terça-feira, 17 de setembro de 2019

Taxa Nominal e Taxa Real de Juros

Um dos elementos principais em Matemática Financeira são as taxas de juros que correspondem à taxa de remuneração do capital no determinado tempo. As taxas de juros são classificadas de formas diferentes de acordo com o tipo de avaliação percentual que está sendo feita. Enfatizaremos nosso estudo nas taxas nominais e taxas reais.
A taxa nominal de juros é usada para demonstrar os efeitos da inflação no período analisado, tendo por base os fundos financeiros (empréstimos). Por exemplo, vamos supor que um empréstimo no valor de R$ 5 000,00 seja pago ao final de seis meses com o valor monetário de R$ 7 000,00. O cálculo da taxa nominal de juros será feita da seguinte forma: juros pagos / valor nominal do empréstimo.

Juros 7 000 – 5 000 = 2 000

Taxa nominal de juros 2 000 / 5 000 = 0,4 → 40%

Portanto, a taxa nominal de juros de um empréstimo de R$ 5 000,00 que teve como quitação o valor de R$ 7 000, teve uma taxa nominal de juros de 40%.


No caso da taxa real de juros, o efeito inflacionário não existe, por isso ela tende a ser menor que a taxa nominal. Isso ocorre porque ela é formada através da correção da taxa efetiva pela taxa de inflação do período da operação. A taxa real pode ser calculada pela seguinte expressão matemática: (1 + in) = (1 + r) * (1 + j), onde:

in = taxa de juros nominal
j = taxa de inflação do período
r = taxa real de juros


Podemos notar que se a taxa de inflação for nula (igual a 0) as taxas de juros nominal e real serão coincidentes.

Acompanhe o exemplo:
Um banco, ao realizar um empréstimo, oferece taxas pré-estabelecidas, emprestando R$ 10 000,00 receberá, no prazo máximo de um ano, o valor de R$ 13 000,00. Se a inflação do período foi de 3%. Determine a taxa real de juros do empréstimo?

Calculando a taxa nominal de juros 13 000 – 10 000 = 3 000
3 000 / 10 000 = 0,3 → 30%
Taxa nominal (in) = 30%


Determinando a taxa real de juros utilizando a expressão (1 + in) = (1 + r) * (1 + j).
in = 30% = 0,3
j = 3% = 0,03
r = ?

(1 + 0,3) = (1 + r) * (1 + 0,03)
1,3 = (1 + r) * (1,03)
1,3 = 1,03 + 1,03r
1,3 – 1,03 = 1,03r
0,27 = 1,03r
r = 0,27/1,03
r = 0,2621
r = 26,21%

A taxa real de juros do empréstimo é de aproximadamente 26,21%.
Por Marcos Noé

Escala




Escala

Definimos escala de um desenho como sendo a razão entre o comprimento do projeto e o comprimento real correspondente,
sempre medidos na mesma unidade.



Usamos escala quando queremos representar um esboço gráfico de objetos, da planta de uma casa ou de uma cidade, mapas,
maquetes, etc.

Se num mapa a escala indicada é de 1 : 1000, isso quer dizer que cada medida no desenho do mapa é 1000 vezes menor que a
realidade, sendo assim : Cada 1 cm medido no mapa representará no real ->1000 cm = 10 m

Se num projeto arquitetônico cada cm desenhado equivale a 120 cm ( 1,2 m ) de dimensão real, afirmamos que esse modelo está
na escala de 1 : 120, ou seja, tudo na realidade é 120 vezes maior que no projeto arquitetônico.

Se num aeromodelo cada cm do protótipo equivale a 32 cm no real, afirmamos que esse modelo está na escala de 1 : 32, ou seja,
tudo no avião é 32 vezes maior que no modelo.

Todo mapa cartográfico é feito em escala
Todo projeto arquitetônico é feito em escala
Toda maquete reproduz fielmente o real, já que sempre é projetada em escala




Ambas as casas estão desenhadas em escala. A moça que aparece a frente da casa rosa tem, por definição em projetos de
arquitetura, a altura de 1,70 m. Assim se tem uma idéia melhor das dimensões da casa.




Outros dois projetos, também executados em escala.





O Mapa parcial do município do Rio de Janeiro está construído na escala 1:450.000, ou seja, cada cm medido no mapa, medirá,
na verdade 450.000 vezes maior, ou seja : 1 cm no mapa será equivalente, no mapa, a 450.000 cm = 4.500 m = 4,5 km.

