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segunda-feira, 4 de novembro de 2019
Lampião e Maria Bonita
Professor de Matemática no Colégio Estadual Dinah Gonçalves
E Biologia na rede privada de Salvador-Bahia
Professor Antonio Carlos carneiro Barroso
email accbarroso@hotmail.com
Extraído de http://www.alunosonline.com.br
Lampião e Maria Bonita
Lampião e Maria Bonita
No final do século XIX houve grupos de bandidos que lutavam contra a opressão dos coronéis, no Brasil: o cangaço. No Nordeste, a miséria assolava. As secas eram duradouras, tornando o alimento escasso. As disputas por terra eram violentas e a ordem era controlada por coronéis e seus bandos, já que a lei não valia no sertão. Virgulino Ferreira da Silva, mais conhecido como Lampião, liderou o bando contra a ditadura dos coronéis. Ao lado de sua companheira, Maria Bonita, roubava de ricos e enfrentava a polícia, espalhando o medo por onde passava.
Lampião nasceu em 1900, em Serra Talhada, sertão de Pernambuco. Seu pai foi assassinado numa briga de terras, quando Virgulino ainda era criança. Esse fato lhe traumatizou e influenciou sua entrada no cangaço. Alguns encaravam os cangaceiros como um grupo de bandidos. Outros os adoravam por lutarem contra a opressão: eles eram os únicos que conseguiam fazer frente ao domínio dos coronéis, o que lhes garantiu o apoio das pessoas mais humildes, já que os policiais trabalhavam para os latifundiários.
Lampião era temido por onde passava, mas usava da violência apenas contra as forças opressoras. Ajudava os pobres com o dinheiro que tomava dos ricos. Em certa ocasião, seu bando chegou a um sítio e disse à proprietária, uma senhora de idade, que gostaria de jantar. Um dos cangaceiros disse que gostaria de comer carne, mas a senhora havia preparado frango. O cangaceiro saiu pela porta e voltou com uma cabra morta, ordenando que a senhora a preparasse. Ela caiu aos prantos, dizendo que era daquela cabra que tirava o leite para o sustento da família. Lampião ordenou que o cangaceiro pagasse a cabra à senhora. Este, colérico, tirou um punhado de moedas do bolso, deixou sobre a mesa e disse que aquilo, para ele, era “esmola”. Lampião levantou-se, empunhou seu facão, apontou para o pescoço do cangaceiro e disse para ele pagar a cabra, já que as moedas dadas anteriormente eram apenas “esmola”.
Em 1938, a polícia conseguiu capturar Lampião e seu bando. Num sítio, no interior de Sergipe, foram executados e degolados. As cabeças do bando foram mumificadas e expostas no Museu Nina Rodrigues, Bahia, até serem enterradas, em 1968. Seu parceiro, Corisco, o “Diabo Louro”, conseguiu fugir. Em 1940, organizou um bando e atacou várias cidades do vale do São Francisco, como vingança. Foi morto em julho do mesmo ano.
Lampião nasceu em 1900, em Serra Talhada, sertão de Pernambuco. Seu pai foi assassinado numa briga de terras, quando Virgulino ainda era criança. Esse fato lhe traumatizou e influenciou sua entrada no cangaço. Alguns encaravam os cangaceiros como um grupo de bandidos. Outros os adoravam por lutarem contra a opressão: eles eram os únicos que conseguiam fazer frente ao domínio dos coronéis, o que lhes garantiu o apoio das pessoas mais humildes, já que os policiais trabalhavam para os latifundiários.
Lampião era temido por onde passava, mas usava da violência apenas contra as forças opressoras. Ajudava os pobres com o dinheiro que tomava dos ricos. Em certa ocasião, seu bando chegou a um sítio e disse à proprietária, uma senhora de idade, que gostaria de jantar. Um dos cangaceiros disse que gostaria de comer carne, mas a senhora havia preparado frango. O cangaceiro saiu pela porta e voltou com uma cabra morta, ordenando que a senhora a preparasse. Ela caiu aos prantos, dizendo que era daquela cabra que tirava o leite para o sustento da família. Lampião ordenou que o cangaceiro pagasse a cabra à senhora. Este, colérico, tirou um punhado de moedas do bolso, deixou sobre a mesa e disse que aquilo, para ele, era “esmola”. Lampião levantou-se, empunhou seu facão, apontou para o pescoço do cangaceiro e disse para ele pagar a cabra, já que as moedas dadas anteriormente eram apenas “esmola”.
Em 1938, a polícia conseguiu capturar Lampião e seu bando. Num sítio, no interior de Sergipe, foram executados e degolados. As cabeças do bando foram mumificadas e expostas no Museu Nina Rodrigues, Bahia, até serem enterradas, em 1968. Seu parceiro, Corisco, o “Diabo Louro”, conseguiu fugir. Em 1940, organizou um bando e atacou várias cidades do vale do São Francisco, como vingança. Foi morto em julho do mesmo ano.
Inequação
Colégio Estadual Dinah Gonçalves
email accbarroso@hotmail.com
Uma inequação é uma sentença matemática expressa por uma ou mais incógnitas, que ao contrário da equação que utiliza um sinal de igualdade, apresenta sinais de desigualdade. Veja os sinais de desigualdade:
O princípio resolutivo de uma inequação é o mesmo da equação, onde temos que organizar os termos semelhantes em cada membro, realizando as operações indicadas. No caso das inequações, ao realizarmos uma multiplicação de seus elementos por –1 com o intuito de deixar a parte da incógnita positiva, invertemos o sinal representativo da desigualdade.
Exemplo 1
4x + 12 > 2x – 2
4x – 2x > – 2 – 12
2x > – 14
x > –14/2
x > – 7
Exemplo 2
x – 2x + 6 ≤ x + 5
x – 2x – x ≤ 5 – 6
x – 3x ≤ – 1
–2x ≤ – 1 *(–1)
2x ≥ 1
x ≥ 1/2
Exemplo 3
3x + 6 > 4x + 8
3x – 4x > 8 – 6
– x > – 2 *(–1)
x < 2
Exemplo 4
x + 5 * (x – 1) ≤ 4 + 3 * (x + 7)
x + 5x – 5 ≤ 4 + 3x + 21
x + 5x – 3x ≤ 4 + 21 + 5
3x ≤ 30
x ≤ 30/3
x ≤ 10
Exemplo 5
Determine o conjunto solução da inequação


Conjunto solução: {x Є R / x ≥ 2/5}
Exemplo 6
Calcule o valor de x na inequação


Conjunto solução: {x Є R / x – 10/9}
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Peculiaridades da escravidão no Brasil
Professor de Matemática no Colégio Estadual Dinah Gonçalves
E Biologia na rede privada de Salvador-Bahia
Professor Antonio Carlos carneiro Barroso
email accbarroso@hotmail.com
Extraído de http://www.alunosonline.com.br
Peculiaridades da escravidão no Brasil
Rainer Sousa
A história da escravidão foi marcada por uma diversidade de situações nem sempre privilegiada pelas narrativas correntes.
Quando estudamos a questão do escravo no Brasil, nos deparamos com diversos relatos que denunciam os horrores e a exploração que marcaram essa página de nossa história. Ao longo de quatro séculos, uma grande leva de pessoas trazidas do continente africano aportaram em solo brasileiro para comporem de maneira involuntária a força de trabalho que, durante muito tempo, sustentou economicamente o país. Segundo algumas estimativas, cerca de quatro milhões de africanos foram trazidos somente ao Brasil.
Além de se tornarem o sustentáculo de nossa economia durante muito tempo, a escravidão também alcançou um importante status econômico ao configurar uma lucrativa atividade. Os traficantes poderiam alcançar lucros vultosos que poderiam facilmente ultrapassar a marca dos 300 por cento. Contudo, a venda dessa valiosa “mercadoria” também exigia um processo de preparação onde o escravo passava por um período de engorda e recuperação física.
Apesar de toda essa complexidade de ações e valores que giravam em torno da escravidão, a história nacional nos comprova que a condição de um escravo poderia variar bastante. Muito antes dos movimentos abolicionistas que ganharam força no século XIX, havia uma considerável população de ex-escravos que alcançavam a liberdade por meio da compra da alforria ou da concessão voluntária de seus proprietários.
Na verdade, esse é um primeiro e superficial aspecto que abarca toda uma série de situações que elenca a história da escravidão no Brasil. A miscigenação racial experimentada em terras tupiniquins – apesar de não minimizar o problema do preconceito e a violência – nos mostra uma flexibilidade nas relações instituídas entre os escravos e seus senhores. Um dos mais famosos exemplos foi de Chica da Silva, que se casou com seu senhor e se tornou proprietária de escravos e terras.
Um outro intrigante exemplo dessa proximidade entre brancos e negros aconteceu no Rio Grande do Sul do século XIX. No cemitério da Santa Casa de Porto Alegre, foram encontrados os restos mortais de um casal de escravos enterrado ao lado do barão de Nonoai. Este rico senhor de escravos, na verdade, ficou conhecido pelo fato de libertar todos os seus escravos de uma só vez. Impressionado com a notícia, o imperador Dom Pedro II lhe concedeu o título de barão.
Essas situações, apesar de minoritárias, despertam os olhos para outra realidade historicamente vivida e muitas vezes desprezada por uma perspectiva simplista que coloca o tema sob uma perspectiva dual e maniqueísta. Deveras, a História deve ser vista com o cuidado de uma ciência marcada por nuances muitas vezes reprimidas por narrativas que generalizam e empobrecem o passado.
Além de se tornarem o sustentáculo de nossa economia durante muito tempo, a escravidão também alcançou um importante status econômico ao configurar uma lucrativa atividade. Os traficantes poderiam alcançar lucros vultosos que poderiam facilmente ultrapassar a marca dos 300 por cento. Contudo, a venda dessa valiosa “mercadoria” também exigia um processo de preparação onde o escravo passava por um período de engorda e recuperação física.
Apesar de toda essa complexidade de ações e valores que giravam em torno da escravidão, a história nacional nos comprova que a condição de um escravo poderia variar bastante. Muito antes dos movimentos abolicionistas que ganharam força no século XIX, havia uma considerável população de ex-escravos que alcançavam a liberdade por meio da compra da alforria ou da concessão voluntária de seus proprietários.
