sábado, 30 de novembro de 2019

A religião na Revolução Russa

Colégio Estadual Dinah Gonçalves
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A religião na Revolução Russa

Rainer Sousa


O culto à Lênin: uma contradição no pensamento dos revolucionários russos?
Dentre as mais consagradas noções feitas contra o pensamento marxista, os críticos e suas teorias o acusavam de negar papel à crença religiosa. Equacionado a prática da religião ao uso de um entorpecente, muitos seguidores do ideário marxista passariam a defender o fim das práticas religiosas no interior da sociedade. Assim, como na França revolucionária, a Rússia de 1917 também se preocupou em redefinir o lugar ocupado pela religião.

Antes da tomada de poder empreendia pelos bolcheviques, a Rússia era um dos principais conglomerados do cristianismo ortodoxo. Valendo-se de suas igrejas, relíquias e influência política, o cristianismo ortodoxo conseguiu constituir-se enquanto uma das maiores religiões entre os povos eslavos. De forma semelhante ao catolicismo ocidental, a líderes da Igreja russa tinham grande preocupação em realizar acordos de cooperação política junto às autoridades e elites da Rússia czarista.

Ao legitimar a ordem das coisas, a Igreja viria a ser considerada inimiga dos revolucionários. Sob o comando de Lênin, Igreja e Estado perderam seus antigos vínculos e a liberdade religiosa foi instituída. Além disso, outras leis incentivavam a ampliação de ações públicas que prmovessem a disseminação do pensamento ateísta. O pensamento materialista ganhou destaque com a criação de locais considerados como grandes “museus do ateísmo”.

Outras exigências governamentais, de ordem mais incisiva, também foram empreendidas nesse período. Nos primeiros anos do governo leninista, diversas igrejas foram depredadas e vários clérigos foram presos ou executados. Algumas imagens foram incendiadas ou vendidas, e datas religiosas começaram a ser simplesmente ignoradas. O governo parecia querer substituir o racionalismo pela crença por meio dos poderes a ele atribuídos. No entanto, a separação entre essas duas formas de pensamento não surtiu o esperado efeito.

Além disso, se o fanatismo religioso fosse um mal a ser expurgado, diversas das ações políticas do governo socialista russo poderiam ser consideradas, no mínimo, contraditórias. Depois da morte de Lênin, seu corpo foi embalsamado e colocado em um verdadeiro altar público, o Kremlin, onde vários bolcheviques organizavam procissões para tocar e observar o corpo daquele que instalou a ditadura proletária russa. Seria no interessante nos questionar como um ideário materialista e racionalista abriu portas para uma demonstração de fé como essas.

Nesse sentido, podemos ver na perseguição religiosa do socialismo russo a crença inabalável em uma concepção que transforma a própria razão socialista em um tipo de fé religiosa. Os quadros vindouros da evolução socialista de Marx ou a suntuosidade dos desfiles das tropas militares russas eram, de certa forma, projeções que sonhavam com a construção de um novo Éden.

Abiogênese x Biogênese


A abiogênese (ou geração es- pontânea) é uma teoria que foi refutada ainda na Antiguidade. Ela consiste na crença de que os seres vivos poderiam ser originados a partir da matéria bruta. Por exemplo: durante muito tempo, acreditou-se que as larvas de mosca presentes em cadáveres em decomposição eram, na verdade, vermes que se originavam a partir deste tipo de material.

Grandes pensadores, como Aris-tóteles, Santo Agostinho, René Descartes e Isaac Newton, apesar de reconhecerem o papel da reprodução, acreditavam piamente nesta teoria e a utilizavam para explicar a origem de alguns organismos vivos.

Para eles, havia um princípio que proporcionava a apenas determinados meios a capacidade de formação de novos seres: a da força vital. Partindo deste princípio, apenas quando se houvesse condições para esta força fluir é que tal fenômeno poderia ocorrer.

Entretanto, em meados do século XVII, Francesco Redi, por meio de experimentos, demonstrou que os “vermes” presentes na carne podre eram, na verdade, larvas de moscas que “surgiam” em razão da presença dos animais adultos desta espécie no substrato em questão. Tal descoberta refutou a teoria da abiogênese até o momento em que, com o advento da microscopia, passou-se a indagar a origem dos micróbios e acreditar que tais seres só podiam ser formados por geração espontânea.

Para verificar tais indagações, outros experimentos foram feitos. Needham, por exemplo, inseriu caldos nutritivos em tubos de ensaio, aqueceu e isolou-os com rolhas. Após alguns dias, verificou a presença dos seres microscópicos – uma possível comprovação de que ocorrera o mecanismo da abiogênese. Spallanzani, 25 anos depois, repetiu tal experimento, mas fervendo a solução, por tempo considerável; e teve como resultado o não aparecimento desses organismos.

Needham argumentou que o colega havia destruído a força vital da substância e, obviamente por tal motivo, não havia vida nas amostras.

Tal ideia perdurou até que Pasteur, aproximadamente 100 anos depois, preparou líquidos nutritivos em frascos cujos gargalos foram aquecidos e moldados tal como pescoços de cisne. Aqueceu as substâncias até que saíssem vapores pelas aberturas, deixou-as esfriar e percebeu que, após vários dias, estas permaneciam sem a presença de germes.

Concluiu que estes ficaram retidos na longa curvatura do gargalo com o auxílio das gotículas de ar – funcionando tal como um filtro – e comprovou esta ideia após quebrar o “pescoço de cisne” de algumas amostras e verificar que estas passaram a apresentar estes seres diminutos, algumas horas depois.

Assim, como o líquido se contaminou após a quebra dos gargalos (não destruiu a força vital) e, além disso, este tinha contato com o ar, Pasteur conseguiu provar que a abiogênese também não se aplicava a este caso.
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Ácidos Carboxílicos

Ácidos Carboxílicos

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Possui a presença do grupo funcional carboxila ligado à cadeia carbônica
Ácidos carboxílicos se caracterizam pela presença do grupo funcional carboxila (- COOH) ligado à cadeia carbônica.