Escala - Exercícios Resolvidos


Exemplo 01) Um protótipo foi desenhado na escala 1:100. Qual será o comprimento desse protótipo se o modelo em tamanho real tem
um comprimento igual a 4,00 m ? 4 cm

Resolução : Os exercícios de escalas sempre serão resolvidos por meio de proporção. Se a escala é de 1:100, podemos escrever :





Exemplo 02) Qual é escala da planta de um terreno no qual um comprimento de 48 metros foi representado no papel por um segmento
de 2,4 dm ?

Resolução : Já sabemos que escala é a razão entre a dimensão de projeto e a dimensão verdadeira. Assim, podemos escrever :




Exemplo 03) Uma bandeira brasileira oficial tem o comprimento de 10 metros e a largura de 7 metros. Que escala estaremos
trabalhando ao desenharmos nossa bandeira com 8 cm de comprimento ?

Resolução : Como escala é a razão entre a dimensão de projeto e a dimensão verdadeira. Assim, podemos escrever :




Escala - Exercícios Propostos


01) Qual deve ser a escala de uma planta de uma parede de 17,5 m, que está representada por um segmento de 0,35 dm ?

02) A distância entre duas cidades é de 150 km e está representada em um mapa por 10 cm. Determine a escala desse mapa.

03) A extensão de uma estrada de ferro é de 420 km. Qual foi a escala usada, se a mesma foi representada por 5 cm ?

04) Numa planta elaborada na escala de 1:25 a sala de jantar está com as seguintes dimensões: 12,6 cm e 1,74 dm. Calcule,
em metros quadrados, a área real da sala.

05) Em um mapa de escala 1 : 4.500.000, a distância entre duas cidades é de 100 mm. Qual será a escala de um outro mapa, no qual
estas mesmas cidades distem 2 cm entre si ?

06) Num desenho cuja escala é 1 : 500, tem-se um comprimento de 9 em, que no natural mede 45 metros. Calcule, em centímetros, o
mesmo comprimento do desenho na escala 1 :200.

07) Numa planta na escala 1 : 1.000, que dimensões (em m) devem ser atribuídas, a um compartimento de 0,5 dm por 60 mm ?

08) Qual o comprimento que devemos representar uma avenida de 42 hm de comprimento, ao desenhar a planta de um bairro, na
escala de 1 : 20.000 ?

09) Num mapa, uma rua mede 72 cm. Calcule o comprimento natural da rua, sabendo-se que o mapa foi desenhado na escala de
1 : 250.

10) Um prédio está desenhado na escala 1 : 150. Qual é o perímetro e a área de uma sala, que no desenho mede 4 cm x 5 cm ?

11) Sabe-se que um terreno tem 8.400 m2. Para representá-la por um retângulo de 6 cm por 2 cm, que escala deveremos representar?

Escala - Exercícios - Questões Objetivas


12) Um muro de 28,5 m está representado num desenho na escala 1 : 75. O comprimento do muro desenhado, é:

a) 0,38 m b) 0,38 cm c) 3,8 cm d) 1,9 m e) 0,19 dm


13) Num mapa de escala 1 : 2.000.000, a distância entre duas cidades é de 10 cm. Qual a distância entre as cidades ?

a) 10 km b) 20 km c) 100 km d) 200 km


14) Numa carta geográfica, a distância entre as cidades A e B é de 10 em. A distância real entre elas é de 500 km. Qual é a escala
da carta ?

a) 1 : 100.000 b) 1 : 500.000 c) 1 : 1.000.000 d) 1 : 5.000.000


15) ( UFCE ) Em um mapa cartográfico, 4 cm representam 12 km. Nesse mesmo mapa, 10 cm representarão quantos quilômetros ?

a) 60 km b) 30 km c) 15 km d) 18 km e) 25 km


16) ( UNICAMP - SP ) Na planta de um edifício em construção, cuja escala é 1 : 50. As dimensões de uma sala retangular são
10 cm e 8 cm. Calcule a área total da sala projetada.

a) 20 m2 b) 22 m2 c) 25 m2 d) 36 m2 e) 42 m2


Escala - Respostas dos Exercícios Propostos


01 1:500 02 1:1.500.000 03 1:840.000 04 13,7025 m2
05 1 : 2.250.000 06 18 m 07 50 m e 60 m 08 0,21 m = 21 cm
09 180 m 10 27 m e 45 m2 11 1:3.000 12 letra A
13 letra D 14 letra D 15 Letra B 16 Letra A


extraido de www.matematicamuitofacil.com

Porcentagem

Vários assuntos ligados a Matemática financeira requerem o uso de porcentagem. Por exemplo: cálculo de juros em compras financiadas, financiamentos de carros, casas, apartamentos, empréstimo bancários entre outras situações.

