia (do grego: hydton = tecido + logos = estudos), sendo o principal enfoque desta os tecidos de animais vertebrados.

Proteção, absorção e secreção de substâncias, percepção de sensações, sustentação, locomoção, movimentação de órgãos internos, transmissão de informações, preenchimento, armazenamento, regeneração, defesa, transporte de sustâncias são algumas funções que os tecidos exercem.

Estes podem ser de quatro tipos:

- Tecidos epiteliais; que podem ser classificados em tecidos epiteliais de revestimento ou glandulares.
- Tecidos conjuntivos; divididos em tecido conjuntivo frouxo, denso, adiposo, reticular, cartilaginoso e ósseo.
- Tecidos musculares; do tipo estriado esquelético, estriado cardíaco ou liso.
- Tecido nervoso, cujos principais componentes são os neurônios e células da glia.

Tais tecidos associam-se e formam órgãos corporais. Assim, um único órgão geralmente possui mais de um tecido, estes especializados em aspectos distintos. A traqueia, por exemplo, é constituída de tecido muscular liso, reforçada com anéis cartilaginosos e revestida internamente por epitélio do tipo cilíndrico ciliado.
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conjuntos


Professor de Matemática e Ciências Antonio Carlos Carneiro Barroso
Colégio Estadual Dinah Gonçalves
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Conjunto pode ser definido como uma coleção de elementos, reunião das partes que formam um todo, aglomeração, grupo, série. Como exemplo de conjunto podemos destacar as seguintes situações: o conjunto de estados do Brasil, o conjunto de alunos de uma escola, o conjunto das equipes do campeonato brasileiro, o conjunto dos números naturais, dos números inteiros, racionais, irracionais, reais, primos entre outras situações que envolva a reunião de elementos.
Existem algumas operações que podem ser realizadas entre conjuntos, são elas: intersecção, união e diferença. Considerando os conjuntos A e B contidos num conjunto universo U, as operações entre eles podem ser representadas da seguinte maneira:

IntersecçãoA intersecção de A com B é o conjunto formado pelos elementos comuns a A e B.
Notação A ∩ B.
A ∩ B = {x / x Є A e x Є B}

União
A união de A com B é o conjunto formado por todos os elementos pertencentes a A ou a B.
Notação A U B.
A U B = {x / x Є A e x Є B}

Diferença
A diferença entre A e B é o conjunto formado pelos elementos que pertencem a A e não pertencem a B.
Notação A – B.
A – B = {x / x Є A e x B}

Exemplo 1

Sendo A = {1, 2, 3, 4} e B = {2, 4, 6}

A ∩ B = {2, 4}
A U B = {1, 2, 3, 4, 6}
A – B = {1, 3}
B – A = {6}


Exemplo 2

Sendo A = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9} e B = {10, 11, 12, 13, 14, 15}

A ∩ B = Ø (conjunto vazio)
A U B = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15}
A – B = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9}
B – A = {10, 11, 12, 13, 14, 15}
Quando falamos de operação lembramos logo de adição, subtração, divisão, multiplicação entre números. É possível também operar conjuntos.
Essas operações recebem nomes diferentes, como: União de conjuntos, Intersecção de conjuntos, Diferença de conjunto, Conjunto complementar.
Todas essas operações são representadas por símbolos diferentes, veja a representação de cada uma delas.

União de conjuntos
Dado dois conjuntos A = {1, 2, 3, 4, 5} e B = {6, 7}, a união deles seria pegar todos os elementos de A e de B e unir em apenas um conjunto (sem repetir os elementos comuns). O conjunto que irá representar essa união ficará assim: {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7}.

A representação da união de conjuntos é feita pelo símbolo U. Então,
A U B = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7}.

Intersecção de conjuntos
Quando queremos a intersecção de dois conjuntos é o mesmo que dizer que queremos os elementos que eles têm em comum.
Dado dois conjuntos A = {1, 2, 3, 4, 5, 6} e B = {5, 6, 7}, a intersecção é representada pelo símbolo ∩, então A ∩ B = {5, 6}, pois 5 e 6 são elementos que pertencem aos dois conjuntos.

Se dois conjuntos não tem nenhum elemento comum a intersecção deles será um conjunto vazio.

Dentro da interseção de conjuntos há algumas propriedades:
1) A intersecção de um conjunto por ele mesmo é o próprio conjunto: A ∩ A = A
2) A propriedade comutatividade na intersecção de dois conjuntos é:
A ∩ B = B ∩ A.
3) A propriedade associativa na intersecção de conjuntos é:
A ∩ (B ∩ C) = (A ∩ B) ∩ C

Diferença entre conjunto
Dado o conjunto A = {0, 1, 2, 3, 4, 5} e o conjunto B = {5, 6, 7} a diferença desses conjuntos é representada por outro conjunto, chamado de conjunto diferença.

