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Vinte de novembro é o Dia Nacional da Consciência Negra. A data - transformada em Dia Nacional da Consciência Negra pelo Movimento Negro Unificado em 1978 - não foi escolhida ao acaso, e sim como homenagem a Zumbi, líder máximo do Quilombo de Palmares e símbolo da resistência negra, assassinado em 20 de novembro de 1695.
O Quilombo dos Palmares foi fundado no ano de 1597, por cerca de 40 escravos foragidos de um engenho situado em terras pernambucanas. Em pouco tempo, a organização dos fundadores fez com que o quilombo se tornasse uma verdadeira cidade. Os negros que escapavam da lida e dos ferros não pensavam duas vezes: o destino era o tal quilombo cheio de palmeiras.
Com a chegada de mais e mais pessoas, inclusive índios e brancos foragidos, formaram-se os mocambos, que funcionavam como vilas. O mocambo do macaco, localizado na Serra da Barriga, era a sede administrativa do povo quilombola. Um negro chamado Ganga Zumba foi o primeiro rei do Quilombo dos Palmares.
Alguns anos após a sua fundação,o Quilombo dos Palmares foi invadido por uma expedição bandeirante. Muitos habitantes, inclusive crianças, foram degolados. Um recém-nascido foi levado pelos invasores e entregue como presente a Antônio Melo, um padre da vila de Recife.
O menino, batizado pelo padre com o nome de Francisco, foi criado e educado pelo religioso, que lhe ensinou a ler e escrever, além de lhe dar noções de latim, e o iniciar no estudo da Bíblia. Aos 12 anos o menino era coroinha. Entretanto, a população local não aprovava a atitude do pároco, que criava o negrinho como filho, e não como servo.
Apesar do carinho que sentia pelo seu pai adotivo, Francisco não se conformava em ser tratado de forma diferente por causa de sua cor. E sofria muito vendo seus irmãos de raça sendo humilhados e mortos nos engenhos e praças públicas. Por isso, quando completou 15 anos, o franzino Francisco fugiu e foi em busca do seu lugar de origem, o Quilombo dos Palmares.
Após caminhar cerca de 132 quilômetros, o garoto chegou à Serra da Barriga. Como era de costume nos quilombos, recebeu uma família e um novo nome. Agora, Francisco era Zumbi. Com os conhecimentos repassados pelo padre, Zumbi logo superou seus irmãos em inteligência e coragem. Aos 17 anos tornou-se general de armas do quilombo, uma espécie de ministro de guerra nos dias de hoje.
Com a queda do rei Ganga Zumba, morto após acreditar num pacto de paz com os senhores de engenho, Zumbi assumiu o posto de rei e levou a luta pela liberdade até o final de seus dias. Com o extermínio do Quilombo dos Palmares pela expedição comandada pelo bandeirante Domingos Jorge Velho, em 1694, Zumbi fugiu junto a outros sobreviventes do massacre para a Serra de Dois Irmãos, então terra de Pernambuco.
Contudo, em 20 de novembro de 1695 Zumbi foi traído por um de seus principais comandantes, Antônio Soares, que trocou sua liberdade pela revelação do esconderijo. Zumbi foi então torturado e capturado. Jorge Velho matou o rei Zumbi e o decapitou, levando sua cabeça até a praça do Carmo, na cidade de Recife, onde ficou exposta por anos seguidos até sua completa decomposição.
“Deus da Guerra”, “Fantasma Imortal” ou “Morto Vivo”. Seja qual for a tradução correta do nome Zumbi, o seu significado para a história do Brasil e para o movimento negro é praticamente unânime: Zumbi dos Palmares é o maior ícone da resistência negra ao escravismo e de sua luta por liberdade. Os anos foram passando, mas o sonho de Zumbi permanece e sua história é contada com orgulho pelos habitantes da região onde o negro-rei pregou a liberdade.
No período de escravidão no Brasil (séculos XVII e XVIII), os negros que conseguiam fugir se refugiavam com outros em igual situação em locais bem escondidos e fortificados no meio das matas. Estes locais eram conhecidos como quilombos. Nestas comunidades, eles viviam de acordo com sua cultura africana, plantando e produzindo em comunidade. Na época colonial, o Brasil chegou a ter centenas destas comunidades espalhadas, principalmente, pelos atuais estados da Bahia, Pernambuco, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e Alagoas.
Na ocasião em que Pernambuco foi invadida pelos holandeses (1630), muitos dos senhores de engenho acabaram por abandonar suas terras. Este fato beneficiou a fuga de um grande número de escravos. Estes, após fugirem, buscaram abrigo no Quilombo dos Palmares, localizado em Alagoas.
Esse fato propiciou o crescimento do Quilombo dos Palmares. No ano de 1670, este já abrigava em torno de 50 mil escravos. Estes, também conhecidos como quilombolas, costumavam pegar alimentos às escondidas das plantações e dos engenhos existentes em regiões próximas; situação que incomodava os habitantes.
Esta situação fez com que os quilombolas fossem combatidos tanto pelos holandeses (primeiros a combatê-los) quanto pelo governo de Pernambuco, sendo que este último contou com os serviços do bandeirante Domingos Jorge Velho.
A luta contra os negros de Palmares durou por volta de cinco anos; contudo, apesar de todo o empenho e determinação dos negros chefiados por Zumbi, eles, por fim, foram derrotados.
Os quilombos representaram uma das formas de resistência e combate à escravidão. Rejeitando a cruel forma de vida, os negros buscavam a liberdade e uma vida com dignidade, resgatando a cultura e a forma de viver que deixaram na África e contribuindo para a formação da cultura afro-brasileira.
Ao falarmos em escravidão, é difícil não pensar nos portugueses, espanhóis e ingleses que superlotavam os porões de seus navios de negros africanos, colocando-os a venda de forma desumana e cruel por toda a região da América.
Sobre este tema, é difícil não nos lembrarmos dos capitães-de-mato que perseguiam os negros que haviam fugido no Brasil, dos Palmares, da Guerra de Secessão dos Estados Unidos, da dedicação e idéias defendidas pelos abolicionistas, e de muitos outros fatos ligados a este assunto.
Apesar de todas estas citações, a escravidão é bem mais antiga do que o tráfico do povo africano. Ela vem desde os primórdios de nossa história, quando os povos vencidos em batalhas eram escravizados por seus conquistadores. Podemos citar como exemplo os hebreus, que foram vendidos como escravos desde os começos da História.
Muitas civilizações usaram e dependeram do trabalho escravo para a execução de tarefas mais pesadas e rudimentares. Grécia e Roma foi uma delas, estas detinham um grande número de escravos; contudo, muitos de seus escravos eram bem tratados e tiveram a chance de comprar sua
Escravidão no Brasil
No Brasil, a escravidão teve início com a produção de açúcar na primeira metade do século XVI. Os portugueses traziam os negros africanos de suas colônias na África para utilizar como mão-de-obra escrava nos engenhos de açúcar do Nordeste. Os comerciantes de escravos portugueses vendiam os africanos como se fossem mercadorias aqui no Brasil. Os mais saudáveis chegavam a valer o dobro daqueles mais fracos ou velhos.
O transporte era feito da África para o Brasil nos porões do navios negreiros. Amontoados, em condições desumanas, muitos morriam antes de chegar ao Brasil, sendo que os corpos eram lançados ao mar.
Nas fazendas de açúcar ou nas minas de ouro (a partir do século XVIII), os escravos eram tratados da pior forma possível. Trabalhavam muito (de sol a sol), recebendo apenas trapos de roupa e uma alimentação de péssima qualidade. Passavam as noites nas senzalas (galpões escuros, úmidos e com pouca higiene) acorrentados para evitar fugas. Eram constantemente castigados fisicamente, sendo que o açoite era a punição mais comum no Brasil Colônia.
Eram proibidos de praticar sua religião de origem africana ou de realizar suas festas e rituais africanos. Tinham que seguir a religião católica, imposta pelos senhores de engenho, adotar a língua portuguesa na comunicação. Mesmo com todas as imposições e restrições, não deixaram a cultura africana se apagar. Escondidos, realizavam seus rituais, praticavam suas festas, mantiveram suas representações artísticas e até desenvolveram uma forma de luta: a capoeira.
As mulheres negras também sofreram muito com a escravidão, embora os senhores de engenho utilizassem esta mão-de-obra, principalmente, para trabalhos domésticos. Cozinheiras, arrumadeiras e até mesmo amas de leite foram comuns naqueles tempos da colônia.