R = radical representando cadeia de hidrocarbonetos.

Os ácidos carboxílicos podem se classificar de acordo com o número de grupos funcionais.

Ácido monocarboxílico: presença de apenas um grupo – COOH;
Exemplo:



Ácido dicarboxílico: se caracteriza pela presença de dois grupos – COOH na estrutura;
Exemplo:


Ácido ftálico

E a presença de três – COOH nos leva ao Ácido tricarboxílico.
Exemplo:

Ácido cítrico

Os ácidos carboxílicos também se classificam de acordo com o tipo de cadeia:

Ácido alifático: possui cadeia aberta.
Exemplo:


Ácido pimélico

Ácido aromático: o radical R é substituído por um anel aromático, como no Ácido cítrico.

Aspectos físicos de Ácidos Carboxílicos

Ácidos monocarboxílicos alifáticos com até quatro carbonos são líquidos incolores e solúveis em água. Ácidos carboxílicos com mais de dez carbonos são classificados como ácidos graxos, eles são encontrados em óleos e gorduras, são sólidos insolúveis em água.

Pronomes

Os pronomes indefinidos São aqueles que se referem à terceira Pessoa do discurso de forma vaga, imprecisa e genérica.

Alguem deixou o cachorro fugir.

Pronomes Indefinidos
Variaveis Invariáveis
(Referem-se a Coisas)
Algums, algums, alguns, algums algo
Nenhum, nenhuma Tudo
Nenhuns, nenhumas
Tudo, toda, todos, todas Nada
Outro, outra, outros, outras
Muito, Muita, muitos, Muitas
(Referem-se a Pessoas)
Pouco, pouca, poucos, poucos Quem
Certo, certo, certos, certas Alguem
Várias, várias, vários, vários Ninguém
Quanto, quanta, quantos, quanto Outrem
Tanto, tanto, tantos, tantos
Qualque, quaisquer
(Referem-se a Coisas e Pessoas)
Qual, Quai Cada
Um, UMA, uns, umas Que

Os pronomes indefinidos tambem Podem aparecer sob a forma de locução pronominal:

Cada Qual, Quem quer que, qualque um, quem, tudo o mais

Emprego dos pronomes indefinidos

- O indefinido algums , adiado para o substantivo Assum sentido negativo.

Motivo algums me fará desistir de vocês. (Negativo)

- O indefinido cada Não Deve ser utilizado desacompanhada de substantivo ou numeral.

Ganhamos duas casas cada UM .

- O indefinido verdade , antes de substantivo é pronome indefinido, depois do substantivo é adjetivo.

Não compreendi algumas Pessoa. (Pronome indefinido)
Escolha a Pessoa certa para casar. (Adjetivo)

- O indefinido todos e todas (singular), Quand desacompanhado de artigo, significam qualque .

Todo Homem é desonesto. (Qualque Homem)

Quand acompanhados de artigo Dão ideia de totalidade.

Ela comeu toda a pizza.

Qualque (plural = quaisquer): vieram Pessoas de quaisquer origens.


Pronomes interrogativos

É UM tipo de pronome indefinido com que se introduzem frases interrogativas (direta ou indiretas).

Variaveis Invariáveis
Qual, quanto Quem que

Quantos Irão viajar nas férias? (Direta)
Quero saber quantos Irão viajar nas férias. (Indireta)

Idade Média

Colégio Estadual Dinah Gonçalves
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Ilustração representando os médicos da Idade Média.
A Idade Média compreende o período entre a queda do Império Romano do Ocidente, em 476, e a tomada de Constantinopla, pelos turcos, em 1453. É dividida em duas etapas: Alta Idade Média (século V ao X) e Baixa Idade Média (século X ou XV). Nesse período houve a predominância da Igreja Católica, que coordenava, regia e punia a população.

No início da Idade Média, o trabalho escravo foi desaparecendo, dando lugar ao feudalismo. O senhor feudal (suserano) cedia uma parte de suas terras ao trabalhador (vassalo) que nelas trabalhava. Dela este retirava os alimentos para seu sustento e, em troca, pagava uma taxa ao senhor.

No campo político, a Idade Média foi um período monárquico, com interferências da Igreja. Os reis nomeavam papas, bispos e padres, enquanto a Igreja coordenava as expedições de catecismo e retomada da Terra Santa, conhecidas como Cruzadas. O mundo islâmico também teve forte presença nesse período. Católicos e muçulmanos travaram um violento confronto, a fim de conquistar Jerusalém, a Terra Santa. Com a formação do Império Sacro-Romano Germânico, bárbaros e romanos se uniram contra o Oriente, proporcionando terríveis batalhas, em nome de Deus.

No campo cultural, temos a propagação das ideias cristãs e seu controle. A Igreja, detentora do conhecimento, traduzia os livros de Aristóteles e Platão, mas permitia somente o acesso às escrituras que não a confrontassem. Possuía uma vasta biblioteca, que era de seu uso exclusivo, já que os medievos, na maioria, eram iletrados. Na arquitetura, destaca-se a construção de castelos, feitos de pedra, para reforçar a proteção dos reis, constantemente em guerra.

Em 1453, Constantinopla, última lembrança do Império do Oriente, foi tomada pelos turcos. Seus habitantes, temorizados, fugiram para a Península Itálica, onde mais tarde vieram a compor o período que conhecemos como Renascimento, início da Idade Moderna. A Idade Média, no passado, foi considerada como um período negro da História, no qual predominou a ignorância e o messianismo. Mas, ao longo do tempo, este conceito foi mudando. Muitas respostas para conflitos contemporâneos podem ser encontrados nesse período. Além de ser riquíssimo em mistérios e dogmas, tão explorados pela indústria cinematográfica.
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Autores do Romantismo


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O Romantismo foi o estilo literário que perdurou no Brasil desde 1836 até 1881 (ano da publicação de O Mulato e Memórias Póstumas de Brás Cubas). O primeiro poeta romântico brasileiro foi Gonçalves de Magalhães, que publicou Suspiros Poéticos e Saudades em 1836. Era marcado por grande subjetividade, idealização (da mulher e do amor) e sentimentalismo. Foi a primeira tentativa consciente de se produzir literatura verdadeiramente brasileira.