Na verdade, esse é um primeiro e superficial aspecto que abarca toda uma série de situações que elenca a história da escravidão no Brasil. A miscigenação racial experimentada em terras tupiniquins – apesar de não minimizar o problema do preconceito e a violência – nos mostra uma flexibilidade nas relações instituídas entre os escravos e seus senhores. Um dos mais famosos exemplos foi de Chica da Silva, que se casou com seu senhor e se tornou proprietária de escravos e terras.
Um outro intrigante exemplo dessa proximidade entre brancos e negros aconteceu no Rio Grande do Sul do século XIX. No cemitério da Santa Casa de Porto Alegre, foram encontrados os restos mortais de um casal de escravos enterrado ao lado do barão de Nonoai. Este rico senhor de escravos, na verdade, ficou conhecido pelo fato de libertar todos os seus escravos de uma só vez. Impressionado com a notícia, o imperador Dom Pedro II lhe concedeu o título de barão.
Essas situações, apesar de minoritárias, despertam os olhos para outra realidade historicamente vivida e muitas vezes desprezada por uma perspectiva simplista que coloca o tema sob uma perspectiva dual e maniqueísta. Deveras, a História deve ser vista com o cuidado de uma ciência marcada por nuances muitas vezes reprimidas por narrativas que generalizam e empobrecem o passado.
Curiosidades sobre os números
Professor de Matemática no Colégio Estadual Dinah Gonçalves
E Biologia na rede privada de Salvador-Bahia
Professor Antonio Carlos carneiro Barroso
email accbarroso@hotmail.com
Curiosidades sobre os números
Por Marcelo Rigonatto
Números e suas peculiaridades
1. Raízes de números quadrados perfeitos.
Observe os seguintes pares de quadrados perfeitos:
144 e 441 (Note o que esses números apresentam em comum)
Extraindo a raiz quadrada de cada um deles, obtemos:

O que você consegue perceber?
Veja mais dois pares de quadrados perfeitos:
169 e 961
Extraindo as raízes de cada um, teremos:

Conseguiu observar o que ocorre?
Veja que 144 e 441, 169 e 961 são pares de quadrados perfeitos compostos pelos mesmos algarismos só que escritos de trás para frente. O interessante é que suas respectivas raízes também apresentam essa característica.
Observe mais um exemplo:
Os pares de quadrados perfeitos 14884 e 48841 apresentam os mesmos algarismos só que escritos de trás para frente.
Calculando a raiz quadrada de cada um, temos:

Suas raízes também apresentam os mesmos algarismos só que escritos em ordem inversa.
2. O número mágico 1089.
Vejamos o motivo de esse número ser chamado de número mágico.
Escreva um número de três algarismos distintos (diferentes).
598, por exemplo.
Escreva este número de trás para frente e subtraia o menor do maior.
895 – 598 = 297
Agora, inverta também esse resultado e efetue a adição.
792 + 297 = 1089
Independente do número escolhido, teremos sempre como resultado final o número 1089. Mas lembre-se, só vale para números de três algarismos distintos. Se utilizarmos, por exemplo, 555 ou 988 a propriedade não será válida.
3. A forma pitagórica de calcular potências.
Pitágoras foi um grande matemático que se dedicou ao estudo geométrico, trigonométrico e dos números. Dentre seus inúmeros estudos ele descobriu outra forma de se calcular potências com expoente 2. Depois de muito estudo e observação, notou que qualquer potência de números naturais do tipo n2 pode ser obtida somando os n primeiros números naturais ímpares. Veja como funciona:
a) 62 = 1 + 3 + 5 + 7 + 9 + 11 = 36
b) 72 = 1 + 3 + 5 + 7 + 9 + 11 + 13 = 49
c) 42 = 1 + 3 + 5 + 7 = 16
d) 52 = 1 + 3 + 5 + 7 + 9 = 25
O genocídio bandeirante
Professor de Matemática no Colégio Estadual Dinah Gonçalves
E Biologia na rede privada de Salvador-Bahia
Professor Antonio Carlos carneiro Barroso
email accbarroso@hotmail.com
Extraído de http://www.alunosonline.com.br
O genocídio bandeirante
Rainer Sousa
O bandeirantismo foi responsável pela morte e exploração de um grande número de indígenas.
Usualmente, livros didáticos, reconstituições históricas, meios de comunicação costumam ressaltar uma imagem heróica dos bandeirantes paulistas que desbravaram os sertões brasileiros. Essa visão, perpetuada ao longo do tempo, vem sendo combatida por novas pesquisas historiográficas interessadas em desfazer essa perspectiva heróica que colocaram esse personagem histórico como um ícone positivo do nosso passado.
O primeiro ponto a ser questionado sobre o bandeirantismo gira em torno da idéia de que os mesmos empreendiam a livre busca de metais preciosos. Novos estudos indicam que o apresamento indígena foi a principal atividade dos bandeirantes, tendo em vista o desenvolvimento econômico da região paulista que passou a comercializar trigo e outras mercadorias com os centros urbanos próximos.
No entanto, a questão do uso da mão-de-obra indígena encobria uma verdadeira matança que, segundo documentação do século XVII, costumavam irromper a casa dos milhares. A escravidão, as péssimas condições de vida, a fome e as doenças acabavam transformando os índios em vítimas das duras imposições dos bandeirantes e proprietários de terra que usufruíam indiscriminadamente dessa força de trabalho.
Na medida em que os índios morriam pela mão dos colonizadores, o apresamento ganhava força maior para que fosse possível repor as perdas sofridas com a morte dos escravos. Dessa maneira, a escravidão indígena se tornou uma atividade corriqueira incentivada pela regularidade de seus mercados consumidores e os baixos preços investidos na obtenção desse tipo de escravo.
Apesar dos jesuítas fazerem frente à prática instituída pelos grandes proprietários da região paulista, as brechas na legislação da época permitiam que a utilização dos índios fosse preservada. Geralmente, alegando a chamada “guerra justa” contra os nativos “mais selvagens” ou usando a prospecção aurífera como desculpa, os bandeirantes conseguiam lucrar com a venda dos indígenas aprisionados.
Essas novas pesquisas históricas, ao contrário do que parece, não visam simplesmente desmistificar e criminalizar a figura dos bandeirantes. Antes disso, permite um novo olhar sobre as comunidades indígenas que tiveram que rearticular seu modo de vida frente ao processo predatório imposto pela colonização. A velha condição passiva e secundária normalmente atrelada à figura do índio perde lugar para as lutas e formas de sobrevivência dessas populações.
Entre outros episódios, os estudos históricos voltados à situação dos índios no período colonial trazem à tona a intensidade dos conflitos, a formação de novas comunidades e a resistência dos índios, principalmente dos guaianás, garulhos e guaranis. Paralelamente, o esforço político dos jesuítas também é destacado na decadência do uso da mão-de-obra indígena, quando os mesmos tinham interesse em controlá-los com o objetivo de garantir a expansão do cristianismo no ambiente colonial.
Com a redução da mão-de-obra indígena disponível, observamos que a economia paulista substitui a produção agrícola pela criação de gado, que exigia um contingente bem menor de escravos. Além disso, a descoberta de metais preciosos nas regiões de Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás acabaram desarticulando o grande mercado gerado em torno do uso de índios como escravos. Dessa maneira, perdemos a visão heróica do bandeirante e reconhecemos um outro lugar a ser reservado ao índio em nossa história.
O primeiro ponto a ser questionado sobre o bandeirantismo gira em torno da idéia de que os mesmos empreendiam a livre busca de metais preciosos. Novos estudos indicam que o apresamento indígena foi a principal atividade dos bandeirantes, tendo em vista o desenvolvimento econômico da região paulista que passou a comercializar trigo e outras mercadorias com os centros urbanos próximos.
No entanto, a questão do uso da mão-de-obra indígena encobria uma verdadeira matança que, segundo documentação do século XVII, costumavam irromper a casa dos milhares. A escravidão, as péssimas condições de vida, a fome e as doenças acabavam transformando os índios em vítimas das duras imposições dos bandeirantes e proprietários de terra que usufruíam indiscriminadamente dessa força de trabalho.
Na medida em que os índios morriam pela mão dos colonizadores, o apresamento ganhava força maior para que fosse possível repor as perdas sofridas com a morte dos escravos. Dessa maneira, a escravidão indígena se tornou uma atividade corriqueira incentivada pela regularidade de seus mercados consumidores e os baixos preços investidos na obtenção desse tipo de escravo.
Apesar dos jesuítas fazerem frente à prática instituída pelos grandes proprietários da região paulista, as brechas na legislação da época permitiam que a utilização dos índios fosse preservada. Geralmente, alegando a chamada “guerra justa” contra os nativos “mais selvagens” ou usando a prospecção aurífera como desculpa, os bandeirantes conseguiam lucrar com a venda dos indígenas aprisionados.
Essas novas pesquisas históricas, ao contrário do que parece, não visam simplesmente desmistificar e criminalizar a figura dos bandeirantes. Antes disso, permite um novo olhar sobre as comunidades indígenas que tiveram que rearticular seu modo de vida frente ao processo predatório imposto pela colonização. A velha condição passiva e secundária normalmente atrelada à figura do índio perde lugar para as lutas e formas de sobrevivência dessas populações.
Entre outros episódios, os estudos históricos voltados à situação dos índios no período colonial trazem à tona a intensidade dos conflitos, a formação de novas comunidades e a resistência dos índios, principalmente dos guaianás, garulhos e guaranis. Paralelamente, o esforço político dos jesuítas também é destacado na decadência do uso da mão-de-obra indígena, quando os mesmos tinham interesse em controlá-los com o objetivo de garantir a expansão do cristianismo no ambiente colonial.
Com a redução da mão-de-obra indígena disponível, observamos que a economia paulista substitui a produção agrícola pela criação de gado, que exigia um contingente bem menor de escravos. Além disso, a descoberta de metais preciosos nas regiões de Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás acabaram desarticulando o grande mercado gerado em torno do uso de índios como escravos. Dessa maneira, perdemos a visão heróica do bandeirante e reconhecemos um outro lugar a ser reservado ao índio em nossa história.
Adolf Hitler
Colégio Estadual Dinah Gonçalves
email accbarroso@hotmail.com
Adolf Hitler
Alunos Online
Hitler espalhou seu ódio pelo comunismo e judaísmo
Perdeu o pai em janeiro de 1903 vítima de alcoolismo e sua mãe em dezembro de 1907, vítima de cancro. Por interessar-se em pintura e arquitetura, fez exames para adentrar na Academia de Artes de Viena, mas não obteve êxito. Assumiu-se como anti-semita.