No Século do Ouro (XVIII) alguns escravos conseguiam comprar sua liberdade após adquirirem a carta de alforria. Juntando alguns "trocados" durante toda a vida, conseguiam tornar-se livres. Porém, as poucas oportunidades e o preconceito da sociedades acabavam fechando as portas para estas pessoas.
O negro também reagiu à escravidão, buscando uma vida digna. Foram comuns as revoltas nas fazendas em que grupos de escravos fugiam, formando nas florestas os famosos quilombos. Estes, eram comunidades bem organizadas, onde os integrantes viviam em liberdade, através de uma organização comunitária aos modelada.
Campanha Abolicionista e a Abolição da Escravatura
A partir da metade do século XIX a escravidão no Brasil passou a ser contestada pela Inglaterra. Interessada em ampliar seu mercado consumidor no Brasil e no mundo, o Parlamento Inglês aprovou a Lei Bill Aberdeen (1845), que proibia o tráfico de escravos, dando o poder aos ingleses de abordarem e aprisionarem navios de países que faziam esta prática.
Em 1850, o Brasil cedeu às pressões inglesas e aprovou a Lei Eusébio de Queiróz que acabou com o tráfico negreiro. Em 28 de setembro de 1871 era aprovada a Lei do Ventre Livre que dava liberdade aos filhos de escravos nascidos a partir daquela data. E no ano de 1885 era promulgada a Lei dos Sexagenários que garantia liberdade aos escravos com mais de 60 anos de idade.
Somente no final do século XIX é que a escravidão foi mundialmente proibida. Aqui no Brasil, sua abolição se deu em 13 de maio de 1888 com a promulgação da Lei Áurea, feita pela Princesa Isabel.fonte:http://conscienciapura.zip.net/
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domingo, 1 de dezembro de 2019
Cubo perfeito
Cubo perfeito 
O cubo da soma de duas parcelas [(a + b)3] é igual ao cubo da primeira parcela [a3], mais três vezes o quadrado da primeira pela segunda [3 . a2 . b], mais três vezes a primeira pelo quadro da segunda [3 . a . b2], mais o cubo da segunda parcela [b3].
O cubo da diferença entre duas parcelas [(a – b)3] é igual ao cubo da primeira [a3], menos três vezes o quadrado da primeira pela segunda [3 . a2 . b], mais três vezes a primeira pelo quadrado da segunda [3 . a . b2], menos o cubo da segunda parcela [b3].
Justificativas

Observações:Cuidado para não confundir o cubo da soma, que é (a + b) 3, com a soma de cubos, que é a3 + b3. Ou o cubo da diferença, que é (a – b) 3, com a diferença entre cubos, que é a3 – b3.
Exemplos:
X3 + 6x2 + 12x + 8 = x3 + 3 . x2 . 2 + 3 . x . 22 + 23 = (x + 2)3
a3 – 9a2 + 27a – 27 = a3 – 3 . a2 . 3 + 3 . a . 32 – 33 = (a – 3) 3

O cubo da soma de duas parcelas [(a + b)3] é igual ao cubo da primeira parcela [a3], mais três vezes o quadrado da primeira pela segunda [3 . a2 . b], mais três vezes a primeira pelo quadro da segunda [3 . a . b2], mais o cubo da segunda parcela [b3].
O cubo da diferença entre duas parcelas [(a – b)3] é igual ao cubo da primeira [a3], menos três vezes o quadrado da primeira pela segunda [3 . a2 . b], mais três vezes a primeira pelo quadrado da segunda [3 . a . b2], menos o cubo da segunda parcela [b3].
Justificativas

Observações:Cuidado para não confundir o cubo da soma, que é (a + b) 3, com a soma de cubos, que é a3 + b3. Ou o cubo da diferença, que é (a – b) 3, com a diferença entre cubos, que é a3 – b3.
Exemplos:
X3 + 6x2 + 12x + 8 = x3 + 3 . x2 . 2 + 3 . x . 22 + 23 = (x + 2)3
a3 – 9a2 + 27a – 27 = a3 – 3 . a2 . 3 + 3 . a . 32 – 33 = (a – 3) 3
As reformas de Drácon e Sólon
Colégio Estadual Dinah Gonçalves
email accbarroso@hotmail.com
As reformas de Drácon e Sólon
Rainer Sousa
Drácon e Sólon: adoção de importantes transformações políticas em Atenas.
Durante o período arcaico (800 – 500 a.C.), a cidade-Estado de Atenas passou por um conjunto de transformações econômicas bastante significativo. A economia essencialmente agrícola, partiu para o desenvolvimento do comércio e da agricultura. Com isso, os proprietários de terra passaram a ter sua hegemonia política questionada por esse novo grupo de indivíduos enriquecidos. Ao mesmo tempo, parcelas menos favorecidas reivindicavam o fim da escravidão por dívidas.
Com o passar do tempo, as manifestações em favor de reformas políticas que prestigiassem outros segmentos da sociedade ateniense passaram a ganhar força. Para que tais tensões não desencadeassem uma situação de conflito maior, os aristocratas determinaram a criação dos chamados legisladores. Em termos gerais, os ocupantes desse novo cargo político teriam por atribuição empreender a promulgação de leis que equilibrassem os interesses políticos existentes naquela época.
Por volta de 621 a.C., o arconte Sólon se estabeleceu como governante de Atenas. Nessa época, elaborou um conjunto de leis escritas que pudessem superar os desentendimentos e transformações existentes na tradição oral que regiam as leis. Rígido, esse legislador impôs a morte como punição para vários crimes. Em termos práticos, essa sua medida foi de grande importância para que os eupátridas deixassem de monopolizar o conhecimento das leis, que agora estava sob a tutela do governo.
Apesar de significativas, as mudanças de Sólon não tiveram impacto direto na resolução dos conflitos de interesse que tomavam a sociedade ateniense. Foi daí que o comerciante Sólon chegou ao cargo de legislador com o intuito de interferir em uma série de questões políticas, econômicas e sociais. A partir daquele momento, o poder do cargo de legislador e o emprego das leis escritas atuaram em conjunto para conduzir reformas de peso mais significativo.
No que tange à natureza das leis, Sólon anulou alguns dos excessos que marcavam as punições anteriormente normatizadas por Drácon. Além disso, reformulou os direitos dos primogênitos no repasse das heranças e empreendeu o fim da escravidão por dívidas. Ao mesmo tempo, anulou alguns tipos de hipoteca e devolveu as terras de proprietários em dívida.
Em âmbito econômico, incentivou a exploração das minas localizadas na região de Laurion, organizou um sistema de pesos e medidas e proibiu a exportação de cereais. Para dinamizar as atividades comerciais, criou um padrão monetário fixo para a cidade e permitiu a entrada de artesãos estrangeiros nesse mesmo ambiente. Por meio dessas ações, tal legislador procurou expandir as atividades comerciais e as manufaturas.
No que se refere aos organismos de participação política, Sólon formulou um novo sistema de participação política feito a partir da condição financeira de cada participante. Desse modo, ele conseguiu oferecer uma participação mais ampla dos cidadãos atenienses na esfera política. Ao longo do tempo, suas ações foram de grande peso para que a democracia fosse adotada naquela cidade-Estado.
Com o passar do tempo, as manifestações em favor de reformas políticas que prestigiassem outros segmentos da sociedade ateniense passaram a ganhar força. Para que tais tensões não desencadeassem uma situação de conflito maior, os aristocratas determinaram a criação dos chamados legisladores. Em termos gerais, os ocupantes desse novo cargo político teriam por atribuição empreender a promulgação de leis que equilibrassem os interesses políticos existentes naquela época.
Por volta de 621 a.C., o arconte Sólon se estabeleceu como governante de Atenas. Nessa época, elaborou um conjunto de leis escritas que pudessem superar os desentendimentos e transformações existentes na tradição oral que regiam as leis. Rígido, esse legislador impôs a morte como punição para vários crimes. Em termos práticos, essa sua medida foi de grande importância para que os eupátridas deixassem de monopolizar o conhecimento das leis, que agora estava sob a tutela do governo.
Apesar de significativas, as mudanças de Sólon não tiveram impacto direto na resolução dos conflitos de interesse que tomavam a sociedade ateniense. Foi daí que o comerciante Sólon chegou ao cargo de legislador com o intuito de interferir em uma série de questões políticas, econômicas e sociais. A partir daquele momento, o poder do cargo de legislador e o emprego das leis escritas atuaram em conjunto para conduzir reformas de peso mais significativo.