Gonçalves Dias

Orgulhoso de ter o sangue de índios, negros e brancos em seu corpo, Antônio Gonçalves Dias nasceu a 10 de agosto de 1823 no Maranhão e morreu a 3 de novembro de 1864. Gonçalves Dias foi um poeta romântico indianista e bacharel em Direito pela universidade de Coimbra. Sua poesia trouxe a admiração da crítica e do rei, que o nomeou para vários cargos públicos e lhe permitiu viver mais confortavelmente, tendo viajado pelo Norte do Brasil a serviço da corte. Também fez teatro. Recusado pela família de sua amada, casou-se com outra e, doente, viajou a Europa para se tratar. Quando o governo cortou o subsídio que lhe concedia em 1864, decidiu voltar ao Brasil. Na volta, morre no naufrágio do "Ville de Boulogne" por estar doente, já que foi abandonado de cama em estado deplorável enquanto todos os outros se salvaram. Alguns de seus poemas indianistas mais famosos são I-Juca Pirama e Os Timbiras.

"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá." Canção do Exílio

"Eu vi o brioso no largo terreiro,
Cantar prisioneiro
Seu canto de morte, que nunca esqueci:
Valente como era, chorou sem ter pejo;
Parece que o vejo,
Que o tenho nest'hora diante de mi." I-Juca Pirama

"Por onde quer que fordes de fugida
Vai o fero Itajuba perseguir-vos
Por água ou terra, ou campos, ou florestas;
Tremei!..." Os Timbiras

Álvares de Azevedo

Manuel Antônio Álvares de Azevedo nasceu em 1831, um gênio precoce que já falava francês, inglês e latim aos 10 anos de idade. Estudava Direito e participava de altas orgias em reuniões com outros grandes escritores românticos como seu amigo Bernardo de Guimarães. Além do maior poeta da tendência Mal do Século no Brasil, Álvares de Azevedo também escreveu contos e uma peça de teatro (Macário). Quando entrou na faculdade de Direito teve um pressentimento que não completaria o curso ao ver dois estudantes do quinto ano morrerem na sua frente. A morte foi uma constante em sua obra, já que o irmão morreu prematuramente e ele sentia fortes dores no peito. De fato, morreu meses após completar o quarto ano, com prematuros 20 anos de idade, de um tumor na fossa ilíaca descoberto após um acidente de equitação. Dois anos depois sua obra romântica, dividida entre Ariel (o bem) e Caliban (o mal), passou a ser publicada. Foi o maior poeta brasileiro da tendência do Mal do Século. Seguem passagens do livro de contos (Caliban) Noite na Taverna, uma amostra da poesia Se eu morresse amanhã (composta dias antes do acidente) e do livro de poesias Lira dos Vinte Anos.

"Mas essa dor da vida que devora
A ânsia de glória, o dolorido afã...
A dor no peito emudecera ao menos
Se eu morresse amanhã!"

" Quando falo contigo, no meu peito
esquece-me esta dor que me consome:
Talvez corre o prazer nas fibras d'alma:
E eu ouso ainda murmurar teu nome!" Lira dos Vinte Anos

"Pois bem, dir-vos-ei uma história. Mas quanto a essa, podeis tremer a gosto, podeis suar a frio da fronte grossas bagas de terror. Não é um conto, é uma lembrança do passado." Noite na Taverna

"A mulher recuava... Recuava. O moço tomou-a nos braços, pregou os lábios nos dela... Ela deu um grito, e caiu-lhe das mãos. Era horrível de ver-se. O moço tomou o punhal, fechou os olhos, apertou-os no peito, e caiu sobre ela. Dois gemidos sufocaram-se no estrondo do baque de um corpo..." Noite na Taverna

"Mais claro que o dia. Se chamas o amor a troca de duas temperaturas, o aperto de dois sexos, a convulsão de dois peitos que arquejam, o beijo de duas bocas que tremem, de duas vidas que se fundem tenho amado muito e sempre! Se chamas o amor o sentimento casto e poro que faz cismar o pensativo, que faz chorar o amante na relva onde passou a beleza, que adivinha o perfume dela na brisa, que pergunta às aves, à manhã, à noite, às harmonias da música, que melodia é mais doce que sua voz, e ao seu coração, que formosura há mais divina que a dela-eu nunca amei. Ainda não achei uma mulher assim. Entre um charuto e uma chávena de café lembro-me às vezes de alguma forma divina, morena, branca, loira, de cabelos castanhos ou negros. Tenho-as visto que fazem empalidecer-e meu peito parece sufocar meus lábios se gelam, minha mão se esfria..." Macário

"Esse amor foi uma desgraça. Foi uma sina terrível. Ó meu pai! ó minha segunda mãe! ó meus anjos! meu céu! minhas campinas! É tão triste morrer!" Macário

Junqueira Freire

O monge beneditino Luís José Junqueira Freire (1832-1855) permaneceu enclausurado até 1854, atormentado pela falta de vocação e com uma sexualidade latente e reprimida. Seus poemas mostram um jovem angustiado, incapaz de seguir a vida religiosa e que vê na morte a única fuga (Evasão na Morte, característica típica da poesia Mal do Século).

"Eis a descrença e a crença,
Eis o absinto e a flor,
Eis o amor e o ódio,
Eis o prazer e a dor!"

Joaquim de Sousândrade

Joaquim de Sousa Andrade (1833-1902) era um republicano e abolicionista convicto e militante, que morou em NY e mais tarde foi professor. Morto, sua obra foi esquecida e só na década de 1960 foi resgatada. Usou inovações como a criação de neologismos e metáforas, valorizadas só mais tarde. Segue aqui uma citação deste que é um dos menos conhecidos dos poetas românticos brasileiros, apesar de segundo apenas a Castro Alves na poesia social.

