domingo, 5 de janeiro de 2020

Probabilidade


Experimento

Chama-se experimento uma experiência realizada ao acaso (aleatória) para a obtenção de alguma observação de seus resultados.
Exemplos:
No lançamento de uma moeda, observar a face voltada para cima.
Retirar uma carta de um baralho e observar seu naipe.

Espaço Amostral (S)

O conjunto de todos os resultados possíveis de um experimento aleatório é dito espaço amostral.
Exemplos:
No lançamento de uma moeda, observar a face voltada para cima.
S = { cara, coroa }

Ao retirar uma carta de um baralho e observar seu naipe.
S = { copas, ouros, paus, espadas }

Num lançamento de um dado, observar a face voltada para cima.
S = { 1, 2, 3, 4, 5, 6 }

Evento (E)

Qualquer subconjunto do espaço amostral é dito evento.
Exemplos:
No lançamento de uma moeda, observar a face voltada para cima.
E = { sair cara }

Ao retirar uma carta de um baralho e observar seu naipe.
E = { a carta é de espadas }

Evento certo

Evento certo é aquele que possui todos os elementos do espaço amostral.

Exemplo:
Num lançamento de um dado, a face voltada para cima ser um número menor do que 10.
E = { 1, 2, 3, 4, 5, 6 }
Evento impossível

Evento impossível ou improvável é aquele que não possui elementos do espaço amostral.

Exemplo:
Num lançamento de um dado, a face voltada para cima ser um número maior do que 10.
E = vazio

Probabilidade

Se em um fenômeno aleatório as possibilidades são igualmente prováveis, então a probabilidade de ocorrer um evento E é:
P(E) = n(E) / n(S)

Onde n(E) é o número de elementos do evento E e n(S) é o número de elementos do espaço amostral.

Exemplo:
Num lançamento de um dado, qual a probabilidade de sair um número primo?
O espaço amostral é S = { 1, 2, 3, 4, 5, 6 } e o evento é E = { 2, 3, 5 }, então:
P(E) = n(E) / n(S)
P(E) = 3/6 = 1/2 = 0,5.
Propriedades
Seja A um evento e S o espaço amostral, assim sempre se tem:
1) 0 menor ou igual P(A) menor ou igual 1.
2) P(vazio) = 0.
3) P(S) = 1.
4) P(complementar de A) = 1 – P(A).

Probabilidade da união de dois eventos

Se A e B são eventos quaisquer de um espaço amostral, o número de elementos da ocorrência de A "ou" B é dado por:
n(A união B).

O número de elementos da ocorrência de A "e" B é dado por:
n(A inter B).

A probabilidade da ocorrência de A união B é dada por:
P(A união B) = P(A) + P(B) – P(A intersecção B).

Eventos mutuamente excludentes

Dois eventos A e B são ditos mutuamente excludentes ou exclusivos se a ocorrência de um impede a ocorrência do outro.

Neste caso, A inter B = vazio, então:
P(A união B) = P(A) + P(B).

Exemplo:
Num lançamento de um dado, seja o evento A = { sair um número par } e o evento B = { sair um número ímpar }.
Logo, se o evento A ocorrer impede a ocorrência de B.
Assim tem-se:
S = {1, 2, 3, 4, 5, 6};    A = {2, 4, 6}    e    B = {1, 3, 5} e daí:
P(A) = 3/6 = 1/2    e    P(B) = 3/6 = 1/2.

P(A união B) = 1/2 + 1/2 = 1.

Probabilidade condicional

Se um evento A ocorreu ou irá ocorrer, a probabilidade de outro evento B ocorrer sabendo da ocorrência de A ( onde P(A) > 0 ) é dada por:
P(B|A) = n(A inter B) / n(A)      ou     P(B/A) = P(A inter B) / P(A)

Exemplo:
Lança-se dois dados, sabendo que a soma dos dois resultados foi 6, qual a probabilidade de ter sair o número 2 em um deles?
Sendo A = { a soma dois dois é 6 } e B = { sair um número primo }
A = { (1, 5); (5, 1); (2, 4); (4, 2); (3, 3) } e B = { (1, 2); (2, 1); (2, 2); (2, 3); (3, 2); (2, 4); (4, 2); (2, 5); (5, 2); (2, 6); (6, 2) }
inter B = { (2, 4); (4, 2) }, daí:

P(B|A) = n(A inter B) / n(A)
P(B|A) = 2 / 5.