No que tange à natureza das leis, Sólon anulou alguns dos excessos que marcavam as punições anteriormente normatizadas por Drácon. Além disso, reformulou os direitos dos primogênitos no repasse das heranças e empreendeu o fim da escravidão por dívidas. Ao mesmo tempo, anulou alguns tipos de hipoteca e devolveu as terras de proprietários em dívida.
Em âmbito econômico, incentivou a exploração das minas localizadas na região de Laurion, organizou um sistema de pesos e medidas e proibiu a exportação de cereais. Para dinamizar as atividades comerciais, criou um padrão monetário fixo para a cidade e permitiu a entrada de artesãos estrangeiros nesse mesmo ambiente. Por meio dessas ações, tal legislador procurou expandir as atividades comerciais e as manufaturas.
No que se refere aos organismos de participação política, Sólon formulou um novo sistema de participação política feito a partir da condição financeira de cada participante. Desse modo, ele conseguiu oferecer uma participação mais ampla dos cidadãos atenienses na esfera política. Ao longo do tempo, suas ações foram de grande peso para que a democracia fosse adotada naquela cidade-Estado.
Nova política Econômica na Rússia
Colégio Estadual Dinah Gonçalves
email accbarroso@hotmail.com
Nova política Econômica na Rússia
Alunos Online
Cartaz soviético da NEP: "O capitalismo a serviço do comunismo".
Em 1917 o mundo testemunhava a ascensão de uma nova organização política: o socialismo. Descontentes com a má administração do Czar Nicolau II, manifestantes de esquerda deram um golpe de Estado, decretando o fim da monarquia, na Rússia. Liderados por Vladimir Lênin, os sovietes (como eram conhecidos os revolucionários russos) adotaram um regime socialista, em que a propriedade privada e o acúmulo de riquezas seriam erradicados, vigorando a distribuição igualitária de bens, controlados pelo Estado.
No início da Revolução, a Rússia experimentou um relevante crescimento econômico. Mas, ao longo do tempo, a economia se estagnou, gerando descontentamento entre os russos. Uma crise era esperada. Lênin, temendo a perda de apoio populacional e, consequentemente, o declínio comunista, adotou medidas econômicas e políticas, a fim de sanar a crise. Uma delas foi o Comunismo de Guerra, em que foi adotada uma economia totalmente centralizada pelo Estado. Outra medida foi, em 1921, a criação da “Nova Política Econômica”, conhecida pela sigla “NEP”.
Lênin acreditava que para se conseguir um desenvolvimento econômico sólido, era preciso abrir mão do radicalismo da doutrina socialista e permitir certas práticas capitalistas. Ilustrada pela frase “Um passo atrás, dois à frente”, a NEP permitiu o controle do comércio varejista por um setor privado, a formação de cooperativas, o aluguel de terras, a abolição do trabalho compulsivo nas fábricas e a coletivização das propriedades. O Estado supervisionaria todas essas práticas, como também o controle do comércio externo, do sistema bancário e das indústrias de base.
A Nova Política Econômica lograva êxitos. A economia russa voltou a crescer, fato que possibilitou o diálogo com outras nações, perdido após a crescente da ideologia socialista. Mas, em 1924, Vladimir Lênin faleceu e o governo russo foi disputado entre Trótsky e Stálin. Este último, vencedor do embate, aboliu a NEP e instaurou os “Planos Quinquenais”, como medida econômica de seu governo.
Filosofia: um Pensamento Sistemático

A filosofia não é um “eu acho que” ou um “eu gosto de”. Não é pesquisa de opinião à maneira dos meios de comunicação de massa. Não é pesquisa de mercado para conhecer preferências dos consumidores e criar uma propaganda.
As indagações filosóficas se realizam de modo sistemático.
Que significa isso?
Significa que a filosofia trabalha com enunciados precisos e rigorosos, busca encadeamentos lógicos entre os enunciados, opera com conceitos ou idéias obtidos por procedimentos de demonstração e prova, exige a fundamentação racional do que é enunciado e pensado. Somente assim a reflexão filosófica pode fazer com que nossa experiência cotidiana, nossas crenças e opiniões alcancem uma visão crítica de si mesmas. Não se trata de dizer “eu acho que”, mas de poder afirmar “eu penso que”.
O conhecimento filosófico é um trabalho intelectual. É sistemático porque não se contenta em obter respostas para as questões colocadas, mas exige que as próprias questões sejam válidas e, em segundo lugar, que as respostas sejam verdadeiras, estejam relacionadas entre si, esclareçam umas às outras, formem conjuntos coerentes de idéias e significações, sejam provadas e demonstradas racionalmente.
Quando o senso comum diz “esta é minha filosofia” ou “isso é a filosofia de fulana ou de fulano”, engana-se e não se engana.
Engana-se porque imagina que para “ter uma filosofia” basta alguém possuir um conjunto de idéias mais ou menos coerentes sobre todas as coisas e pessoas, bem como ter um conjunto de princípios mais ou menos coerentes para julgar as coisas e as pessoas. “Minha filosofia” ou a “filosofia de fulano” ficam no plano de um “eu acho” coerente.
Mas o senso comum não se engana ao usar essas expressões porque percebe, ainda que muito confusamente, que há uma característica nas idéias e nos princípios que nos leva a dizer que são uma filosofia: a coerência, as relações entre as idéias e entre os princípios. Ou seja, o senso comum pressente que a filosofia opera sistematicamente, com coerência e lógica, que a filosofia tem uma vocação para formar um todo daquilo que aparece de modo fragmentado em nossa experiência cotidiana.
Bibliografia
PRÉ-SOCRÁTICOS, Col. “Os Pensadores”, vol. 1, seleção de textos e supervisão do prof. Dr. José Cavalcante de Souza, São Paulo,
Abril Cultural, 1978.
Bibliografia Complementar
CHAUI, M. Filosofia, Série Novo Ensino Médio, Volume Único, São Paulo, Editora Ática, 2004.
CHAUI, M. Introdução à História da Filosofia – dos pré-socráticos a Aristóteles, Volume 1, São Paulo, Cia. das Letras, 2002.
COTRIM, G. Fundamentos da Filosofia: História e Grandes Temas, São Paulo, Ed. Saraiva, 7a tiragem, 2005.
KIRK, G.S., RAVEN, J. E. & SCHOFIELD, M. Os filósofos pré-socráticos, Lisboa, Fund. Calouste Gulbenkian, 1994.
Aminas
Aminas
Líria Alves
Trimetilamina: encontrada em peixes
Aminas são compostos orgânicos nitrogenados obtidos através da substituição de hidrogênio da amônia (NH3) por outros grupos orgânicos (radicais alquila ou arila). Elas se caracterizam pela fórmula geral que contém o elemento Nitrogênio.
As aminas se encontram em condições ambientes na forma sólida, líquida ou gasosa, o que depende de sua estrutura. Aminas alifáticas com até doze carbonos são líquidas, e as com mais de doze carbonos são sólidas, e todas elas são incolores. As líquidas são tóxicas e apresentam cheiro desagradável, e as sólidas são inodoras.
As aminas podem ser encontradas em alcalóides, compostos extraídos de vegetais e na decomposição de peixes e de cadáveres. A trimetilamina pode ser produzida por peixe em decomposição, a putrescina e cadaverina são encontradas em proteínas de organismos humanos putrefatos (cadáveres) e constituem diaminas alifáticas saturadas.
As aminas podem se classificar como bases orgânicas porque possuem um par eletrônico disponível no átomo de nitrogênio presente nestes compostos. Esta classe de compostos é empregada em sínteses orgânicas, por exemplo, na preparação de corantes, vulcanização da borracha, fabricação de sabão, etc. As aminas são ainda usadas para produzir medicamentos que produzem efeito estimulante que possuem em sua fórmula o composto amino: Cafeína, Anfetamina, entre outros.
As aminas se encontram em condições ambientes na forma sólida, líquida ou gasosa, o que depende de sua estrutura. Aminas alifáticas com até doze carbonos são líquidas, e as com mais de doze carbonos são sólidas, e todas elas são incolores. As líquidas são tóxicas e apresentam cheiro desagradável, e as sólidas são inodoras.
As aminas podem ser encontradas em alcalóides, compostos extraídos de vegetais e na decomposição de peixes e de cadáveres. A trimetilamina pode ser produzida por peixe em decomposição, a putrescina e cadaverina são encontradas em proteínas de organismos humanos putrefatos (cadáveres) e constituem diaminas alifáticas saturadas.