"Desde a noite funérea de tristeza
Heleura está doente. Ara, morrendo,
Nunca perdera as cores do semblante,
Um formoso defunto: "Vivo! Vivo!"
Gritava a filha p'ra que não o levassem:
"Vivo! Vivo!" Prenúncios maus, diziam."

Casimiro de Abreu

Comerciante, Casimiro José Marques de Abreu nasceu em 4 de Janeiro de 1839 no município de Barra de São João (que atualmente leva seu nome), levou vida boêmia e morreu tuberculoso em 18 de outubro de 1860, três anos após voltar de Portugal, onde estava a negócios. Sua poesia não foi muito inovadora, sendo considerado mais ingênuo dos românticos. Conhecido como "poeta da infância", fala muito da inocência perdida, como mostra a passagem abaixo. Um dos motivos de sua nostalgia era a intransigência do pai, que o obrigou a se tornar comerciante ao invés de lhe permitir ser poeta.

"Oh! Que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!"

Fagundes Varela

Luís Nicolau Fagundes Varela (1841-1875) foi um poeta romântico inspirado pelo byronismo. Boêmio, este estudante de direito que nunca conclui o curso perdeu seu filho ainda novo e da esposa o leva mais fundo à boêmia. Casando-se de novo, muda-se para Niterói e falece, alcoólatra e mentalmente desequilibrado. Considerado o menos ingênuo dos românticos, a perda do filho influenciou muito sua obra, sendo o Cântico do Calvário indicação disto. Segue uma passagem.

"Eras na vida a pomba predileta
Que sobre um mar de angústia conduzia
O ramo da esperança. - Eras a estrela
Que entre as névoas do inverno cintilava
Apontando o caminho ao pergueiro."

Castro Alves

Antônio Frederico de Castro Alves nasceu a 14 de março de 1847 na cidade que hoje leva seu nome e morreu tuberculoso a 6 de julho de 1871. Tinha 15 anos quando se matriculou no curso de Direito em Recife, onde iniciou sua carreira poética, escrevendo poesia lírica e social (a social sendo a que mais o consagrou) a favor da abolição da escravatura, sendo por isso chamado de Poeta dos Escravos. Sua poesia lírica era menos idealizada que a de seus contemporâneos românticos, apresentando uma mulher mais sensual menos idealizada. Entusiasmou-se pelo teatro e casou-se com uma atriz chamada Eugênia Câmara, dez anos mais velha, que o abandonou mais tarde. Tempos depois do casamento, atira contra o próprio pé em uma caçada e tem o membro amputado. As caçadas tiveram sua origem justamente como escapatória das constantes brigas que o casal tinha começado a ter quando se mudaram para São Paulo. Mas após este infeliz acidente ainda pôde andar, ainda que com o auxílio de uma bengala e um pé de borracha. Em 1870 publica Espumas Flutuantes na Bahia, sua única obra poética publicada em vida. O que segue é uma passagem de seu célebre Navio Negreiro, parte de sua obra publicada postumamente em Os Escravos.

"Eras um sono dantesco... O tombadilho,
Que das luzernas avermelha o brilho,
Em sangue a se banhar,
Tinir de ferros... Estalar do açoite...
Legiões de homens negros como a noite
Horrendos a dançar" Os Escravos

Gonçalves de Magalhães

Domingos José Gonçalves de Magalhães (1811-1882) nasceu em Niterói, RJ, e morreu em Roma. Formou-se em Medicina, trouxe e divulgou o Romantismo no Brasil após sua viagem à Europa. Fez poesia religiosa e indianista (estas o últimas o levaram a grande polêmica com José de Alencar). Não era um grande poeta e é considerado um poeta importante apenas pela introdução do Romantismo com seu livro Suspiros poéticos e saudades.

Tobias Barreto

Tobias Barreto de Meneses (1839-1889), além de filósofo, ensaísta, jurista, crítico, polemista, educador e político foi também um dos maiores nomes da poesia social brasileira. Quando estudante, participava de polêmicas célebres com Castro Alves. Brilhante, aos 15 anos ensinava latim. Aos 20 ia tornar-se padre, mas foi expulso do seminário por boemia e indisciplina. No Recife onde morreu foi catedrático da Faculdade de Direito. Seu único livro de versos publicado foi Dias e Noites.

Martins Pena

Luís Carlos Martins Pena (5/11/1815 - 7/12/1848) morreu jovem em Lisboa, tendo escrito no período 28 peças teatrais. Quando jovem, estudou Belas Artes e aprendeu mais sobre o teatro. Mais tarde trabalhou como censor teatral, aprendendo ainda mais sobre sua arte. Apesar de ter escrito sua primeira peça, O Juiz de Paz da Roça, em 1833, ela só foi encenada 5 anos mais tarde, pela trupe de João Caetano, então um dos mais importantes atores brasileiros. Apesar de ter tentado fazer teatro histórico (gênero bem-sucedido no Romantismo europeu), foi como comediógrafo que mais se destacou; entre 1844 e 1846 escreveu 17 peças cômicas, criando o teatro de costumes brasileiro. É comparado por alguns críticos com Manuel Antônio de Almeida, por fazer algo próximo de um Realismo ingênuo. Sua obra mais importante é O Noviço.

"E vós, senhoras, esperai da justiça dos homens o castigo deste malvado (Para Carlos e Emília:) E vós, meus filhos, sede felizes, que eu pedirei para todos (ao público) indulgência!" O Noviço

Bernardo Guimarães

Mineiro, Bernardo Guimarães foi juiz, jornalista e professor. Atuou como juiz em Catalão, onde tomou a polêmica medida de libertar presos que abarrotavam a cadeia municipal. Vivia em um grande desleixo, como atestam pessoas que o visitavam. Como professor também não era competente, tendo sido despedido por sua falta de assiduidade e competência. Ele pretendia, junto com Álvares de Azevedo, instalar a boêmia byroniana em São Paulo. Tornou-se célebre principalmente por sua famosa obra A Escrava Isaura, que foi adaptada para filme, teatro e televisão.