Exemplo 1

O preço de custo de uma mercadoria é de R$ 210,00. Para que se tenha um lucro de 20% na venda dessa mercadoria, por quanto devo vendê-la?

Cálculo
20% = 20/100 = 0,2
20% de 210
0,2 x 210 = 42

210 + 42 = 252

Devemos vendê-la por R$ 252,00 para que se tenha um lucro de 20%.

Exemplo 2

Uma calça custa R$ 82,00. O desconto para pagamento à vista e no dinheiro de 15%. Qual é o preço da calça dentro dessa condição?

Cálculo
15% = 15/100 = 0,15
15% de 82
0,15 x 82 = 12,3

82 – 12,3 = 69,7

O preço da calça para pagamento à vista e no dinheiro é de R$ 69,70.

Exemplo 3

Quanto devo pagar por um terreno a prazo se comprando à vista ganho um desconto de 4% equivalente a R$ 1.600,00?

Cálculo
4% = 4/100


Exemplo 4

O preço de uma televisão à vista é de R$ 825,00. Em quatro prestações mensais iguais ela sofre um aumento de 8%. Qual o valor de cada prestação e quanto pagará de juros uma pessoa que decidir comprar a prazo?

Resolução
8% = 8/100 = 0,08
8% de 825
0,08 x 825 = 66

825 + 66 = 891

Preço a prazo R$ 891
Dividido em 4 vezes (891 / 4)
Cada prestação terá o valor de R$ 222,75

A pessoa que decidir comprar a prazo pagará R$ 66,00 de juros.

Exemplo 5

Numa promoção o preço de um objeto foi reduzido de R$ 112,00 para R$ 84,00. De quantos por cento foi redução?

Resolução
112 – 84 = 28

28 em 112
28/112 = 0,25
0,25*100 = 25%

A redução foi de 25%.

Objeto Direto e Objeto Indireto

O objeto direto e o indireto são termos integrantes da oração que completam o sentido dos verbos transitivos.

Objeto direto

- vem sempre associado a um verbo transitivo;
- liga-se ao verbo sem preposição, exigida por este;
- indica o paciente, o alvo ou o elemento sobre o qual recai a ação verbal.

Ex.: Maria vendia doces.
sujeito v.trans. direto obj.direto
As crianças esperavam os pais.
sujeito v. trans.direto obj.direto

Objeto direto preposicionado
O objeto direto pode vir precedido de preposição: é chamado objeto direto preposicionado. Tal preposição ocorre por razões várias e não pela exigência obrigatória do verbo.

Ex.: Estimo aos meus colegas. ( estimar: verbo transitivo direto, a preposição surge como um recurso enfático e não porque o verbo a exija.)

Objeto indireto

- vem sempre associado a verbo transitivo;
- liga-se ao verbo através de preposição exigida por este;
- indica o paciente ou o destinatário da ação verbal.

Ex.: Davi gosta de música.
sujeito v.trans. indireto obj.indireto

A professora não confia em seus alunos.
sujeito v.trans. indireto obj.indireto


Núcleo do objeto

O núcleo do objeto é representado por um substantivo (ou palavra com valor de substantivo).

a) substantivo: Ana comprou chocolate.
sujeito v. trans. direto obj.direto

b) pronome substantivo: O chefe confia em nós.
sujeito v. trans.indireto obj.indireto

c) palavra substantivada: Ele esperava um tchau.
sujeito v. trans.direto obj. direto

O objeto pode ser constituído por pronome oblíquo:

- os pronomes o, a, os, as atuam como objeto direto.
v.trans.direto
Ex.: O pai deixou-as na escola.
obj.direto
- os pronomes lhe, lhes atuam como objeto indireto.
v.trans.indiretoEx.: A notícia interessava-lhes.
obj.indireto
Os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos podem atuar como objetos diretos ou indiretos, de acordo com a transitividade verbal.

v.trans.diretoEx.: Elegeram-me representante da classe.
obj.direto
v. trans. direto e indiretoMostraram-nos um mundo inacreditável.
obj.indireto obj.direto
Por Marina Cabral
Especialista em Língua Portuguesa e Literatura

Resolução de Problemas

Em quase todo momento da nossa vida usamos números naturais para adicionar, subtrair, multiplicar ou dividir. E em várias situações vamos nos deparar com problemas matemáticos.

