sábado, 28 de setembro de 2019

Reconhecendo uma circunferência

Para reconhecer uma circunferência é preciso levar em consideração a definição de uma equação do segundo grau com duas incógnitas, pois se observarmos uma equação normal ou reduzida da circunferência perceberemos que são exemplos desse tipo de equação.

Veja a forma geral de uma equação do segundo grau com duas incógnitas.

Ax2 + By2 + Cxy + Dx + Ey + F = 0

Nem todas as equações do segundo grau com duas incógnitas podem ser consideradas equações da circunferência, é preciso que seus coeficientes (A,B,C,D,E,F) obedeçam algumas condições, veja quais são elas:

É preciso saber que os coeficientes A, B, C, D, E, F pertencem ao conjunto dos reais e que A, B e C não são simultaneamente nulos.

• Os coeficientes A e B devem ser iguais e diferentes de zero (A=B ≠ 0)
• O coeficiente C dever ser igual à zero (C = 0).
• Em uma equação da circunferência escrita na sua forma reduzida, o valor do segundo membro da igualdade deverá ser um valor positivo: (x – a)2 + (y – b)2 = k; k > 0.

Exemplo: verifique se a equação x2 + 3y2 – 6x + 4y - 9 = 0 pode ser considerada uma equação da circunferência.

É preciso que verifiquemos todas as condições, mas nesse caso a primeira já elimina a possibilidade de ser uma equação da circunferência, pois os coeficientes de x2 e y2 são diferentes.

Exemplo: verifique se a equação x2– 6x - 4y +1 = 0 pode ser considerada uma equação da circunferência.

Nesse caso apenas a primeira condição elimina essa possibilidade, pois o coeficiente de y2 é igual a zero.

Exemplo: verifique se a equação -x2 - y2 + 8x -7 = 0 pode ser considerada uma equação da circunferência.

Essa equação será considerada uma equação da circunferência, pois satisfaz todas as condições:

• Os coeficientes de x2 e y2 são todos iguais e diferentes de zero.
• O coeficiente de xy é igual a zero.
• Passando a equação -x2 - y2 + 8x -7 = 0 para a forma reduzida iremos verificar a última condição:

-x2 - y2 + 8x -7 = 0 (-1)
x2 + y2 - 8x +7 = 0
(x2 - 8x) + (y2 +0y) = -7
(x2 - 8x + 16) + (y2 +0y) = -7 +16
(x2 - 8x + 16) + (y2 +0y + 0) = -7 +16 + 0
(x + 4)2 + (y + 0)2 = 9

Como 9 > 0, a equação representa uma circunferência.
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Anatomia abdominal Os sistemas digestório, urinário e reprodutor

Desde pequeno você sabe que o corpo humano se divide em cabeça, pescoço, tronco e membros. Pois bem, agora vamos ampliar essa conceituação. O tronco é formado pelo tórax e o abdome, que são separados por um músculo chamado diafragma.

Algum dia, por acaso, você já teve a curiosidade de contar quantos órgãos se localizam em nosso abdome? É nele que se localiza a maioria de nossos órgãos.

O corpo humano, na verdade, se assemelha a um quebra-cabeça no qual os órgãos são peças se encaixam perfeitamente. Há entre eles uma camada de gordura ou apenas uma membrana, que demarca os limites de cada um. No abdome esse encaixe se faz particularmente necessário, devido à grande quantidade de órgãos existentes.

reprodução


O sistema digestório
O sistema digestório está quase todo nessa região do corpo humano (à exceção da boca e do esôfago, que fica no tórax. No abdome, o fígado do fica do lado direito, na parte superior do abdome, logo abaixo do diafragma. No lado esquerdo, está o estômago, que se liga ao intestino delgado. Cada vez que o diafragma desce, quando o ar entra nos pulmões e o pressiona para baixo, o estômago e o fígado são levemente comprimidos.

A primeira parte do intestino delgado chama-se duodeno e tem a forma de uma alça, onde se encaixa o pâncreas. Por ser muito longo, o intestino delgado, além do duodeno, recebe outros nomes para suas outras partes, de modo a facilitar a localização de eventuais problemas: sua porção mediana chama-se jejuno e, depois dela, vem o íleo, que é a ultima parte e já se comunica com o intestino grosso.

Este contorna o intestino delgado como se fosse uma moldura e, na sua porção final, recebe o nome de reto. A abertura que possibilita a comunicação com o meio externo, ou seja, a excreção, é o ânus.

Rins, bexiga e uretra
O sistema urinário também está todo no abdômen. Se você colocar uma das mãos na barriga e a outra nas costas, na mesma direção, na linha da cintura, poderá sentir ou perceber melhor a região que estamos descrevendo.

No dorso, próximos à coluna vertebral, ficam os rins. De cada rim (eles são dois) parte um canal que leva a urina à bexiga urinária, que a armazena. A eliminação da urina se dá pelo canal da uretra. No homem, a uretra percorre o pênis e é também o canal de eliminação do esperma. Na mulher, esse canal é exclusivo do sistema urinário.

Os órgãos reprodutores
Situam-se na pelve (bacia) os orgãos do sistema genital (reprodutor), isto é, na região inferior do abdome. Esse sistema se compõe dos ovários, das tubas uterinas e do útero. O útero localiza-se logo acima da bexiga urinária e, durante a gestação, vai aumentando de tamanho e diminuindo o espaço disponível para a bexiga. Por isso, durante a gravidez, a capacidade de armazenamento de urina diminui muito.

Já os órgãos do sistema genital masculino que estão no abdome são apenas os canais deferentes, a vesícula seminal e a próstata. Trata-se de órgãos pequenos que não necessitam de muito espaço.

Homens e mulheres têm ainda na região abdominal, uma parte da coluna vertebral - as regiões lombar, sacral e coccígea - e a pelve, que é mais larga nas mulheres, o que é considerado uma adaptação para o parto.

