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terça-feira, 30 de agosto de 2016

Doenças bacterianas


Clostridium botulinum: bactéria cuja toxina causa os sintomas do botulismo.

Acne: ao se alimentar da secreção formada pelo entupimento dos ductos secretores das glândulas sebáceas dos pelos, bactérias como a Propionibacterium acnes libera ácidos graxos que causam inflamação, que pode deixar manchas na pele do indivíduo acometido. Limpar bem a pele, utilizando antissépticos, pode prevenir esta incidência; e o uso de antibióticos tópicos ou orais, aliados a este método citado, podem aliviar ou, de fato, eliminar os sintomas.

Antraz: Causada pelo Bacillus anthracis, o indivíduo pode contrair esta doença pelo manuseio de produtos animais infectados, como lãs e couro e, mais raramente, pela ingestão da carne destes, inalação de esporos e picada de insetos hematófagos contaminados. Pode causar úlceras com tecido necrosado, no caso de contato cutâneo; complicações respiratórias, quando a infecção se deu por esta via; ou complicações intestinais. Em muitos casos, pode ser fatal, caso não seja tratado de forma precoce, com antibióticos ministrados pelo médico. Pessoas que vivem em situação de alto risco, como laboratoristas, podem fazer o uso da vacina preventiva.

Botulismo: Encontrada em conservas e alimentos enlatados mal processados, a Clostridium botulinum libera uma toxina que causa tremores, vômito e paralisia muscular, podendo levar o indivíduo a óbito por parada respiratória. Para evitar esta doença, é necessário um cuidado especial ao escolher e consumir alimentos, como por exemplo, evitar aqueles cuja lata se apresenta estufada – característica esta que pode indicar a presença da bactéria viva, liberando gás carbônico pelo processo de fermentação.

Indivíduo acometido pela difteria. Observe a membrana localizada em sua garganta.

Cólera: causada pela Vibrio cholerae, graças às suas toxinas liberadas no intestino, provoca um quadro de diarreia (de aspecto semelhante à água de arroz) e, em alguns casos, náuseas e vômitos. Devido à desidratação, os órgãos podem entrar em colapso, levando o indivíduo à morte. A infecção se dá pela ingestão de água ou alimentos contaminados pelo vibrião.

Coqueluche: de incidência predominante em crianças, a infecção pela bactéria Bordetella pertussis provoca tosse seca, podendo desenvolver complicações como pneumonia, convulsões e hemorragias cerebrais. O contágio se dá pela inalação de bactérias anteriormente eliminadas pelas vias aéreas de pessoas doentes. Existe vacina que previne esta doença.

Difteria (crupe): a Corynebacterium diphteriae, transmitida por meio da inalação de gotículas infectadas, libera uma toxina que provoca dor de garganta e febre como sintomas iniciais; seguidos de inchaço no pescoço e formação de uma membrana na garganta – esta constituída de fibrina, tecidos mortos e células bacterianas; e que pode provocar asfixia. Para esta doença, também existe vacina.

Disenterias bacilares (shigelose): transmitida pela ingestão de água e alimentos contaminados por bactérias do gênero Shigella, liberam no intestino delgado uma toxina que destrói células do intestino grosso e causa um quadro de diarreia. É uma doença típica de locais onde o saneamento básico é precário ou inexistente.

Doença péptica (gastrite): a gastrite pode ou não estar associada a uma infecção. Neste segundo caso, o micro-organismo responsável é a Helicobacter pylori que, ao romper a camada protetora de muco do estômago, causa dor, mal estar e aumenta as chances do indivíduo desenvolver úlceras.


Erisipela: infecção bacteriana.

Erisipela: causada pela Streptococcus pyogenes, ocorre predominantemente em crianças e idosos. A infecção se dá pela entrada destes patógenos por meio de fissuras superficiais da pele, como frieiras. Migrando para os vasos linfáticos, provocam uma reação inflamatória que tem como característica a formação de manchas avermelhadas, quentes e doloridas; de bordas nítidas e bem definidas. As toxinas liberadas pela bactéria provocam febre, mal estar e dor de cabeça.

Escarlatina: doença que, assim como a erisipela, tem a Streptococcus pyogenes como agente infeccioso. A toxina que esta bactéria libera causa dor de garganta, febre, dores musculares, náuseas e vômitos; inflamação purulenta das amígdalas, saliências na língua e erupções na pele, principalmente nas partes mais aquecidas do corpo, como axilas e púbis. A escarlatina é transmitida via gotículas de saliva infectada por este micro-organismo.

Febre maculosa: causada pela Rickettsia rickettsii, é transmitida pela picada do carrapato-estrela (Amblyomma cajannense) infectado. Causa febre, vômito, dores musculares e manchas vermelhas na pele – devido a hemorragias subcutâneas. Pode evoluir à morte.

Febre reumática: desenvolvendo-se em decorrência da infecção pela Streptococcus pyogenes (responsável também pela erisipela e escarlatina), pelo contato com a saliva ou secreção nasal de indivíduos doentes. Pode causar artrite, inflamação cardíaca e complicações neurológicas.