Passou então a viver de favores, não conseguia emprego e dormia num asilo de mendigos. Começou então a fazer pinturas para conseguir dinheiro e alugar uma moradia. Conseguira vender tantas pinturas que, no período de descanso assistia ópera.
Em 1913, mudou-se para Munique onde se alistou no exército servindo na primeira guerra mundial. Foi condecorado duas vezes, mas não conseguiu promover-se. Recebeu a medalha Cruz de Ferro de Segunda Classe em 1914 e a Cruz de Ferro de Primeira Classe em 1918. Mais tarde foi preso por tentar golpear o governo alemão e usou seu julgamento para espalhar suas ideologias sobre o país. Falava sobre seu ódio pelo comunismo e judaísmo e sobre suas expectativas de destruí-los.
Em 1924, foi considerado inofensivo e foi solto da prisão. Fundou então sua tropa de choque e executou os planos judaicos. Convenceu os alemães que poderia salvar o país da Depressão, do Comunismo, do Tratado de Versalhes e dos judeus.
Em 1934, apoderou-se dos cargos de presidente e chanceler tendo assim a lealdade das forças armadas. Baniu os judeus de cargos públicos, de profissões e de participações na economia. Em 1941, foram obrigados a usar uma estrela amarela e serem identificados como judeus. Torturou e matou milhares de judeus sem causa e semeou a discórdia.
Na segunda guerra só não obteve êxito no bombardeio e invasão da Inglaterra, pois invadiu a Dinamarca, Noruega, Iugoslávia e Grécia, ocupou a Holanda, Bélgica, Luxemburgo e França, se apoderou da terça parte da Rússia Européia.
Em 1942, Hitler foi derrotado com sua tropa pelo exército de Volga e esta marcou o início da derrota alemã. Em 1943, Hitler sofreu atentado e fogiu para Berlim onde se suicidou em 30 de abril de 1945.
A volta dos incas
Colégio Estadual Dinah Gonçalves
email accbarroso@hotmail.com
A volta dos incas
Rainer Sousa
Os povos indígenas da Bolívia vivem um período de ascensão no cenário político de seu país.
No início do século XV, a civilização inca controlava de maneira hegemônica a região andina por meio de um forte Estado centralizado e a formação de um imponente exército. Conseguindo impor seus interesses sobre outros povos vizinhos, os incas chegaram a ter cerca de oito milhões de vidas subordinadas às suas leis, tradições e impostos. Contudo, o auge vivido naquela época foi rapidamente desarticulado por meio de desastres naturais, crises de abastecimento e a dominação dos espanhóis.
Em 1525, a morte do imperador Huayna Cápak estabeleceu uma disputa pela sucessão do trono inca. O conflito pelo poder entre os irmãos Atahualpa e Huaáscar empreendeu um período de crise que abalou fortemente a unidade política do império inca, que já vivia inúmeras dificuldades. Com isso, o colonizador espanhol Francisco Pizarro teve maiores facilidades para dominar o fragmentado império inca e, em 1533, assassinar o imperador Atahualpa.
A partir desse período, os espanhóis estabeleceram um violento processo de dominação marcado por inúmeros conflitos, saques e assassinatos em massa. Ao longo de quase cinco séculos, os povos indígenas foram completamente marginalizados das questões políticas que se desenvolveram no interior do ambiente colonial hispânico. Mesmo após a independência, continuaram sujeitos ao desmando das elites que controlavam as terras e os demais meios de produção.
Contudo, há poucos anos essa situação de exclusão tomou um novo rumo quando, em outubro de 2005, o presidente Evo Morales chegou ao posto máximo do governo boliviano. Assumindo o cargo de presidente, o descendente indígena convocou outros índios a assumirem importantes cargos ministeriais de seu governo. Além disso, reconheceu a diversidade das culturas de seu país ao oficializar trinta e seis diferentes línguas faladas em todo território boliviano.
De fato, essa valorização de indígenas no cenário político boliviano indica a existência de toda uma trajetória de lutas desenvolvidas ao longo de décadas. Segundo consta, desde o momento em que a Bolívia se tornou um país independente, em 1825, diversos movimentos populares e sindicatos indígenas lutavam por políticas de distribuição de terras e melhores condições de vida para os povos indígenas. No século XX, essas lutas ganharam maior expressão dentro da Bolívia.
Em 1952, o Movimento Nacionalista Revolucionário chegou ao governo da Bolívia mediante o sucesso de uma grande sublevação popular. Mesmo estando no governo por um curto período, os revolucionários defenderam o voto para mulheres e índios, a realização de uma ampla reforma agrária e a nacionalização das minas do território boliviano. Mesmo sendo abafado pelas alas conservadoras, outros movimentos campesinos e indígenas insistiram no atendimento de seus interesses.
No meio rural, os indígenas organizaram outro movimento que buscava defender os interesses dos plantadores de coca do país. A chamada Federação do Trópico de Cochabamba pretendia garantir a preservação do antigo hábito de várias etnias que mastigavam ou faziam chá com as folhas da coca. Na verdade, o consumo dessa folha simbolizava as tradições indígenas daquele povo e servia como prática vinculada às demais demandas históricas dessa mesma população.
Em 1997, a Federação conseguiu eleger seu primeiro representante no Congresso Nacional com a eleição de Evo Morales. Depois disso, esse mesmo representante indígena chegou à presidência interessado em reverter os diversos entraves que oficializavam a exclusão social e política dos indígenas. No ano de 2007, Morales elaborou uma nova constituição e alargou a inclusão dos indígenas na política boliviana. Contudo, as novas leis propostas precisam da aprovação popular por meio de um plebiscito.
Em 1525, a morte do imperador Huayna Cápak estabeleceu uma disputa pela sucessão do trono inca. O conflito pelo poder entre os irmãos Atahualpa e Huaáscar empreendeu um período de crise que abalou fortemente a unidade política do império inca, que já vivia inúmeras dificuldades. Com isso, o colonizador espanhol Francisco Pizarro teve maiores facilidades para dominar o fragmentado império inca e, em 1533, assassinar o imperador Atahualpa.
A partir desse período, os espanhóis estabeleceram um violento processo de dominação marcado por inúmeros conflitos, saques e assassinatos em massa. Ao longo de quase cinco séculos, os povos indígenas foram completamente marginalizados das questões políticas que se desenvolveram no interior do ambiente colonial hispânico. Mesmo após a independência, continuaram sujeitos ao desmando das elites que controlavam as terras e os demais meios de produção.
Contudo, há poucos anos essa situação de exclusão tomou um novo rumo quando, em outubro de 2005, o presidente Evo Morales chegou ao posto máximo do governo boliviano. Assumindo o cargo de presidente, o descendente indígena convocou outros índios a assumirem importantes cargos ministeriais de seu governo. Além disso, reconheceu a diversidade das culturas de seu país ao oficializar trinta e seis diferentes línguas faladas em todo território boliviano.
De fato, essa valorização de indígenas no cenário político boliviano indica a existência de toda uma trajetória de lutas desenvolvidas ao longo de décadas. Segundo consta, desde o momento em que a Bolívia se tornou um país independente, em 1825, diversos movimentos populares e sindicatos indígenas lutavam por políticas de distribuição de terras e melhores condições de vida para os povos indígenas. No século XX, essas lutas ganharam maior expressão dentro da Bolívia.
Em 1952, o Movimento Nacionalista Revolucionário chegou ao governo da Bolívia mediante o sucesso de uma grande sublevação popular. Mesmo estando no governo por um curto período, os revolucionários defenderam o voto para mulheres e índios, a realização de uma ampla reforma agrária e a nacionalização das minas do território boliviano. Mesmo sendo abafado pelas alas conservadoras, outros movimentos campesinos e indígenas insistiram no atendimento de seus interesses.
No meio rural, os indígenas organizaram outro movimento que buscava defender os interesses dos plantadores de coca do país. A chamada Federação do Trópico de Cochabamba pretendia garantir a preservação do antigo hábito de várias etnias que mastigavam ou faziam chá com as folhas da coca. Na verdade, o consumo dessa folha simbolizava as tradições indígenas daquele povo e servia como prática vinculada às demais demandas históricas dessa mesma população.
Em 1997, a Federação conseguiu eleger seu primeiro representante no Congresso Nacional com a eleição de Evo Morales. Depois disso, esse mesmo representante indígena chegou à presidência interessado em reverter os diversos entraves que oficializavam a exclusão social e política dos indígenas. No ano de 2007, Morales elaborou uma nova constituição e alargou a inclusão dos indígenas na política boliviana. Contudo, as novas leis propostas precisam da aprovação popular por meio de um plebiscito.
A Guerra Santa liberou o comércio
No século XI, dentro do contexto histórico da expansão árabe, os muçulmanos conquistaram a cidade sagrada de Jerusalém. Diante dessa situação, o papa Urbano II convocou a Primeira Cruzada (1096), com o objetivo de expulsar os "infiéis" (árabes) da Terra Santa. Essas batalhas, entre católicos e muçulmanos, duraram cerca de dois séculos, deixando milhares de mortos e um grande rastro de destruição. Ao mesmo tempo em que eram guerras marcadas por diferenças religiosas, também possuíam um forte caráter econômico. Muitos cavaleiros cruzados, ao retornarem para a Europa, saqueavam cidades árabes e vendiam produtos nas estradas, nas chamadas feiras e rotas de comércio. De certa forma, as Cruzadas contribuíram para o renascimento urbano e comercial a partir do século XIII. Após as Cruzadas, o Mar Mediterrâneo foi aberto para os contatos comerciais.
O que foram as cruzadas naquele determinado momento? No momento em que o Papa Urbano chama os fiéis para as cruzadas, havia um interesse muito grande em terras. A nobreza já não tinha mais como dividir as terras. A Europa precisava de uma expansão. Ao mesmo tempo a Igreja precisava barrar o avanço do islamismo, pois ele avançava em passos largos sobre a Europa, pois já havia chegado à península Ibérica e tomado todo norte da África. Então, a idéia de você tomar a Terra Santa, onde Jesus nasceu e morreu, e que estava na mão de infiéis, explica o motivo religioso das cruzadas. Você tem um motivo religioso que é forte no momento das cruzadas. Mas existe também uma motivação econômica e uma motivação psicológica.