Você já sabe fazer corretamente as contas, mas só isso não é o suficiente. Antes de resolvermos situações-problema precisamos saber quais operações vamos usar.

Quando temos um problema ele deve ser lido com muita atenção e analisado, para podermos identificar o que é dado e o que é pedido.

Sugestão de planejamento para resolução de um problema

1º Ler atentamente o enunciado identificado: * os dados fornecidos
* o que é solicitado


2º Planejar o trabalho, observando: * os cálculos necessários para se chegar à resposta
* se necessário traçar algum esquema ou figura auxiliar


3º Executar cuidadosamente o planejamento estabelecido, sem esquecer nenhum detalhe.

4º Pensar se o caminho utilizado neste problema pode ser empregado em algum outro.


Acompanhe este problema:

1) Uma loja de roupa feminina colocou as blusas em promoção. Marcela vai aproveitar e comprar blusas para dar de presente para suas primas, tias, e irmãs e mãe. Ao todo Marcela vai ter que comprar 12 blusas, e cada blusa da promoção está custando R$ 25,00. Sendo assim, calcule quanto Marcela gastará comprando as blusas, e quantas notas de 50 ela usou para pagar esta compra.

Neste caso você terá que fazer duas contas, primeiro você precisa saber o valor da compra.

1

25
x12
____
1 50
25+
____
300

Marcela gastou R$ reais para fazer esta compra.

Agora que você já sabe o valor da compra você precisa saber, quantas notas de 50 Marcela gastou, então divida o valor da compra por 50.



Marcela usou notas de R$ 50,00 reais para fazer esta compra.

Agora faça você este problema:

1) Uma escola tem 330 alunos. Foi feita uma pesquisa com esses alunos, em relação à brincadeira que eles mais gostam, e foram adquiridos os seguintes dados:

* 110 gostam de brincar de esconde-esconde;
* 90 preferem brincar de pega-pega;
* O restante gosta de pular corda.


Sendo assim, calcule quantas crianças gostam de brincar de pular corda?

* Para resolver este problema você precisa primeiramente somar a quantidade de crianças que gostam de esconde-esconde com a quantidade que gosta de pega-pega.

110 + 90 =

* Depois você subtrai o total de alunos com o resultado da primeira conta.

330 - =

* O resultado será a quantidade de alunos que gostam de pular corda.

Resposta: crianças gostam de pular corda.

Pronomes Demonstrativos

Os pronomes demonstrativos demonstram a posição de um elemento qualquer em relação às pessoas do discurso, situando-os no espaço, no tempo ou no próprio discurso.
Eles se apresentam em formas variáveis (gênero e número) e não-variáveis.

Pronomes Demonstrativos
Primeira pessoa Este, estes, esta, estas, isto
Segunda pessoa Esse, esses, essa, essas, isso
Terceira pessoa Aquele, aqueles, aquela, aquelas, aquilo
- As formas de primeira pessoa indicam proximidade de quem fala ou escreve:

Este senhor ao meu lado é o meu avô.

Os demonstrativos de primeira pessoa podem indicar também o tempo presente em relação a quem fala ou escreve.
Nestas últimas horas tenho me sentido mais cansado que nunca.

- as formas de segunda pessoa indicam proximidade da pessoa a quem se fala ou escreve:
Essa foto que tens na mão é antiga?

- os pronomes de terceira pessoa marcam posição próxima da pessoa de quem se fala ou posição distante dos dois interlocutores.
Aquela foto que ele tem na mão é antiga.


Uso do pronome demonstrativo

Os pronomes demonstrativos, além de marcar posição no espaço, marcam posição no tempo.

- Este (e flexões) marca um tempo atual ao ato da fala.

Neste instante minha irmã está trabalhando.

- Esse (e flexões) marca um tempo anterior relativamente próximo ao ato da fala.

No mês passado fui promovida no trabalho. Nesse mesmo mês comprei meu apartamento.

- Aquele (e flexões) marca um tempo remotamente anterior ao ato da fala.

Meu avô nasceu na década de 1930. Naquela época podia-se caminhar à noite em segurança.

Os pronomes demonstrativos servem para fazer referência ao que já foi dito e ao que se vai dizer, no interior do discurso.

- Este (e flexões) faz referência àquilo que vai ser dito posteriormente.

Espero sinceramente isto: que seja muito feliz.

- Esse (e flexões) faz referência àquilo que já foi dito no discurso.

Que seja muito feliz: é isso que espero.