Regra da multiplicação

Como P(B/A) = P(A inter B) / P(A)
Então, tem-se que:
P(A inter B) = P(B|A) . P(A) = P(A|B) . P(B)
Propriedades
1) 0 menor ou igual P(B|A) menor ou igual 1.
2) P(S|A) = 1.
3) Se B1 inter B2 = vazio, então:
P(B1 união B2|A) = P(B1|A) + P(B2|A).

Eventos independentes

Dois eventos A e B são ditos independentes se o fato de A ter ocorrido não tem qualquer efeito sobre a ocorrência de B.
Neste caso, P(B/A) = P(B).
Se A e B eventos independentes, a probabilidade de ocorrer A e B nesta ordem é:
P(A inter B) = P(A) . P(B).

Exemplo:
No lançamento de dois dados, qual a probabilidade de sair 2 no 1º e 3 no 2º?
O fato de sair 2 no 1º em nada influi em sair 3 no 2º, logo são independentes.

Chamando A = { sair 2 no 1º } e B = { sair 3 no 2º }, então:
P(A inter B) = (1/6) . (1/6) = 1/36.

De uma forma geral, se os eventos A1, A2, . . . , An são independentes, então:
P(A1 inter A2 inter . . . inter An) = P(A1) . P(A2) . . . P(An)

Teorema de Bayes

Sejam E1, E2, E3, . . . , En, eventos mutuamente excludentes e A um evento qualquer tal que P(A) > 0, tem-se então:

P(Ek|A) = P(A|Ek) . P(Ek) / soma [ P(A|Ek) . P(Ek) ]

Exercícios Resolvidos
R01 — No lançamento de dado qual a probabilidade de sair um número maior do que 4?
Seja o evento A = { número maior do que 4 } = { 5, 6 }, o espaço amostral é S = { 1, 2, 3, 4, 5, 6 }, então:
P(A) = n(A) / n(S) = 2 / 6 = 1/3.

R02 — Em uma urna há 20 bolas numeradas de 1 a 20, retira-se ao acaso uma bola. Qual a probabilidade do número dela ser um múltiplo de 2 ou de 3?
Seja o evento A = { múltiplo de 2 } = { 2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18, 20 } e o evento B = { múltiplo de 3 } = { 3, 6, 9, 12, 15, 18 }, logo n(A) = 10 e n(B) = 6. O número de elementos de A e B é n(A inter B) = 3.
P(A) = 10 / 20; P(B) = 6 / 20 e P(A inter B) = 3 / 20. P(A união B) = 10/20 + 6/20 – 3/20 = 13/20.

R03 — Em uma urna há 20 bolas numeradas de 1 a 20, retira-se ao acaso uma bola. Qual a probabilidade do número dela ser um múltiplo de 3 ou de 7?
Seja A = { múltiplo de 3 }; B = { múltiplo de 7 }, entre 1 e 20, não há múltiplos em comum, logo são mutuamente excludentes e, portanto:
P(A união B) = 6/20 + 2/20 = 8/20 = 2/5.

R04 — Uma bola é retirada de uma sacola contendo 4 bolas pretas, 2 amarelas e 6 bolas vermelhas. Qual a probabilidade desta bola não ser preta?
Há 12 bolas na sacola, sendo o evento A = { a bola é preta }, então P(A) = 4/12 = 1/3.
Como se deseja que não seja preta então:
P(complementar de A) = 1 – 1/3 = 2/3.

R05 — De uma urna contendo bolas numeradas de 1 a 10, retira-se duas bolas sucessivamente e sem reposição. Qual a probabilidade de ser um múltiplo de 2 e de 3, nesta ordem?
Os eventos A = { a 1ª múltiplo de 2 }; B = { a 2ª é múltiplo de 3 }.
São eventos independentes, pois a ocorrência de A em nada muda a ocorrência de B.
P(A inter B) = P(A) . P(B) = (5 / 10) . (3 / 10) = 15/100 = 3/20.

R06 — Um dado foi fabricado de tal forma que num lançamento a probabilidade de ocorrer um número par é o dobro da probabilidade de ocorrer número ímpar na face superior, sendo que os três números pares ocorrem com igual probabilidade, bem como os três números ímpares.
Determine a probabilidade de ocorrência de:
a) sair um número par;
b) sair o número 2 ou o número 3.
Seja A = { o número é par }; B = { o número é ímpar }. Como A inter B = vazio, então: P(A união B) = P(A) + P(B) = 1

Como a probabilidade de ocorrer um número par é o dobro da de ocorrer um número ímpar P(A) = 2 . P(B), então:
2 . P(B) + P(B) = 1, logo P(B) = 1/3.

a) P(A) = 2 . P(B) = 2 . (1/3) = 2/3.

b) P(1 união 3 união 5 ) = P(1) + P(3) + P(5) = 1/3, e como:
P(1) = P(3) = P(5), logo P(1) + P(1) + P(1) = 1/3 e daí, P(1) = 1/9 = P(3) = P(5).
Portanto, P(2) = P(4) = P(6) = 2/9.