"As linhas do perfil desenhavam-se distintamente entre o ébano da caixa do piano, e as bastas madeixas ainda mais negras do que ele. São tão puras e suaves estas linhas, que fascinam os olhos, enlevam a mente, e paralisam toda análise. A tez é como o marfim do teclado, alva que não deslumbra, embaraçada por uma nuança delicada, que não sabereis dizer se é leve palidez ou cor-de-rosa desmaiada. O colo donoso e do mais puro louvor sustenta com graça inefável o busto maravilhoso. Os cabelos soltos e fortemente ondulados se despenham caracolando pelos ombros em espessos e luzidios rolos, e como franjas negras escondiam completamente o dorso da cadeira, a que se achava recostada." A Escrava Isaura

"Pobre Isaura! - disse Álvaro com a voz comovida, estendendo os braços à cativa. - Chega-te a mim... Eu protestei no fundo de minha alma e por minha honra desafrontar-te do jugo opressor e aviltante, que te esmagava, porque via em ti a pureza de um anjo, e a nobre e altiva resignação de um mártir. Foi uma missão santa, que julgo ter recebido do céu, e que hoje vejo coroada do mais feliz e completo resultado. Deus enfim, por minhas mãos vinga a inocência e a virtude oprimida, e esmaga o algoz." A Escrava Isaura

Manuel Antônio de Almeida

Escritor romântico de transição para o Realismo, Manuel Antônio de Almeida (1831-1861) se formou em Medicina mas era jornalista por excelência. Um de seus empregos antes do jornalismo foi assistente de tipógrafo. Só escreveu uma obra, que foi em vida assinada anonimamente por ele apenas como "Um Brasileiro". Este pseudônimo indicava que ele possivelmente não continuaria a carreira literária. Morreu tragicamente aos 30 anos de idade, no naufrágio do navio Hermes, enquanto fazia campanha para deputação federal. Seguem algumas passagens desta obra, Memórias de um Sargento de Milícias.

"O compadre compreendeu tudo: viu que o Leonardo abandonava o filho, uma vez que a mãe o tinha abandonado, e fez um gesto como quem queria dizer: - Está bom, já agora... Vá; ficaremos com uma carga às costas." Memórias de um Sargento de Milícias

"Passado o tempo indispensável de luto, o Leonardo, em uniforme de Sargento de Milícias, recebeu-se na Sé com Luisinha, assistindo à cerimônia a família em peso." Memórias de um Sargento de Milícias

Joaquim Manuel de Macedo

Joaquim Manuel de Macedo (1820-1882) nasceu no RJ e formou-se médico. Fundou a revista Guanabara com Gonçalves Dias, foi redator de revista, secretário, orador do Instituto Histórico, político e professor. Amigo do imperador, tornou-se preceptor dos filhos da princesa Isabel. Um dos primeiros românticos, provavelmente o mais puramente romântico de todos na prosa, produziu diversos livros entre os quais os mais célebres são A Moreninha (que escreveu ainda muito jovem, com apenas 20, 21 anos de idade e lhe deu fama imediata), O Moço Loiro e A Luneta Mágica.

"No dia 20 de julho de 18... Na sala parlamentar da casa nº... Da rua de..., sendo testemunhas os estudantes Fabrício e Leopoldo, acordaram Felipe e Augusto, também estudantes, que, se até o dia de 20 de agosto do corrente ano, o segundo acordante tiver amado a uma só mulher durante quinze dias ou mais, será obrigado a escrever um romance em que tal acontecimento confesse; e, no caso contrário, igual pena sofrerá o primeiro acordante. Sala parlamentar, 20 de julho de 18... Salva a redação." A Moreninha

"Achei minha mulher!... Bradava Augusto; encontrei minha mulher!... Encontrei minha mulher!..." A Moreninha

Franklin Távora

João Franklin da Silveira Távora (1842-1888) nasceu no Ceará mas viveu em Pernambuco, onde se formou em Direito, e, a partir de 1874, viveu no Rio e Janeiro. Foi deputado estadual em Pernambuco e funcionário da Secretaria do Império no Rio. Foi além de contista e romancista um grande historiador, e como morreu pobre, o Instituo Histórico e Geográfico Brasileiro do qual fazia parte deu uma pensão a sua viúva e filho. Parte de sua obra de historiografia foi destruída no final de sua vida pelo próprio autor, que sentia-se abandonado e miserável. Franklin Távora criou a "literatura do Norte", como ele mesmo batizou no prefácio de O Cabeleira. Embora tenha atacado José de Alencar no começo da carreira, ele se arrependeu depois. Távora é um romântico pré-naturalista. mantendo poucas características do Romantismo mas não se desvencilhando totalmente deste. Entre as obras que fazem parte desta literatura do Norte destacam-se O Cabeleira e O Matuto.

"Pela sua organização, pelos seus predicados naturais, o Cabeleira não estava destinado a ser o que foi, nós o repetimos. Os maus conselhos e os péssimos exemplos que lhe foram dados pelos desnaturado pai converteram seu coração, acessível em começo, ao bem e ao amor, em um músculo bastardo que só pulsava por fim a paixões condenadas." O Cabeleira

"Morro arrependido de meus erros. Quando caí nos braços da justiça, meu braço era já incapaz de matar, porque eu já tinha entrado no caminho do bem." O Cabeleira

José de Alencar

Escritor, político e advogado, José Martiniano de Alencar nasceu a 1º de maio de 1829 no Ceará e morreu de tuberculose aos 48 anos no Rio de Janeiro, em 12 de dezembro de 1877. Fez curso de Humanidades no RJ e formou-se em Direito em SP, onde foi colega de aula de Álvares de Azevedo e Bernardo Guimarães. Foi ministro da Justiça (1868-1870) e Senador do Império. Um de seus descendentes foi o Presidente Humberto de Alencar Castelo Branco. É considerado o maior escritor romântico brasileiro, tendo criado obras regionalistas, sociais e indianistas. Neste último estilo, que criou junto com Gonçalves Dias, enquadra-se O Guarani, que inspirou a célebre ópera de Carlos Gomes. Alencar foi também poeta e teatrólogo. Entre seus maiores romances estão O Guarani, Ubirajara, Iracema, Senhora, A Pata da Gazela, Diva, Lucíola, As Minas de Prata, A Viuvinha, Cinco Minutos, Til, O Gaúcho, O Sertanejo, Encarnação, Sonhos d'Ouro e O Tronco do Ipê.