- Este em oposição a aquele quando se quer fazer referência a elementos já mencionados, este se refere ao mais próximo, aquele, ao mais distante.

Romance e Suspense são gêneros que me agradam, este me deixa ansioso, aquele, sensível.

- O (a, os, as) são pronomes demonstrativos quando se referem a aquele (s), aquela (s), aquilo, isso.

Recuso o que eles falam. (aquilo)

- Mesmo e próprio, pronomes demonstrativos, designam um termo igual a outro que já ocorreu no discurso.

As reclamações ao síndico não se alteram: são sempre as mesmas.

*são usados como reforço dos pronomes pessoais.

Ele mesmo passou a roupa.

*como pronomes, concordam com o nome a que se referem.

Ela própria veio à reunião.
Eles próprios vieram à reunião.
Por Marina Cabral
Especialista em Língua Portuguesa e Literatura

Parônimos e Homônimos

Parônimos: são palavras que apresentam significados diferentes embora sejam parecidas na grafia ou na pronúncia.
“Estória” é a grafia antiga de “história” e essas palavras possuem significados diferentes. Quando dizemos que alguém nos contou uma estória, nos referimos a uma exposição romanceada de fatos imaginários, narrativas, contos ou fábulas; já quando dizemos que fizemos prova de história, nos referimos a dados históricos, que se baseiam em documentos ou testemunhas.

Ambas as palavras constam no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa da Academia Brasileira de Letras. Porém, atualmente, segundo o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, é recomendável usar a grafia “história” para denominar ambos os sentidos.
Outros exemplos:

Flagrante (evidente) / fragrante (perfumado)
Mandado (ordem judicial) / mandato (procuração)
Inflação (alta dos preços) / infração (violação)
Eminente (elevado) / iminente (prestes a ocorrer)
Arrear (pôr arreios) / arriar (descer, cair)
Homônimos: são palavras que têm a mesma pronúncia, mas significados diferentes.
Acender (pôr fogo) / ascender (subir)
Estrato (camada) / extrato (o que se extrai de)
Bucho (estômago) / buxo (arbusto)
Espiar (observar) / expiar (reparar falta mediante cumprimento de pena)
Tachar (atribuir defeito a) / taxar (fixar taxa)
Por Marina Cabral
Especialista em Língua Portuguesa e Literatura

Período Composto por Coordenação

Períodos compostos por coordenação são os períodos que, possuindo duas ou mais orações, apresentam orações coordenadas entre si. Cada oração coordenada possui autonomia de sentido em relação às outras, e nenhuma delas funciona como termo da outra.

As orações coordenadas, apesar de sua autonomia em relação às outras, complementam mutuamente seus sentidos. A conexão entre as orações coordenadas podem ou não ser realizadas através de conjunções coordenativas. Sendo vinculadas por conectivos ou conjunções coordenativas, as orações são coordenadas sindéticas. Não apresentando conjunções coordenativas, as orações são chamadas orações coordenadas assindéticas.

Orações Coordenadas Assindéticas

São as orações não iniciadas por conjunção coordenativa.

Ex. Cheguei, vi, venci. (Júlio César)

Orações Coordenadas Sindéticas

São cinco as orações coordenadas, que são iniciadas por uma conjunção coordenativa.

A) Aditiva: Exprime uma relação de soma, de adição.

Conjunções: e, nem, mas também, mas ainda.

Ex. Não só reclamava da escola, mas também atenazava os colegas.

B) Adversativa: exprime uma idéia contrária à da outra oração, uma oposição.

Conjunções: mas, porém, todavia, no entanto, entretanto, contudo.

Ex. Sempre foi muito estudioso, no entanto não se adaptava à nova escola.

C) Alternativa: Exprime idéia de opção, de escolha, de alternância.

Conjunções: ou, ou...ou, ora... ora, quer... quer.

Estude, ou não sairá nesse sábado.

D) Conclusiva: Exprime uma conclusão da idéia contida na outra oração.

Conjunções: logo, portanto, por isso, por conseguinte, pois - após o verbo ou entre vírgulas.

Ex. Estudou como nunca fizera antes, por isso conseguiu a aprovação.

E) Explicativa: Exprime uma explicação.

Conjunções: porque, que, pois - antes do verbo.

Ex. Conseguiu a aprovação, pois estudou como nunca fizera antes

A Fome atual


Criança africana com aspecto de profunda subnutrição.
A fome pode ser expressa de duas formas: aberta ou epidêmica; e oculta ou endêmica.