* Maria Aparecida de Almeida Lico é bióloga e professora de Ciências, no Colégio Ítaca e no Núcleo Educacional Granja Viana.

Sistema Genital Masculino

Trata-se do sistema formado pelo conjunto de estruturas responsáveis por:

- Reprodução da espécie humana (gameta sexual masculino);

- Caracteres sexuais masculinos primários (genitália externa);

- Caracteres sexuais masculinos secundários (voz, quantidade e distribuição de pêlos,massa muscular, peso corpóreo,etc.).

Possui componentes pares e ímpares


Testículos

- São glândulas reprodutoras masculinas;

- Localiza-se no interior da bolsa escrotal, no sentido ântero-ínfero-medial;

- Na morfologia externa encontramos os pólos superior e o inferior; bordas anterior e a posterior; e, faces medial e lateral.

- Em média tem as dimensões: 5cm de comprimento; 2cm de largura, 3cm de espessura, além do peso de 12 gramas;

- São revestidas por uma túnica branco-azulada (albugínea testicular);

- Esta, forma na porção média da borda posterior (mediastino testicular);

- Daí vão partir septos para o interior do estroma testicular, dividindo-o em pequenas lojas de formato piramidal (lóbulos testiculares);

- No interior dos lóbulos encontramos de 1 a 3 túbulos seminíferos contorcidos, que irão dar origem aos ductos seminíferos retos;

- Estes, vão formar uma rede anastomótica, onde terão origem;

- Ao se unir, formarão o ducto epididimário;

- O testículo esquerdo normalmente tem implantação mais baixa que o direito;

- No interior dos lóbulos encontramos de 1 a 3 túbulos seminíferos contorcidos, que irão dar origem aos ductos seminíferos retos;

- Estes, vão formar uma rede anastomótica, onde terão origem;

- Ao se unir, formarão o ducto epididimário;

- O testículo esquerdo normalmente tem implantação mais baixa que o direito;

- Produzem espermatozóides e hormônios;

- Os espermatozóides originam-se das espermatogônias (células situadas nas camadas mais externas dos túbulos seminíferos contorcidos);

- Os hormônios masculinos provém de aglomerados de células (células intersticiais), localizadas no tecido conjuntivo frouxo entre os dutos seminíferos.

Epidídimo

- Alongados e em forma de “C”,curvado sobre o pólo superior e a borda posterior do testículo;

- A parte mais anterior e superior é dilatada e representa a cabeça do epidídimo, que se relaciona inferiormente com o pólo superior do testículo;

- O corpo do epidídimo, trata-se da porção mais longa e que mantém relação com com a borda posterior do testículo ;

- A cauda do epidídimo e a extremidade mais inferior e afilada.

- Na porção caudal o ducto do epidídimo aumenta de espessura e diâmetro,e, continua-se com o ducto deferente.

- É a primeira estrutura de dutos que transportam espermatozóides;

- Sua musculatura lisa se contrai quando há a ejaculação.

Ductos Deferentes

- Trata-se da continuação do ducto do epidídimo;

- Termina quando une-se com o ducto da vesícula seminal;

- Tem caráter cordoniforme; tem uma camada muscular bastante espessa;

- Desde a cauda do epidídimo até o ducto da vesícula seminal dividi-se em epidídimo:

# testicular, # funicular, # inguinal, # pélvico, e, # ampolar

Obs.: a vasectomia se procede ao nível do epidídimo- testicular ou funicular.

Funículo ou Cordão Espermático

- Formado pelo conjunto de estruturas que acompanham os testículos, na descida da cavidade abdominal até a bolsa escrotal;

- Formado por: # ducto deferente; # artéria e veia deferencial, # artéria testicular, # plexo venoso pampiniforme, # vasos linfáticos, e, # nervos autônomos.

- Esses elementos são envoltos pelo músculo cremaster , fáscia cremastérica e fáscias espermáticas externa e interna.

Obs.: a varicocele é originada da dilatação varicosa do plexo venoso pampiniforme.

Ductos Ejaculatórios

- Formam-se logo acima da base da próstata pela união dos ductos das vesículas seminais com as extremidades dos ductos deferentes;

- Situa-se quase totalmente no interior da próstata ;

- Fazem o trajeto ântero-inferior através da próstata;

- Possuem as paredes extremamente finas.

Vesículas (Glândulas) Seminais

- Têm aproximadamente tamanho e forma do dedo mínimo;

- São bolsas lobuladas em “fundo cego”;

- Situam-se ao fundo da bexiga urinária

- Formadas por um tubo enovelado sobre si mesmo, formando vários divertículos irregulares;

- As extremidades superiores são arredondadas e sentido póstero-súpero-lateral;

- As extremidades inferiores são afiladas e formam os ductos das vesículas seminais;

Glândulas Bulbo-uretrais

- São do tamanho de uma ervilha;

- Situam-se súpero-lateralmente ao bulbo do pênis;

- Seus ductos excretores abrem-se na luz da uretra peniana por diminutos forames;

Próstata

- Abraça a uretra masculina após a sua emergência da bexiga;

- Superiormente encontramos a bexiga, e, o períneo inferiormente; o púbis na anterior ,e, o reto na posterior;

- É revestida por uma cápsula fibro- muscular;

- Dividi-se nos lóbulos: direito, esquerdo e médio;

- Secreta um líquido leitoso e alcalino;

- Tende a hipertrofia com o passar dos anos, isto leva a transtornos na micção

Pênis

- Órgão de cúpula masculino;

- Constituído por estruturas eréteis, que retém sangue;esta retenção é regulada por um sistema valvular especifico;

- As massas de tecido erétil são os corpos cavernosos e corpo esponjoso;

- A expansão cônica do pênis é a glande do pênis;

- A base da glande é alongada e projeta-se para trás formando a coroa da glande;

- A glande na sua parte anterior apresenta-se perfurada pelo óstio uretral externo;

- O corpo esponjoso apresenta uma dilatação proximal chamada bulbo do pênis;

- Os corpos cavernosos separam-se na sua extremidade proximal e fixam a nível dos ramos ísquio-pubianos;

Envoltórios do Pênis:

- Nas proximidades da coroa da glande encontramos o prepúcio,uma prega circula de pele fina e elástica;

- Ventralmente há uma prega longitudinal, que, denominamos rafe do pênis que é continua com a rafe do escroto;

- De fora para dentro temos: # fáscia superficial, # fáscia profunda, #albugínea dos corpos cavernosos, e, #albugínea do corpo esponjoso.