Então A – B serão os elementos do conjunto A menos os elementos que pertencerem ao conjunto B.
Portanto A – B = {0, 1, 2, 3, 4}.

Conjunto complementar
Conjunto complementar está relacionado com a diferença de conjunto.
Achamos um conjunto complementar quando, por exemplo, dado um conjunto A e B e o conjunto B A, então B é complementar em relação a A.

A = {2, 3, 5, 6, 8}

B = {6,8}
B A, então o conjunto complementar será CAB = A – B = {2, 3, 5}.

Fungos

Colégio Estadual Dinah Gonçalves
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► Fungos

Fungos, grupo formado por diversos organismos unicelulares ou pluricelulares que se alimentam através da absorção direta de nutrientes. Os alimentos dissolvem-se por causa das enzimas que eles secretam; em seguida, são absorvidos através da fina parede da célula e distribuem-se por difusão simples no protoplasma. Junto com as bactérias, os fungos são os causadores da putrefação e decomposição de toda a matéria orgânica.

Existem fungos em qualquer parte onde existam formas de vida. Alguns são parasitas de organismos vivos e produzem graves doenças em plantas e animais. Certos fungos vivem em simbiose com algas formando estruturas características chamadas líquens. A disciplina científica que estuda os fungos chama-se micologia. Os fungos figuravam nas antigas classificações como uma divisão do reino das Plantas; mas, atualmente, muitos cientistas os consideram um grupo completamente separado dos outros, que evoluiu a partir de flagelados sem pigmentos. Ambos os grupos se incluem no reino Protista. Também se classifica os fungos como um reino à parte, devido à complexidade de sua organização.

Existem cerca de cem mil espécies de fungos conhecidas. Os fungos são, em sua maioria, constituídos por fibras finas que contêm protoplasma, chamadas hifas. Em geral, elas são separadas por divisórias que recebem o nome de septos. Em cada hifa existe um ou dois núcleos e o protoplasma se move através de um pequeno poro situado no centro de cada septo. A proliferação de hifas, por alargamento das pontas ou por ramificação, chama-se micélio. Quando o micélio se desenvolve, pode chegar a formar grandes corpos frutíferos, tais como os cogumelos e a bufa-de-lobo. A maior parte dos fungos se reproduz por esporos, diminutas partículas de protoplasma rodeadas pela parede celular. Os esporos são formados de duas maneiras. No primeiro processo, originam-se depois da união de dois ou mais núcleos, o que ocorre dentro de uma ou de várias células especializadas. Os quatro tipos de esporos que se produzem desta maneira (oósporo, zigósporo, ascósporo e basidiósporo) definem os quatro grupos principais de fungos. Os oósporos se formam pela união de uma célula macho e outra fêmea; os zigósporos formam-se pela combinação de duas células sexuais similares. Os ascósporos, que costumam dispor-se em grupos de oito unidades, ficam contidos em bolsas chamadas ascos. Os basidiósporos, por sua vez, reúnem-se em conjuntos de quatro unidades dentro de estruturas com dentículos chamadas basídios. O outro processo mais comum de produção de esporos implica na transformação das hifas em numerosos segmentos sem a união prévia de dois núcleos.

Os principais tipos de esporos reprodutivos formados assim são: oídios, conídios e esporogônios. Estes últimos originam-se no interior de receptáculos, parecidos com vesículas, chamados esporângios. A maioria dos fungos produz esporos sexuais e assexuais. Os fungos são utilizados em diversos processos industriais, como a fermentação alcoólica, o processo de elaboração do pão, a fabricação de cola líquida, de tintas e corantes e a elaboração de antibióticos. Os micólogos englobam os fungos em quatro filos (divisões) principais: oomicetos (Oomycota), zigomicetos (Zygomycota), ascomicetos (Ascomycota) e basidiomicetos (Basidiomycota) e seus indivíduos formam, respectivamente, oósporos, zigósporos, ascósporos e basidiósporos. Muitas espécies são classificadas, de forma arbitrária, em um quinto filo: os deuteromicetos (Deuteromycota), também chamados fungos imperfeitos. Nesse grupo se incluem as espécies das quais se desconhece a forma pela qual produzem esporos.

"Fungos do lodo" (protistas semelhantes a fungos)

Estes protistas têm algumas semelhanças significativas com as amibas, como o alimentar por fogocitose, ou a quitina presente nas paredes celulares.