P(2 união 3) = P(2) + P(3) = 2/9 + 1/9 = 3/9 = 1/3.

R07 — Três moedas são lançadas ao mesmo tempo. Qual é a probabilidade de as três moedas caírem com a mesma face para cima?
Para contar o número de elementos do espaço amostral, tem-se três posições, para cada uma delas há duas opções (cara ou coroa), então: n(S) = 2 . 2 . 2 = 8.
Para terem a mesma face para cima, seria A = { (cara, cara, cara); (coroa, coroa, coroa) }, n(A) = 2.

P(A) = 2/8 = 1/4.

R08 — Duas cartas são retiradas de um baralho sem haver reposição. Qual a probabilidade de ambas serem COPAS ou ESPADAS?
O número de elementos do espaço amostral S é dado por:
A52,2 = 52 . 51.

O número de elementos do evento "A" ambas serem de copas é dado por:
A13,2 = 13 . 12.
O número de elementos do evento "B" ambas serem de espadas é dado por:
A13,2 = 13 . 12.

P(A união B) = (13 . 12 / 52 . 51) + (13 . 12 / 52 . 51) = 0,0588 + 0,0588 = 0,1176.

R09 — Uma determinada peça é manufaturada por 3 máquinas: A, B e C. Sabe-se que A produz o dobro de peças que B e que B e C produzem o mesmo número de peças.
Sabe-se ainda que 2% das peças produzidas por A e por B são defeituosas, enquanto que 4% das produzidas por C são defeituosas.
Todas as peças produzidas são misturadas e colocadas em um depósito. Se do depósito for retirada uma peça ao acaso, qual a probabilidade de que ela seja defeituosa?
Considerem-se os seguintes eventos: D = { A peça é defeituosa }, A = { A peça é da máquina A }, B = { A peça é da máquina B } e C = { A peça é da máquina C }.

Tem-se então que:
P(A) = 1/2, P(B) = P(C) = 1/3.
Sabe-se também que P(D|A) = P(D|B) = 2% e que P(D|C) = 4%. Logo, tem-se:
P(D) = P(A) . P(D|A) + P(B) . P(D|B) + P(C) . P(D|C) = 0,5 . 0,02 + 0,25 . 0,02 + 0,25 . 0,04 = 2,50%.

R10 — Em uma linha de produção de uma certa fábrica, determinada peça é produzida em duas máquinas.
A máquina 1, mais antiga, é responsável por 35% da produção e os 65% restantes vêm da máquina 2.
A partir dos dados passados e das informações do fabricante das máquinas, estima-se em 5% a proporção de peças defeituosas produzidas pela máquina 1 e em 2,5% a proporção de defeituosas produzidas pela máquina 2.
As peças produzidas pelas duas máquinas seguem para o departamento de armazenamento e embalagem, para venda posterior, sem distinção de qual máquina a produziu.
Se um cliente identifica uma peça defeituosa, qual é a probabilidade de que ela tenha sido produzida pela máquina 2?
Sejam os eventos D = { a peça é defeituosa }, M1 = { produção da máquina 1 }, M2 = { produção da máquina 2 }. Logo:
P(M1) = 0,35; P(M2) = 0,65; P(D|M1) = 0,05; P(D|M2) = 0,025; deseja-se P(M2|D), logo:

Pelo teorema de Bayes:
P(M2|D) = P(D|M2) . P(M2) / [ P(D|M1) . P(M1) + P(D|M2) . P(M2) ]

P(M2|D) = 0,025 . 0,65 / [ 0,05 . 0,35 + 0,025 . 0,65 ]
P(M2|D) = 0,01625 / 0,03375 = 0,4815.

Exercícios Propostos
P01 — Um número natural é escolhida ao acaso entre 1 e 100. Qual a probabilidade dele não se múltiplo de 5?

P02 — Calcule a probabilidade de um piloto de automóveis vencer uma dada corrida, onde as suas "chances", segundo os entendidos, são de "3 para 2". Calcule também a probabilidade dele perder.

P03 — No lançamento dois dados. Calcule a probabilidade de ocorrer a soma 7.