A albugínea dos corpos cavernosos apresenta duas camadas:

1) a mais superficial envolve os dois corpo cavernosos em conjunto;

2) a mais profunda, envolve isoladamente cada ramo o que originará o septo do pênis;

- O septo do pênis é contínuo e espesso na raiz e descontínuo na extremidade livre, que denominamos septo pectiniforme;

Bolsa Escrotal

- É uma bolsa cutâneo-muscular, situada inferiormente ao pênis e a sínfise pubiana;

- Contém os testículos epidídimos e a parte distal do funículos espermáticos;

- Desenvolve-se a partir de evaginação da pele da parede abdominal anterior denominada de eminescências lábio-escrotais;

- Estas, vão fundir-se para formar a bolsa escrotal;

- Sua formação bilateral é bem evidenciada pela rafe escrotal mediana;

- Esta irá continuar anteriormente com a rafe do pênis e posteriormente ao longo da linha mediana do períneo até o ânus;

- Internamente o saco escrotal está divido em duas câmaras por um septo escrotal;

- Cada câmara aloja um testículo, um epidídimo e parte do funículo espermático;

- A pele que o envolve é delgada, hiperpigmentada,apresenta pêlos, glândulas sudoríparas e sebáceas;

- A fáscia superficial contém uma fina camada de musculatura lisa, que envia um prolongamento ântero-posterior que forma o septo do escroto e separa os testículos;

- A temperatura testicular é regulada pela túnica cremastérica, que é constituída pelo músculo cremaster.

Uretra Masculina

- Tem em média 20cm de comprimento;

- Inicia-se no óstio uretral interno na bexiga e termina no óstio uretral externo ao nível da glande;

- Durante este trajeto divide-se em três segmentos: # uretra prostática, # uretra membranosa, # uretra esponjosa

Uretra prostática:

1) tem como limites a base e o ápice da próstata e comprimento médio de 3cm;

2) a parede anterior é lisa e a posterior tem um relevo mediano longitudinal, a crista uretral;

3) lateralmente encontramos uma depressão, o seio prostático(local de desembocadura dos inúmeros ductos prostáticos);

4) a porção média da crista uretral(colículo seminal) encontramos o utrículo prostático e os óstios dos dois ductos ejaculatórios;

Uretra membranosa:

1) menor segmento da uretra masculina, tem aprox. 2cm de comp.;

2) estende-se pelo vértice da próstata ao bulbo do pênis;

3) Neste trajeto atravessa o músculo esfíncter da uretra e a membrana do períneo;

Uretra esponjosa:

1) É a maior porção,com cerca de 15cm de comp.;

2) Inicia-se no bulbo do pênis e termina ao nível do meato uretral externo, localizado na extremidade da glande;

3) Atravessa todo o corpo esponjoso, e, antes de chegar ao óstio uretral externo, apresenta uma dilatação, a fossa navicular;
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Sistema Excretor - Exercícios resolvidos

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Sistema Excretor - Exercícios resolvidos

01. (UNISA) Qual das expressões abaixo melhor traduz a idéia de homeostase?

a) Composição do meio interno;

b) Crescimento constante;

c) Crescimento exponencial;

d) Equilíbrio dinâmico;

e) Equilíbrio estático.



Resposta: D



02. (LONDRINA) Considere os seguintes catabólitos animais:

I. uréia

II. amônia

III. ácido úrico

Assinale a alternativa que contém a seqüência desde o que necessita de menos até o que necessita de mais água para ser excretado:

a) I – II – III

b) I – III – II

c) II – III – I

d) III – I – II

e) III – II – I



Resposta: D



03. (UFRJ) Um casal tem quatro filhos: João, Maria, Paulo e Luíza. Dois dos filhos do casal são gêmeos monozigóticos e os outros dois são gêmeos dizigóticos. João, um dos gêmeos monozigóticos, precisa de transplante de um órgão. Qual seria a pessoa da família mais indicada para ser o doador? Justifique sua resposta.



ResoLUÇÃO: O Paulo. Gêmeos monozigóticos possuem o mesmo sexo e o mesmo patrimônio hereditário, diminuindo o risco de uma rejeição. Como João e Paulo são univitelinos (vieram do mesmo ovo), conseqüentemente, Maria e Luísa são dizigóticas (vieram de ovos diferentes).



04. (BELAS ARTES) Os animais que na fase adulta excretam ácido úrico são:



a) aves e mamíferos;

b) peixes e aves;

c) aves e répteis;

d) répteis e mamíferos.



Resposta: C



05. (UNIP) São conhecidos diferentes tipos de sistema excretor nos invertebrados, os quais estão numerados abaixo. Verifique a sua ocorrência no quadro a seguir:



I – solenócitos

II – tubos de Malpighi

III – nefrídeos

IV – glândulas verdes






I


II


III


IV

a)


insetos


platielmintes


crustáceos


anelídeos

b)


platielmintes


insetos


anelídeos


crustáceos

c)


platielmintes


anelídeos


crustáceos


insetos

d)


insetos


anelídeos


platielmintes


crustáceos

e)


platielmintes


insetos


crustáceos


anelídeos



Resposta:B



06. Na figura que segue, está esquematizada a unidade fisiológica do sistema excretor de um mamífero.

As setas 1, 2, 3 e 4 indicam, respectivamente:

a)glomérulo, túbulo renal, tubo coletor e alça de Henle;

b)cápsula de Bowman, túbulo contornado proximal, alça de Henle e ducto coletor;

c)alça de Henle, túbulo renal, cápsula de Bowman e tubo coletor;

d)cápsula de Bowman, tubo coletor, alça de Henle e túbulo renal;

e)glomérulo, cápsula de Bowman, tubo coletor e alça de Henle.