Reino Fungi: Os fungos tratam-se de microorganismos eucariontes, podendo ser uni ou pluricelulares (mais frequente) que não possuem clorofila, pelo que não podem sintetizar o seu próprio alimento a partir da matéria orgânica, ocorrendo assim que a sua alimentação se dá heterotroficamente, sendo: do tipo saprófito, caso apenas transformem a matéria orgânica em matéria inorgânica, através do lançamento de enzimas pelas hifas que degradam a matéria orgânica; ou simbiótico, caso dependam de um outro indivíduo para sobreviver, quer seja com benefício mútuo (como é o caso das cianobactérias que entram em simbiose com certas algas, obtendo glicose em troca de azoto), quer seja com benefício apenas para o fungo - parasita.

Quando saprófitos, os fungos vivem sobre a matéria orgânica, entre a qual lançam as suas hifas, que vão proceder à digestão extracorporal descrita, fazendo passar os nutrientes por todo o organismo do fungo.

Existem dois tipos de fungos: os bolores e as leveduras. Os bolores são caracterizados por crescerem em micélios, que se trata de uma espécie de tecido próprio dos fungos, constituído por filamentos celulares, chamados hifas. É de salientar que as hifas, podendo ser ou não septadas, possuem um citoplasma contínuo que pode conter vários núcleos. Quando as hifas septadas possuem um núcleo, são denominadas monocarióticas, mas quando possuem dois núcleos, são dicarióticas. Por sua vez, as hifas não septadas são sempre multinucleadas (hifas asseptadas cenocíticas).

Os fungos podem reproduzir-se sexuada ou assexuadamente. Quando se reproduzemn assexuadmente, podem fazê-lo através se fragmentação (cada fragmento do micélio origina novo fungo), gemiparidade (quando, nos unicelulares, se forma uma protuberância com um núcleo ligada à célula-mãe, que depois se liberta ou não), embora o processo mais frequente seja a esporulação. N aesporulação, formam-se estruturas, denominadas esporors, que são obtidas através de mitoses, e que ficam encerradas em esporângios (cuja ruptura provoca a libertação dos esporos) - endósporos obtidos pelo processo endogénico - ou se formam por gemulação sobre hifas especializadas, formamndo rosários que utilizam a membrana da hifa - exósporos obtidos por processo exogénico. Tanto os esporos endósporos como os exósporos são libertados em determinadas alturas do ano, sendo transportados por vários agentes naturais para outros locais, onde vão germinar.

Por sua vez, para que a taxa de variabilidade aumente, é necessário ocorrer reprodução sexuada. Nos fungos, que são organismos haploides, passa-se o seguinte: duas hifas de micélios diferentes, designadas estirpe + e estirpe -, formam na sua extremidade um gametêngio, os quais se vão fundir, após o que vai ocorrer fusão dos núcleos. Forma-se então o zigósporo, estrutura que possui uma parede bastante resistente, e no qual vai ocorrer uma meiose, dando de novo origem a células haplóides, ao que se vai seguir a formação de micélio a partir destas estruturas.

Os fungos foram inicialmente considerados plantas, mas cedo se notou as granmdes diferenças existentes entre estes doi stipos de organismos, nomeadamente a organização estrutural, a reprodução, e a nutrição (enqunato nas plantas é por fotossíntese, nos fungos é por absorção).

Os fungos possuem uma grande importância económica actualmente. As leveduras, por exemplo, são seres unicelulares que sob determinadas condições, podem desenvolver hifas densas. A ocorrência de fermentação nestes organismos permitiu a sua utilização na indústria, nomeadamente na fermentação do vinho e da cerveja.

Líquenes:Os líquenes não são mais do que uma associação entre bactérias (cianobactérias) ou algas (clorófitas) e as hifas de fungos simbiontes. Nestas associações, uma hifa especializada penetra na célula da alga, se for o caso, e retira nutrientes, enquanto fornace protecção e sais minerais áquela. No caso das cianobactérias, o fungo utiliza o axoto atmosférico criado por aquelas. Crê-se terem sido os líquenes que primeiro colonizaram o ambiente terrestre. Esta associação de organismo é sensível à a«poluição atmosférica, logo é mais provável encontrar-mos um destes organismos num local não poluido.

Micorrizas: Também estes são associações entre fungos e as raízes das plantas. Trata-se de uma simbiose com benefício mútuo, pois enquanto o fungo absorve água, com a sua estrutura esponjosa que penetra na raíz, e sais minerais, que partilha com a planta, esta fornece ao fungo açúcares a aminoácidos. Há uma maior taxa de spbrevivência em plantas que se associam a fungos do que as que não o fazem. É de salienter que se acredita que esta simbiose é já de longa data, pois foram encontrados fósseis de plantas que se encontraram em simbiose com fungos.

Haustórios: Este trata-se também um caso de fungo simbiote, mas desta vez parasita. As hifas destes fungos penetram nas células das plantas, captando o seu alimento, e por vezes provacando a sua morte.