"Aurélia amava mais seu amor, do que seu amante; era mais poeta do que mulher; preferia o ideal ao homem." Senhora

"As cortinas cerraram-se, e as auras da noite, acariciando o seio das flores, cantavam o hino misterioso do santo amor conjugal." Senhora

"Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longo que seu talhe de palmeira.
O favo da jati não era doce como sue sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado." Iracema

"Pousando a criança nos braços paternos, a desventurada mãe desfaleceu, como a jetica, se lhe arrancam o bulbo. O esposo viu então como a dor tinha consumido seu belo corpo; mas formosura ainda morava nela, como o perfume na flor caída do manacá." Iracema

"Poucos homens conheciam como Horácio o coração da mulher; porque bem raros o teriam estudados com tamanha assiduidade. O mais sábio professor ficaria estupefato da lucidez admirável, com que o leão costumava ler nesse caos da paixão, que a anatomia chamou coração de mulher." A Pata da Gazela

" É verdade! Murmurou soltando uma fumaça de charuto. O leão deixou que o cerceassem as garras; foi esmagado pela pata da gazela." A Pata da Gazela

"Podia dar-lhe outra resposta mais breve, e dizer-lhe simplesmente que tudo isto sucedeu porque me atrasei cinco minutos." Cinco Minutos

"Calando-me naquela ocasião, prometi dar-lhe a razão que a senhora exigia; e cumpro o meu propósito mais cedo do que pensava. Trouxe no desejo de agradar-lhe a inspiração; e achei voltando a insônia de recordações que despertara a nossa conversa. Escrevi as páginas que lhe envio, às quais a senhora dará um título e um destino que merecem. É um 'perfil de mulher' apenas esboçado." Lucíola

"Quis pintar-lhe o que vi: a incubação de uma alma violentamente comprimida por uma terrível catástrofe; a vegetação de um corpo vivendo apenas pela força da matéria e do instinto; a revelação súbita da sensibilidade embotada pelos choques violentos que partiram o estame de uma infância feliz; a floração tardia do coração confrangido pelo escárnio e pelo desprezo; finalmente a energia e o vigor do espírito que surgia, soltando por misteriosa coesão os elos partidos da vida moral, e continuando no futuro a adolescência truncada." Lucíola

"Porque nasci para esta vida nova. Oh! Tu não sabes... Depois que reabilitei o nome de meu pai e o meu, ainda me faltava uma condição para voltar ao mundo. [...] A tua felicidade, o teu desejo. Se tivesses esquecido do teu marido para amar-me sem remorso e sem escrúpulo, eu estava resolvido... a fugir-te para sempre!" A Viuvinha

" A Emília, de quem eu te falo, não existiu para ninguém mais senão para mim, em quem ela viveu e morreu. A Emília, que o mundo conhecera e já esqueceu talvez, foi a moça formosa, que atravessou os salões, como a borboleta, atirando às turbas o pó dourado de suas asas. A flor, de que ela buscava o mel, não viçava ali, nem talvez na terra." Diva

" Não sei!... Respondeu-me com indefinível candura. O que sei é que te amo!... Tu não é só o arbítrio supremo de minha alma, és o motor de minha vida, meu pensamento e minha vontade. És tu que deve pensar e querer por mim... Eu?... Eu te pertenço; sou uma cousa tua. Podes conservá-la ou destruí-la; podes fazer dela tua mulher ou tua escrava!... É o teu direito e o meu destino. Só o que tu não podes em mim, é fazer que eu não te ame!..." Diva

Visconde de Taunay

O Visconde Alfredo d'Escragnolle Taunay foi um militar e político, tendo escrito o romance de transição para o Naturalismo Inocência e a obra em francês Retirada de Laguna. Foi também um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras; quando aconteceu a proclamação da República tomou desgosto da política e retirou-se da vida pública.

"À medida que as suspeitas sobre as intenções do inocente Meyer iam tomando vulto exagerado, nascia ilimitada confiança naquele outro homem que lhe era também desconhecido e que a princípio lhe causara tanta prevenção quanto o segundo." Inocência.

"Inocência, coitadinha...
Exatamente neste dia fazia dois anos que o seu gentil corpo fora entregue à terra, no imenso sertão de Santana do Paranaíba para aí dormir o sono da eternidade." Inocência
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Conjunto

Números reais

O conjunto R
O conjunto de números reais é simbolizado pela letra R. Todo número inteiro ou decimal é considerado real.

Estrutura de R

Propriedades da adição

Associativa: (x + y) + z = x + (y + z)
Comutativa: x + y = y + x
Elemento neutro: x + 0 = 0 + x = x
Simétrico Aditivo ou aposto: x + (-x) = (-x) + x = 0

Propriedades de multiplicação

Associativa: (x. y) . z = x . (y. z) Comutativa: x . y = y. x
Elemento neutro: x . 1 = 1 . x = x
Simétrico multiplicativo ou inverso: x . x-1 = x-1 . x = 1

Propriedade distributiva da multiplicação em relação á adição

x . (y + z) = xy + xz

Propriedades da Relação de ordem

Reflexiva: x ≤ x
Anti-simétrica: x ≤ y e y ≤ x ⇒ x = y Transitiva: x ≤ y e y ≤ z ⇒ x ≤ z
Tricotomia ou ordem total: x < y ou x = y ou x > y
Compatibilidade com a adição: x ≤ y ⇒ x + z ≤ y + z
Compatibilidade com a multiplicação:

z > 0 logo, x ≤ y ⇒ x . z ≤ y . z
z < 0 logo, x ≤ z ⇒ x . z ≥ y . z



Valor absoluto

Considere . Sendo assim, o módulo de x (valor absoluto de x), é um número real positivo, representado por |x|. Este número é determinado desta maneira:

x ≥ 0 ⇒ |x| = x

x ≥ 0 ⇒ |x| = - x

ângulos

Ângulo reto

Ângulos retos são duas retas concorrentes que possuem um único ponto em comum. As retas concorrentes estabelecem quatro regiões angulares adjacentes. Quando estas forem congruentes, uma delas definirá uma região de ângulo reto.