Resposta: B



07. (PUC) No homem, várias substâncias presentes no sangue chegam ao néfron, atravessam a cápsula de Bowman e atingem o túbulo renal. Várias dessas substâncias são, normalmente, reabsorvidas, isto é, do néfron elas são lançadas novamente ao sangue, retornando a outras partes do corpo.

Entre essas substâncias normalmente reabsorvidas, no nível do néfron, podem ser citadas:

a) água e uréia;

b) água e glicose;

c) glicose e uréia;

d) água e ácido úrico;

e) aminoácidos e uréia.



Resposta: B



08. O que é néfron?

ResOLUÇÃO: Néfron é a unidade fisiológica, isto é, funcional do rim.



09. (FUVEST) Para exercerem suas funções de reabsorção, as células epiteliais dos túbulos renais apresentam:

a) vilosidades e muitas mitocôndrias;

b) superfície lisa e muitas mitocôndrias;

c) vilosidades e poucas mitocôndrias;

d) superfície lisa e poucas mitocôndrias;

e) grandes vacúolos.

Resposta: A



10. (FUVEST) Em condições normais, a placenta humana tem por funções:

a) proteger o feto contra traumatismos, permitir a troca de gases e sintetizar as hemácias do feto;

b) permitir o fluxo direto de sangue entre mãe e filho e a eliminação de catabólitos fetais dissolvidos;

c) permitir a troca de gases e nutrientes e a eliminação dos catabólitos fetais dissolvidos;

d) permitir o fluxo direto de sangue do filho para a mãe, responsável pela eliminação da gás carbônico e de catabólitos fetais.

e) N.D.A.

Resposta: C

Razão e Proporção - Exercícios resolvidos

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Razão e Proporção - Exercícios resolvidos

01. Se (3, x, 14, ...) e (6, 8, y, ...) forem grandezas diretamente proporcionais, então o valor de x + y é:



a) 20

b) 22

c) 24

d) 28

e) 32



RESPOSTA: E



02. Calcular x e y sabendo-se que (1, 2, x, ...) e (12, y, 4, ...) são grandezas inversamente proporcionais.



RESOLUÇÃO: x = 3 e y = 6



03. Dividir o número 160 em três partes diretamente proporcionais aos números 2, 3 e 5.



RESOLUÇÃO: As partes são: 32, 48 e 80.



04. Repartir uma herança de R$ 495.000,00 entre três pessoas na razão direta do número de filhos e na razão inversa das idades de cada uma delas. Sabe-se que a 1ª pessoa tem 30 anos e 2 filhos, a 2ª pessoa tem 36 anos e 3 filhos e a 3ª pessoa 48 anos e 6 filhos.



RESOLUÇÃO: A 1ª pessoa deve receber R$ 120.000,00, a 2ª pessoa R$ 150.000,00 e a terceira pessoa R$ 225.000,00.



05. Dois números estão na razão de 2 para 3. Acrescentando-se 2 a cada um, as somas estão na razão de 3 para 5. Então, o produto dos dois números é:



a) 90

b) 96

c) 180

d) 72

e) -124



RESPOSTA: B



06. (PUC) Se (2; 3; x; ...) e (8; y; 4; ...) forem duas sucessões de números diretamente proporcionais, então:



a) x = 1 e y = 6

b) x = 2 e y = 12

c) x = 1 e y = 12

d) x = 4 e y = 2

e) x = 8 e y = 12



RESPOSTA: C



07. Sabe-se que y é diretamente proporcional a x e que y = 10 quando x = 5. De acordo com estes dados, qual:



a) a sentença que relaciona y com x?

b) o gráfico da função f: [-2; 3] ® ℝ definida pela sentença anterior?

c) o valor de y quando x = 2?



RESOLUÇÃO: a) y = 2x







c) y = 4



08. (FUVEST) São dados três números reais, a < b < c. Sabe-se que o maior deles é a soma dos outros dois e o menor é um quarto do maior. Então a, b e c são, respectivamente, proporcionais a:



a) 1, 2 e 3

b) 1, 2 e 5

c) 1, 3 e 4

d) 1, 3 e 6

e) 1, 5 e 12



RESPOSTA: C



09. (MACK) Dividindo-se 70 em partes proporcionais a 2, 3 e 5, a soma entre a menor e a maior parte é:



a) 35

b) 49

c) 56

d) 42

e) 28



RESPOSTA: B



10. (UFLA) Três pessoas montam uma sociedade, na qual cada uma delas aplica, respectivamente, R$ 20.000,00, R$ 30.000,00 e R$ 50.000,00. O balanço anual da firma acusou um lucro de R$ 40.000,00. Supondo-se que o lucro seja dividido em partes diretamente proporcionais ao capital aplicado, cada sócio receberá, respectivamente:



a) R$ 5.000,00; R$ 10.000,00 e R$ 25.000,00

b) R$ 7.000,00; R$ 11.000,00 e R$ 22.000,00

c) R$ 8.000,00; R$ 12.000,00 e R$ 20.000,00

d) R$ 10.000,00; R$ 10.000,00 e R$ 20.000,00

e) R$ 12.000,00; R$ 13.000,00 e R$ 15.000,00



RESPOSTA: C


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logaritmos decimais

A Guarda Nacional


A Guarda Nacional foi instituída pela ação do ministro Diogo Antônio Feijó, em 1831.
Durante o período regencial, a ausência de um representante do poder real abriu caminho para uma série de revoltas e levantes que tentavam ir contra o governo. Mediante essa ameaça, ainda sob a vigência da Regência Trina Permanente (1831 - 1835), o ministro da justiça, Diogo Antônio Feijó, estipulou a criação da Guarda Nacional, em agosto de 1831. Em suma, essa milícia civil seria formada por homens livres destinados a manter a ordem interna.