P04 — Uma urna contém 10 bolas vermelhas, 6 bolas amarelas e 9 bolas pretas. Uma bola da urna é escolhida ao acaso e verifica-se que não é preta, qual a probabilidade de ser amarela?

P05 — Escolhe ao acaso um número natural entre 11 e 951. Qual a probabilidade dele ser um múltiplo de 3 ou de 5?

P06 — Seja S = {a, b, c, d}. Consideremos a seguinte distribuição de probabilidades:
P(a) = 1/8; P(b) = 1/8; P(c) = 1/4 e P(d) = x. Calcule o valor de x.

P07 — No lançamento de 3 moedas. Qual a probabilidade de:
a) ocorrerem duas caras?
b) ocorrer pelo menos uma cara? 

P08 — Um número inteiro é escolhido aleatoriamente entre 1 e 50. Qual a probabilidade de:
a) o número ser divisível por 5?                 b) ser divisível por 2 ou 3?

P09 — Uma urna A contém 4 bolas: 2 brancas e 2 pretas; uma urna B contém 5 bolas, 3 brancas e 2 pretas. Uma bola é transferida de A para B.
Uma bola é retirada de B e verifica-se ser branca. Qual a probabilidade de que a bola transferida ter sido branca?

P10 — As probabilidades de três jogadores marcarem um “penalty” são, respectivamente, 2/3; 4/5 e 7/10. Se cada um “cobrar” apenas uma vez, qual a probabilidade de:
a) todos acertarem?                 b) apenas um acertar?                 c) todos errarem?

P11 — Três parafusos e três porcas estão numa caixa. Se duas peças forem retiradas ao acaso da caixa, qual a probabilidade de uma ser um parafuso e a outra ser uma porca?

P12 — As chances de um time de futebol "A" ganhar o campeonato que está disputando são de "7 para 2". Determine a probabilidade de "A" ganhar e a probabilidade de "A" perder.

P13 — De um baralho de 52 cartas retiram-se, ao acaso, duas cartas sem reposição. Qual é a probabilidade de a primeira carta ser o ÁS de paus e a segunda ser o REI de paus?

P14 — Suponha que numa turma há 6 moças e 10 rapazes. Se uma comissão de 3 pessoas é escolhida aleatoriamente, qual a probabilidade de serem selecionados:
a) 3 rapazes;
b) exatamente dois rapazes;
c) pelo menos um rapaz;
d) exatamente duas moças. 

P15 — Um grupo é formado por seis homens e quatro mulheres. Três pessoas são selecionadas ao acaso e sem reposição.
Qual a probabilidade de que ao menos duas sejam do sexo masculino?

P16 — Dois dados são lançados, sejam os eventos A = {(x, y); x + y = 8}; B = {(x, y); x = y}; C = {(x, y); x + y = 10}; D = {(x, y); x > y} e E = {(x, y); x = 2y}. Calcule:
a) P(A|B)                b) P(C|D)                c) P(D|E)                d) P(A|C)                e) P(C|E)

P17 — Três máquinas, A, B e C produzem respectivamente 40%, 50% e 10% do total de peças de uma fábrica. As percentagens de peças defeituosas nas respectivas máquinas são 3%, 5% e 2%.
Uma peça é sorteada ao acaso e verifica-se que é defeituosa. Qual a probabilidade de que ela tenha vindo da máquina B?

P18 — Um grupo de 15 pessoas, dispostas da seguinte forma: 10 homens, sendo 5 menores de idade e 5 mulheres, sendo 3 menores.
Um elemento é escolhido ao acaso. Pergunta-se:
a) qual a probabilidade de ser homem?
b) qual a probabilidade de ser adulto?
c) sabendo que o escolhido foi homem, qual a probabilidade de ser adulto?

P19 —  O jogo de dominó é composto de peças retangulares formadas pela junção de dois quadrados. Em cada quadrado há a indicação de um número, representado por uma certa quantidade de bolinhas, que variam de nenhuma a seis. O número total de combinações possíveis é de 28 peças.
Se pegarmos uma peça qualquer, qual a probabilidade dela possuir ao menos um 3 ou 4 na sua face?

P20 — Em uma cidade onde carros têm que ser avaliados para controle de emissão de poluentes, 25% de todos os carros testados emitem quantidades excessivas de poluentes.
No entanto, o teste não é perfeito e pode indicar resultados errados. Desta forma, carros que emitem excesso de poluentes podem não ser detectados pelo teste e carros que não emitem excesso de poluentes podem ser considerados erroneamente fora do padrão de emissão.
Quando efetivamente testados, 99% dos carros fora do padrão são detectados e 17% dos carros em bom estado são considerados fora do padrão por erro do teste.
Qual é a probabilidade de que um carro reprovado pelo teste emita realmente excesso de poluentes?