Observação:

Equação Exponencial


Estudo das equações exponenciais
O estudo das equações surge a partir do momento em que desejamos calcular um valor desconhecido. Os modelos equacionais mais comuns são aqueles em que a variável (termo desconhecido comumente representado pelas letras x, y e z) se encontra na base da equação, de acordo com os seguintes exemplos:

2x + 3 = 0
4y + 7 = 2
5z – 6 = 0
x²+ 2x – 6 = 0
4x² + 10x = 9
5z³ + 6z² - 2z = 1
Observe que em todas as equações a incógnita se encontra na base.

Na equação exponencial a incógnita se apresenta no expoente de pelo menos uma potência. Observe:

2x = 32
3z = 27
3y + 9 = 27
4x+1 = 16x

Essas equações possuem um modelo de resolução diferente dos outros modelos.
Uma boa metodologia de resolução consiste em reduzir as bases ao mesmo valor, mantendo a base sempre maior que zero e diferente de um. Aplicando essa regra prática podemos desenvolver a seguinte propriedade:

bx1 = bx2
x1 = x2


Exemplos resolvidos

1) 2x = 512 (512 = 29)
2x = 29
x = 9

2) 5x+2 = 125 (125 = 53)
5x+2 = 53
x+2 = 3
x = 3 – 2
x = 1

3) 24x + 1 * 8 –x + 3 = 16–1
24x+1 * 2 3(–x + 3) = 24(–1)
4x + 1 – 3x + 9 = – 4
4x – 3x = – 4 – 1 – 9
x = – 14


4) 2 x + 1 * 2 3x + 1 = 8 x – 1 
x + 1 * 2 3x + 1 = 2 3(x – 1)
x + 1 + 3x + 1 = 3x – 3
x + 3x – 3x = – 1 – 1 – 3
x = – 5


5) 2 2x+1 – 2 x+4 = 2 x+2 – 32
2x * 2 1 – 2 x * 2 4 = 2 x * 2 2 – 32

Considere 2x = y, então:

2y 2 – y * 2 4 = y * 2 2 – 32
2y 2 – 16y = 4y – 32
2y 2 – 16y – 4y + 32= 0
2y 2 – 20y + 32 = 0

Resolvendo a equação do 2º grau, temos:
y’ = 8
y” = 2

2x = 8
2x = 23
x = 3

2x = 2
x = 1

Solução: x = 3 e x = 1

As equações exponenciais possuem diversas aplicações na Biologia, na Química, na Física e em situações matemáticas envolvendo logaritmos.

Por Marcos Noé

Histograma

Na estatística, um histograma é uma representação gráfica da distribuição de frequências de uma massa de medições, normalmente um gráfico de barras verticais. É uma das Sete Ferramentas da Qualidade.
O histograma é um gráfico composto por retângulos justapostos em que a base de cada um deles corresponde ao intervalo de classe e a sua altura à respectiva freqüência. Quando o número de dados aumenta indefinidamente e o intervalo de classe tende a zero, a distribuição de freqüência passa para uma distribuição de densidade de probabilidades.
A construção de histogramas tem caráter preliminar em qualquer estudo e é um importante indicador da distribuição de dados. Podem indicar se uma distribuição aproxima-se de uma função normal, como pode indicar mistura de populações quando se apresentam bimodais.
Histograma:
Gráfico composto por duas linhas perpendiculares onde a altura representa o valor da grandeza, e as grandezas são colocadas na linha horizontal. Sobre cada uma levanta-se uma barra que termina na altura relativa ao valor de sua grandeza. Conhecido também como gráfico de barras.
Representação histográfica, constituída de uma série de retângulos justapostos que têm por base o intervalo de classe. A área de cada retângulo é proporcional à freqüência da classe correspondente e tem grande aceitação nos casos de distribuição contínua de freqüência.
O campo da computação, chamado, processamento de imagem, é um exemplo prático de como histogramas podem ser utilizados. Numa imagem a informação da quantidade de vezes que uma determinada cor se repete representa o histograma dessa imagem. Como as possibilidades de cores são altas, esse tipo de histograma é gerado com base numa foto preto e branco.Uma informação assim sobre a imagem é importante pois pode gerar parâmetros para a avaliação da qualidade da mesma, como nitidez, luminosidade e profundidade.
Etimologia
A etimologia da palavra histograma é incerta. Algumas vezes é dito que essa palavra deriva do termo grego histos "não erguido" (como os mastros do navio ou as barras verticais do histograma) egramma "desenhar, escrever, gravar". Também se fala que a palavra deriva de "historical diagram", Karl Pearson teria introduzido o termo em 1895.
Repórter: Com informações Wikipédia

Quartis

A mediana é o valor que divide a amostra em duas partes iguais, deixando exactamente 50% das observações de cada lado.

Também a poderíamos dividir em quatro partes iguais, cada uma contento 25% dos dados. Nesse caso cada uma das partes seria um quartil.



O primeiro quartil escreve-se abreviadamente Q1/4, correspondendo a 25% dos dados. O segundo quartil Q2/4, corresponde à mediana. O terceiro quartil Q3/4, corresponde a 75% das observações.

O seu cálculo é análogo ao da mediana. Começa-se por determinar a respectiva classe observando as frequências relativas acumuladas.



A amostra também pode ser divida em 10 partes de 10% cada, originando os decis ou em 100 partes de 1% obtendo-se os percentis.