As aminas podem se classificar como bases orgânicas porque possuem um par eletrônico disponível no átomo de nitrogênio presente nestes compostos. Esta classe de compostos é empregada em sínteses orgânicas, por exemplo, na preparação de corantes, vulcanização da borracha, fabricação de sabão, etc. As aminas são ainda usadas para produzir medicamentos que produzem efeito estimulante que possuem em sua fórmula o composto amino: Cafeína, Anfetamina, entre outros.
Classificação da Matéria
Classificação da Matéria
Líria Alves
A união de vários átomos forma a matéria
Substâncias simples: essas apresentam apenas um tipo de átomo que pode estar agrupado em moléculas ou isolado.
Exemplos: Hidrogênio (H2) e Hélio (He).
Substâncias compostas: também chamadas de compostos, essas substâncias são formadas por mais de um elemento químico.
Exemplos: Gás carbônico (CO2), Amônia (NH3), Água (H2O), Gás cianídrico (HCN).
Veremos agora as “Misturas”, elas são formadas por mais de uma substância.
Misturas: As misturas podem se classificar em Misturas homogêneas ou heterogêneas.
Misturas homogêneas: essas misturas apresentam uma única fase. Quando misturamos água e álcool, nem com o auxílio de um microscópico poderíamos ver a separação dos dois líquidos, dizemos então que a mistura possui uma só fase, ou seja, é uma mistura homogênea. Exemplo: a água oxigenada, ela contém água (H2O) e peróxido de hidrogênio (H2O2).
Misturas heterogêneas: apresentam mais de uma fase. Exemplo: a água e o óleo quando se misturam. A água se separa completamente do óleo, sendo assim, a mistura se torna heterogênea porque vemos nela duas fases.
Mais exemplos:
1. Mistura heterogênea: fumaça que polui o meio ambiente, quando observada ao microscópio mostra minúsculas partículas de carvão suspensas.
2. Mistura homogênea: álcool + água + acetona, juntos apresentam uma única fase.
sábado, 30 de novembro de 2019
A religião na Revolução Russa
Colégio Estadual Dinah Gonçalves
email accbarroso@hotmail.com www.youtube.com/accbarroso1
A religião na Revolução Russa
Rainer Sousa
O culto à Lênin: uma contradição no pensamento dos revolucionários russos?
Dentre as mais consagradas noções feitas contra o pensamento marxista, os críticos e suas teorias o acusavam de negar papel à crença religiosa. Equacionado a prática da religião ao uso de um entorpecente, muitos seguidores do ideário marxista passariam a defender o fim das práticas religiosas no interior da sociedade. Assim, como na França revolucionária, a Rússia de 1917 também se preocupou em redefinir o lugar ocupado pela religião.
Antes da tomada de poder empreendia pelos bolcheviques, a Rússia era um dos principais conglomerados do cristianismo ortodoxo. Valendo-se de suas igrejas, relíquias e influência política, o cristianismo ortodoxo conseguiu constituir-se enquanto uma das maiores religiões entre os povos eslavos. De forma semelhante ao catolicismo ocidental, a líderes da Igreja russa tinham grande preocupação em realizar acordos de cooperação política junto às autoridades e elites da Rússia czarista.
Ao legitimar a ordem das coisas, a Igreja viria a ser considerada inimiga dos revolucionários. Sob o comando de Lênin, Igreja e Estado perderam seus antigos vínculos e a liberdade religiosa foi instituída. Além disso, outras leis incentivavam a ampliação de ações públicas que prmovessem a disseminação do pensamento ateísta. O pensamento materialista ganhou destaque com a criação de locais considerados como grandes “museus do ateísmo”.
Outras exigências governamentais, de ordem mais incisiva, também foram empreendidas nesse período. Nos primeiros anos do governo leninista, diversas igrejas foram depredadas e vários clérigos foram presos ou executados. Algumas imagens foram incendiadas ou vendidas, e datas religiosas começaram a ser simplesmente ignoradas. O governo parecia querer substituir o racionalismo pela crença por meio dos poderes a ele atribuídos. No entanto, a separação entre essas duas formas de pensamento não surtiu o esperado efeito.
Além disso, se o fanatismo religioso fosse um mal a ser expurgado, diversas das ações políticas do governo socialista russo poderiam ser consideradas, no mínimo, contraditórias. Depois da morte de Lênin, seu corpo foi embalsamado e colocado em um verdadeiro altar público, o Kremlin, onde vários bolcheviques organizavam procissões para tocar e observar o corpo daquele que instalou a ditadura proletária russa. Seria no interessante nos questionar como um ideário materialista e racionalista abriu portas para uma demonstração de fé como essas.
Nesse sentido, podemos ver na perseguição religiosa do socialismo russo a crença inabalável em uma concepção que transforma a própria razão socialista em um tipo de fé religiosa. Os quadros vindouros da evolução socialista de Marx ou a suntuosidade dos desfiles das tropas militares russas eram, de certa forma, projeções que sonhavam com a construção de um novo Éden.
Antes da tomada de poder empreendia pelos bolcheviques, a Rússia era um dos principais conglomerados do cristianismo ortodoxo. Valendo-se de suas igrejas, relíquias e influência política, o cristianismo ortodoxo conseguiu constituir-se enquanto uma das maiores religiões entre os povos eslavos. De forma semelhante ao catolicismo ocidental, a líderes da Igreja russa tinham grande preocupação em realizar acordos de cooperação política junto às autoridades e elites da Rússia czarista.
Ao legitimar a ordem das coisas, a Igreja viria a ser considerada inimiga dos revolucionários. Sob o comando de Lênin, Igreja e Estado perderam seus antigos vínculos e a liberdade religiosa foi instituída. Além disso, outras leis incentivavam a ampliação de ações públicas que prmovessem a disseminação do pensamento ateísta. O pensamento materialista ganhou destaque com a criação de locais considerados como grandes “museus do ateísmo”.
Outras exigências governamentais, de ordem mais incisiva, também foram empreendidas nesse período. Nos primeiros anos do governo leninista, diversas igrejas foram depredadas e vários clérigos foram presos ou executados. Algumas imagens foram incendiadas ou vendidas, e datas religiosas começaram a ser simplesmente ignoradas. O governo parecia querer substituir o racionalismo pela crença por meio dos poderes a ele atribuídos. No entanto, a separação entre essas duas formas de pensamento não surtiu o esperado efeito.
Além disso, se o fanatismo religioso fosse um mal a ser expurgado, diversas das ações políticas do governo socialista russo poderiam ser consideradas, no mínimo, contraditórias. Depois da morte de Lênin, seu corpo foi embalsamado e colocado em um verdadeiro altar público, o Kremlin, onde vários bolcheviques organizavam procissões para tocar e observar o corpo daquele que instalou a ditadura proletária russa. Seria no interessante nos questionar como um ideário materialista e racionalista abriu portas para uma demonstração de fé como essas.
Nesse sentido, podemos ver na perseguição religiosa do socialismo russo a crença inabalável em uma concepção que transforma a própria razão socialista em um tipo de fé religiosa. Os quadros vindouros da evolução socialista de Marx ou a suntuosidade dos desfiles das tropas militares russas eram, de certa forma, projeções que sonhavam com a construção de um novo Éden.
Abiogênese x Biogênese

A abiogênese (ou geração es- pontânea) é uma teoria que foi refutada ainda na Antiguidade. Ela consiste na crença de que os seres vivos poderiam ser originados a partir da matéria bruta. Por exemplo: durante muito tempo, acreditou-se que as larvas de mosca presentes em cadáveres em decomposição eram, na verdade, vermes que se originavam a partir deste tipo de material.
Grandes pensadores, como Aris-tóteles, Santo Agostinho, René Descartes e Isaac Newton, apesar de reconhecerem o papel da reprodução, acreditavam piamente nesta teoria e a utilizavam para explicar a origem de alguns organismos vivos.
Para eles, havia um princípio que proporcionava a apenas determinados meios a capacidade de formação de novos seres: a da força vital. Partindo deste princípio, apenas quando se houvesse condições para esta força fluir é que tal fenômeno poderia ocorrer.