A formação dessa instituição teve inspiração na “Garde Nationale” francesa, que deveria atender aos interesses políticos da burguesia. No caso do Brasil, a Guarda Nacional simbolizava a manutenção dos interesses políticos e econômicos dos grandes proprietários de terra. Não por acaso, a maioria das funções de comando dessa instituição militar era ocupada por indivíduos provenientes das elites proprietárias de terra, costumeiramente chamados de “coronéis”.

A criação de uma milícia da Guarda Nacional era realizada de forma local e o alistamento para as suas fileiras era obrigatório a todo cidadão que tinha direito ao voto nos municípios. Com isso, o Exército Brasileiro, que tinha alistamento facultativo, ficou reduzido a um pequeno contingente de 10 mil soldados. Além disso, os efetivos da Guarda Nacional, em um curto período de tempo, estavam presentes em quase todo o território brasileiro.

Com o passar do tempo, a função pública e mantenedora da ordem, que justificou a criação desse novo elemento, teve suas funções desvirtuadas. Ao longo de sua trajetória, as forças da Guarda Nacional foram sistematicamente ativadas para que os grandes proprietários de terra tivessem seus interesses assegurados. Com isso, as milícias se transformaram em instrumento de coerção política utilizado com fins particulares pelos seus coronéis.

O caráter elitista e repressor da Guarda Nacional conseguiu sobreviver durante todo o Império e esteve presente no regime republicano até a década de 1930. Somente com a Revolução de 1930 foi que o poder dos coronéis e de seus oficias armados foi desarticulado de forma definitiva. Contudo, nesse extenso e lamentável episódio, observamos um exemplo claro sobre como os limites entre o público e o privado foram desrespeitados em nossa história.
Por Rainer Sousa

Artigo

O artigo é a palavra que se relaciona com o substantivo. O artigo vem sempre antes do substantivo para determiná-lo.

O artigo é uma classe variável. Varia de gênero e número para concordar com o substantivo a que se refere.

Classificação dos artigos

O artigo é classificado em definido e indefinido.

O artigo definido determina o substantivo de forma definida. São eles: a, o, as, os.

O computador está quebrado.
As malas já estão no carro.

O artigo indefinido determina o substantivo de forma indefinida: um, uma, uns, umas.

Umas
pessoas vieram aqui te procurar.
Carlos comprou um carro.
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O cenário político do Período Regencial


A instalação do Período Regencial determinou a consolidação de novas tendências políticas no Brasil.
Com o fim do Primeiro Reinado, a regência se instalou como uma forma de governo provisório que deveria preservar a ordem imperial na medida em que esperava o alcance da maioridade de Dom Pedro II. Mesmo sendo transitória, a regência foi de suma importância para que as figuras políticas brasileiras ganhassem maior relevância a partir de então. Já em um primeiro instante, vemos que diversos cargos públicos ocupados por lusitanos foram então assumidos por dirigentes nascidos aqui no Brasil.
Ao mesmo tempo, a saída de Dom Pedro I abriu espaço para que o desenvolvimento nacional e as atribuições políticas do Estado fossem alvo de recorrente discussão. Não se limitando aos redutos políticos oficiais, vemos que membros da elite econômica e outros setores médios da população organizavam reuniões em que falavam sobre as atribuições do imperador, o sistema eleitoral, as ações do legislativo, e outras questões da época.
Entre outras tendências, vemos que os portugueses resistentes no Brasil, burocratas e outros militares defendiam o retorno de Dom Pedro I ao governo imperial. Conhecido como “restaurador”, esse grupo tinha uma orientação política bastante conservadora. Manifestavam-se a favor de um governo fortemente centralizado, em que o rei tivesse ao seu alcance a maioria das importantes decisões políticas. Com a morte de D. Pedro I, em 1834, esse “partido” da época acabou se dissolvendo.
Conhecidos como “chimangos”, os liberais moderados eram integrados basicamente pela grande aristocracia agrária situada na região Centro Sul do país. Comportavam-se de modo favorável ao regime monárquico, defendiam o voto censitário e o afastamento das camadas populares do processo político. Além disso, acreditavam que a ordem política e a unidade territorial só seriam preservadas na medida em que o poder estivesse centralizado nas mãos do monarca.
O cenário político regencial foi demarcado pela atuação política dos liberais exaltados – também conhecidos como “jurujubas” e “farroupilhas”. Geralmente integrado por homens livres despossuídos, pequenos proprietários e pequenos comerciantes, esse grupo lutava pela descentralização do poder político, pela ampliação do poder das províncias, pela extinção do Poder Moderador e pelo fim do caráter vitalício do cargo de Senador.
Com o passar do tempo, observamos que a hegemonia política dos liberais moderados acabou dando origem à duas outras facções: os liberais e conservadores. Os liberais defendiam a realização de algumas concessões que davam maior liberdade às instituições políticas províncias. Já os conservadores se agarravam ao discurso centralizador. Por fim, vemos que a mesma origem social destes dois grupos determinava um cenário político quase único ao Brasil Imperial.
Por Rainer Sousa

Economia no Período Regencial


A economia regencial estava atrelada ao desempenho dos produtos agrícolas no mercado externo.
Durante as regências, muitas das rebeliões acontecidas refletiam os péssimos índices experimentados pela economia desse mesmo período. As antigas oligarquias da região nordeste começaram a perder sua posição hegemônica. Com isso, não só os grandes proprietários, mas a população de uma forma geral passou a sentir os efeitos de um cenário visivelmente desolador.