Os fungos parasitas são um dos maiores pesadelos dos agricultores, pois são responsáveis pela destruição de culturas de pêssegos, milho, ameixas, damascos, entre outros. Há também exemplos de fungos parasitas do corpo humano, como é o exemplo do Tricophyton, que provoca o pé-de-atleta.
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Fatoração de Polinômios


Polinômios
Fatorar um número significa escrevê-lo na forma de produto de números primos. Por exemplo, a fatoração do número 36 consiste na multiplicação entre os números 2 * 2 * 3 * 3. Na fatoração de polinômios devemos escrever o mesmo através do produto entre outros polinômios.
As fatorações mais conhecidas são: fator comum em evidência, agrupamento, diferença entre dois quadrados, trinômio quadrado perfeito e trinômio soma e produto.

Fator comum em evidência 

Nesse modelo de fatoração temos que determinar o elemento comum aos termos que formam o polinômio. Observe:

No polinômio x² + 2x, temos que a variável x é comum aos dois termos. Ela será o termo em evidência, a qual dividirá todos os termos do polinômio original.

x² + 2x → x * (x + 2)
x² : x = x
2x : x = 2

Veja mais exemplos de fatoração por evidência:

4x³ – 2x² → 2x² * (2x – 1)
4x³ : 2x² = 2x
2x : 2x = 1

16x² + 8 → 8 * (2x² + 1)
16x² : 8 = 2x²
8 : 8 = 1


Fatoração por Agrupamento 

Na fatoração por agrupamento, utilizamos inicialmente a fatoração por evidência e logo em seguida agrupamos os termos sob certas condições também de evidenciação. Observe:

2yx – x – 6y + 3, aplicar evidência entre 2yx e –x e entre –6y e 3.

2yx – x → x * (2y – 1)

–6y + 3 → –3 * (2y – 1)

2yx – x – 6y + 3 → x * (2y – 1) – 3 * (2y – 1) → (x – 3) * (2y – 1)


Observe mais exemplos:


bx – 2b + x – 2 → bx + x – 2b – 2 → x * (b + 1) – 2 * (b + 1) → (x – 2) * (b + 1)

10x² + 15xy + 4x + 6y → 10x² + 4x + 15xy + 6y → 2x * (5x + 2) + 3y * (5x + 2) → (2x + 3y) * ( 5x + 2)



Diferença entre dois quadrados 

Nessa fatoração aplicaremos a raiz quadrada entre os elementos. O valor resultante das raízes formará uma multiplicação entre binômios no mesmo modelo do notável produto da soma pela diferença. Veja:

4x² – 16 → (2x + 4) * (2x – 4) 
√4x² = 2x
√16 = 4

25x² – 100 → (5x + 10) * (5x – 10) 
√25x² = 5x
√100 = 10

81x4 – 144 → (9x² + 12) * (9x² – 12) 
√81x4 = 9x²
√144 = 12


400x² – 49 → (20x + 7) * (20x – 7) 
√400x² = 20x
√49 = 7



Trinômio quadrado perfeito

Determinaremos o produto notável responsável pela formação do trinômio x² + 2xy + y² ou x² – 2xy + y². Observe:

x² + 18x + 81 → (x + 9)²
√x² = x
√81 = 9
(x + 9)² = (x + 9) * (x + 9) = x² + 9x + 9x + 81 = x² + 18x + 81


4x² – 48x + 144 → (2x – 12)² 
√4x² = 2x
√144 = 12
(2x + 12)² = (2x + 12) * (2x + 12) = 4x² + 24x + 24x + 144 = 4x² + 48x + 144



Trinômio Soma e Produto 

São as fatorações envolvendo trinômios do tipo x² + Sx + P, que podem ser fatorados e escritos da seguinte forma (x + a) * (x + b). Nessa situação temos que Soma = a + b e Produto = a * b. Observe:

x² + 10x + 16 → (x + 8) * (x + 2) 
Soma = 10
Produto = 16
Os números são 8 e 2, pois:
8 + 2 = 10
8 * 2 = 16

x² – 13x + 42 → (x – 6) * (x – 7) 
Soma = –13
Produto = 42
Os números são –6 e –7, pois:
– 6 – 7 = – 13
(–6) * (–7) = 42

x² + 3x – 10 → (x – 2) * (x + 5) 
Soma = 3
Produto = –10
Os números são 3 e –10, pois:
– 2 + 5 = 3
(–2) * 5 = – 10

x² – 2x – 63 → (x – 9) * (x + 7) 
Soma = –2
Produto = – 63
Os números são –9 e 7, pois:
– 9 + 7 = – 2
(–9) * 7 = – 63

Por Marcos Noé