Entretanto, em meados do século XVII, Francesco Redi, por meio de experimentos, demonstrou que os “vermes” presentes na carne podre eram, na verdade, larvas de moscas que “surgiam” em razão da presença dos animais adultos desta espécie no substrato em questão. Tal descoberta refutou a teoria da abiogênese até o momento em que, com o advento da microscopia, passou-se a indagar a origem dos micróbios e acreditar que tais seres só podiam ser formados por geração espontânea.
Para verificar tais indagações, outros experimentos foram feitos. Needham, por exemplo, inseriu caldos nutritivos em tubos de ensaio, aqueceu e isolou-os com rolhas. Após alguns dias, verificou a presença dos seres microscópicos – uma possível comprovação de que ocorrera o mecanismo da abiogênese. Spallanzani, 25 anos depois, repetiu tal experimento, mas fervendo a solução, por tempo considerável; e teve como resultado o não aparecimento desses organismos.
Needham argumentou que o colega havia destruído a força vital da substância e, obviamente por tal motivo, não havia vida nas amostras.
Tal ideia perdurou até que Pasteur, aproximadamente 100 anos depois, preparou líquidos nutritivos em frascos cujos gargalos foram aquecidos e moldados tal como pescoços de cisne. Aqueceu as substâncias até que saíssem vapores pelas aberturas, deixou-as esfriar e percebeu que, após vários dias, estas permaneciam sem a presença de germes.
Concluiu que estes ficaram retidos na longa curvatura do gargalo com o auxílio das gotículas de ar – funcionando tal como um filtro – e comprovou esta ideia após quebrar o “pescoço de cisne” de algumas amostras e verificar que estas passaram a apresentar estes seres diminutos, algumas horas depois.
Assim, como o líquido se contaminou após a quebra dos gargalos (não destruiu a força vital) e, além disso, este tinha contato com o ar, Pasteur conseguiu provar que a abiogênese também não se aplicava a este caso.
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Ácidos Carboxílicos
Ácidos Carboxílicos
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Possui a presença do grupo funcional carboxila ligado à cadeia carbônica

R = radical representando cadeia de hidrocarbonetos.
Os ácidos carboxílicos podem se classificar de acordo com o número de grupos funcionais.
Ácido monocarboxílico: presença de apenas um grupo – COOH;
Exemplo:

Ácido dicarboxílico: se caracteriza pela presença de dois grupos – COOH na estrutura;
Exemplo:

Ácido ftálico
E a presença de três – COOH nos leva ao Ácido tricarboxílico.
Exemplo:

Ácido cítrico
Os ácidos carboxílicos também se classificam de acordo com o tipo de cadeia:
Ácido alifático: possui cadeia aberta.
Exemplo:

Ácido pimélico
Ácido aromático: o radical R é substituído por um anel aromático, como no Ácido cítrico.
Aspectos físicos de Ácidos Carboxílicos
Ácidos monocarboxílicos alifáticos com até quatro carbonos são líquidos incolores e solúveis em água. Ácidos carboxílicos com mais de dez carbonos são classificados como ácidos graxos, eles são encontrados em óleos e gorduras, são sólidos insolúveis em água.
Pronomes
Os pronomes indefinidos São aqueles que se referem à terceira Pessoa do discurso de forma vaga, imprecisa e genérica.
Alguem deixou o cachorro fugir.
Pronomes Indefinidos
Os pronomes indefinidos tambem Podem aparecer sob a forma de locução pronominal:
Cada Qual, Quem quer que, qualque um, quem, tudo o mais
Emprego dos pronomes indefinidos
- O indefinido algums , adiado para o substantivo Assum sentido negativo.
Motivo algums me fará desistir de vocês. (Negativo)
- O indefinido cada Não Deve ser utilizado desacompanhada de substantivo ou numeral.
Ganhamos duas casas cada UM .
- O indefinido verdade , antes de substantivo é pronome indefinido, depois do substantivo é adjetivo.
Não compreendi algumas Pessoa. (Pronome indefinido)
Escolha a Pessoa certa para casar. (Adjetivo)
- O indefinido todos e todas (singular), Quand desacompanhado de artigo, significam qualque .
Todo Homem é desonesto. (Qualque Homem)
Quand acompanhados de artigo Dão ideia de totalidade.
Ela comeu toda a pizza.
Qualque (plural = quaisquer): vieram Pessoas de quaisquer origens.
Pronomes interrogativos
É UM tipo de pronome indefinido com que se introduzem frases interrogativas (direta ou indiretas).
Quantos Irão viajar nas férias? (Direta)
Quero saber quantos Irão viajar nas férias. (Indireta)
Alguem deixou o cachorro fugir.
Pronomes Indefinidos
| Variaveis | Invariáveis |
| (Referem-se a Coisas) | |
| Algums, algums, alguns, algums | algo |
| Nenhum, nenhuma | Tudo |
| Nenhuns, nenhumas | |
| Tudo, toda, todos, todas | Nada |
| Outro, outra, outros, outras | |
| Muito, Muita, muitos, Muitas | |
| (Referem-se a Pessoas) | |
| Pouco, pouca, poucos, poucos | Quem |
| Certo, certo, certos, certas | Alguem |
| Várias, várias, vários, vários | Ninguém |
| Quanto, quanta, quantos, quanto | Outrem |
| Tanto, tanto, tantos, tantos | |
| Qualque, quaisquer | |
| (Referem-se a Coisas e Pessoas) | |
| Qual, Quai | Cada |
| Um, UMA, uns, umas | Que |
Os pronomes indefinidos tambem Podem aparecer sob a forma de locução pronominal:
Cada Qual, Quem quer que, qualque um, quem, tudo o mais
Emprego dos pronomes indefinidos
- O indefinido algums , adiado para o substantivo Assum sentido negativo.
Motivo algums me fará desistir de vocês. (Negativo)
- O indefinido cada Não Deve ser utilizado desacompanhada de substantivo ou numeral.
Ganhamos duas casas cada UM .
- O indefinido verdade , antes de substantivo é pronome indefinido, depois do substantivo é adjetivo.
Não compreendi algumas Pessoa. (Pronome indefinido)
Escolha a Pessoa certa para casar. (Adjetivo)
- O indefinido todos e todas (singular), Quand desacompanhado de artigo, significam qualque .
Todo Homem é desonesto. (Qualque Homem)
Quand acompanhados de artigo Dão ideia de totalidade.
Ela comeu toda a pizza.
Qualque (plural = quaisquer): vieram Pessoas de quaisquer origens.
Pronomes interrogativos
É UM tipo de pronome indefinido com que se introduzem frases interrogativas (direta ou indiretas).
| Variaveis | Invariáveis |
| Qual, quanto | Quem que |
Quantos Irão viajar nas férias? (Direta)
Quero saber quantos Irão viajar nas férias. (Indireta)
Idade Média
Colégio Estadual Dinah Gonçalves
email accbarroso@hotmail.com
Ilustração representando os médicos da Idade Média.
A Idade Média compreende o período entre a queda do Império Romano do Ocidente, em 476, e a tomada de Constantinopla, pelos turcos, em 1453. É dividida em duas etapas: Alta Idade Média (século V ao X) e Baixa Idade Média (século X ou XV). Nesse período houve a predominância da Igreja Católica, que coordenava, regia e punia a população.
No início da Idade Média, o trabalho escravo foi desaparecendo, dando lugar ao feudalismo. O senhor feudal (suserano) cedia uma parte de suas terras ao trabalhador (vassalo) que nelas trabalhava. Dela este retirava os alimentos para seu sustento e, em troca, pagava uma taxa ao senhor.
No campo político, a Idade Média foi um período monárquico, com interferências da Igreja. Os reis nomeavam papas, bispos e padres, enquanto a Igreja coordenava as expedições de catecismo e retomada da Terra Santa, conhecidas como Cruzadas. O mundo islâmico também teve forte presença nesse período. Católicos e muçulmanos travaram um violento confronto, a fim de conquistar Jerusalém, a Terra Santa. Com a formação do Império Sacro-Romano Germânico, bárbaros e romanos se uniram contra o Oriente, proporcionando terríveis batalhas, em nome de Deus.
No campo cultural, temos a propagação das ideias cristãs e seu controle. A Igreja, detentora do conhecimento, traduzia os livros de Aristóteles e Platão, mas permitia somente o acesso às escrituras que não a confrontassem. Possuía uma vasta biblioteca, que era de seu uso exclusivo, já que os medievos, na maioria, eram iletrados. Na arquitetura, destaca-se a construção de castelos, feitos de pedra, para reforçar a proteção dos reis, constantemente em guerra.