O Brasil, desprovido de qualquer projeto de modernização de sua economia, mais exportava do que importava. Durante todo o período regencial, a necessidade de se contrair empréstimos com credores internacionais era corrente. Ao invés de promover alguma ação que pudesse romper com esta situação preocupante, os membros de nossa elite política preferiram adiar tal possibilidade.

O sustentáculo da nossa economia ainda se mantinha na exportação de gêneros agrícolas diversos. O açúcar tinha papel de destaque entre os produtos exportados. Contudo, por conta da forte concorrência do açúcar antilhano e do açúcar de beterraba europeu, o produto brasileiro era negociado a preços nada satisfatórios. A exportação de algodão também vivia uma situação semelhante. A concorrência imposta pelo algodão produzido na América do Norte explicava a decadência desta cultura na região nordeste.

Outros produtos, como o cacau, fumo, arroz e couro, não tinham grande expressão no desenvolvimento da economia ou também sofriam com a qualidade e o preço dos produtos estrangeiros. Por conta das ações políticas desastrosas tomadas ainda nos governos de D. João VI e D. Pedro I, o Estado brasileiro não tinha condições mínimas para esboçar alguma reação mais significativa.

A recuperação da economia brasileira somente aconteceu com o crescimento das lavouras de café. Inicialmente, o produto teve pouca expressão em nossa economia. Contudo, a popularização de seu consumo ao redor do mundo veio a transformá-lo no mais novo sustentáculo da economia agroexportadora. Enquanto isso, os produtos industrializados da Inglaterra exerciam o mais completo domínio do nosso mercado.

A falta de interesse em romper os obstáculos que impediam a importação do maquinário industrial e as pequenas taxas concedidas à Inglaterra explica as tímidas manifestações industriais neste cenário. No ano de 1840, último do período regencial, o Brasil gastava mais da metade dos seus recursos com a importação de tecidos ingleses. Dessa forma, podemos observar as limitações que preservaram o país enquanto polo agroexportador.
Por Rainer Sousa

A Cabanagem

Grão-Pará, 1835-1840
A Cabanagem foi o mais importante movimento popular do Brasil. Foi o único em que representantes das camadas humildes ocuparam o poder em toda uma província.
A decadente economia da província do Grão-Pará, que englobava os atuais Estados do Pará, parte do Amazonas, Amapá e Roraima, se baseava na pesca, na produção de cacau, na extração de madeiras e na exploração das drogas do sertão. Utilizava-se a mão-de-obra escrava negra e a de índios que viviam em aldeias ou já estavam destribalizados e submetidos a um regime de semi-escravidão.
Os negros, índios e mestiços compunham a maioria da população inferiorizada do Grão-Pará e viviam agrupados nas pequenas ilhas e na beira dos rios em cabanas miseráveis (daí o nome cabanos, como eram conhecidos).
Liderados a princípio por grupos da elite que disputavam o poder, os cabanos, insatisfeitos, resolveram assumir sua própria luta contra a miséria, o latifúndio, a escravidão e os abusos das autoridades. Invadiram Belém, a capital da província, depuseram o governo que havia sido imposto pelos regentes e assumiram o poder. Formou-se então o único governo do país composto por índios e camponeses.
Entretanto, a radicalização e a violência da massa cabana, a dificuldade em organizar um governo capaz de controlar as divergências entre os próprios cabanos e a traição de alguns chefes, que chegaram a ajudar as tropas e os navios enviados pelo governo central, causaram o fracasso do movimento.
Vencidos na capital pelas forças do governo, os cabanos reorganizaram as massas rurais e continuaram lutando até 1840, quando a província, pela força da opressão e da violência, foi obrigada a aceitar a pacificação.
A Cabanagem deixou um saldo de 40 mil mortos. Era mais um claro exemplo que a classe dominante não admitia a ascensão do povo ao poder nem as manifestações populares que colocassem em risco o domínio político da aristocracia.
Cronologia: Cabanagem

1835

6/janeiro: os rebeldes atacaram e conquistaram a cidade de Belém, assassinando o presidente Sousa Lobo e o Comandante das Armas, e apoderando-se de uma grande quantidade de material bélico.
7/janeiro: Clemente Malcher foi libertado e escolhido como presidente da Província e Francisco Vinagre para Comandante das Armas.
16/março: os cabanos comunicaram sua conquista à Regência, firmando-se solidamente no poder por diversas medidas de controle militar acertadas.

1/abril: foi nomeado Presidente e Comandante das Armas o mal Manoel Jorge Rodrigues ,estudado pelo cel Claudio Moreira Bento na História da 3 a Região Militar.

10/junho: Ele (Manoel Rodrigues) aportou em Belém,apoiado em forte esquema militar. Foi calorosamente recebido ,inclusive por cabanos.

25/junho: 1835 passou o governo do Pará que exercera por meio ano ao mal Manoel Jorge. Este substitui as forças cabanas pelas suas. Os cabanos simbolicamente devolveram suas armas e munições.Em realidade as melhores, em número estimado de cerca de 3.000, incluindo canhões ,eles as contrabandearam para o interior, para suas bases.

14/agosto: menos de 2 meses da posse do mal Manoel Jorge, os cabanos atacaram Belém.

22/agosto: pela desproporção de efetivos tornou-se insustentável a situação do mal Manoel Jorge, por sitiado por terra.

23/agosto: Na madrugada, o mal Manuel Jorge evacuou Belém e estabeleceu o Governo e seu Quartel General na ilha Tatuoca e bloqueou o porto de Belém.

26/agosto: Eduardo Angelim foi aclamado o "3 o presidente cabano" e passou a ter grande dificuldade para dominar a situação, por não conhecer os manejos da administração ,estar sob bloqueio naval e mesmo por desentendimentos entre as lideranças cabanas que o sustentavam no poder.
1836
9/abril: o mal Andréa reassumiu a Presidência e o Comando das Armas.Em operações conjuntas foram retomando varias posições cabanas.