A fome aberta ocorre em períodos em que acontecem guerra em um determinado lugar, desastres ecológicos ou pragas que compromete drasticamente o fornecimento de alimentos, isso ocasiona a morte de milhares de pessoas.

Atualmente esse tipo de fome não tem ocorrido. Hoje existem vários organismos humanitários que fornecem alimentos às áreas afetadas por conflitos.

A fome oculta possui outra característica, é aquela no qual o indivíduo não ingere a quantidade mínima de calorias diárias, o resultado disso é a desnutrição ou subnutrição que assola 800 milhões de pessoas em todo mundo.

A subnutrição fragiliza a saúde, tornando a pessoa acessível a doenças. Houve uma diminuição relativa no mapa da fome, mas a realidade ainda é alarmante.

Observando esse panorama, nota-se que a fome ou subnutrição não é decorrente da produção insuficiente de alimentos, pelo contrário, ano após ano a produção tem aumentado o volume, e é fato que a produção de alimentos é mais do que suficiente para suprir as necessidades da população mundial.
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Fome, miséria e altos impostosA elevada carga tributária pode contribuir para o aumento da forme.
Thomas Malthus
Teoria ligada ao equilíbrio entre produção de alimentos e população.
Fome oculta
Causada pela má alimentação do indivíduo.
Eduardo de Freitas

3ª encontro de articuladores do gestar parte 2

Hipertensão Aumento da pressão arterial traz riscos à saúde


Fazer exames de pressão regularmente é a maneira mais segura de se detectar a hipertensão
Para entender o que é a pressão arterial, precisamos conhecer um pouco do funcionamento do coração e do nosso sistema circulatório. O coração humano é um órgão musculoso que bombeia o sangue através de um intrincado sistema de vasos sanguíneos.

Existem três tipos principais de vasos sanguíneos: as artérias, as veias e os capilares. As artérias são vasos elásticos e com uma camada de tecido muscular bem desenvolvida. Elas conduzem o sangue do coração para o restante do corpo. As veias também são vasos elásticos, porém apresentam uma camada de tecido muscular menor. Elas conduzem o sangue de volta ao coração. Os capilares não possuem tecido muscular e são extremamente finos. Eles ligam os demais vasos aos tecidos.

Em média, o coração humano bate 70 vezes por minuto, bombeando aproximadamente 5 litros de sangue a cada minuto. Este número depende de vários fatores, como, por exemplo, condicionamento físico, idade, estado emocional e atividade que estamos realizando. O movimento de contração do coração é chamado de sístole, o seu relaxamento, de diástole.

Pressão arterial
O sangue que corre pelo sistema vascular, impulsionado pelos movimentos de sístole e diástole do coração, exerce pressão contra as paredes dos vasos sanguíneos. A pressão exercida na parede das artérias é chamada de pressão arterial. Devido a sua parede elástica e altamente muscular, as artérias são capazes de controlar a pressão do sangue circulante.

O sangue que deixa o coração durante a sístole dos ventrículos e penetra na artéria aorta ou pulmonar encontra-se sob grande pressão. Ao receber o sangue, as paredes das artérias se relaxam. Isso aumenta o diâmetro do vaso e diminui sua pressão interna, permitindo que o sangue flua livremente. Ao contrário, quando ocorre a diástole, as paredes arteriais se contraem, diminuindo de volume e impulsionando o sangue.

A pressão arterial é controlada por impulsos nervosos e pela ação hormonal. A adrenalina, por exemplo, provoca a vasoconstrição e, consequentemente, o aumento da pressão arterial.

Desta forma, durante a sístole a pressão arterial é máxima - e durante a diástole, mínima. A medida da pressão arterial é realizada em milímetros de mercúrio (mmHg), sendo que os valores considerados normais são de 120 mmHg para a pressão máxima (ou sistólica) e 80 mmHg para a pressão mínima (ou diastólica).

Hipertensão
Quando a pressão arterial ultrapassa os limites considerados normais, as paredes das artérias começam a ser forçadas. A elevação anormal da pressão arterial é chamada de hipertensão ou simplesmente "pressão alta". Segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão, quando a pressão atinge níveis iguais ou superiores a 140/90 mmHg o indivíduo é considerado hipertenso.

A hipertensão aumenta o esforço realizado pelo coração e danifica as paredes arteriais. Ela aumenta o risco de doenças cardíacas, problemas renais, derrames e de se desenvolver arterosclerose.

A elevação da pressão arterial pode ser momentânea e ocorrer devido a causas naturais, como, por exemplo, após a prática de exercícios físicos ou em condições de estresse. Ou pode se manter em níveis constantemente altos devido a alguma disfunção do organismo, caracterizando a hipertensão.