As cruzadas modificaram a Europa profundamente, trazendo novos elementos que mudaram a vida das populações européias daquela época. A economia modificou-se radicalmente. Deixou de apenas produzir alimentos; conheceu novos produtos, aprendeu novos métodos de trabalho; e enriqueceu com novas indústrias.
Politicamente, as cruzadas selaram a ruína do Sistema Feudal. Antes de partir os senhores penhoraram suas terras aos camponeses. A liberação desses ficou mais fácil. Além disso, houve grande quantidade de gente que foi e não voltou.
Com as cruzadas, muitos camponeses puderam deixar os domínios senhoriais. O campo perdeu população, e as velhas cidades receberam uma boa parte desses camponeses que deixaram os domínios senhoriais.
Engolindo a derrota sofrida, os cristãos tinham todos os motivos para odiar os árabes. Mas esta raiva sentida vinha junto com a admiração e a inveja sentida diante de um inimigo sofisticado, que possuía muitos conhecimentos que para os europeus eram desconhecidos.
As Cruzadas não alcançaram sua meta principal, que era garantir o domínio cristão de Jerusalém. Em compensação, o encontro entre as duas culturas fecundou a Europa. A maravilhosa porta do Oriente foi aberta e os árabes transmitiram uma porção de novidades aos ocidentais.
Imagine a sensação que um cruzado causava quando voltava para sua terra. Além de histórias sobre suas aventuras militares, trazia presentes sensacionais comprados de mercadores árabes. Produtos lindos, que vinham de lugares em que nenhum outro europeu jamais tinha pisado. Tapetes persas, pimentas, açúcar, cravo e canela da índia, porcelana chinesa, seda do Japão, tecidos, perfumes exóticos, pérolas...
Não é difícil concluir que essas cruzadas despertaram o comércio ativo entre europeus e os árabes. O Mar Mediterrâneo voltou a ser atravessado por navios abarrotados de mercadorias. Os lugares que mais cresceram com isso foram às cidades italianas, especialmente Gênova e Veneza. A espada dava lugar ao lucro. Só não se sabe qual arrancou mais sangue.
As cruzadas ajudaram a expandir as atividades comerciais, pelo menos por três motivos: os cruzados não eram os únicos a irem as expedições cruzadistas, os viajantes mercadores iam juntos, e assim serviam como abastecedores dos peregrinos com seus produtos.
Os cruzados voltavam para suas terras de origem com um gosto pelos novos luxos e confortos descobertos durante a viagem. As cidades italianas, principalmente Veneza e Gênova, ficaram imensamente ricas com o comércio desses produtos na Europa.
O grande desenvolvimento do comércio que as cruzadas propiciaram foi um dos fatores das profundas transformações que levaram do Modo de Produção Feudal ao Modo de Produção Capitalista na Europa durante os séculos seguintes; em outras palavras, aquelas grandes expedições de caráter primordialmente ou alegadamente religioso prepararam o fim da Idade Média e o início da Idade Moderna.
Em muitos outros aspectos as cruzadas foram um desastre! Os cruzados não conseguiram expulsar definitivamente os muçulmanos E isso durou por séculos, chegando até os nossos dias.
Texto escrito pela Professora Patrícia Barboza da Silva licenciada pela Fundação Universidade Federal do Rio Grande – FURG.
Referencias Bibliográficas:
FERREIRA, José Roberto Martins, História. São Paulo: FTD; 1997.
MORAES, José Geraldo. Caminho das Civilizações. São Paulo: Atual. 1994.Autoria: Patrícia Barboza da Silva
O que foram as cruzadas naquele determinado momento? No momento em que o Papa Urbano chama os fiéis para as cruzadas, havia um interesse muito grande em terras. A nobreza já não tinha mais como dividir as terras. A Europa precisava de uma expansão. Ao mesmo tempo a Igreja precisava barrar o avanço do islamismo, pois ele avançava em passos largos sobre a Europa, pois já havia chegado à península Ibérica e tomado todo norte da África. Então, a idéia de você tomar a Terra Santa, onde Jesus nasceu e morreu, e que estava na mão de infiéis, explica o motivo religioso das cruzadas. Você tem um motivo religioso que é forte no momento das cruzadas. Mas existe também uma motivação econômica e uma motivação psicológica.
As cruzadas modificaram a Europa profundamente, trazendo novos elementos que mudaram a vida das populações européias daquela época. A economia modificou-se radicalmente. Deixou de apenas produzir alimentos; conheceu novos produtos, aprendeu novos métodos de trabalho; e enriqueceu com novas indústrias.
Politicamente, as cruzadas selaram a ruína do Sistema Feudal. Antes de partir os senhores penhoraram suas terras aos camponeses. A liberação desses ficou mais fácil. Além disso, houve grande quantidade de gente que foi e não voltou.
Com as cruzadas, muitos camponeses puderam deixar os domínios senhoriais. O campo perdeu população, e as velhas cidades receberam uma boa parte desses camponeses que deixaram os domínios senhoriais.
Engolindo a derrota sofrida, os cristãos tinham todos os motivos para odiar os árabes. Mas esta raiva sentida vinha junto com a admiração e a inveja sentida diante de um inimigo sofisticado, que possuía muitos conhecimentos que para os europeus eram desconhecidos.
As Cruzadas não alcançaram sua meta principal, que era garantir o domínio cristão de Jerusalém. Em compensação, o encontro entre as duas culturas fecundou a Europa. A maravilhosa porta do Oriente foi aberta e os árabes transmitiram uma porção de novidades aos ocidentais.
Imagine a sensação que um cruzado causava quando voltava para sua terra. Além de histórias sobre suas aventuras militares, trazia presentes sensacionais comprados de mercadores árabes. Produtos lindos, que vinham de lugares em que nenhum outro europeu jamais tinha pisado. Tapetes persas, pimentas, açúcar, cravo e canela da índia, porcelana chinesa, seda do Japão, tecidos, perfumes exóticos, pérolas...
Não é difícil concluir que essas cruzadas despertaram o comércio ativo entre europeus e os árabes. O Mar Mediterrâneo voltou a ser atravessado por navios abarrotados de mercadorias. Os lugares que mais cresceram com isso foram às cidades italianas, especialmente Gênova e Veneza. A espada dava lugar ao lucro. Só não se sabe qual arrancou mais sangue.
As cruzadas ajudaram a expandir as atividades comerciais, pelo menos por três motivos: os cruzados não eram os únicos a irem as expedições cruzadistas, os viajantes mercadores iam juntos, e assim serviam como abastecedores dos peregrinos com seus produtos.
Os cruzados voltavam para suas terras de origem com um gosto pelos novos luxos e confortos descobertos durante a viagem. As cidades italianas, principalmente Veneza e Gênova, ficaram imensamente ricas com o comércio desses produtos na Europa.
O grande desenvolvimento do comércio que as cruzadas propiciaram foi um dos fatores das profundas transformações que levaram do Modo de Produção Feudal ao Modo de Produção Capitalista na Europa durante os séculos seguintes; em outras palavras, aquelas grandes expedições de caráter primordialmente ou alegadamente religioso prepararam o fim da Idade Média e o início da Idade Moderna.
Em muitos outros aspectos as cruzadas foram um desastre! Os cruzados não conseguiram expulsar definitivamente os muçulmanos E isso durou por séculos, chegando até os nossos dias.
Texto escrito pela Professora Patrícia Barboza da Silva licenciada pela Fundação Universidade Federal do Rio Grande – FURG.
Referencias Bibliográficas:
FERREIRA, José Roberto Martins, História. São Paulo: FTD; 1997.
MORAES, José Geraldo. Caminho das Civilizações. São Paulo: Atual. 1994.Autoria: Patrícia Barboza da Silva
Campos
Campos
Wagner de Cerqueria e Francisco
Aspectos do bioma campos
Campos é um bioma caracterizado pela presença de vegetação rasteira, herbáceas, gramíneas e pequenos arbustos esparsos com características diversas, conforme a região. No Brasil, esse bioma está presente em áreas descontínuas, sendo encontrado em duas porções do território: no norte da Amazônia (campos de terra firme) e na região Sul, em especial no Rio Grande do Sul (campos limpos).
Sua classificação ocorre da seguinte forma:
Campos limpos – Coberto por plantas herbáceas, predominando as gramíneas.
Campos sujos – Formada por uma área com bastante gramíneas, arbustos e subarbustos esparsos.
Campos de altitude – Compreende a serra da Mantiqueira. São regiões onde a altitude supera os 1.400 metros. Sua vegetação apresenta características em comum com a Tundra.
Campos da hileia – Também chamado de campos da várzea, o campos da hileia fica inundado nos períodos das cheias dos rios. É um tipo de formação rasteira encontrado na Amazônia, como a ilha de Marajó, por exemplo.
Campos meridionais – Composto por uma extensa área com gramíneas, é uma região muito utilizada para a agropecuária.
O bioma na região Sul também é conhecido como pampas gaúchos, apresentando clima subtropical, região plana de vegetação aberta de pequeno porte, com elevadas temperaturas no verão; no inverno, as temperaturas sofrem significavas reduções. As chuvas são bem distribuídas pela região e ocorrem com regularidade. A biodiversidade animal não é muito rica em espécies, os mais comuns são: marreco, arara-azul, capivara, veado, onça-pintada, ema, gato-palheiro, jaguatirica, tamanduá-bandeira, gato-maracajá, garça, lontra e cateto.
A vegetação campestre forma um tapete herbáceo com menos de 1 metro, com pouca variedade de espécies. Existem espécies endêmicas, sendo, portanto, exclusivas dos campos. Destacam-se a cabreúva, canafístula, açoita-cavalo, cedro, tarumã, erva-mate e jabuticabeira.
Esse bioma, por apresentar características propicias para a agropecuária (solos férteis, terrenos planos, bons índices pluviométricos, etc.), está sendo destruído pelo desenvolvimento de atividades humanas e o intenso uso de máquinas agrícolas pesadas. A pecuária extensiva e o plantio de soja, milho, trigo e arroz são os principais responsáveis pela redução da fertilidade do solo, desmatamentos, erosão e desertificação no bioma campos.
Sua classificação ocorre da seguinte forma:
Campos limpos – Coberto por plantas herbáceas, predominando as gramíneas.
Campos sujos – Formada por uma área com bastante gramíneas, arbustos e subarbustos esparsos.