13/abril: depois de cerca de 7 meses sob domínio cabano ,Belém retornou em definitivo ao controle da Regência.

20/outubro: no rio Pequeno, próximo do lago do Porto Real, as forças legais em operação conjunta conseguiram capturar Eduardo Angelim e outros líderes cabanos.
Dezembro: o marechal Andréa conseguiu retomar Santarém dos cabanos.Nesta altura se apresentou a um perigo potencial a Integridade Nacional do Brasil, traduzido pelo apoio aos cabanos, no Amapá ,de parte dos franceses que ali litigavam com Portugal e depois com o Brasil em torno de limites.

1837 e 1838

O esforço para desintegrar a resistência cabana atomizada na imensidão da Amazônia, prosseguiu durante esses anos, quando a Revolução Farroupilha no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina atingiam o seu apogeu e para onde seguiria breve o mal Andréa depois de passar o governo do Pará ao dr João Antônio de Miranda que realizou excelente administração que terminou por reintegrar os cabanos.

1839


os cabanos cederam com a declaração de anistia aos revoltosos.

1840

o último foco rebelde, sob liderança de Gonçalo Jorge de Magalhães, se rendeu. Trabalho de reintegração e pacificação que foi consolidado com a maioridade de D,Pedro II.


Autoria: Roberto Massan e Marine Carvalho

Escravidão no Brasil

Escravos eram base da economia colonial e imperial


Reprodução
O fotógrafo Christiano Jr. documentou pioneiramente a vida dos escravos no século 19
Desenvolvendo-se no apogeu do mercantilismo, a economia do Brasil colonial se assentou sobre três pilares: a grande propriedade territorial, na qual se desenvolvia um empreendimento comercial destinado a fornecer a metrópole gêneros alimentícios (em particular a cana-de-açúcar) e os metais preciosos, onde se utilizava essencialmente a mão-de-obra escrava. A opção pelo trabalho escravo - no início da Idade Moderna - explica-se basicamente pela dificuldade de encontrar trabalhadores assalariados dispostos à imigração.

Além disso, seria difícil manter assalariados os semi-assalariados nas grandes propriedades: dada a disponibilidade de terras, eles poderiam tentar outras formas de vida - tornando-se artesãos, posseiros e pequenos agricultores, por exemplo - o que complicaria o fluxo de mão de obra para a empresa mercantil, na qual o grandes comerciantes e proprietários estavam associados à Coroa portuguesa e seus afilhados.

Escravização indígena
Em meados do século 16, quando a cana-de-açúcar começou a substituir o pau-brasil como o principal produto da Colônia, desenvolveram-se primeiramente tentativas de escravizar os índios. Entretanto, diversos fatores concorreram para o fracasso desse empreendimento: em primeiro lugar, o trabalho intensivo, regular e compulsório não fazia parte da cultura indígena, acostumado a fazer somente o necessário para garantir a sua sobrevivência, através da coleta, da caça e da pesca. Em segundo lugar, ocorria uma contradição de interesses entre os colonizadores e os missionários cristãos, que visavam catequizar os índios e se opunham à sua escravização.

Por sua vez, os índios também reagiam à escravização seja enfrentando os colonizadores através da guerra, seja fugindo para lugares longínquos no interior da selva onde era quase impossível capturá-los. Finalmente, há que se considerar que o contato entre brancos e índios foi desastroso para estes últimos no tocante à saúde. Os índios não conheciam - e portanto não tinham defesas biológicas - contra doenças como a gripe, o sarampo e a varíola, que os vitimaram às dezenas de milhares, provocando uma verdadeira catástrofe demográfica.

Negros africanos
Entretanto, os portugueses já contavam com uma outra alternativa em matéria de trabalho escravo. Desde a colonização da costa africana, no século 15, os portugueses já haviam redescoberto o trabalho escravo que desaparecera da Europa na Idade Média, mas que continuava a existir nas sociedades existentes na África. Desse modo, os portugueses já haviam montado uma rede de comércio negreiro, utilizando-se de escravos negros nas plantações de cana-de-açúcar em suas ilhas do Atlântico (Açores, Madeira).

Nem da parte da Coroa, nem da Igreja houve qualquer objeção quanto à escravização do negro. Justificava-se a escravidão africana utilizando-se vários argumentos. Em primeiro lugar, dizia-se que essa era uma instituição já existente na África, de modo que os cativos "apenas" seriam transferidos para o mundo cristão, "onde seriam civilizados e teriam o conhecimento da verdadeira religião". Além disso, o negro era efetivamente considerado um ser racialmente inferior, embora teorias supostamente científicas para sustentar essa tese só viessem a ser levantadas no século 19.

Enfim, a partir de 1570 a importação de africanos para o Brasil passou a ser incentivada. O fluxo de escravos, entretanto, tinha uma intensidade variável. Segundo Boris Fausto, em sua "História do Brasil", "estima-se que entre 1550 e 1855 entraram pelos portos brasileiros 4 milhões de escravos, na sua grande maioria jovens do sexo masculino". Outros historiadores mais antigos como Pedro Calmon e Pandiá Calógeras falam em quantias que variam entre 8 e 13 milhões. Caio Prado Jr. cita 7 milhões.

Salvador e Rio de Janeiro
Os grandes centros importadores de escravos foram Salvador e depois o Rio de Janeiro. Cada um deles tinha sua organização própria e os dois concorriam entre si. O fumo produzido no Recôncavo baiano era uma valiosa moeda de troca, o que garantiu sua supremacia durante os primeiros séculos de colonização. À medida em o eixo econômico desviou-se para o sudeste com a descoberta de ouro em Minas Gerais, o Rio de Janeiro suplantou a Bahia e se firmou com o crescimento urbano da cidade no século 19.