1. Utilizando a Tabela 5, calcula:
- O primeiro quartil, Q1/4
- O segundo quartil, Q2/4
- O terceiro quartil, Q3/4
fonte:estatisticax.blogspot.com.br

Colocação Pronominal

A posição normal dos pronomes átonos é depois do verbo (ênclise).

Isso acontece:

a) quando o verbo abrir o período.

Exemplos:

Ordeno-lhe que saía imediatamente.

Levantei-me assim que você saiu.

b) quando o sujeito - substantivo ou pronome (que não seja de significação negativa) - vier imediatamente antes do verbo, tanto nas orações afirmativas como nas interrogativas.

Exemplos:

O aluno queixava-se do calor.

João convidou-o para sair.

Desde então, ele afastou-se da nossa casa.

Os dois amavam-se desde a infância?



Próclise

A próclise é obrigatória:

a) nas orações negativas (não, nem, nunca, ninguém, nenhum, nada, jamais etc.), desde que não haja pausa entre o verbo e as palavras de negação.

Exemplos:

Ninguém me recuse este favor.

Ninguém o castigou.

Nunca se notou a ausência dele.

Não faz a felicidade dos outros, nem se sente feliz ele mesmo.

b) nas orações exclamativas, começadas por palavras exclamativas, bem como nas orações optativas.

Exemplos:

Como te iludes!

Quanto nos custa dizer a verdade!

Os céus te favoreçam!

Deus o abençoe, meu filho!

Raios o partam!

c) nas orações interrogativas, começadas por palavras interrogativas.

Exemplos:

Por que te afliges tanto?

Quem o obrigou a sair?

d) nas orações subordinadas.

Exemplos:

Quando o recebo em minha casa, fico feliz.

Há pessoas que nos querem bem.

É justo que o ampares.

e) com advérbios e pronomes indefinidos, sem que haja pausa.

Exemplos:

Aqui se aprende a defender a Pátria.

Tudo se fez como você recomendou.

Observação:

Se houver pausa depois do advérbio, prevalecerá a ênclise:

Depois, encaminhei-me para ele.

Com verbos no gerúndio, a regra geral é ainda a ênclise:

Cumprimentou os presentes, retirando-se mudo como entrara.

Porém haverá próclise se o gerúndio vier precedido de:

preposição EM;

advérbio que o modifique diretamente, sem pausa.

Exemplos:

Em se tratando de minorar o sofrimento alheio, podemos contar com a sua colaboração.

Não nos provando essa grave denúncia, a testemunha será processada.



Mesóclise

Ocorrerá mesóclise com futuro do presente e futuro do pretérito, se não houver fator de próclise.

Exemplos:

Far-te-ei o prometido.

Dir-lhe-ia, se viesse.

Colocação dos pronomes átonos nos tempos compostos

Nos tempos compostos, os pronomes átonos ficam junto do verbo auxiliar e nunca do particípio, podendo ocorrer próclise, ênclise ou mesóclise.

Exemplos:

Os alunos tinham-se levantado. (ênclise ao auxiliar)

Nunca a tínhamos encontrado. (próclise ao auxiliar)

Ter-lhe-ia sido nociva alguma de minhas prescrições? (mesóclise ao auxiliar)

Colocação dos pronomes átonos nas locuções verbais

a) Verbo auxiliar + infinitivo

NÃO HAVENDO FATOR DE PRÓCLISE:

Devo dizer-lhe a verdade. (ênclise ao infinitivo)

Devo-lhe dizer a verdade. (ênclise ao auxiliar)

HAVENDO FATOR DE PRÓCLISE:

Não me devo calar. (próclise ao auxiliar)

Não devo calar-me. (ênclise ao infinitivo)

b) Verbo auxiliar + preposição + infinitivo

NÃO HAVENDO FATOR DE PRÓCLISE:

Deixou de contratá-la. (ênclise ao infinitivo)

Deixou de a contratar. (próclise ao infinitivo)

HAVENDO FATOR DE PRÓCLISE:

Não a deixou de contratar. (próclise ao auxiliar)

Não deixou de contratá-la. (próclise ao infinitivo)

c) Verbo + auxiliar + gerúndio

NÃO HAVENDO FATOR DE PRÓCLISE:

Vou-me arrastando.

Vou arrastando-me.

HAVENDO FATOR DE PRÓCLISE:

Não o estou criticando.

Observação:

Na literatura já aparece o pronome átono proclítico ao verbo principal, pois isso ocorre na linguagem falada do Brasil.

"Você está me machucando."

(Fernando Sabino)

"Mas aos poucos foi se adaptando."

(Vivaldo Coaracy)

Autoria: Fernando Sérgio Zucoloto

Análise Sintática

Conceitos essenciais

Em uma análise sintática podemos ter:

1- Frase

É a reunião de palavras que expressam uma idéia completa, constitui o elemento fundamental da linguagem, não precisam necessariamente conterem verbos.
Ex.:"Final de ano, início de tormento". ( Revista Nova Escola, 11/00)

2- Oração

É idéia que se organiza em torno de um verbo.
Ex.: "Tudo começa com o pagamento da dívida." ( Revista Vida Pessoal, 12/99, p.07)

O verbo pode estar elíptico (não aparece, mas existe)
Ex.: "O Jeca-Tatu de Monteiro Lobato fez tanto sucesso quanto (fizeram) os Fradinhos que Henfil lançou nas páginas do Pasquim." ( Revista Época, 24.05.99, p.06 )

3- Período

É o conjunto de orações. Ele pode ser constituído por uma ou mais orações.
O período pode ser:
simples- constituído por apenas uma oração
Ex.: "Macunaíma é o herói com muita preguiça e sem nenhum caráter". (Época, 24.05.99, p.7)

Composto- constituído por mais de uma oração.
Ex.: "Nós não podemos fingir /que as crianças não têm inconsciente".
(Nova Escola, 11/00)

Autoria: Judson Nascimento Rios