Campos de altitude – Compreende a serra da Mantiqueira. São regiões onde a altitude supera os 1.400 metros. Sua vegetação apresenta características em comum com a Tundra.
Campos da hileia – Também chamado de campos da várzea, o campos da hileia fica inundado nos períodos das cheias dos rios. É um tipo de formação rasteira encontrado na Amazônia, como a ilha de Marajó, por exemplo.
Campos meridionais – Composto por uma extensa área com gramíneas, é uma região muito utilizada para a agropecuária.
O bioma na região Sul também é conhecido como pampas gaúchos, apresentando clima subtropical, região plana de vegetação aberta de pequeno porte, com elevadas temperaturas no verão; no inverno, as temperaturas sofrem significavas reduções. As chuvas são bem distribuídas pela região e ocorrem com regularidade. A biodiversidade animal não é muito rica em espécies, os mais comuns são: marreco, arara-azul, capivara, veado, onça-pintada, ema, gato-palheiro, jaguatirica, tamanduá-bandeira, gato-maracajá, garça, lontra e cateto.
A vegetação campestre forma um tapete herbáceo com menos de 1 metro, com pouca variedade de espécies. Existem espécies endêmicas, sendo, portanto, exclusivas dos campos. Destacam-se a cabreúva, canafístula, açoita-cavalo, cedro, tarumã, erva-mate e jabuticabeira.
Esse bioma, por apresentar características propicias para a agropecuária (solos férteis, terrenos planos, bons índices pluviométricos, etc.), está sendo destruído pelo desenvolvimento de atividades humanas e o intenso uso de máquinas agrícolas pesadas. A pecuária extensiva e o plantio de soja, milho, trigo e arroz são os principais responsáveis pela redução da fertilidade do solo, desmatamentos, erosão e desertificação no bioma campos.
Alemanha - da divisão à reunificação
Do ano zero às duas Alemanhas – 1945 – 1949
Os alemães precisaram de quatro anos para sair do pesadelo em que a derrota nazista os mergulhara. Vencidos, ocupados por potências estrangeiras, divididos, exauridos, condenados pela Historia e pelos sobreviventes do genocídio, seu destino dependia da vontade dos Aliados. As divergências que minaram a aliança antinazista e desembocaram na guerra fira contituiram excelente oportunidade para os alemães, tanto no Oeste quanto no Leste, reivindicassem o direito a um papel ativo no novo jogo internacional.
O ano zero
Nos dias 7 e 8 de maio de 1945, quando os chefes de Estado Maior aliados e alemães, assinaram o documento de capitulação, o regime nazista, já desmoronara. Adolfo Hitler, com a ocupação de Berlim pelos soviéticos suicidou-se em 30 de Abril.
As grandes cidades industriais estavam destruídas, os portos impraticáveis e as grandes fabricas, fora de operação. A população estava aterrorizada, milhões de homens longe de casa, mulheres e crianças fugiam do avanço soviético. As perdas humanas chegaram a 8% da população. Os lideres nazistas desapareciam na enorme massa de prisioneiros de guerra ou tentavam fugir, através da Espanha e Portugal, para a América do Sul. Por esse motivo 1945 é o ano Zero, quando começaram a reconstruir dos escombros a vida nacional.
Quatro zonas de ocupação
A capitulação incondicional de 1945 implicou o desarmamento e a dissolução de todas as Forças Armadas, a SS e a policia. Nas conferencias de Teerã 1943, e de Ialta 1945, ficou estabelecido por EUA, URSS, Reino Unido, a divisão alemã, para enfraquece-la territorialmente, ocupa-la, impor-lhe indenizações de guerra e impedi-la de voltar a ser uma potência econômica.
Na conferencia de Potsdam, julho e agosto de 1945, Truman, Churchill e Stalin decidiram tirar da Alemanha os territórios a leste dos rios Oder e Neisse, anexados por URSS e Polônia. A superfície alemã, ficou ¼ do que era em 1937.
As três grandes potências determinaram que a autoridade suprema seria exercida em três, depois quatro zonas de ocupação – A França seria admitida na partilha graças aos esforços do general De Gaulle-. Berlim também seria divida em quatro setores de ocupação.
Modos divergentes de ocupação
Os aliados em sua zona de ocupação se lançaram a tarefa de restabelecer a democracia.
Em sua área, os soviéticos criaram o Bloco de Partidos Antifascistas. Este foi colocados sob a direção dos comunistas alemães , que estavam refugiados na URSS e retornaram a Alemanha com o exercito vermelho.
A criação da Bizone
No decorre de 1946, as autoridades políticas alemãs nomeadas pelos Aliados ocidentais deram lugar a governantes eleitos. Na realidade, os EUA esforçavam-se por fazer com que os alemães aceitassem a divisão do país. As zonas americanas e britânicas fundiram-se numa nova entidade, a Bizone. Esse território voltou a ter administração alemã, liderados por Konrad Adeanuer. Começavam os preparativos para a convocação de uma Assembléia Constituinte.
Para impedir a adoção dessas medidas que resultariam no surgimento de um Estado alemão separado, a partir de 23 e 24 de junho de 1948 os soviéticos organizaram um bloqueio da antiga capital. Os acessos rodoviários e ferroviários foram fechados ate maio de 1949. Para suprir a cidade de alimentos e outros artigos básicos, os americanos e britânicos montaram uma ponte aérea de quase duzentos mil vôos.
Começa a nascer a Alemanha Ocidental – RFA
A questão das indenizações de guerra também constituía um ponto de discórdia entre ocidentais e soviéticos. Os soviéticos alem de praticarem a política de terra arrasada em seu setor, exigiam ser indenizados com os equipamentos das industrias situadas nas regiões mais ricas da Alemanha.
Americanos e britânicos perceberam que este desmantelamento transformariam as zonas de ocupação em desertos industriais e os obrigariam a gastar enormes quantias para sustentar o país. Dessa forma se declaram prontos devolver responsabilidades econômicas aos alemães, para que estes assumissem seu próprio destino. Apesar de algumas reservas e apreensão foi permitida o estabelecimento de uma economia social de mercado alemã, e a criação de uma zona econômica com uma nova moeda, o marco alemão –Deutschmark. Essa reforma monetária de 1948 pode ser considerada a etapa mais importante para a criação de um e depois de dois Estados alemães. De fato, com ela o Ocidente confirmou a divisão da nação alemã. Nesse contexto de guerra fria, só restou aos soviéticos responder com medidas que tiveram por conseqüência a criação do segundo Estado alemão.
Surge a Alemanha Oriental - RDA
Desde cedo os soviéticos encorajaram a formação de um bloco antifascista na Alemanha Oriental. Três anos mais tarde o bloco transformou-se na Frente Nacional que constitui-se na espinha dorsal do novo Estado, criado a 7 de outubro de 1949. Constituía-se também de organiçoes de massa, sobretudo a federação sindical, o movimento feminino e o juvenil. A frente desenvolveu um programa antifascista e democrático, comandado por Walter Ulbricht, que voltou a Alemanha (zona soviética) em 1945. Tal estratégia subordinava inteiramente aos desejos e necessidades do ocupante soviético. Porem, para responder ao Plano Marshall e a garantia de um poder sem contestação sobre as nova nações socialistas , já que o dirigente iugoslavo Tito traçava uma política interna e externa independente de Moscou, o partido comunista adotou a ideologia marxista-lenista endurecendo seu controle sobre as nações sob seu domínio.
Duas Alemanha em busca de reconhecimento 1949-1972
Uma vez constituídas, as duas Alemanhas se engajaram por completo na área de influencia de seus respectivos protetores. A guerra fria eliminou rapidamente qualquer esperança de reunificação alemã. Em 1961, a construção de um muro que isolava Berlim Oriental pareceu selar a divisão definitiva da Alemanha em dois Estados distintos. A RDA E A RFA tentaram ser reconhecidas pela comunidade internacional, também profundamente dividida.
RFA-RDA: historia de uma separação – 1949-1955
Tanto no leste quanto no oeste, nenhum político alemão admitiu que a divisão de seu povo fosse permanente. A Alemanha Ocidental afirmava representar todo o povo alemão e decidiu atribuir-se o privilegio de representar a continuidade de Estado alemão. Na disputa áspera e sem concessões que opôs a RFA e a RDA, foi a Alemanha Ocidental a que obteve mais depressa os resultados visíveis.
A opção ocidental e européia de Adenauer
Entre 1951 e 1955, o chanceler Adenauer ocupando também a função de ministro do Exterior objetivou sua política externa em fazer da novíssima RFA uma potência de âmbito internacional. Assim, adotou uma política de alinhamento com as condições impostas pelos aliados e não uma política de oposição buscando o alinhamento com a política dos Estados Unidos ou o estabelecimento de um eixo franco-alemao, em torno do qual se inscreveria a unidade européia em 1958-1963.
A RFA aprovava as grandes decisões ocidentais, mas para ela era ponto de honra que essas decisões levassem em conta um ponto de vista simultaneamente alemão e europeu. Isso constituía uma oportunidade de afirmar sua soberania e ser considerada uma entidade política igual a seus parceiros. Dessa forma foi aceita em 1954 na OTAN.
O Leste limita-se a reagir
No Leste, a situação se apresentava de maneira totalmente diversa. Os dirigentes comunistas alemães não tentaram obter autonomia em relação aos soviéticos. Alem disso, todas as medidas que provocaram a mudança do estatuto jurídico da zona de ocupação soviética foram apenas respostas a decisões ocidentais: a RDA foi fundada alguns meses depois da RFA, a Alemanha Oriental se integrou na aliança militar do Pacto de Varsóvia após a adesão da Alemanha Ocidental a OTAN. Essas decisões sempre se fizeram acompanhar de declarações que denunciavam a política revanchista dos alemaes-ocidentais.
Às medidas políticas se juntavam aquelas destinadas a dar credibilidade à idéia de que a Alemanha Oriental, pacifica por natureza, era forçada a se transformar numa fortaleza para proteger-se do expansionismo das forças capitalista que a assediavam. Assim em 1952, uma zona proibida de cinco quilômetros de largura ao longo de toda a fronteira do oeste foi criada.