Ainda de acordo com Boris Fausto, na obra citada, "costuma-se dividir os povos africanos em dois grandes ramos étnicos: os sudaneses, predominantes na África ocidental, Sudão egípcio e na costa do golfo da Guiné, e os bantos, da África Equatorial e tropical, de parte do golfo da Guiné, do Congo, Angola e Moçambique. Essa grande divisão não nos deve levar a esquecer que os negros escravizados no Brasil provinham de muitas tribos ou reinos, com suas culturas próprias. Por exemplo: os iorubas, jejes, tapas, hauças, entre os sudaneses; e os angolas, bengalas, monjolos e moçambiques entre os bantos".

Essas diferenças não devem deixar de ser mencionadas, principalmente, quando se pensa na diferença de influências culturais exercidas por esses diversos povos negros na vida e na cultura brasileira. O estudo dessas influências e a aculturação afro-brasileira, porém, são áreas que, na verdade, nossa história está começando a desbravar.

Resistência e quilombos
Não se deve pensar que os negros aceitaram docilmente a sua condição de escravos e que nada fizeram para resistir ao trabalho compulsório. Naturalmente, houve fugas individuais e em massa e a desobediência ou resistência se evidencia no uso das punições e castigos corporais muitas vezes cruéis, que vinha a se somar aos maus tratos naturalmente dispensados a seres que eram considerados pouco superiores aos animais.

Depois de comprado no mercado, o escravo podia ter três destinos principais: ser escravo doméstico, isto, é fazer os serviços na casa do senhor; escravo do eito, que trabalhava nas plantações ou nas minas; e escravo de ganho, que prestava serviços de transporte, vendia alimentos nas ruas, fazia trabalhos especializados como os de pedreiro, marceneiro, alfaitate, etc., entregando a seu senhor o dinheiro que ganhava.

Poucos anos de vida
Nas fazendas, principalmente, o escravo trabalhava de 12 a 16 horas por dia e dormiam em acomodações coletivas chamadas senzalas ou mesmo em palhoças. Sua alimentação consistia basicamente de farinha de mandioca, aipim, feijão e banana. O tempo de vida média útil de um escravo era de 10 a 15 anos, segundo muitos estudiosos.

De qualquer modo, apesar das fugas e da formação dos quilombos, dos quais se destacou Palmares no século 17, os escravos africanos ou afro-brasileiros como um todo não tiveram condições de abolir por conta própria o sistema escravocrata. Com a Independência, embora a questão da abolição tenha sido levantada, a escravidão continuou a vigorar no país até a promulgação da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888 - como coroação de uma ampla campanha abolicionista.

Contudo, a abolição não significou o fim da exploração do negro no Brasil, nem a sua integração - em pé de igualdade - na sociedade brasileira, que ainda tem uma enorme dívida para com os descendentes dos escravos.

Mas o que é pior: apesar das leis e da consciência da maior parte da população mundial, ainda se encontram pessoas em várias partes do Brasil e do mundo que trabalham sem receber pagamento, ou seja, continua a existir escravidão hoje. De qualquer forma, atualmente isso é considerado um crime e quem o pratica, se for pego, recebe a punição que merece.

Conflitos da Descoberta do Ouro

A guerra dos emboabas:
Em 1709. mineradores paulistas e sertanejos que trabalhavam nas Minas Gerais se indispõem contra forasteiros portugueses e brasileiros, chamados de emboabas (do tupi buabas, aves com penas até os pés, em referência as botas dos forasteiros). Os emboabas chegaram à região atrás do ouro. Como descobridores das minas, os paulistas alegam ter direito preferencial sobre a extração. Sobre o comando de Manuel Nunes Viana, os emboabas atacam Sabará. Cerca de 300 paulistas contra-atacam, mas acabam rendendo-se. O chefe emboaba, Bento do Amaral Coutinho desrespeita o acordo de rendição e, em 1709, mata paulistas no local que se fica conhecido como "CAPÃO DA TRAIÇÃO". Para consolidar seu controle sobre a região, Portugal cria as capitanias de São Paulo e das Minas do Ouro.
Revolta de vila rica:
Também conhecida como revolta de Felipe dos santos, é um movimento de reação à política fiscal de Portugal. Em 1720 as autoridades proíbem a circulação de ouro em pó. O minério passa e ser negociado apenas depois de sair das casas de fundição, sob o controle português.
O ouro é fundido, selado e "quintado" (descontado em 1Kg. De seu peso para pagamento do imposto à coroa). A medida provoca problemas no dia-a-dia da região, que usava o ouro em pó como moeda. Os mineiros de Vila Rica revoltaram-se e foram reprimidos pôr tropas metropolitanas. Felipe dos Santos é enforcado e esquartejado.
Inconfidência mineira:
Revolta contra a dominação colonial ocorrida no final do século XVIII na região de MINAS GERAIS .Na sua maioria, os inconfidentes são membros da elite mineira .Mas quem se destaca no movimento é o soldado do regimento dos Dragões da Minas Gerais Joaquim José da Silva Xavier que entra para a história como principal líder popular da luta pela INDEPENDÊNCIA DO BRASIL.
Conhecido como TIRADENTES, pois era dentista, antes de entrar para o quartel, é um homem de muita determinação. Para alguns historiadores, trata-se de apenas um idealista ingênuo manipulado pela elite que comanda a inconfidência. Sua morte(execução) aconteceu em 21 de abril de 1792 no Rio de Janeiro. Sue corpo é esquartejado, e a cabeça é exposta no alto de um poste na praça central de Vila Rica.
Conclusão
O Brasil foi objeto de uso português por muito tempo e por isso, muitos homens que ajudaram a libertar o Brasil de toda essa tirania entraram para a história como heróis
Autoria: Flávio Yassushi Ikeda