Em 1453, Constantinopla, última lembrança do Império do Oriente, foi tomada pelos turcos. Seus habitantes, temorizados, fugiram para a Península Itálica, onde mais tarde vieram a compor o período que conhecemos como Renascimento, início da Idade Moderna. A Idade Média, no passado, foi considerada como um período negro da História, no qual predominou a ignorância e o messianismo. Mas, ao longo do tempo, este conceito foi mudando. Muitas respostas para conflitos contemporâneos podem ser encontrados nesse período. Além de ser riquíssimo em mistérios e dogmas, tão explorados pela indústria cinematográfica.
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No início da Idade Média, o trabalho escravo foi desaparecendo, dando lugar ao feudalismo. O senhor feudal (suserano) cedia uma parte de suas terras ao trabalhador (vassalo) que nelas trabalhava. Dela este retirava os alimentos para seu sustento e, em troca, pagava uma taxa ao senhor.
No campo político, a Idade Média foi um período monárquico, com interferências da Igreja. Os reis nomeavam papas, bispos e padres, enquanto a Igreja coordenava as expedições de catecismo e retomada da Terra Santa, conhecidas como Cruzadas. O mundo islâmico também teve forte presença nesse período. Católicos e muçulmanos travaram um violento confronto, a fim de conquistar Jerusalém, a Terra Santa. Com a formação do Império Sacro-Romano Germânico, bárbaros e romanos se uniram contra o Oriente, proporcionando terríveis batalhas, em nome de Deus.
No campo cultural, temos a propagação das ideias cristãs e seu controle. A Igreja, detentora do conhecimento, traduzia os livros de Aristóteles e Platão, mas permitia somente o acesso às escrituras que não a confrontassem. Possuía uma vasta biblioteca, que era de seu uso exclusivo, já que os medievos, na maioria, eram iletrados. Na arquitetura, destaca-se a construção de castelos, feitos de pedra, para reforçar a proteção dos reis, constantemente em guerra.
Em 1453, Constantinopla, última lembrança do Império do Oriente, foi tomada pelos turcos. Seus habitantes, temorizados, fugiram para a Península Itálica, onde mais tarde vieram a compor o período que conhecemos como Renascimento, início da Idade Moderna. A Idade Média, no passado, foi considerada como um período negro da História, no qual predominou a ignorância e o messianismo. Mas, ao longo do tempo, este conceito foi mudando. Muitas respostas para conflitos contemporâneos podem ser encontrados nesse período. Além de ser riquíssimo em mistérios e dogmas, tão explorados pela indústria cinematográfica.
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Autores do Romantismo

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O Romantismo foi o estilo literário que perdurou no Brasil desde 1836 até 1881 (ano da publicação de O Mulato e Memórias Póstumas de Brás Cubas). O primeiro poeta romântico brasileiro foi Gonçalves de Magalhães, que publicou Suspiros Poéticos e Saudades em 1836. Era marcado por grande subjetividade, idealização (da mulher e do amor) e sentimentalismo. Foi a primeira tentativa consciente de se produzir literatura verdadeiramente brasileira.
Gonçalves Dias
Orgulhoso de ter o sangue de índios, negros e brancos em seu corpo, Antônio Gonçalves Dias nasceu a 10 de agosto de 1823 no Maranhão e morreu a 3 de novembro de 1864. Gonçalves Dias foi um poeta romântico indianista e bacharel em Direito pela universidade de Coimbra. Sua poesia trouxe a admiração da crítica e do rei, que o nomeou para vários cargos públicos e lhe permitiu viver mais confortavelmente, tendo viajado pelo Norte do Brasil a serviço da corte. Também fez teatro. Recusado pela família de sua amada, casou-se com outra e, doente, viajou a Europa para se tratar. Quando o governo cortou o subsídio que lhe concedia em 1864, decidiu voltar ao Brasil. Na volta, morre no naufrágio do "Ville de Boulogne" por estar doente, já que foi abandonado de cama em estado deplorável enquanto todos os outros se salvaram. Alguns de seus poemas indianistas mais famosos são I-Juca Pirama e Os Timbiras.
"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá." Canção do Exílio
"Eu vi o brioso no largo terreiro,
Cantar prisioneiro
Seu canto de morte, que nunca esqueci:
Valente como era, chorou sem ter pejo;
Parece que o vejo,
Que o tenho nest'hora diante de mi." I-Juca Pirama
"Por onde quer que fordes de fugida
Vai o fero Itajuba perseguir-vos
Por água ou terra, ou campos, ou florestas;
Tremei!..." Os Timbiras
Álvares de Azevedo
Manuel Antônio Álvares de Azevedo nasceu em 1831, um gênio precoce que já falava francês, inglês e latim aos 10 anos de idade. Estudava Direito e participava de altas orgias em reuniões com outros grandes escritores românticos como seu amigo Bernardo de Guimarães. Além do maior poeta da tendência Mal do Século no Brasil, Álvares de Azevedo também escreveu contos e uma peça de teatro (Macário). Quando entrou na faculdade de Direito teve um pressentimento que não completaria o curso ao ver dois estudantes do quinto ano morrerem na sua frente. A morte foi uma constante em sua obra, já que o irmão morreu prematuramente e ele sentia fortes dores no peito. De fato, morreu meses após completar o quarto ano, com prematuros 20 anos de idade, de um tumor na fossa ilíaca descoberto após um acidente de equitação. Dois anos depois sua obra romântica, dividida entre Ariel (o bem) e Caliban (o mal), passou a ser publicada. Foi o maior poeta brasileiro da tendência do Mal do Século. Seguem passagens do livro de contos (Caliban) Noite na Taverna, uma amostra da poesia Se eu morresse amanhã (composta dias antes do acidente) e do livro de poesias Lira dos Vinte Anos.
"Mas essa dor da vida que devora
A ânsia de glória, o dolorido afã...
A dor no peito emudecera ao menos
Se eu morresse amanhã!"
" Quando falo contigo, no meu peito
esquece-me esta dor que me consome:
Talvez corre o prazer nas fibras d'alma:
E eu ouso ainda murmurar teu nome!" Lira dos Vinte Anos
"Pois bem, dir-vos-ei uma história. Mas quanto a essa, podeis tremer a gosto, podeis suar a frio da fronte grossas bagas de terror. Não é um conto, é uma lembrança do passado." Noite na Taverna
"A mulher recuava... Recuava. O moço tomou-a nos braços, pregou os lábios nos dela... Ela deu um grito, e caiu-lhe das mãos. Era horrível de ver-se. O moço tomou o punhal, fechou os olhos, apertou-os no peito, e caiu sobre ela. Dois gemidos sufocaram-se no estrondo do baque de um corpo..." Noite na Taverna
"Mais claro que o dia. Se chamas o amor a troca de duas temperaturas, o aperto de dois sexos, a convulsão de dois peitos que arquejam, o beijo de duas bocas que tremem, de duas vidas que se fundem tenho amado muito e sempre! Se chamas o amor o sentimento casto e poro que faz cismar o pensativo, que faz chorar o amante na relva onde passou a beleza, que adivinha o perfume dela na brisa, que pergunta às aves, à manhã, à noite, às harmonias da música, que melodia é mais doce que sua voz, e ao seu coração, que formosura há mais divina que a dela-eu nunca amei. Ainda não achei uma mulher assim. Entre um charuto e uma chávena de café lembro-me às vezes de alguma forma divina, morena, branca, loira, de cabelos castanhos ou negros. Tenho-as visto que fazem empalidecer-e meu peito parece sufocar meus lábios se gelam, minha mão se esfria..." Macário
"Esse amor foi uma desgraça. Foi uma sina terrível. Ó meu pai! ó minha segunda mãe! ó meus anjos! meu céu! minhas campinas! É tão triste morrer!" Macário
Junqueira Freire
O monge beneditino Luís José Junqueira Freire (1832-1855) permaneceu enclausurado até 1854, atormentado pela falta de vocação e com uma sexualidade latente e reprimida. Seus poemas mostram um jovem angustiado, incapaz de seguir a vida religiosa e que vê na morte a única fuga (Evasão na Morte, característica típica da poesia Mal do Século).
"Eis a descrença e a crença,
Eis o absinto e a flor,
Eis o amor e o ódio,
Eis o prazer e a dor!"