A Alemanha Ocidental alcança a soberania
Diante de uma garantia , a da integração da RFA na Comunidade Européia de Defesa (CED) que deveria agrupar também a França, Itália, Holanda, Bélgica e Luxemburgo, a Alemanha Ocidental consegue sua soberania. Os únicos limites impostos eram a permanência de tropas estrangeiras no país, a continuação da divisão de Berlim em quatro zonas e a impossibilidade de concluir tratado de paz. Essa medida, considerada unilateral pelas autoridades soviéticas, fez com que a Alemanha Oriental imediatamente fechasse as fronteiras entre as duas zonas.
Contrariando os objetivos soviéticos, que queriam uma Alemanha desmilitarizada e neutralizada no centro da Europa, Adenauer consegue o rearmamento da Alemanha Ocidental integrando seu exercito na OTAN, em outubro de 1954. Acabava também o regime de ocupação, e os altos comissários foram substituídos por embaixadores. Os ocupantes de antes se transformaram em aliados que defenderiam a Alemanha Ocidental do perigo comunista.
Conseguido a soberania a RFA inicia um crescimento econômico ininterrupto, o Milagre Alemão. Esse se deu devido ao modelo econômico, onde existia total liberdade aos agentes econômicos na condução de seus negócios, a ajuda financeira do plano Marshall e a moderna legislação trabalhista sindical introduzida no país. Isso permitiu uma taxa de crescimento superior a 10% durante 10 anos.
A soberania Ampliada da RDA
Os soviéticos, por sua vez, concederam `soberania ampliada` aos alemães orientais, em marco de 1954. Um ano depois, em maio de 1955, a RDA se tornou membro pleno do Pacto de Varsóvia.
No entanto, para não ser considerada apenas uma das duas Alemanhas, a RFA pos então em pratica a chamada doutrina Hasllstein: todo reconhecimento diplomático da RDA por um Estado soberano implicaria a ruptura de relações diplomáticas com a RFA. A Alemanha Ocidental reinvidiacava o direito de representar unilateralmente a Alemanha. A doutrina seria aplica duas vezes: em 1957 contra a Iugoslávia e em 1963 contra Cuba.
Economicamente , o objetivo era levar a zona oriental a adotar os princípios de coletivizado que vigoravam na União Soviética: a intervenção do estado na economia mediante a planificação e a transformação do conceito propriedade e uma política de coletivizaçao dos diferentes ramos econômicos.
Ideologicamente, houve a imposição de uma identidade comum a população, que ao sair da guerra ainda não havia aderido aos ideais comunistas. Baseado no marxismo-leninismo, essa ideologia era veiculadas em todas as atividades sociais –escolas, universidades, clubes esportivos e associações culturais.
Dada a natureza do regime, em que a ideologia desempenhava um papel fundamental, resistências fizeram-se sentir nos meios políticos, científicos e culturais. Assumiram a forma de fuga constante de operários e outros profissionais – técnicos, administradores, médicos, professores – para a Alemanha Ocidental. O fechamento das fronteiras em 1961-62 com a construção do muro de Berlim, salvou o regime de um desmoronamento quase inevitável. Sem qualquer esperança de uma reunificação rápida, os alemães orientais aderiram a idéia de se tornaremos trabalhadores mais eficientes do mundo socialista, objetivo que alcançaram com relativa rapidez.
A caminho do reconhecimento mutuo
Ao longo de toda a sua historia, a Alemanha freqüentemente se voltou mais para o lestes do que para o oeste. Dessa forma a RFA rapidamente desenvolveu uma política independente para o leste conhecida como Ostpolitik. Ela resultou no estabelecimento de relações comerciais com diversos países do leste: Polônia, Romênia, Hungria em 1963 e Bulgária em 1964. Pouco a pouco, a doutrina Hallstein foi sendo abandonada, e a Alemanha Ocidental estabeleceu relações diplomáticas oficiais com a Romênia em 1965, Iugoslávia em 1966 e Tchecoslováquia em 1967. Por fim, em 1973 rejeitaram definitivamente o passado hitlerista, reconhecendo de modo oficial a nulidade dos acordos de Munique de 1938, que haviam levado a destruição do Estado tchecoslovaco.
Em 1970, uma troca de visitas de chefes de governo de RFA e da RDA simbolizou a aproximação entre os dois países. Em dezembro de 1972, com a assinatura de um tratado entre as duas Alemanhas, chegou-se ao fim de 23 anos de hostilidades. Os dois países garantiam imutabilidade de suas fronteiras e reconheciam a independência de ambos os Estados. Cada uma se comprometia a instalar no vizinho uma representação permanente. Assim os dois Estados alemães foram conjuntamente admitidos na ONU em 1973.
A partir de meados da década de 80, grandes empréstimos oriundos de bancos alemães ocidentais e numerosos acordos comerciais fizeram da Alemanha Oriental um membro associado – embora oculto – da comunidade econômica européia. Entretanto, o apoio econômico alemao-ocidental não foi acompanhado de um controle orçamentário, que deveria ter limitado os gastos dos setores improdutivos da Alemanha Oriental. Tal qual em todos os países do bloco socialista o aparelho produtivo não foi modernizado, e a passagem para a Era da automação industrial se fez de forma bastante inadequada. Era uma situação ainda mais embaraçosa porque, anos após ano, a Alemanha Oriental afirmava-se ser o país mais avançado do Leste europeu no que referia a industrialização e ao domínio da tecnologia moderna.
O ano 1 da nova Alemanha
Em 1989, alguns meses de manifestações populares conseguiram o que quarenta anos de intermináveis negociações internacionais não tinha alcançado: a reunificação da Alemanha.
Enquanto na União Soviética e nos outro países comunista a abertura política e as reformas da perestroika avançavam, na Alemanha Oriental o governo criticava violentamente essa abertura. Mais uma vez, foi abandonando o país que os alemães – orientais mostraram seu repudio ao socialismo.
O desmoronamento de um regime
No fim de 1988, os ventos de liberdade e democracia já haviam abalado os regimes comunistas da Polônia e da Tchecoslovaquia. Em eleições livres e limpas os partidos comunistas foram varridos desses países. Essa abertura política foi muito mal recebida pelos dirigentes da RDA que não estavam dispostos a aceita-la na Alemanha Oriental. Mas a grande maioria da população não pensava assim e fugiram do país quando em agosto de 1989, a Hungria abriu suas fronteiras com a Áustria. Uma onda de emigração apanhou o governo de surpresa: enormes filas de carros atravessaram a Tchecoslovaquia, a Hungria e depois a Áustria, para chegara a Alemanha Ocidental.
A revolução pacifica
A partir de setembro, quando o grosso dessa evasão já acabara, os habitantes da Alemanha Oriental se mobilizam em grandes manifestações, exigindo que a RDA seguisse o exemplo dos outro países da Europa oriental e concedesse liberdade e democracia com o lema `O povo somos nós. As tentativas de conter as manifestações por meio de repressões violentas e intimidações fracassaram e Honecker, no poder desde 1971 é destituido.
Cai o muro de Berlim
A 9 de novembro de 1989, convencidos de que não havia outra saída o Partido Comunista ordenou que se abrisse a fronteira berlinense e se derrubassem o muro. Na euforia do momento, em tres dias cerca de 3 milhões de alemães orientais foram a Berlim Ocidental. Como presente de boas vindas, o governo da Alemanha Ocidental ofereceu a cada visitante dezenas de marcos. Dali a menos de um ano, viria a reunificação.
O Partido Comunista ainda tentou dominar a situação organizando eleições livres. Elas foram marcadas para a segunda metade de março e teriam a participação dos dois grandes partidos da Alemanha Ocidental.
Porém para evitar que a RDA reformada sobrevivesse e que uma confederação de dois Estados alemães se concretizassem, Helmut Kohl, chanceler da RFA, acelerou o processo de reunificação. Se declarou a favor da rápida abertura de negociações entre as duas Alemanhas, da unificação monetária, qualificando como dramática a situação econômica da Alemanha Oriental propondo que o Deustschmark se tornasse a moeda comum de reunificação. Mas, se recusou a conceder ajuda econômica se nas eleições de março, a RDA voltasse a ser governada por comunistas. Porem, estas deram vitoria arrasadora aos democratas cristãos em todas as regiões da RDA.
Novamente um só país
Com a união monetária e econômica entre as duas Alemanhas e a entrada da antiga RDA na OTAN – por meio da incorporação do país `a Alemanha Ocidental a União Soviética cedeu aos apelos da Alemanha Ocidental aceitando retirar suas tropas da antiga Alemanha Oriental, após 45 anos de ocupação. Ficou acertado que as forcas militares soviéticas se retirariam dali ate 1994. Os custos dessa retirada seriam bancados pela Alemanha Ocidental.
Em setembro de 1990, em Moscou, a Alemanha Ocidental assinou com os Estados Unidos, a União Soviética, o Reino Unido e a França um tratado que punha fim à tutela dessa potências sobre a Alemanha, a qual voltava a ser plenamente soberana.
A reunificação entrou em vigor a 3 de outubro de 1990, com a transformação da antiga RDA em cinco Lânder da Alemanha Ocidental.
Emancipada, a Alemanha, antes uma gigante econômica e anão político, passou a se afirmar não apenas como a terceira potência econômica mundial, mas também como a mais rica e populosa nação da nova União Européia, formada a partir do Tratado de Maastricht, que entrou em vigor em novembro de 1993.
Autoria: Odair Rodrigues
Os alemães precisaram de quatro anos para sair do pesadelo em que a derrota nazista os mergulhara. Vencidos, ocupados por potências estrangeiras, divididos, exauridos, condenados pela Historia e pelos sobreviventes do genocídio, seu destino dependia da vontade dos Aliados. As divergências que minaram a aliança antinazista e desembocaram na guerra fira contituiram excelente oportunidade para os alemães, tanto no Oeste quanto no Leste, reivindicassem o direito a um papel ativo no novo jogo internacional.
O ano zero
Nos dias 7 e 8 de maio de 1945, quando os chefes de Estado Maior aliados e alemães, assinaram o documento de capitulação, o regime nazista, já desmoronara. Adolfo Hitler, com a ocupação de Berlim pelos soviéticos suicidou-se em 30 de Abril.
As grandes cidades industriais estavam destruídas, os portos impraticáveis e as grandes fabricas, fora de operação. A população estava aterrorizada, milhões de homens longe de casa, mulheres e crianças fugiam do avanço soviético. As perdas humanas chegaram a 8% da população. Os lideres nazistas desapareciam na enorme massa de prisioneiros de guerra ou tentavam fugir, através da Espanha e Portugal, para a América do Sul. Por esse motivo 1945 é o ano Zero, quando começaram a reconstruir dos escombros a vida nacional.