Febre tifoide: esta infecção, causada pela ingestão de água ou alimentos contaminados pela Salmonella typhi, provoca febre, dor de cabeça, úlceras intestinais e diarreia. Como podem se multiplicar no interior das células de defesa do organismo, podem comprometer fígado, baço, medula óssea, vesícula e intestino; podendo levar o indivíduo a óbito.


Dente acometido pela cárie.

Brucelose: também denominada febre de malta, é causada por bactérias do gênero Brucella, sendo a Brucella mellitensis uma das que causam quadros mais sérios em nossa espécie. A infecção se dá pelo contato com animais infectados ou pela ingestão de seus produtos ou derivados, como carne, queijo e leite. Com sintomas inespecíficos, como calafrios, febre, perda de apetite e dor de cabeça, pode, em casos mais graves, comprometer rins, fígado e coração; e perdurar no indivíduo por meses ou anos. O diagnóstico é feito pela análise de amostras de sangue. Evitar o contato e a ingestão de carne e leite de animais oriundos de matadouros clandestinos são excelentes medidas para evitar o contágio por esta bactéria.

Cancro mole: causada pelo Hemophilus ducreyi, esta DST tem como manifestação clínica a presença de lesões nas áreas genitais, autoinoculáveis e geralmente doloridas. É mais frequente em indivíduos do sexo masculino.

Cárie dentária: identificada pela destruição parcial ou completa dos dentes, pela ação das secreções liberadas pela Streptococcus mutans: responsáveis também pela formação das placas dentárias. Uma boa higiene bucal evita a ação destes organismos, comumente encontrados na boca.

Cistite: caracterizada pela inflamação da bexiga urinária, pode ter a Escherichia coli ou Staphylococcus saprophyticus como agentes infecciosos, estas geralmente encontradas no sistema urogenital. Cuidados com a higiene pessoal são a principal medida para evitar a cistite.

Lesão na pálpebra característica do tracoma.

Tifo endêmico (ou murino): doença causada pela Rickettsia typhi. Esta bactéria é transmitida por meio da picada da pulga-do-rato (Senopsylla cheopis). Os sintomas iniciais são calafrios com tremores, cefaleia e febre. Mais tarde, surgem erupções cutâneas.

Tifo epidêmico: a Rickettsia prowazekii é o parasita responsável por esta doença. Transmitida pelas fezes do piolho contaminado, penetra no corpo quando a picada destes insetos é coçada. No organismo, as bactérias se reproduzem nos vasos sanguíneos, provocando febre alta e persistente, além de hemorragias subcutâneas. Existe vacina, mas só é utilizada eventualmente.

Tracoma: a bactéria responsável por esta doença é a Chlamydia trachomatis. Esta é transmitida pelo contato direto, ou com insetos ou objetos contaminados por secreções oculares de indivíduos infectados. Causa inflamação na conjuntiva e córnea, apresentando folículos na pálpebra superior. Devido às reincidivas, tais formações podem alterar a fisionomia da pálpebra e, consequentemente, a disposição dos cílios, propiciando a arranhadura da córnea. Este atrito aumenta as chances do indivíduo ficar permanentemente cego, a longo prazo.

Tuberculose: é causada pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis), por meio da inalação de gotículas de saliva e secreções nasais contaminadas. Tais organismos atingem os pulmões, provocando tosse persistente, febre, fadiga e, em casos mais graves, expectoração com sangue. Tais micro-organismos podem se espalhar pelo sangue e linfa, infectando órgãos como medula óssea e rins. Existe vacina preventiva.

Pneumonia bacteriana: caracterizada pela inflamação do trato respiratório provocada por bactérias como a Streptococcus pneumoniae e Diplococcus pneumoniae. Com sintomas que incluem febre alta, dor no peito, tosse com secreção e dificuldade respiratória; a transmissão se dá pela inalação do ar contendo estes micro-organismos.

Salmonelose: provocada por bactérias do gênero Salmonella. Hospedando-se no trato intestinal, provocam febre, dores abdominais e diarreias. O contágio se dá por meio da ingestão de alimentos contaminados, principalmente os de origem vegetal, como ovos e carne de galináceos crus ou malcozidos.

Sífilis: DST causada pela Treponema pallidum. Esta bactéria provoca o surgimento de uma lesão de borda endurecida e pouco dolorosa na região genital que tende a regredir espontaneamente. Entretanto, sem tratamento, podem surgir mais tarde lesões escamosas na pele e mucosas; acompanhadas de febre, dor de cabeça e indisposição. Em estágio mais avançado, o sistema nervoso pode ser atingido, provocando confusão mental, problemas na coordenação motora e até cegueira. Gestantes contaminadas podem sofrer aborto espontâneo ou dar a luz a bebês contaminados.

Tétano: os esporos da Clostridium tetani, encontrados no solo, podem causar a infecção quando ocorre um ferimento com objeto contaminado. Bebês recém-nascidos, ao terem o cordão umbilical cortado com tesoura que não foi previamente esterilizada, podem também adquiri-la. Desenvolvendo-se no organismo, as toxinas desta espécie provocam febre, dor de cabeça e contrações musculares, podendo provocar parada cardíaca ou respiratória. Existe vacina preventiva e soro para esta doença.
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