P21 — Duas bolas são retiradas ( com reposição ) de uma urna que contém 2 bolas brancas e 3 bolas pretas.
Qual a probabilidade de que a 1ª seja branca e a 2ª seja preta?
fonte:hpdemat.apphb.com

Interpolação de meios aritméticos

Professor de Matemática no Colégio Estadual Dinah Gonçalves
E Biologia na rede privada de Salvador-Bahia
Professor Antonio Carlos carneiro Barroso
email accbarroso@hotmail.com
 www.accbarrosogestar.wordpress.com
Extraído de http://www.alunosonline.com.br

Interpolação de meios aritméticos

Marcelo Rigonatto


Progressão aritmética
As progressões apresentam aplicações nas mais diversas áreas do conhecimento, sendo fundamentais para compreensão de vários fenômenos da natureza e também sociais. A progressão aritmética é uma sequência numérica em que cada termo, a partir do segundo, é obtido somando o termo anterior a uma constante r, denominada de razão.

Interpolar significa “colocar entre”. Interpolar meios aritméticos entre dois números dados é acrescentar números entre estes que são conhecidos, de forma que a sequência numérica formada seja uma P.A. Para realizar a interpolação aritmética é necessário o uso da fórmula do termo geral da P.A.
an = a1 + (n-1)∙r
Onde,

r → é a razão da P.A.
a1 → é o primeiro termo da P.A.
n → é o número de termos da P.A.
an → é o último termo da P.A.

Vejamos alguns exemplos sobre interpolação aritmética.

Exemplo 1. Interpole 7 meios aritméticos entre 6 e 46.

Solução: Interpolar 7 meios aritméticos entre 6 e 46 é acrescentar 7 números entre 6 e 46 para que a sequência formada seja uma P.A.

(6, _, _, _, _, _, _, _, 46)

Note que teremos uma P.A. com 9 termos em que o primeiro termo é 6 e o último é 46. Assim, segue que:

a1 = 6
n = 9
a9 = 46

Para determinarmos os termos que deverão ficar entre 6 e 46 é necessário determinar a razão da P.A. Para isso, utilizaremos a fórmula do termo geral.

Encontrado o valor da razão, fica fácil determinar os demais elementos da sequência.

a2 = a1 + r = 6 + 5 = 11
a3 = a2 + r = 11 + 5 = 16
a4 = a3 + r = 16 + 5 = 21
a5 = a4 + r = 21 + 5 = 26
a6 = a5 + r = 26 + 5 = 31
a7 = a6 + r = 31 + 5 = 36
a8 = a7 + r = 36 + 5 = 41

Dessa forma, está completa a interpolação dos 7 meios aritméticos entre 6 e 46, formando a seguinte P.A:

(6, 11, 16, 21, 26, 31, 36, 41, 46)

Exemplo 2. Numa progressão aritmética, a1 = 120 e a11 = 10. Determine os meios aritméticos existentes entre a1 e a11.

Solução: Devemos obter os números existentes entre 120 e 10 para que a sequência obtida seja uma P.A.

(120, _, _, _, _, _, _, _, _, _, 10)

Precisamos conhecer a razão dessa P.A.

Temos:

a1 = 120
a11 = 10
n = 11

Segue que:

Conhecido o valor da razão, basta determinar os demais termos da sequência:

a2 = a1 + r = 120 + (– 11) = 120 – 11 = 109
a3 = a2 + r = 109 + (– 11) = 109 – 11 = 98
a4 = a3 + r = 98 – 11 = 87
a5 = a4 + r = 87 – 11 = 76
a6 = a5 + r = 76 – 11 = 65
a7 = a6 + r = 65 – 11 = 54
a8 = a7 + r = 54 – 11 = 43
a9 = a8 + r = 43 – 11 = 32
a10 = a9 + r = 32 – 11 = 21

Portanto, obtemos a P.A:

(120, 109, 98, 87, 76, 65, 54, 43, 32, 21, 10)

Soma dos termos de uma progressão aritmética

Considere (a1, a2, a3, ..., an) como sendo uma P.A. de razão r. A soma dos n primeiros termos dessa P.A. será dada por:

Onde,

a1 → é o primeiro termo da P.A.
n → é o número de termos a serem somados
an → é o último termo a ser somado

Vamos fazer alguns exemplos para entendimento da fórmula.