No entanto, a origem da pressão alta nem sempre é detectada, e o indivíduo hipertenso pode não manifestar sintomas por muito tempo. Em casos nos quais a origem da hipertensão é desconhecida, o problema é chamado de hipertensão primária. Quando os motivos da pressão alta são conhecidos, fala-se em hipertensão secundária.

Possíveis causas
A seguir, veremos três possíveis origens da pressão alta.
Uma é o enrijecimento e estreitamento das artérias. Isso pode ocorrer, entre outros motivos, devido à deposição do colesterol ruim (LDL) nas paredes arteriais.

Outro motivo são problemas renais, que prejudicam a filtração de fluidos. Quando os rins não realizam a filtração de forma eficiente, o resultado é um maior volume de líquido circulando pelos vasos sanguíneos. Consequentemente, a pressão sobre as paredes arteriais será maior.

Mas a hipertensão também pode estar relacionada a problemas de origem genética, que levam a anormalidades morfológicas nas artérias.

Estas são apenas algumas das possibilidades que podem levar ao aumento anormal da pressão sanguínea.

A hipertensão pode atingir qualquer um, inclusive crianças. No entanto, estudos indicam que ela é mais comum em indivíduos com taxas de colesterol altas, do sexo masculino, acima dos 35 anos, sedentários, portadores de doenças renais ou diabete.
A hipertensão pode surgir também durante a gravidez, principalmente nos últimos três meses de gestação. Neste caso, é chamada de pré-eclampsia e pode representar riscos tanto para a mãe quanto para o bebê. Na maioria dos casos, os níveis de pressão voltam ao normal após o parto.

Diagnóstico e tratamento
Como os sintomas da hipertensão são, geralmente, imperceptíveis, a única maneira segura de detectar o problema é realizando exames de pressão regularmente. Recomenda-se que indivíduos saudáveis meçam a pressão a cada seis - ou no máximo doze meses. Para aqueles já diagnosticados como hipertensos este intervalo deve ser menor.

Na maioria dos casos, a hipertensão pode ser controlada, mas não curada. Isso porque, na maioria das vezes, sua origem é desconhecida. Assim, o controle é realizado com o auxílio de remédios e com a adoção de hábitos de vida saudáveis.

Os medicamentos utilizados para controlar a hipertensão atuam, basicamente, de duas formas. Os medicamentos diuréticos diminuem a quantidade de fluído circulante no sangue e, consequentemente, levam à diminuição da pressão arterial. Outra classe de remédios provoca o relaxamento das paredes arteriais, este é o caso dos medicamentos chamados de alfa ou beta-bloqueadores.

A adoção de hábitos de vida saudáveis também contribui para o controle da pressão arterial. Assim, não fumar, praticar exercícios de forma regular, controlar o peso e adotar uma alimentação balanceada, ajudam a prevenir e a controlar a hipertensão.

Alguns pontos importantes quanto à alimentação são o controle da ingestão de gorduras e de alimentos com alto teor de colesterol ruim - e a redução da ingestão de sal. O sal provoca a retenção de líquidos no organismo, aumentando o volume de líquido circulante e elevando a pressão arterial.
*Alice Dantas Brites é professora de biologia.

Projeto TAMAR




Colégio Estadual Dinah Gonçalves
email accbarroso@hotmail.com        
    



O Projeto TAMAR, voltado para a conservação das tartarugas marinhas em todo o território brasileiro, foi instituído em 1980 pelo ex-Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal – o IBDF -, hoje convertido no conhecido Ibama ou Instituto Brasileiro de Meio Ambiente. Este instituto tem o objetivo de resguardar este animal à beira da extinção.

projeto tamarPara tanto este ícone do movimento ambientalista nacional investiga, preserva e manipula pelo menos cinco classes de tartarugas marinhas que estão prestes a desaparecer. Desta forma este projeto invejável atua como um padrão de conservação animal para o resto do Planeta, pois atua de forma imediata, sem intermediários, com os grupos que habitam a costa marítima brasileira.

A expressão TAMAR é uma abreviatura dos termos tartaruga e marinha, criada nos anos 80 pela contingência de inscrever o nome do Instituto nas pequeninas placas confeccionadas com metal e usadas nestes espécimes para identificá-los como integrantes do movimento, submetidos assim a pesquisas biométricas e à constante vigilância do grupo através de um monitor, que tem, desta forma, a oportunidade de observar seus caminhos migratórios.

tamarO Tamar cuida de uma média de 1.100km de praias, por meio da manutenção de 23 bases de apoio em territórios reservados para as refeições das tartarugas, em áreas de desova, desenvolvimento e repouso destes animais, seja na costa marítima ou nas ilhas espalhadas pelos oceanos, ao longo de nove Estados nacionais.