Joaquim de Sousândrade
Joaquim de Sousa Andrade (1833-1902) era um republicano e abolicionista convicto e militante, que morou em NY e mais tarde foi professor. Morto, sua obra foi esquecida e só na década de 1960 foi resgatada. Usou inovações como a criação de neologismos e metáforas, valorizadas só mais tarde. Segue aqui uma citação deste que é um dos menos conhecidos dos poetas românticos brasileiros, apesar de segundo apenas a Castro Alves na poesia social.
"Desde a noite funérea de tristeza
Heleura está doente. Ara, morrendo,
Nunca perdera as cores do semblante,
Um formoso defunto: "Vivo! Vivo!"
Gritava a filha p'ra que não o levassem:
"Vivo! Vivo!" Prenúncios maus, diziam."
Casimiro de Abreu
Comerciante, Casimiro José Marques de Abreu nasceu em 4 de Janeiro de 1839 no município de Barra de São João (que atualmente leva seu nome), levou vida boêmia e morreu tuberculoso em 18 de outubro de 1860, três anos após voltar de Portugal, onde estava a negócios. Sua poesia não foi muito inovadora, sendo considerado mais ingênuo dos românticos. Conhecido como "poeta da infância", fala muito da inocência perdida, como mostra a passagem abaixo. Um dos motivos de sua nostalgia era a intransigência do pai, que o obrigou a se tornar comerciante ao invés de lhe permitir ser poeta.
"Oh! Que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!"
Fagundes Varela
Luís Nicolau Fagundes Varela (1841-1875) foi um poeta romântico inspirado pelo byronismo. Boêmio, este estudante de direito que nunca conclui o curso perdeu seu filho ainda novo e da esposa o leva mais fundo à boêmia. Casando-se de novo, muda-se para Niterói e falece, alcoólatra e mentalmente desequilibrado. Considerado o menos ingênuo dos românticos, a perda do filho influenciou muito sua obra, sendo o Cântico do Calvário indicação disto. Segue uma passagem.
"Eras na vida a pomba predileta
Que sobre um mar de angústia conduzia
O ramo da esperança. - Eras a estrela
Que entre as névoas do inverno cintilava
Apontando o caminho ao pergueiro."
Castro Alves
Antônio Frederico de Castro Alves nasceu a 14 de março de 1847 na cidade que hoje leva seu nome e morreu tuberculoso a 6 de julho de 1871. Tinha 15 anos quando se matriculou no curso de Direito em Recife, onde iniciou sua carreira poética, escrevendo poesia lírica e social (a social sendo a que mais o consagrou) a favor da abolição da escravatura, sendo por isso chamado de Poeta dos Escravos. Sua poesia lírica era menos idealizada que a de seus contemporâneos românticos, apresentando uma mulher mais sensual menos idealizada. Entusiasmou-se pelo teatro e casou-se com uma atriz chamada Eugênia Câmara, dez anos mais velha, que o abandonou mais tarde. Tempos depois do casamento, atira contra o próprio pé em uma caçada e tem o membro amputado. As caçadas tiveram sua origem justamente como escapatória das constantes brigas que o casal tinha começado a ter quando se mudaram para São Paulo. Mas após este infeliz acidente ainda pôde andar, ainda que com o auxílio de uma bengala e um pé de borracha. Em 1870 publica Espumas Flutuantes na Bahia, sua única obra poética publicada em vida. O que segue é uma passagem de seu célebre Navio Negreiro, parte de sua obra publicada postumamente em Os Escravos.
"Eras um sono dantesco... O tombadilho,
Que das luzernas avermelha o brilho,
Em sangue a se banhar,
Tinir de ferros... Estalar do açoite...
Legiões de homens negros como a noite
Horrendos a dançar" Os Escravos
Gonçalves de Magalhães
Domingos José Gonçalves de Magalhães (1811-1882) nasceu em Niterói, RJ, e morreu em Roma. Formou-se em Medicina, trouxe e divulgou o Romantismo no Brasil após sua viagem à Europa. Fez poesia religiosa e indianista (estas o últimas o levaram a grande polêmica com José de Alencar). Não era um grande poeta e é considerado um poeta importante apenas pela introdução do Romantismo com seu livro Suspiros poéticos e saudades.
Tobias Barreto
Tobias Barreto de Meneses (1839-1889), além de filósofo, ensaísta, jurista, crítico, polemista, educador e político foi também um dos maiores nomes da poesia social brasileira. Quando estudante, participava de polêmicas célebres com Castro Alves. Brilhante, aos 15 anos ensinava latim. Aos 20 ia tornar-se padre, mas foi expulso do seminário por boemia e indisciplina. No Recife onde morreu foi catedrático da Faculdade de Direito. Seu único livro de versos publicado foi Dias e Noites.
Martins Pena
Luís Carlos Martins Pena (5/11/1815 - 7/12/1848) morreu jovem em Lisboa, tendo escrito no período 28 peças teatrais. Quando jovem, estudou Belas Artes e aprendeu mais sobre o teatro. Mais tarde trabalhou como censor teatral, aprendendo ainda mais sobre sua arte. Apesar de ter escrito sua primeira peça, O Juiz de Paz da Roça, em 1833, ela só foi encenada 5 anos mais tarde, pela trupe de João Caetano, então um dos mais importantes atores brasileiros. Apesar de ter tentado fazer teatro histórico (gênero bem-sucedido no Romantismo europeu), foi como comediógrafo que mais se destacou; entre 1844 e 1846 escreveu 17 peças cômicas, criando o teatro de costumes brasileiro. É comparado por alguns críticos com Manuel Antônio de Almeida, por fazer algo próximo de um Realismo ingênuo. Sua obra mais importante é O Noviço.
"E vós, senhoras, esperai da justiça dos homens o castigo deste malvado (Para Carlos e Emília:) E vós, meus filhos, sede felizes, que eu pedirei para todos (ao público) indulgência!" O Noviço
Bernardo Guimarães
Mineiro, Bernardo Guimarães foi juiz, jornalista e professor. Atuou como juiz em Catalão, onde tomou a polêmica medida de libertar presos que abarrotavam a cadeia municipal. Vivia em um grande desleixo, como atestam pessoas que o visitavam. Como professor também não era competente, tendo sido despedido por sua falta de assiduidade e competência. Ele pretendia, junto com Álvares de Azevedo, instalar a boêmia byroniana em São Paulo. Tornou-se célebre principalmente por sua famosa obra A Escrava Isaura, que foi adaptada para filme, teatro e televisão.
"As linhas do perfil desenhavam-se distintamente entre o ébano da caixa do piano, e as bastas madeixas ainda mais negras do que ele. São tão puras e suaves estas linhas, que fascinam os olhos, enlevam a mente, e paralisam toda análise. A tez é como o marfim do teclado, alva que não deslumbra, embaraçada por uma nuança delicada, que não sabereis dizer se é leve palidez ou cor-de-rosa desmaiada. O colo donoso e do mais puro louvor sustenta com graça inefável o busto maravilhoso. Os cabelos soltos e fortemente ondulados se despenham caracolando pelos ombros em espessos e luzidios rolos, e como franjas negras escondiam completamente o dorso da cadeira, a que se achava recostada." A Escrava Isaura
"Pobre Isaura! - disse Álvaro com a voz comovida, estendendo os braços à cativa. - Chega-te a mim... Eu protestei no fundo de minha alma e por minha honra desafrontar-te do jugo opressor e aviltante, que te esmagava, porque via em ti a pureza de um anjo, e a nobre e altiva resignação de um mártir. Foi uma missão santa, que julgo ter recebido do céu, e que hoje vejo coroada do mais feliz e completo resultado. Deus enfim, por minhas mãos vinga a inocência e a virtude oprimida, e esmaga o algoz." A Escrava Isaura
Manuel Antônio de Almeida
Escritor romântico de transição para o Realismo, Manuel Antônio de Almeida (1831-1861) se formou em Medicina mas era jornalista por excelência. Um de seus empregos antes do jornalismo foi assistente de tipógrafo. Só escreveu uma obra, que foi em vida assinada anonimamente por ele apenas como "Um Brasileiro". Este pseudônimo indicava que ele possivelmente não continuaria a carreira literária. Morreu tragicamente aos 30 anos de idade, no naufrágio do navio Hermes, enquanto fazia campanha para deputação federal. Seguem algumas passagens desta obra, Memórias de um Sargento de Milícias.