Quatro zonas de ocupação
A capitulação incondicional de 1945 implicou o desarmamento e a dissolução de todas as Forças Armadas, a SS e a policia. Nas conferencias de Teerã 1943, e de Ialta 1945, ficou estabelecido por EUA, URSS, Reino Unido, a divisão alemã, para enfraquece-la territorialmente, ocupa-la, impor-lhe indenizações de guerra e impedi-la de voltar a ser uma potência econômica.
Na conferencia de Potsdam, julho e agosto de 1945, Truman, Churchill e Stalin decidiram tirar da Alemanha os territórios a leste dos rios Oder e Neisse, anexados por URSS e Polônia. A superfície alemã, ficou ¼ do que era em 1937.
As três grandes potências determinaram que a autoridade suprema seria exercida em três, depois quatro zonas de ocupação – A França seria admitida na partilha graças aos esforços do general De Gaulle-. Berlim também seria divida em quatro setores de ocupação.
Modos divergentes de ocupação
Os aliados em sua zona de ocupação se lançaram a tarefa de restabelecer a democracia.
Em sua área, os soviéticos criaram o Bloco de Partidos Antifascistas. Este foi colocados sob a direção dos comunistas alemães , que estavam refugiados na URSS e retornaram a Alemanha com o exercito vermelho.
A criação da Bizone
No decorre de 1946, as autoridades políticas alemãs nomeadas pelos Aliados ocidentais deram lugar a governantes eleitos. Na realidade, os EUA esforçavam-se por fazer com que os alemães aceitassem a divisão do país. As zonas americanas e britânicas fundiram-se numa nova entidade, a Bizone. Esse território voltou a ter administração alemã, liderados por Konrad Adeanuer. Começavam os preparativos para a convocação de uma Assembléia Constituinte.
Para impedir a adoção dessas medidas que resultariam no surgimento de um Estado alemão separado, a partir de 23 e 24 de junho de 1948 os soviéticos organizaram um bloqueio da antiga capital. Os acessos rodoviários e ferroviários foram fechados ate maio de 1949. Para suprir a cidade de alimentos e outros artigos básicos, os americanos e britânicos montaram uma ponte aérea de quase duzentos mil vôos.
Começa a nascer a Alemanha Ocidental – RFA
A questão das indenizações de guerra também constituía um ponto de discórdia entre ocidentais e soviéticos. Os soviéticos alem de praticarem a política de terra arrasada em seu setor, exigiam ser indenizados com os equipamentos das industrias situadas nas regiões mais ricas da Alemanha.
Americanos e britânicos perceberam que este desmantelamento transformariam as zonas de ocupação em desertos industriais e os obrigariam a gastar enormes quantias para sustentar o país. Dessa forma se declaram prontos devolver responsabilidades econômicas aos alemães, para que estes assumissem seu próprio destino. Apesar de algumas reservas e apreensão foi permitida o estabelecimento de uma economia social de mercado alemã, e a criação de uma zona econômica com uma nova moeda, o marco alemão –Deutschmark. Essa reforma monetária de 1948 pode ser considerada a etapa mais importante para a criação de um e depois de dois Estados alemães. De fato, com ela o Ocidente confirmou a divisão da nação alemã. Nesse contexto de guerra fria, só restou aos soviéticos responder com medidas que tiveram por conseqüência a criação do segundo Estado alemão.
Surge a Alemanha Oriental - RDA
Desde cedo os soviéticos encorajaram a formação de um bloco antifascista na Alemanha Oriental. Três anos mais tarde o bloco transformou-se na Frente Nacional que constitui-se na espinha dorsal do novo Estado, criado a 7 de outubro de 1949. Constituía-se também de organiçoes de massa, sobretudo a federação sindical, o movimento feminino e o juvenil. A frente desenvolveu um programa antifascista e democrático, comandado por Walter Ulbricht, que voltou a Alemanha (zona soviética) em 1945. Tal estratégia subordinava inteiramente aos desejos e necessidades do ocupante soviético. Porem, para responder ao Plano Marshall e a garantia de um poder sem contestação sobre as nova nações socialistas , já que o dirigente iugoslavo Tito traçava uma política interna e externa independente de Moscou, o partido comunista adotou a ideologia marxista-lenista endurecendo seu controle sobre as nações sob seu domínio.
Duas Alemanha em busca de reconhecimento 1949-1972
Uma vez constituídas, as duas Alemanhas se engajaram por completo na área de influencia de seus respectivos protetores. A guerra fria eliminou rapidamente qualquer esperança de reunificação alemã. Em 1961, a construção de um muro que isolava Berlim Oriental pareceu selar a divisão definitiva da Alemanha em dois Estados distintos. A RDA E A RFA tentaram ser reconhecidas pela comunidade internacional, também profundamente dividida.
RFA-RDA: historia de uma separação – 1949-1955
Tanto no leste quanto no oeste, nenhum político alemão admitiu que a divisão de seu povo fosse permanente. A Alemanha Ocidental afirmava representar todo o povo alemão e decidiu atribuir-se o privilegio de representar a continuidade de Estado alemão. Na disputa áspera e sem concessões que opôs a RFA e a RDA, foi a Alemanha Ocidental a que obteve mais depressa os resultados visíveis.
A opção ocidental e européia de Adenauer
Entre 1951 e 1955, o chanceler Adenauer ocupando também a função de ministro do Exterior objetivou sua política externa em fazer da novíssima RFA uma potência de âmbito internacional. Assim, adotou uma política de alinhamento com as condições impostas pelos aliados e não uma política de oposição buscando o alinhamento com a política dos Estados Unidos ou o estabelecimento de um eixo franco-alemao, em torno do qual se inscreveria a unidade européia em 1958-1963.
A RFA aprovava as grandes decisões ocidentais, mas para ela era ponto de honra que essas decisões levassem em conta um ponto de vista simultaneamente alemão e europeu. Isso constituía uma oportunidade de afirmar sua soberania e ser considerada uma entidade política igual a seus parceiros. Dessa forma foi aceita em 1954 na OTAN.
O Leste limita-se a reagir
No Leste, a situação se apresentava de maneira totalmente diversa. Os dirigentes comunistas alemães não tentaram obter autonomia em relação aos soviéticos. Alem disso, todas as medidas que provocaram a mudança do estatuto jurídico da zona de ocupação soviética foram apenas respostas a decisões ocidentais: a RDA foi fundada alguns meses depois da RFA, a Alemanha Oriental se integrou na aliança militar do Pacto de Varsóvia após a adesão da Alemanha Ocidental a OTAN. Essas decisões sempre se fizeram acompanhar de declarações que denunciavam a política revanchista dos alemaes-ocidentais.
Às medidas políticas se juntavam aquelas destinadas a dar credibilidade à idéia de que a Alemanha Oriental, pacifica por natureza, era forçada a se transformar numa fortaleza para proteger-se do expansionismo das forças capitalista que a assediavam. Assim em 1952, uma zona proibida de cinco quilômetros de largura ao longo de toda a fronteira do oeste foi criada.
A Alemanha Ocidental alcança a soberania
Diante de uma garantia , a da integração da RFA na Comunidade Européia de Defesa (CED) que deveria agrupar também a França, Itália, Holanda, Bélgica e Luxemburgo, a Alemanha Ocidental consegue sua soberania. Os únicos limites impostos eram a permanência de tropas estrangeiras no país, a continuação da divisão de Berlim em quatro zonas e a impossibilidade de concluir tratado de paz. Essa medida, considerada unilateral pelas autoridades soviéticas, fez com que a Alemanha Oriental imediatamente fechasse as fronteiras entre as duas zonas.
Contrariando os objetivos soviéticos, que queriam uma Alemanha desmilitarizada e neutralizada no centro da Europa, Adenauer consegue o rearmamento da Alemanha Ocidental integrando seu exercito na OTAN, em outubro de 1954. Acabava também o regime de ocupação, e os altos comissários foram substituídos por embaixadores. Os ocupantes de antes se transformaram em aliados que defenderiam a Alemanha Ocidental do perigo comunista.
Conseguido a soberania a RFA inicia um crescimento econômico ininterrupto, o Milagre Alemão. Esse se deu devido ao modelo econômico, onde existia total liberdade aos agentes econômicos na condução de seus negócios, a ajuda financeira do plano Marshall e a moderna legislação trabalhista sindical introduzida no país. Isso permitiu uma taxa de crescimento superior a 10% durante 10 anos.
A soberania Ampliada da RDA
Os soviéticos, por sua vez, concederam `soberania ampliada` aos alemães orientais, em marco de 1954. Um ano depois, em maio de 1955, a RDA se tornou membro pleno do Pacto de Varsóvia.
No entanto, para não ser considerada apenas uma das duas Alemanhas, a RFA pos então em pratica a chamada doutrina Hasllstein: todo reconhecimento diplomático da RDA por um Estado soberano implicaria a ruptura de relações diplomáticas com a RFA. A Alemanha Ocidental reinvidiacava o direito de representar unilateralmente a Alemanha. A doutrina seria aplica duas vezes: em 1957 contra a Iugoslávia e em 1963 contra Cuba.
Economicamente , o objetivo era levar a zona oriental a adotar os princípios de coletivizado que vigoravam na União Soviética: a intervenção do estado na economia mediante a planificação e a transformação do conceito propriedade e uma política de coletivizaçao dos diferentes ramos econômicos.
Ideologicamente, houve a imposição de uma identidade comum a população, que ao sair da guerra ainda não havia aderido aos ideais comunistas. Baseado no marxismo-leninismo, essa ideologia era veiculadas em todas as atividades sociais –escolas, universidades, clubes esportivos e associações culturais.
Dada a natureza do regime, em que a ideologia desempenhava um papel fundamental, resistências fizeram-se sentir nos meios políticos, científicos e culturais. Assumiram a forma de fuga constante de operários e outros profissionais – técnicos, administradores, médicos, professores – para a Alemanha Ocidental. O fechamento das fronteiras em 1961-62 com a construção do muro de Berlim, salvou o regime de um desmoronamento quase inevitável. Sem qualquer esperança de uma reunificação rápida, os alemães orientais aderiram a idéia de se tornaremos trabalhadores mais eficientes do mundo socialista, objetivo que alcançaram com relativa rapidez.