O Programa Brasileiro de Conservação das Tartarugas Marinhas é ativado pelo Centro Brasileiro de Proteção e Pesquisa das Tartarugas Marinhas – Centro Tamar, que tem ligação direta com a Diretoria de Biodiversidade do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade –ICMBio -, entidade integrada ao Ministério do Meio Ambiente.

A Fundação Centro Brasileiro de Proteção e Pesquisas das Tartarugas Marinhas, conhecida como Fundação Pró-TAMAR, órgão não governamental instituído em 1988, é parceira neste projeto. Cabe a ela cuidar dos aspectos gerenciais, técnicos e acadêmicos; da obtenção de meios financeiros nas empresas privadas e nos órgãos responsáveis pelo financiamento de projetos; e da administração de planos de auto-sustentação.

Esta associação não é, portanto, de natureza estritamente estatal, e conta com a atuação constante de empresas e institutos brasileiros e estrangeiros, bem como com a parceria de ONGs. O patrocínio vem da Petrobras, de gestões estaduais e municipais, além dos órgãos públicos e privados já citados. Entidades da sociedade civil também apóiam essa iniciativa.

tartaruga marinha tamarO Instituto nasceu na década de 70, quando estudantes do curso de Oceanografia costumavam realizar suas investigações acadêmicas em praias não frequentadas por banhistas. Eles presenciaram, então, no Atol das Rocas, pescadores exterminando tartarugas marinhas.

Eles notificaram os órgãos oficiais com documentação farta, incluindo fotos, e assim incentivaram as autoridades que então já planejavam desenvolver um plano de preservação dos animais marinhos. O projeto aí iniciado deu origem, nos anos 80, ao Tamar, que se sustenta também com as visitas dos turistas e a compra de camisetas e outros objetos ligados a esta associação.

Fontes:
http://www.tamar.org.br/interna.php?cod=63
http://pt.wikipedia.org/wiki/Projeto_TAMAR

Sistema de equação




Para encontrarmos numa equação de 1º grau com duas incógnitas, por exemplo,
4x + 3y = 0, os valores de x e de y é preciso relacionar essa equação com outra ou outras com as mesmas incógnitas. Essa relação é chamada de sistema.

Um sistema de equação de 1º grau com duas incógnitas é formado por: duas equações de 1º grau com duas incógnitas diferentes em cada equação. Veja um exemplo:



Para encontramos o par ordenado solução desse sistema é preciso utilizar dois métodos para a sua solução.
Esses dois métodos são: Substituição e Adição.

Método da substituição
Esse método consiste em escolher uma das duas equações, isolar uma das incógnitas e substituir na outra equação, veja como:

Dado o sistema , enumeramos as equações.




Escolhemos a equação 1 e isolamos o x:

x + y = 20
x = 20 – y

Agora na equação 2 substituímos o valor de x = 20 – y.

3x + 4 y = 72
3 (20 – y) + 4y = 72
60-3y + 4y = 72
-3y + 4y = 72 – 60
y = 12

Descobrimos o valor de y, para descobrir o valor de x basta substituir 12 na equação
x = 20 – y.
x = 20 – y
x = 20 – 12
x = 8

Portanto, a solução do sistema é S = (8, 12)

Método da adição

Esse método consiste em adicionar as duas equações de tal forma que a soma de uma das incógnitas seja zero. Para que isso aconteça será preciso que multipliquemos algumas vezes as duas equações ou apenas uma equação por números inteiros para que a soma de uma das incógnitas seja zero.

Dado o sistema:



Para adicionarmos as duas equações e a soma de uma das incógnitas de zero, teremos que multiplicar a primeira equação por – 3.




Agora, o sistema fica assim:



Adicionando as duas equações:

- 3x – 3y = - 60
+ 3x + 4y = 72
y = 12

Para descobrirmos o valor de x basta escolher uma das duas equações e substituir o valor de y encontrado:

x + y = 20
x + 12 = 20
x = 20 – 12
x = 8

Portanto, a solução desse sistema é: S = (8, 12).

Se resolver um sistema utilizando qualquer um dois métodos o valor da solução será sempre o mesmo.
extraido de www.mundoeducacao.com.br