"O compadre compreendeu tudo: viu que o Leonardo abandonava o filho, uma vez que a mãe o tinha abandonado, e fez um gesto como quem queria dizer: - Está bom, já agora... Vá; ficaremos com uma carga às costas." Memórias de um Sargento de Milícias
"Passado o tempo indispensável de luto, o Leonardo, em uniforme de Sargento de Milícias, recebeu-se na Sé com Luisinha, assistindo à cerimônia a família em peso." Memórias de um Sargento de Milícias
Joaquim Manuel de Macedo
Joaquim Manuel de Macedo (1820-1882) nasceu no RJ e formou-se médico. Fundou a revista Guanabara com Gonçalves Dias, foi redator de revista, secretário, orador do Instituto Histórico, político e professor. Amigo do imperador, tornou-se preceptor dos filhos da princesa Isabel. Um dos primeiros românticos, provavelmente o mais puramente romântico de todos na prosa, produziu diversos livros entre os quais os mais célebres são A Moreninha (que escreveu ainda muito jovem, com apenas 20, 21 anos de idade e lhe deu fama imediata), O Moço Loiro e A Luneta Mágica.
"No dia 20 de julho de 18... Na sala parlamentar da casa nº... Da rua de..., sendo testemunhas os estudantes Fabrício e Leopoldo, acordaram Felipe e Augusto, também estudantes, que, se até o dia de 20 de agosto do corrente ano, o segundo acordante tiver amado a uma só mulher durante quinze dias ou mais, será obrigado a escrever um romance em que tal acontecimento confesse; e, no caso contrário, igual pena sofrerá o primeiro acordante. Sala parlamentar, 20 de julho de 18... Salva a redação." A Moreninha
"Achei minha mulher!... Bradava Augusto; encontrei minha mulher!... Encontrei minha mulher!..." A Moreninha
Franklin Távora
João Franklin da Silveira Távora (1842-1888) nasceu no Ceará mas viveu em Pernambuco, onde se formou em Direito, e, a partir de 1874, viveu no Rio e Janeiro. Foi deputado estadual em Pernambuco e funcionário da Secretaria do Império no Rio. Foi além de contista e romancista um grande historiador, e como morreu pobre, o Instituo Histórico e Geográfico Brasileiro do qual fazia parte deu uma pensão a sua viúva e filho. Parte de sua obra de historiografia foi destruída no final de sua vida pelo próprio autor, que sentia-se abandonado e miserável. Franklin Távora criou a "literatura do Norte", como ele mesmo batizou no prefácio de O Cabeleira. Embora tenha atacado José de Alencar no começo da carreira, ele se arrependeu depois. Távora é um romântico pré-naturalista. mantendo poucas características do Romantismo mas não se desvencilhando totalmente deste. Entre as obras que fazem parte desta literatura do Norte destacam-se O Cabeleira e O Matuto.
"Pela sua organização, pelos seus predicados naturais, o Cabeleira não estava destinado a ser o que foi, nós o repetimos. Os maus conselhos e os péssimos exemplos que lhe foram dados pelos desnaturado pai converteram seu coração, acessível em começo, ao bem e ao amor, em um músculo bastardo que só pulsava por fim a paixões condenadas." O Cabeleira
"Morro arrependido de meus erros. Quando caí nos braços da justiça, meu braço era já incapaz de matar, porque eu já tinha entrado no caminho do bem." O Cabeleira
José de Alencar
Escritor, político e advogado, José Martiniano de Alencar nasceu a 1º de maio de 1829 no Ceará e morreu de tuberculose aos 48 anos no Rio de Janeiro, em 12 de dezembro de 1877. Fez curso de Humanidades no RJ e formou-se em Direito em SP, onde foi colega de aula de Álvares de Azevedo e Bernardo Guimarães. Foi ministro da Justiça (1868-1870) e Senador do Império. Um de seus descendentes foi o Presidente Humberto de Alencar Castelo Branco. É considerado o maior escritor romântico brasileiro, tendo criado obras regionalistas, sociais e indianistas. Neste último estilo, que criou junto com Gonçalves Dias, enquadra-se O Guarani, que inspirou a célebre ópera de Carlos Gomes. Alencar foi também poeta e teatrólogo. Entre seus maiores romances estão O Guarani, Ubirajara, Iracema, Senhora, A Pata da Gazela, Diva, Lucíola, As Minas de Prata, A Viuvinha, Cinco Minutos, Til, O Gaúcho, O Sertanejo, Encarnação, Sonhos d'Ouro e O Tronco do Ipê.
"Aurélia amava mais seu amor, do que seu amante; era mais poeta do que mulher; preferia o ideal ao homem." Senhora
"As cortinas cerraram-se, e as auras da noite, acariciando o seio das flores, cantavam o hino misterioso do santo amor conjugal." Senhora
"Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longo que seu talhe de palmeira.
O favo da jati não era doce como sue sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado." Iracema
"Pousando a criança nos braços paternos, a desventurada mãe desfaleceu, como a jetica, se lhe arrancam o bulbo. O esposo viu então como a dor tinha consumido seu belo corpo; mas formosura ainda morava nela, como o perfume na flor caída do manacá." Iracema
"Poucos homens conheciam como Horácio o coração da mulher; porque bem raros o teriam estudados com tamanha assiduidade. O mais sábio professor ficaria estupefato da lucidez admirável, com que o leão costumava ler nesse caos da paixão, que a anatomia chamou coração de mulher." A Pata da Gazela
" É verdade! Murmurou soltando uma fumaça de charuto. O leão deixou que o cerceassem as garras; foi esmagado pela pata da gazela." A Pata da Gazela
"Podia dar-lhe outra resposta mais breve, e dizer-lhe simplesmente que tudo isto sucedeu porque me atrasei cinco minutos." Cinco Minutos
"Calando-me naquela ocasião, prometi dar-lhe a razão que a senhora exigia; e cumpro o meu propósito mais cedo do que pensava. Trouxe no desejo de agradar-lhe a inspiração; e achei voltando a insônia de recordações que despertara a nossa conversa. Escrevi as páginas que lhe envio, às quais a senhora dará um título e um destino que merecem. É um 'perfil de mulher' apenas esboçado." Lucíola
"Quis pintar-lhe o que vi: a incubação de uma alma violentamente comprimida por uma terrível catástrofe; a vegetação de um corpo vivendo apenas pela força da matéria e do instinto; a revelação súbita da sensibilidade embotada pelos choques violentos que partiram o estame de uma infância feliz; a floração tardia do coração confrangido pelo escárnio e pelo desprezo; finalmente a energia e o vigor do espírito que surgia, soltando por misteriosa coesão os elos partidos da vida moral, e continuando no futuro a adolescência truncada." Lucíola
"Porque nasci para esta vida nova. Oh! Tu não sabes... Depois que reabilitei o nome de meu pai e o meu, ainda me faltava uma condição para voltar ao mundo. [...] A tua felicidade, o teu desejo. Se tivesses esquecido do teu marido para amar-me sem remorso e sem escrúpulo, eu estava resolvido... a fugir-te para sempre!" A Viuvinha
" A Emília, de quem eu te falo, não existiu para ninguém mais senão para mim, em quem ela viveu e morreu. A Emília, que o mundo conhecera e já esqueceu talvez, foi a moça formosa, que atravessou os salões, como a borboleta, atirando às turbas o pó dourado de suas asas. A flor, de que ela buscava o mel, não viçava ali, nem talvez na terra." Diva
" Não sei!... Respondeu-me com indefinível candura. O que sei é que te amo!... Tu não é só o arbítrio supremo de minha alma, és o motor de minha vida, meu pensamento e minha vontade. És tu que deve pensar e querer por mim... Eu?... Eu te pertenço; sou uma cousa tua. Podes conservá-la ou destruí-la; podes fazer dela tua mulher ou tua escrava!... É o teu direito e o meu destino. Só o que tu não podes em mim, é fazer que eu não te ame!..." Diva
Visconde de Taunay
O Visconde Alfredo d'Escragnolle Taunay foi um militar e político, tendo escrito o romance de transição para o Naturalismo Inocência e a obra em francês Retirada de Laguna. Foi também um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras; quando aconteceu a proclamação da República tomou desgosto da política e retirou-se da vida pública.
"À medida que as suspeitas sobre as intenções do inocente Meyer iam tomando vulto exagerado, nascia ilimitada confiança naquele outro homem que lhe era também desconhecido e que a princípio lhe causara tanta prevenção quanto o segundo." Inocência.
"Inocência, coitadinha...
Exatamente neste dia fazia dois anos que o seu gentil corpo fora entregue à terra, no imenso sertão de Santana do Paranaíba para aí dormir o sono da eternidade." Inocência
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