A caminho do reconhecimento mutuo
Ao longo de toda a sua historia, a Alemanha freqüentemente se voltou mais para o lestes do que para o oeste. Dessa forma a RFA rapidamente desenvolveu uma política independente para o leste conhecida como Ostpolitik. Ela resultou no estabelecimento de relações comerciais com diversos países do leste: Polônia, Romênia, Hungria em 1963 e Bulgária em 1964. Pouco a pouco, a doutrina Hallstein foi sendo abandonada, e a Alemanha Ocidental estabeleceu relações diplomáticas oficiais com a Romênia em 1965, Iugoslávia em 1966 e Tchecoslováquia em 1967. Por fim, em 1973 rejeitaram definitivamente o passado hitlerista, reconhecendo de modo oficial a nulidade dos acordos de Munique de 1938, que haviam levado a destruição do Estado tchecoslovaco.
Em 1970, uma troca de visitas de chefes de governo de RFA e da RDA simbolizou a aproximação entre os dois países. Em dezembro de 1972, com a assinatura de um tratado entre as duas Alemanhas, chegou-se ao fim de 23 anos de hostilidades. Os dois países garantiam imutabilidade de suas fronteiras e reconheciam a independência de ambos os Estados. Cada uma se comprometia a instalar no vizinho uma representação permanente. Assim os dois Estados alemães foram conjuntamente admitidos na ONU em 1973.
A partir de meados da década de 80, grandes empréstimos oriundos de bancos alemães ocidentais e numerosos acordos comerciais fizeram da Alemanha Oriental um membro associado – embora oculto – da comunidade econômica européia. Entretanto, o apoio econômico alemao-ocidental não foi acompanhado de um controle orçamentário, que deveria ter limitado os gastos dos setores improdutivos da Alemanha Oriental. Tal qual em todos os países do bloco socialista o aparelho produtivo não foi modernizado, e a passagem para a Era da automação industrial se fez de forma bastante inadequada. Era uma situação ainda mais embaraçosa porque, anos após ano, a Alemanha Oriental afirmava-se ser o país mais avançado do Leste europeu no que referia a industrialização e ao domínio da tecnologia moderna.
O ano 1 da nova Alemanha
Em 1989, alguns meses de manifestações populares conseguiram o que quarenta anos de intermináveis negociações internacionais não tinha alcançado: a reunificação da Alemanha.
Enquanto na União Soviética e nos outro países comunista a abertura política e as reformas da perestroika avançavam, na Alemanha Oriental o governo criticava violentamente essa abertura. Mais uma vez, foi abandonando o país que os alemães – orientais mostraram seu repudio ao socialismo.
O desmoronamento de um regime
No fim de 1988, os ventos de liberdade e democracia já haviam abalado os regimes comunistas da Polônia e da Tchecoslovaquia. Em eleições livres e limpas os partidos comunistas foram varridos desses países. Essa abertura política foi muito mal recebida pelos dirigentes da RDA que não estavam dispostos a aceita-la na Alemanha Oriental. Mas a grande maioria da população não pensava assim e fugiram do país quando em agosto de 1989, a Hungria abriu suas fronteiras com a Áustria. Uma onda de emigração apanhou o governo de surpresa: enormes filas de carros atravessaram a Tchecoslovaquia, a Hungria e depois a Áustria, para chegara a Alemanha Ocidental.
A revolução pacifica
A partir de setembro, quando o grosso dessa evasão já acabara, os habitantes da Alemanha Oriental se mobilizam em grandes manifestações, exigindo que a RDA seguisse o exemplo dos outro países da Europa oriental e concedesse liberdade e democracia com o lema `O povo somos nós. As tentativas de conter as manifestações por meio de repressões violentas e intimidações fracassaram e Honecker, no poder desde 1971 é destituido.
Cai o muro de Berlim
A 9 de novembro de 1989, convencidos de que não havia outra saída o Partido Comunista ordenou que se abrisse a fronteira berlinense e se derrubassem o muro. Na euforia do momento, em tres dias cerca de 3 milhões de alemães orientais foram a Berlim Ocidental. Como presente de boas vindas, o governo da Alemanha Ocidental ofereceu a cada visitante dezenas de marcos. Dali a menos de um ano, viria a reunificação.
O Partido Comunista ainda tentou dominar a situação organizando eleições livres. Elas foram marcadas para a segunda metade de março e teriam a participação dos dois grandes partidos da Alemanha Ocidental.
Porém para evitar que a RDA reformada sobrevivesse e que uma confederação de dois Estados alemães se concretizassem, Helmut Kohl, chanceler da RFA, acelerou o processo de reunificação. Se declarou a favor da rápida abertura de negociações entre as duas Alemanhas, da unificação monetária, qualificando como dramática a situação econômica da Alemanha Oriental propondo que o Deustschmark se tornasse a moeda comum de reunificação. Mas, se recusou a conceder ajuda econômica se nas eleições de março, a RDA voltasse a ser governada por comunistas. Porem, estas deram vitoria arrasadora aos democratas cristãos em todas as regiões da RDA.
Novamente um só país
Com a união monetária e econômica entre as duas Alemanhas e a entrada da antiga RDA na OTAN – por meio da incorporação do país `a Alemanha Ocidental a União Soviética cedeu aos apelos da Alemanha Ocidental aceitando retirar suas tropas da antiga Alemanha Oriental, após 45 anos de ocupação. Ficou acertado que as forcas militares soviéticas se retirariam dali ate 1994. Os custos dessa retirada seriam bancados pela Alemanha Ocidental.
Em setembro de 1990, em Moscou, a Alemanha Ocidental assinou com os Estados Unidos, a União Soviética, o Reino Unido e a França um tratado que punha fim à tutela dessa potências sobre a Alemanha, a qual voltava a ser plenamente soberana.
A reunificação entrou em vigor a 3 de outubro de 1990, com a transformação da antiga RDA em cinco Lânder da Alemanha Ocidental.
Emancipada, a Alemanha, antes uma gigante econômica e anão político, passou a se afirmar não apenas como a terceira potência econômica mundial, mas também como a mais rica e populosa nação da nova União Européia, formada a partir do Tratado de Maastricht, que entrou em vigor em novembro de 1993.
Autoria: Odair Rodrigues
Descobrimento do Brasil
O início da história do descobrimento do Brasil se dá em 9 de março de 1500, quando uma grande esquadra portuguesa, composta de 13 embarcações, reunindo aproximadamente 1.200 homens (na sua maioria soldados), deixou o Tejo sob o comando de Pedro Álvares Cabral. O seu destino era o Oriente e suas finalidades eram fundação de feitorias e o estabelecimento das conquistas nas Índias, em outras palavras, a formação do Império Português no Oriente. Essa esquadra, que, segundo alguns estudiosos, tinha também o objetivo de reconhecer e tomar posse de terras no Atlântico Sul, que pertenciam a Portugal, acabou por “descobrir” o Brasil em abril do mesmo ano.
Documentos históricos do descobrimento
Vários documentos históricos tratam do Descobrimento do Brasil, destacando-se, entre eles:• A Carta de Pero Vaz de Caminha, dando notícia do descobrimento do Brasil e que foi levada para Portugal por Gaspar de Lemos. Desaparecida até o início do século XIX, foi reencontrada na Torre do Tombo (Lisboa) e publicada pela primeira vem em 1817, na Coreografia Brasílica do padre Aires do Casal.
• Relatório do Mestre João, um documento não-oficial escrito por um físico (médico na época) e cosmógrafo.
• Relatório do Piloto Anônimo, também não-oficial, que teria sido redigido por um dos pilotos da esquadra cabralina, nunca identificado.
• A Carta de D. Manuel I aos reis da Espanha, escrita em 1501, comunicando a chegada de Cabral "a uma terra que novamente descobriu".
As controvérsias sobre o descobrimento
Durante muito tempo acreditou-se que o Descobrimento do Brasil tivesse sido no dia 3 de maio de 1500. Porém, o reaparecimento da Carta de Caminha, que registra o dia 22 de abril como data oficial, acabou desfazendo a dúvida; Para muitos, a baía de Porto Seguro (sul da Bahia) teria sido o local onde aportou a esquadra de Cabral e onde o frei Henrique Soares de Coimbra teria rezado a primeira missa. A descrição geográfica de documentos não deixam dúvidas de que o verdadeiro porto seguro, citado por Caminha, seria a baía Cabrália, também no sul do litoral baiano.O Descobrimento do Brasil: casualidade ou intencionalidade?
De acordo com a tese da casualidade, Cabral procurando fugir das calmarias, afastou-se em demasia da costa africana e ao descrever uma rota em arco, muito aberta, teria atingido o Brasil. Outro argumento da casualidade é que uma tempestade teria desviado a esquadra cabralina: empurrada pelos ventos para uma corrente marítima aquela acabou por encontrar o litoral brasileiro.Aqueles que defendem a intencionalidade refutam esses argumentos baseados nos próprios documentos históricos. Em nenhum deles, em especial na carta de Caminha, se encontram referências a fenômenos meteorológicos ou geográficos, como tempestade, ventos ou corrente marítima, capaz de desviar o curso de navegação; ocorrências que, no mínimo, mereceriam registro do escrivão da frota. Da mesma forma, o afastamento da costa africana, para fugir das calmarias, estava previsto e fazia parte das instruções de Vasco da Gama, recomendando a "navegação em arco". Portanto, os navegadores portugueses - hábeis e com larga experiência em viagens ultramarinas - não poderiam ter cometido um erro grosseiro de navegação.
A Carta de Pero Vaz de Caminha, que pode ser considerada o "registro de nascimento" do Brasil, descreve todas as ocorrências envolvendo a esquadra, bem como o cotidiano da tripulação. como se a escala no Brasil estivesse prevista, não se alterando, em nenhum momento, os planos Iniciais da viagem.
Ainda como argumento da intencionalidade sobre o Descobrimento do Brasil, na carta que escreveu aos reis da Espanha, D. Manuel I demonstra um certo conhecimento sobre as terras que ele comunica terem sido "descobertas" no Atlântico. Por fim, a reação de D. João II, rei de Portugal na época dos tratados de partilha, ao contestar a demarcação da Bula Inter Coetera de 1493, aceitando, posteriormente, a demarcação de Tordesilhas de 1494, é uma prova cabal do conhecimento que os portugueses tinham de terras na parte ocidental do Atlântico.
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