Exemplo 1. Determine a soma dos 20 primeiros termos da P.A. (4, 8, 12, 16, ...).
Solução: Temos que
a1 = 4
r = 16 – 12 = 12 – 8 = 8 – 4 = 4
n = 20
a20 = ?
S20 = ?

Note que para calcular a soma dos 20 primeiros termos da P.A. precisamos conhecer o 20º termo (a20).
Para encontrar o valor de a20, vamos utilizar a fórmula do termo geral da P.A.

Exemplo 2. Calcule a soma dos quinze primeiros termos da P.A. (-14, -10, -6, ...).
Solução: Temos que
a1 = -14
r = -6 – (-10) = -6 + 10 = 4
n = 15
a15 = ?
S15 = ?
Primeiro vamos determinar o valor de a15.

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Progressão Aritmética

Professor de Matemática no Colégio Estadual Dinah Gonçalves
E Biologia na rede privada de Salvador-Bahia
Professor Antonio Carlos carneiro Barroso
email accbarroso@hotmail.com
Blog HTTP://ensinodematemtica.blogspot.com.br ; http://accbarrosogestar.blogspot.com.br e  HTTP://accbarroso60.wordpress.com
Extraído de http://www.alunosonline.com.br

P.A.: Progressão Aritmética

Marcos Noé


P.A
A sequência numérica que envolve números reais em que a partir do 2º elemento a diferença entre qualquer termo e seu antecessor seja um número constante recebe o nome de Progressão Aritmética (PA). Esse valor constante é chamado de razão (r) da P.A.
Observe as Progressões Aritméticas a seguir:
(2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18, 20, ....), temos razão (r) igual à 2, pois 4 – 2 = 2.
(-2, 2, 6, 10, 14, 18, 22, 26, 30, ...), temos razão (r) igual à 4, pois 6 – 2 = 4.
(21, 19, 17, 15, 13, 11, 9, 7, ...), temos razão (r) igual à –2, pois 19 – 21 = –2.

Podemos classificar uma P.A. de acordo com a sua razão, se:

r > 0 , dizemos que a P.A. é crescente.
r < 0, dizemos que a P.A. é decrescente.
r = 0, P.A. constante, todos os termos são iguais.


Termo Geral de uma P.A.

Para obtermos qualquer termo de uma P.A. conhecendo o 1º termo (a1) e a razão (r) utilizamos a seguinte expressão matemática:




Através dessa expressão podemos escrever qualquer termo de uma P.A., veja:

a2 = a1 + r
a3 = a1 + 2r
a8 = a1+ 7r
a12 = a1 + 11r
a100 = a1 + 99r
a51 = a1 + 50r

Exemplo 1

Determine o 12º termo da P.A. (4, 9, 14, 19, 24, 29, ...).

Dados:
a1 = 4
r = 9 – 4 = 5
an = a1 + (n – 1)*r
a12 = 4 + (12 – 1)*5
a12 = 4 + 11*5
a12 = 4 + 55
a12 = 59

Exemplo 2

Dada a P.A. (18, 12, 6, 0, -6, -12, ....), calcule o 16º termo.
a1 = 18
r = 12 – 18 = – 6
an = a1 + (n – 1)*r
a16 = 18 + (16 – 1)*( –6)
a16 = 18 + 15*( –6)
a16 = 18 – 90
a16 = – 72


Soma dos Termos de uma P.A.

Podemos calcular a soma dos n primeiros termos de uma P.A., para isso basta conhecermos o 1º termo (a1) e o último termo (an). Usaremos a seguinte expressão matemática:



Exemplo 3

Determine a soma dos 40 primeiros termos da seguinte P.A. (3, 6, 9, 12, 15, 18, ....).

Precisamos calcular o 40º termo:
a1 = 3
r = 3
an = a1 + (n – 1)*r
a40 = 3 + (40 – 1)*3
a40 = 3 + 39*3
a40 =3 + 117
a40 =120

Agora podemos determinar a soma dos 40 primeiros termos da P.A.

A distância entre dois pontos

A simples medida da distância entre dois pontos, que envolve a utilização de réguas e escalas, na geometria analítica, se resume a uma fórmula facilmente dedutível:

O triangulo ABC é um triângulo retângulo, portanto vale o teorema Pitágoras, em que a distância AB é a hipotenusa, logo:

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Razões Trigonométricas sen ,cos e tg aula 1

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